O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e incluiu o presidente Michel Temer como investigado em um inquérito da Lava Jato no qual já são investigados os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).
O caso envolve o suposto favorecimento da empresa Odebrecht durante o período em que Padilha e Moreira Franco foram ministros da Secretaria da Aviação Civil, entre os anos de 2013 e 2015.
De acordo com depoimento de delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Claudio Melo Filho, houve um jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, para tratativas de um repasse de R$ 10 milhões como forma de ajuda de campanha para o PMDB, atualmente MDB.
Na última terça-feira (27), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou a manifestação ao STF em que pediu a inclusão de Temer no inquérito. Para isso, ela discordou do entendimento do ex-procurador Rodrigo Janot, que, no ano passado, decidiu não incluir Temer na investigação, por entender que o presidente tem imunidade constitucional enquanto estiver no cargo.
Para a procuradora, a Constituição impede somente o oferecimento de uma eventual denúncia contra os investigados, mas não a investigação em si, sob pena da perda ou ocultamento de provas. Em decisão desta sexta-feira, Fachin acatou os argumentos.
“Com efeito, a imunidade temporária vertida no texto constitucional se alça a obstar a responsabilização do presidente da República por atos estranhos ao exercício das funções; mesmo nessa hipótese (a de atos estranhos ao exercício das funções) caberia proceder a investigação a fim de, por exemplo, evitar dissipação de provas, valendo aquela proteção constitucional apenas contra a responsabilização, e não em face da investigação criminal em si”, escreveu Fachin.
Na mesma decisão, Fachin também autorizou a prorrogação das investigações por mais 60 dias, a pedido da Polícia Federal e da PGR.
No último dia 27, quando a procuradora apresentou o pedido a Fachin, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, questionou a possibilidade de continuidade de uma investigação contra Temer sobre fatos anteriores ao mandato de presidente da República. “Pelo que eu sei, neste momento, o presidente só pode ser efetivamente atingido por qualquer coisa acontecida no exercício do seu mandato”.
O ministro também disse que não há fatos contra o presidente. “Se querem investigar, investiguem. Mais uma vez chegarão à conclusão de que nada efetivamente atinge a pessoa do presidente, que é um homem honrado, com um patrimônio conforme a renda auferida em décadas de trabalho”, disse Marun, em entrevista à imprensa.
A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara Legislativa do Distrito Federal descobriu que existe problema na saúde pública do Distrito Federal. E irá promover blitz em hospital público do DF na próxima quarta-feira (7), às 9h.
É uma ação louvável. E deveria acontecer de forma permanente. O que causa estranheza é a origem da iniciativa, a Comissão de Defesa do Consumidor. Existe na Câmara Legislativa uma comissão especifica, a de Saúde. A medida soa como conveniente aos parlamentares da CDC em ano eleitoral.
A blitz arranjada pelos distritais na quarta-feira não terá o nome da unidade de saúde e só será divulgado no momento em que a comissão for iniciar a ação. O que é mais que certo. Eles justificam para evitar “maquiagem” no local, como firmou o presidente da comissão, deputado Chico Vigilante (PT). E é claro com a presença importante de jornalistas.
Os deputados prometem auferir as condições das caldeiras, da cozinha e da farmácia, entre outros ambientes e serviços hospitalares.
Os deputados da Comissão de Defesa do Consumidor, em reunião nesta quinta-feira (1º), decidiu realizar reuniões mensais, além da série de blitz.
Se os deputados da CDC não conseguirem resolver os problemas da saúde pública, pelo menos terão garantidos os holofotes da imprensa. E guardarão imagens para a campanha eleitoral deste ano.
Em breve, podemos esperar vistorias dos deputados da Comissão de Assuntos Fundiários em nossos viadutos e monumentos ou a Comissão de Assuntos Sociais fiscalizar a arrecadação tributária do GDF. O oportunismo gera bizarrizes.
O presidente Michel Temer disse hoje (2) que os problemas na área de segurança pública são uma questão do país e devem ser enfrentados conjuntamente pela União, estados e municípios.
“A segurança pública não é uma questão só da União Federal, ou só dos estados, ou só dos municípios. É uma questão do país. Então, nós todos precisamos estar reunificados para combater a insegurança e dar tranquilidade ao povo brasileiro”, disse, ao participar de cerimônia de entrega de ambulâncias em Sorocaba (SP).
No discurso, Temer disse que ainda poderão ser liberados mais recursos para investimentos em equipamentos de segurança pública no país, além do anunciado na reunião com governadores e ministros, quinta-feira (1°), no Palácio do Planalto.
“Vi nos jornais hoje que parecia que apenas seria por meio de empréstimos do BNDES, mas não é não. Além desse R$ 1,2 bilhão que nós estamos colocando, outras verbas poderão vir para equipamentos”, disse.
No encontro de quinta-feira (1), foi anunciada uma linha de financiamento de R$ 42 bilhões, com parte dos recursos do Banco do Desenvolvimento Econômico do Social (BNDES). Temer lembrou que também está à disposição dos estados R$ 1,2 bilhão para a construção de penitenciárias, pois, segundo ele, “ninguém suporta mais a superlotação das penitenciárias que vive gerando conflitos”.
O presidente também citou dados positivos da economia como o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de toda as riquezas produzida pelo país), em 2017, e a geração de empregos.
“Tive muita sorte na economia. A previsão é que tenhamos a abertura neste ano de mais de 3 milhões de postos de trabalho, como tivemos agora nesse último trimestre de 1,8 milhão de novos postos de trabalho. Depois de tirar o país de uma recessão extraordinária”.
Ambulâncias
Na cerimônia em Sorocaba, foram entregues 300 novas ambulâncias para renovar a frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) em todo o país. As novas ambulâncias vão substituir as que têm mais de três anos de uso.
“Vamos renovar 65% da frota, que são aquelas que têm mais de três anos. Há muitos anos não se fazia renovação de frota do Samu, então, fizemos mais de duas mil compras de ambulâncias”, anunciou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
De acordo com o Planalto, no ano passado foram entregues 562 ambulâncias e a expectativa é chegar a 2.173 novas unidades até o fim do ano. O objetivo é qualificar o atendimento das urgências e emergências nos municípios de atuação do serviço, garantindo veículos com adequadas condições de uso para o socorro imediato.
O ministro Ricardo Barros anunciou que está em curso uma licitação que vai permitir o monitoramento de ambulâncias por chip. “Está em fase final de licitação uma empresa que colocará chip em todos os veículos, todas as ambulâncias do Brasil terão rastreamento. Vamos acompanhar o deslocamento de todas as ambulâncias E vamos impedir tráfico de drogas e armas nas ambulâncias. Hoje se você enche uma ambulância de drogas e armas e liga a sirene, ninguém vai parar. Infelizmente temos esse problema”, revelou.
Agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (DF) encontraram hoje (2) uma estufa caseira para cultivo de maconha em uma residência no Núcleo Bandeirante.
Os policiais cumpriam cinco mandados de busca e apreensão, no âmbito da Operação Theya, deflagrada com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas na capital federal.
Durante a operação, quatro pessoas foram presas por tráfico de drogas. Também foram apreendidas outras drogas.
Os mandados foram cumpridos nas cidades de Sobradinho, do Guará I e II e do Núcleo Bandeirante e na região do aeroporto.
O novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rogério Galloro, disse hoje (2) que a Operação Lava Jato continuará “forte”. Ao discursar durante a cerimônia de posse no cargo, ele destacou que sua gestão no comando do órgão buscará valorizar servidores e aprofundar a integração de suas unidades. Galloro assume a direção no lugar de Fernando Segóvia.
“As conquistas dos últimos anos são marcantes para a PF e indeléveis para a história da instituição. Essa responsabilidade só será respeitada com dedicação, fidelidade constitucional e coragem”, disse o novo diretor.
Galloro disse que a equipe que atua na Lava Jato continuará “íntegra” e reafirmou o compromisso assumido pelo ministro extrordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, de reforçar o time.
Futuro
Para Galloro, o futuro da PF passa pela necessidade de valorizar servidores e contratados da instituição, e de aprofundar a integração das unidades.
“Essa é uma condição basilar. O crime não é mais forte do que o Estado brasileiro. Iniciei minha carreira em uma unidade descentralizadas em São Paulo. Elas devem ser objeto de nossa dedicação, porque é lá que entendemos estar o desafio de ser da Polícia Federal”, ressaltou Galloro, após citar uma frase atribuída ao líder sul africano Nelson Mandella: “Coragem não é falta de medo, mas triunfo sobre ele”.
Indicações
Na gestão de Galloro, a Diretoria-Executiva será ocupada por Silvana Helena Borges; o diretor de Combate ao Crime Organizado será Elzio Vicente da Silva; a Diretoria de Inteligência Policial (DIP) ficará a cargo de Umberto Ramos Rodrigues. A Diretoria de Gestão de Pessoal terá no comando Delano Bunn, e a Diretoria de Logística, Fabricio Kelmer.
Adoção do modelo implica economia de 50% dos custos em logística e em material de consumo para os documentos. Implementação da ferramenta será concluída em junho
Dos 90 órgãos da administração direta e indireta do governo de Brasília, 54 já adotaram o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) para administrar e protocolar documentos. A expectativa é que, até junho, 100% dos servidores adiram ao modelo.
Edição de arte/Agência Brasília
Desenvolvida pelo Tribunal Federal Regional da 4ª Região, a ferramenta de tramitação de processos resulta em economia de pelo menos 50% dos custos em logística e em material de consumo para os documentos, como papel, tinta e transporte.
Desde junho de 2016, quando começou a implementação no Distrito Federal, foram 3.474.720 documentos produzidos e 945.421 processos feitos em meio virtual. Até então, somente o Corpo de Bombeiros Militar usava o programa.
De acordo com o cronograma de implementação, a Secretaria de Comunicação é a próxima a adotar o modelo e começará a usar o SEI na terça-feira (6).
Assim, todos os novos processos, como compra de material e pedido de férias e de abonos, terão de ser feitos on-line.
O próximo órgão a passar pela mudança será a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).
Economia nos órgãos do governo
No Corpo de Bombeiros, projeto-piloto na introdução do serviço no governo de Brasília, o consumo de papel caiu 80%. A redução no Instituto Brasília Ambiental (Ibram) foi de 67%, seguida por uma economia de 52% na Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Além de usar menos papel, o SEI contribui para diminuir despesas postais e gastos com combustível, uma vez que os documentos não precisam mais ser transportados.
Fazenda está 100% no SEI
Desde o início do funcionamento do SEI na pasta, em março de 2017, foram feitos mais de 16 mil processos — desses, 13.728 apenas no ano passado —, e quase 75 mil documentos foram produzidos nesse período.
Cerca de 18% das despesas com combustível e 48% com papel (o que corresponderia, por exemplo, à utilização de menos 473.500 folhas tipo A4) foram cortadas.
O presidente Michel Temer comemorou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 e estimou um aumento maior este ano. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente disse acreditar em um aumento na geração de empregos.
“Essa recuperação do ano passado pode trazer um PIB, uma produção nacional, de cerca de 3%. O que isso significa pra você? Significa a possibilidade de criar mais de 3 milhões de novos empregos. Isso significa progresso e desenvolvimento”, disse o presidente.
Pelo Twitter, Temer ainda acrescentou: “Esta é uma boa notícia que quero compartilhar com vocês. O PIB de 2017, divulgado hoje, foi de 1%. Isto significa que o país voltou a crescer e estamos no caminho certo para criar mais empregos”.
Mais cedo, em entrevista ao vivo à Rádio Tupi, o presidente disse que o resultado do PIB representa “esperança”. Ele afirmou ainda que o país está crescendo. “Veja o que aconteceu com a indústria, em pouco tempo de governo. De seis meses pra cá, a indústria tem se recuperado, o varejo tem vendido enormemente. E, ao mesmo tempo, não descuidamos dos programas sociais”, acrescentou.
O PIB DE 2017 fechou com crescimento de 1%, na comparação com 2016. Em valores correntes, o valor do PIB em 2017 atingiu R$ 6,6 trilhões. Em 2015 e em 2016, o resultado ficou negativo, com duas quedas consecutivas de 3,5%.
Os dados foram divulgados hoje (1º), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com os resultados das contas nacionais trimestrais, o que inclui o fechamento do ano.
Em 2017, contribuíram para o resultado as altas de 13% na agropecuária e de 0,3% nos serviços, além da estabilidade nas indústrias. O resultado da agropecuária foi o melhor em toda a série, iniciada em 1996.
Saulo Batista: “apesar de todos os esforços, uma aliança nacional entre tucanos e socialistas, já no primeiro turno, me parece cada vez menos provável”.
Considerada fundamental tanto para fortalecer a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin (SP), especialmente no Nordeste, quanto para a reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (DF), uma coligação entre o PSDB e o PSB, em nível nacional, parece cada vez mais distante. Essa é a avaliação de Saulo Batista (PSDB-DF), tido como o mais próximo do grupo do governador paulista dentre os tucanos do Distrito Federal.
“O governador (de São Paulo, Geraldo Alckmin) foi muito acertivo ao destacar que, sim, queremos uma aliança nacional com o PSB, mas que isso não depende só de nós. As construções políticas se fazem, principalmente, através de gestos. Na medida em que o PSB realiza seu congresso nacional, com painéis em homenagem a Dilma e Lula, tendo ao seu lado representantes do PT e seus satélites, como o PDT e o PCdoB, temos, para mim, uma indicação clara dos rumos que eles pretendem tomar em 2018”, afirmou Saulo, que integra o Secretariado Nacional de Relações Trabalhistas e Sindicais do PSDB.
Para o tucano, o fato do presidente nacional do PSDB e pré-candidato a presidência da república não ter participado do evento é algo a ser levado em conta. “A ausência do Geraldo no congresso, num contexto onde setores relevantes do PSB estavam se mobilizando para hostilizá-lo caso comparecesse, parece indicar uma falta de sintonia que pode comprometer ou, ao menos por ora, impedir que este apoio ao nosso projeto presidencial se concretize”, ponderou.
“A informação que temos é a de que o PSB não definirá neste congresso sua posição no que diz respeito à disputa presidencial de 2018, que deixará para fazê-lo mais pra frente. Isso faz com que haja mais tempo para a atuação daqueles que, dos dois lados, estão empenhados na construção desta aliança. Neste sentido, os movimentos adotados pelo Geraldo tem sido notórios. Mas, apesar de todos os esforços, uma aliança nacional entre tucanos e socialistas, já no primeiro turno, me parece cada vez menos provável”, avalia Saulo Batista.
Dificuldades nos Estados
Segundo Saulo Batista, o principal entrave para uma coligação com o PSB tem sido a as disputas estaduais nas quais os artidos se encontram em lados opostos. “As dificuldades começam por Pernambuco, onde já está consolidada uma aliança entre o PSDB, o PTB, o DEM e o PMDB, numa coalizão de oposição ao governador Paulo Câmara, do PSB, que tentará a reeleição”, destacou.
“Além de Pernambuco, onde o PSDB e o PSB não caminham juntos desde 2016 e de onde vemos sinais claros de reaproximação entre socialistas e petistas, há outros estados nos quais será muito difícil, quase impossível, unir os dois partidos. Na Paraíba, o Ricardo Coutinho já afirmou, com todas as letras, que não apoiará o Geraldo para presidente. Na Bahia, a senadora Lídice da Mata integra a base do governador Rui Costa (PT) e assim permanecerá, independente de uma eventual aliança nacional entre o PSB e o PSDB. No Espírito Santo, temos o vice-governador Cesar Colnago, que é presidente estadual do PSDB e um dos principais aliados do governador Paulo Hartung (PMDB), o que torna quase impossível o apoio à candidatura de Renato Casagrande, do PSB, ao governo. São muitos os casos nos quais, mesmo no caso de uma aliança nacional, as realidades locais irão impor grande dificuldades para uma composição nos estados”, ressaltou Saulo Batista.
São Paulo
“Estive com Márcio França (vice governador de São Paulo, do PSB) na semana seguinte à convenção que elegou o Geraldo presidente nacional do PSDB. Ele sempre soube que o apoio do PSDB à sua eventual candidatura à reeleição seria muito difícil de acontecer. Hoje, a presença de um candidato tucano na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes é dada como certa. Creio eu que, muito provavelmente, teremos uma aliança na qual o vice-governador, numa chapa do PSDB, será o ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Aliás, seria muito importante se essa aliança pudesse se repetir também em Brasília. Especialmente se o deputado Rogério Rosso tiver a disposição para disputar um cargo majoritário, talvez o de senador, e ele reúne todas as condições para isso, o PSD poderia, ao lado do PSDB, ser um dos mais importantes pilares para a construção de um palanque sólido para a nossa campanha presidencial aqui no DF”.
Distrito Federal
“Os governadores Rodrigo Rollemberg e Geraldo Alckmin são amigos, mantém um diálogo permanente. Nos últimos dias, o governador Rollemberg chegou até a defender publicamente a candidatura do Geraldo, algo que, até onde eu me lembro, ele nunca tinha feito antes. Apesar disso, na minha opinião, uma aliança entre o PSDB e o PSB em Brasília está praticamente descartada, principalmente em função da conjuntura nacional, onde uma coligação entre os partidos no primeiro turno da eleição presidencial parece cada vez mais distante. Neste contexto, muito dificilmente teremos um movimento top to down, vindo de cima, para forçar uma composição com o PSB no DF. O que eu percebo, hoje, na executiva nacional, é uma tendência no sentido da manutenção do deputado Izalci como presidente do PSDB-DF, o que nos levaria para a disputa com uma candidatura própria, o que é mais provável, ou numa coligação dentro do campo de oposição ao governador Rollemberg”.
Ao comentar a participação do grupo dissidente no governo Rollemberg, Saulo Batista evitou se posicionar em relação às disputas internas do PSDB-DF e não poupou elogios à ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, adversária de Izalci. “As nomeações de Ilza Peliz e da governadora Abadia foram dois acertos do governo. Digo isso, principalmente, sob a perspectiva que deve guiar a indicação de um secretário de Estado: a dos ganhos de qualidade para a gestão pública e os benefícios para a população que trás a escolha de pessoas tão experientes e qualificadas para conduzir as políticas sociais no Distrito Federal. A governadora Abadia, fundadora do partido, é uma das tucanas mais respeitadas e admiradas em todo o Brasil. Ainda que o PSDB não venha a apoiar a reeleição de Rollemberg, o que parece mais provável, estou certo que elas deixarão sua marca como duas das secretárias mais destacadas deste governo”.
Expectativa é que 10 mil congressistas de 160 países participem da 8ª edição do encontro internacional. Governador Rodrigo Rollemberg apresentou informações na tarde desta quinta (1º), com destaque para o ineditismo da Vila Cidadã
A oitava edição do Fórum Mundial da Água, que Brasília vai sediar de 18 a 23 de março, conta com 7,5 mil congressistas confirmados até agora. O encontro internacional ocorrerá no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Governador Rodrigo Rollemberg apresentou informações na tarde desta quinta (1º), com destaque para o ineditismo da Vila Cidadã. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília
Informações sobre o evento, como o funcionamento da Vila Cidadã — que será aberta ao público —, foram divulgadas na tarde desta quinta-feira (1º) pelo governador Rodrigo Rollemberg e o diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), Paulo Salles. Também participou da entrevista coletiva o secretário-adjunto de Turismo, da Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena.
De acordo com a organização, os já inscritos representam 150 países, como Estados Unidos, Etiópia, Israel, Itália, Japão, México e Turquia. A expectativa é que o evento reúna 10 mil congressistas de 160 países.
O governador destacou ações que são inéditas no fórum da edição de Brasília: a Vila Cidadã, a reunião de parlamentares de todo o mundo e o encontro de juristas e procuradores.
“Queremos que Brasília aproveite ao máximo (o fórum mundial) para darmos um salto qualitativo na nossa relação com a água”Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília
“Queremos que Brasília aproveite ao máximo para darmos um salto qualitativo na nossa relação com a água”, ponderou Rollemberg.
Para acessar a vila, bastará se credenciar gratuitamente. No local, são esperadas cerca de 30 mil pessoas. Ela será aberta em 17 de março (sábado), às 9h30, um dia antes do fórum. Diariamente, mil alunos de escolas públicas farão visitas guiadas no espaço.
Na Vila Cidadã, que ficará no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, haverá exposições, debates sobre água e atrações culturais. A estrutura contará com palco, estande multiuso, mostra e os espaços Brasília — com auditório e projetos de 14 entidades do governo local — e Criança Candanga, com atividades que mostrem aos pequenos que a água faz parte de todo o ciclo da vida.
O funcionamento será das 9 às 22 horas, com entradas até as 21 horas. As atividades culturais estão previstas para a partir das 18 horas.
O Mané Garrincha também abrigará as áreas de exposição e feira. A primeira destina-se apenas aos congressistas, enquanto a segunda é gratuita, com acesso mediante credenciamento.
A abertura e o encerramento, as palestras e os painéis com representantes internacionais ocorrerão no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Além da movimentação da economia, com a vinda de turistas nacionais e estrangeiros para a cidade, o governador apontou a conscientização como uma experiência fundamental para a cidade.
“O mais importante é o legado de uma nova forma de relacionamento e de compartilhamento da água, fazendo com que tenhamos água, para as futuras gerações, em quantidade e qualidade necessárias para que todos tenham uma boa qualidade de vida”, ressaltou Rollemberg.
Entre as 340 sessões do encontro, haverá 18 painéis chamados de alto nível, com a presença das principais autoridades. O governador participará de um dos painéis, em que tratará da crise hídrica.
Para o diretor-presidente da Adasa, o fórum dará chance de os gestores de Brasília dialogarem com quem vivenciou a falta de água e de trocarem experiências acerca das soluções encontradas.
“Temos que colocar a água como uma prioridade nas políticas públicas. Todos os governos precisam se adaptar a uma nova realidade de falta da água e de enfrentamento da crise climática”, opinou Paulo Salles.
O 8º Fórum Mundial da Água é orçado em R$ 80 milhões, dos quais R$ 50 milhões são custeados pelos governos de Brasília e federal.
Segundo lote das inscrições para o fórum é prorrogado
Até 5 de março, ficará disponível o segundo lote de inscrições. O prazo, que se encerraria em 28 de fevereiro, foi prorrogado.
Os registros são feitos no site oficial do evento, na aba Inscrições, e dão direito à participação da abertura, do encerramento, das sessões, dos almoços e dos eventos culturais na exposição e na feira.
Brasileiros e cidadãos de países que não integram a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) têm 50% de desconto. Estudantes usufruem de abatimento de até 80%.
O que é o Fórum Mundial da Água
Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos.
Em Brasília, ele é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo local — representado pela Adasa — e pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA).
O encontro internacional ocorre a cada três anos e já passou por: Daegu, Coreia do Sul (2015); Marselha, França (2012); Istambul, Turquia (2009); Cidade do México, México (2006); Kyoto, Japão (2003); Haia, Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997).
Pronunciamento do governador Rodrigo Rollemberg na abertura da entrevista coletiva sobre o 8º Fórum Mundial da Água.
8º Fórum Mundial da Água
De 18 a 23 de março
No Centro de Convenções Ulysses Guimarães e no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília, voltou atrás e decidiu hoje (1º) que processos criminais envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-deputados Geddel Vieira Lima, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves vão permanecer sob a relatoria do juiz federal Vallisney Oliveira, titular da 10ª Vara Federal, responsável pelo julgamento das ações penais oriundas das operações Zelotes, Sépsis e Cui Bono, da Polícia Federal.
A medida foi tomada pela corregedoria do tribunal após procuradores responsáveis pelos casos questionarem o ato que determinou a redistribuição dos processos para 12ª Vara, criada, de acordo com o TRF, para desafogar o trabalho de Vallisney Oliveira, por ser o único juízo especializado para julgar ações sobre corrupção na Justiça Federal em Brasília.
Ao rever o deslocamento dos processos, o tribunal decidiu que os processos em que houve audiências ou interrogatórios não serão mais remetidos à 12ª Vara. Segundo procuradores do Núcleo de Combate à Corrupção, cerca de 16 processos das operações poderiam sofrer atrasos porque os novos juízes levariam tempo para ficarem a par de todo material.