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CURSOS TÉCNICOS PARA QUEM TEM PRESSA EM TRABALHAR

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 Escola investe em método que acelera o ingresso no mercado de trabalho

Os cursos técnicos são uma boa opção para quem tem pressa em conseguir entrar no mercado trabalho de forma direta. Com duração menor que as graduações, essa modalidade de ensino forma profissionais qualificados e, além disso, é ótima em tempos de crise e desemprego, já que enquanto alguns setores estão sem vagas, as oportunidades que exigem nível técnico continuam crescendo, nos mais diversos segmentos que possuem necessidade de mão de obra especializada. Pesquisas indicam que 70% dos técnicos têm empregabilidade imediata no Brasil. Há uma carência muito grande desse tipo de profissional. Das 54 milhões de pessoas que poderiam cursar o técnico de nível médio no Brasil, só pouco mais de dois milhões o fazem, menos de 4%, segundo o último levantamento do IBG E.

Em Brasília, com o objetivo de inovar e incentivar ainda mais os estudantes, a Escola de Saúde Unyleya acaba de inaugurar, e realiza um preparo diferenciado. Eles reuniram uma série de serviços de apoio ao aluno, voltados não só para o preparo profissional, mas incluindo todo um trabalho psicológico para que o aluno possa, além de ter certeza de sua vocação, realizar um atendimento humanizado. A humanização no atendimento é um conceito que vem ganhando cada vez mais força, não apenas pela consciência social, mas também por gerar mais retorno positivo do público e contribuir para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

 A Escola de Saúde conta com o Sistema de Aceleração para Ingresso no Mercado de Trabalho – AMT, e entre os diversos serviços oferecidos estão: Departamento de Integração Escola-Mercado, que em parceria com empresas específicas ajuda os alunos a estagiarem desde o primeiro ano de curso, aliando teoria e prática de forma simultânea; orientação profissional, ensinando sobre comportamento e postura, por exemplo; orientação educacional e vocacional, que ajudam o estudante a definir a área que tem mais afinidade, além de montar planos de estudos e currículos e as certificações intermediárias em todos os cursos técnicos.

Com as certificações intermediárias, o aluno estará apto a atuar profissionalmente, antes da conclusão do curso. Para exemplificar como funciona esse novo sistema, a diretora da Escola, Kedma Villar, cita o curso técnico em Saúde Bucal, que possui quatro módulos com duração de dois anos. Ao final de um ano, quando completa o segundo módulo, o aluno receberá a certificação intermediária de Auxiliar em Saúde Bucal, estando apto para atuar profissionalmente em tarefas preventivas sob a orientação do dentista. Ao passo que ao se tornar Técnico em Saúde Bucal, poderá realizar atividades de maior intervenção, como, por exemplo, remover o fio ortodôntico ou tirar uma radiografia, sempre sob a supervisão do dentista. “Estamos sempre pensando na colocaç&atilde ;o do aluno no mercado de trabalho, preparando-o para executar as atribuições previstas para seu grau de certificação, de forma responsável e ética. Com essa certificação, o aluno garante, além da empregabilidade, a experiência enquanto estuda”, explica. A Escola oferece ainda os cursos técnicos de Farmácia, Enfermagem e Estética.

É grande a variedade de cursos oferecidos pelas escolas técnicas, cada vez mais procuradas por aqueles que possuem foco e estão cursando ao menos o segundo ano do Ensino Médio, já que o conteúdo será voltado para a área profissional desejada e suas principais funções. É importante lembrar que após a formação técnica completa, é possível enriquecer o currículo com especializações ou até mesmo com um curso superior. Até porque, já contando com experiência profissional, o estudante terá mais chance de conquistar uma promoção.

Senado concede diploma a Maria Abadia e outras 25 deputadas constituintes

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Nos 30 anos da Constituição Federal, todas as mulheres que integraram o parlamento à época receberam o Diploma Bertha Lutz, em reconhecimento à luta pela igualdade de gênero

As 26 deputadas constituintes receberam o Diploma Bertha Lutz nesta quarta-feira (7), em reconhecimento à importância delas na luta feminina pela igualdade de gênero. A 17ª edição da premiação ocorreu no Senado Federal.

Nos 30 anos da Constituição Federal, todas as mulheres que integraram o parlamento à época receberam o Diploma Bertha Lutz, em reconhecimento à luta pela igualdade de gênero. Uma das então parlamentares é a secretária de Projetos Estratégicos do DF, Maria de Lourdes Abadia.
Em cerimônia no Senado Federal, as deputadas constituintes receberam o Diploma Bertha Lutz, em reconhecimento à luta pela igualdade de gênero. Uma das homenageadas foi a secretária de Projetos Estratégicos do DF, Maria de Lourdes Abadia. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Geralmente cinco pessoas são escolhidas pelo conselho do diploma, formado por senadoras e senadores, para receber a honraria. Neste ano, para comemorar os 30 anos da Constituição Federal, decidiu-se por uma edição ampliada, com diplomas para todas as deputadas eleitas em 1986.

Uma das então parlamentares é a secretária de Projetos Estratégicos do DF, Maria de Lourdes Abadia. “Em 1986, ocorreu a primeira eleição de Brasília e eu fui escolhida para representar o povo. Quando chegamos ao Congresso Nacional, sequer havia banheiro feminino”, recordou. O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou da cerimônia.

Para Abadia, nesses 30 anos, o aumento da representatividade das mulheres foi abaixo do esperado. “A mulher exerce um papel muito importante na sociedade. Tem mais representação feminina hoje do que em 1988, mas ainda é pouco.”

Na legislatura atual, o Brasil tem 13 senadoras e 54 deputadas federais. O número de homens é 68 e 459, respectivamente. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro.

O que é o Diploma Bertha Lutz e quem foi ela

O Diploma Bertha Lutz foi criado em 2001 para reconhecer a luta política das mulheres. Já receberam a honraria pessoas como a ex-presidente da República Dilma Rousseff, a farmacêutica Maria da Penha (inspiradora da lei de mesmo nome) e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie Northfleet, primeira mulher a integrar e presidir a Corte.

“Em 1986, ocorreu a primeira eleição de Brasília e eu fui escolhida para representar o povo. Quando chegamos ao Congresso Nacional, sequer havia banheiro feminino”Maria de Lourdes Abadia, secretária de Projetos Estratégicos do DF e deputada constituinte

A premiação leva o nome da advogada e bióloga Bertha Maria Julia Lutz, relevante figura para o feminismo no Brasil. Ela foi a segunda mulher a fazer parte do serviço público no País, ao ser aprovada em concurso para pesquisadora e professora do Museu Nacional, em 1919.

A bióloga foi fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, após conhecer o movimento feminista enquanto estudava na Europa. Ela defendeu a bandeira do direito ao voto para as mulheres, conquista que veio em 3 de maio de 1933, na eleição da Assembleia Nacional Constituinte.

Bertha Lutz foi eleita suplente em 1934. Assumiu a titularidade em 1936, com a morte de Cândido Pessoa, e perdeu o cargo em 1937, quando Getúlio Vargas dissolveu o Poder Legislativo por meio do Estado Novo.

Governo estuda redução de tributos, e preços de combustíveis poderão cair

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A definição dos preços da gasolina e do gás pela Petrobras é autônoma e baseada na realidade de mercado, mas o governo estuda redução de tributos sobre os combustíveis, o que poderá resultar em queda de preços. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conversou hoje (7) com jornalistas sobre o assunto, em Nova York, antes de participar de café da manhã com líderes empresariais, organizado pelo Council of the Americas.

“A política de preços da Petrobras – e eu deixei isso claro na minha fala – é autônoma, baseada na eficiência corporativa, na realidade do mercado”, disse o ministro, ao ser questionado sobre uma entrevista dada ontem (6) à Rádio CBN de Ribeirão Preto. Na entrevista, Meirelles informou que o governo está discutindo com a Petrobras uma nova política de reajuste de preços dos combustíveis.

Meirelles explicou, nesta quarta-feira, que o governo não pretende mudar a forma como a Petrobras define os preços, baseada na cotação internacional. O ministro ressaltou, entretanto, que “existem diversos fatores que adicionam preço”. Ele citou a margem de lucro das distribuidoras, no caso do gás, e disse que há possibilidade de ação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas destacou que o Cade é uma “entidade independente”.

Ainda “existe uma tributação grande” sobre os combustíveis, e o governo está começando a fazer uma avaliação sobre a necessidade, ou não, de “melhora na estrutura de impostos”, mas não há prazo para conclusão, acrescentou o ministro.

Questionado sobre a oscilação no preço das ações da Petrobras depois da entrevista que deu ontem, Meirelles respondeu que foi uma reação “normal” do mercado, que busca “ganhar” e depois se ajusta.

Nota da Petrobras

Em nota, a Petrobras informou que o governo federal consultou recentemente a companhia “acerca do comportamento dos preços no mercado internacional de petróleo, quando registrou preocupação com a volatilidade dos preços para o consumidor final”. “No entanto, conforme aliás declarado pelo ministro da Fazenda, em nenhum momento se cogitou qualquer alteração nas regras atualmente aplicadas pela companhia, que são de sua exclusiva alçada. Assim, a Petrobras continuará ajustando o preço da gasolina e do diesel em suas refinarias diariamente conforme as variações nas cotações internacionais do petróleo”.

A Pebrobras acrescentou que a parcela da refinaria, de responsabilidade da companhia, constitui menos de 50% no diesel e menos de 33% na gasolina. Por isso, para a Petobras, “qualquer medida cujo objetivo seja o de reduzir a volatilidade [oscilações no preço] deverá alcançar os demais componentes do preço, sendo que o principal deles é a carga tributária, federal e estadual.”

Fora da Rede – programa da Polícia Civil do DF inutilizará celulares irregulares

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Programa lançado pela PCDF tem objetivo de coibir comércio ilegal de celulares. De outubro de 2017 a fevereiro deste ano, 1.100 aparelhos foram bloqueados

A população do Distrito Federal já pode bloquear celulares que tenham sido roubados ou furtados por meio do site da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Desde outubro de 2017, o programa Fora da Rede vem passando por testes. A partir desta semana, ele entra plenamente em vigor, permitindo que usuários possam inutilizar os aparelhos. Dessa forma outros chips não poderão ser habilitados nos telefones, desestimulando assim a prática criminosa.

Somente será possível o bloqueio de celulares habilitados a partir do dia 22 de fevereiro, quando a Anatel firmou parceria com o Distrito Federal e Goiás. A medida começa efetivamente em nove de maio. Até lá, os usuários com celulares irregulares serão comunicados sobre a inutilização dos aparelhos por mensagem de texto (SMS).

Para que o bloqueio seja possível é necessário que a vítima faça o registro de ocorrência do roubo ou furto na delegacia mais próxima ou por meio da Delegacia Eletrônica. Para isso, é necessário informar o número da linha, o nome e o CPF do titular da linha (caso não seja a própria vítima) e o número do IMEI.

O número do IMEI não é obrigatório no caso de registro presencial em uma das Delegacias de Polícia, mas ele facilita a validação das informações, garantindo o efetivo bloqueio. Aparelhos celulares com mais de um chip possuem mais de um número de IMEI.

Um levantamento feito pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP/DF) em 2017, mostrou que em 70% dos roubos cometidos contra a pedestres, o alvo dos bandidos era o aparelho celular.

Vale ressaltar que o cidadão pode denunciar o comércio ilegal de aparelhos por meio do site da Polícia Civil, pelo disque denúncia no telefone 197, opção 0. Outra opção é mandar uma e-mail para denuncia197@pcdf.df.gov.br ou ainda pelo WhatsApp (61) 98626-1197.

Eleições 2018: Frejat, Joe Valle e a chapa dos sonhos para a disputa do GDF

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Por Delmo Menezes – Com a aproximação da data de definição das chapas majoritárias e escolha dos partidos políticos, as conversas de bastidores tem se intensificado nos últimos dias no Distrito Federal. Pré-candidatos ao Buriti começam a lançar seus nomes, como um termômetro para saber se a candidatura vai decolar ou não.

O líder das pesquisa em todos os cenários, Jofran Frejat (PR), tem o apoio incondicional do seu partido tanto a nível regional como nacional. Frejat tem sempre mantido a coerência nos seus discursos, afirmando que aquele que estiver melhor nas pesquisas, será o escolhido do grupo para o Buriti.

O anúncio do lançamento da pré-candidatura do ex-deputado distrital Alírio Neto (PTB) ao GDF nesta quarta-feira (07), sem dúvida nenhuma alterou o tabuleiro político da capital. Abriu-se uma brecha para que novas composições políticas sejam colocadas na mesa.

Uma das negociações em curso, considerada por estrategistas políticos como uma aliança muito forte, seria Jofran Frejat (PR) e Joe Valle (PDT). Nesta composição, Frejat seria o cabeça de chapa e Joe Valle o vice. Neste cenário, Cristovam Buarque (PPS) seria a primeira opção para o Senado, e Chico Leite (Rede) ou Fraga (DEM) como segunda opção. Não é difícil entender que nesta composição, eleitores de centro-direita e centro-esquerda, se uniriam.

A dupla Jofran Frejat e Joe Valle com certeza seria o “dream team” que uniria a experiência com a jovialidade e ambos com ficha limpa. Joe já demonstrou ser um bom executivo nos cargos que ocupou no governo. Apesar de novo, é um político experiente, com bom trânsito tanto na direita quanto na esquerda, tem apoio do setor produtivo, e atualmente é o presidente da Câmara Legislativa do DF. Na sua gestão a frente da Câmara, não teve nenhum problema que pudesse manchar seu mandato.

O médico Jofran Frejat, tem a seu favor uma larga experiência no Executivo, onde ocupou por quatro vezes a direção da Secretaria de Saúde. Eleito por cinco vezes Deputado Federal, Frejat até hoje é o recordista em mandatos pelo DF, tendo participado como constituinte, na elaboração da Carta Magna de 1988. Nas eleições de 2014 faltando pouco mais de 40 dias para o pleito, o ex-secretário de saúde obteve 44,44% dos votos válidos no segundo turno. Tem a seu favor, o “recall” de ter concorrido no último pleito, estando presente na memória do eleitorado.

Como dizia o saudoso Magalhães Pinto:“Política é igual uma nuvem. Você olha está de um jeito, olha de novo e já mudou“.

Da Redação do Agenda Capital

Votação do projeto que altera a Lei do Silêncio fica para o dia 20

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A votação do projeto de lei 445/2015, do deputado Ricardo Vale (PT), que altera a chamada Lei do Silêncio foi adiada para o dia 20 de março. O adiamento foi comunicado pelo presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle (PDT), na abertura da sessão ordinária desta terça-feira (6), logo após reunião para analisar a proposta.

De acordo com Valle, durante a reunião surgiram dúvidas sobre a constitucionalidade do projeto. Os deputados optaram então por aguardar um estudo mais aprofundado dos técnicos da Casa sobre a constitucionalidade da proposta e adiaram a apreciação para o dia 20 de março.

Valle explicou a uma galeria tomada por favoráveis e contrários ao projeto que a intenção é votar o projeto com segurança. De um lado, representantes de bares, restaurantes e artistas da noite defendiam a alteração da Legislação. E de outro, representantes de prefeituras comunitárias cobravam a manutenção das regras atuais.

O autor do projeto, Ricardo Vale, afirmou que gostaria que a votação tivesse acontecido, mas disse que talvez não houvesse maioria para sua aprovação. Segundo ele, alguns deputados que pediram mais tempo, sinalizaram com a possibilidade de votarem pela aprovação do projeto. “Decepciona porque queria resolver hoje, mas já são três anos de espera e mais 15 dias não vão atrapalhar tanto e teremos a garantir dos empregos para o pessoal da cultura”, argumentou ele.

Polícia – O deputado Wellington Luiz (PMDB) criticou na sessão desta terça-feira um parecer da Procuradoria do GDF que pede a saída de servidores administrativos que atuam na polícia civil desde o ano 2000. Segundo ele, a decisão surpreendeu a todos e mais uma vez revela um descaso do GDF com seus servidores.

Wellington Luiz explicou que em 2000 um decreto do então governador Joaquim Roriz lotou alguns servidores administrativos concursados na polícia civil para serviços internos. Desde então, estes servidores têm sido fundamentais para os serviços administrativos da corporação, na avaliação do distrital.

O deputado Wasny de Roure (PT) também criticou a decisão e destacou a importância da categoria, especialmente neste momento de falta de pessoal na polícia civil. Para ele, o parecer da Procuradoria é uma “violência” contra os servidores.

Estudante do DF atribui primeiro emprego a curso técnico no currículo

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Ensino Técnico DF

Por Marquezan Araújo – No Distrito Federal, os setores que mais contribuem para o desenvolvimento econômico são os da construção, serviços industriais de utilidade pública, bebidas, alimentos e minerais não metálicos. Juntos, os segmentos representam 91,8% da indústria local. Só em 2016, o setor industrial no DF empregou 83.528 pessoas, com salários de R$ 3.204, em média. Os dados são do Portal da Indústria.

O jovem João Pedro Espínola, de 21 anos, foi um dos profissionais que tiveram acesso ao mercado de trabalho. Com o curso técnico em manutenção automotiva quase concluído, ele afirma que o currículo mais completo foi um fator determinante para conseguir o primeiro emprego.

“O curso técnico, que constava no meu currículo, foi essencial para eu arranjar meu primeiro emprego. Já o segundo, em uma concessionária de automóveis, foi por meio do Senai. O professor me indicou. Ele sabia que eu era apto para a vaga e acabou me indicando”, comenta o estudante.

João Pedro diz ainda que o curso técnico aumentou a experiência e a capacidade de atuação na área em que está se formando. “Com certeza você vai chegar mais preparado no mercado de trabalho do que uma pessoa que só fica na teoria. A gente tem conhecimento de ferramentas, de prática, de certos modelos”, ressalta.

Em todo o país, 61% das empresas brasileiras querem contratar, mas têm dificuldades de encontrar pessoas capacitadas para trabalhar, principalmente que atuem em áreas de nível técnico. A informação é da empresa multinacional de seleção e recrutamento ManpowerGroup.

A coordenadora de Educação do Senai-DF, Valéria Silva, diz que o serviço oferecido pela instituição pode ajudar os alunos formados a atenderem a demanda do mercado de trabalho.

“Uma estatística nacional aponta que 75% dos alunos que fazem curso técnico no Senai conseguem um emprego na área de atuação, na mesma área que foi realizada o curso. Ele [o aluno] é inserido no mercado de trabalho com mais rapidez, em função da necessidade da indústria e do mercado de ter profissionais mais qualificados. Por outro lado, o Senai atende exatamente esse potencial e essa demanda da indústria.”

Um estudo encomendado pelo Senai, feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, mostra que profissionais que fizeram cursos técnicos têm um acréscimo na renda de 18%, em média, em relação a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes, mas que concluíram apenas o ensino médio regular.

Reforma da Previdência terá que ser discutida cedo ou tarde, afirma economista

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Por Jalila Arabi e Marquezan Araújo – Para conter a onda de violência que assusta moradores e turistas do Rio de Janeiro, o governo federal decretou uma intervenção na segurança pública do estado. Apesar de ter sido aplicada em uma única região, a lei prevê que a Constituição não pode ser alterada durante a vigência de uma intervenção federal. Assim, a reforma da Previdência, por se tratar de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), teve a tramitação suspensa no Congresso Nacional.Reforma da Previdência

O professor da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo, entende que há uma certa urgência para cuidar da segurança do Rio. Mas, para ele, resolver o problema do rombo previdenciário também é uma questão que precisa ser revista o quanto antes.

“O governo federal gasta, hoje, 57% de todas as despesas com aposentadorias e pensões. A reforma vai ter que ser feita. Em algum momento ela vai ter que ser feita. O sistema de aposentadoria brasileiro não é sustentável no curto prazo. E mais, quanto mais tempo demorar, mais dura vai ter que ser a reforma”, afirmou Camargo.

Com as diversas mudanças apresentadas no texto da reforma da Previdência desde a redação enviada pelo governo federal à Câmara, muita gente ficou em dúvida com relação à última proposta. Um dos questionamentos é sobre as pessoas que já fazem a contribuição previdenciária.

O especialista em finanças Marcos Melo comenta sobre a principal alteração para essa parcela da população.

“Para esse pessoal, aplica-se o que se chama de regra de transição. Nesse caso, existe, sim, um aumento no tempo de contribuição para que a pessoa possa vir a se aposentar, mas isso tudo vai depender de uma proporção, do tempo em que a pessoa tenha ainda para se aposentar. Nesse caso, ela vai precisar contribuir um pouco mais de tempo, nesse sentido, para ter a aposentadoria integral. Isso tudo vai depender de qual é o tempo de contribuição que essa pessoa já tem”, explica Melo.

O objetivo da regra de transição é diminuir o impacto da reforma para os trabalhadores que estariam perto de se aposentar. Portanto, caso a proposta seja aprovada, a idade mínima, inicialmente, seria de 55 anos para os homens e 53 anos para as mulheres. Essa idade começa a subir a partir de 2020, na proporção de um ano de idade a cada dois anos que se passam. Dessa forma, em 2038, o piso para a aposentadoria seria atingindo, fixando as idades de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Para Marcos Melo, um dos pontos relevantes dessa discussão é o que trata do aumento da expectativa de vida e de sobrevida do brasileiro. Em 2015, uma pessoa aos 60 anos de idade, segundo o IBGE, já tinha sobrevida de mais de 22, chegando aos 82 anos. Mas o financista faz um alerta importante.

“Se as coisas continuarem como estão, a população brasileira envelhecendo, tendo maior expectativa de vida, realmente existe um risco muito grande de as aposentadorias não conseguirem ser pagas pelo governo”, avalia o especialista.

Previdência precisa se adaptar à nova realidade, aponta especialista

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Reforma da Previdência

Por Jalila Arabi e Marquezan Araújo – Apesar da suspensão do trâmite da reforma da Previdência, devido a vigência da intervenção aplicada no Rio de Janeiro para ajudar a conter a violência local, especialistas acreditam que as discussões devem ser retomadas logo que possível.

É o caso do professor da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo. O especialista defende as ações para auxiliar na segurança pública do Rio, mas ressalta que a reforma da Previdência não deve ser esquecida porque o rombo no setor ainda é uma realidade.

“O governo federal gasta, hoje, 57% de todas as despesas com aposentadorias e pensões. A reforma vai ter que ser feita. Em algum momento ela vai ter que ser feita. O sistema de aposentadoria brasileiro não e sustentável no curto prazo. E mais, quanto mais tempo demorar, mais dura vai ter que ser a reforma”, afirma Camargo.

Os contribuintes da Previdência que já estão em vias de se aposentar podem ter algumas dúvidas em relação às regras para aposentadoria, propostas na reforma. Isso porque desde que começou a tramitar em 2016, o texto que está em discussão no Congresso Nacional passou por alterações.

Para esclarecer alguns pontos sobre a proposta, o advogado especialista em Previdência Átila Abella comenta sobre as mudanças para quem já pode se aposentar pelas regras atuais.

“Quem já tem direito a se aposentar agora ou simplesmente não requereu, a essas pessoas já está assegurado [o direito à aposentadoria nas regras antigas]. Essa pessoa já teria direito adquirido. Claro que se ela não tem os requisitos ainda e vier uma reforma, ela vai ter que cumprir. Só que, para quem já está próximo [de se aposentar], a reforma prevê uma regra de transição, que é o cumprimento de 30% do período que falta para completar os requisitos. Então, quem já está próximo, não vai sofrer tanto assim esses reflexos”, explica Abella.

De acordo com as novas regras, caso a reforma seja aprovada, haverá idade mínima para se aposentar. Seria aos 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. Para o economista Otto Nogami, essa medida é fundamental para o Brasil se adaptar à realidade de envelhecimento populacional.

“Esse é um assunto que está em pauta desde o início da década de 80. Vai governo, vem governo e sempre se toca nessa questão. É inevitável que, à medida que a expectativa de vida da população aumenta, o próprio regime previdenciário tem que passar por uma série de revisões para se adequar à nova realidade”, afirma o especialista em finanças.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro aumentou nos últimos anos. Uma pessoa nascida em 2016, por exemplo, tende a viver, em média, até os 75 anos de idade. Isso representa um aumento de três meses e 11 dias em relação a uma pessoa nascida em 2015.

Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas tem nova diretoria até 2020

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Presidente da unidade do DF será um dos vice-presidentes da entidade. Governador Rodrigo Rollemberg prestigiou solenidade de posse na noite desta terça (6) e destacou a força do setor varejista

Tomaram posse, na noite desta terça-feira (6), os membros da nova diretoria da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), eleita para o triênio 2018-2020.

O presidente empossado, José César da Costa, e o ex-presidente da CNDL, José Honório Pinheiro.
O presidente empossado, José César da Costa, e o ex-presidente da CNDL, José Honório Pinheiro. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

A entidade, que representa o setor de comércio e serviços, terá como presidente José César da Costa, membro do sistema desde 1998. A cerimônia de posse ocorreu em um hotel na Asa Norte.

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, parabenizou os novos dirigentes e destacou a força do setor varejista. “Se hoje estamos retomando a economia, muito se deve a vocês, que acreditam no empreendedorismo para produzir e empregar.”

O novo titular recebeu as boas vindas do ex-presidente da entidade, José Honório Pinheiro, que destacou a importância de impulsionar o varejo no Brasil.

“Renovamos hoje o compromisso com o desenvolvimento do varejo nacional”, destacou o presidente empossado. De acordo com ele, o setor é a força motriz da economia brasileira, responsável pela criação de emprego e diretamente ligado à retomada do crescimento.

“Se hoje estamos retomando a economia, muito se deve a vocês, que acreditam no empreendedorismo para produzir e empregar”Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília

Na cerimônia de hoje também foram empossados os conselheiros do Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC Brasil. “Nossa rede se tornou mais forte e persistente com a integração entre representantes tão importantes para o setor produtivo”, declarou o presidente do conselho deliberativo do órgão, Bruno Falci.

Prestigiaram a solenidade o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e o ministro interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, entre outras autoridades.

Pelo governo de Brasília, participou também do evento o secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Antônio Valdir Oliveira Filho.

Rollemberg parabenizou o representante do DF, José Carlos Magalhães Pinto, empossado como um dos vice-presidentes da gestão. Ele é presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas do DF (CDL-DF) desde 2017.

Entre as principais pautas da gestão, no âmbito do DF, estão a implantação do Cadastro Positivo para todos os portadores de CPF e a construção do Memorial do Varejo em Brasília.