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Chefs nos Eixos será responsável pela praça de alimentação do 8º Fórum Mundial da Água

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Parceria prevê a participação de 12 chefes de cozinha e atenderá a 45 mil pessoas durante uma semana

O Chefs nos Eixos, tradicional evento gastronômico de Brasília, será o responsável oficial pela alimentação do 8º Fórum Mundial da Água.

A participação no 8º Fórum será uma versão diferente do Chefs nos Eixos, uma novidade totalmente formatada para atender grandes eventos, como o Fórum.

A partir do dia 17 de março, quando será aberta a Vila Cidadã, até o dia 23, quando o Fórum será encerrado, 45 mil pessoas deverão circular pelas áreas de visitação. A praça de alimentação funcionará todos os dias, das 9h às 22h.

A parceria com o Fórum prevê a participação de 12 chefes de cozinha. A praça de alimentação será montada no Estádio Nacional Mané Garrincha e terá capacidade para 2.500 pessoas simultaneamente. Todos os restaurantes oferecerão no cardápio ao menos uma opção de prato e bebida por até R$27 reais.

Congressistas e visitantes terão à disposição um mix de estilos culinários. As opções oferecidas irão desde pratos internacionais até lanches rápidos. Pratos vegetarianos também farão parte do menu.

“Para definição do mix, estamos considerando, além da diversidade gastronômica, a facilidade de preparação e o serviço rápido para poder atender bem a um público tão grande”, afirma Cris Mardine, curadora do evento.

A ideia do Chefs nos Eixos é oferecer comida de qualidade por preço acessível. A variedade é outro destaque. A curadoria busca reunir desde sabores típicos da culinária regional brasileira até pratos consagrados da cozinha internacional. É uma oportunidade para conhecer a culinária dos melhores chefs de Brasília de forma descontraída e pagando menos.

O evento foi criado no final de 2014 e já teve nove edições. Costuma reunir cerca de 20 mil pessoas no Eixão, aos domingos, quando a via fica fechada para carros e aberta para o lazer.

Vila Cidadã, Feira e Expo

Além das cerca de 300 sessões de debates que acontecerão nas salas do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o 8º Fórum Mundial da Água contará com três outros espaços de visitação: a Vila Cidadã, a Feira e a Expo.

A Vila Cidadã terá atividades interativas voltadas para a construção de diálogos com a sociedade, como exposições, talk shows e ambientes imersivos. O objetivo do espaço é ampliar a consciência, a atenção pública e a participação social para assuntos relacionados à água, além de promover soluções inovadoras para os problemas que os cidadãos enfrentam no cotidiano.

A Vila ocupará uma área de 10 mil metros quadrados e será aberta no dia 17 de março.
Confira a programação completa da Vila Cidadã.

O credenciamento gratuito para a Vila também permite o acesso à Feira, que é uma vitrine para produtos, serviços e soluções sustentáveis de empresas públicas e privadas, consumidores, organizações não governamentais, sociedade e demais interessados no tema.

A Expo é um espaço voltado para o fomento de negócios e parcerias entre empresas, governos, associações e academia. Seu acesso será restrito aos congressistas e palestrantes.

Governo do DF discorda de laudo da UnB e defende reforma de viaduto que desabou

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O levantamento feito pelo engenheiro Pedro de Almeida, professor da Universidade de São Paulo (USP) há 29 anos, aponta para a não demolição do tabuleiro central do viaduto da Galeria dos Estados. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

Autoridades do governo do Distrito Federal, reunidas hoje (8) em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti, argumentaram a favor da reforma de parte do viaduto da Galeria dos Estados, que desmoronou no início de fevereiro , na área central da capital. A proposta do governo local é contrária ao que defendem especialistas da Universidade de Brasília (UnB) que, em relatório apresentado ontem, apontaram a necessidade de se demolir absolutamente a estrutura, não poupando nem mesmo os elementos de sustentação que resistiram à queda.

Presente na reunião, o professor Pedro Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), que em 2014 já recomendava a fortificação do viaduto por meio de cabos, agora indica a recomposição da obra com chapas de aço removíveis, que facilitam a inspeção periódica, em substituição aos blocos de concreto atualmente usados. Ele também explicou o motivo da queda do viaduto: o colapso foi “frágil” no início, isto é, imperceptível a olho nu, de modo que não se pôde conter seu avanço.

Segundo ele, não foi uma única rachadura determinante para o ocorrido, e sim uma infiltração que fragilizou toda a estrutura. A previsão do dano era impossível devido a um pedaço de 50 centímetros da laje, a qual, na avaliação de Almeida, “é plenamente recuperável”. “[Uma das premissas da construção] é que a estrutura tem que fissurar, e essa não fissurou, não avisou.”

O professor, bem como o secretário de Infraestrutura do DF, Antônio Coimbra, o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital  (Novacap), Júlio Menegotto, e o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Márcio Buzar, informaram que não leram o relatório elaborado pelos especialistas da UnB.  Almeida chegou a dizer que “não quer saber de testes de laboratório”.

Buzar disse estar surpreso e decepcionado com o fato de a universidade ter divulgado o estudo sem ter mostrado ao DER antes. “A nossa conclusão é que houve um colapso frágil, onde houve um desabamento parcial da lateral do tabuleiro. Isso nos leva à recuperação de todos os sete pilares, ou sete asas do tabuleiro, mantendo e devolvendo a estrutura em boas condições de uso para Brasília “, afirmou Almeida.

Durante o encontro, Almeida disse ainda que o próprio entusiasmo do governo durante a construção da capital federal, com obras em ritmo acelerado, foi um fator que priorizou a forma em detrimento da solidez e estabilidade. Segundo ele, outro viaduto que teria a mesma característica e que, portanto, poderia passar pelos mesmos problemas, é o da Rodoviária.

A presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), Fátima Có, se pronunciou favoravelmente à sugestão de Almeida, reafirmando que a laje de concreto se manteve “robusta”. “A única coisa que o Crea pede é a anotação de responsabilidade técnica da UnB pelo laudo emitido”, complementou.

A decisão sobre a solução que será adotada em relação ao viaduto da Galeria dos Estados, o prazo para sua conclusão e o custo das obras deverão ser definidos na semana que vem, de acordo com o governo do DF.

Temer defende igualdade entre homens e mulheres prevista na Constituição

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O presidente Michel Temer defendeu hoje (8) o cumprimento da Constituição para garantir a igualdade entre homens e mulheres. Ao lado da primeira dama, Marcela Temer, o presidente participou de um evento de homenagem às servidoras do Palácio do Planalto pelo Dia da Mulher.

Em sua breve fala de saudação, Temer criticou a diferença salarial entre homens e mulheres e afirmou que apoia o movimento comandado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres com o objetivo de mudar essa realidade.

“Eu vi no noticiário que mulher ganha menos que homem em todos os setores. Interessante, eu tenho um vício de olhar sempre a Constituição Federal, e a Constituição diz que homens e mulheres são iguais em direitos e deveres”, disse. “Nós queremos o cumprimento do texto constitucional”, acrescentou.

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, a Secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, também participaram da homenagem, além de Katia Moraes, responsável pelo Instituto Dançar é Arte. As convidadas apresentaram histórias e desafios em suas áreas de atuação.

TJDFT entrega 780 livros “Maia da Penha vai à Escola” à Secretaria de Educação do DF

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O Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios, por meio do Núcleo Judiciário da Mulher – NJM/TJDFT, entregou 780 exemplares do livro “Maria da Penha vai à Escola” à Secretaria de Educação do DF. A entrega foi feita ao secretário de Educação Júlio Gregório e ao secretário adjunto Clóvis Sabino, nesta quarta-feira (7), e faz parte da programação da X Semana do Programa Nacional Justiça pela Paz em Casa, que acontece de 5 a 9/3, em todo o país.

O livro foi lançado pelo NJM/TJDFT, SEEDF e demais parceiros no dia 30/3/2017. Os exemplares serão distribuídos pela Secretaria a todas as unidades escolares regulares e conveniadas do Distrito Federal, para que componham o acervo das respectivas bibliotecas. A publicação aborda temas como igualdade de gênero; violência contra a mulher; Lei Maria da Penha; atendimento e intervenção em rede; acolhimento e encaminhamento das situações de violência doméstica; além de reunir vários artigos de profissionais do TJDFT, da SEEDF, do MPDFT, da Defensoria Pública do DF, da Secretaria de Políticas para as Mulheres do DF, da UnB e da ONU Mulheres.

Ainda no mês de março, o NJM/TJDFT distribuirá 2 exemplares do livro para cada uma das bibliotecas localizadas nos fóruns de todas as Circunscrições do DF.

O e-book do livro está disponível para download gratuito pelo site do TJDFT: http://www.tjdft.jus.br/institucional/2a-vice-presidencia/centro-judiciario-mulher/e-book-maria-da-penha-vai-a-escola.

Comissão da Câmara quer reabrir investigação sobre morte em delegacia no DF

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A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados vai pedir ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) a reabertura das investigações sobre a morte do motorista Luis Cláudio Rodrigues, de 48 anos, dentro de uma delegacia na capital federal, em julho do ano passado, supostamente por suicídio.

Após denúncias recebidas no episódio da morte do motorista, a comissão iniciou um procedimento de acompanhamento dos desdobramentos do caso. Segundo a deputada Erika Kokay (PT-DF), membro da CDHM, as circunstâncias desse caso suscitaram um levantamento de mais quatro casos semelhantes ocorridos em delegacias do DF nos últimos cinco anos.

“Se a pessoa está sob a responsabilidade do Estado e vem a óbito, isso por si só deve ser colocada sob suspeição e nós devemos aprofundar o processo de investigação em protocolos diferenciados para as mortes”, afirmou a deputada.

Incoerências

Segundo o perito independente que analisou os laudos das mortes, Jorge Paulete Vanrell, há incoerências nos laudos, entre o que foi descrito e o que foi concluído.

“Cada laudo isoladamente está correto, no que diz respeito ao que atestaram. O que não houve foi concatenação de tudo isso, juntar esses laudos, trocar ‘figurinhas’ entre os diferentes profissionais para que eles vejam o que realmente aconteceu. A conclusão de um suicídio não é só a que uma pessoa, um familiar ou um profissional tem, é a soma de todos”, avaliou o perito.

Segundo a deputada, o pedido de reabertura das investigações é uma forma de punir possíveis responsáveis por mortes cometidas, caso seja confirmado o envolvimento de agentes públicos.

“O Estado apresentou uma versão contraditória que tem sido negada por vários elementos, em vários aspectos e é preciso que nós tenhamos uma postura que é pautada na verdade, para que nós possamos saber de fato o que aconteceu e se houve realmente uma execução ou uma morte provocada dessas pessoas que estavam sob a custódia do Estado, e que as pessoas que estão envolvidas sejam devidamente responsabilizadas”, destacou Erika.

O Caso

Luís Cláudio Rodrigues foi preso após dirigir embriagado e colidir o veículo que conduzia contra o carro de um policial militar. Segundo a Polícia Civil do DF, o teste de bafômetro da vítima apontou 1,35 miligrama de álcool por litro de ar. Na ocasião, a família de Rodrigues foi chamada e, após o pagamento da fiança, no valor de R$ 1.200, o cunhado do motorista, Marcos Eustáquio, foi autorizado a buscá-lo na cela, onde encontrou o motorista sem vida. Familiares de Rodrigues não aceitaram a versão apresentada pela polícia de que ele teria cometido suicídio.

Segundo a deputada Erika Kokay, o motorista estava enforcado na mesma posição do jornalista Vladimir Herzog, quando foi encontrado morto, em 1975, em uma cela do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo.

“O caso do Herzog, o governo à época, a ditadura, construiu uma versão de que havia sido suicídio, uma versão contestada pela própria família e que depois se percebeu que era uma versão falsa. Estamos em casos semelhantes no que diz respeito a uma versão com uma série de contradições que contestam a versão da polícia, do Estado, mas não estamos em uma ditadura”, ressaltou.

Polícia Civil

Órgão responsável pela investigação da morte de Rodrigues, a Polícia Civil do DF afirmou, por meio de nota, que todos os laudos produzidos pela perícia da instituição envolvendo morte, em delegacias ou não, são submetidos ao crivo do Judiciário e do Ministério Público.

“Além disso, interessados legais, através de autorização judicial, podem ser admitidos como assistentes técnicos para questionamento das conclusões dos peritos oficiais. Todas as respostas são dadas pelos peritos por meio de complementação ao laudo, desde que haja a legitimidade legal e jurídica do pedido”, ressalta a nota. A PCDF ressaltou ainda que é uma instituição “reconhecida pela excelência do seu trabalho investigativo”.

Apenas dois partidos políticos têm maioria feminina no Brasil

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Na lanterna estão dois partidos recentes: a Rede, com 63% de homens, e o Partido Novo, com 86% de homens”

Pesquisa divulgada pelo Movimento Transparência Partidária (MTP) revela que ainda é muito pequena a participação feminina nos partidos políticos brasileiros. O quadro é “bastante preocupante” porque existem apenas dois partidos com maioria de mulheres, disse hoje (8) à Agência Brasil o cientista político Marcelo Issa, professor da Fundação Getulio Vargas.

Mesmo no Partido da Mulher Brasileira (PMB), o percentual de filiadas não passa de 55%, e, no Partido Republicano Brasileiro (PRB), elas participam com 51%.
A quantidade de mulheres em cargos de direção partidária também é baixa: fica, nacionalmente, na casa dos 20%. “E não há renovação dentro dos partidos políticos”, afirmou Issa. A grande maioria dos partidos tem entre 40% e 46% de mulheres. “Na lanterna, infelizmente, dois partidos recentes: a Rede, com 63% de homens, e o Partido Novo, com 86% de homens”.

Segundo o cientista político, falta renovação. Com base nos diretórios executivos nacionais das 35 agremiações partidárias, nos últimos dez anos verificou-se que 75% dos dirigentes nacionais são os mesmos há, pelo menos, dez anos.

Issa argumentou que, se as mulheres são apenas 20% dos dirigentes partidários e não há renovação nos quadros de direção dos partidos, dificilmente essa realidade tem condições de mudar.

Só 9,9% dos deputados federais eleitos em 2014 são do sexo feminino

Sondagem feita em 2014 pela Secretaria de Políticas Para as Mulheres mostra que apenas 9,9% dos deputados federais eleitos em 2014 eram do sexo feminino. Entre os 190 países que informaram à organização global Inter-Parliamentary Union (IPR) o percentual de cadeiras nas câmaras de deputados ocupadas por mulheres em exercício em dezembro de 2017, o Brasil aparece com 10,5%, pior resultado entre os países sul-americanos, e na 152ª posição no ranking mundial.

Issa lembrou que existe atualmente discussão relativa à cota dentro do parlamento. “Porque nós já temos a cota de candidatura”. A Lei 9.504/1997 estabelece que cada partido ou coligação deve conter no mínimo 30% e, no máximo, 70% de suas vagas para candidatura de cada sexo.

“No entanto, muitos partidos burlam essa regra, lançam candidaturas fantasmas, mulheres que recebem pouquíssimo ou nenhum voto, de modo que se coloca a discussão da cota dentro do parlamento”. A ideia é que durante alguns anos se reserve um percentual de cadeiras no Congresso Nacional para as mulheres.

Na avaliação do Movimento Transparência Partidária, essa medida exige uma discussão antecedente que precisa ser feita e que se acha ausente do debate público, que é a discussão sobre a equidade nos partidos políticos, ou seja, sobre regras de equidade na distribuição dos recursos que os partidos destinam para as candidaturas.

“Nós sabemos que determinadas candidaturas recebem muito mais aportes dos partidos que outras e esse quadro se agrava muito agora com a criação do Fundo de Financiamento Eleitoral que, diferentemente do Fundo Partidário, não prevê nenhum parâmetro com relação à distribuição dos recursos públicos destinados às campanhas”, salienta o cientista político.

Segundo ele, a legislação deixa a cargo das cúpulas dos partidos a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral. Para ele, a baixa participação das mulheres e a falta de renovação nos quadros de direção partidária fazem com que o cenário futuro das projeções para alteração dessa situação de pouca representatividade feminina não seja muito animador.

De cada dez eleitores filiados a partidos quatro são mulheres

O quadro é ruim também do lado das eleitoras que se filiam a partidos políticos. De acordo com a pesquisa, feita pela Pulso Público para o MTP, de cada dez eleitores filiados a partidos políticos somente quatro são do sexo feminino.

Issa destacou que a falta de renovação faz com que se crie na sociedade uma percepção quase intuitiva de que as minorias sociológicas não teriam tanto espaço dentro dos partidos políticos, o que acaba desestimulando a participação não só da mulher, mas principalmente do jovem.

Dos quase 18 milhões de pessoas filiadas hoje a partidos políticos no Brasil, há pouco mais de 2% de jovens. “É muito pouco”, lamentou. “A situação é mais grave que a das mulheres, que têm entre 40% e 44%”.

A pesquisa revela, ainda, que o crescimento de eleitores filiados às siglas passou de 8,4% para 11,4% no período de 2009 a 2017, englobando homens e mulheres. Nos últimos dez anos, a participação feminina se mantém em torno de 40%. “Está estagnada. Embora tenha um crescimento em termos absolutos, o crescimento relativo não corresponde. A expansão dos homens filiados ocorreu na mesma proporção”, destacou.

A conclusão é que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que as mulheres elevem não só a filiação aos partidos políticos, mas a representatividade nessas agremiações. Esse caminho passa pela revisão das regras do sistema partidário nacional, indicou.

“Defendemos a instituição de mecanismos que promovam renovação dentro dos partidos como, por exemplo, a limitação do tempo de mandato dos dirigentes, criação de mecanismos de transparência, de integridade, regras de compliance (governança) e controle social. O MTP advoga a criação de comissões de ética independentes que tenham poder de sancionar os membros dos partidos que se desviem. Esses mecanismos, ao mesmo tempo em que garantem a autonomia partidária, fazem com que os partidos se tornem mais “abertos, transparentes, oxigenados e representativos” para a diversidade da sociedade.

“E, sobretudo, mais permeáveis aos anseios da população”. O Brasil foi um dos últimos países a liberar o voto para as mulheres, em 1932, durante o governo Getulio Vargas, e também está na retaguarda representativa das mulheres. Marcelo Issa afirmou que essa influência histórica também deve ser considerada.

“Ela se faz presente até hoje. Resquícios dela estão nessa realidade”. Os primeiros países a reconhecer o direito das mulheres ao voto foram Nova Zelândia, em 1893, e Finlândia, em 1906.

O Movimento Transparência Partidária é uma organização sem fins lucrativos, criada em 2016 com a meta de promover mais transparência, oxigenação e integridade nos partidos políticos brasileiros.

Governo do DF regulariza mais três entidades religiosas em Ceilândia

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Entrega de escrituras, feita nesta quarta-feira (7), garante tranquilidade e segurança jurídica a esses estabelecimentos

O governo de Brasília promoveu a regularização fundiária de mais três entidades religiosas. A entrega das escrituras foi feita, nesta quarta-feira (7), pelo governador Rodrigo Rollemberg, na sede da igreja evangélica Assembleia de Deus Setor QNQ (ADESQ), em Ceilândia Norte.

O pastor Adomício Pereira de Sousa recebe a escritura das mãos do governador Rollemberg.
O pastor Adomício Pereira de Sousa recebe a escritura das mãos do governador Rollemberg. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Para o governador, o documento representa a conquista de tranquilidade e segurança jurídica para os estabelecimentos. “Muitos governos prometeram, mas nós estamos realizando esse sonho de ter um terreno escriturado”, afirmou ele.

Terrenos do Ministério Evangélico Assembleia de Deus, no Guará, e da Igreja Evangélica Mundial de Cristo, em Ceilândia, também foram contemplados com as escrituras. “No nosso governo já foram 46.200 regularizações fundiárias”, completou Rollemerg.

Ele aproveitou para realçar outras conquistas para a população de Brasília, como a universalização da educação infantil, o aumento da cobertura da Atenção Primária, a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial, em Brazlândia, além da inauguração da Escola Classe Guariroba, em Samambaia.

Muitos governos prometeram, mas nós estamos realizando esse sonho de ter um terreno escrituradoRodrigo Rollemberg, governador de Brasília

O pastor Adomício Pereira de Sousa agradeceu o empenho do governador. “Esse é um momento histórico. Desde junho de 1994 estamos batalhando para a regularização. Nós não paramos, e (o governo) hoje veio a cumprir. É um momento de muita felicidade.”

O diretor de Habitação e Regularização Fundiária da Terracap, Gustavo Dias, conta que essas igrejas esperavam por esse dia há mais de 20 anos. “Desde a década de 1990 esses espaços estavam em situação irregular. Para eles (pastores), a escritura é um sonho concretizado”.

Para atender a demandas das instituições religiosas e de assistência social, o governo de Brasília usa a Lei Complementar nº 806, de 2009, como parâmetro para regularizar terrenos de templos ocupados antes de 31 de dezembro de 2006.

Lei permite o uso de precatórios e licença-prêmio para pagamento de dívidas com o BRB

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A Lei nº 6.124/2018 que permite a utilização dos créditos referentes à licença-prêmio e precatórios para pagamento de dívidas pessoais junto ao Banco de Brasília (BRB) foi publicada no Diário da Câmara Legislativa nesta terça-feira (6). A partir desta data, o governador tem até sessenta dias para regulamentar a aplicação da norma.

De acordo com a lei, quaisquer agentes públicos do DF que tenham créditos referentes a precatórios oriundos do DF têm direito de usá-los para quitar ou amortizar dívidas bancárias contraídas por meio de crédito consignado ou ainda descontadas diretamente nas contas correntes. Já os aposentados podem utilizar os créditos referentes à licença-prêmio para esses pagamentos.

A proposta, de autoria da deputada Celina Leão (PPS), apresentada em fevereiro de 2016, fora vetada pelo governador no ano passado. No entanto, o plenário da Câmara Legislativa derrubou o veto de Rollemberg e, nesta semana, o presidente da Casa, deputado Joe Valle (PDT), promulgou a lei.

Em defesa da matéria, Celina Leão lembrou que os precatórios são ordens judiciais para pagamento de débitos de órgãos públicos e o BRB é um banco estatal. Isso significa, segundo ela, que muitos servidores com precatórios atrasados não recebem do Estado, mas devem a ele. “O que a gente percebe é que o governo é um ótimo cobrador da dívida dos servidores, mas não paga os precatórios que deve. Isso é muito injusto”, argumentou.

A parlamentar alegou que existe um cenário de superendividamento dos agentes públicos diante do quadro de instabilidade econômica do País. Nesse sentido, a lei propõe uma alternativa à questão, ao possibilitar tanto o uso de precatórios como também de licença-prêmio convertida em pecúnia. Por fim, Celina Leão reforçou que a proposta está amparada no rol dos direitos dos consumidores, especificamente na proteção de seus interesses econômicos.

Universidade Católica de Brasília homenageia as mulheres em campanha criada pela Binder

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No mês em que se comemora o “Dia Internacional da Mulher”, a Instituição de ensino lança a campanha “Vale mais do que presente”. A ação conta com eventos para debater os direitos das mulheres e anúncios para mídia impressa e redes sociais, além de peças impressas como cartazes e banners

Para promover o debate sobre os direitos das mulheres no mês em que se comemora o ‘Dia Internacional da Mulher’, a Binder criou, para a UCB – Universidade Católica de Brasília, a campanha “Vale mais do que presente”, que será realizada entre os dias 08 e 24 de março.

A campanha conta com anúncios em mídia impressa e redes sociais, além de banners e cartazes que destacam os direitos genuínos das mulheres, como “Igualdade”, “Liberdade”, “Acesso à educação” e “Respeito”, e culmina com a realização do Seminário “Mulheres: Somos Muitas” nas dependências da Universidade nos dias 20, 21 e 22 de março, que irá discutir diferentes contextos que afetam a quinta meta da Agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas), que se refere à Igualdade de Gênero.

“O objetivo desta campanha para a UCB é ressaltar a importância do empoderamento feminino e promover a equidade de gênero e garantir o direito das mulheres em todas as atividades sociais e econômicas”, conta Lorena Oliveira, diretora da Binder DF.

Ao todo são 10 peças que foram criadas pela equipe multidisciplinar da Binder DF, hoje composta por 18 pessoas, sendo 10 mulheres e oito homens, e liderada por uma mulher.

Ficha Técnica

Agência: Binder

Cliente: Universidade Católica de Brasília

Produto: Institucional

Título: Vale mais do que presente

Diretor de criação: Ricardo Amado

Criação: Ricardo Amado / Pablo Seabra / Silvio / Cauby Tupy

RTV: Márcio Monteiro

Atendimento: Sabrina Ravagnani e Jéssica Rabêlo

Mídia: Regina Alves / Pollyanna Sousa / Pedro Costa

Diretora de Operações: Lorena Oliveira

Aprovação cliente: Simone Riguetti

Rollemberg reestrutura tabela de vencimentos dos servidores do SLU

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Com a medida, trabalhadores voltam a ter o mesmo rendimento da carreira de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos

O governador Rodrigo Rollemberg sancionou, nesta quarta-feira (7), a lei que reformula os vencimentos dos servidores do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). A medida garante que os trabalhadores voltem a ter a tabela de vencimentos da carreira de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos.

O governador Rollemberg sanciona a lei que refomula os vencimentos dos servidores do SLU.
O governador Rodrigo Rollemberg sanciona a lei que reformula os vencimentos dos servidores do SLU. Foto: Nilson Carvalho/Agência Brasília

“Estes servidores têm prestado um serviço inestimável a Brasília. São eles os responsáveis pelo fechamento do lixão, pela construção do aterro sanitário, pela implementação dos papa-lixos, dos papa-entulhos e dos centros de triagem e pela ampliação da coleta seletiva”, avaliou o governador durante a sanção da lei, no Distrito de Limpeza do SLU, na Avenida das Nações.

A mudança só foi possível porque o DF ter saído do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o SLU, a média de aumento dos vencimentos dos servidores será, em média, de 13% a 18%. É previsto um impacto financeiro de R$ 13 milhões ao ano.

A lei também lista atribuições gerais dos cargos. Segundo a diretora-presidente da autarquia, Kátia Campos, será feito o primeiro concurso desde a criação da carreira de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos, em 2010.

Entenda o caso

Em 2013, a carreira de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos foi extinta após a aprovação, naquele ano, da Lei nº 5.276. Os servidores foram introduzidos na carreira de Políticas Públicas e Gestão Governamental do DF.

No ano seguinte, a legislação foi declarada inconstitucional, e, em 2015, os funcionários retornaram à carreira de origem, o que representou perda salarial, já que passaram a receber os vencimentos anteriores. Desde então, eles lutavam pela recomposição salarial.