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PSB tem primeira mulher trans na Executiva Nacional em 70 anos

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Tathiane Araújo​, 37 anos,​ é a primeira mulher trans a fazer parte da direção nacional do PSB. Eleita secretária nacional do segmento LGBT do partido, no último final de semana, Tathiane ocupará um dos 43 assentos na Comissão Executiva Nacional.
 
À frente da Secretaria, o principal desafio da socialista será sensibilizar deputados federais e senadores para a agenda LGBT e incentivar as gestões do PSB a formularem políticas públicas voltadas para essa parcela da população.
 
“Precisamos trabalhar cada vez mais para tirar o Brasil da triste realidade de não ter nenhuma lei que garanta os direitos da população LGBT. E também levar boas proposições para as gestões do PSB”, afirma.
 
Tathiane integra o Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT, órgão colegiado da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e preside a Rede Trans, organização não-governamental que representa pessoas travestis, transexuais e homens trans do Brasil.
 
Ela defende a aprovação de uma lei que criminalize a homofobia, como uma prioridade na atuação no Congresso Nacional, o que, na sua opinião, seria um passo fundamental para diminuir a impunidade em casos de discriminação contra LGBTs.
 
“A lei que criminaliza o racismo, por exemplo, é um instrumento para se fazer justiça ao discriminado. O homofóbico, por sua vez, não é tratado com a seriedade que merece”, afirma Tathiane.
 
A socialista atribui, em grande parte, a liderança do país em crimes contra LGBTs à ausência de legislação específica. “Talvez este seja o maior responsável pelo fato de o Brasil liderar os casos de assassinatos de LGBT no mundo, e, por isso, é possível dizer que o Congresso tem as mãos um pouco sujas desse sangue”, critica.
 
Tathiane também é conselheira nacional de Saúde e de Assistência Social e coordena, em Sergipe, a ONG Astra, responsável há 17 anos pela Parada LGBT no estado.
 
Como é ser a primeira mulher trans que representará a pauta LGBT numa instância superior do partido?
 
Tem dois vieses nessa questão. O primeiro é ter a responsabilidade de representar a pauta trans, que já é a mais sacrificada em termos de direitos, justamente por que a identidade de gênero é menos compreendida e causa grande exclusão social. Por outro lado, a grande responsabilidade de buscar o respeito e as mesmas conquistas que buscamos na sociedade também no campo partidário. Sou uma trans com experiência em outras instâncias que não tratam só da pauta da identidade de gênero. Sou conselheira nacional LGBT e presido, no meu estado, uma instituição LGBT local. Então tenho uma certa bagagem nessa representação, o que aumenta a minha responsabilidade no campo político partidário, sabendo que o PSB prega um socialismo com respeito às questões das minorias, com a propriedade de reconhecer o seu lugar nessa sociedade, que não é da exclusão, e sim do protagonismo. Isso é uma grande diferença para um partido.
 
 
Como você avalia o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros no país e o que é preciso fazer para superá-lo?
 
O preconceito ainda é grande. Há uma grande exclusão, principalmente no campo educacional. O LGBT é excluído em um momento crucial da sua adolescência, no âmbito da capacitação, que é desigual em comparação às pessoas heterossexuais. Há também um grande descompasso no mercado de trabalho, que muitas vezes é perverso e não compreende que a orientação e a identidade de gênero das pessoas em nada influi na sua capacidade de produção. Eu acredito que o Brasil ainda precisa avançar bastante em temos de conscientização. O machismo ainda impera.
 
 
Como você avalia o momento atual de extremo conservadorismo no país, seja na política, na cultura, ou em outras áreas?
 
Eu avalio que este momento que estamos vivenciando na política vem do sensacionalismo, da busca ativa por uma resposta imediata contra a violência, contra a falta de credibilidade na política. Então, as pessoas buscam o extremismo, e muita das vezes, irresponsavelmente, entregam o seu voto a um protesto não-racional. E aí o PSB aponta para um outro lado, para uma política madura, na qual você vê uma mulher trans ocupar um cargo diretivo em uma Executiva Nacional de um partido político de grande história e de grande valor para a política brasileira. A gente tem esperança em atitudes como essa e ações que venham trazer a pluralidade, as discussões e a representatividade de uma nova era, de um novo tempo, tanto na sociedade quanto na política.
 
O que você achou da decisão do Tribunal Superior Eleitoral de permitir que candidatos transgêneros e travestis usem o nome social nas urnas e que também seja considerado o gênero e não o sexo biológico para a cota prevista na Lei das Eleições?
 
O TSE mostrou também avanço ao considerar a realidade onde você vê, a realidade em que o sexo biológico não deve ser imposto, e sim como você se reconhece na sociedade e como a sociedade lhe reconhece. Meu ser político em Aracaju é Tathiane, nunca foi o meu nome de registro, que eu tive a felicidade de alterá-lo em 2014. Mas vivi como fantasma muita das vezes de uma identidade, de um documento que trazia um nome que não condizia com a minha realidade, com a minha representatividade social. Então a sociedade me via como uma mulher Tathiane, e meu documento apresentava um nome que não trazia essa realidade. Eu acredito que essa decisão revela uma maturidade do TSE ao se adequar a uma nova realidade da sociedade.
 
Qual a sua avaliação sobre a participação de LGBTs na política?
 
Os partidos precisam dar mais apoio às pessoas LGBTs. Nós também precisamos qualificar mais o discurso justamente nos segmentos, na atuação dos nossos secretários nos estados. Precisamos fazer do PSB referência na qualificação de candidaturas LGBTs. Temos exemplos de pessoas trans e de gays. No nosso partido mesmo temos o Maurício, no Mato Grosso. Ele é um dos que mais se destaca com propostas apresentadas na Câmara de sua cidade, mostrando que LGBT não discute só a ‘caixinha LGBT’, só para a população LGBT, não. Mauricio faz um trabalho excelente e vasto na questão social do Mato Grosso. Fora outros exemplos no Brasil que nos fazem pensar na hora de, talvez, ter uma mulher trans, uma mulher lésbica, uma cidadão bissexual, assumidamente, discutindo e sendo referência nessa pauta na Câmara Federal. O PSB matura para essa realidade.
 
Qual a pauta prioritária LGBT no Congresso Nacional?
 
A criminalização da homofobia, com certeza, pela simbologia e pressão que isso fará contra a violência praticada contra LGBTs. A lei que criminaliza o racismo, por exemplo, é um instrumento para se fazer justiça ao discriminado. O homofóbico, por sua vez, não é tratado com a seriedade que merece. Então seria um grande passo pois talvez a ausência de uma lei que criminaliza a homofobia seja o maior responsável pelo fato de o Brasil liderar os casos de assassinatos de LGBTs no mundo. E aí dá pra dizer que o Congresso tem as mãos um pouco sujas desse sangue.

Planos de saúde lideram ranking de reclamação de consumidores

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Os planos de saúde fazem parte do setor que mais recebeu reclamações de consumidores direcionadas ao atendimento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Segundo o levantamento divulgado hoje (12), os contatos relacionados a operadoras de saúde somaram 23,4% do total em 2017. O setor fica no topo do ranking pelo terceiro ano consecutivo, sendo responsável por 28,06% das queixas em 2016 e por 32,7% em 2015.

Segundo o Idec, a maior parte das reclamações dos consumidores vem sobre o reajuste abusivo dos planos, especialmente empresariais e coletivos. Além disso, tem incomodado os usuários as negativas de cobertura e falta de informações sobre os planos.

O Idec recebeu em 2017 um total de 3,8 mil chamados com reclamações e dúvidas.

Em segundo lugar no ranking das reclamações ficaram as queixas relativas a compra de produtos, com 17,8%. O setor ultrapassou o ramo dos serviços financeiros, que ficou em terceiro no levantamento deste ano, com 16,7%, mas vinha ocupando a vice-liderança das queixas nos dois anos anteriores. A maior parte dos problemas está relacionado a problemas com cartão de crédito, conta corrente e crédito pessoal. Em relação à compra de produtos, a maior parte das reclamações tinha a ver com defeitos e descumprimento nas ofertas.

Os serviços de telecomunicações, incluindo telefonia móvel e fixa e TV por assinatura, ficaram como o quarto mais questionado nos contatos com o Idec. Do total, 15,8% das ligações foram motivadas pela relação com essas empresas. A TV por assinatura é a maior fonte de reclamações, seguida pelos problemas com telefonia e internet.

Metrô-DF instala torre de 80 metros para o novo sistema de radiotelefonia

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Testes com 171 rádios portáteis e 64 nas cabines dos pilotos começam em maio. Esse é o resultado da primeira licitação para a modernização do sistema de telecomunicação
 
A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) deu início à instalação do novo sistema de radiotelefonia da empresa, que substituirá os antigos rádios de comunicação, comprados na década de 90. Serão 171 novos rádios portáteis, 64 instalados nas cabines dos pilotos, 17 estações rádio base (ERBs), incluída a torre de 80 metros de altura no Complexo de Manutenção e um sistema considerado o mais seguro para o transporte público de alta capacidade.
 
O contrato foi viabilizado por meio de financiamento entre o Governo de Brasília e o Banco do Brasil, no valor de R$ 12,2 milhões, sendo que os rádios correspondem a aproximadamente 5% do valor total, e os 95% restantes distribuídos entre as ERBs, antenas e componentes e infraestrutura de telecomunicações nos 42,5 km de vias.
 
A nova tecnologia de radiotelefonia permitirá a recepção do sistema digital, uma exigência da Anatel a partir de 2019 para todos os metrôs do Brasil. Os rádios portáteis funcionarão por meio do sistema Tetra, de última geração, com a mesma tecnologia usada por órgãos de segurança pública por ser indicado para comunicações críticas e que não podem ter falhas.
 
Os novos rádios do Metrô-DF, que também funcionam como celular e podem realizar o envio e recebimento de mensagens, serão usados por agentes e inspetores de estação, agentes de segurança operacional, profissionais da manutenção, além dos controladores do Centro de Controle Operacional (CCO). “Com eles, será possível a comunicação imediata do CCO ao interior dos trens, permitindo melhor interação com os usuários quando houver falha nos trens ou nos sistemas”, explicou o diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Carlos Alexandre da Cunha.
 
Outra medida de impacto no sistema metroviário com a instalação do novo sistema de radiotelefonia é a possibilidade de redução de 50% no índice de Incidentes Notáveis (INs) – aqueles que impactaram no usuário, causando atraso na circulação de trens por período igual ou superior a 15 (quinze) minutos nos horários de pico e de 20 (vinte) minutos nos demais horários. Os rádios também funcionarão como um GPS e permitirá a localização imediata do empregado que os estiver utilizando.
 

Alcance do sinal

 
A torre, local onde ficará instalada uma das antenas adquiridas, é a de maior alcance de Águas Claras e proporcionará uma cobertura de toda a linha do Metrô-DF e da expansão, com mais duas estações em Samambaia, Ceilândia e Asa Norte. Os 80 metros de torre são necessários em virtude do crescimento vertical da cidade, com prédios que chegam a 30 andares.
 
O novo sistema de radiotelefonia é um marco para modernização do sistema. Inicialmente os recursos sairiam do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, mas não houve liberação do dinheiro. Por isso, o Governo de Brasília buscou financiamento com o Banco do Brasil.
 
Os equipamentos já se encontram no Metrô-DF, e o início da instalação ocorrerá ainda neste mês de março. Em sequência, os testes local e integrado do sistema. O início da operação assistida está programado para ocorrer em junho deste ano.

Novacap cancela provas do concurso público

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Novo cronograma da seleção será publicado assim que o Tribunal de Contas do Distrito Federal liberar o certame. Testes seriam aplicados no próximo domingo (18)

Em respeito à decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) cancelou as provas do concurso público que seriam aplicadas no próximo domingo (18), até que a Corte tome decisão em relação ao certame. O cancelamento será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal na próxima semana.

O tribunal pediu a suspensão das provas até que sejam dadas mais informações sobre a viabilidade do valor da taxa de inscrição.

A Novacap foi comunicada da decisão na sexta-feira (9) e tem o prazo de cinco dias para encaminhar à Corte as explicações da contratada sobre os custos do processo seletivo. Tão logo o tribunal avalie e se manifeste pela liberação do concurso, a Novacap publicará novo cronograma de etapas da seleção.

Oitenta e seis mil candidatos inscritos

A Inaz do Pará — Serviços de Concursos Públicos Ltda. venceu a concorrência pública e estipulou taxas no valor de R$ 6 e de R$ 7 por concorrente para vagas de níveis superior e técnico, respectivamente.

Uma vez que a modalidade da licitação foi pregão eletrônico, escolheu-se a empresa que ofereceu menor valor de taxa de inscrição, de acordo com o diretor-presidente da Novacap, Júlio Menegotto.

“Ao oferecer uma taxa baixa de inscrição, a empresa aposta na grande quantidade de inscrições”, afirmou o diretor-presidente.

A comprovação dessa premissa se deu pela quantidade de inscritos no concurso: 86 mil candidatos. “Uma taxa de inscrição mais barata democratiza o acesso ao concurso público”, explicou Menegotto.

Edital e inscrições

O edital do concurso público da Novacap foi publicado em dezembro de 2017. As inscrições foram de 2 de janeiro a 2 de fevereiro.

As provas seriam feitas em 18 de março, e os candidatos ao cargo de topógrafo teriam, além do teste objetivo, uma etapa prática, marcada para 30 de abril.

São 96 vagas, sendo 60 para nível superior e 36 para médio. Entre os cargos disponíveis estão os de engenheiro civil (27), advogado (9), agrônomo (7), geólogo (1), administrador (1) e médico do trabalho (1).

Para nível médio, haverá vagas para técnico em edificações (14), técnico agrícola (12), assistente administrativo (3), entre outros.

O primeiro e único concurso da Novacap foi há mais de 20 anos.

Funcionários dos Correios entram em greve nesta segunda-feira

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Servidores dos Correios entrarão em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (12). De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), os trabalhadores são contra mudanças no plano de saúde da empresa, que preveem o pagamento das mensalidades pelos funcionários e a retirada de dependentes dos contratos.

“Além disso, o benefício poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900″,, informou a Fentect, em nota, ressaltando que o salário médio dos trabalhadores dos Correios é de R$ 1,6 mil, “o pior salário entre empresas públicas e estatais”.

O início da greve coincide com o julgamento sobre o plano de saúde dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST), também marcado para amanhã, referente à última negociação salarial.

Segundo a Fentect, a mobilização nacional da categoria foi aprovada em assembleias dos sindicatos. Entre outras reivindicações, os trabalhadores são contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários; a terceirização na área de tratamento; a privatização da estatal; a suspensão das férias dos trabalhadores; a extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa.

Além disso, entre as demandas da categoria estão a contratação de novos funcionários por meio de concurso público, a segurança nos Correios e o fim dos planos de demissão.

A federação também é contra a extinção e terceirização do cargo de operador de triagem e transbordo, “importante para o movimento do fluxo postal interno”. “Para piorar a situação, a empresa também anunciou o fechamento de mais de 2.500 agências próprias, por todo o Brasil”, diz a nota da Fentect.

Para a categoria, o “desmonte” promovido pela gestão dos Correios tende a prejudicar ainda mais os serviços à população. “A Fentect esclarece que alguns argumentos repassados transmitem uma visão enganosa da realidade na estatal. Por exemplo, quanto ao monopólio dos Correios, que, hoje, corresponde apenas a cartas, malote e telegrama. O segmento de encomendas, como o Sedex, entretanto, sempre foi concorrencial”, informou.

Quanto ao reajuste dos preços dos serviços da estatal, a federação discorda de aumentos abusivos nos valores. “Já em relação ao argumento da ECT para esse reajuste, a respeito da segurança dos trabalhadores, a Fentect esclarece que não há nenhum benefício pago ao trabalhador por esse motivo, bem como nenhum adicional”.

No dia 6 deste mês, os Correios começaram a cobrar uma taxa extra de R$ 3 para encomendas com destino ao Rio de Janeiro. O motivo seria a elevação dos custos da entrega por causa da violência no município. No dia 9, entretanto, após decisão da Justiça Federal, a estatal suspendeu a cobrança.

Para a Fentect, a empresa não onera o governo federal ou o bolso do cidadão com arrecadação de impostos. “Ao contrário, é o governo quem tem retirado verbas da empresa, sem retorno, nos últimos anos, como da ordem de R$ 6 bilhões”, informou. “Com todos os erros e ingerências políticas na administração dos Correios, a direção da estatal promove essas e outras retiradas de direitos dos próprios trabalhadores, responsabilizando-os pelos danos da ECT.”

Oficialmente, a greve da categoria começa neste domingo (11) a partir das 22h, para que os funcionários que trabalham no turno da noite já possam aderir ao movimento.

Site reúne opinião de estudantes sobre cerca de 1.000 faculdades do País

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Quero Bolsa auxilia na tomada de decisão dos candidatos ao disponibilizar 20 mil avaliações de alunos matriculados no ensino superior

Muito comum em sites especializados em hospedagem, no qual a avaliação dos hóspedes ajuda o interessado no momento de efetuar a reserva, a vivência e a experiência de alunos matriculados na educação superior têm cada vez mais auxiliado os interessados na escolha do curso e a faculdade de interesse. Disponibilizado pelo Quero Bolsa, o serviço já conta com 20 mil avaliações de alunos matriculados em mais de 900 instituições de ensino de todo o País. No total, os reviews já abrangem mais de 600 cursos de áreas de conhecimento distintas.

Na plataforma, o interessado consegue rapidamente visualizar o nível de satisfação em relação à faculdade e ao curso consultados, uma vez que o espaço conta com relatos detalhados dos pontos positivos e negativos. Além disso, o Quero Bolsa disponibiliza a nota média da instituição baseada num cálculo que leva em consideração as pontuações obtidas pelas universidades em avaliações oficiais do MEC e observações de quatro importantes itens pelos estudantes matriculados na instituição: empregabilidade, estrutura, professores e localização.

Para encontrar as informações, o usuário precisa acessar o link https://querobolsa.com.br/faculdades-e-universidadese, em seguida, clicar no ícone da faculdade desejada ou realizar a pesquisa no campo de busca. Em seguida, é necessário selecionar a opção “Avaliações dos Alunos”, localizada no menu superior do hotsite da instituição no Quero Bolsa.

Marcelo Lima, diretor de relações institucionais da empresa, comenta que a ideia não é criar um ranking de faculdades, mas trazer uma percepção mais realista do ensino superior e, consequentemente, beneficiar todos os elos envolvidos na cadeia. “Com essas informações os interessados em cursar uma graduação tem a oportunidade de fazer uma escolha mais criteriosa, enquanto a instituição tem um local onde pode visualizar os elogios, responder a eventuais sugestões e questionamentos, além de verificar os pontos de maior insatisfação constatados pelos alunos matriculados. Com isso, é possível fazer correções de rota num prazo razoável para aperfeiçoar o serviço oferecido aos estudantes em geral”, explica.

De acordo com o executivo, até o momento, 20% dos comentários demonstram algum grau de descontentamento dos estudantes com seus cursos e/ou faculdades. “O atendimento das secretarias, conforto nas salas de aula e segurança são reclamações frequentes. Outro ponto que também aparece entre as queixas, mas com menor recorrência, é a existência de aulas EaD em cursos presenciais”, informa.

O diretor do Quero Bolsa revela ainda que a meta é colher avaliações de todas as mais de 2,4 mil instituições de ensino do País, incluindo também as universidades públicas. “Acreditamos que a participação dos alunos pode dar um bom panorama de como está a infraestrutura das instituições e a qualidade de ensino. O objetivo é divulgar a existência da ferramenta para o maior número possível de estudantes”, comenta.

Os alunos interessados em opinar sobre seu curso e faculdade devem acessar o endereço https://querobolsa.com.br/avaliacao/novo-curso. Até 23 de março, os autores das avaliações concorrem a um smartphone. O sorteio acontece no dia 6 de abril. Para participar, é obrigatório informar o nome completo, e-mail, telefone e efetuar o login no Facebook. “Com esses dados é possível comprovar a autenticidade da informação prestada”, conclui Marcelo Lima.

Agora é lei: diabéticos terão cardápio diferenciado nos restaurantes comunitários do DF

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Já está valendo. Os portadores de diabetes terão, a partir de agora, alimentação diferenciada nos restaurantes comunitários do Distrito Federal. O Diário Oficial do DF de sexta-feira (9) publicou a Lei 6.120/2018, de autoria do deputado Cristiano Araújo (PSD) que garante o benefício da alimentação especial.

Os restaurantes comunitários em funcionamento representam uma grande conquista para a população, que encontram nesses estabelecimentos alimentação mais em conta do que se produzissem em suas próprias residências. Mas não havia diferenciação da refeição oferecida. O cardápio, apesar de ser de boa qualidade e bastante variado, é o mesmo, independente das condições de saúde de quem consome.

Mesmo com o uso de medicamentos, é fundamental que o diabético tenha uma alimentação rica em fibras e livre de açúcar. A dieta é o melhor caminho para evitar o desenvolvimento da doença. O portador vive muito bem se mantiver uma alimentação regrada e o índice de glicemia nos patamares ideais. Com a nova lei, diabéticos poderão frequentar os restaurantes comunitários sem medo.

“Assegurar aos diabéticos que fazem suas refeições nos restaures comunitários um cardápio diferenciado, que não agrida ainda mais a sua saúde, que seja elaborado e tenha a sua execução acompanhada e fiscalizada por nutricionista do GDF é o nosso objetivo”, afirma Cristiano.

O texto estabelece que o cardápio deverá ser afixado em local de fácil visualização e caberá ao usuário dos restaurantes comunitários identificar-se enquanto portador de diabetes, para receber a alimentação diferenciada.

Artigo Gaudêncio Torquato l ALCKMIN VERSUS CIRO?

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A sete meses das eleições, não há sinais que garantam quem estará subindo ao pódio do 2º turno. Lula, exibindo folgada liderança no processo eleitoral (33,4% em recente pesquisa da CNT/MDA), ao que tudo indica deve ser impedido pela Justiça de ser candidato. O deputado Jair Bolsonaro (16,8% na mesma pesquisa) tende a ver sua margem diminuída em razão de certos fatores: curto espaço de mídia eleitoral; perfil de viés autoritário, cujo desdobramento deve descambar para forte bombardeio sobre  o ideário por parte de adversários; despreparo para discorrer sobre temas prioritários, a partir da economia.

A eventual saída de Lula da arena praticamente inviabiliza as chances do PT, a ser alvo central de intenso tiroteio que se espera no pleito mais competitivo da contemporaneidade. Nem Haddad nem Jaques Wagner teriam envergadura para levar adiante a carruagem petista. Mas Luiz Inácio, é oportuno lembrar, será grande eleitor, esteja dentro ou fora da prisão, devendo com seu verbo denunciativo arrastar candidatos proporcionais e majoritários do PT em todas as regiões. O PT quer sair vivo e forte da batalha eleitoral sob pena de ver naufragado o esforço de três décadas.

Para concretizar a meta, o partido conta com duas hipóteses: escolher um de seus quadros – podendo ser mesmo Haddad ou Wagner – mais para dar cobertura a seus candidatos nos Estados do que para alcançar vitória; vir a apoiar uma candidatura do seu campo ideológico ou ainda um protagonista próximo ao seu escopo. O tal de Guilherme Boulos, do PSOL, sem chances, não seria o caso; Marina Silva distanciou-se do petismo. Sobraria Ciro Gomes, do PDT. Ciro, paulista com vida social e política no Ceará, é uma metralhadora ambulante. Sua língua afiada é considerada uma arma que se volta contra ele mesmo. Mas não se discute seu preparo e competência. O figurante é preparado.

Acaba de desferir mais um sopapo no PT e Lula, ao dizer que nem tudo que se diz contra eles é “conspirata” e, ainda: o partido é como “escorpião, afunda-se sozinho”. O pedetista defende posições assemelhadas ao que defende o petismo, a partir de sua contrariedade sobre a privatização da Petrobras, garantindo que se a Eletrobras for privatizada, ele a puxará de volta para as mãos do Estado. Portanto, sua visão estatizante o insere no campo de centro-esquerda, não necessariamente na extremidade do arco ideológico. A proximidade conceitual com partidos de esquerda – PC do B, PSB – seria, dessa forma, credencial para habilitá-lo a ganhar apoio desses entes em um segundo turno, se alcançar tal patamar.

O ex-ministro e ex-governador do Ceará conta com bom lastro no Nordeste, onde é bastante conhecido. A região tem 27% dos votos válidos do país. E sua linguagem desabrida calha bem ao momento. O eleitor quer ouvir um discurso claro, palavras expressas com energia, ante a descrença (e até certo desprezo) para com a classe política. Ciro tem boa performance em debates. E pode sobressair no deserto de ideias habitado por alguns candidatos. Teria condições de crescer.

Seu opositor, considerando os atuais pretendentes, deve ser o governador Geraldo Alckmin. Experiente, com muitos anos à frente do Estado mais poderoso da Federação, Alckmin conta com boa avaliação dos paulistas. São Paulo tem mais de 33 milhões de eleitores, cerca de 22%  do eleitorado nacional. Se conseguir sair de São Paulo com grande bacia de votos, compensaria eventual pequena votação a obter no Nordeste. Por esse raciocínio, é razoável projetar um segundo turno com Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, um representando o centro-esquerda e outro o centro-direita.

Claro, o Senhor Imponderável dos Anjos poderá aparecer de repente e desfazer todos os fios da nossa argumentação.

 

Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Twitter @gaudtorquato

BANCO DO BRASIL REALIZA CONCURSO E ESPECIALISTA DÁ DICAS

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São 60 vagas e as provas acontecem em 13 de maio

O Banco do Brasil lançou novo edital com 60 vagas para o cargo de escriturário, e a seleção será feita pela Fundação Cesgranrio. São 30 vagas imediatas e 30 para cadastro reserva. Os aprovados serão lotados em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, e para participar é preciso ter nível médio.

O cargo conta com remuneração inicial de R$ 2.718,73 e auxílio alimentação/refeição de R$ 1.350,00, totalizando R$4.068,73, com carga horária de 30 horas semanais. As provas devem ser aplicadas no dia 13 de maio.

Para os que pretendem se candidatar, o professor do IMP Concurso, Léo França, especialista em Conhecimentos Bancários e Atualidades do Sistema Financeiro Nacional, lembra que os candidatos têm aproximadamente 60 dias para se preparar, por isso é essencial que se organizem e façam um plano de estudos diário. É importante a elaboração de um cronograma semanal, em que os estudos sejam divididos de forma proporcional à quantidade e ao peso das questões que serão cobradas.

“Além de ler a teoria, é importante que estudem por exercícios, resolvendo o maior número possível de provas anteriores elaboradas principalmente pela Cesgranrio”, aconselha. E na hora de fazer a prova, além da necessária tranquilidade, ele indica que comecem pela redação e, em seguida, façam as disciplinas que tenham mais domínio.

A prova será composta por 70 questões objetivas, além da redação. Ambas valem  100 pontos. Para finalizar, o professor lembra que a nota da redação precisa ser maior ou igual a 70% da nota, ou o candidato será reprovado automaticamente. As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de março, no site oficial da organizadora (www.cesgranrio.org.br), e a taxa é de R$48,00.

Com janela partidária, deputados começam a trocar de legenda sem sofrer punição

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Desde a última quinta-feira (8), deputados federais e estaduais podem trocar de partido, sem o risco de perder os mandatos por infidelidade partidária, na chamada “janela partidária”. O período das trocas vai até o dia 7 de abril.

As conversas para as mudanças já estão sendo costuradas há muito tempo, mas os registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só podem ser oficializados durante a janela.

 

A legislação eleitoral diz que só é possível mudar de partido, sem risco de perder o mandato, quando houver incorporação ou fusão do partido; criação de novo partido; desvio no programa partidário ou grave discriminação pessoal. Mas, em 2015, o Congresso incorporou a possibilidade de desfiliação, sem justificativa, durante a janela em ano eleitoral. Se o parlamentar se desfilia do partido fora do período da janela, sem justa causa, a legenda pode recorrer à Justiça Eleitoral e pedir a perda do mandato por infidelidade partidária, pois o entendimento é que o mandato pertence ao partido, e não ao eleito.

Na hora de escolher um novo partido, o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, avalia que os parlamentares levam em conta três fatores: um deles é o valor que o partido oferecerá do fundo eleitoral – principal fonte de financiamento das legendas – ao candidato para custear a campanha. Com as mudanças trazidas pela reforma política, o candidato à Câmara dos Deputados poderá gastar, no máximo, R$ 2,5 milhões.

Outro atrativo é o tempo de rádio e TV que o candidato poderá ter para a propaganda eleitoral. Quanto mais filiados a sigla têm, mais tempo de propaganda. Outro fator de peso, em alguns casos, para a mudança é o domínio do diretório estadual. Segundo Antônio Augusto, com menos verba e menos tempo de TV, filiados, sem mandato, têm poucas chances de se tornarem conhecidos e conseguirem sucesso nas urnas, o que pode dificultar a renovação na Câmara.

A troca de legendas durante a janela, contudo, não altera a distribuição do dinheiro do Fundo Partidário, nem o tempo de propaganda nas rádios e TVs de cada legenda. A única exceção é se os deputados mudarem para um partido recém-criado.

No primeiro dia da janela, pelo menos 15 deputados trocaram de partido. Na lista estão, por exemplo, os deputados do Rio de Janeiro Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, que deixaram o PSC e foram para o PSL; Sérgio Zveiter que saiu do Podemos para o Democratas; e delegado Francischini (PR), que deixou o Solidariedade também para o PSL.

Um dos partidos que mais recebeu novos integrantes foi o Democratas, que ganhou mais quatro deputados federais, aumentando a bancada de 33 para 37 cadeiras, conforme informado na quinta-feira. O presidente da sigla, ACM Neto, espera mais filiações nos próximos dias.  “Vamos ter mais, até o dia 7 de abril, vamos ter muitas filiações. Alguns ainda estão fazendo entendimentos finais. Nossa meta é ficar na casa dos 40 deputados”, disse à Rádio Nacional.

O líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), avalia que a base não deve perder muitos aliados. “Temos acompanhado, lógico, e eu estou vendo que os partidos da base estão se saindo bem nesse movimento. Agora, é cedo para dizer, mas a nossa expectativa é que nós tenhamos na base um saldo positivo”.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Nilson Leitão (MT), defende que os políticos não mudem somente por questões financeiras. O partido trabalha para manter os 46 deputados na Câmara dos Deputados. Atualmente, a sigla é a terceira maior da Casa, atrás de MDB e PT. “As mudanças de partido são legais, mas acaba denegrindo ainda mais a classe política que busca no financeiro a sua prioridade. Não tem problema nenhum, mas que isso fosse somado com a programação, ideias, estatuto. Como alguém pode estar na dúvida entre dois ou três partidos que são totalmente antagônicos na sua ideologia? É necessário, pelo menos, que se mantenham dentro de uma linha programática dos partidos e não do financeiro”, ressaltou Leitão à Agência Brasil.