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Câmara Legislativa define banca de concurso público da Casa

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Edital do concurso deve sair em breve. Vagas serão para os níveis médio e superior

A Câmara Legislativa do Distrito Federal definiu nesta quarta-feira a banca organizadora do seu próximo concurso com 86 vagas para cargos nos níveis médio e superior de ensino. A escolhida foi a Fundação Carlos Chagas.

Segundo o deputado distrital Raimundo Ribeiro (PPS), que deu o primeiro passo para viabilização do concurso quando ocupava o cargo de 1º Secretário da Casa, o certame é a forma mais democrática de ingresso no funcionalismo público.

“A prestação do serviço público é das mais importantes atividades de um corpo social. Nenhuma instituição funciona sem seu quadro de servidores públicos. Valorizar o serviço público é, também, reconhecê-lo como um importante agente na construção de uma Câmara Legislativa melhor”, destaca Raimundo Ribeiro, que é servidor concurso da Advocacia-Geral da União.

O último concurso da Câmara foi em 2005. Após a definição da banca, explica o deputado que hoje ocupa a 3ª Secretaria da Casa, será finalizado e lançado o edital.

O concurso da CLDF terá oportunidades para as carreiras de técnico legislativo, consultor legislativo, consultor técnico-legislativo e procurador. Incluindo as gratificações, os salários iniciais correspondem a R$ 10.143,07 para nível médio e a R$ 15.123,30 para superior.

Assim que assinado o contrato com a organizadora, o edital deverá ser lançado no prazo de até 15 dias úteis. Por isso, a probabilidade é que seja publicado ainda no início de agosto. Já as provas devem ser aplicadas no mínimo 90 dias depois do lançamento do edital.

Na página eletrônica da Câmara Legislativa há a informação de que existem 406 cargos efetivos em aberto. Os postos que compõem o quadro efetivo do órgão são os de auxiliar legislativo, assistente legislativo, técnico legislativo, consultor legislativo, consultor técnico legislativo e procurador.

Em, 2005 a Câmara Legislativa do Distrito Federal lançou edital com 120 vagas. O processo seletivo registrou 75.741 inscritos e foi organizado pelo Cespe/UnB.

Câmara Legislativa lança pregão eletrônico para contratação de TV Web

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A Câmara Legislativa lançou nesta quarta-feira (28) edital de pregão eletrônico (06/2017) para a contratação da empresa que vai operar a TV Web do Legislativo local. Um serviço de streaming vai permitir à população acompanhar as sessões ordinárias, extraordinárias e solenes da CLDF, assim como reuniões das comissões permanentes, sessões itinerantes do projeto Câmara em Movimento, audiências públicas e eventos externos.

A sessão pública do pregão eletrônico está marcada para o dia 11 de julho, às 9h30, no site www.comprasnet.gov.br. Já o edital com o termo de referência está disponível no Portal da CLDF. O valor anual estimado para a contratação é de R$ 1,15 milhão.

A TV Web da Câmara Legislativa vai contar ainda com um programa semanal de entrevistas com os parlamentares, a ser realizado com a supervisão da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS).

Júlio César Reis, presidente da Terracap: “A regularização é prioridade absoluta”

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“Temos de regularizar a cidade. Não podemos continuar nessa situação. Nós passamos hoje por graves problemas devido à irregularidade fundiária. A definição do preço é, sem dúvida, uma das questões mais polêmicas de todo esse processo” (Foto Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O presidente da Terracap adianta que, além do Ville de Montagne e de Vicente Pires, serão regularizadas, até o próximo ano, Arniqueiras e a Colônia Agrícola Bernardo Sayão

Por Ana Maria Campos e Helena Mader, do Correio Braziliense¨- Depois de anunciar a regularização de terrenos no Condomínio Ville de Montagne, no Lago Sul, e em Vicente Pires, o GDF pretende fazer a venda direta de 7 mil terrenos até o fim do ano, o que pode render uma arrecadação de R$ 400 milhões à Terracap. Em entrevista ao programa CB.Poder, o presidente da empresa, Júlio César Reis, explicou o passo a passo da legalização dos loteamentos e antecipou que outras áreas, como o Setor Habitacional Arniqueiras, em Águas Claras, e a Colônia Agrícola Bernardo Sayão, serão incluídas nas listas de regularização de 2018.

Entre os condomínios que serão vendidos estão Jardim Botânico I, Jardim Botânico VI, Mirante das Paineiras, Parque e Jardim das Paineiras e Estâncias Jardim Botânico, todos na Etapa 2 do Setor Jardim Botânico. O Solar de Brasília também está na lista, além dos terrenos do Trecho 3 de Vicente Pires e dos do Ville de Montagne.

No caso desses parcelamentos, houve aprovação dos projetos urbanísticos e emissão de licenciamento ambiental. A Terracap começará a fazer o cadastramento e a avaliação dos terrenos. No caso do Ville de Montagne, os preços estão definidos: os lotes custarão R$ 205 mil na venda direta, com desconto de 15% para pagamentos à vista. Em relação aos terrenos desocupados, Júlio César explica que quem comprou e não construiu ou quem tem outro imóvel poderá comprar o lote em licitação, com direito de preferência. Mas a venda direta é prioridade neste momento. “Nós precisamos regularizar. Brasília não suporta mais a irregularidade da ocupação”, afirma o presidente da Terracap.

 

Está confirmado para quinta-feira o início do processo de regularização de Vicente Pires. São as mesmas regras estabelecidas para o Ville de Montagne?

A regularização fundiária é um dos compromissos do governo Rollemberg. É prioridade absoluta. Nós avançamos significativamente em todos os segmentos da regularização fundiária, no de interesse social, das ocupações de baixa renda e assentamentos, e naqueles de interesse específico, que é a regularização dos condomínios, ou seja, tudo que não se enquadra em baixa renda. Também atuamos na regularização de templos e de igrejas. Vamos começar agora também a regularização de clubes.

 

Está confirmada a regularização de Vicente Pires?

Sim. O processo começa na quinta-feira (amanhã), às 8h30, em um grande evento que marca a abertura do cadastro dos moradores para que possam exercer o direito de venda direta. É importante ressaltar que a regularização fundiária é um processo amplo, demorado, que envolve licenciamento ambiental, licenciamentos e aprovações de cunho urbanístico e, após essas etapas, de termos emitido uma licença ambiental, uma aprovação pelo Conselho de Ordenamento Territorial, o governo emite a chamada certidão de regularização fundiária (CRF). Ela permite que nós passemos para a fase de comercialização, de venda direta. Quando a regularização é de interesse social, o governo entrega uma escritura. Importante ressaltar que o governo Rollemberg entregou 28 mil escrituras. A nossa meta é entregar 63 mil até o fim de 2018 e, com isso, igualaremos o número de todas as escrituras entregues em toda a história de Brasília.

 

Como será em Vicente Pires?

Como o Trecho 3 de Vicente Pires, que corresponde à antiga Colônia Agrícola Samambaia, é uma área de regularização de interesse específico, quer dizer que não é de baixa renda, nós faremos a escrituração por meio de venda direta das unidades imobiliárias para quem ocupa os lotes.

 

Sempre que se fala em venda direta, entram as questões urbanística e ambiental, mas tem também a questão do preço. Quem não comprou lotes irregulares acha o preço muito baixo. Quem comprou reclama que o valor está acima do preço de mercado ou não quer pagar de novo. Como chegar a um meio termo?

Temos de regularizar a cidade. Não podemos continuar nessa situação. Nós passamos hoje por graves problemas devido à irregularidade fundiária. A definição do preço é, sem dúvida, uma das questões mais polêmicas de todo esse processo. O governador Rollemberg assinou, em maio, um decreto que regulamenta os critérios para avaliação dos imóveis para fim de venda direta.

 

Como se calcula o preço?

Nós partimos do valor de mercado. Depois, deduzimos toda a infraestrutura que foi feita com recursos dos moradores e deduzimos a valorização dessa infraestrutura. Então, nós fazemos do valor de mercado a dedução da infraestrutura e da valorização. O saldo pode ser financiado pelo morador diretamente com a Terracap em até 240 meses. Pode também ser pago à vista e, neste caso, o morador faz jus a desconto de 15%, ou pode ser financiado por meio de uma instituição financeira, por meio de um banco, e fará jus a um desconto de até 15%.

 

Muita gente não arriscou comprar um terreno irregular numa área invadida por grileiros e hoje mora em um apartamento pequeno. Para o conjunto da população, isso é justo?

Concordo com tudo o que você disse. Comprar lote em condomínio não é bom negócio. Quem compra lote ali paga duas vezes. Paga para o grileiro e pagará agora para a Terracap. Nós temos de sempre combater a invasão, mas nunca podemos deixar de analisar as razões pelas quais ela existe. Nós temos uma lei de parcelamento do solo de 1979 que precisa ser revista. A forma de ordenamento no Brasil engessou muito. Então, um terço da população do DF mora em áreas irregulares. Temos de entender por que se mora assim. Se não houve, num determinado período, condições que possibilitassem morar de forma regular, as pessoas foram morar ilegalmente. É uma situação posta. Temos de regularizar.

 

Por quê?

Brasília não suporta mais a irregularidade da ocupação. Vicente Pires, por exemplo, não só o Trecho 3, todos os quatro fazem parte da Bacia do Córrego Riacho Fundo, que é o maior poluidor do Lago Paranoá, cujas águas serão captadas agora para abastecimento humano. Então, quando a gente regulariza, além de titular a pessoa, além de outorgar uma escritura, por meio de doação ou por meio de compra e venda, nós implantamos infraestrutura complementar. Em Vicente Pires, temos R$ 476 milhões sendo aplicados em drenagem e em pavimentação. Isso vai contribuir para que a água chegue ao Lago Paranoá com melhor qualidade.

 

O que acontece com quem comprou um lote irregular e não construiu, por advertência da Terracap e do governo, porque era ilegal? Essa pessoa tem algum direito a esse terreno vazio?

Todo mundo que compra terreno em condomínio assume risco. Não há como promover a venda direta de um imóvel para quem não construiu. De repente, ela percebeu que assumiu um risco grande demais e decidiu não construir, mesmo assim ela continuou com o risco embutido em sua decisão. Então, ela vai poder comprar esse imóvel? Vai, mas não será pela venda direta. O direito à moradia só tem aquele que reside no imóvel. Se ele tem o terreno e não construiu é porque mora em outro lugar.

 

Fazer licitação é mais polêmico e delicado do que a venda direta. Os senhores enfrentarão esse tema?

Vamos enfrentar. Vamos regularizar todas as áreas, as ocupadas e as não ocupadas. Quais são as condições e quais são os critérios? Primeiro, para aqueles moradores que ocupavam o imóvel até 22 de dezembro de 2016, o marco temporal da Medida Provisória nº 759, de 2016, e que não têm outros imóveis residenciais no DF, farão jus à venda direta. Quem ocupava até essa data e tem outro imóvel residencial no DF vai poder comprar nas mesmas condições de preço, nas mesmas condições de financiamento, porém, no edital de licitação, nos moldes da Lei nº 8.666, com direito de preferência. E nós faremos um edital exclusivo para os moradores de cada parcelamento.

 

Como funciona esse direito de preferência?

Vamos falar do Ville de Montagne, cujo edital sai agora nos próximos dias. O imóvel foi avaliado em R$ 398 mil, a preços de mercado. As deduções somam R$ 193 mil. Então, se o cidadão quiser financiar diretamente com a Terracap, terá de pagar R$ 205 mil, que é a diferença. Na licitação, o imóvel vai à venda por R$ 398 mil. O morador entra com o lance mínimo. Se alguém der algum lance maior, ele tem o direito de cobrir. Se o morador não cobrir, quem der o maior lance terá de pagar as benfeitorias, que são a casa do morador. Mas tem uma diferença do procedimento ora adotado e o que foi usado em 2007 na primeira e única venda direta que foi feita aqui no DF. Àquela época, na licitação, não havia nenhum tipo de dedução de infraestrutura ou de valorização. Agora tem.

 

E quem comprar um lote ocupado? Terá de brigar na Justiça para retirar o morador?

O edital é aberto, mas aquele que entrar numa licitação para comprar um lote ocupado terá de indenizar a infraestrutura e a valorização. Terá também de indenizar o morador pela edificação.

 

A Terracap vai começar a regularização da Etapa 3 de Vicente Pires, mas há uma área que está emperrada por ser de propriedade da União. Como está essa questão?

Temos de separar o que é diferente para dar um tratamento adequado a cada parte. Então, nós dividimos Vicente Pires em quatro trechos em função de critérios de propriedade. Os trechos 1 e 3 são de propriedade da Terracap, e os trechos 2 e 4 são da União. Os trechos 1 e 3 estão com os projetos aprovados, licenciados e em fase de registro, iniciando venda direta. Os outros, nós assinamos no ano passado um termo de cooperação com a União para promover a regularização fundiária.

 

O governador Rodrigo Rollemberg defendeu a renúncia do presidente Temer. Isso atrapalha as tratativas?

Não acredito nisso, haja vista, inclusive, que o presidente Temer, no ano passado, editou a MP nº 759, que traz avanços significativos na regularização fundiária. O governador Rollemberg, por sua vez, tem como um de seus principais compromissos promover a regularização fundiária.

 

O senhor acredita que eventuais ações do Ministério Público questionando a MP nº 759 poderão atrapalhar esse processo?

Nós conduzimos esse processo com muita transparência, com muita cautela, e diversos cuidados foram tomados para evitar que isso aconteça. No que diz respeito especificamente à MP, ela é polêmica, porque isenta licenciamento ambiental, por exemplo, para as áreas que não interferem em áreas de preservação permanente e em unidades de conservação. E flexibiliza parâmetros urbanísticos. Então, pode regularizar sem ter de implantar equipamento público. No caso específico do DF, o governador Rollemberg assinou um decreto que regulamentou o artigo 33 da Medida Provisória e que diz o seguinte: em que pese a MP 759 isentar licenciamento ambiental, aqui em Brasília, nós teremos de ter licenciamento ambiental. Nós protegemos o DF daquilo que poderia ser objeto de questionamentos. E, com relação ao Ministério Público, é preciso fazer aqui um esclarecimento. Durante muitos anos, a regularização não avançou e a culpa sempre foi atribuída ao Ministério Público. Mas nós iniciamos um diálogo com o MP a partir de março de 2015 e apresentamos para eles todos os nossos problemas, todas as nossas dificuldades e passamos a discutir juntos as soluções.

 

O governo prepara uma lista de regularização?

Nesta quinta-feira, além da abertura do cadastro dos moradores do Trecho 3 de Vicente Pires, para regularização e venda direta, nós divulgaremos o cronograma com todas as datas e os parcelamentos objeto de venda direta em 2017. Estão incluídos o Ville de Montagne, o Trecho 3 de Vicente Pires, a Etapa 2 do Jardim Botânico e a quarta etapa do Jardim Botânico. Nós abriremos também o prazo para cadastramento e promoveremos a venda direta para aqueles moradores da primeira etapa do Jardim Botânico que não aderiram à venda direta em 2007.

 

Qual é a previsão para condomínios fora da lista?

Arniqueiras é o grande projeto. Estamos em fase final de licenciamento ambiental. Tem mais de 9 mil lotes lá, assim como na Bernardo Sayão. Vamos concluir tanto o licenciamento ambiental quanto o urbanismo e todos os projetos de infraestrutura complementar neste ano para abrir os prazos para cadastramento nos primeiros meses de 2018.

 

Quanto a Terracap vai arrecadar com a venda desses terrenos?

Não temos uma estimativa total de arrecadação de toda a regularização fundiária, mas, nessa primeira etapa, neste ano, esperamos arrecadar algo em torno de R$ 400 milhões.

Operação Genebra: segunda fase cumpre mandados de busca e apreensão

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Foi deflagrada, na manhã desta quarta-feira, 28 de junho, a segunda fase da Operação Genebra, coordenada pela 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde e pela 7ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), com apoio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap/PCDF). A operação investiga ilegalidades em contratos da Cruz Vermelha de Petrópolis com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES).

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do ex-secretário adjunto de Gestão da Secretaria de Saúde, Fernando Antunes. A esposa dele, Márgara Raquel Cunha, também é alvo de mandado de busca e apreensão. O casal estaria envolvido na contratação da Cruz Vermelha de Petrópolis para gerir as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de São Sebastião e do Recanto das Emas.

Saiba mais

A Operação Genebra investiga o favorecimento ilegal da Cruz Vermelha de Petrópolis em licitação da SES. Os dirigentes da organização teriam se apropriado de R$ 3,4 milhões (mais de R$ 9 milhões em valores atualizados) sem ter prestado qualquer serviço ao Distrito Federal. Durante a primeira fase da operação, realizada em 22 de junho, foram cumpridos três mandados de prisão no Rio de Janeiro e nove mandados de condução coercitiva em Brasília.

TCDF determina abertura de Tomada de Contas Especial sobre prejuízos no Mané

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O Plenário do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou nesta terça-feira, dia 27 de junho, a conversão em Tomada de Contas Especial (TCE) do Processo 30101/2010, relativo às duas primeiras etapas das obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. A decisão também autorizou a citação imediata dos responsáveis indicados na Matriz de Responsabilização do processo para que, no prazo de 30 dias, apresentem defesa ou recolham solidariamente o valor corrigido do débito a eles atribuído. Ainda cabe recurso da decisão.

A Tomada de Contas Especial é um procedimento que busca, essencialmente, apurar fatos, identificar responsáveis e quantificar danos, com vistas à responsabilização daqueles que deram causa a perda, extravio ou outra irregularidade da qual resulte dano ao erário.

Preliminarmente, a auditoria do TCDF aponta prejuízo de R$ 67,7 milhões aos cofres públicos – em valores de junho de 2010, a serem atualizados monetariamente. O montante está relacionado a supostas irregularidades na execução do contrato entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o consórcio de empresas responsável pela construção do estádio. Os valores e a participação individual de cada responsável serão detalhados na TCE.

A auditoria realizada pelo corpo técnico do TCDF abrange o período entre julho de 2010 (início das obras) e junho de 2011. As supostas irregularidades detectadas incluem: utilização das substâncias aditivas nos concretos fora do limite das especificações do fabricante; peso das barras de aço utilizadas na obra aferido por ensaios que não atenderam os padrões técnicos estabelecidos na NBR 7480/2007; índice de reaproveitamento e preços unitários do item de serviço “forma de chapa compensada plastificada”; metodologia equivocada de cálculo dos custos com a mobilização de equipamentos e da mão de obra; duplicidade de custos de alguns equipamentos; e percentual indevido de encargos sociais.

A Matriz de Responsabilização elaborada ao longo da auditoria lista 17 servidores – sendo nove da Novacap e oito da Terracap –, além do consórcio de empresas responsável pela obra. Os nove servidores da Novacap citados foram ocupantes de cargos de diretor-presidente; diretor de obras especiais; gerente de fiscalização; fiscal e assessor da área de orçamento em períodos entre 2010 e 2015. Os oito servidores da Terracap foram ocupantes dos cargos de presidente, diretor técnico de edificações e executores do contrato em períodos entre 2010 e 2013.

CGDF promove seminário Gestão de Riscos e Controle Interno como Instrumentos de Governança

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A Controladoria-Geral do DF, em parceria com o Conselho Nacional de Controle Interno (CONACI) e o Banco Mundial, promove nesta quinta-feira (29), das 9h às 11h30,  o Seminário Gestão de Riscos e Controle Interno como Instrumentos de Governança, que acontecerá na abertura da 23 ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno, no auditório da Câmara Legislativa do DF.

No evento será apresentada a importância da gestão de riscos para a melhoria da governança na administração pública e como a Controladoria-Geral do DF está avançando no tema, alinhada às melhores práticas internacionais.

O seminário visa sensibilizar e capacitar os responsáveis para adoção de boas práticas gerenciais em gestão de riscos e controles internos no âmbito do Governo do Distrito Federal, conforme disposto no Decreto n.º 37.302/2016, e dar ênfase ao necessário comprometimento dos gestores do GDF no sentido de contribuírem para a melhoria da governança na administração pública.

Os palestrantes apresentarão a importância da gestão de riscos e os mecanismos de controle interno que contribuem para a melhoria da governança bem como os resultados no âmbito do Governo do Distrito Federal decorrentes da atuação da Controladoria-Geral do Distrito Federal.

Serão apresentados os casos práticos dos gestores que já se beneficiaram com a adoção das referidas técnicas apresentadas, bem como os resultados, resumos e cronogramas de atuação da CGDF.

Ressalta-se que cabe à Controladoria-Geral do DF apoiar e fomentar a implantação da gestão de riscos e mecanismos de controle interno nos órgãos e entidades do Poder Executivo do Distrito Federal.

O seminário faz parte da programação da 23ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno – CONACI, que terá Brasília como sede. A RTC terá continuidade na tarde do dia 29 e 30 de junho no Salão Nobre do Palácio do Buriti.

Câmara aprova MP que cria normas para regularização fundiária

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A Câmara dos Deputados aprovou hoje (28) as oito emendas da Medida Provisória (MP) 759/16, que impõe novas regras para regularização fundiária urbana e rural. A matéria segue agora para sanção presidencial. A votação foi marcada por muita discussão entra deputados da base aliada e da oposição e pela obstrução de deputados oposicionistas em função da denúncia contra Michel Temer e do pronunciamento do presidente na manhã dessa terça-feira (27).

A MP já havia sido aprovada pela Câmara, mas no Senado recebeu emendas do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que considerou as alterações como emendas de redação, o que significa que o texto da MP não precisaria retornar à Câmara. Entretanto, 11 deputados e senadores do PT recorreram ao Supremo Tribunal Federal e uma liminar concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso, no dia 20, obrigou que as emendas fossem avaliadas pelos deputados e suspendeu a aprovação da MP pelo Senado, fazendo com que o texto retornasse à Câmara.

Uma das emendas aprovadas é a que permite a instituição de condomínio urbano simples para qualquer imóvel que tenha construções de casas ou cômodos e não apenas para os que têm Regularização Fundiária Urbana (Reurb).  O condomínio urbano simples é uma nova espécie de condomínio que poderá ser utilizado nas cidades, diferenciando-se, na matrícula do imóvel, as partes do terreno ocupadas pelas edificações, as partes de utilização exclusiva e aquelas de passagem para vias públicas ou para as unidades entre si.

Também foi aprovada emenda que muda a data final das ocupações consolidadas passíveis de serem beneficiadas com a doação de terrenos pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para regularização fundiária em áreas urbanas e rurais dos municípios de Manaus (AM) e Rio Preto da Eva (AM).

Outra emenda prevê que a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) será autorizada a regulamentar a proposta de manifestação de aquisição, mecanismo que permite ao ocupante de imóvel da União propor a sua compra.  Neste caso, o ocupante precisa, entre outras condições, comprovar o período de ocupação, apresentar avaliação do imóvel e das benfeitorias, proposta de pagamento e, para imóveis rurais, georreferenciamento e Cadastro Ambiental Rural (CAR) individualizado.

Prazo para pedir Nota Legal em dinheiro termina na próxima sexta-feira

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Até último levantamento, 16,3 mil pessoas haviam indicado número da conta. Depósito dos valores será feito no segundo semestre

Termina na próxima sexta-feira (30) o prazo para quem não tem imóvel ou veículo no Distrito Federal solicitar os créditos do Nota Legal em dinheiro. O valor será depositado em conta-corrente ou poupança no nome do contribuinte no segundo semestre.

De acordo com o último levantamento da Secretaria de Fazenda, até segunda-feira (26), 16.304 mil pessoas fizeram a indicação dos créditos do programa para recebimento em dinheiro. Isso representa um montante de R$ 1.973.357,66 já indicado.

A solicitação deve ser feita pela internet, no portal do programa. Para ter direito, o interessado não pode estar em dívida com o governo de Brasília. É possível negociar débitos no site da secretaria ou em uma das agências da Receita do DF.

O programa tem, atualmente, mais de 1 milhão de pessoas cadastradas. A maior parte resgata os valores para abatimento no IPVA e IPTU, no início do ano. Em 2016, mais de 34 mil pessoas fizeram a indicação, o que representou um montante de cerca de R$ 4,6 milhões distribuídos.

O reembolso mínimo é de R$ 25. Divergências cadastrais e a conta-corrente ou poupança deverão ser da mesma titularidade do beneficiário dos créditos.

Qualquer dificuldade de acesso à área restrita ou de indicação dos créditos deve ser comunicada pelo Atendimento Virtual da secretaria ou também pela Central de Atendimento 156, opção 3, e nas agências da Receita do DF.

Para orientações gerais e esclarecimento de dúvidas, o usuário pode, ainda, fazer contato pelas redes sociais da Fazenda do DF no Facebook ou Twitter.

Tribunal de Contas da União doa cerca de 700 materiais para o governo de Brasília

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Termo foi assinado por Rodrigo Rollemberg na sede do tribunal na tarde desta terça-feira (27). Itens, como computadores, monitores e cadeiras, valem R$ 458.122

Foi assinado na tarde desta terça-feira (27) um termo de doação de aproximadamente 700 itens do Tribunal de Contas da União (TCU) para a administração local. O documento foi firmado na sede da corte pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e pelo presidente do TCU, ministro Raimundo Carreiro.

Entre os materiais estão cadeiras, computadores e monitores de vídeo. Serão direcionados 453 itens para o Hospital Regional do Gama, com um valor total de R$ 321.703; e 213 para a Secretaria de Mobilidade, que valem R$ 136.419 no total.

“Sem dúvida, isso vai contribuir para dar mais conforto e comodidade às pessoas que serão atendidas. Faremos bom proveito desses equipamentos”, agradeceu Rollemberg durante a cerimônia.

Segundo o ministro, ele fez questão de se encontrar com o governador e com os secretários de Mobilidade, Fábio Damasceno, e de Saúde, Humberto Fonseca, para a assinatura do documento. “É um prazer muito grande assinar essa colaboração e fortalecer a administração.”

Fonseca deixou claro que os móveis serão usados, mesmo que as necessidades do hospital sejam supridas. “Não faltam lugares para utilizar esses materiais. Se não for no Gama, temos várias unidades na cidade que podem recebê-los.”

Os itens serão distribuídos pela pasta de Mobilidade. “Já começamos os transportes desses materiais do TCU para o hospital e para os destinos dentro da nossa secretaria”, detalhou Damasceno.

Demanda para locação é maior que venda no Distrito Federal

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Levantamento do Wimoveis identifica, ainda, que a oferta de apartamentos e casas para alugar representa apenas um terço dos anúncios de venda 

Com 60 mil de ofertas, o Wimoveis, empresa do grupo Imovelweb e portal líder absoluto em anúncio de imóveis no Distrito Federal, apresenta o Index especial sobre oferta e demanda em Brasília e Distrito Federal.

O levantamento, realizado em maio de 2017, identificou que 75% do total de anúncios disponíveis no portal são destinados para venda e 25% para aluguel, proporção similar à apurada na cidade de São Paulo. No entanto, os anúncios para locação recebem 3.2 vezes mais procura que os imóveis a venda. Já os lançamentos são quatro vezes mais procurados que os imóveis usados, embora representem apenas 10% das ofertas. Atualmente, 65% dos imóveis anunciados  possuem até 10 anos e 25% tem mais de 10 anos.

O estudo identificou também que 22% dos imóveis disponíveis no portal são casas e 55% apartamentos. Destes, os de três dormitórios são os mais procurados pelos consumidores, acompanhados pelos imóveis de dois e de quatro quartos, respectivamente.

A pesquisa verificou, ainda, que a cidade de Brasília concentra 50% das ofertas de imóveis do Distrito Federal, seguida por Águas Claras (17%), Taguatinga (7%), Guará (5%), Samambaia (4%), Sobradinho (4%) e Vicente Pires (3%). Já na questão da demanda, Cruzeiro é a região que ocupa o primeiro lugar, sendo que Brasília fica na sexta posição.

O estudo mostra também que 30% dos consumidores que estão em busca de imóveis para comprar procuram fechar negócios que permitam financiamento e querem condomínios que ofereçam quadra poliesportiva. Além disso, 20% deles buscam espaços com jardim e área verde. Já entre os usuários que desejam alugar um imóvel, 10% preferem propriedades com jardim, área verde e sala de ginástica, enquanto 8% dos consumidores buscam por espaços com sauna e SPA.