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Hospital de Samambaia zera fila de cirurgias de hérnia e vesícula

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Desde que se tornou centro de referência para esse tipo de intervenção, já foram operados 273 pacientes

Desde que o Hospital Regional de Samambaia iniciou o processo para se tornar Centro de Referência em Cirurgias Eletivas de Pequena e Média Complexidade — hérnia e vesícula, em novembro de 2016, a fila de pacientes que aguardavam por esses procedimentos naquela unidade de saúde foi zerada. Foram 273 pessoas contempladas.

De acordo com a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio, o objetivo principal da criação desse centro de referência foi aumentar a produtividade e melhorar o atendimento ao cidadão.

A expectativa, segundo ela, é conseguir zerar a fila da Região Sudoeste e de todo o Distrito Federal.

Há um mês, o fluxo na região foi reorganizado para que o hospital de Samambaia fique responsável apenas pelas cirurgias eletivas (aquelas sem caráter de urgência ou emergência, com diagnóstico estabelecido e possibilidade de agendamento, conforme definição do Ministério da Saúde).

Com esse remanejamento, todas as operações de trauma da cidade, de Taguatinga e do Recanto das Emas são direcionadas ao Hospital Regional de Taguatinga.

Diariamente, são feitas 11 cirurgias no regional de Samambaia. Cada procedimento dura, em média, uma hora. O tempo de internação médio é de 31 horas, mas 24% dos pacientes já são liberados em 24 horas.

“Estamos com ambulatórios para atendimento aos pacientes de primeira vez para cirurgia geral, que não tenham diagnóstico definido, oriundos do Recanto das Emas e de demanda reprimida de Taguatinga”, detalha Lucilene. “Também já abrimos, por meio de protocolo, para outros hospitais enviarem pacientes que estão prontos para classificação e programação de cirurgia.”

A chefe do Núcleo de Planejamento, Monitoramento e Avaliação do hospital, Michelle Lucas Nogueira, conta que foram abertos quatro novos ambulatórios semanais para essas consultas. “Isso representa 60 pacientes a mais entre a primeira consulta e retornos para marcação de cirurgias”, contabiliza.

Para permitir que o hospital de Samambaia atendesse à demanda, o centro cirúrgico passou por reforma e ganhou uma sala pré-operatória. Também foram reformados o laboratório e a radiologia e pintadas as enfermarias da clínica cirúrgica.

“Além disso, foi desenvolvido o procedimento operacional padrão das cirurgias eletivas e do centro de referência, que indica o fluxo de pacientes de outras regiões, permitindo maior alinhamento entre as áreas”, complementa a superintendente Lucilene. Segundo ela, há ainda o acompanhamento de indicadores para identificar as principais necessidades de ajuste no processo.

Semana na Câmara tem denúncia contra Temer na CCJ e votação da LDO

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A discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em torno da denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer estará no centro das atenções da Câmara dos Deputados nesta semana. A acusação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e, para ter prosseguimento perante a Justiça, precisa ser admitida pelos deputados em duas etapas de votação: primeiro na CCJ, depois no plenário.

O trâmite na CCJ terá início nesta segunda-feira (10) à tarde, com a leitura do parecer do relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) pela admissibilidade ou não da denúncia. Ainda na segunda-feira, logo após a apresentação do relator, a defesa de Michel Temer deve fazer a exposição oral de seus argumentos na CCJ.

A partir de quarta-feira (12), os membros da comissão devem começar a fase de debates em torno do parecer. A expectativa é que a discussão se estenda por mais de 40 horas, já que a presidência da comissão permitiu que todos os 66 membros e seus respectivos suplentes tenham direito à fala por até 15 minutos.

Há a possibilidade de até 40 deputados não membros, 20 contrários e 20 favoráveis ao processo, se manifestam por até 10 minutos cada. A lista de inscrição para os oradores será aberta meia hora antes da sessão de quarta-feira. A presidência do colegiado já adiantou que os trabalhos da comissão não vão se estender pela madrugada.

Até o momento, ainda não foi definida data para votação do parecer pelo colegiado. Mas, de acordo como Regimento Interno da Câmara, a comissão deve encerrar a tramitação da denúncia no prazo de até cinco sessões contadas a partir da entrega da defesa escrita de Michel Temer, ocorrida em 5 de julho. Na última sexta-feira (7), os deputados governistas garantiram quórum no plenário com o objetivo de acelerar o processo, contando o prazo de uma das cinco sessões.

Em decorrência da relevância da matéria e para evitar confusão, o acesso à sala da CCJ ficará restrito aos parlamentares, servidores autorizados e imprensa credenciada. O ingresso de pessoas na Câmara portando banners, cartazes, faixas e similares ficará proibido e caberá aos agentes do Departamento de Polícia Legislativa o controle do fluxo. O mesmo procedimento foi adotado durante a análise do processo de impeachment da então presidenta Dilma Rousseff.

Plenário

Para além da CCJ, no plenário da Câmara três medidas provisórias (MPs) trancam a pauta de votação. Entre elas, a MP 772/2017, que dispõe sobre a inspeção sanitária e industrial dos produtos de origem animal. Está prevista também a discussão do projeto de lei que introduz no Código Penal brasileiro o crime de assédio moral no trabalho.

Também está programada para a noite de quarta-feira (12), a sessão do Congresso Nacional que deve analisar 15 vetos presidenciais, além do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2018. Com mais de 1500 emendas ao texto da proposta, o relatório do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) deve ser discutido pelos deputados e senadores. De acordo com a Constituição, os parlamentares não podem entrar em recesso, previsto para se iniciar na próxima sexta-feira (17), sem que a lei tenha sido votada.

Esta será a primeira LDO a ser votada após aprovação da emenda constitucional do Teto de Gastos Públicos, que atrela os gastos à inflação do ano anterior por um período de 20 anos.

Edital para concurso público da Câmara Legislativa sai em agosto

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O edital para o aguardado concurso da Câmara Legislativa do Distrito Federal será divulgado até o mês de agosto. O contrato entre a Câmara e a Fundação Carlos Chagas (FCC) foi assinado na sexta-feira (7) e deverá ser publicado no Diário da Câmara Legislativa (DCL) na próxima segunda-feira (10). Serão 86 vagas para os cargos de técnico legislativo, consultor legislativo, consultor técnico-legislativo e procurador (confira o número de vagas abaixo).

A FCC apresentará a minuta do edital e o cronograma do certame dentro de 15 dias. E a previsão é a de que os editais sejam publicados ainda neste mês. Atualmente o salário inicial (incluindo gratificações) para nível médio é de R$ 10.143,07, e nível superior, R$ 15.123,30.

O presidente da Câmara, deputado Joe Valle (PDT), destacou que sua expectativa é que o concurso selecione os candidatos mais interessados em fazer carreira na Casa, com perfil de empreendedor e com boa capacidade de raciocínio. Na opinião dele, este será o melhor concurso de Brasília. A estimativa é de mais de 100 mil candidatos.

A Câmara não terá gastos para realização do certame, que será custeado com os valores arrecadados com as taxas de inscrição. Além disso, 10% do valor arrecadado, após o desconto das despesas bancárias, será repassado ao Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da Câmara Legislativa (Fascal).

Vazamento – O secretário geral da Câmara, André Luiz Peres Nunes, esclareceu que não houve vazamento do quantitativo de vagas, como especulado nos últimos dias. Segundo ele, a informação não era sigilosa, mas sim pública e disponível para quaisquer interessados, conforme a Lei de Transparência. Ele explicou ainda que em junho o processo de contratação da banca para o concurso foi encaminhado ao Tribunal de Contas do DF. Antes disso, o projeto básico, com o quantitativo de vagas, também foi disponibilizado para as bancas interessadas.

Confira o número de vagas para cada cargo:

Pesquisa do Correio aponta alta rejeição de todos os candidatos ao Buriti

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Para 79,6% dos entrevistados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados, o mandato do presidente não mudou o país depois do impeachment. Bolsonaro disputa com Lula a preferência dos eleitores do Distrito Federal
Por Ana Maria Campos e Helena Mader, do Correio Braziliense – Levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados, produzida com exclusividade para o Correio, destaca a alta rejeição a eventuais candidatos ao Buriti.

O levantamento mostrou que nenhum político do DF se destaca no cenário local para as próximas eleições

O eleitor brasiliense está desiludido com a classe política e pessimista em relação ao futuro da cidade. Entre os cidadãos da capital federal, 91% ainda não sabem responder em quem votariam na disputa pelo Governo do Distrito Federal, o que mostra um cenário de indefinição na corrida eleitoral de 2018. Os moradores de Brasília rejeitam a maioria dos que já se articulam nos bastidores para concorrer ao Palácio do Buriti, mas não conseguem citar possíveis nomes novos, capazes de angariar votos no ano que vem.

A dura realidade para a classe política do DF é revelada por uma ampla pesquisa entre os eleitores, elaborada com exclusividade para o Correio Braziliense. O levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados. Os pesquisadores ouviram 1.000 pessoas em 23 regiões administrativas. A margem de erro é de três pontos percentuais, em um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas entre 1º e 5 de julho.

Nesse clima de pessimismo e rejeição, a avaliação do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) sofre um baque. Entre os entrevistados, 67% consideram a gestão do chefe do Executivo como ruim (18%) ou péssima (49%); e 31% classificam o governo Rollemberg como ótimo (2%), bom (7%) ou regular (22%). Na divisão por faixa etária, os eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos, e os mais idosos, acima de 60 anos, são os que têm uma melhor avaliação da administração do socialista.

As estatísticas revelam ainda que o eleitor está pessimista: 50% dos consultados acreditam que, daqui até o fim do mandato, a gestão Rollemberg vai piorar, 31% acham que a situação fica como está, 14% apostam em melhora, e 5% não souberam responder.

As estatísticas trazem algumas boas notícias para o governador. Dos temas analisados, alguns dos principais programas do GDF estão entre os que tiveram a melhor avaliação do eleitorado. A regularização de lotes, por exemplo, é aprovada por 17,8% dos entrevistados — tema com maior índice de aprovação. Já o ajuste nas contas públicas, com corte de gastos e suspensão de reajustes, tem o aval de 8,5% do eleitorado.

Contas públicas

Segundo a pesquisa, a gestão vai mal, principalmente, no combate ao desemprego: o brasiliense demonstrou preocupação com a falta de postos de trabalho e só 2,3% dos consultados pelo levantamento aprovam a atuação do governo no combate ao desemprego. A segurança pública é aprovada por apenas 4,4% dos moradores da cidade e a saúde, por 4,9%.

A pesquisa desvendou ainda quais são os principais problemas do Distrito Federal atualmente. A saúde é a grande inquietação dos moradores da capital para 32,4%. Em segundo lugar, aparece a segurança pública, citada por 21,5% dos entrevistados. A falta de trabalho é o terceiro problema, mencionado por 14,8% do total. Educação, corrupção, inflação, transporte público, crise hídrica são outros temas que apareceram durante o levantamento.

Crise política

A situação, entretanto, não é boa para nenhum político. Entre os mencionados, todos tiveram rejeição acima de 60%. O maior percentual é o de Rollemberg. Entre os entrevistados, 73,3% não votariam novamente no governador de jeito nenhum. Bispo Rodovalho (PP) e Chico Leite (Rede) aparecem na sequência, com rejeição de 70,9% e 70,6%, respectivamente. Entre os consultados na pesquisa, 68,9% não votariam em Érika Kokay (PT) e 67,2%, em Joe Valle (PDT).

Até mesmo o senador Reguffe (sem partido) tem rejeição em um patamar superior a 60%: segundo a pesquisa, 62,8% dos entrevistados não votariam no parlamentar. Jofran Frejat (PR) e Cristovam Buarque (PPS) tiveram os índices mais baixos de rejeição: 62,7% e 60,7%, respectivamente.

O diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados, Max Stabile, diz que as informações do levantamento revelam “um quadro de rejeição e de indefinição”. Para ele, a pesquisa indica ainda um espaço amplo para o surgimento de novos nomes. “Os dados mostram uma situação de desconhecimento, de punição e de pessimismo”, afirma o cientista político.

“Os dados mostram uma situação de desconhecimento, de punição e de pessimismo”

Max Stabile, diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados

 

 

Brasilienses rejeitam Temer

Para 79,6% dos entrevistados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados, o mandato do presidente não mudou o país depois do impeachment. Bolsonaro disputa com Lula a preferência dos eleitores do Distrito Federal

Segundo a pesquisa, 57,5% dos entrevistados estão pessimistas com o governo Michel Temer

O governo do presidente Michel Temer enfrenta a rejeição de 70,7% dos moradores do Distrito Federal. É o que indica levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados, em 23 regiões administrativas, realizado entre 1 e 5 de julho, quando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já havia encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a denúncia por corrupção passiva contra Temer, com base na delação premiada do executivo da JBS Joesley Batista.

Para 49,9% dos entrevistados, ou seja, metade da população, a gestão é péssima e 20,8% a consideram ruim. Apenas 1,6% apontou o governo como ótimo. O percentual dos que apontam como bom é de 4,9%. A avaliação regular é citada por 19,2%, Os pesquisadores ouviram 1 mil pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais, em um intervalo de confiança de 95%.

Apesar do abalo na imagem do PT, Lula segue sendo citado como presidenciável

Na semana que antecede a análise na Câmara dos Deputados sobre o recebimento da denúncia contra Temer, que poderá levar ao seu afastamento do cargo, os entrevistados se mostraram pessimistas em relação ao futuro. A pesquisa, feita com exclusividade para o Correio Braziliense, revelou um alto nível de descrença em relação ao futuro.

Entre os entrevistados, 57,5% acreditam que a situação do governo Temer vai piorar. Outros 26,3% acham que nada muda até o encerramento do mandato. Somados, os percentuais apontam que 83,8% dos moradores do Distrito Federal duvidam de um cenário de avanços. Os otimistas, que acreditam que as coisas vão melhorar, totalizam 8,9%.

Jair Bolsonaro também aparece como um dos mais citados para concorrer à Presidência

Embora manifestações na Esplanada dos Ministérios tenham reunido milhares de pessoas a favor do impeachment no ano passado, 79,6% dos entrevistados avaliam que o mandato de Michel Temer não mudou o país. Para 42,9%, as coisas estão piores e 36,7% disseram que está tudo igual. O índice dos que consideram melhor é de 15,1% e 5,3% não souberam ou não quiseram responder.

Lula e Bolsonaro: os preferidos

O levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados revelou um cenário de incógnitas em relação ao cenário nacional. Na pesquisa espontânea, 79% não responderam em quem votariam para presidente da República se as eleições fossem hoje. Dos 21% que citaram um nome, o político que mais aparece é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: ele teve 9,9% dos votos, quando o entrevistado é instado a apresentar o nome de seu candidato preferido. O petista é seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (5,2%), do PSC, e por Marina Silva (1%), da Rede.

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que ganhou fama nacional como relator do processo do mensalão, também aparece na pesquisa espontânea, citado por 0,8% dos entrevistados. Ciro Gomes (0,7%), do PDT, o tucano João Doria (0,7%), e a petista Dilma Rousseff (0,6%) completam a lista dos citados no levantamento.

Na pesquisa estimulada, quando são apresentados possíveis candidatos aos entrevistados, o instituto traçou dois cenários e, em ambos, Lula lidera as intenções de voto. O primeiro deles inclui o tucano Geraldo Alckmin (PSDB), atual governador de São Paulo. Nessa perspectiva, Lula tem 16,7% dos votos, seguido de perto por Bolsonaro, com 14,8%. Em terceiro lugar, aparece Joaquim Barbosa, com 8,3% das intenções. O ministro aposentado, entretanto, ainda não escolheu um partido, nem confirmou a intenção de concorrer ao Palácio do Planalto. Ele tem sido bastante assediado por legendas como a Rede e o PSB.

Avaliação

Marina Silva, que sempre foi considerada forte no DF, aparece em quarto lugar, com 6.2% dos votos. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que não esconde vontade de concorrer novamente ao Palácio do Planalto, tem 3,8%. Em seguida, estão Geraldo Alckmin (3,4%), Ciro Gomes, do PPS, com 2,5% e Luciana Genro, do PSol, com 0,4%. Entre os entrevistados, 24% optaram pelo voto branco ou nulo, 16,1% não souberam responder e 3,8% preferiram não opinar. Somados, os eleitores que não votam em nenhum dos citados chega a 43,9%.

No segundo cenário, em que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), substitui Geraldo Alckmin, Bolsonaro cai de 14,8% para 10%. Joaquim Barbosa aparece com 9,1% dos votos. Com 4,5% dos votos, Doria está em quinto lugar, atrás de Marina Silva, com 6,2%. Na sequência, aparecem Ciro Gomes (4,00%), Cristovam Buarque (3,9%), Luciana Genro (0,3%) e Eduardo Jorge, do PV, com 0,1%. Os brancos e nulos somam 23,7%. Os que dizem não saber representam 16,8% e 4,1% não quiseram responder. Esses percentuais juntos indicam que 44,6% não escolheram nenhum dos indicados.

Confira os mais citados

Os brasilienses estão insatisfeitos com a política, mas não veem nomes capazes de reverter a situação crítica de Brasília e do país. Na pesquisa espontânea (em que o eleitor cita um nome sem olhar uma lista previamente elaborada), só 9% citaram nomes de candidatos preferidos e 91% não responderam em quem pretendem votar. Jofran Frejat (PR), Reguffe (sem partido), Rodrigo Rollemberg (PSB) e Érika Kokay (PT) são os mais citados pelos eleitores na espontânea. No levantamento estimulado, foram traçados dois cenários — e, em ambos, o médico Jofran Frejat lidera a disputa.

» Na primeira pesquisa, ele aparece com 13,9%, seguido por Reguffe (11,4%), Érika Kokay (5,6%) e Alberto Fraga (4,5%). Em quinto lugar está Rollemberg (4,2%) e, na sequência, surgem os nomes de Izalci (3,2%) e Joe Valle (0,7%).

» O segundo cenário não inclui Reguffe — o senador garante que cumprirá o mandato de oito anos no Senado e que ficará no Congresso até 2022. Nessa perspectiva, 56,5% afirmaram que votariam branco, nulo, não responderam ou disseram não saber em quem votarão.

» Sem Reguffe na pesquisa, Frejat fica com 13%, seguido por Kokay (6,1%), Alberto Fraga (5,5%) e Rollemberg (4,8%). Em quinto, surge o nome do tucano Izalci (3,6), seguido por Joe Valle (3,3%). Nesse cenário, 63,7% votariam nulo, branco, não sabem em quem votar ou não responderam.

Mané ainda assombra Arruda e Agnelo: MPF apura denúncias da Odebrecht

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De 12 petições enviadas pelo STF à Justiça do DF, sete seguem para apuração da polícia: ex-governadores estão na mira dos investigadores
Por Juliana Cavalcante e Kelly Almeida, do Metrópoles- Quase três meses depois de o ministro Edson Fachin enviar ao Distrito Federal 12 casos para serem analisados por magistrados e procuradores da capital da República, políticos e obras locais faraônicas implicados por delatores da Odebrecht entraram na mira dos investigadores. Fachin, que é o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), remeteu a instâncias inferiores casos de suspeitos sem foro privilegiado.

Entre os alvos, estão dois ex-governadores do DF: Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR), além dos contratos da reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha. Em maio, a dupla ficou presa uma semana por desvios na construção da arena. Nesse caso, no âmbito da Operação Panatenaico, deflagrada em função das delações da Andrade Gutierrez. A empreiteira, ao lado da Via Engenharia, foi a responsável pelo empreendimento.

O Mané Garrincha continua a assombrar os dois ex-governadores do DF porque a Odebrecht participou do conluio que direcionou as licitações dos estádios-sede da Copa do Mundo de 2014. A empresa baiana deixou o empreendimento brasiliense para a Andrade e a Via em troca da Arena Pernambuco.

Outros investigados

Ainda na Lista de Fachin, o Ministério Público Federal do DF (MPF-DF) também já investiga o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, cujo caso passou a tramitar na Operação Acrônimo.

As petições ainda incluem o nome do ex-ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi, dos ex-deputados federais João Almeida (PSDB-BA) e Moreira Mendes (PSD-RO) e do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Todas as petições estão em andamento no MPF-DF. Em alguns casos, por tratarem de assuntos que já estão em investigação no órgão, os documentos foram juntados a procedimentos em análise. O restante foi enviado ao Núcleo de Combate à Corrupção e está em fase inicial de investigação.

 

Confira abaixo o andamentos de todas as petições enviadas por Fachin à Justiça Federal de Brasília em abril deste ano

Inquérito policial

Das 12 petições que aportaram no DF, em sete casos o MPF-DF pediu que a polícia investigue melhor as acusações. A depender das apurações, podem ser indiciados políticos e responsáveis por obras da capital, como o Centro Administrativo do DF (Centrad) e o projeto habitacional Jardins Mangueiral. Os pedidos estão em andamento e algumas petições ainda aguardam a abertura dos inquéritos policias.

Veja quais são:

1/7Agnelo Queiroz: Preso em 23 de maio por suspeita de irregularidades na obra do Mané Garrincha, Agnelo Queiroz foi citado como beneficiário de R$ 1 milhão em caixa 2, em 2010. O dinheiro seria para que a construção do Centrad fosse viabilizada para a Odebrecht e a Via Engenharia. Nas planilhas de pagamento da Odebrecht, o petista é citado como “Cumprido”. A informação consta na delação dos ex-executivos da empreiteira João Antônio Pacífico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira. A petição pode tramitar com os casos referentes ao Jardins Mangueiral e sobre repasses indevidos feitos ao ex-governador do DF José Roberto Arruda e o ex-secretário de Obras Márcio Machado. Está em análise pelo procurador da República Ivan Cláudio

 

2/7Arruda e Márcio Machado: Um dos grandes projetos viários do DF recentemente, o BRT Sul também entrou na mira das delações. Segundo a petição do STF, ex-executivos da Odebrecht relataram irregularidades ainda na proposta de cobertura da licitação. Nesses documentos, o ex-governador José Roberto Arruda e o ex-secretário de obras Márcio Machado são citados pelos delatores João Pacífico e Ricardo Roth como articuladores em encontros com os empresários. O caso pode tramitar com as petições sobre os pagamentos de vantagens indevidas no âmbito do Jardins Mangueiral e sobre pagamentos a Agnelo Queiroz

 

3/7Centrad: A denúncia revelada em delações da Odebrecht indica que apenas dois consórcios foram habilitados para participar da Parceria Público-Privada (PPP) da construção do Centrad, mas os dois foram desclassificados por falhas na proposta. As declarações dos ex-executivos da empreiteira Alexandre José Lopes Barradas e João Pacífico afirmam ainda que foi realizado um acerto com o consórcio Delta Manchester para que não interferisse na licitação. Em troca disso, foi prometida participação posterior da Manchester no contrato, que acabou vencido pelo consórcio que reuniu a Odebrecht e a Via Engenharia. A petição está em andamento, aguardando abertura de inquérito policial

 

4/7Jardins Mangueiral: A delação do ex-presidente da Odebrecht Realizações Imobiliárias revela um suposto esquema de pagamento de propina no projeto do Jardins Mangueiral. Paul Elie Altit garantiu à força-tarefa da Lava jato que o ex-governador José Roberto Arruda e o ex-deputado Geraldo Magela (PT-DF), que foi secretário de Habitação no governo Agnelo, teriam pedido pagamentos extras para a realização do projeto. De acordo com o MPF-DF, já está em andamento o pedido de inquérito policial. O caso pode ser juntado à petição na qual Agnelo é acusado de receber R$ 1 milhão via caixa 2, em 2010

 

5/7Carlos Lupi e Osmar Dias: A investigação atinge em cheio o ex-senador Osmar Dias (PDT-PR) e o ex-ministro Carlos Lupi. O delator Fernando Luiz Ayres da Cunha afirmou o pagamento de R$ 500 mil e R$ 300 mil nos anos de 2010 e 2014, respectivamente. Os valores, ainda de acordo com o delator, seriam referentes a pagamento de apoio político dos dois, o PDT, e não teriam sido declarados ao Tribunal Superior Eleitoral

 

6/7João Almeida: Ex-deputado, ex-líder do PMDB e ex-vice-líder do PSDB, João Almeida dos Santos é apontado nas delações de ex-executivos da Odebrecht como intermediador entre os interesses da empreiteira no Tribunal de Contas da União (TCU). Almeida trabalhou na Odebrecht, o que facilitou a empreiteira na relação política enquanto ele esteve no poder

 

7/7Minha Casa, Minha Vida: O projeto de habitações populares entrou na mira dos investigadores do DF depois que Alexandrino de Salles Alencar, ex-executivo da Odebrecht, afirmou ter tido encontros com diretores da Caixa Econômica Federal para discutirem a facilidade na liberação de financiamento do banco. Segundo ele, foi criada uma empresa para tratar apenas desse projeto no DF e das obras da Vila dos Atletas, no Rio de Janeiro

 

Investigação criminal

O MPF-DF já instaurou procedimento investigatório criminal para apurar supostos repasses indevidos ao ex-deputado federal de Rondônia Rubens Moreira Mendes Filho. De acordo com o ex-executivo da Odebrecht José de Carvalho Filho, as doações de campanha totalizariam R$ 300 mil e teriam sido feitas com a intenção de obter benefícios em relação a um projeto de lei que trata da Lei Geral de Seguros no Brasil. O caso está a cargo do 6º Ofício de Combate à Corrupção.

Confira do que trata a petição:

1/3Moreira Mendes: O ex-deputado federal de Rondônia Rubens Moreira Mendes Filho é acusado de receber vantagem, não contabilizada, no valor de R$ 100 mil. Segundo o delator José de Carvalho Filho, o repasse ocorreu em Brasília, como doação de campanha eleitoral para a Câmara dos Deputados em 2010. A intenção era ter, como contrapartida, o favorecimento em relação ao Projeto de Lei nº 3.555/04, que estabelece normas gerais em contratos de seguro privado. De acordo com o delator, a Odebrecht também teria realizado uma doação de R$ 200 mil, nas eleições de 2014, a pedido do então deputadoBeto

Ação judicial

Entre os documentos enviados ao Ministério Público para providências, uma petição foi juntada a outro procedimento em que já existe ação judicial. O caso se refere ao envolvimento do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e do ex-vice-presidente de Loterias da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto.

Em delação premiada, eles foram acusados por vários ex-executivos da Odebrecht de receber valores por transações referentes ao Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

 

Veja as principais acusações da Odebrecht contra eles:

1/4Eduardo Cunha (foto) e Fábio Cleto: Os colaboradores da Odebrecht narram, em depoimento, a ocorrência de supostas irregularidades envolvendo o grupo e o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Os ex-executivos relataram pagamentos destinados a pessoas ocupantes de cargos públicos, como Eduardo Cunha e Fábio Cleto

2/4Eduardo Cunha e Fábio: O delator Benedicto Barbosa da Silva Júnior afirmou que chegou a pagar R$ 19,7 milhões a Cunha, o correspondente a 1,5% do total liberado pelo FI-FGTS para as empresas com obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. A solicitação foi feita pelo próprio ex-parlamentar como pagamento ao PMDB para formar caixa para as eleições de 2014

Em andamento

Três das petições enviadas pelo STF à Procuradoria da República no Distrito Federal já estão em andamento. Após investigação, duas culminaram com a deflagração da Operação Panatenaico, em maio deste ano, para apurar fraudes e desvios de recursos públicos nas obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha. Na ocasião, chegaram a ser presos, além de Agnelo e Arruda, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB).

Outro caso em andamento — que envolve o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e seu ex-chefe de gabinete Luiz Eduardo Melin de Carvalho e Silva — foi distribuído ao procurador da República Ivan Cláudio Marx, em decorrência da Operação Acrônimo. Em uma de suas frentes, a Acrônimo investiga a liberação de financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outro lado

Todos os citados foram procurados pela reportagem para comentar as denúncias. A defesa de Agnelo Queiroz disse já ter se manifestado a respeito das afirmações. “O ex-governador nega, enfaticamente, o recebimento de qualquer quantia, vantagem, ou benefício em razão de atividade ou ato administrativo no GDF. Ele também nega ter aceito, concordado ou autorizado quem quer que seja a assumir compromissos ou vantagens em seu nome, relacionado direta ou indiretamente a atos administrativos no GDF”, informou o advogado Paulo Guimarães.

O advogado de Cunha, Délio Lins e Silva, declarou que o ex-deputado já responde a uma ação penal sobre as supostas irregularidades. “A instrução, até agora, só demonstrou que as acusações são absolutamente absurdas e desprovidas de qualquer lógica, baseadas única e exclusivamente em depoimentos contraditórios de delatores”, disse Lins e Silva.

A defesa de Arruda nega qualquer envolvimento em suposta irregularidade. “A obra do BRT só teve iniciada a sua execução após a saída de Arruda do governo, e nenhum pagamento foi realizado sob sua gestão. Nega-se também o recebimento de qualquer doação irregular para a campanha de 2014, sendo certo o recebimento de quantia menor por doação feita pela empresa ao partido, e não ao candidato”, justificou o advogado Paulo Emílio Catta Preta.

As defesas dos outros investigados não foram localizadas pela reportagem do Metrópoles para comentar o andamento das petições.

Artistas são pendurados junto com lixo na Ponte JK em ação teatral

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O Festival de Teatro Palco Giratório, do Serviço Social do Comércio (Sesc), promoveu neste sábado (8) uma intervenção urbana na Ponte JK, em Brasília, para chamar a atenção do público para questões ambientais.

Batizada de Dilúvio MA, a performance teve grandes redes em que artistas estavam em meio ao lixo, como se tivessem sido retirados do Lago Paranoá.

A intervenção é parte da programação da 20ª edição do Palco Giratório, que leva espetáculos teatrais às ruas e teatros do Sesc, gratuitamente, até 30 de julho.

 

Trump elogiou economia do Brasil, diz MIchel Temer no Twitter

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Em duas publicações feitas na manhã de hoje (8) em sua conta oficial no Twitter, o presidente Michel Temer escreveu sobre o encontro que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na cúpula do G20, encontro que reúne líderes mundiais em Hamburgo, na Alemanha.

O tuíte do presidente diz que Trump “elogiou o desempenho da economia brasileira”, que, para o presidente norte-americano, “está indo muito bem”, segundo a publicação de Temer.

Em uma segunda publicação no Twitter, Temer disse ter sugerido a Trump a aproximação entre empresários de ambos os países. “Ele gostou da ideia”, escreveu o brasileiro.

Michel Temer participou na manhã deste sábado da terceira sessão de trabalhos no G20, que teve como tema a migração mundial. Após a reunião, ele embarcou no avião presidencial para voltar ao Brasil. O presidente deve chegar ao país em torno das 18h.

Meirelles diz que taxa de desemprego deve voltar a cair a partir do 2º semestre

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a afirmar, na cúpula do G20, em Hamburgo (Alemanha), que a economia brasileira encontra-se em trajetória de recuperação. Ele afirmou que a taxa de desemprego deve voltar a cair a partir do segundo semestre deste ano.

“Isto é mérito deste governo. Uma equipe está tocando essas reformas e tem todo o apoio do presidente. Não só do ponto de vista político, mas do ponto de vista congressual. Temos todo o apoio necessário para fazermos o esforço pela aprovação das reformas”, disse Meirelles, de acordo com informações do Palácio do Planalto.

Ontem (7), em entrevista a jornalistas, o ministro da Fazenda afirmou que a economia brasileira “vai bem” e se disse confiante na aprovação de reformas no Congresso, a despeito de crise política no país.

Segundo dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil ficou estável no segundo trimestre deste ano, em 13,3%, atingindo 13,8 milhões de pessoas.

Rodoviários devem manter 100% da frota em circulação nos horários de pico

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Rodoviários de cinco empresas que operam no Distrito Federal estão obrigados a manter 100% da frota em circulação nos horários de pico, caso optem por fazer paralisação a partir desta sexta-feira (7).

A decisão foi proferida pela juíza Ana Beatriz Brusco, da 2ª Vara de Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça do DF dos Territórios (TJDFT).

Na sentença, a magistrada argumenta que o direito de greve dos trabalhadores não pode prejudicar milhares de pessoas que dependem de transporte público.

“(O direito de greve) não tem o condão de justificar a sustação do fornecimento de serviço público, em especial quando é essencial”Ana Beatriz Brusco, juíza da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF

Segundo a juíza, a greve é um direito assegurado constitucionalmente, como meio de viabilizar melhores salários e condições de trabalho. “Não obstante, não tem o condão de justificar a sustação do fornecimento de serviço público, em especial quando é essencial”, anotou.

A medida foi estabelecida após a Procuradoria-Geral do DF ajuizar ação civil pública contra as empresas São José, Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Viação Marechal e Consórcio HP-ITA (Urbi). Juntas, elas respondem por cerca de 85% da frota que opera em Brasília.

Descumprimento gera multa de R$ 500 mil ao dia

A decisão também se estende ao Sindicato dos Rodoviários do DF. Caso descumpram os termos da liminar, a entidade sindical e as empresas pagarão multa de R$ 500 mil por dia.

Além de obrigados a manter 100% da frota rodando das 5h30 às 9h30, e das 16 às 19h30, as empresas deverão permanecer com 50% dos ônibus em circulação nos demais horários.

De acordo com o secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, o Executivo cumpre seu papel de intermediar o debate sobre reajuste salarial entre patrões e empregados, mas deve preservar o direito de ir e vir da população de Brasília.

“O governo entende que paralisações no transporte interferem muito negativamente da vida da população, e não se pode retirar o direito das pessoas de irem aos seus trabalhos e terem suas atividades de lazer”, disse Damasceno.

Regularização fundiária: Rollemberg entrega 700 escrituras em São Sebastião

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Após 28 anos de espera, a dona de casa Francineide Ferreira recebeu a garantia de uma moradia digna no Distrito Federal. A piauiense de 48 anos que deixou a terra natal para viver em Brasília comemora a conquista da escritura recebida neste sábado (8), em São Sebastião. “Finalmente, posso dizer que sou dona do meu imóvel. Antes era como se eu vivesse de favor”, disse Francineide.

O documento de regularização fundiária de Francineide é um dos 700 entregues pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, a moradores da região. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), 4 mil imóveis já foram regularizados na cidade.

“É uma alegria muito grande estar aqui mais uma vez. Nós já temos 7 mil lotes registrados nesta região e, nas próximas semanas, outras famílias serão contempladas”, anunciou o governador. “É importante registrar que essa entrega significa tranquilidade e segurança jurídica para as famílias.”

Com a entrega de hoje, o número de escrituras distribuídos nesta gestão — nos últimos dois anos e meio — chega a 28.732. Segundo Rollemberg, a meta é alcançar 67 mil escrituras até o fim de 2018. A cerimônia ocorreu no Bloco B do estacionamento da Feira Permanente da cidade.

“Essa entrega (das escrituras) significa tranquilidade e segurança jurídica para as famílias”Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília

Para a aposentada Raimunda Alves Lima da Silva, de 56 anos, a entrega dessa escritura representa a liberdade. “Uma vez fui na Secretaria de Fazenda fazer o cadastramento do IPTU, e o rapaz disse que eu morava em um lugar fantasma, que não existia. Agora, pra cada um que não acreditava que o governador ia dar as nossas escrituras, eu tenho a minha. E é de graça”, discursou a moradora de São Sebastião há 28 anos.

Oferecida gratuitamente para famílias com renda de até três salários mínimos, a escritura agora é emitida pela Codhab para oferecer maior comodidade aos proprietários.

O documento foi elaborado com itens de segurança e com base nas emissões feitas em cartório. Papel filigranado (ou papel-moeda), adesivo reflexivo e tinta invisível reagente à luz ultravioleta são alguns dos recursos utilizados para coibir falsificações.

Além de oferecer mais segurança, a emissão das escrituras pela representa economia de R$ 718 para o beneficiário, valor pago atualmente pela lavratura em cartório, onde ainda será necessário fazer o registro — que é pago, e o valor varia de R$ 300 a R$ 600.

A regularização fundiária faz parte do Lote Legal, uma das cinco frentes de atuação do Habita Brasília. O principal programa habitacional do Distrito Federal tem como objetivo proporcionar moradia digna aos cidadãos e considera o planejamento das cidades e o combate à grilagem.

Escola e revitalização da DF-463 e da DF-473

Na solenidade, o governador destacou outras benfeitorias para a região, como a revitalização da DF-463 e da DF-473. “Vou voltar em São Sebastião para inaugurar a DF-463, que já está pronta, e vamos começar agora o recapeamento e alargamento da 473, que liga São Sebastião com a 251, então todas as saídas da cidade estarão de pistas novas.”

Rollemberg também adiantou que já tomou providências para a transformação de uma estrutura no Bairro Crixás em uma escola. Inicialmente, o local seria um albergue, mas a destinação foi modificada para atender a uma demanda da comunidade local.

Mais cedo, um grupo de moradores fez um protesto para reivindicar a construção de uma escola e cobrar uma unidade de pronto-atendimento (UPA) para a região.

O secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, e o diretor-presidente da Codhab, Gilson Paranhos, disseram que vão mediar uma conversa da associação de moradores com as Secretarias de Educação e de Saúde ainda nesta semana.