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Q Cultural agita feriadão em ritmo de forró no Setor Comercial Sul

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Projeto vai colocar a galera do Setor Comercial Sul para dançar

Que tal celebrar o feriado de 7 de setembro com um ritmo bem nacional? O projeto Q Cultural vai colocar a galera para dançar nesta quinta-feira, agitando o estacionamento 6 do Setor Comercial Sul. A partir das 17h30, o forró vai tomar conta do lugar, um bom programa para este feriado e com entrada gratuita.

Quem comanda a noite é a galera do Forró de Vitrola, projeto brasiliense de DJs que leva bailes de forró pé de serra, com um rico acervo de vinil, a bordo de uma estilosa Kombi 1973 a diversas localidades da cidade. No repertório, clássicos da música regional, com um som perfeito para o arrasta pé. A proposta do coordenador do projeto, Cacai Nunes, violeiro e pesquisador da música brasileira, é promover uma rica seleção, desde os clássicos do rei o baião.

O sucesso do Forró de Vitrola é tanto que já circulou pelo país e também pelo exterior, se apresentando em países como Portugal, França e Espanha. Por onde passa, conquista o público que não consegue ficar parado. É um arraial itinerante!

Para completar a noite, o DJ residente Nagô também se apresenta para agitar a galera. E, para recuperar as energias, o público dispõe de diversas opções gastronômicas com os food truck presentes.

 

Serviço

Q Cultural recebe Forró de Vitrola

Quando: 7/9

Local: SCS Qd. 6 – estacionamento em frente ao Pátio Brasil

Horário: A partir das 17h30

Entrada: Gratuita

Classificação Livre

Facebook.com/QCultural

 

Lei de Liliane Roriz impede governo de negativar nome de cidadão

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Inadimplentes da Fazenda Pública estão fora dos cadastros de proteção ao crédito. Para parlamentar, contribuintes podem ter nomes na dívida ativa, não no Serasa

Já é lei no Distrito Federal: o governo não pode protestar nem incluir o nome dos inadimplentes com a Fazenda Pública em cadastros de entidades que prestam serviços de proteção ao crédito. A autora da proposta é a deputada distrital Liliane Roriz (PTB) que usou como justificativa o fato de o GDF ter outros meios de cobrar o cidadão, sem ter que incluir o nome dos inadimplentes no Serasa ou SPC, por exemplo.

Para Liliane, a estratégia de “negativar” o nome do cidadão era equivocada. “Um governo inteligente mira em programas de incentivo ao bom pagador, estimulando a adimplência, e não penalizando o inadimplente”, argumentou. Ela é autora da lei que concede desconto no IPTU ao contribuinte que estiver com as contas em dia com o Fisco e que queira pagar à vista o imposto. Segundo a distrital, deixar o contribuinte devedor com nome sujo na praça dificultará ainda mais o recolhimento desses recursos. “Muitos pais precisam escolher entre botar comida em casa ou pagar o IPTU”, exemplifica.

O projeto de lei complementar foi vetado pelo governador Rodrigo Rollemberg porque a medida é um instrumento para cobrança da dívida ativa. A distrital alegou na proposta que a restrição ao crédito empurra as famílias para o mercado de agiotas e prejudica a economia. A Câmara Legislativa derrubou o veto e a lei entrou em vigor desde a semana passada.

“Vale deixar bem claro que eu defendo, sim, que o governo cobre de quem deve. Porém, com políticas de incentivo ao pagamento, como propostas de parcelamento das dívidas e não com penalidades que prejudicam ainda mais quem já convive com tantas dificuldades”, ressalta Liliane Roriz.

Wimóveis: Imóveis para venda em Brasília têm redução em julho

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Estudo identifica, ainda, que os valores de locação na cidade chegam a ser quase o dobro das cidades próximas

 Com base nos anúncios de julho de 2017, o Wimoveis, maior portal de imóveis do Distrito Federal, apresenta relatório sobre os preços de venda, locação e rentabilidade dos apartamentos usados, de dois dormitórios, 65 m² e com uma vaga de garagem na cidade. 

Segundo o estudo, os preços médios de venda de imóveis na capital federal tiveram queda de 0,8% no último mês e o metro quadrado chegou a R$ 7.755,00. Com R$ 6.814,00 o m², a cidade de Cruzeiro, que ocupa o segundo lugar, ficou em torno de 10% abaixo da capital. Já dentro de Brasília, a região Noroeste se destacou por ser a localização com o metro quadrado mais caro (R$ 9.600,00). No outro extremo, com valores do metro quadrado mais econômico da região está a cidade Santa Maria (R$ 2.845,00), há 26 km de Brasília.

Para quem está procurando imóvel para alugar, o ranking identificou também que o aluguel mensal de Brasília (R$ 2.280,00), chega a ser quase o dobro do valor das cidades próximas como Águas Claras, a menos de 20 km da capital. Enquanto, Santa Maria, apresenta o aluguel mais econômico, R$ 812,00.

Para aqueles desejam investir em imóveis no Distrito Federal, o relatório verificou, ainda, que a cidade de Sobradinho, possui a maior rentabilidade média anual, 7,4%. Em segundo lugar, aparece Vicente Pires, com 5,9% e, na sequência, Brasília com 5,5%, igual o mês anterior e acima de importantes cidades brasileiras como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Já Guará e Santa Maria, apresentam as rentabilidades mais baixas entre as cidades com 4,2% e 4,1%, respectivamente.

“Apesar da redução dos preços de venda, Brasília possui, ainda, um alto valor para locação de imóveis em relação as outras cidades do Distrito Federal. Porém, com a boa rentabilidade a capital federal é uma excelente oportunidade para quem deseja investir no mercado imobiliário”, destaca Mateo Cuadras, CEO do Wimoveis.

Temer defende Fórum de Inteligência do Brics para combate ao terrorismo

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Ao discursar hoje (4) na abertura da 9ª cúpula dos chefes de Estado e de Governo do Brics, bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul, na cidade chinesa de Xiamen, o presidente Michel Temer voltou a defender a proposta brasileira de criação do Fórum de Inteligência do Brics para combate ao terrorismo.

“Não podemos nos acomodar diante da persistente ameaça do terrorismo, à qual nenhum de nossos países está imune. Esse é tema que exige de todos a ação crescentemente coordenada. Permito-me, aqui, retomar proposta brasileira de criação do Fórum de Inteligência do Brics. Seria contribuição adicional para nossos esforços concentrados de prevenção de atos terroristas”, disse.

Temer também destacou a necessidade de criação de um mecanismo de troca de informações entre as agências de inteligência dos cinco membros do grupo. “Em um mundo cada vez mais interconectado, é fundamental unir esforços para enfrentar desafios que transcendem fronteiras”, acrescentou.

O presidente brasileiro manifestou preocupação com os recentes testes nucleares norte-coreanos. Ontem (3), a Coreia do Norte anunciou que fez um teste bem-sucedido com uma bomba de hidrogênio.

“Os episódios dos últimos dias dão concretude a temores que parecem ter ficado nos livros de história. Hoje, [é importante] encontrar saída diplomática para a situação tão grave. Em perspectiva mais abrangente e de mais longo prazo, o desarmamento nuclear é a garantia mais eficaz contra a proliferação. O Brasil esteve na origem do Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares, adotado em julho. Assinaremos o instrumento ainda este mês, em Nova York. Trata-se de mais uma conquista real do multilateralismo”, afirmou.

Em seu discurso, Temer ainda citou a preocupação com a situação venezuelana. “Acompanhamos de perto o quadro político, econômico e social da Venezuela. A escassez de comida, remédios e outros itens básicos provoca drásticas consequências. A situação é de instabilidade e de crise humanitária. É crescente o fluxo de migrantes e refugiados que chegam ao Brasil e a outros países vizinhos. Confiamos em uma solução pacífica para a crise, com pleno respeito à soberania venezuelana”, completou.

O que está em jogo com a nova Taxa de Longo Prazo (TLP)?, por Saulo Batista

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Ofuscada pelos debates envolvendo a votação das propostas de “reforma política” e também pelos movimentos decorrentes da expectativa em torno de uma nova denúncia a ser apresentada contra o presidente Michel Temer, a aprovação, na Câmara dos Deputados, da medida provisória que estabelece a Taxa de Longo Prazo (TLP) como futuro indexador para os financiamentos concedidos pelo BNDES se deu sem que a ela fosse dispensada uma atenção proporcional aos seus impactos para o futuro de nossa economia.

Não se discute que a urgência em corrigir as distorções inerentes aos assim chamados subsídios implícitos – quando o custo da captação dos recursos pelo Tesouro Nacional excede à remuneração paga pelos agentes financeiros a quem são repassados – por si só justifica a adoção de medidas que visem conter o crescimento em nível exponencial deste custo fical que saltou de R$ 17,7 milhões em 2008 para R$ 29,1 bilhões em 2016. Somente estas operações já contratadas ainda custarão aos cofres públicos um montante superior a R$ 109 bilhões, o que contribuirá para o um déficit que, invariavelmente, vem recaindo sobre o conjunto da sociedade por meio de ainda mais impostos.

A equiparação dos encargos de empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional ao BNDES com o rendimento dos títulos da dívida pública com prazo de maturidade igual à média dos empréstimos e financiamentos hoje concedidos com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) – no caso, as Notas do Tesouro Nacional de série “B” (NTN-B) com prazo de cinco anos – se mostra bastante apropriada para, na medida do possível, reduzir os subsídios concedidos pela União aos explícitos, àqueles de natureza financeira, seja por meio de equalizações de preços ou de juros, que forem dimensionados e aprovados pelo Congresso em conjunto com as leis orçamentárias.

Por outro lado, há flagrante equívoco em contabilizar os recursos transferidos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) e pelo Fundo de Participação PIS-PASEP para a concretização dos programas governamentais de fomento ao setor produtivo nacional e à geração de emprego e renda, aos quais estão vinculados, como se fossem subsídios implícitos.

O argumento que alega a existência de subsídios implícitos levando em consideração o custo de oportunidade da eventual aplicação dos recursos do FAT e do FMM em títulos federais, na comparação com o financiamento de investimentos voltados para o desenvolvimento econômico e a indústria naval, com remuneração pela TJLP, se baseia na falsa premissa de que os mandamentos constitucionais e legais, que vinculam a utilização dos Fundos, poderiam ser ignorados em favor do seu direcionamento para aplicações na dívida pública mobiliária.

Fixar a remuneração do montante transferido pelos Fundos às instituições financeiras oficiais, enquanto não aplicados, ao nível da taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC), é pertinente porque desestimula a manutenção destes valores em tesouraria e o seu emprego para constituição de reservas. Entretanto, a equiparação de juros dos financiamentos com base nestes recursos com os valores praticados no mercado de títulos públicos de longro prazo – ainda mais elevados do que a já altíssima taxa SELIC -, fulminaria seus objetivos de assegurar competitividade internacional para o setor produtivo brasileiro.

A concepção da TJLP é justamente a de buscar alguma equalização entre as taxas de juros de longo prazo internas e externas. Por isso mesmo, seu cálculo leva em consideração a meta de inflação para o período, os juros externos livres de risco e uma componente de risco país.

O que torna possível esta oferta de crédito a juros mais baixos do que seria possível através dos mecanismos de mercado é a existência de uma poupança forçada constituída pelas receitas de contribuições como as do Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). São subsídios explícitos, de matiz constitucional, visto que a própria definição de contribuições, enquanto espécie de tributo, implica a vinculação do produto de sua arrecadação.

A transparência que se reivindica para o fim dos subsídios implícitos, de natureza creditícia, que afetam o estoque da dívida pública, sem, no entanto, figurar no balanço de receitas e despesas públicas, precisa ser empregada também para reconhecer tratamento diferenciado aos subsídios explícitos, de natureza financeira, concedidos exclusivamente com base na receita e patrimônio próprio dos Fundos constituídos para esta finalidade, sem impacto para o Tesouro. Mesmo os mecionados repasses ao FAT para custeio do Abono Salarial e do Seguro Desemprego – uma política social, que não guarda nenhuma relação com a política creditícia aqui discutida -, precisam ser analisados tendo em conta a apropiação pelo Tesouro Nacional de 30% da receita anual do FAT que vem sendo promovida através da Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Não restam dúvidas dos benefícios da aplicação da nova TLP aos empréstimos com funding do Tesouro Nacional, promovidos ao custo para o contribuinte de emissão de títulos da dívida pública. Essa realidade, onde quase 70% do estoque global de crédito das empresas brasileiras correspondem a operações com o BNDES a juros subsidiados, precisa ser repensada, inclusive sob a perspectiva da construção de um ambiente para o desenvolvimento de um mercado de crédito privado de longo prazo no Brasil. Além do impacto positivo para as contas públicas, certamente esse caminho irá conferir maior eficiência à nossa economia, na medida em que – através da dinâmica do mercado – a remuneração dos recursos investidos se aproxima de seu custo de oportunidade, privilegiando as alternativas de aplicação mais eficientes e, assim, aumentando a produtividade agregada.

Em relação aos recursos dos Fundos, arrecadados da sociedade sob a forma de contribuições, importa sempre lembrar que é o texto constitucional – com suas diretrizes, objetivos e princípios – que subordina as escolhas da política econômica do governo, e não o contrário. Aqui, os desafios dizem respeito à diminuição da regressividade – quando os subsídios promovem a transferência de renda da sociedade para os grandes grupos econômicos – e da concentração de crédito como fator de reprodução das desigualdades regionais.

A importância de uma política industrial na qual o Estado impulsione setores específicos – em função de seu potencial de inovação ou pelos ganhos que geram para os demais setores da economia – é tal que não se pode negar. Nesse sentido, considerando os efeitos fiscaus do perfil do endívidamento brasileiro – onde a taxa básica da economia é artificialmente elevada para atender a demanda dos agentes financiadores da dívida -, a garantia de crédito disponível a juros inferiores a estes de curto prazo é primordial para financiar os investimentos estratégicos, uma das mais importantes variáveis macroeconômicas para o desenvolvimento.

Especialista em orçamento e políticas públicas, diretor de relações governamentais da Associação Nacional do Transportador e dos Usuários de Estradas, Rodovias e Ferrovias (ANTUERF) e secretário-executivo da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Em nota, Temer critica acordo de delação premiada do doleiro Lúcio Funaro

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O presidente Michel Temer criticou nesta sexta-feira (1º), por meio de nota, o acordo de delação premiada do doleiro Lúcio Funaro, que foi reenviado ontem (31) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Na última quarta-feira (30), o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, devolveu à Procuradoria-Geral da República (PGR) o acordo de delação de Funaro para ajustes.

Em nota divulgada na noite de sexta pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, Temer critica Janot e questiona a veracidade das informações repassadas por Funaro à PGR e os prováveis benefícios que ele obterá com a delação.

“A suposta segunda delação do doleiro Lúcio Funaro, que estava sob sigilo na Procuradoria-Geral da República, mas tem vazado ilegalmente na imprensa nos últimos dias, apresenta inconsistências e incoerências próprias de sua trajetória de crimes. Funaro acionou meses atrás a Justiça para cobrar valores devidos a ele pelo grupo empresarial do senhor Joesley Batista [sócio do grupo JBS], por alegados serviços prestados, negando que recebesse por silêncio ou para evitar delação premiada”, diz trecho da nota.

No documento, o presidente questiona ainda a suposta mudança de postura do procurador-geral da República em relação a Lúcio Funaro. “Agora, diante da vontade inexorável de perseguir o presidente da República, Funaro transmutou-se em personagem confiável. Do vinagre, fez-se vinho. Quem garante que, ao falar ao Ministério Público, instituição que já traiu uma vez, não o esteja fazendo novamente? Se era capaz de ameaçar a vida de alguém para escapar da Justiça, não poderia ele mentir para ter sua pena reduzida? Isso seria, diante de sua ficha corrida, até um crime menor”, afirma Temer na nota.

Segundo a nota, há um ano, a Ministério Público Federal considerava Funaro um criminoso, sem credibilidade e, agora, o doleiro passou a ter credibilidade. “Qual mágica teria feito essa pessoa, que traiu a confiança da Justiça e do Ministério Público, ganhar agora credibilidade?”.

De acordo com a nota, Temer “se resguarda o direito de não tratar de ficções e invenções” e nega que tenha atuado para obstruir investigações. O presidente criticou ainda o fato de o empresário Joesley Batista estar “refazendo” a delação premiada.

“Pegos na falsidade pela Operação Bullish, [os irmãos Joesley e Wesley Batista] não tiveram a delação anulada, mas puderam, camaradamente, ‘corrigir’ suas mentiras ao procurador-geral. Sem um puxão de orelhas sequer.” diz a nota.

“Outro agravante é o fato de o grampeador-geral da República ter omitido o produto de suas incursões clandestinas do Ministério Público. No seu gravador, vários outros grampos foram escondidos e apagados. Joesley mentiu, omitiu e continua tendo o perdão eterno do procurador-geral. Prêmio igual ou semelhante será dado a um criminoso ainda mais notório e perigoso como Lúcio Funaro?”, questiona a nota.

Temer está em viagem oficial à China, onde participa de encontro anual do Brics, bloco econômico formado por Brasil, Rússia, China, África do Sul e Índia.

Apelo ao uso consciente da água marca abertura da Virada do Cerrado

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Em tempos de seca austera, a terceira edição do evento, instalada com a presença do governador Rodrigo Rollemberg, é dedicada à recuperação e conservação de recursos hídricos

Música, teatro, artesanato e muitas atividades com foco no uso consciente da água e da sustentabilidade. Esse foi o ambiente do lançamento oficial da Virada do Cerrado 2017.

O evento ocorreu na Praça dos Três Poderes, na noite desta sexta-feira (1º), e contou com a participação do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

“A Virada do Cerrado é um evento transformador, pois cria nas pessoas uma consciência que contribuirá para garantir uma cidade melhor para os nossos filhos”, disse o governador.

Esta é a terceira edição do programa, que termina no domingo (3). De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente, as atividades ocorrem simultaneamente no Plano Piloto e em outras 27 regiões administrativas.

Além das ações socioambientais, a população poderá participar de projetos nas áreas educativa, esportiva e cultural. Alguns deles são voltados para a recuperação e conservação de nascentes.

O secretário do Meio Ambiente, André Lima, destacou o envolvimento da população neste ano. “Percebemos que a sociedade se engajou bastante, com uma consciência ambiental comovente. Será uma edição marcante”, disse ele.

A Virada do Cerrado é um programa colaborativo promovido pela pasta em parceria com instituições e administrações que promovem ações continuadas de capacitação e sensibilização em torno da sustentabilidade ambiental.

O evento ocorre sempre no início de setembro, em alusão ao Dia do Cerrado, comemorado em 11 de setembro.

Quatro grupos se apresentaram na noite, um deles Maria Sabina & a Pêia, que agitou o público presente com uma apresentação que mistura rock com ritmos brasileiros, a exemplo do samba, brega e baião.

Na sequência, passaram pelo palco os grupos Pé de Cerrado, Dillo e Mamulengo Presepada.

ARTIGO | A razão de indenizar férias a juízes, por Mário Machado

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Por Mario Machado

Difícil compreender o súbito interesse da mídia sobre o tema indenização de férias a juízes. O inadequado enfoque dado à matéria, posta para o leitor como se fosse algo condenável, pelo menos eticamente, como se fosse simples subterfúgio para elevar a remuneração dos magistrados.

Convém lembrar que o direito de informação contém duas vertentes distintas: o direito de dar informação e o direito de receber informação. Quanto a este, destaca Eduardo Novoa Monreal: “O interesse de cada homem e mais do que isso — seu direito— consiste em poder obter uma informação verdadeira, que lhe dê conhecimento imediato e completo de todos os fatos que lhe convém saber e que lhe entregue esse conhecimento de forma imparcial, isso é, sem tratar de influir no seu ânimo ou seus juízos pela subministração de notícias. Somente assim se respeita seu direito de receber informação verdadeira, oportuna e integral. Somente assim fica, efetivamente, assegurada a livre eleição de ideias que é necessária para exercitar uma verdadeira liberdade de pensamento”.

Inapropriados, com todo respeito, o espaço e o destaque dados ao assunto, e isso sem que o texto esclareça qual a razão de indenizar férias a juízes e por que isso é permitido, inclusive pelo Conselho Nacional de Justiça. Como se descarta má-fé, acredita-se que se parta do pressuposto, equivocado, de que o pagamento é realizado para “turbinar salário de juiz”.

A resposta, óbvia, de que se paga indenização de férias ao juiz porque ele trabalha nesse período ao invés de descansar é incompleta. Tem-se de remontar a 2004, quando a Emenda Constitucional nº 45 alterou a redação do inciso XII do artigo 93 e passou a exigir que “a atividade jurisdicional será ininterrupta, sendo vedadas férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau, funcionando, nos dias em que não houver expediente forense normal, juízes em plantão permanente”. Antes, os juízos e tribunais de segundo grau tinham férias coletivas em janeiro e julho, a exemplo dos tribunais superiores. Não se trabalhava nesses meses, a não ser em plantão para apreciação de liminares em casos urgentes.

De lá para cá, verificou-se que não é possível manter, de verdade, “atividade jurisdicional ininterrupta” se todos os juízes e desembargadores gozarem férias. Para exemplificar, se todos os juízes titulares (209) e todos os desembargadores (48) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal desfrutassem férias em julho último, permanecendo no trabalho apenas os juízes de direito substitutos (123) e os juízes de direito substitutos de segundo grau (11), não seria possível o pleno funcionamento de todos os juízos e turmas julgadoras. Haveria funcionamento ininterrupto, porquanto não pararia totalmente a atividade jurisdicional, mas seria um funcionamento parcial, certamente não desejado pelo legislador, e insuficiente para dar vazão ao trabalho necessário. Um só juiz teria de atuar em dois ou mais órgãos julgadores.

Assim, quando se demonstra surpresa por 62,4% dos magistrados terem optado por trabalhar em julho ao invés de gozar férias, o tribunal entende que, se maior fora esse percentual, maior seria a produtividade alcançada no mês. Mais audiências teriam sido realizadas, mais sessões teriam ocorrido, mais julgamentos sucederiam, tudo em benefício do jurisdicionado, tudo em prol da anelada razoável duração do processo. Não por outra razão o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) permite indenização de férias aos magistrados que nelas trabalham. E a Resolução CNJ nº 13/2006, por seu artigo 8º, alínea e, exclui da incidência do teto remuneratório constitucional a indenização de férias não gozadas.

Não fosse, aliás, esse mecanismo, dificilmente os tribunais alcançariam as difíceis metas do Conselho Nacional de Justiça. No ano passado, graças à permissão, cumpriu o Tribunal de Justiça do Distrito Federal todas as metas, inclusive a nº 1, de julgar, no ano, número maior de processos do que aqueles que ingressaram. Enquanto se pensa em coibir indenização de férias, o que reduzirá a produtividade dos juízes e tribunais de segundo grau, talvez coubesse cogitar de emendar a Constituição para que também os tribunais superiores funcionassem ininterruptamente, assim diminuindo o considerável acervo de processos a julgar.

A reflexão manifestada ao abrir o artigo diz como é relevante o papel da imprensa de prestar informação completa. Da forma como vem sendo tratado o assunto, os juízes são expostos como recebendo pagamento indevido, irregular, elevado. Como se o pagamento se repetisse todos os meses, quando se sabe, diluída em um ano, indenização de férias seria de 1/12 dos valores expostos e que constam do portal transparência. Assim, a forma de a mídia tratar o assunto, sem o devido esclarecimento, induz a sociedade contra o Poder Judiciário, precisamente o único que, com o Ministério Público, enceta difícil combate contra a corrupção no país. A quem isso interessa?


Mario Machado é desembargador presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

Por má conduta no cargo, 86 servidores foram expulsos do governo desde 2015

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Operação que investiga fraudes no sistema de vistorias do transporte público, deflagrada nesta sexta (1º), pode levar a novos processos administrativos

Como resultado da atuação do governo de Brasília para evitar a má conduta na administração pública, 86 servidores foram expulsos, desde 2015, dos quadros do Executivo por práticas como corrupção, improbidade administrativa e uso do cargo para proveito pessoal. Os dados são do Portal da Transparência, da Controladoria-Geral do Distrito Federal.

Nesta sexta-feira (1º), em mais uma demonstração de combate às práticas ilegais, uma denúncia da Secretaria de Mobilidade resultou na Operação Checklist, da Polícia Civil e do Ministério Público do DF e Territórios. A investigação desmontou suposta quadrilha na Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle da pasta.

De acordo com as investigações, funcionários de cooperativas — de motoristas a diretores e pelo menos um presidente — pagavam propinas que variavam de R$ 400 a R$ 800 para que fiscais da subsecretaria permitissem o transporte de passageiros por ônibus sem condições de rodar.

Foram cumpridos 14 mandados de prisão temporária — quatro contra agentes públicos e dez contra funcionários de cooperativas — e 16 de busca e apreensão. Entre os crimes praticados estão associação criminosa, corrupção passiva e corrupção ativa.

Além do processo judicial, os agentes públicos investigados devem responder em âmbito administrativo.

Estudantes do DF podem se preparar para o Enem em aulas gratuitas

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Os estudantes do Distrito Federal que estiverem se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) podem participar de aulas gratuitas do projeto #BoraVencer, feito pela Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude. Amanhã (2) haverá um aulão com conteúdos de ciências humanas, com foco em filosofia, sociologia, história e geografia.

Os aulões ocorrem das 13h às 18h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A primeira aula foi no dia 27 de agosto, com conteúdo de linguagens e códigos. No dia 30 de setembro haverá aulas de redação e matemática e no dia 8 de outubro a preparação será para ciências da natureza. Uma semana antes da primeira prova do Enem, será feito um aulão de dicas, com revisão geral de conteúdo do exame.

A subsecretária da Juventude em exercício, Priscila Monteiro, explica que a iniciativa é voltada para alunos que não têm capacidade de pagar um cursinho privado. “O objetivo é proporcionar ao jovem de baixa renda o acesso a esses cursos, para poder se qualificar melhor para o Enem”, diz. Segundo ela, cada aulão reúne cerca de 2,5 mil alunos. O aulão é aberto para todos os estudantes, tanto para estudantes da rede pública como particular.

As aulas são ministradas por professores de cursinhos de forma voluntária. As inscrições podem ser feitas pelo site da Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude.

No dia das aulas, será oferecido transporte gratuito para os estudantes antes e depois do encontro, a partir da Rodoviária do Plano Piloto. Desde 2016, foram promovidas 13 edições do programa, além de dois cursos intensivos.

Maratona

Outra iniciativa para os estudantes de Brasília é o projeto social Maratona Enem, coordenado por professores da rede privada. As aulas são gratuitas e exclusivas para alunos da rede pública de ensino.

A primeira aula do projeto será de redação e está marcada para amanhã (2), das 13h30 às 18h15. Para participar, é preciso ter concluído ou estar cursando o 3º ano do ensino médio da rede pública de ensino, além de estar inscrito no Enem. Serão disponibilizadas 100 vagas por aula.

Mais informações pelo www.facebook.com/maratonaenemdf

Enem

Neste ano, as provas do Enem serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil.