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Tadeu Filippelli recebeu propina de fundador da Gol, diz Funaro em delação

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Ex-vice-governador do DF teria recebido propina de Henrique Constantino, um dos fundadores da Gol, para reduzir imposto sobre peço de combustível. Delação do doleiro foi aceita pelo STF.

Câmara dos Deputados adia novamente votação da PEC da Reforma Política

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A votação da reforma política gerou nova polêmica na sessão desta quarta-feira (13) do plenário da Câmara dos Deputados. Após mais de cinco horas de debates e a tentativa de alterar o texto-base em votação, o presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) suspendeu a sessão por falta de quórum e adiou novamente a apreciação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 77/2003, instrumento que estabelece mudanças no sistema político-eleitoral e da criação de um fundo público para financiar as campanhas. O tema da reforma política deve voltar à pauta da Câmara na semana que vem.

Mais uma vez, a proposta não obteve consenso entre os parlamentares. Os deputados tentaram ainda colocar em votação a análise fatiada dos itens, como havia sido definido na última sessão que apreciou o tema. No entanto, por falta de quórum, a sessão foi encerrada.

Regimentalmente, a PEC precisa ser analisada em dois turnos, com os votos de 3/5 dos deputados. Dessa forma, para ser aprovada, a proposta requer os votos favoráveis de 308 parlamentares. Para ter validade nas eleições de 2018, as mudanças precisam ser aprovadas na Câmara e no Senado até o início de outubro deste ano, já que a Constituição exige que novas regras em processo eleitoral estejam em vigor um ano antes do pleito para serem aplicadas.

Emendas

No início da sessão, o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) apresentou uma emenda aglutinativa substitutiva global, o instrumento substituía integralmente o texto do substitutivo do deputado Vicente Candido (PT-SP). Entre os pontos da proposta de Pestana estava a aplicação do sistema eleitoral chamado de “distritão misto”, aplicado já em 2018 para eleição de deputados. Outras emendas aglutinativas foram propostas, no entanto, por falta de apoio entre os líderes partidários, foram retiradas da pauta pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (PMDB-RJ).

Na proposta apresentada por Pestana seriam eleitos os deputados mais votados, admitindo-se a votação nas legendas. As regras mais específicas de distribuição de votos, no entanto, seriam definidas em lei. O texto original estabelece ainda a adoção do sistema distrital misto para as eleições de 2022 em diante e do chamado “distritão” em 2018 e em 2020.

“Há um consenso absoluto que o nosso sistema político-partidário eleitoral se esgotou. Boa parte da crise permanente de governabilidade e a baixa qualidade tem a ver com o nosso presidencialismo de coalização e as nossas distorções. Precisamos mudar para colocar o país nos trilhos e melhorar a qualidade da nossa democracia”, disse Pestana ao defender a alteração do texto-base. “O nosso sistema chegou ao fundo do poço”.

O texto de Pestana também previa a criação do fundo público de financiamento de campanhas sem valor definido. Caberia ao Congresso, na análise da lei orçamentária, definir o montante a ser repassado ao fundo nos anos eleitorais. “Esse é o avanço possível”, defendeu o parlamentar.

Em votação anterior, os deputados haviam decidido retirar do texto o item que estabelecia um percentual que vinculava 0,5% da receita corrente líquida da União para fundo de financiamento público de campanhas eleitorais.

Críticas

Chamadas de “gambiarra”, as sucessivas tentativas de alterações do sistema político-eleitoral foram criticadas pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP). “Essa gambiarra chamada distritão é transformar isso aqui em uma Câmara dos Deputados com 513 partidos. É a negação da ideia de parte da sociedade, de coletivo, é a decisão pela celebridade, pelo já conhecido, pelo direcionamento, pela perpetuação dos mandatos e quiçá entendido lá fora como a continuação daqueles que querem impunidade. Há 150 aqui com processo no Supremo Tribunal Federal”, disse.

Após as propostas de emendas aglutinativas, o deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP) descartou a aprovação da PEC na sessão de hoje. “Estão desesperados, apoiando essas emendas aglutinativas porque não sabem mais o que fazer, porque não têm os 308 votos necessários para aprovar ‘distritão’ e distrital misto”, disse.

Fim das coligações

Outra proposta pendente de análise é a PEC 282/2016, que prevê o fim das coligações partidárias a partir do ano que vem e a adoção de uma cláusula de barreira para que os partidos tenham acesso aos recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na televisão. O texto-base dessa proposta já foi aprovado pelos deputados, mas segue pendente a apreciação dos destaques ou sugestões de mudanças.

Por meio de um acordo, os parlamentares decidiram votar os destaques feitos à PEC 282/16 somente após a votação da PEC 77/03, pela qual o país adotaria o sistema majoritário, conhecido como distritão, para as eleições de deputados e vereadores em 2018 e 2020, antes da instalação do voto distrital misto para as eleições proporcionais a partir de 2022.

Polícia Federal faz busca e apreensão em imóveis do ministro Blairo Maggi

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A Polícia Federal (PF) faz buscas e apreensões em 64 endereços, incluindo imóveis ligados ao ministro da Agricultura Blairo Maggi. Os mandados são parte da Operação Malebolge (que corresponde à 12ª fase da Ararath) e são cumpridos a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a PGR, a operação tem caráter sigiloso nenhum detalhamento será apresentado enquanto a operação estiver acontecendo. O STF informou que o caso está nas mãos do ministro Luiz Fux e que, como o caso corre sob sigilo, nada será comentado por enquanto.

Segundo a PF, participam da ação 270 pessoas, entre policiais federais e membros do Ministério Público Federal (MPF) nos seguintes municípios: Cuiabá, Rondonópolis (MT), Primavera do Leste (MT), Araputanga (MT), Pontes e Lacerda (MT), Tangará da Serra (MT), Juara (MT), Sorriso (MT), Sinop (MT), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Trabalhadores nascidos em setembro podem receber o abono do PIS-Pasep

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O Ministério do Trabalho libera a partir de hoje (14) o pagamento do abono salarial do PIS/Pasep, ano-base 2016, para os trabalhadores nascidos no mês de setembro. O benefício ficará disponível para saque nos bancos até 30 de junho de 2018.

A partir desta data, os servidores públicos com inscrição de final 2 já poderão retirar o benefício no Banco do Brasil e os trabalhadores da iniciativa privada poderão sacar em qualquer agência da Caixa ou casas lotéricas de todo o país.

Quem trabalhou formalmente por pelo menos um mês no ano passado, com remuneração média de até dois salários mínimo, tem direito ao benefício. O valor vai depender de quanto tempo a pessoa trabalhou em 2016.

Quem esteve empregado formalmente durante todo o ano vai receber R$ 937, o valor do salário mínimo. Quem trabalhou apenas um mês, receberá um doze avos dessa quantia, e assim sucessivamente. O site da Caixa Econômica Federal disponibiliza a  tabela de exemplos, com base no salário mínimo.

O Ministério do Trabalho identificou 24,34 milhões de brasileiros com direito ao PIS/Pasep, ano-base 2016. O calendário de pagamentos foi aberto em julho deste ano. Até o final de agosto, 3,6 milhões de trabalhadores tinham sacado o benefício, o que corresponde a 14.85% do total. O último lote do abono será liberado em março de 2018.

Chineses buscam intercâmbio sobre planejamento ambiental do DF

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Gestores de um distrito de Pequim foram recebidos pelo governador Rollemberg e outros dirigentes do Executivo local nesta quarta (13), no Buriti. Questão do lixo estava entre os temas do encontro

Uma delegação do Distrito de Xicheng, de Pequim, capital da República Popular da China — reuniu-se com representantes do governo de Brasília nesta quarta-feira (13), no Palácio do Buriti.

Em busca de estreitar os laços com o Brasil, a comitiva foi recebida pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e por secretários de Estado.

“Há um interesse recíproco, cada vez maior, entre os dois países [Brasil e China] de aprofundar as relações comerciais, culturais e econômicas”, pontuou Rollemberg. Ele demonstrou interesse em criar parceria com o grupo, que busca intercâmbio de conhecimento, principalmente na área ambiental.

Para os gestores chineses presentes no encontro, a capital do Brasil é uma referência de cidade verde.

“Queremos firmar um intercâmbio de planejamento ambiental que é feito em Brasília, e com isso, melhorar a qualidade de vida da população em Xicheng. Nossa região é pequena e tem uma população grande, temos muito problema com o lixo”, disse o vice-prefeito do distrito, Li Yi.

Lixão da Estrutural e Biotic — Parque Tecnológico

Em resposta, Rodrigo Rollemberg deu um panorama geral sobre a desativação do lixão da Estrutural. “Já construímos um aterro sanitário e devemos desativá-lo [o lixão] até o final deste ano.”

Outro assunto em pauta no encontro foi o interesse do governo de Brasília em atrair empresas chinesas para o Biotic — Parque Tecnológico. O Distrito de Xicheng tem grandes centros tecnológicos, e o vice-prefeito, Li Yi, disse acreditar na possibilidade de um estudo de cooperação.

Criado em janeiro de 2017, o Biotic — Parque Tecnológico visa concentrar cerca de 1,2 mil empresas dos ramos da tecnologia da informação e comunicação e da biotecnologia, com potencial para criar mais de 25 mil empregos diretos.

O espaço está sendo construído entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília.

Outras visitas de gestores chineses na gestão de Rollemberg

Essa não foi a primeira visita de autoridades chinesas a Brasília na gestão de Rollemberg. Em fevereiro de 2015, o governador jantou com o embaixador, Li Jinzhang, na residência da missão representativa. Em maio, no Itamaraty, encontrou-se com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

No mesmo mês, a esposa do primeiro-ministro chinês, Cheng Hong, visitou a Fábrica Social — projeto do governo de Brasília que emprega e forma trabalhadores na confecção de camisetas, bonés, bandeiras, mochilas, redes de futebol e outros artigos esportivos.

Em 2016, o ministro da Embaixada da China Wang Wei também visitou a fábrica. Em junho, um grupo de gestores chineses da região de Kunming veio conhecer o planejamento urbano e a gestão do território brasiliense em uma reunião com o governo do DF.

Governo apresenta a servidores projeto de reestruturação da previdência

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Evento no auditório da Secretaria de Fazenda esclareceu pontos da matéria que tramita na Câmara Legislativa e expôs a ausência de equilíbrio entre os dois fundos de aposentadoria dos servidores do Distrito Federal

“Quando o governo faz uma proposta dessas é porque há um problema. Se o projeto for aprovado, pelo menos o problema pontual será solucionado”, disse o auditor de controle interno Fernando Mendes dos Santos Filho, de 64 anos, após a apresentação do projeto aos servidores no auditório da pasta, no Setor Bancário Norte, nesta quarta-feira (13).

O texto proposto pelo governo de Brasília, que tramita na Câmara Legislativa como Projeto de Lei Complementar nº 122, de 2017, sugere a criação de uma previdência complementar para novos servidores públicos, além de reunir em um só fundo de pagamento aposentadorias de todos os servidores.

“Organizamos a reunião para informar os servidores, dar total transparência ao processo e destacar a complexidade do cenário das contas públicas. É uma boa oportunidade também para coletarmos ideias para as próximas medidas”, disse o secretário de Fazenda, Wilson de Paula.

Responsável pela apresentação, o diretor-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF), Adler Anaximandro, observou que o Executivo local já usou recursos do superávit do Iprev de forma pontual duas vezes. A solução, portanto, deve ser estrutural, uma política de Estado.

“Não existe diferença técnica entre os fundos, apenas a forma de custeio. Quem está no fundo financeiro sempre pagou a aposentadoria dos mais antigos, quando o fundo capitalizado foi criado, em 2007, segregou-se as massas”, ressaltou Anaximandro.

O Artigo 40 da Constituição Federal determina que haja equilíbrio financeiro e atuarial no regime de previdência. Deve-se respeitar, ainda, o princípio da solidariedade, o que, segundo Anaximandro, “vai embora quando se separa em dois fundos.”

Como funcionam os fundos de aposentadoria do DF

O Distrito Federal conta com dois fundos previdenciários para arcar com aposentadorias. Um deles, o financeiro, fechou 2016 com um déficit de R$ 2,1 bilhões, e a previsão é encerrar 2017 com um saldo negativo de R$ 2,9 bilhões.

Nele, segundo o Iprev, há 52.336 servidores contribuintes e 58 mil aposentados e pensionistas. Ele atende os que entraram no serviço público local até 31 de dezembro de 2006. Há uma média de 0,9 servidor ativo por beneficiário.

Segundo projeção da Caixa Econômica Federal, em 2035 o fundo financeiro terá 6.355 servidores ativos e 68.135 aposentados. A arrecadação anual, hoje na casa de R$ 2,47 bilhões, cairá para menos de R$ 1 bilhão. O déficit, por sua vez, subiria para além de R$ 7 bilhões.

Já o fundo capitalizado, dos servidores que entraram a partir de 2007, tem superávit de R$ 3,7 bilhões, porque 34.193 funcionários públicos contribuem, e apenas 152 são aposentados e pensionistas. Neste, a média é de 225 servidores ativos por beneficiário. Em 2035, o valor subiria para R$ 29 bilhões, de acordo com a avaliação da Caixa.

“É viável deixar quem entrou até 31 de dezembro de 2006 sem receber, enquanto o outro fundo cresce? Esse é o cenário que se desenha. Já temos o risco iminente de parcelar salários, imagina no futuro”, disse Anaximandro.

A tendência é que essa disparidade aumente, pois, todos os dias, em média, 18 funcionários públicos se aposentam e passam de contribuintes a beneficiários dos recursos do fundo financeiro.

No primeiro semestre de 2016, 1.874 servidores públicos do DF se aposentaram. No mesmo período de 2017, foram contabilizados 2.285, um aumento de 21%.

Unificar os fundos de previdência é fundamental para saúde financeira do DF

Para aprovar a proposta de mudança na Previdência do Distrito Federal, em tramitação na Câmara Legislativa, o governo conta com o entendimento de todos os setores da sociedade. “A estratégia é o convencimento”, afirmou o governador, ao comentar o assunto durante visita às obras de infraestrutura em Vicente Pires nesta manhã.

“Mostramos que é justa a proposta que faz com que a contribuição de todos possa servir para pagar a previdência de todos”, afirmou Rollemberg, em referência ao princípio constitucional da solidariedade.

A medida é uma forma de manter a igualdade previdenciária entre os servidores. “Nós não podemos ter servidores de 1º e 2º escalão. Os servidores são todos iguais”, defendeu o governador.

Com a aprovação da unificação dos fundos financeiro e capitalizado do DF, Rollemberg citou como benefícios o pagamento em dia de profissionais da ativa e de aposentados, além do cumprimento no prazo das obrigações com empresas terceirizadas e prestadores de serviço. “Cria-se um ciclo virtuoso de crescimento econômico e criação de empregos na nossa economia”, explica.

Retomada da antecipação salarial

Com a aprovação do projeto que une os fundos, a projeção do governo de Brasília é retomar a antecipação do pagamento dos salários para o dia 30 (atualmente é feito no 5º dia útil do mês seguinte) e do 13º para o mês de aniversário dos servidores.

Estima-se, ainda, ser viável colocar em dia as horas extras da Saúde, honrar o pagamento com fornecedores e prestadores de serviços, antecipar o pagamento de férias dos professores e pagar parte das pecúnias de 2016.

Maioria do STF rejeita suspeição de Janot para atuar em processos contra Temer

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A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer para seja declarada a suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar em investigações relacionadas ao presidente, iniciadas a partir das delações da JBS. Até o momento, há cinco votos contra a suspeição. O julgamento continua para a colheita dos demais votos.

Os ministros seguiram voto proferido pelo relator do caso, ministro Edson Fachin, que negou o mesmo pedido antes de o recurso chegar ao plenário. No voto proferido na sessão desta tarde, o relator disse não há indícios de Janot atuou de forma imparcial e com “inimizade em relação a Temer.

Segundo a Fachin, declarações do procurador à imprensa não podem ser consideradas como causa de suspeição. Na ação, a defesa de Temer também cita uma palestra na qual Janot disse que, “enquanto houver bambu, lá vai flecha”, fazendo referência ao processo de investigação contra o presidente.

Votaram com o relator os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli.  Ainda faltam votar Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Marco Aurélio, e a presidente, Cármen Lúcia.

No início do julgamento, a defesa do presidente Temer voltou a afirmar que Janot agiu de forma parcial nas investigações envolvendo o presidente. Ao subir à tribuna da Corte, o advogado Antônio Claudio Mariz, representante de Temer, disse que a prisão dos empresários Joesley e Wesley Batista, em cujas delações foram baseadas as acusações, podem indicar que Janot não teve os devidos cuidados na investigação.

Rodrigo Maia formaliza venda da folha de pagamento da Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), formalizou hoje (13) a venda da folha de pagamento da Casa para o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A assinatura do contrato firmado com os bancos foi realizada em evento hoje (13), no Salão Verde da Câmara.

A medida integra um conjunto de ações anunciadas pela presidência da Câmara, no fim do mês passado, com o objetivo de cortar um total de R$ 236 milhões nas despesas programadas para este ano. A direção da Câmara estima que só o convênio com os bancos pode gerar uma receita de R$ 221 milhões. Os recursos serão transferidos para o Tesouro Nacional.

Participaram da solenidade integrantes da mesa diretora da Câmara, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, além dos presidentes da Caixa, Gilberto Ochi, e do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, representante do Tesouro Nacional e vários parlamentares.

Maia disse que, com esta medida, a Câmara se compromete com o movimento de corte nos gastos públicos que tem sido empreendido pelos Poderes Executivo e Judiciário. Ele citou a decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, de não autorizar reajuste nos salários do Judiciário.

O deputado voltou a defender a reforma da Previdência, que está paralisada na Câmara, desde o fim de maio, quando a Casa recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

Para Maia, a proposta de emenda à Constituição que altera as regras de acesso à aposentadoria deve voltar para a pauta assim que se resolver a votação de uma possível segunda denúncia da PGR contra Temer.

“Se vier uma segunda denúncia, a Câmara vai avaliar. A decisão é soberana do plenário e o nosso papel é continuar avançando na agenda. Mas não podemos responsabilizar os outros e devemos ter uma capacidade de articulação para que esses assuntos, que atrasam as votações, não atrasem de forma definitiva. Passada a segunda denúncia, nós que temos uma agenda de reformas, precisamos conversar com os líderes para retomar essa pauta de reformas”, disse Maia.

Sobre a reforma política, Maia voltou a defender que os deputados devem continuar tentando fechar um acordo para prosseguir com a votação das propostas no plenário. Ele reconheceu a dificuldade para atingir o quórum mínimo necessário de 308 votos, entre os 513 parlamentares, para aprovar uma mudança constitucional.

A votação de duas propostas de emenda constitucional estava prevista para ontem, mas foi novamente adiada pelos parlamentares por falta de acordo. Apesar do prazo curto para votar, Maia demonstrou confiança de que os deputados podem chegar a um consenso para mudar o sistema político-eleitoral. Para que as propostas sejam válidas para as eleições do ano que vem, precisam ser aprovadas até o início de outubro, em dois turnos, na Câmara e no Senado.

OAB oficializa suspensão cautelar de ex-procurador do MPF Marcelo Miller

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) oficializou hoje (13) a suspensão do registro profissional do ex-procurador do Ministério Público Federal Marcelo Miller.

A medida cautelar tem prazo de 90 dias e foi tomada após esclarecimentos prestados pelo ex-procurador sobre a suspeita de atuação em favor do grupo J&F, quando ainda estava no MPF, disse o presidente do Conselho Nacional da OAB, Carlos Lamachia.

“Se ficar provado, houve um exercício da advocacia de forma irregular, enquanto ele ainda era membro do Ministério Público” disse o presidente.

Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Marcello Miller atuou em favor do grupo J&F durante o período em que trabalhou como procurador, no Ministério Público Federal (MPF). Janot pediu a prisão do ex-procurador, que foi rejeitada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

O procurador-geral afirmou que e-mails de um escritório de advocacia mostram que Miller auxiliou a empresa no acordo de leniência com o órgão. A defesa do ex-procurador nega que ele tenha atuado como intermediário do grupo J&F ou qualquer empresa.

O presidente do Conselho Federal da OAB disse que o processo corre em segredo de justiça no Tribunal de Ética e Disciplina da seccional da ordem no Rio de Janeiro, onde Miller é registrado. Também está em investigação se o ex-procurador cumpriu quarentena ao deixar o Ministério Público. O ponto central, segundo Lamachia, é a suspeita de que ele tenha exercido a advocacia irregularmente, quando ainda estava no MPF.

“O ponto fundamental não está na quarentena, está no exercício profissional da advocacia, quando ele ainda era membro do Ministério Público”.

A suspensão por 90 dias pode ser prolongada se o processo não for concluído dentro desse prazo, mas a OAB tem a expectativa de que o trâmite seja célere.

Tribunal de Justiça homologa acordo sobre a crise hídrica no Distrito Federal

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O juiz titular da 3ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, após realizar audiência de conciliação e receber o termo elaborado pelas partes, homologou o acordo entabulado entre a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e Defensoria Pública do DF (MPDFT), que prevê uma série de providências para cada instituição, no intuito de colocar fim a três processos que tratam da crise hídrica no Distrito Federal, dois dos quais em fase de recurso.

Todos as ações questionam medidas adotadas pela Adasa e pela Caesb, que, no intuito de reduzir o consumo de água, estabeleceram a cobrança das chamadas tarifas de contingência, que variam conforme classe ou faixa de consumo.

Além de tentar minimizar os impactos à população do DF, o acordo prevê critérios para o estabelecimento de metas de redução de consumo, tarifa de contingência, medidas para acompanhamento do racionamento, obras, planos de viabilidade de aproveitamento de águas, realização de audiência pública, campanhas publicitárias e divulgação sobre o tema.

Confira, na íntegra, os termos do acordo homologado.