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De olho em 2018, Izalci busca agenda com o governador Geraldo Alckmin

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Benedito Mascarenhas, prefeito regional de Vila Mariana, em São Paulo, desde a convenção deste domingo (12), está na cola de Mauricio Pinterich, responsável pela agenda do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), em busca de viabilizar o encontro entre o pré-candidato á Presidência da República e o deputado federal Izalci Lucas (PSDB), pré-candidato ao governo do Distrito Federal. Segundo o blog apurou, até agora Izalci não obteve resposta.

Hora da verdade: Ipea divulga gabarito oficial das provas do Enem 2017

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou na tarde desta terça-feira o gabarito oficial das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017, realizadas nos dias 5 e 12 de novembro.

Com o gabarito, os candidatos podem saber quantas questões acertaram.

A correção das provas é feita usando a metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), em que o valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item.

Dessa forma, um item em que grande número dos candidatos acertarem será considerado fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. Já o estudante que acertar uma questão com alto índice de erros ganhará mais pontos por aquele item.

Por isso, não é possível calcular a nota final apenas contabilizando o número de erros e acertos em cada uma das provas. Dois candidatos que acertarem o mesmo número de questões podem ter pontuações diferentes.  O estudante só tem como saber a nota final no Enem quando o resultado sair.

A correção é feita por meio de um sistema de reconhecimento no qual a Fundação Getulio Vargas e a Cesgranrio extraem os dados com as respostas das questões objetivas de cada participante, durante a etapa de digitalização. Por isso, é imprescindível que o preenchimento do cartão-resposta tenha sido realizado com caneta esferográfica de tinta preta.

O Boletim de Desempenho deverá ser disponibilizado aos participantes em 19 de janeiro de 2018.

Administrações do DF discutem políticas de valorização do empreendedorismo

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Ao lado do governador e do diretor-presidente do Sebrae, grupo debateu temas como registro e licenciamento de empresas

Representantes das administrações regionais e outros membros do governo reuniram-se na Residência Oficial de Águas Claras nesta terça-feira (14) para discutir os avanços do Distrito Federal quanto à desburocratização para a abertura de novas empresas e à valorização do empreendedorismo.

Entre os temas estava o sistema integrado para registro, licenciamento e baixa de empresas no DF. “Nós temos um exemplo muito bem-sucedido a partir de uma ajuda do Sebrae [Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas]”, comentou o governador Rodrigo Rollemberg, ao citar que, neste ano, Brasília receberá o Fomenta Nacional, em 28 e 29 de novembro.

O evento do Sebrae tem o objetivo de aproximar os pequenos negócios e a administração pública

De acordo com o secretário de Economia, Desenvolvimento, Inovação, Ciência e Tecnologia, Antônio Valdir Oliveira Filho, a capital do País é referência em simplificação desde 2015. “Nós baixamos muito a média de abertura de empresas consideradas de baixo risco, para a média de 4,7 dias.”

Para o secretário das Cidades, Marcos Dantas, o evento de hoje, que também contou com um almoço, foi uma forma de interagir com os administradores e com os agentes de desenvolvimento territorial e avaliar o que estão fazendo em relação a temas como empreendedorismo, compras governamentais e simplificação.

O diretor-presidente do Sebrae, Guilherme Afif, também participou do encontro desta terça-feira.

Presidente Michel Temer deve trocar 17 ministros, diz Romero Jucá

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O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse hoje (14), pelo Twitter, que o pedido de demissão de Bruno Araújo do Ministério das Cidades acabou por “precipitar” o debate sobre a reforma ministerial dentro do governo. De acordo com Jucá, o presidente Michel Temer deverá trocar 17 dos 28 ministros.

“A saída do ministro da Cidades precipita a discussão da reforma ministerial, tendo em vista que há ministério vago. Temer está avaliando e discutindo como vai fazer. Será uma reforma ampla, 17 ministérios vagos no prazo que o presidente determinar. Ele quem vai definir o ritmo”, publicou o senador em sua conta no Twitter.

Saída 

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, entregou o cargo hoje (13) ao presidente Michel Temer. Em carta entregue ao presidente, Araújo agradece a confiança durante seu período à frente da pasta e diz que não há mais apoio dentro do seu partido, o PSDB, para se manter no cargo. “Agradeço a confiança do meu partido, no qual exerci toda a minha vida pública, e já não há mais nele apoio no tamanho que permita seguir essa tarefa”, afirmou.

No documento, Araújo elenca algumas ações do ministério durante sua gestão e encerra com um elogio ao governo Temer.

“Tenho a convicção, Sr. Presidente, que a serenidade da história vai reconhecer no seu governo resultados profundamente positivos para a sociedade brasileira. Receba minha exoneração e meus agradecimentos”, finalizou Araújo, na carta, cuja autenticidade foi confirmada por sua assessoria.

Araújo é deputado federal pelo PSDB de Pernambuco e assumiu o ministério em maio do ano passado. Ele participou da criação de programas como o Avançar e o Cartão Reforma.

Policiais federais realizam 1º Congresso de Jornalismo e Segurança Pública em Brasília

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Brasília vai receber o primeiro evento de comunicação e segurança pública do País. Nos dias 21 e 22 de novembro, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e o Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol/DF) realizam Congresso de Jornalismo e Segurança Pública, no Museu Nacional. O evento vai reunir policiais federais, demais carreiras da segurança pública, especialistas, jornalistas, estudantes e sociedade civil para discutir soluções para a crise que atinge o setor.

O credenciamento estará disponível ao público a partir das 13h do dia 21 de novembro. As palestras, debates e painéis seguem até às 18h do dia 22.

Nomes importantes como o do presidente do Forúm Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Renato Sergio de Lima, e do fundador do Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar e professor da USP, Diógenes Lucca, já estão confirmados.

O evento também vai receber os policiais Eliel Teixeira, da Polícia do Condado de Los Angeles (EUA), e Rob Salomão, da Polícia Real Montada do Canadá, para um debate sobre o modelo de investigação brasileiro, além de jornalistas que se destacaram na cobertura da Lava-Jato e da crise de Segurança Pública em 2017.

O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser realizadas por meio do site www.fenapef.org.br/congresso.

Capacitação para os policiais federais

O 1º Congresso de Jornalismo e Segurança Pública também contará com programação voltada exclusivamente para policiais federais, sindicatos que representam a Carreira, seus assessores de comunicação e representantes de órgãos ligados à Segurança Pública no DF.

As atividades incluem palestra com Facebook Brasil e equipe de especialistas em comunicação corporativa.

Prêmio Policiais Federais de Jornalismo

A Fenapef e o Sindipol/DF também preparam uma homenagem em virtude do Dia dos Policiais Federais. As entidades realizarão um coquetel para convidados, onde será revelado o resultado do Prêmio Policiais Federais de Jornalismo.

ENTREVISTA || Saulo Batista: “É preciso desmentir essa versão de que o PSDB é contra o interesse do trabalhador”

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O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) saiu neste domingo praticamente aclamado como o candidato a presidente em 2018 pelo PSDB. Na Convenção do Diretório Estadual de São Paulo, ao lado do senador José Serra e do prefeito João Dória, fez um discurso de campanha e ouviu apelos para que presida a sigla nacionalmente.

Numa pré-campanha até agora marcada pelo crescimento da extrema direita, a estratégia do governador paulista tem sido a de se apresentar como “o candidato do equilíbrio”. Em meio à virulência com que a pauta conservadora tem sido apresentada nas redes sociais, o temperamento antes considerado “insosso” do governador hoje é visto como sinal de ponderação, até mesmo entre eleitores de esquerda.

Dentro da estratégia de conquistar essa fatia do eleitorado mais à esquerda, estão os esforços para o fortalecimento da atuação do PSDB na construção de um discurso e uma estratégia voltada para os trabalhadores e às camadas mais populares.

Um dos principais responsáveis pela coordenação deste trabalho tem sido Saulo Batista (PSDB-DF), que concedeu entrevista ao NBN Brasil e ao Blog do Calado, onde comenta as estratégias do partido para a disputa presidencial de 2018.

Cotado para assumir uma vaga na Comissão Executiva Nacional do PSDB, integrante do grupo político do governador Geraldo Alckmin, próximo também do ministro Aloysio Nunes, Saulo Batista tem sido um interlocutor frequente de alguns dos principais aliados do governador paulista, como os deputados Antônio Ramalho (PSDB-SP), que continua a ser a maior liderança tucana no movimento sindical e com quem Saulo busca sempre a anuência antes de qualquer movimento, e Pedro Tobias, presidente do PSDB-SP, além do presidente nacional do Instituto Teotônio Vilela (ITV) e ex-presidente nacional do partido José Aníbal.

Nos últimos meses houve um aumento na visibilidade e nas movimentações do Secretariado Sindical do PSDB. Essa é uma tentativa de ocupar o espaço deixado pelo PT dentro destas estruturas dos sindicatos?

De forma alguma. Em sua grande maioria, e é preciso reconhecer as honrosas exceções, a atuação do PT e seus satélites nos movimentos sociais, inclusive o sindical, se dá por meio do aparelhamento de entidades. O caso da deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ) ilustra bem isso. Dinheiro do sindicato empregado de forma ilegal pra financiar campanha eleitoral e atividade partidária. Esse espaço tradicionalmente ocupado pelo PT, de uma atuação que transforma o sindicato em linha auxiliar de um partido político, não deve ser ocupado nem por nós nem por ninguém. Ele precisa deixar de existir. As entidades sindicais pertencem aos trabalhadores, não aos partidos.

O discurso do PSDB sempre foi a favor das reformas, muitas delas consideradas contrárias aos interesses dos trabalhadores. É possível esperar uma mudança neste sentido?

Em primeiro lugar é preciso desmentir essa versão de que a atuação do PSDB é contrária ao interesse do trabalhador. Ao meu ver, contrária ao interesse dos trabalhadores foi a atuação dos que quebraram os fundos de pensão, como a Funcef, a Previ, a Petros e a Postalis, para enriquecer Joesley Batista e outros parceiros de crime do PT. A conta de toda essa roubalheira, de toda essa propina que enriqueceu companheiros e financiou as campanhas dos aliados de Lula e Dilma, uma conta bilionária, hoje recai sobre os funcionários da Caixa, do Banco do Brasil, da Petrobras e dos Correios. As reformas que o PSDB defende, como a nova lei das estatais, que é de autoria do PSDB, vem justamente pra prevenir isso. Para evitar que o trabalhador se veja obrigado a pagar a conta da irresponsabilidade e da corrupção da companheirada.

Mas o discurso do PSDB passará de “pró-mercado” para “pró-trabalhador”?

Não vejo que seja uma contradição. São os dois lados da mesma moeda. Quando tratamos de geração de empregos, estamos falando do estabelecimento de condições para o crescimento da economia e na construção de um ambiente de investimento que favoreça a retomada das contratações. Quando o PSDB fala em nome da estabilidade e faz esse discurso muitas vezes voltado para o mercado, ele fala para os que, ao empreender, assumindo os riscos da atividade econômica, é que de fato serão capazes de gerar os empregos de que tanto precisam os mais de 13 milhões de brasileiros que estão sem trabalho. Mas é preciso maior ênfase no discurso que tenha como foco o trabalhador. É preciso que o PSDB se aproprie da visão segundo a qual, dentre todas as questões que dizem respeito a uma política econômica, a mais importante é certamente o drama dos brasileiros que estão sem trabalho, sem emprego, sem conseguir o próprio sustento e o de sua família.

Essa seria uma “guinada à esquerda” do PSDB?

Eu prefiro não adotar esse dualismo raso e simplista que tomou conta das redes sociais para discutir questões tão complexas. Prefiro dizer que, diferente da maioria dos que se dizem “de esquerda”, o PSDB tem uma história de profundo respeito pelas liberdades individuais. Mas, por outro lado, faço minhas as palavras do Geraldo (Alckmin), pra dizer que o PSDB não é a favor do ambiente onde “o grande come o pequeno”, onde inexista uma rede de proteção social para os segmentos mais vulneráveis. Do ponto de vista da proteção ao trabalhador, isso tem importância fundamental para a economia, pois, e aqui novamente repito a fala do governador de São Paulo, não há modelo de economia de mercado onde exista consumo sem salário e renda.

Podemos esperar que estes posicionamentos estejam presentes nesta anunciada reformulação do programa partidário e no próprio programa de governo do candidato tucano em 2018?

Claro que sim. Até porque estamos aqui tratando dos fundamentos da social-democracia, que dá nome ao partido. Esta cada vez mais frequente a defesa da volta às origens do PSDB, de fazer valer a célebre fase de Mário Covas segundo a qual o partido precisa estar perto do pulsar das ruas. Diante da crise pela qual o Brasil está passando, com o aumento do desemprego e corrosão da renda dos brasileiros, estar perto do pulsar das ruas é antes de tudo estar sintonizado com os anseios de quem acorda cedo pra “pegar no batente”, quem de fato ajuda o país a crescer, e de quem enfrenta as dificuldades da busca por sua inserção no mercado de trabalho.

Qual o papel que podemos esperar do Secretariado Sindical do PSDB neste processo de rediscussão do partido e de construção do projeto presidencial para 2018?

Os espaços a serem ocupados e os papéis a serem exercidos serão frutos de um debate e uma construção permanentes e coletivos, envolvendo não apenas as executivas nacional, estaduais e municipais, mas também as bancadas, os prefeitos, governadores, militantes e lideranças de todo o Brasil. A meu ver, a representação na executiva nacional deve ser exercida como expressão desse diálogo permanente. No que diz respeito à elaboração do programa partidário e das propostas a serem apresentadas para 2018, meu esforço é no sentido da construção de um consenso em torno do nome de Rogério Fernandes, presidente do PSDB-Sindical de Minas Gerais e dirigente da Força Sindical, para nos representar e acompanhar estes trabalhos. Ele é um dos nossos melhores e mais importantes quadros e, pela sua história de militância no movimento sindical e profundo conhecimento das estruturas da rede de proteção social ao trabalhador e dos mecanismos de fomento à geração de emprego e renda, poderá dar uma contribuição muito valiosa com sua participação.

MP do Distrito Federal faz operacão contra corrupção na Polícia Militar

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Uma associação criminosa formada por policiais militares do Distrito Federal foi desmontada hoje (14) pela Operação Mamon, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio das promotorias de Justiça Militar, do Centro de Informações e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O MPDFT informa, em nota, que os investigados praticavam crimes de concussão (extorsão praticada por funcionários públicos) contra empresários que prestavam serviços à Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

“A associação criminosa, integrada pelo responsável pelos pagamentos no âmbito do Departamento de Logística e Finanças da PMDF, exigia pagamento de vantagem indevida para a liberação dos valores devidos pela [corporação] aos serviços prestados pelos empresários”, diz a nota. As investigações foram feitas com o apoio da Corregedoria da PMDF.

Segundo o MPDFT, o nome Mamon, dada à operação, é um termo bíblico usado para descrever a cobiça.

CLDF debate criação de vara especializada em crimes contra a criança e o adolescente

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Prevista na Lei Federal nº 13.431/2017, a criação de vara especializada em crimes praticados contra a criança e o adolescente foi tema de audiência pública na Câmara Legislativa nesta segunda-feira (13). A previsão legal não teve consenso entre os participantes, mas foi unânime a defesa da necessidade de se tratar meninos e meninas com prioridade absoluta, garantindo celeridade aos processos de violência contra crianças e adolescentes.

Segundo a promotora Liz-Elainne Mendes, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o Tribunal de Justiça já promoveu três debates sobre a criação da vara especializada no DF e tem considerado a mesma inviável. Em sua opinião, um órgão específico pode estigmatizar as vítimas e gerar ônus de deslocamentos. A promotora defende que todo o fluxo judiciário seja capacitado para lidar com o assunto: “O olhar de proteção deve existir onde quer que o processo esteja”.

Opinião semelhante foi compartilhada pela juíza do Núcleo Judiciário da Mulher do TJDFT Fabriziane Zapata, quem ressaltou que a lei federal não leva em conta a situação específica do DF, onde há varas e juizados para acolher processos em todas as circunscrições. Assim como a promotora Liz-Elainne Mendes, Zapata apresenta ainda preocupação com o adoecimento dos profissionais da vara especializada em crimes contra crianças e adolescentes, os quais teriam de lidar todos os dias, de segunda a sexta-feira, com temas muito fortes.

Já a advogada Roberta da Silva, da Comissão Especial de Combate à Violência Familiar da OAB/DF, acredita que a criação de um órgão especializado em crimes contra crianças pode dar celeridade aos processos por priorizar a questão. Ela lamentou que alguns casos levem anos para terem um desfecho: “Muitas vezes a criança vira adulta sem ver o agressor ser punido”.

Também da OAB/DF, o integrante da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Leonardo Silva vê com bons olhos a criação da vara especializada no DF. Ele argumenta, contudo, que o ideal seria colocar em prática a previsão constitucional de dar prioridade absoluta a meninos e meninas em todos os serviços existentes. O advogado aproveitou o debate para defender, ainda, a derrubada do veto do governador Rodrigo Rollemberg à criação de dez novos conselhos tutelares no DF.

Para o secretário adjunto da Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude do DF, Antônio Carlos de Carvalho Filho, o volume de denúncias de crimes contra o segmento infanto-juvenil justifica a criação de uma vara especializada. Ele salientou, contudo, ser preciso verificar a viabilidade. Por sua vez, a assessora da Subsecretaria de Promoção de Políticas para Criança e Adolescente Thais Moreira defendeu a ampliação do debate, “para ver os prós e os contras”, incluindo a rede de atenção na discussão.

Busca de soluções – A audiência pública foi promovida pela CPI da Pedofilia, presidida pelo deputado Rodrigo Delmasso (Podemos). O distrital pediu, durante o evento, sugestões dos presentes a serem encaminhadas pela Câmara Legislativa.

A juíza Fabriziane Zapata defendeu esforços em prol da conscientização de que crianças são sujeitos de direitos. Nesse sentido, ela apontou a importância de campanhas educativas, como a que foi lançada recentemente pela CLDF contra a violência contra a mulher.

O fortalecimento dos conselhos tutelares foi outro ponto levantado. Além disso, a promotora Liz-Elainne Mendes frisou ser necessário investir em estruturas para assegurar a antecipação da prova nos processos que tratam de crimes contra crianças, de forma a preservar o relato e as memórias das vítimas, evitando influências externas e interrompendo o ciclo de violência.

Caixa paga na sexta-feira abono do PIS para trabalhador nascido em novembro

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A Caixa Econômica Federal começa a pagar – a partir da próxima sexta-feira (17) – o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) calendário 2017/2018, ano-base 2016, para os trabalhadores nascidos em novembro. Os valores variam de R$ 79 a R$ 937.

O abono estará disponível para os inscritos há pelo menos cinco anos no PIS e que tenham trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2016, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos.

No total, os recursos liberados chegam a mais de R$ 1,2 bilhão para 1.778.726 pessoas. Para obter informações sobre o valor a receber, o trabalhador pode acessar o site www.caixa.gov.br/PIS ou ligar para o telefone: 0800 726 0207. Quem tem conta na Caixa receberá o benefício automaticamente a partir de hoje (14).

O trabalhador com o Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir a uma casa lotérica, um ponto de atendimento Caixa Aqui ou aos terminais de autoatendimento do banco. Quem não tem o cartão e não tenha recebido automaticamente em conta, o abono pode ser retirado em qualquer agência da Caixa, basta apresentar o documento de identificação.

Governo de Brasília nomeou 6,5 mil servidores concursados desde 2015

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Capacitações de recursos humanos, ampliação do tempo de licença-paternidade e uso do nome social também marcam a política de valorização do funcionalismo nesta gestão

Desde 2015, foram nomeados pelo governo de Brasília 6.523 candidatos aprovados em concursos públicos. Desse total, 91,8% das nomeações (5.989) — e posses — concentraram-se nas Secretarias de Saúde (4.537), da Segurança Pública e da Paz Social (833) e de Educação (619).

Apesar de a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) restringir gastos acima do limite prudencial para contratação de pessoal, o Executivo pôde nomear concursados nessas três áreas porque elas são exceções da legislação. Mesmo assim, essas convocações só puderam ser feitas em casos de vacância (aposentadoria ou morte).

O Executivo local saiu do limite prudencial da LRF apenas em outubro deste ano. Depois disso, já foi anunciada a nomeação de 1.183 servidores.

Também desde o início desta gestão, o Estado capacitou mais de 40 mil servidores — somente em 2016, mais de 17,5 mil qualificaram-se tanto presencialmente quanto pela modalidade de educação a distância.

Os treinamentos foram ofertados com base em demandas internas dos órgãos. Assim, 88% dos cursos da Escola de Governo do Distrito Federal ocorreram de acordo com as necessidades apresentadas.

A quantidade dos cursos oferecidos é mais que o dobro daquela de anos anteriores a 2015. De 2010 a 2014, por exemplo, passaram por capacitações 16.950 funcionários públicos.