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Festa de cachorro frustrada por falta de energia elétrica não gera obrigação de indenizar

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Juiz substituto do Juizado Especial Cível do Guará julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos materiais e morais formulados pela autora, que teve o evento de aniversário de seu animal de estimação prejudicado, em razão de falta de energia provocada por motivo de força maior.

A autora contou que organizou uma festa para comemorar o aniversário de sua cadela. O evento ocorreria no dia 26/11/2017, no salão Happy Festa Buffer Infantil Teens, localizado em Vicente Pires, para cinquenta adultos e algumas crianças. Afirmou que no dia da festa houve falta de energia elétrica, em razão de um painel eletrônico instalado pela Street Mídia no terreno da Forte Mix ter se desprendido e caído sobre os postes de iluminação próximo ao local do evento. Assegurou que no dia do ocorrido caia “uma chuva simples”, associada a vento de “leve intensidade”. Esclareceu que em razão do fato, teve um prejuízo material de R$ 3.395,33. Pediu que as rés Street Mídia & Comunicação LTDA e Fort Mix Comércio Varejista de Materiais para Construção LTDA – EPP fossem condenadas a indenizar a autora em danos materiais no valor de R$ 3.395,33 e danos morais de R$ 15.904,67.

Em contestação, a Street Mídia alegou que, na data do fato, ocorreu uma forte chuva, em especial na região de Vicente Pires, causando alagamentos e diversos transtornos, sendo, portanto, hipótese de força maior. Já a requerida Forte Mix refutou todo e qualquer pedido de dano material e moral, requerendo que sejam julgados improcedentes os pleitos autorais.

O magistrado explica que, tanto nas hipóteses de força maior ou caso fortuito – quando desaparece o nexo de causalidade entre o evento e o prejuízo experimentado, de forma que não haverá obrigação de indenizar – faz-se necessária a demonstração da ocorrência de uma situação inevitável ou impossível a impedir o resultado danoso, bem como a ausência de culpa do agente.

Desta forma, conforme documento apresentado, a equipe da CEB esteve no local para atender a reclamação da autora, devido à falta de energia geral, e constatou que o fornecimento de energia havia sido interrompido devido ao rompimento de três cabos de baixa tensão por causa da placa de propaganda da Forte Mix que caiu sobre a rede.

Já o relatório do INMET descreve que “áreas de instabilidade pré-frontal formaram-se sobre o Distrito Federal, sendo este o sistema meteorológico que ocasionou pancadas de chuva, trovoadas e ventos de rajadas com velocidade de fracos a moderados e por vezes fortes em várias áreas do Distrito Federal”.

E, ainda, conforme documentos juntados pela Street Mídia, na data do evento, choveu bastante em todo o Distrito Federal, tendo ocorrido, inclusive, chuva de granizo. Os níveis pluviométricos foram tão altos a ponto de elevar o nível do reservatório do Descoberto que se encontrava em estado crítico. De acordo com documento juntado aos autos, na Rua 04 de Vicente Pires, local próximo à casa de festas, dois muros desabaram em razão da força da água da enxurrada. Mais especificamente na Rua 4ª, é possível verificar a força da água, visto o acidente descrito em outro documento, onde um veículo caiu em uma vala durante a enchente. Também é possível constatar que outras placas de outros estabelecimentos se desprenderam durante as chuvas ocorridas no dia 26/11/2017.

Assim, para o juiz, restou comprovado que, ao contrário do afirmado pela autora em sua inicial, naquela data não houve “uma simples chuva, associada a vento de leve intensidade”, mas sim um temporal com fortes ventos destruidores. “O fenômeno meteorológico ocorrido no dia do evento pode ter trazido prejuízos à autora, assim como trouxe a outros moradores, que tiveram seus veículos e residências danificados. A falta de energia elétrica ocorrida no dia do evento de fato se deu em razão da queda da placa colocada pela Street Mídia. Entretanto, ela não ocorreu por negligência ou imprudência dos requeridos, mas em decorrência de força maior, qual seja, evento da natureza (chuvas com fortes ventos) e, portanto, sem qualquer relação com a vontade humana. Dessa forma, cumpre ressaltar que não há nexo causal entre o evento danoso e a conduta dos réus, o que afasta qualquer responsabilidade destes”, afirmou o magistrado, registrando, logo em seguida, serem improcedentes os pedidos formulados pela autora .

Número do processo (PJe): 0701364-25.2018.8.07.0014

É preciso estimular a presença feminina na indústria do cinema

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A atriz Bruna Linzmeyer participa de mesa de debates com o tema “as mulheres no cinema”, durante o Fica 2018.

O reconhecimento da mulher brasileira no mundo do audiovisual passa pelo trabalho das diretoras Laís Bodanzky e Susanna Lira. Mas, segundo elas, a luta pela diversidade e protagonismo das mulheres nesse espaço predominantemente masculino não é fácil e ainda tem muitos desafios a serem vencidos.

No jardim da casa da poetisa goiana Cora Coralina, na cidade de Goiás (GO), as diretoras, junto com a atriz Bruna Linzmeyer, participaram de uma conversa sobre o espaço das mulheres no cinema. O evento faz parte da programação do 20º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), que acontece até domingo (10) na cidade do interior do estado de Goiás.

Diretora de filmes como Bicho de Sete Cabeças e Como Nossos Pais, Laís vive o cinema desde a infância com o pai, o cineasta Jorge Bodanzky, e não teve dificuldades para entrar na profissão. “Eu desmitifiquei muita coisa, de que cinema é coisa de homem. Tive a oportunidade de observar meu pai e a verdade da profissão. Foi um interesse natural.”

No início da carreira, de maneira inconsciente, passou a retratar temas relacionados ao espaço da mulher na sociedade, como no filme Cartão Vermelho, de 1994, sobre uma adolescente que jogava futebol com os meninos. “Eu vejo uma diferença ao longo desses anos da tomada de consciência”, disse, contando que hoje essa reflexão sobre as desigualdades de gênero já está amadurecida.

Para ela, as estruturas sociais sempre levaram a mulher a ficar à margem em muitos setores, mas cabe à mulher fazer essa mudança e definir os seus próprios limites. “Quem faz a mudança é quem o calo está doendo. Podem falar o que quiserem, mas cabe a nós colocar os limites”, disse, ressaltando que o movimento das grandes atrizes do cinema, por exemplo, tem sido muito importante para o movimento geral das mulheres no mundo.

No caso da documentarista Susanna Lira, a vontade de trabalhar com o gênero surgiu durante a faculdade quando conheceu o filme Um Cabra Marcado para Morrer, de Glauber Rocha. As referências na vida de Susanna foram a avó contadora de história e a sua mãe, que a criou sozinha. “São mulheres fortes que desbravaram o mundo antes de mim, as maiores referências de que eu poderia fazer as coisas e compartilhar com o mundo masculino de maneira mais igual”, contou.

De forma natural, a diretora também elegeu as mulheres como protagonistas de seus filmes. “Não canso de olhar para a complexidade da mulher no mundo”, disse. “Tudo que eu faço é engajado […] Penso em quais imagens estou produzindo que vão permanecer”.

Mesmo diante dos fortes padrões estabelecidos, para Susanna, é preciso estimular a presença feminina na indústria do cinema também na formação das equipes de trabalho, que podem contar com mais mulheres em todas as funções nos bastidores e sets de filmagem.

A posição da atriz Bruna Linzmeyer na indústria do audiovisual é mais vulnerável, mas para ela é fundamental o reconhecimento que o feminismo deu ao lugar de fala das mulheres. Ela conta que já passou por muitas situações de pequenos assédios, que só fizeram sentido depois que amadureceu seu entendimento. “Eu não sabia que as situações que vivi e que fiquei constrangida, que isso era assédio. Poderia ser só assédio moral, mas às vezes era sexual também”.

Representatividade

Para Bruna, a representação da mulher no cinema e na televisão é silenciado e está, na maioria das vezes, relacionada aos homens da história, à maternidade, são sexualizadas, solitárias ou mesmo infantilizadas. “A mulher, na maioria das vezes, não é humanizada”, disse, alertando para a necessidade de pensar papéis que representem outras histórias vividas por mulheres, inclusive das mulheres negras, gordas, lésbicas e nas suas diversas realidades.

“É uma verdadeira jaula que nos colocaram e que temos que romper, que é o imaginário do que é ser mulher”, ressaltou a diretora Laís Bodanzky, sobre a representatividade da mulher nas telas. Segundo ela, entretanto, há um movimento de mulheres assumindo seus corpos, sem ter que se adequar a esse imaginário de mulher frágil e de corpo “perfeito”, como o audiovisual vendeu como ser uma mulher.

Na teledramaturgia, segundo Bruna, é mais complicado romper com esses padrões de uma estrutura patriarcal. “A televisão mantém o status quo do que é ser mulher, com todos os clichês que estamos tentando quebrar”, disse, contando que, por vezes, as mulheres que estão inseridas nesse meio, conseguem fazer pequenas alterações nas personagens. “É essa infiltração feministas que vai mudando ao longo prazo essa realidade”, ressaltou.

O Fica é uma realização da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do governo de Goiás.

Justiça garante benefício fiscal ao Hospital de Base de Brasília

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A Justiça Federal em Brasília concedeu nesta sexta (8) a integral certificação de entidade beneficente de assistência à saúde (Cebas) ao Hospital de Base de Brasília. Na decisão, a juíza Diana Wanderley, da 7ª Vara Federal, atendeu ao pedido feito pela direção do hospital, que alegou necessidade de receber a certificação, emitida pelo Ministério da Saúde, com validade inicial a partir fevereiro de 2018, para receber isenção de contribuições sociais.

No ano passado, a Câmara Legislativa do Distrito Federal transformou o hospital em um instituto sem fins lucrativos com objetivo de tentar melhorar o atendimento à população. Ao mudar o modelo de gestão pública para uma organização social, o hospital pôde fazer contratações de profissionais e comprar medicamentos e aparelhos sem passar pelo modelo tradicional de licitação.

Ao decidir a questão, a juíza decidiu que a certificação deve ser emitida desde de fevereiro deste ano para não prejudicar o funcionamento do hospital e o atendimento aos pacientes.

“Caso a autora seja desonerada do tributo e dos demais benefícios correlatos, apenas ao final da ação, arcará com um grande ônus financeiro, em prejuízo de suas atividades assistenciais, comprando medicamentos e insumos a preços mais elevados, e deixando de celebrar convênios com o Poder Público. Reforço, ademais, que a população do Distrito Federal já é deveras carente de estrutura adequada na área hospitalar e de saúde pública”, decidiu a juíza.

MPF denuncia nove investigados na 51ª fase da Lava Jato

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Operação Deja Vu apura desvios na área internacional da Petrobras

A força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato apresentou nesta sexta-feira (8) denúncia contra nove investigados na 51ª fase da operação, deflagrada no mês passado, pelos crimes de associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Todos serão julgados pela Justiça Federal em Curitiba.

Chamada de Operação Deja Vu, essa fase de investigações apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um contrato de US$ 825 milhões, envolvendo a área internacional da Petrobras, para a prestação de serviços de segurança, meio ambiente e saúde.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), três ex-funcionários da Petrobras, um operador financeiro e ex-executivos da empreiteira Odebrecht participaram de um esquema de pagamento de US$ 24,7 milhões em propina para favorecer a empresa em contrato de prestação de serviços com a estatal. Entre os denunciados estão Aluísio Teles Ferreira Filho, Rodrigo Zambrotti Pinaud e Ulisses Sobral Calile (ex-funcionários da Petrobras); o operador financeiro Mário Ildeu de Miranda, Ângelo Tadeu Lauria e quatro executivos da Odebrecht.

“Como contrapartida à propina paga, a Odebrecht teve acesso a informações privilegiadas de modo antecipado sobre o projeto, inclusive à relação das empresas a serem convidadas para o futuro certame, bem como sugeriu alterações relacionadas ao procedimento licitatório que restringiam a competição e a favoreciam amplamente”, argumenta o MPF, na denúncia.

Após as investigações da Lava Jato, a Odebrecht assinou um acordo de leniência com o MPF, no qual reconheceu ter praticados atos ilícitos envolvendo contratos da Petrobras e comprometeu-se a pagar uma multa cujo valor gira em torno de R$ 6,8 bilhões.

FAC Regionalizado 2018 democratiza acesso aos recursos da cultura

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Edital, lançado nesta sexta-feira (8), promove injeção de R$ 8 milhões na descentralização de projetos culturais no Distrito Federal

Pelo terceiro ano consecutivo, o Fundo de Apoio à Cultura (FAC) será descentralizado. O lançamento do edital FAC Regionalizado 2018 ocorreu nesta sexta-feira (8), no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Claudio Santoro. A cerimônia contou com a participação do governador Rodrigo Rollemberg.

A inovação do governo de Brasília permite que regiões pouco participativas do edital possam agora ver seus projetos aprovados com maior frequência. A ideia é considerada um marco da democratização da produção cultural.

Nesta edição, serão destinados R$ 8,04 milhões para 121 novos projetos. Em três anos do edital, foram R$ 23 milhões investidos em atividades voltadas para a descentralização cultural.

“Fico muito feliz de ver atendido este compromisso do governo com a comunidade cultural, de diversas cidades de Brasília, que é de regionalizar e desburocratizar o financiamento cultural”, disse o governador.

A divulgação do FAC Regionalizado 2018 contou com discotecagem do violeiro Cacayi Nunes, com seu projeto Forró de Vitrola, e apresentação do grupo de teatro Mamulengo Sem Fronteiras.

Estiveram presentes, entre outras autoridades, o secretário de Cultura, Guilherme Reis; a secretária-adjunta de Cultura, Nanan Catalão; e a colaboradora do governo de Brasília Márcia Rollemberg.

O edital selecionará projetos nas áreas culturais de:

  • Artes plásticas, visuais e fotografia
  • Artesanato
  • Audiovisual
  • Cultura digital e arte-tecnologia
  • Manifestações circenses
  • Cultura popular e manifestações tradicionais
  • Dança
  • Design e moda
  • Gestão, pesquisa, difusão e capacitação nas áreas artística e cultural
  • Literatura
  • Livros e leitura
  • Música
  • Ópera e musical
  • Patrimônio histórico e artístico material e imaterial
  • Rádio e televisão educativos e culturais sem caráter comercial
  • Teatro

Descentralização e intercâmbio garantidos

Com o objetivo de descentralizar a execução dos projetos e democratizar o acesso aos recursos disponíveis no fundo, fica garantido, com o edital, o intercâmbio e a difusão cultural nas comunidades do DF.

Os projetos deverão ser produzidos em oito macrorregiões que contemplam as diversas regiões administrativas. São as seguintes:

  • 1) Gama, Park Way e Santa Maria
  • 2) Candangolândia, Cruzeiro, Núcleo Bandeirante, Vila Planalto e Vila Telebrasília
  • 3) Águas Claras, Guará, Taguatinga e Vicente Pires
  • 4) Recanto das Emas, Riacho Fundo I e Riacho Fundo II
  • 5) Fercal, Planaltina, Sobradinho e Sobradinho II
  • 6) Itapoã, Jardim Botânico, Paranoá, São Sebastião e Varjão
  • 7) Brazlândia, Estrutural e Setor de Indústria e Abastecimento (SIA)
  • 8) Ceilândia e Samambaia

Os projetos inscritos poderão propor quaisquer formatos, atividades ou ações, contempladas as diversas etapas da cadeia produtiva, desde que envolvam uma ou mais áreas culturais relacionadas.

Com foco na viabilidade de projetos culturais que contribuem para a promoção, democratização e formação de plateia, não foi inserida no edital a exigência de contrapartida financeira ou artístico-social por parte dos agentes contemplados.

Desde 2015, o FAC tem alcançado recordes históricos de investimento. Hoje, considerado o maior fundo público de investimento direto de cultura, chegou ao marco de R$ 44 milhões em execução em 2017, o maior montante.

Inflação acumulada é a menor desde o Plano Real: 1,33%

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A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de maio com alta de 0,4%, praticamente dobrando em relação ao apurado na alta de abril: 0,22%.

Apesar da alta, o resultado acumulado nos primeiros cinco meses do ano ficou em 1,33%, a menor inflação para o período desde a implantação do Plano Real.

Os dados foram divulgados hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que a inflação acumulada nos últimos doze meses subiu para 2,86%, contra 2,76% dos doze meses imediatamente anteriores. Em maio do ano passado a alta havia sido de 0,31%.

O IPCA é a inflação oficial do país e serve de balizamento para o plano de metas fixado pelo Banco Central.

Entra em vigor a partir de hoje suspensão de 31 planos de saúde

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A partir desta sexta-feira (8), 12 operadoras de saúde suplementar estão proibidas de comercializar 31 planos de saúde. A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com base em reclamações recebidas pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento da agência reguladora, durante o primeiro trimestre deste ano.

Os planos atendem a 115,9 mil beneficiários, que não serão afetados pela medida, uma vez que os planos são obrigados a manter a assistência aos clientes. A decisão da ANS proíbe apenas a venda para novos clientes.

A suspensão é temporária e pode ser revertida se as operadoras comprovarem melhoria no atendimento. Trinta e três planos de 16 operadoras, que haviam sido suspensos anteriormente, por exemplo, serão reativados a partir de sexta-feira.

A ANS analisou aproximadamente 14 mil reclamações, das quais a maioria (39,53%) de queixas por questões gerenciais, como autorização prévia, franquia e coparticipação.

Houve ainda reclamações de problemas relacionados ao rol de procedimentos e coberturas (15,85%) e prazos máximos para atendimento (15,04%).

Veja a lista dos planos de saúde com venda suspensa.

Eleições 2018: Frejat e Bessa participam de reunião no Sinpol-DF

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Dirigentes do Sindicato os Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), representantes das associações da Polícia Civil do DF (PCDF) e representantes sindicais de base estiveram reunidos na tarde desta quinta, 7, com o pré-candidato ao Governo do DF (GDF) Jofran Frejat (PR) e com o deputado federal Laerte Bessa (PR).
A reunião foi convocada pelo sindicato. Na pauta, a conjuntura atual da PCDF e a pauta de reivindicações da categoria, além do cenário que se desenha para as eleições no Distrito Federal.
O presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco “Gaúcho”, apresentou a Frejat um panorama dos pleitos da categoria, sobretudo a paridade com a Polícia Federal. “Estamos com uma perda salarial de 53%, acumulada ao longo dos últimos dez anos. No atual governo nós não vimos vontade política alguma: Rollemberg escolheu o servidor público como inimigo e os policiais civis como bode expiatório”, sentenciou.
A Frejat, que é perito médico-legista aposentado da PCDF, Gaúcho afirmou que é preciso resgatar a Polícia Civil, uma vez que ela vem sendo sucateada e desprestigiada, sendo que quem mais devia protege-la, deixa a desejar.
Nesse posicionamento, ele foi acompanhado pelo deputado federal Laerte Bessa. Delegado aposentado, o parlamentar assegurou que o principal pleito da categoria não avançou por causa do atual governador. “Trabalhamos diuturnamente para conseguir isso, mas faltou boa vontade”, ponderou.
Na condição de pré-candidato, Frejat assegurou que trabalhar para que Brasília “volte a ser a capital da esperança”. “Meu objetivo não é brincar e nem fazer promessa política. Mas o canal de diálogo comigo está aberto”, garantiu.
“Estou à disposição para contar com a contribuição de vocês na construção do nosso plano de governo”, acrescentou Frejat.
Ao fim do encontro, tanto ele quanto Bessa receberam uma camiseta e um boné do Sinpol-DF. Ambos vestiram os itens numa clara alusão de empatia com a categoria.
Além dos dirigentes do Sinpol-DF e dos representantes sindicais, participaram da reunião, ainda, os presidentes das associações  dos Peritos Papiloscopistas (Asbrapp), Alceu Mattos, dos Médicos Legistas (ABRML), Arthur Trindade, a diretora da Associação dos Agentes Policiais de Custódia (AAPC), Adriana Silva, o diretor da Associação dos Escrivães (AESP) Francisco Mello, o o diretor da Agepol, Félix Antônio, diretor da Associação Geral dos Policiais Civis AGEPOL) e o diretor da Associação dos Aposentados e Pensionistas da PCDF (APCAP), Ernani Lucena.
As impressões sobre a reunião serão repassadas pelos representantes sindicais nas suas bases. Outras reuniões estão programas para acontecer até as eleições.

Caesb adquire plataforma flutuante para análise da qualidade do Lago Paranoá

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Equipamento foi instalado próximo à Ermida Dom Bosco

A Caesb adquiriu uma plataforma flutuante, instalada no Lago Paranoá, próximo à Ermida Dom Bosco, com o objetivo de realizar estudos sistemáticos da qualidade do Lago. Este equipamento é capaz de registrar parâmetros básicos como densidade de algas, temperatura, pH, condutividade, turbidez e oxigênio em diferentes profundidades, em tempo real, para aprofundar conhecimento sobre a dinâmica do manancial. Utilizado inicialmente para recreação e fornecimento de energia elétrica, o Lago tornou-se recentemente uma fonte de abastecimento de água para consumo humano.

A plataforma flutuante poderá também, a médio prazo, realizar a simulação tridimensional da hidrodinâmica da qualidade da água do Lago. “Isso permitirá uma avaliação mais abrangente dos potenciais riscos à coleta de água bruta, como por exemplo, lançamento de esgotos clandestinos e alterações da qualidade devido a diferentes condições meteorológicas”, afirma o presidente da Caesb, Maurício Luduvice.

O monitoramento da qualidade da água com o uso da plataforma flutuante é feito em tempo real. Os dados são transmitidos via celular, a cada uma hora, para o Laboratório Central da Companhia. O software utilizado pode disponibilizar os dados no formato de texto, planilha e gráfico.

Com o uso deste equipamento, a Caesb conseguirá aumentar substancialmente a eficácia dos seus sistemas de segurança da qualidade da água, permitindo uma redução dos potenciais danos ao meio ambiente e à saúde humana, por meio das informações rápidas e seguras das possíveis alterações na qualidade da água.

O equipamento foi adquirido por meio de pregão eletrônico e com recursos do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, no custo de R$ 386.000,00 (trezentos e oitenta e seis mil reais).

A plataforma

A unidade flutuante é construída em corpo de fibra de vidro estrutural, associada a uma estrutura interna de aço e preenchimento com material flutuante. O equipamento possui diâmetro de 2,3 metros, altura de 1,2m incluindo a antena e peso de 270 Kg. A unidade possui compartimentos resistentes à intempéries e umidade, construídos em aço inoxidável, destinados a abrigar os sistemas eletrônicos de armazenamento e transmissão de dados. Os compartimentos são facilmente acessados pelos operadores da unidade, facilitando o manuseio dos componentes modulares durante as operações de manutenção e calibração dos equipamentos. A alimentação de energia é feita através de painéis fotovoltaicos de alimentação e acumuladores de energia, associados a um sistema de gerenciamento energético.

Recursos das loterias para a Educação Básica

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) relatório do deputado federal Izalci Lucas (PSDB/DF) ao Projeto de Lei 463/15 que destina 20% dos recursos arrecadados com as loterias federais para a Educação Básica.
Segundo o parlamentar tucano, a Educação Superior já recebe recursos da mesma fonte, mas os ensinos fundamental e médio não têm sido contemplados.
“O projeto vem corrigir essa distorção priorizando o financiamento da Educação Básica”, explicou Izalci. “A formação inicial não pode ser deficitária como é hoje”, lamentou o tucano.
O projeto, de autoria do deputado Marx Beltrão (PSD/AL), segue agora para as Comissões   Finanças e Tributação, e de Constituição, Justiça e Cidadania.
Para Izalci Lucas, a proposta que tramita em caráter conclusivo nas comissões, deve ser aprovada e passa a valer logo em seguida.