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Empreendedorismo feminino é tema de reunião no Palácio do Buriti

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Secretária de Projetos Estratégicos busca parceria com o governo dos Estados Unidos para fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres

A secretária de Projetos Estratégicos, Maria de Lourdes Abadia, encontrou-se, na tarde desta sexta (15), com a professora da Universidade de Brasília (UnB) e embaixadora do Brasil de Empreendedorismo Feminino pelo governo dos Estados Unidos, Cristina Castro-Lucas, para debater políticas públicas voltadas à mulher.

O encontro visa a uma parceria do governo de Brasília com o dos Estados Unidos para propor soluções de empoderamento a mulheres em situações de risco. Para Abadia, é de extrema importância investir nelas. “A gente quer trabalhar com cursos de capacitação, para dar essa autonomia. Quando se investe na mulher, se investe na família, nas crianças”, disse a secretária.

Professora do Instituto de Ciências Biológicas da UnB, na área de empreendedorismo e inovação, Cristina Castro-Lucas também é embaixadora do Women’s Entrepreneurship in the Americas (WEAmericas), programa do governo norte-americano para promover o empreendedorismo feminino, e embaixadora da Women’s Entrepreneurship Day Organization (Wedo Brazil), organização não governamental que criou o Dia do Empreendedorismo Feminino.

Gilmar Mendes diz que restrição do foro privilegiado é um equívoco

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse hoje (15) que a redução do número de autoridades com direito a foro privilegiado é um equívoco e que “não vai funcionar”. “Na verdade, daqui a pouco, vamos estar lamentando a supressão do foro por prerrogativa de função”, afirmou Gilmar, após reunião com os presidentes dos tribunais regionais eleitorais, no Rio de Janeiro.

“O Brasil tem um índice quase negativo de persecução criminal; 8% dos homicídios são revelados. Isso é da Justiça criminal que estamos falando. Uma justiça que funciona mal, uma das piores justiças, agora vai receber os políticos. É um tipo de populismo. Não vai funcionar. Eu sou mau profeta. Aquilo que eu falo acontece”, disse Gilmar.

Para ele, a questão do foro privilegiado precisa de mudanças, mas o tema deve ser tratado pelo Congresso Nacional. “Quando o constituinte pensou nisto, ele não imaginou que nós teríamos 300, 400 casos de investigação de parlamentar no Supremo. Isso se tornou insuportável para o Supremo”, afirmou.

No dia 23 de novembro, o ministro do STF Dias Toffoli pediu vista do processo que trata da restrição ao foro privilegiado – juridicamente chamado de foro por prerrogativa de função – para parlamentares.

Até o momento, oito integrantes da Corte se manifestaram a favor de algum tipo de restrição na competência da Corte Suprema para julgar crimes praticados por deputados e senadores. No entanto, há divergências sobre a situação dos processos que já estão em andamento. Não há data para retomada do julgamento.

Delação premiada

O ministro, que ainda não participou do julgamento sobre a manutenção da autorização legal para que a Polícia Federal (PF) possa negociar delações premiadas, disse que o assunto deve ser rediscutido. “É um tema muito importante [e é preciso] que haja uma definição. Pelo que estou percebendo, o tribunal está mantendo o papel do Ministério Público e está submetendo isso a uma apreciação judicial rigorosa.”

Gilmar Mendes destacou que esta é a oportunidade de discutir tanto a questão da Polícia Federal quanto da delação como um todo, como ela vem se fazendo. “Porque há muita polêmica em torno disso”, disse o ministro, citando o exemplo de pessoas que hoje cumprem pena sem condenação, mas apenas com acordo feito pelo Ministério Público.

O STF adiou para fevereiro do ano que vem, após o fim do recesso do Judiciário, o término do julgamento. Até o momento, a Corte tem maioria tem 6 votos a 1 a favor das delações negociadas pela PF, mas todos com divergências.

Revista Veja

Sobre uma reportagem da edição de hoje (15) da revista Veja sobre supostos repasses de patrocínios da JBS, empresa de Joesley Batista, para o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do qual é sócio, Gilmar limitou-se a dizer que não tem função de direção na instituição. “Sou apenas um sócio-cotista.”

Perguntado sobre encontros com o empresário, o ministro disse que participa de reuniões com várias pessoas a toda hora. “Isso não tem significado.”

Base nacional curricular para educação básica é aprovada pelo CNE

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O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou hoje (15) o texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que irá orientar os currículos da educação básica e estabelecerá conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da educação infantil e do ensino fundamental. O texto foi aprovado por 20 votos favoráveis e três contrários e os conselheiros debatem agora os detalhes do texto final.

A BNCC estava em discussão no CNE desde abril, quando foi enviada pelo Ministério da Educação, e passou por diversas modificações desde então, após o recebimento de propostas e a realização de audiências públicas. O documento foi alvo de diversos questionamentos e polêmicas, e um grupo de entidades chegou a pedir a suspensão da sua votação na semana passada.

Aprofundamento

Na sessão de hoje, as três conselheiras que pediram vista conjunta do processo de votação na semana passada criticaram a pressa com que o texto está sendo votado e o pouco tempo para análise do mesmo, além do processo de debate com a sociedade e a exclusão do ensino médio da base curricular. Elas defenderam um aprofundamento das discussões e a melhoria do documento.

“Compete a esse órgão de Estado tratar adequadamente as políticas públicas do país sem açodamento. Infelizmente, a opção do CNE foi pela celeridade em detrimento da discussão aprofundada, como requer a matéria, e isso ficará registrado como uma afronta a esse órgão, sobretudo se o entendermos como um órgão de Estado e não de governo”, destacou a conselheira Aurina de Oliveira Santana.

Um dos relatores da proposta, o conselheiro Joaquim José Soares Nato, destacou que todas as contribuições colhidas nas audiências públicas foram cuidadosamente analisadas e muitas propostas foram incorporadas ao documento.

Referências

Uma das mudanças apresentadas hoje foi o destaque para um artigo que esclarece qual a função da BNCC, determinando que as escolas deverão organizar seus currículos “de acordo com a legislação e normas educacionais, bem como com suas concepções pedagógicas, agregando ou expandindo os objetivos de aprendizagem da BNCC, incluindo outros objetivos que contemplem as diferenças regionais e as necessidades específicas das comunidades atendidas”.

“Isso é essencial para a compreensão de que base não é currículo, é um conjunto de referenciais sobre o qual os processos crítico e criativo das escolas haverá de elaborar sua proposta curricular”, explicou o conselheiro César Callegari.

A base deverá ser implementada pelas escolas brasileiras até o início do ano letivo de 2020 e será revisada a cada cinco anos. Segundo o documento, as escolas podem ampliar os conteúdos e outros que não estejam estabelecidos na BNCC, respeitando a diversidade social e regional de cada localidade. Depois da sua aprovação no Conselho Nacional de Educação, a BNCC deverá ser homologada pelo ministro da Educação e publicada no Diário Oficial da União para começar a valer.

O documento aprovado hoje não estabelece as diretrizes para os currículos das escolas de ensino médio. A base curricular para o ensino médio deverá ser enviada pelo Ministério da Educação ao Conselho Nacional de Educação (CNE) no início do ano que vem.

GDF lança concurso para projeto que revitalizará toda a orla do Lago Paranoá

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As inscrições, gratuitas e on-line, começam na segunda-feira (18) e vão até 23 de fevereiro. Lançamento foi feito nesta sexta (15) pelo governador Rodrigo Rollemberg. Valor do contrato é estimado em R$ 2,5 milhões

O governo de Brasília lançou, nesta sexta-feira (15), o concurso do projeto para a orla do Lago Paranoá. As inscrições on-line gratuitas serão abertas na segunda-feira (18) e se estenderão até 23 de fevereiro.

Os concorrentes deverão elaborar projetos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos que indiquem usos, atividades e a configuração do espaço à margem do reservatório. O valor do contrato está estimado em R$ 2,5 milhões.

O anúncio do concurso foi feito nesta manhã pelo governador Rodrigo Rollemberg no foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro. “Brasília devolve seu espaço mais nobre, bonito e atrativo para o conjunto da população, isso é um salto civilizatório”, declarou o governador.

O edital foi assinado pelo governador e pela equipe da Secretaria de Gestão do Território e Habitação responsável pela elaboração do certame. O chefe do executivo agradeceu o envolvimento de todos os órgãos de governo no processo. “Essa é uma conquista da população e um legado que deixaremos para as próximas gerações”, enfatizou.

O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, destacou que o projeto vencedor deve fomentar a região como área de lazer democrática, de caráter ambiental. “O lago é um importante manancial que serve como água potável para o DF, por isso devemos investir em uma proposta que tenha essa preocupação”, defendeu.

“Queremos que o projeto traga qualidade urbanística, paisagística, ambiental e, principalmente, social”, reforçou o secretário de Habitação, Thiago de Andrade. Ele definiu o lançamento como um “resgate ao espírito de vanguarda pela competência técnica inerente à construção de Brasília.”

Andrade explicou que as propostas deverão indicar os usos e as atividades ao longo da orla. “Esperamos um projeto conceitual, integrador, que amarre os 109 quilômetros da orla em um só conceito, de alta qualidade técnica e vanguarda artística”.

De acordo com ele, as áreas que já foram readequadas, como os Parques Asa Delta e Península Sul, no Lago Sul, devem ser respeitadas e integradas ao projeto final do vencedor.

Os participantes terão de apresentar uma concepção geral para a orla e para a utilização do espelho d’água. Quem vencer também vai desenvolver o projeto básico para três áreas indicadas no edital — duas no Lago Sul e uma no Lago Norte.

A primeira área, no Lago Sul, vai do Trecho 1 do Setor de Clube Esportivo Sul até a Quadra 10 do Setor de Habitações Individuais.

O edital aponta que a região tem potencial para bosques, parques urbanos, trilhas, praia, píer, marinas e atividades de comércio e serviço de apoio para os visitantes, além de infraestrutura de permanência, como banheiros e áreas de lazer.

Outra área, também na parte Sul, abrange as Quadras 20 a 22 do Setor de Habitações Individuais. Os estudos da pasta para esse espaço indicam aproveitamento para praia, píer, terminal atracadouro e trilhas.

O diferencial, ainda de acordo com a secretaria, é que o local conta com lotes institucionais, que devem ser reservados para a construção de equipamentos públicos. Isto exigirá criatividade dos concorrentes porque os espaços são adequados para atividades de educação ambiental e cultura.

A terceira área refere-se ao Parque das Garças, no Lago Norte. A previsão inicial era a de criar lá um Ponto de Atração Norte, com equipamentos culturais, artísticos e esportivos.

O contrato será arcado com recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Fundurb). Parte da remuneração, estimada em R$ 2,5 milhões, será paga no momento da assinatura com o vencedor do concurso.

O restante será quitado em parcelas à medida que forem entregues o projeto consolidado, os projetos das três áreas e os cadernos de especificação.

Prazos e julgamento do concurso

O resultado do concurso será divulgado em 21 de abril, no aniversário de Brasília. A comissão, formada por profissionais com alto grau de conhecimento nas áreas exigidas pelo certame, fará o julgamento das propostas de 17 a 20 de abril.

Os cinco melhores trabalhos serão escolhidos e classificados por ordem de mérito. Esses passarão pela fase de habilitação. A equipe mais bem colocada entre as habilitadas sairá vencedora.

Brasilienses opinaram sobre uso do Lago Paranoá

As sugestões dos brasilienses, por meio de enquete e consulta pública do Plano Orla Livre, foram consideradas na elaboração do concurso.

De acordo com a Secretaria de Gestão do Território e Habitação, a modalidade de concurso público foi adotada por ser a mais democrática, de grande acesso e publicidade, além de permitir à população conhecer de antemão o que o governo está comprando.

A pasta quer atrair para o certame equipes multidisciplinares que atuam com a elaboração de projetos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos.

O concurso é um desdobramento do Plano Orla Livre, que tem o objetivo de tornar o Lago Paranoá um ponto de encontro mais acessível, organizado e com diversas opções de lazer, além de pensar em oportunidades de negócios pontuais que fomentem a economia.

A proposta reúne uma série de ações para revitalizar 38 quilômetros de margem do espelho d’água e também busca soluções de mobilidade para quem quiser chegar à região.

Governador comenta rejeição da CLDF à proposta do Executivo

Na coletiva de imprensa desta sexta-feira (15), Rollemberg também comentou a rejeição, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, à proposta do governo de Brasília de remanejar recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão do Orçamento de 2018.

De acordo com o chefe do Executivo, a aplicação dos recursos será fundamental para investimento em saúde, educação e obras e para a contratação de servidores. “Não poderemos fazer isso se a Câmara não retomar a votação da proposta original, tão importante para nossa cidade”, defendeu.

Taguaparque recebe a 15ª edição da Liga Brasileira de MMA com duelo internacional

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Noite de lutas contará com o duelo entre o senegalês Cheikh kadesh e o brasileiro Lenyldo Tigre, além da estreia de Raad Massouh Jr

No próximo sábado (16), o ginásio do Taguaparque, em Taguatinga Norte, será palco da Liga Brasileira de MMA, em sua 15ª edição e numa versão internacional. A noite contará com 10 lutas no decágono e terá como principais lutadores Mário Samurai, do estreante Raad Massouh Jr, ambos da Academia Fight Club de Brasília, além do ganhador da última edição, Cristiano Bonis, da academia Snake Tiger de Patrocínio (MG). Também marcará presença, o senegalês Cheikh kadesh, que fará o duelo contra o brasileiro Lenyldo Tigre. Estarão presentes, ainda, lutadores da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

O lutador de Senegal, Cheikh Kadesh, de 25 anos, é de origem humilde, muçulmano, trabalha como autônomo, mas tem no MMA uma honrosa forma de valorizar a bandeira do seu país no esporte. Uma comitiva com mais de 30 pessoas do país africano estará presente no ginásio do Taguaparque. O evento também contará com a presença do embaixador do Senegal no Brasil, importante apoiador do esporte.

Em 2017, a competição da Liga Brasileira de MMA completa 12 anos desde a sua primeira edição. O idealizador do projeto é o supercampeão de vale-tudo Marcelo Tigre, proprietário da academia Fight Club e referência do esporte no Distrito Federal. Tigre valoriza todo o esforço nesses últimos 12 anos ao longo do projeto: “A Liga foi crescendo ao longo dos anos e conseguimos descobrir grandes lutadores, como o Francisco Trinaldo, o Massarandumba, e Rousimar Palhares, o Toquinho. Os dois, inclusive, já fizeram lutas pelo UFC (Ultimate Fighting Championship). E este tipo de evento sempre dará oportunidade para novos lutadores. Será mais um grande evento, noite de estreia do Raad Jr, do Cristiano Bonis, da volta do Júnior Tigre e da presença do Cheikh kadesh, de Senegal”.

Na edição 14 da Liga de MMA, realizada em junho, mais de 2,1 mil pessoas prestigiaram 12 lutas no decágono do Taguaparque. O evento arrecadou quase 3 toneladas de alimentos e fortaleceu mais uma vez a ação social da Liga.

Ação social

A competição realiza, mais uma vez, uma grande ação social segmentada pelo Distrito Federal: toda a arrecadação de alimentos (doação de 2 kg de alimentos por pessoa) será doada para instituições de caridade.

Pesagem

Nesta sexta-feira (15), a partir das 20h, os atletas que compõem o card da competição estarão realizando a pesagem oficial na Super Ok Pneus & Rodas, em Ceilândia – QNN 10, s/n Conj. A – Lote 55- Loja 1.

Ingressos

O ingresso antecipado custa R$ 15 (arquibancada) e R$ 30 (cadeira), além de dois quilos de alimentos não perecíveis. Mais informações sobre a venda de ingressos estão disponíveis no telefone (61) 9 8498 8471

Ponto de venda

·              Academia Fight Club

CSA1 Lt 6 Sub-Solo – Taguatinga Centro

Dólar fecha no maior valor em 5 meses após adiamento da reforma da Previdência

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Em um dia de tensões no mercado de câmbio, o dólar fechou no maior valor em quase seis meses. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (14) vendido a R$ 3,336, com alta de R$ 0,021 (0,62%). A moeda norte-americana está no nível mais alto desde 23 de junho (R$ 3,339).

O dólar começou o dia estável, mas disparou no decorrer da sessão. A divisa continuou a subir após o anúncio do adiamento, para 19 de fevereiro, da votação da proposta de reforma da Previdência.

A instabilidade estendeu-se à Bolsa de Valores. Em baixa pelo segundo dia seguido, o Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a quinta-feira com queda de 0,67%, aos 72.429 pontos.

Presidente Michel Temer deve ter alta na manhã desta sexta-feira

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O presidente Michel Temer deverá ter alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (15), informou o médico Roberto Kalil Filho, que coordena os cuidados ao presidente no Hospital Sírio-Libanês. Internado desde ontem, Temer permanecerá com uma sonda por aproximadamente três semanas e, por “ponderação” médica, não deverá viajar à Ásia no início do ano.

“A orientação foi porque ele vai ficar três semanas com a sonda, provavelmente. Uma viagem longa e com sonda, então, para ser criterioso, e conversando com o presidente, a opção foi adiar um pouquinho a viagem”, disse o médico. “Foi uma ponderação médica. Ele poderia viajar, mas é uma coerência, uma ponderação”, acrescentou.

Kalil ressaltou que, a partir de amanhã, o presidente já estará apto a retornar a Brasília e seguir sua agenda de trabalho normalmente. O médico disse que Temer é uma pessoa saudável , apesar das intercorrências que enfrentou nos últimos três meses – na próstata, no coração e na uretra. “O presidente é uma pessoa extremamente saudável, são intercorrências que ocorrem com qualquer um de nós.”

Em outubro, quando apresentou quadro de retenção urinária, o presidente fez uma pequena cirurgia para desobstrução do canal uretral e, posteriormente, uma raspagem na próstata. No fim de novembro, passou por um procedimento de cateterismo, que detectou três artérias com obstrução no coração. Ele foi submetido a uma angioplastia e à colocação de stents para impedir a obstrução total das artérias. Ontem, Temer foi submetido a nova intervenção na uretra para tratar o estreitamento do canal.

Segundo a equipe médica que trata o presidente, exames nas amostras colhidas na região da próstata descartaram a presença de tumores.

Mesa Diretora da Câmara Legislativa reage e diz em nota que “o GDF mente!”

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Em nota à imprensa distribuída pela Secretaria de Comunicação, o Governo do Distrito Federal atribui de forma leviana e mentirosa à Câmara Legislativa do Distrito Federal a responsabilidade por não votar o Orçamento de 2018, o que teria reflexos na qualidade dos serviços públicos oferecidos à população.

O que o GDF em sua nota mentirosa não diz é que a estratégia de esvaziamento para não votar a peça orçamentária foi adotada pelo governo porque a CLDF, dentro de suas atribuições, rejeitou uma emenda encaminhada de forma intempestiva e sem cumprir as formalidades legais, onde o Executivo buscava uma autorização para remanejar livremente e sem especificar como aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

Mesmo assim, buscando a conciliação, os parlamentares acenaram com a possibilidade de votar o orçamento geral, estimado em mais de R$ 47 bilhões, e deixar para fevereiro, após o recesso parlamentar, os debates necessários única e exclusivamente sobre a emenda apresentada de forma extemporânea, com descumprimento dos preceitos legais e que representa menos de 3% do orçamento geral.

Em uma manifestação de desrespeito a um dos pilares da democracia, a independência entre os poderes, o GDF não só optou pelo confronto, ao retirar o quórum para a deliberação sobre o orçamento, como ainda produziu um documento eivado de falácias.

A CLDF não se furtará a discutir e debater de forma transparente a aplicação de recursos do erário para o benefício da população do Distrito Federal. Quem não quer a discussão é que deve expor seus motivos.

A CLDF NÃO ATUARÁ DE FORMA SUBSERVIENTE, apenas assentindo de maneira protocolar com os interesses e propostas do Executivo.

A Mesa Diretora da CLDF já convocou para a próxima terça-feira (19) nova sessão onde vai deliberar sobre o Orçamento de 2018, na qual espera contar com a sensibilidade da bancada governista e a presença de parlamentares que porventura não puderam comparecer, para, de forma responsável, votar transparentemente uma lei vital para o DF  

Essa é a função do Legislativo. Caberia ao Executivo, pelo menos, saber disso.

Mesa Diretora da Câmara Legislativa

Em nota, GDF diz que deputados agem por “desejos eleitorais inconfessáveis”

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  1. Ao rejeitar a proposta da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo de Brasília de remanejar recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão do Orçamento de 2018, a Câmara Legislativa do Distrito Federal cometeu um grave equívoco político e administrativo e prejudicará diretamente a população, que perderá qualidade no atendimento dos serviços públicos.

  1. É lamentável que desejos eleitorais inconfessáveis levem a uma maioria eventual da CLDF a se opor a um ato legal e correto do Governo de Brasília no sentido de aplicar os recursos orçamentários para prestar um melhor serviço público aos brasilienses.

  1. Do mesmo modo, é inaceitável e inconsequente a falsa argumentação de que estão sendo retirados recursos do IPREV para a realização de outras atividades que não as previdenciárias.

  1. A recente decisão da própria CLDF de unificar os fundos previdenciários tornou autossustentável e garantido o pagamento de aposentadorias e pensões sem a necessidade de desembolso mensal de cerca de R$ 170 milhões pelo tesouro distrital. Portanto, não se está tirando recursos do IPREV. Qualquer outra interpretação é para confundir a opinião pública e a mídia.

  1. No entanto, a decisão da CLDF, com nítido caráter eleitoral, cortou recursos importantíssimos para áreas como Saúde, Segurança,  Educação e obras entre outros setores atingidos pela nefasta ação do Legislativo Distrital.

  1. Com o corte, por exemplo, o Governo de Brasília não poderá dar posse a milhares de servidores da Secretaria de Saúde, a centenas de agentes penitenciários e a outros tantos servidores. O corte atinge R$ 127 milhões que seriam investidos na contratação de novos servidores.

  1. Fica prejudicada, também, a entrega de mais 202 leitos infantis do Hospital da Criança prevista para abril, deixando milhares de meninos e meninas sem tratamento médico adequado. A Saúde ficará sem R$ 447 milhões!

  1. A área de Educação será afetada em cerca de R$ 287 milhões que seriam aplicados em diversas atividades da respectiva Secretaria, como a construção e reformas de escolas.

  1. Por fim,e apenas para exemplificar como uma atitude política inconsequente e eleitoreira afeta o bem estar da população, deixarão de ser reformados e construídos 500 abrigos de ônibus no Distrito Federal.

  1. Mesmo com ações desse tipo, o Governo de Brasília continua aberto ao diálogo com integrantes do Poder Legislativo que realmente estejam interessados em defender os interesses públicos e não os interesses partidários e/ou eleitorais. E agradece aqueles que na votação de ontem compreenderam a importância do remanejamento dos recursos para beneficiar a sociedade brasiliense.

Governo de Brasília

Brasília, 14 de dezembro de 2017

Impasse continua e votação do Orçamento é convocada para terça-feira

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A sessão da Câmara Legislativa desta quinta-feira (14) tinha na pauta um único projeto, o que estima a receita e fixa a despesa do DF para 2018. Ao longo de 3h de discussão acalorada, o quórum oscilou, mas, na hora da votação, os deputados governistas se retiraram e apenas 10 distritais permaneceram em plenário – sendo necessário, no mínimo, 13 parlamentares. O presidente da Casa, Joe Valle (PDT), convocou sessão para a próxima terça-feira (19) para votar o projeto do Orçamento.

No centro do conflito, iniciado ontem (13), está a rejeição de uma emenda proposta pelo governo mudando a destinação de recursos do Iprev. O deputado Wellington Luiz (PMDB) classificou como “medíocre” a forma como foi encerrada a última sessão, com a retirada de quórum pelos deputados da base aliada do governo. “O que fizemos ontem foi tratar com dignidade e respeito o patrimônio que é de todos”, afirmou.

Wasny de Roure (PT), que não compareceu à votação de ontem por problema de saúde, considerou haver um “ataque deliberado” do governo do DF contra os servidores públicos. E Celina Leão (PPS) considerou que a revolta do GDF se deu pelo fato “de não votarmos o Orçamento da forma que eles queriam”.

Já o líder do governo na Casa, deputado Agaciel Maia (PR), argumentou que “verdades teriam de ser repostas”, referindo-se à tramitação da emenda. “Com a aprovação daquela que ficou conhecida como Lei do Iprev, os recursos que deixarão de ser aplicados no instituto têm de ter um fim na Lei Orçamentária Anual (LOA)”, observou, acrescentando que, se não houver esta definição, “a LOA ficará amputada”.

Um dos argumentos de Agaciel – de que a emenda rejeitada traria embutidos reajustes para servidores e a possibilidade de contratação de concursados – foi rechaçada pelos distritais. Celina Leão leu o ofício do governador, enviado à CLDF para justificar a emenda, “onde não consta nenhuma destinação dessa natureza”, fato observado por outros parlamentares, como Wasny de Roure e Chico Vigilante (PT).

Rafael Prudente (PMDB), dirigindo-se aos servidores presentes na galeria, observou que o corpo do orçamento já prevê um aumento no volume de recursos para a pasta da saúde, o que garantiria o atendimento das reivindicações. E o deputado Bispo Renato Andrade (PR) apelou pelo diálogo entre os distritais, “para que a população não venha a sofrer prejuízos”.

Apelos

Ricardo Vale (PT) chegou a fazer um apelo pela votação do Orçamento, apontando que, sem o qual, “haverá o risco de piorar ainda mais a situação de várias áreas do Distrito Federal que passam por dificuldades”. Enquanto Chico Vigilante criticou a atitude do GDF: “O projeto foi enviado à Câmara Legislativa em setembro passado e, somente na segunda-feira passada, eles lembraram de tratar de R$ 1,2 bilhão”.

O presidente da CLDF, deputado Joe Valle (PDT), criticou o que considerou “quebra de rito” na tramitação do Orçamento e conclamou a todos “pela retomada do processo, para que se possa avançar”. Raimundo Ribeiro (PPS), por sua vez, chegou a solicitar o encerramento da sessão pela ausência dos deputados da base governista.

Robério Negreiros (PSDB) contestou a opinião do líder do governo, divulgada por meio da imprensa, sobre o seu posicionamento contrário à emenda do GDF, na sessão de ontem. Segundo Robério, Agaciel o teria acusado de traição. O distrital tucano usou palavras duras para criticar o colega.

Nota

No meio debate, chegou ao conhecimento dos parlamentares o teor de uma nota oficial divulgada pelo governo, criticando a posição tomada pela Câmara Legislativa na sessão desta quarta-feira. Essa atitude do Executivo esquentou ainda mais os ânimos em plenário. Diversos deputados se sucederam na tribuna para criticar o texto.

Cláudio Abrantes (sem partido) foi o primeiro a repudiar a nota, sucedido por outros parlamentares, como o deputado Professor Reginaldo Veras (PDT), quem respondeu, ponto a ponto, os dez itens do texto, classificado como “mentiroso”. “Estão querendo jogar a população contra os deputados. Não somos carimbadores de vontade do governo”, disse. E a deputada Celina Leão (PPS) ainda acusou o governo de querer chantagear o Legislativo com a nota.

O presidente da Casa, Joe Valle, também foi veemente na rejeição à nota. “O governo mandou uma armadilha para cá, e não vamos votar nada de forma açodada. Aqui não é puxadinho do GDF. Aqui fazemos as coisas direito, com discussão”, afirmou. O chefe do Legislativo lamentou a nota de imprensa “mentirosa” do governador e cobrou retratação: “Nunca me furtei ao debate e sempre o respeitei”.

Votação

Os dez deputados que permaneceram em plenário para votar o projeto da Lei Orçamentária Anual fizeram questão de destacar o compromisso com a pauta. Eles permaneceram presentes até o encerramento, quando registraram presença com uma foto segurando uma faixa com os dizeres: “Nós respeitamos os trabalhadores e os cidadãos de Brasília”.

Dos cinco integrantes da Mesa Diretora da Casa, quatro estavam presentes. Veja todos os distritais que ficaram para votar o Orçamento nesta quinta-feira: Raimundo Ribeiro, Robério Negreiros, Wasny de Roure, Wellington Luiz, Claudio Abrantes, Celina Leão, Prof. Reginaldo Veras, Joe Valle, Chico Vigilante e Rafael Prudente (na foto, da esquerda para a direita). Os deputados Ricardo Vale, Sandra Faraj (SD) e Liliane Roriz (PTB) justificaram suas ausências.