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A transformação digital chegou aos documentos de identificação

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Por Julio Cosentino

Com o avanço da tecnologia surgem a todo instante facilidades para o dia a dia das pessoas. Mesmo os mais resistentes à era digital acabam aderindo às mudanças por conta dos benefícios proporcionados. Nos últimos meses, observou-se um grande movimento para a substituição de documentos de identificação em papel por eletrônicos, que podem ser armazenados em smartphones e tablets, dispositivos indispensáveis nos dias atuais e utilizados por grande parte da população.

São vários os exemplos, como o e-Título, um aplicativo para Android e iOS que permitirá o armazenamento da versão digital do título de eleitor. Segundo informações do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a medida é benéfica para a Justiça Eleitoral, porque permitirá a redução de custos relacionados aos extravios de documentos, emissões de segunda vias, suprimentos para impressão etc. Já o cidadão terá seus dados eleitorais sempre disponíveis, sem o risco de extravios e de deterioração do formato em papel.

A Carteira de Trabalho Digital é outro caso. Desde novembro passado, o trabalhador pode acessar suas informações de Qualificação Civil e de Contratos de Trabalho diretamente do celular ou tablet. Para isso, basta baixar o aplicativo, de acordo com o respectivo sistema operacional do dispositivo. A novidade não elimina a versão impressa que continua sendo disponibilizada.

Por fim, no próximo mês, em fevereiro, deve entrar em vigor em todo o país CNH Digital que também poderá ser armazenada em dispositivos móveis. Ela é destinada aos motoristas quem já têm a versão da CNH com QR Code, que começou a ser emitida em maio de 2017. Quem se enquadra neste perfil,  poderá requisitá-la no site do Denatran, mediante o uso do Certificado Digital ICP-Brasil.  Quem não tem Certificado, precisará ir pessoalmente em um dos postos do Detran. Neste caso, é o Certificado que garantirá a autenticidade da requisição on-line, já que ele é um documento de identificação no meio eletrônico.

E, por falar em Certificado Digital, a versão destinada para a identificação digital do cidadão, surgiu em 2001 com a criação da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, cadeia hierárquica de confiança que viabiliza a emissão desses documentos. Atualmente, há vários tipos de Certificados, sendo que um deles é o e-CPF, a versão digital do documento em cartão Cadastro de Pessoas Físicas – CPF. Com ele, o contribuinte pode realizar diversos serviços no meio digital, como assinar documentos com validade jurídica – sem papel e sem caneta, enviar a declaração do imposto de renda com mais facilidade, acessar o e-CAC da Receita Federal e dar andamento a diversos processos sem ter que comparecer a um posto físico, entre outros.

Essas possibilidades deixam claro que a transformação digital chegou aos serviços públicos e que deve ser ampliada cada vez mais por conta dos benefícios proporcionados. Possibilitar aos cidadãos o acesso a informações primordiais por meio de dispositivos móveis promove comodidade a ele e sustentabilidade e eficiência operacional à máquina pública. Todos os lados ganham.

Julio Cosentino é vice-presidente da Certisign e presidente da Associação Nacional de Certificação Digital – ANCD

Apesar de parceria, PSDB nacional não deve apoiar Rollemberg nas eleições

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Cúpula tucana nacional não deverá forçar direção local a rever posição e firmar acordo de apoio formal a Rollemberg nas eleições gerais deste ano

Por Francisco Dutra (Jornal de Brasília) – Dificilmente, a cúpula nacional do PSDB interferirá no Diretório Regional do Distrito Federal em favor do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Pouco importam as constantes nomeações de tucanos para cargos máquina pública brasiliense, a exemplo da ex-presidente da Abrace, Ilda Peliz, empossada ontem na reforçada Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. Segundo o grupo político do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Rollemberg não fez até agora um só gesto concreto para apoiar o projeto nacional do tucanato na corrida eleitoral pela Presidência.

Ocupando também a presidência nacional do PSDB, Alckmim tem hoje como vice-governador Márcio França, um dos principais nomes do PSB. Neste sentido, Rollemberg sinaliza expectativa de que líder do tucanato use a candidatura de França ao Palácio dos Bandeirantes para pavimentar uma aproximação maior.

Contudo, tucanos de plumagens nacionais e paulistas não presenciaram ou ouviram um discurso público de Rollemberg em favor da pré-candidatura de Alckmin, principal nome do PSDB para a eleição de outubro. Além disso, também não testemunharam um movimento do governador do DF na Executiva Nacional do PSB para apoiar o PSDB.

Para deteriorar ainda mais o terreno, segundo personagens na orbita de Alckmin, o atual presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, tem feito gestos na direção de Ciro Gomes, pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PDT. Em conversa reservada, membros da Executiva Nacional do PSDB, enxergam que as nomeações de Rollemberg tem sido feitas única e exclusivamente para minar a tentativa de candidatura do diretório brasiliense para o Palácio do Buriti, defendida pelo presidente regional, deputado federal Izalci Lucas.

Para a cúpula tucana, nomes contemplados por Rollemberg, como Maria de Lourdes Abadia, Virgílio Neto e Márcio Machado não são interlocutores frequentes do grupo político de Alckmin. Ou seja, os movimentos de Rollemberg em nada se aproximam do projeto presidencial tucano.

Articuladores de Alckmin reportaram a situação do DF para Márcio França na virada para 2018 e novas tratativas sobre o tema estão marcadas. Outro ponto relevante: quando a indicação de Ilda Peliz caiu nas manchetes, o presidente nacional do PSDB reforçou a permanência de Izalci no comando diretório candango. Nas contas do tucanato paulista, uma aliança no DF impõe para o PSDB muitos ônus e poucos bônus. Para a executiva nacional, o passo essencial é a eleição presidencial, onde palanques regionais são estratégicos.

Não atrasar pagamento é compromisso

Não permitir novos atrasos nos repasses públicos para instituições e empresas com projetos sociais. Esta é prioridade para Ilda Peliz. Ao longo dos últimos meses, a demora na distribuição da verba tem afetado diversas iniciativas essenciais para comunidades carentes pelo DF. Para honrar a palavra, Peliz terá um orçamento de R$ 105 milhões. Deste total, R$ 35 milhões foram liberados pela Câmara Legislativa.

“Eu acompanhei na mídia. E foi uma preocupação. Eu como militante da área social, lamentei muito. Mas esse é o nosso compromisso. Vai ser o meu foco: ter dinheiro para o repasse em dia. As instituições não como sobreviver. A maioria não delas têm. Precisa desse recurso”, promete a nova secretária.

Aposentada do Banco do Brasil, Peliz foi presidente voluntária da Associação Brasileira de Assistência às Famílias Crianças Portadores de Câncer e Hemopatias (Abrace). Filiou-se ao PSDB em 2013, para tentar a eleição para deputada distrital, mas não entrou na batalha eleitoral.

Logo após a cerimônia de posse, no Palácio do Buriti, Peliz fez questão de afirmar que não embarca no governo politicamente, mas apenas com uma personagem técnica. Ao lado da ex-presidente da Abrace, a advogada Joana Mello assumiu a função de secretária-adjunta de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Ponto de vista

“O PSB está perdendo 12 deputados federais. Eles estão indo para partidos como Democratas e PMDB, entre outros. A deputada federal Teresa Cristina, Heráclito Fortes e Danilo Forte com certeza apoiarão Alckimin e estão de saída. Quem está ficando? Os socialistas. Você acha que eles vão apoiar Alckmin ou mesmo Márcio França?”, questiona Izalci Lucas.

O presidente regional não cria resistência contra a nomeação de Peliz, desde que a nova secretaria seja um nome técnico e não fale pelo partido. Por outro lado, em relação a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia e Virgílio Neto, Lucas conta que ambos foram notificados para se licenciarem do partido, caso continuem no governo.

Neste sentido, estão em curso processos no Conselho de Ética do diretório, cujo resultado poderá ser afastamento das atividades partidárias. Sem direitos partidários, não poderão ser candidatos em outubro.

 

Ministério do Trabalho emitiu quase 5 milhões de carteiras de trabalho em 2017

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São Paulo foi o estado com o maior número de emissões do documento

Mais de 4,8 milhões de carteiras de trabalho foram emitidas em todo o país em 2017. Esse número representa um crescimento de cerca de 400 mil documentos em relação a 2016. No ano passado, foram emitidas 4.839.097 carteiras, enquanto 2016 registrou 4.446.176.

O serviço de emissão de carteiras está disponível nas unidades do Ministério do Trabalho e em unidades descentralizadas espalhadas por todo o país, por meio de parcerias com estados e municípios. A rede conta com mais de 2,1 mil postos de atendimento.

São Paulo foi o estado que mais emitiu carteiras em 2017 (1.194.077), seguido de Minas Gerais (500.937) e Rio de janeiro (401.859). Janeiro de 2017 foi o mês que mais registrou emissões (496.627), enquanto novembro apresentou o menor número (276.321).

Carteira Digital – Além da emissão física do documento, o trabalhador conta com a Carteira de Trabalho Digital. Em dois meses de funcionamento da nova ferramenta, o aplicativo teve 143.886 downloads, uma média de 2,5 mil downloads por dia. E esse número deve aumentar, segundo o coordenador de Identificação e Registro Profissional do Ministério do Trabalho, Sérgio Barreto. “A tendência é de que o número cresça gradativamente à medida que as pessoas forem tomando conhecimento da facilidade de ter a carteira de trabalho no celular”, estima Barreto. Ele lembra também que a versão digital permite aos trabalhadores terem em mãos, em qualquer tempo, as informações de qualificação civil e dos vínculos trabalhistas e solicitar a primeira e a segunda vias da carteira de trabalho física.

Por meio dessa plataforma digital, o trabalhador passa a ser um agente fiscalizador de todo o processo. Ele pode saber, por exemplo, se a empresa forneceu o vínculo trabalhista e se as informações dadas estão corretas nos sistemas de governo. Do total de downloads realizados até agora, 126.688 foram para telefone com sistema operacional Android e 17.218, para IOS.

Segundo o ministro do Trabalho em exercício, Helton Yomura, a estimativa é de que 70 milhões de pessoas baixem o aplicativo. “Essa é uma ferramenta importante, que permite ao trabalhador carregar a carteira de trabalho aonde for e consultá-la instantaneamente. Nossa expectativa é de que 70 milhões de pessoas baixem o aplicativo”, ressalta o ministro.

Temer diz que não autorizou Rocha Loures a receber dinheiro em seu nome

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Nas respostas enviadas à Polícia Federal nesta quinta-feira (18), o presidente Michel Temer negou qualquer favorecimento à empresa Rodrimar S/A por meio da edição do chamado Decreto dos Portos. O presidente também afirmou não ter recebido doações, contabilizadas ou não, de empresas do grupo Rodrimar.

Temer também afirma não ter feito qualquer pedido para que recebessem em seu nome valores em retribuição à edição do decreto e critica as perguntas feitas pela PF no interrogatório. “Nunca solicitei que os srs. Rodrigo Rocha Loures, João Batista Lima Filho ou José Yunes recebessem recursos em meu nome em retribuição pela edição de normas contidas no Decreto dos Portos. Reitero a agressividade, o desrespeito e, portanto, a impertinência, por seu caráter ofensivo, também dessa questão, tal como das anteriores”, escreveu.

Rodrigo Rocha Loures foi assessor de Temer, João Batista Lima Filho é dono da empresa de engenharia Argeplan, e José Yunes é amigo pessoal do presidente e trabalhou como seu assessor por alguns meses.

O presidente também isenta os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, de responsabilidade sobre negociações para edição do decreto. “Não repassei nenhuma orientação para os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco sobre as matérias que deveriam ser tratadas e abrangidas pelo Decreto dos Portos”.

Em outra das 50 respostas enviadas à PF, Temer diz não ter recebido ofertas para acrescentar no decreto dispositivos que beneficiassem determinadas empresas e afirma que agiria com “enérgica repulsa” diante de tal atitude. “Não recebi nenhuma oferta de valor para inserir dispositivos mais benéficos no Decreto dos Portos, ainda que em forma de doação de campanha eleitoral. Em tal hipótese, minha reação seria de enérgica repulsa, seguida da adoção das medidas cabíveis”.

Além de Temer, são investigados no mesmo inquérito o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, donos da Rodrimar, empresa que atua no Porto de Santos. Nas respostas enviadas, o presidente também disse não conhecer Mesquita. Além disso, afirmou que encontrou Grecco na festa de um amigo e que este não lhe fez nenhum pedido.

Após a abertura do inquérito, em setembro do ano passado, a Rodrimar S/A declarou que nunca recebeu qualquer privilégio do Poder Público e que o Decreto dos Portos atendeu a uma reivindicação de todo o setor de terminais portuários do país. “Ressalte-se que não foi uma reivindicação da Rodrimar, mas de todo o setor. Os pleitos, no entanto, não foram totalmente contemplados no decreto, que abriu a possibilidade de regularizar a situação de cerca de uma centena de concessões em todo o país”.

Ministério da Educação reconhece 50 cursos de ensino superior

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O Ministério da Educação oficializou o reconhecimento de 50 cursos de graduação. A regularização junto ao governo é requisito para que o diploma tenha validade nacional.

Segundo a portaria, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (18), entre os cursos beneficiados, 13 são de instituições públicas de ensino, como os de licenciatura em física, da Universidade Federal do Paraná, e de licenciatura em etnodesenvolvimento, da Universidade Federal do Pará. No total, incluindo instituições privadas, são oferecidas 617 vagas, das quais 202 estão concentradas nos três estados da Região Sul, 80 na Bahia, 30 em Goiás, 85 no Pará e 220 em Minas Gerais.

Para solicitar o reconhecimento de um curso, é necessário que a instituição de ensino superior já tenha ministrado metade da carga horária. O reconhecimento é renovado pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, vinculado ao ministério, que observa aspectos como a qualidade das instalações físicas disponíveis aos alunos, a organização didático-pedagógica e o perfil do corpo docente.

Rollemberg anuncia duas novas coordenações na Polícia Civil do Distrito Federal

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Estruturas, que passam a funcionar a partir desta sexta-feira (19), contribuirão para o combate à corrupção e a crimes contra o patrimônio

O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, criou nesta sexta-feira (19) duas coordenações dentro da estrutura da Polícia Civil: uma de combate à corrupção, crimes organizados e sonegação fiscal e outra de investigação de crimes contra patrimônio.

A medida, segundo Rollemberg, dará mais agilidade e eficiência à corporação. “É uma decisão de caráter técnico, extremamente transparente, que permite otimizar o combate à corrupção, seja ela na administração pública, com o crime organizado ou aqueles contra a ordem tributária”, disse em entrevista coletiva nesta manhã, no Palácio do Buriti.

A Coordenação de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e aos Crimes contra a Ordem Tributária será chefiada pelo delegado Fernando César Costa, que está na Polícia Civil há 19 anos e até então estava à frente da Delegacia de Roubos e Furtos.

A estrutura reúne trabalho de seções que já existiam e cria uma nova, inédita no País — a Divisão de Repressão a Facções Criminosas. As três unidades que já estavam em funcionamento são a Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado; a Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública; e a Divisão de Crimes contra a Ordem Tributária.

De acordo com Costa, a coordenação terá o efetivo de cerca de 80 agentes, além de aproximadamente 10 delegados e 10 escrivães.

Já a Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio, também criada hoje, é comandada pelo delegado Marco Aurélio Vergílio de Souza. Ela reúne as delegacias de Roubos e Furtos e de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos.

Agefis vai usar drone para monitorar ocupações e descarte de lixo irregulares

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Testado na tarde desta quinta (18), equipamento da Agência de Fiscalização do DF contribuirá para acelerar o trabalho de auditores

Para auxiliar as equipes e acelerar o trabalho de auditores, a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) passará a usar um drone.

Testado na tarde desta quinta-feira (18), o equipamento ajudará a monitorar o crescimento de parcelamentos irregulares do solo e pontos de descarte irregular de lixo.

A partir deste sábado (20), com o fechamento do aterro controlado do Jóquei, conhecido como lixão da Estrutural, a Agefis começará a usar o drone em áreas isoladas, como os pontos sujos — lugares baldios onde há descarte irregular de lixo.

O drone, modelo Phantom 4 Pro, já está licenciado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e foi comprado por R$ 12 mil. Segundo informações da marca, ele pode chegar à velocidade máxima de 72 quilômetros por hora e alcançar até 6 mil metros de altura.

Para atuar em áreas urbanas, como parcelamentos irregulares do solo, a Agefis aguarda uma licença especial.

A diretora-presidente, Bruna Pinheiro, acredita que a aquisição é importante para acrescentar novas tecnologias às ferramentas da agência.

“O drone vai nos dar imagens muito mais precisas do que as de satélite; com ele conseguimos detalhes, e tudo isso em tempo real”, avaliou durante o teste.

No caso das ocupações irregulares, ele será fundamental para ações de pronta resposta quando as obras ilegais ainda estão no início.

A equipe mostrou no local — próximo à área do antigo Jockey Club de Brasília — como será mais fácil identificar um ponto de descarte irregular de lixo com o equipamento. Da pista, não é possível visualizar o espaço.

“Se tem um carro da fiscalização, eles não entram. Mas o drone ninguém vê que está filmando”, complementou Bruna.

Com essa estratégia, ela explica que será possível identificar a placa do veículo e ter provas de quem fez o descarte irregular.

As punições vão de multa à apreensão do veículo. Esta última, segundo a diretora-presidente, é novidade e resultado de regras mais rigorosas implementadas pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

Em 2017, a Agência de Fiscalização emitiu 143 multas por descarte irregular de lixo, que somam cerca de R$ 450 mil. Os valores, no entanto, não foram pagos — a multa é aplicada ao condutor, e não à empresa responsável pelo veículo.

Por isso, a Agefis ressalta que a punição será mais eficaz agora, já que existe a possibilidade de apreender o veículo.

O combate às irregularidades também diminui a concorrência desleal, segundo a agência. “Quem descarta irregularmente quer aumentar o lucro, diminuindo, por exemplo, o percurso do local em que coletou para onde vai descartar. Às vezes quem faz correto tem que cobrar mais para levar até o lugar certo”, detalha a diretora-presidente.

Com a fiscalização, o DF reduziu os pontos sujos de 833 para 400. Além disso, desde 2015, 31,5 milhões de metros quadrados de áreas públicas ocupadas ilegalmente foram devolvidos à população.

Fim da crise hídrica: Sistema Produtor Corumbá está 72% executada

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Governador Rodrigo Rollemberg visitou as intervenções nesta quarta-feira (17). Segundo ele, captação de até 2,8 mil litros de água por segundo dará segurança hídrica para a capital federal pelos próximos 30 anos 

O Distrito Federal executou 72% de sua parte das obras daquele que deve ser o principal agente da segurança hídrica para as próximas décadas na capital federal: o Sistema Produtor de Água Corumbá.

Nesta quarta-feira (17), o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, vistoriou as construções da Estação de Tratamento de Água Valparaíso e da adutora de água tratada, ambas de responsabilidade do DF.

Segundo Rollemberg, o objetivo é concluir os trabalhos até o fim do ano. “Esta é a maior obra de captação de água em curso no Brasil e vai acabar com qualquer crise hídrica pelos próximos 30 anos”, disse.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, esteve no local para acompanhar o ritmo das intervenções. A captação da água em Luziânia (GO) e a construção de 12,7 quilômetros de adutora de água bruta são de responsabilidade do governo goiano.

As obras ficaram paralisadas por meses após suspeita de superfaturamento por parte de Goiás. Perillo assegurou, no entanto, que os trabalhos serão entregues a tempo. “Todos os ajustes necessários foram feitos. A sintonia entre os governos e as empresas é perfeita, vamos cumprir o cronograma.”

Também participaram da vistoria o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco; o ministro das Cidades, Alexandre Baldy; o diretor-presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF, Maurício Luduvice; e o presidente da Saneamento de Goiás S.A. (Saneago), Jalles Fontoura.

“O esforço de engenharia bem-sucedido feito pela Caesb tem dado versatilidade ao sistema de abastecimento de água do DF. [A chuva] foi importante, mas a recuperação do nível dos reservatórios não seria tão rápida se não fossem as obras”, disse.

Ele ressaltou que, desde janeiro de 2015, quando não havia perspectiva imediata de crise hídrica, separou recursos do primeiro financiamento que conseguiu, de R$ 500 milhões com o Banco do Brasil, para a obra do Sistema Corumbá.

“Fazia 16 anos que não havia investimentos em captação de água no DF. Bastou 3 anos de chuvas abaixo do nível para termos problemas. Entregamos duas outras captações — Lago Paranoá e Bananal — e inauguramos nessa segunda-feira o booster do Noroeste, para transpor ainda mais água para o Descoberto”, completou o governador.

O que são as obras do Sistema Produtor Corumbá

As obras do Sistema Produtor Corumbá são fruto de um consórcio entre DF e Goiás. Além da adutora de água tratada, cabe à Caesb a construção da Estação de Tratamento de Água, em Valparaíso (GO) e de 15,3 quilômetros de adutora de água bruta. A parte do DF está 72% executada.

Os 12,7 quilômetros restantes de adutora (97% executada), a captação e a estação de bombeamento (60% executadas), em Luziânia (GO), são de responsabilidade da Saneago.

O orçamento é de R$ 540 milhões, divididos de forma igualitária entre DF e Goiás.

“Esta obra é um grande desafio de união de forças entre os governos federal, do DF e de Goiás. Conseguimos retomar essas intervenções em 2015. Ela vai dar segurança hídrica para o DF e Entorno, além de garantir emprego e renda na região”, destacou o diretor-presidente da Caesb, Maurício Luduvice.

As regiões administrativas do DF que vão receber a água serão Gama e Santa Maria, em um primeiro momento; depois, Planaltina, Recanto das Emas e Riacho Fundo. Quatro municípios goianos do Entorno fecham a lista: Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama e Valparaíso.

As intervenções vão beneficiar cerca de 1,3 milhão de pessoas no início da operação do sistema — 650 mil no Distrito Federal e 650 mil em municípios goianos do Entorno. Em uma segunda etapa, esse número vai chegar a 2,5 milhões, metade em cada unidade da Federação.

Serão captados 2,8 mil litros de água por segundo na primeira etapa dos trabalhos — 1,4 mil para o DF e 1,4 mil para Goiás. Em um segundo momento, para além de 2018, chegarão a 5,6 mil litros por segundo, metade para cada um.

Maia quer mais envolvimento de governadores para aprovar Previdência

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Por Marquezan Araújo –

Durante viagem oficial aos Estados Unidos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), defendeu um envolvimento maior dos governadores na definição da agenda das reformas. À Rádio Nacional, Maia deu destaque à reforma da Previdência e afirmou que o governo continua na busca pelos votos necessários para aprovação da matéria.

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“O governo precisa reconstituir a base. Na ordem de 320 deputados. O governo deve ter, na base, algo em torno de 250, 260 deputados. Tem que recuperar para 330 para trabalhar os 308 votos”, disse o presidente da Câmara, que ainda deve se encontrar com autoridades, políticos e empresários no México.

Rodrigo Maia ainda ressaltou que o governo precisa ter mais articulação se quiser aprovar a reforma da Previdência. “A gente sabe que uma reforma da Previdência precisa do comando do governo. Não tem como se aprovar uma reforma da Previdência se o governo não tiver uma base organizada”, comentou.

A votação do texto da reforma está agendada para o dia 19 de fevereiro. Entre as sugestões de mudanças nas regras para se aposentar, está a que trata da idade mínimia. De acordo com a matéria, as mulheres receberiam o benefício aos 62 anos de idade. Já os homens, aos 65.

Para o economista e professor da Universidade de Brasília, César Bergo, atualmente, os brasileiros se aposentam muito cedo. “Você tem pessoas que estão se aposentando muito cedo. No mundo inteiro já se prova, através de experiências que esse não é um fator a ser desprezado para o equilíbrio das contas. Então eu colocaria a idade mínima em alguma ordem de prioridades da reforma da Previdência”, avaliou. Por isso, na visão do especialista, estabelecer uma idade mínima para ter acesso ao benefício é essencial para o equilíbrio das contas públicas.

Déficit Previdenciário

Projeções do Tesouro Nacional apontam que o rombo no setor previdenciário pode ter chegado a R$ 181,6 bilhões, no ano passado. Em 2016, o déficit R$ chegou a 149,73 bilhões, prejuízo 74,5% maior do que o registrado em 2015.

Tarifa de energia deve permanecer na bandeira verde até março, diz ministro

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A tarifa de energia elétrica deve permanecer na bandeira verde (sem custo adicional nas contas) até o fim do primeiro trimestre deste ano, afirmou hoje (16) o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Segundo o ministro, o volume de chuvas acima da média no fim do ano contribui para a permanência da tarifa.

O cenário já vinha sendo sinalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que anunciou, no fim de dezembro, que janeiro terá  bandeira verde.

Coelho Filho disse, durante visita à Usina Hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), que as as precipitações têm permitido a recuperação dos reservatórios das principais usinas do país.

“O sistema [elétrico nacional] é interligado, e a gente veio de cinco ou seis anos de chuvas abaixo da média nos maiores reservatórios, mas os resultados de novembro e dezembro e dos primeiros dias de janeiro têm sido muito animadores”, disse o ministro.

Em dezembro, vigorou a bandeira vermelha para o Patamar 1, quando são cobrados R$ 3 a cada 100 kWh.

Nos meses de outubro e novembro, vigorou a tarifa vermelha, no Patamar 2, o que implicou a cobrança adicional de R$ 5 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

A justificativa para a cobrança extra deve-se ao acionamento de usinas termelétricas que apresentam custo maior para a produção de energia. De acordo com a Aneel, com a chegada do período chuvoso, houve acréscimo no nível dos reservatórios, diminuindo a necessidade de acionamento das térmicas.

“O acionamento dessa cor indica condições favoráveis de geração hidrelétrica no Sistema Interligado Nacional. Mesmo com a bandeira verde, é importante manter as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica”, disse a Aneel, em nota no fim de dezembro.

Durante a visita a Itaipu, Coelho Filho participou da inauguração oficial do Centro de Inovação em Mobilidade Elétrica (CI-MES) e da assinatura de um acordo de cooperação, entre Itaipu e Ministério do Meio Ambiente, para a implantação do Programa de Mobilidade Sustentável nos Ministérios.

A iniciativa visa atender ao compromisso assumido pelo Brasil na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP-21), realizada em 2015, em Paris, de reduzir as emissões em 37%, para até 2025, e de 43% até 2030.

O programa será coordenado pelo de Minas e Energia e terá suporte técnico de Itaipu. Pelo menos 10 veículos elétricos da binacional serão cedidos para uso nos ministérios. Hoje, apenas o ministério conta com um modelo elétrico de Itaipu. “O meu carro oficial em Brasília é um veículo elétrico de Itaipu”, afirmou o ministro.