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Quase metade das viaturas da PCDF pode ficar parada por falta de manutenção, alerta Sinpol

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O serviço de manutenção de viaturas da da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está parado desde a última quinta, 19, quando venceu o contrato com a empresa que realizava esse tipo de serviço, segundo denúncia do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF).
Desde então, dezenas de veículos se acumulam na Divisão de Transporte (Ditran), sem qualquer previsão de retorno às delegacias e demais unidades. No local, até aquela data, 18 mecânicos terceirizados ficavam à disposição da Polícia Civil para consertar as viaturas.
A situação é grave e preocupante porque, segundo o Sinpol-DF, 40% da frota atual – que, no total, soma 1.300 veículos – tem mais de dez anos de uso e, por isso, precisam passar por reparos constantemente. Não há qualquer previsão, até agora, de um novo contrato para esse serviço.
Em algumas unidades, o trabalho, que já era prejudicado pela frota envelhecida, está comprometido. Um exemplo é a 13º Delegacia de Polícia (DP), localizada em Sobradinho I. Os dois camburões utilizados pelos policiais civis do plantão estão parados por causa de problemas mecânicos e, sem manutenção, não se sabe quando eles voltarão a ser utilizados.
Assim, não há como fazer o transporte de presos e nem como os policiais realizarem qualquer trabalho em áreas mais remotas, como a zona rural daquela cidade.
“Sem manutenção, quase metade da frota pode ficar parada. É mais um episódio que ilustra o sucateamento ao qual a PCDF foi submetida no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB)”, denuncia Rodrigo Franco, presidente do Sinpol-DF.
Segundo o dirigente, a corporação já vem, há anos, sofrendo com as constantes perdas de recursos, mesmo com o Fundo Constitucional sendo reajustado anualmente. Recentemente, uma licitação para a compra de 200 novos veículos para a PCDF foi suspensa pelo governador.
No ano passado, contudo, foram adquiridas 145 viaturas para a PMDF, cada uma custando R$ 110 mil. “À época, a recomendação era de que os veículos ficassem parados em alguns pontos da capital a fim de criar uma ‘sensação de segurança’ – até aqui, a única política adotada pelo governador para a Segurança Pública da capital do país”, afirma Franco.
Para o presidente do Sinpol, a falta de priorização, por parte da gestão Rolemberg, na Polícia Investigativa (PCDF) tem se refletido no aumento da sensação de insegurança sentido pela população. “A falta de gestão e comando da direção da PCDF, conivente com o atual Governo, também gera graves reflexos à sociedade, tais como a não contratação de serviços de manutenção, a falta de contratação de novos policiais e todo o sucateamento pela qual vem passando a Polícia Civil da Capital”, finaliza.

Eleições 2018: Frejat fora da disputa ao Buriti

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Pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, o médico Jofran Frejat (PR), 81 anos, manteve na manhã desta terça-feira, sua posição anterior e está mesmo fora da disputa ao Palácio do Buriti.

O grupo que apoiada Frejat está se reeorganizando, mas a tendência é que deve se dividir entre outras candidaturas.

Izalci Lucas (PSDB), Rogério Rosso (PSD) e Eliana Pedrosa (Pros) disputam o apoio dos partidos que estavam em torno de Frejat.

A coligação que lançaria Frejat é composta por PR, PP, MDB e DEM. Sem o médico como cabeça de chapa, os partidos terão de decidir quem apoiarão para o Buriti.

As convenções dos quatro partidos no Distrito Federal estão marcadas para 4 de agosto.

A decisão foi anunciada apos uma reunião entre Frejat e o presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto.

Frejat é o líder das pesquisas de intenção de voto. Ele já havia anunciado a desistência há uma semana, mas desde então aliados tentavam fazer com que Frejat reconsiderasse a decisão. A definição de hoje  é definitiva.

Pela 1ª vez Brasília recebe Venezuelanos vindos de Roraima

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Por Carolina Gonçalves

Cinquenta imigrantes serão recebidos hoje às 13h30 pela organização Aldeias Infantis SOS, em Brasília, que atende prioritariamente famílias com crianças. Outros 36 venezuelanos, incluindo mulheres e crianças, estão sendo levados para a Casa de Acolhida Papa Francisco, administrada pelo Programa de Atendimento a Refugiados da Cáritas, no Rio de Janeiro. Um total de 131 venezuelanos deixam Roraima no processo de interiorização.
Em Cuiabá, 24 pessoas ficarão no Centro Pastoral do Migrante. Os demais 21 venezuelanos têm como destino São Paulo, onde serão abrigados na Casa do Migrante Missão Paz.Um total de 130 venezuelanos embarcam em Boa Vista, Roraima, – onde estão alojados desde que chegaram ao Brasil em busca de novas oportunidades de vida – com destino a abrigos distribuídos em quatro capitais do país. O transporte dos migrantes está sendo feito em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Entre abril e julho deste ano, o processo de interiorização dos migrantes que pediram refúgio ou residência no Brasil, já envolveu 690 venezuelanos que foram levados de Roraima, por onde a maioria chega ao país, para outras cidades. A maioria deles (267) foi para São Paulo, outros 165 para Manaus (AM), 95 para Cuiabá, 69 para Igarassu (PE), 44 para Conde (PB) e 50 ao Rio de Janeiro (RJ). O acolhimento depende do interesse das cidades de destino em participar do processo e da existência de vagas em abrigos.

Em nota, a Casa Civil da Presidência da República informou que, antes do acolhimento, são feitas reuniões com autoridades locais e coordenação dos abrigos para definição de detalhes sobre atendimento de saúde, matrícula de crianças em escolas, ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

Meirelles: Propostas irresponsáveis de candidatos ao Planalto causam instabilidade econômica

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Por Juliana Gonçalves

Próximo da convenção do MDB que deve oficializar Henrique Meirelles como candidato ao Planalto, o ex-ministro da Fazenda concedeu entrevista nesta segunda-feira (23) à Gazeta do Povo, do Paraná. Ao ser questionado pelos jornalistas o porquê da reforma Trabalhista, aprovada no ano passado, ainda não ter surtido o efeito esperado, Meirelles disse que a incerteza eleitoral causa desconforto na população por conta da instabilidade na economia.

Meirelles afirma que a diminuição das ofertas de emprego foi reflexo da greve dos caminhoneiros, em maio deste ano, mas que também houve diminuição por conta da postura de candidatos ao Planalto que querem voltar com medidas políticas que causaram recessão no país, a exemplo da revogação do teto de gastos. Sendo assim, a incerteza eleitoral faz empresários repensarem as atitudes, pensando na conseqüência caso a reforma Trabalhista seja cancelada.

“Quando esses candidatos começaram a fazer essas propostas, aí sim, o Brasil teve sua economia caindo. Por razões óbvias. Quantas pessoas não me disseram isso: “Eu estava pensando em comprar uma televisão financiada, um fogão, uma geladeira… Mas como eu não sei se vou ter emprego no ano que vem, esse ano de eleição está meio complicado, então eu vou adiar a minha compra”. Ou ainda o empresário, que ia comprar uma máquina, já com tudo pronto e falava “vou adiar [a compra] e esperar o resultado da eleição”. Isso tudo leva à diminuição do ritmo da atividade econômica. E esta é a realidade, sim. E eu responsabilizo, sim, essas propostas irresponsáveis que estão sendo feitas como a maior razão e causa desta diminuição desse ritmo da atividade”, criticou.

Meirelles ainda cita as propostas de governo, caso seja eleito. A prioridade é garantir a restauração do emprego, segurança pública, investimentos em saúde pública e educação. Segundo o ex-ministro da Fazenda, é uma obrigação de qualquer governo oferecer melhores condições para os cidadãos. Ao falar de reformas, o presidenciável defendeu mudanças nas leis previdenciárias.

“A reforma da Previdência é importantíssima para o país, e não são os analistas que dizem, eu fiz a proposta, e fui o primeiro a dizer. Agora, a reforma da Previdência não é algo que tem um efeito de curtíssimo prazo, ela não vai ter efeito esse ano, imediatamente, e reforma tem um efeito que vai se acentuando ao longo dos anos. Agora, se não for feita a reforma, teremos problemas gravíssimos do país”, avaliou.

Henrique Meirelles também citou que deve investir na simplificação tributária para garantir a estabilização da economia no país. Para lançar sua candidatura, ele precisará de pelo menos metade mais um dos votos dos delegados do MDB na convenção nacional do partido, marcada para 2 de agosto.

Partidos definem como vão utilizar fundo eleitoral; total chega R$ 1,71 bilhão

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Por Samanta do Carmo

Vários partidos já definiram como vão repartir entre seus candidatos o dinheiro do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Neste ano, R$ 1,71 bilhões sairão dos cofres públicos para financiar as campanhas eleitorais.

O MDB, que vai receber a maior fatia, R$ 234 milhões, anunciou no início do mês que não vai dar recursos para as campanhas à Presidência da República e governos estaduais.

O PP vai garantir R$ 2 milhões para cada candidato à reeleição como deputado federal, e vai dar bônus de 2,5% para cada vez que estes deputados votaram conforme a orientação do partido na Câmara. Segundo a resolução, a estratégia é valorizar a fidelidade partidária.

A professora de Ciência Política da Universidade Estadual de São Paulo, Unesp, avalia que quando o Congresso estabeleceu as regras gerais para divisão do dinheiro entre os partidos, já havia a tendência de valorizar os atuais parlamentares.

O PSol criou faixas de prioridades entre as regiões do país. A campanha para o Governo do Rio de Janeiro e para o Senado pelo Pará têm prioridade 1 e por isso vão receber mais recursos. O partido definiu que os diretórios estaduais devem estabelecer regras para valorizar candidaturas de negros, indígenas e LGBTs.

O Democratas deve destinar o piso de R$ 2,5 milhões para cada candidato a governador e a direção nacional fica livre para incrementar o valor de acordo com o desempenho do candidato ao longo da campanha.

O PSB só vai direcionar dinheiro para os candidatos a deputado estadual que estiverem apoiando integralmente candidatos do partido à deputado federal.

Adriano Oliveira, professor de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco, diz que o aumento do poder das cúpulas partidárias é um transtorno trazido pelo financiamento público.

Todos os partidos são obrigados a destinar no mínimo 30% do Fundo para a campanha de mulheres. Mas, se o percentual de mulheres for maior do que isso, a parcela deve ser proporcional. Ou seja, se são 40% de candidatas, elas receberão, 40% do Fundo.

O Democratas e o PP, por exemplo, pedem que os candidatos indiquem uma lista de mulheres para quem eles querem destinar nominalmente o recurso extra, que será inicialmente reservado para os homens.

Podemos aposta em André Brandão para Câmara Legislativa do DF

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A maioria dos gestores tem visão imediatista, planejam a curto prazo. São ações realizadas apenas para apagar o fogo naquele momento. Temos que ter visão de futuro, afirma André Brandão

Por Delmo Menezes

O pleito deste ano promete fortes emoções. Pesquisas apontam que no Distrito Federal a renovação na Câmara Legislativa será em torno de 60%. De acordo com especialistas, um dos motivos do elevado percentual, são os escândalos que vieram a público como o da “Operação Drácon”, e a exigência por parte da população de renovação da classe política.

No chamado ranking da renovação, alguns pré-candidatos a deputado distrital, ganham destaque especial, pois conseguem passar à sociedade, uma imagem positiva de bons gestores e experiência política, mesmo sem nunca terem ocupado uma cadeira na CLDF.

Neste ranking, destaca-se o jovem engenheiro André Brandão que disputa uma eleição pela primeira vez. Brasiliense, 36 anos, morador do Guará, casado e pai de três filhos, graduado em engenharia elétrica com ênfase em computação e pós-graduado em Administração Pública.

“Temos que acreditar que a renovação será o ponta-pé inicial para uma melhor gestão pública e direção para um futuro de qualidade de vida aos cidadãos”, relata o ex-administrador do Guará.

Apesar de jovem, André Brandão foi diretor da Câmara Legislativa do DF, presidente da TCB e administrador regional do Guará e SIA. Em sua gestão de dezembro de 2015 a novembro de 2017, foi eleito o melhor administrador que já atuou no Guará que é considerada a 3ª região administrativa em qualidade de vida do Distrito Federal.

“Temos que ter visão de estadista. A maioria dos gestores tem visão imediatista, planejam a curto prazo. São ações realizadas apenas para apagar o fogo naquele momento. Temos que ter visão de futuro. Precisamos criar um planejamento para médio e longo prazo”, afirma Brandão.

O pré-candidato do PODEMOS, é umas das apostas no ranking de renovação a ocupar uma das vinte e quatro cadeiras na Câmara Legislativa do DF no pleito de outubro.

Da Redação do Agenda Capital

Dias Toffoli assume presidência do Supremo interinamente

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Por André Richter

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, assumiu hoje (23) o comando da Corte interinamente. Até o final da semana, Toffoli ficará responsável por decidir questões urgentes que chegarem ao plantão do tribunal. Neste mês, o Supremo está em recesso, e os trabalhos serão retomados no dia 1º de agosto.

Em função do período de recesso, a Corte deveria estar sob o comando da presidente, Cármen Lúcia, no entanto, a ministra teve de assumir a presidência da República interinamente em função da viagem do presidente Michel Temer ao México.

Cármen Lúcia, terceira na linha sucessória, assumiu interinamente a Presidência da República em função da legislação eleitoral. Como o cargo de vice-presidente está vago, a primeira pessoa da linha sucessória no país é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o segundo, o do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

No entanto, a legislação eleitoral impede a candidatura de ocupantes de cargos no Executivo nos seis meses que antecedem as eleições. Dessa forma, se Maia ou Eunício assumissem a Presidência, ficariam inelegíveis e não poderiam disputar as eleições de outubro.

Cármen Lúcia tem agenda de trabalho a partir das 14h, no Palácio do Planalto. Entre as autoridades que receberá estão os governadores do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori; do Piauí, Wellington Dias, e de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Em setembro, Dias Toffoli assumirá a cadeira de presidente do STF por dois anos em função do término do mandato de Cármen Lúcia, que começou em 2016.

Energia solar para condomínios da Saída Norte do Distrito Federal

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Financiada em até 10 anos, solução de energia solar promete redução de 95% na tarifa de energia elétrica, já no primeiro mês de funcionamento

A Urbanizadora Paranoazinho (UP), proprietária da região onde encontram-se mais de 50 condomínios, na saída norte do DF, acaba de lançar uma solução, denominada UP Solar, para viabilizar a instalação de energia fotovoltaica nos condomínios em processo de regularização fundiária.

 A iniciativa foi apresentada aos moradores do Morada dos Nobres, no início deste mês, com o propósito de tornar o condomínio um modelo na produção de energia limpa no Distrito Federal.

Para viabilizar o projeto, a UP firmou convênio com empresas do ramo de energia solar, a EcoEnerg e a PV Tech do Brasil. De acordo com Ricardo Birmann, presidente da UP, a empresa incentiva a sustentabilidade, por meio do uso de energias renováveis, por fazer parte do modelo de desenvolvimento que propõe para a região do Colorado-Sobradinho. “Na realização de nossos projetos, sempre prezamos pela sustentabilidade, e na questão da regularização fundiária não poderia ser diferente”, afirma.

A iniciativa beneficia os condomínios da região por meio do oferecimento de condições especiais de pagamento, financiamento em até 10 anos – a uma taxa de 1,14% ao mês, e descontos exclusivos aos moradores de condomínios que tenham optado pela regularização fundiária.

Deuselita Martins, síndica do condomínio Morada dos Nobres, avalia que os moradores ficaram muito interessados na implantação do modelo. Ela conta que já havia pesquisado sobre soluções de energia solar em outros momentos, mas o preço de instalação sempre foi uma das principais barreiras para a sua aquisição. “Financeiramente, eu achava inviável. Porém, agora com o projeto UP Solar percebo que o preço ficou bem mais acessível. A viabilidade econômica para instalação do serviço e a economia gerada são bem claras e atraentes na proposta”, comemora.

A economia é um dos principais atrativos para implantação do projeto, pois já no primeiro mês de funcionamento pode gerar uma redução de até 95% na conta de luz da concessionária da rede elétrica. Outro fator importante é a durabilidade que os produtos oferecem. “A garantia das placas é de 25 anos. Mas a vida útil desses aparelhos pode durar até cinco décadas”, afirma Paulo Lopes, diretor executivo da EcoEnerg.

Saulo Lino, CEO da PV Tech, afirmou estar animado com a receptividade dos moradores. “Já participei de várias reuniões como essa, mas é a primeira vez que finalizo uma apresentação com tantos interessados”. De acordo com o empresário, “a solução vai trazer uma melhora substancial na qualidade da energia oferecida nos condomínios, evitando oscilações comuns na rede elétrica local”, salienta.

Justamente as oscilações de energia, também conhecidas como “picos”, são consideradas um dos grandes problemas na região, como relata o morador Roberto Cavalcante. “A nossa energia atualmente é muito ruim, inclusive os picos que acontecem na rede elétrica local danificam os transformadores e cabos da rede. No último ano, perdi mais de seis aparelhos em casa por conta dessas oscilações”, reclama.

O morador Ronaldo Barros destaca os benefícios para o meio ambiente e para o bolso. “Além de se tratar de uma solução sustentável para a geração de energia, também é uma alternativa economicamente saudável”, elogia.

Para saber mais sobre o UP Solar e solicitar uma visita técnica, os interessados deverão acessar o site: www.upsa.com.br/upsolar 

Novo período para saque do abono salarial 2016 começa dia 26 de julho

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Por Andreia Verdélio

O prazo para o pagamento do abono salarial ano-base 2016 foi prorrogado e os trabalhadores poderão sacar o benefício a partir desta quinta-feira (26). O dinheiro ficará disponível até 30 de dezembro. Quase 2 milhões de trabalhadores não retiraram os recursos, o que corresponde a 7,97% do total de pessoas com direito ao benefício. O valor ainda disponível chega a R$ 1,44 bilhão.

O pagamento do abono do PIS/Pasep começou em 27 de julho de 2017 e terminou no último dia 29 de junho, mas foi aberto um novo período pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Este é o terceiro ano consecutivo em que ocorre prorrogação. No ano passado, essa mesma medida foi tomada.

Os empregados da iniciativa privada, vinculados ao Programa de Integração Social (PIS), sacam o dinheiro nas agências da Caixa Econômica Federal. Para saber se tem algo a receber, a consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou no telefone 0800-726-0207.

Para os funcionários públicos vinculados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet e pelo telefone 0800-729-0001.

Tem direito ao abono salarial quem trabalhou formalmente por pelo menos um mês em 2016 com remuneração média de até dois salários mínimos. O valor que cada trabalhador tem para sacar depende de quanto tempo ele trabalhou. Quem trabalhou o ano todo recebe o valor cheio, que equivale a um salário mínimo (R$ 954). Quem trabalhou por apenas 30 dias recebe o valor mínimo, que é R$ 80.

Além do tempo de serviço, para ter direito ao abono de 2016, o trabalhador deveria estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O abono salarial do PIS/Pasep é um benefício pago anualmente com recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), abastecido por depósito feitos pelos empregadores do país. Além do abono salarial, o FAT custeia o programa de Seguro-Desemprego e financia programas de desenvolvimento econômico. Os recursos do abono que não são sacados pelos trabalhadores no calendário estabelecido todos os anos retornam para o FAT, para serem usados nos demais programas.

Abono salarial 2017

Vale lembrar que o pagamento do benefício referente ao ano-base 2017 também começa na próxima quinta-feira. A estimativa é que sejam destinados R$ 18,1 bilhões a 23,5 milhões de trabalhadores.

Conforme o calendário de pagamento, quem nasceu de julho a dezembro, recebe o benefício ainda este ano. Já os nascidos entre janeiro e junho, terão o recurso disponível para saque em 2019. Em qualquer situação, o dinheiro ficará à disposição do trabalhador até 28 de junho de 2019, prazo final para o recebimento.

Quando a esquerda sobrevive das palavras

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Por Fernando Rizzolo

Acredito que, entre todos os textos que escrevi até hoje, nunca tenha me debruçado sobre o porquê de a retórica esquerdista haver sobrevivido e ter sido tão atrativa na história do mundo como foi na América Latina. Hoje, graças a uma insônia, comecei a refletir não sobre a disputa eleitoral que estamos já vivenciando, tampouco sobre seus candidatos, mas fiz uma profunda análise, se é que isso pode ser chamado de análise, ou observação, em relação ao que mais me fascina no mundo da retórica esquerdista na defesa de seus “ideais”, sempre como costumamos dizer, repletos de “segundas intenções”.

É realmente interessante, e explica muito os motivos da engenhosa postura da esquerda no mundo, sua astúcia na impregnação de conceitos nas lacunas da sociedade que me parece às vezes “pega de surpresa”, pois esses intelectuais esquerdistas sempre se anteciparam em lograr argumentos para manipular, em ambiente fértil, no qual os incautos poderiam enfim se aliar a suas causas.

Thomas Swell é um economista norte-americano, crítico social, filósofo político e autor liberal conservador. Nasceu na Carolina do Norte, mas cresceu em Harlem. Graduou-se em Economia na Universidade de Harvard em 1958 e depois fez mestrado em economia pela Universidade de Columbia. Como intelectual e negro, sempre foi contra as ações afirmativas, e seus textos são de uma genialidade ímpar ao fazer uma exegese do pensamento retórico esquerdista no decorrer dos anos desde o século XVIII.

No Brasil a esquerda sempre se utilizou das argumentações bem pensadas, antes de colocá-las em prática. Uma das curiosidades é que o PT, por exemplo, assim como os demais partidos de esquerda – que na verdade nunca foram de esquerda, pois nunca existiu uma direita forte no Brasil –, sempre se referiu a seus adversários como “Conservadores”. Essa era a palavra mais usada e em palanques diziam que o “conservadorismo estava arraigado no Brasil”, que as “atitudes conservadoras” eram culpadas pela miséria, que banqueiros conservadores usurpavam os pobres, e assim por diante, num país em que o Conservadorismo nunca existiu!

Só hoje, em 2018, é que os conservadores mostram sua cara, falam o que pensam, defendem suas ideias e seus ideais, demonstrando coragem e indignação pelo fato de a esquerda haver destroçado nosso país com a corrupção, a ladroagem e a politicagem, saqueadoras do erário público.

Portanto, desde que surgiram os Conservadores no Brasil, a esquerda jamais voltou a usar o termo conservador para desqualificar adversários, como outrora fazia, pelo simples fato de que hoje se materializou o Conservadorismo no Brasil, e então teriam que debatê-lo.

Desmascarar as táticas da esquerda sempre foi um trabalho muito bem elaborado pelo conservador Thomas Swell, falar sobre pobres, gays, índios, jogar ricos contra pobres, exaltar a ideologia de gênero, agora uma tímida defesa da pedofilia, ser radicalmente a favor do desarmamento, em justificativas  agregadas de elementos pseudointelectuais, preenchendo lacunas setoriais numa arrogância de se alçarem “pensadores do bem”; esta é a tática de se mostrar culta, pensadora e inovadora em meio a uma cultura pobre de pensamento, colocando-se como a dona da verdade, fazendo dos incautos vítimas de seus desígnios mais espúrios, usando a democracia e a liberdade para implantar uma ditatura implacável. Por isso, candidatos conservadores que existem de verdade hoje no Brasil e no mundo, como Trump, desestabilizam os argumentos frágeis nas convicções ideológicas esquerdopatas na estratégia de tomada dos poderes.

E para finalizar, amigos, e voltar a dormir, pois escrevo de madrugada, lembro-me de uma famosa frase de Swell ao se referir à liberdade: “A liberdade custou muito sangue e sofrimento para ser renunciada por uma retórica tão barata”. E como tudo que é barato se prolifera, o custo do Conservadorismo é ainda alto num país em que ele só agora surge.

Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, Mestre em Direitos Fundamentais, Professor de Direito