Estado melhorou posições nos dados de criminalidade e agora aparece só atrás de SP e SC na classificação geral
Após forte melhora, em relação a outros Estados, em indicadores de segurança, o Distrito Federal superou o Paraná e aparece em 3º lugar na edição 2018 do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e a Economist Intelligence Unit. Em 2017, a Unidade da Federação era o 4º colocado.
O estudo foi lançado na sexta-feira (14), na sede da B3, em São Paulo.
No pilar de “Segurança pública”, O Distrito Federal saltou da 9ª para a 3ª colocação. A alta foi puxada sobretudo pela melhora no posicionamento nos indicadores relativos a déficit carcerário e segurança pessoal e patrimonial.
A Unidade da Federação ainda continua na 1ª colocação nos pilares “Capital humano” e “Sustentabilidade ambiental” e apresentou melhora em “Potencial de mercado” (6º para 5º) e em “Infraestrutura” (11º para 8º). Neste último pilar, o CLP destaca que, apesar dos indicadores mostrarem que a maior parte da população tem acesso a serviços de telecomunicações, energia elétrica e saneamento básico, as taxas cobradas pelos serviços são muito altas.
Em “Eficiência da máquina pública”, o Distrito Federal permanece na 5ª colocação.
Em três quesitos, a Unidade da Federação perdeu posições: “Sustentabilidade social (4º para 6º), “Educação” (5º para 7º) e “Inovação” (6º para 7º). Apesar da queda, em sustentabilidade social, o DF apresentou saldo positivo nos indicadores de segurança alimentar e na avaliação da quantidade de famílias vivendo abaixo da linha de pobreza.
O pior desempenho do Distrito Federal ocorre em “Solidez fiscal”, pilar no qual permaneceu na 22ª colocação.
Finalista em Prêmio Excelência
Além do bom desempenho, o Distrito Federal esteve entre os finalistas do Prêmio de Excelência e Competitividade, entregue durante o anuncio do Ranking, com o case de Sistema de Gestão de Ouvidoria do Distrito Federal – SIGO/DF e o OUV-DF.
O projeto tem como objetivo garantir a participação popular e contribuir para desenvolver a cultura de cidadania e aprimorar os serviços prestados à população.
Criado por meio da lei distrital nº 4.896/2012, o OUVI-DF é uma plataforma interativa na qual o cidadão pode registrar e acompanhar a sua reclamação e responder uma pesquisa de satisfação.
Trata-se do primeiro sistema público informatizado de ouvidoria do Brasil, que agiliza o contato entre o governo local e a população e utiliza as manifestações registradas como subsídio para a criação de novas políticas públicas.
A adoção do sistema trouxe economia na folha de pagamentos, pois o custo para o desenvolvimento do software equivale a 10% do valor estimado de contratação de uma empresa especializada.
Outro benefício para população da capital nacional é a diminuição do tempo de espera por respostas das manifestações que é de 15 dias, cinco a menos do que manda a lei.
Por meio do Prêmio Excelência em Competitividade, o Centro de Liderança Pública visa reconhecer publicamente iniciativas dos estados brasileiros que, mediante seus reais desafios, buscaram realizar políticas públicas que trazem impactos positivos à população e que fomentam a Competitividade.
Foram mais de 90 cases inscritos, além do DF, entre os finalistas na categoria Destaque Boas Práticas ficaram: Rio Grande do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco e São Paulo. Tendo como vencedores, o Paraná, pelo uso de tecnologia avançada de análise de dados no Fisco Estadual; o Pará, com o programa Pará Profissional, e o Pernambuco, com o Programa de Fortalecimento da Gestão Escolar.
Os resultados completos do ranking estão disponíveis no site: http://www.rankingdecompetitividade.org.br/
Sobre o Ranking
O Ranking de Competitividade dos Estados é uma das principais ferramentas de avaliação da gestão pública do Brasil, e busca pautar a atuação de líderes públicos em 10 áreas-chave. Disponível em uma plataforma online, o ranking traz um diagnóstico completo das performances estaduais em 68 indicadores distribuídos entre os pilares de Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal, Segurança Pública e Sustentabilidade Social.




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