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Carro suspeito de ter sido usado no assassinato de vereadora é localizado em MG

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A Polícia Civil de Minas Gerais informou ter localizado na cidade de Ubá, região da Zona da Mata, um carro suspeito de ter sido usado nos assassinatos da veredora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes na última quarta-feira (14) no Rio de Janeiro.

O veículo tem características semelhantes – como cor e modelo – ao que foi usado no crime.

Policiais do Rio foram informados da apreensão e uma equipe foi deslocada para o município mineiro hoje (18). De acordo com a polícia de Minas, o veículo ainda será periciado e não é possível confirmar se realmente é o carro que participou da emboscada.

Crime

Na última quarta-feira, a vereadora Marielle Franco foi morta com quatro tiros na cabeça, quando ia para casa no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, retornando de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa. A parlamentar viajava no banco de trás do carro, quando criminosos emparelharam um veículo com o carro da vítima e dispararam nove vezes. O motorista do veículo, Anderson Gomes, também morreu. Uma assessora que também estava no carro sobreviveu.

A Polícia Civil do Rio já tem imagens do momento em que Marielle saía do encontro. Elas mostram que o carro onde estava a vereadora foi seguido por outros dois automóveis. Até agora as primeiras informações sobre as investigações apontam para crime premeditado.

Disque Denúncia

O Portal dos Procurados do Disque Denúncia divulgou um cartaz para receber informações que possam ajudar nas investigações da Polícia Civil, que tem à frente a Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Quem tiver qualquer informação que possa ajudar na identificação ou localização dos assassinos, pode usar o Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099 ou também o número da Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177. Outras opções são a página do Portal dos Procurados no Facebook e o aplicativo Disque Denúncia-RJ. O portal garante o anonimato.

Brasilienses e moradores do Entorno do DF participam da Corrida pela Água

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“Corredor é assim: eu nunca te vi. Você é corredor e, portanto, é meu irmão desde que nasceu”. Foi com esse lema que Sidney Aguiar, morador do Entorno do Distrito Federal e corredor desde 2004, participou da Corrida e Caminhada pela Água, na Esplanada dos Ministérios, que reuniu, na manhã de hoje (18), 4 mil pessoas, de acordo com a organização.

O circuito de 5 quilômetros marca o início das atividades do 8º Fórum Mundial da Água, que vai até o dia 23 deste mês.

Sidney Aguiar, que organiza corridas em Santo Antônio do Descoberto (GO), diz que sempre tenta privilegiar a realização das provas em regiões arborizadas e com água. “Há um percurso de 15 quilômetros que tem uma capelinha e uma cachoeira. É a coisa mais linda do mundo. Você passa por um boqueirão de mato, só escuta passarinho cantando”, contou.

Brasília - Corrida e Caminhada pela Água, na Esplanada dos Ministérios. O evento faz parte da programação do 8 Fórum Mundial da Água (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Corrida e Caminhada pela Água, na Esplanada dos Ministérios. O evento faz parte da programação do 8º Fórum Mundial da Água (Foto Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
 

Outro participante foi o autônomo Getúlio Rocha, amigo de Sidney, que foi acompanhado de diversos membros do grupo de corredores BoraToDentro, formado por moradores de Ceilândia e Taguatinga, e da mãe, Celcina Rocha, de 71 anos.

O professor de educação física Marcos Roberto levou a mulher e os dois filhos pra corrida. Ele espera que o Fórum Mundial da Água ajude a sociedade brasiliense a discutir o racionamento de água, que atinge a capital federal há mais de um ano.

“Chegou essa questão da crise justamente por não ter planejamento, então, nesse fórum, eu acredito que no futuro possa ter um melhor planejamento”, afirmou Marcos Roberto.

O técnico em informática Samuel Valério também lembrou o racionamento em Brasília e disse que todo mundo tem que ter responsabilidade com a água.

“É muito importante as pessoas se conscientizarem do quanto é importante a água, o recurso da água para gente”, disse.

Os três primeiros colocados de cada modalidade ganharam um troféu, e os demais participantes, uma medalha. A inscrição foi gratuita, mas os participantes poderiam doar alimentos não perecíveis durante a retirada do kit da corrida. As doações, segundo a organização, serão entregues a instituições sociais.

Além da corrida e caminhada na Esplanada, outros eventos esportivos estão ocorrendo na Orla da Ponte JK, como vela, canoagem e natação. A ideia é conscientizar sobre a preservação e uso sustentável do Lago Paranoá.

Brasília - Eventos esportivos e de entretenimento na orla do Lago Paranoá fazem parte do 8 Fórum Mundial da Água (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Eventos esportivos e de entretenimento na orla do Lago Paranoá fazem parte do 8º Fórum Mundial da Água (Foto Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
 

Lideranças femininas recebem certificado de reconhecimento do governo

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Cinco mulheres com trabalhos relevantes para a população de Brasília receberam o documento das mãos do governador Rodrigo Rollemberg na tarde desta sexta (16)

O governador Rodrigo Rollemberg entregou, na tarde desta sexta-feira (16), cinco certificados de reconhecimento a lideranças femininas pela contribuição delas à sociedade. A cerimônia ocorreu no Palácio do Buriti.

Cinco mulheres receberam das mãos do governador Rollemberg certificados de reconhecimento pela liderança em seus segm
Cinco mulheres receberam das mãos do governador Rollemberg certificados de reconhecimento pela liderança em seus segmentos. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

No dia 8, o governador já havia entregue o certificado a outras dez mulheres. “Eu queria agradecer, em nome da população de Brasília, a contribuição e o trabalho de todas vocês”, disse ele.

A professora aposentada Dinorá Couto foi uma das homenageadas. Fundadora da Biblioteca Braille Dorina Nowill, em 1995, em Taguatinga, hoje ela é voluntária na instituição.

Dinorá também criou a primeira Academia Inclusiva de Autores Brasilienses. Ela ministra oficinas de leitura em visitas às escolas de Brasília, nas quais também fala dos espaços que criou.

A coronel do Exército Carla Beatriz Medeiros de Souza foi outra agraciada. Ela demonstrou surpresa com a homenagem. “É um importante reconhecimento. Fico feliz de terem escolhido uma mulher militar.”

“É um reconhecimento importante. Fico feliz de terem escolhido uma mulher militar”Carla Beatriz Medeiros de Souza, coronel do Exército Brasileiro

Carla integrou a primeira turma de formação com mulheres no Exército e também foi pioneira no posto de coronel. Ela foi ainda a única militar brasileira a participar da missão de paz no Haiti.

O reconhecimento foi dado ainda à professora Regina Aparecida, especialista em educação infantil há 47 anos. “Vou coroar minha estada na Secretaria de Educação com chave de ouro”, disse, ao se referir ao certificado e ao último ano em que ficará na pasta.

A terceira professora a receber a homenagem foi Maria Rosane Marques, que desenvolveu o projeto Em defesa do Córrego Guará, premiado internacionalmente, que será apresentado durante o 8º Fórum Mundial da Água.

O evento ocorrerá em Brasília de 18 a 23 de março, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha e no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

A chefe da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, Sandra Gomes Melo, também foi agraciada com o certificado. Delegada há 22 anos, ela implementou a Lei Maria da Penha em Brasília e instituiu os protocolos de atendimento as vítimas de violência doméstica.

Fórum Mundial da Água começa neste domingo em Brasília

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O 8º Fórum  Mundial da Água, que começa neste domingo (18), em Brasília, deve reunir cerca de 45 mil pessoas interessadas no tema da água. Desse total, 10 mil são especialistas vindos de mais de 100 países que estarão debatendo diferentes teses sobre a questão da água, em vários painéis ao longo da semana. O fórum é o maior evento relacionado ao tema e tem a chancela do Conselho Mundial da Água (CMA), organismo internacional responsável pelo acompanhamento da questão em todo o mundo há mais de 30 anos. Esta é a primeira vez que o fórum ocorre em um país do Hemisfério Sul, desde sua estreia em 1997, na cidade de Marrakesh, no Marrocos.

Atualmente, o presidente do CMA é o brasileiro Benedito Braga, professor titular de engenharia civil e ambiental na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e também secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do estado de São Paulo. Para ele, o grande objetivo do fórum é “aproximar a comunidade científica e técnica da comunidade tomadora de decisão”, ou seja, a classe política. Por essa razão, os governos de diferentes países foram convidados e estarão representados por chefes de Estado e ministros. Segundo Braga, é preciso “motivar os governantes para a importância da água para destinar recursos para as obras hídricas necessárias”.

Crise hídrica

Quando foi escolhida para sediar o Fórum Mundial da Água, Brasília ainda vivia tempos de abundância em suas torneiras, situação que mudou drasticamente a partir da crise hídrica provocada pela escassez de chuvas no verão de 2016/2017. Para evitar um colapso no abastecimento da cidade, medidas de restrição tiveram que ser tomadas e hoje, mesmo com a recuperação parcial dos reservatórios do Distrito Federal, a cidade ainda enfrenta racionamentos. Para o biólogo Paulo Salles, diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), receber o evento neste contexto está longe de ser constrangedor.

“Na verdade, isso é muito bom porque nós estamos num momento muito significativo, um momento de muito aprendizado que significa duas coisas: primeiro, compreender que estamos vivendo um período difícil para o planeta inteiro. E, segundo, que estamos aprendendo com a crise hídrica”.

O professor, que tem doutorado em Ecologia pela University of Edimburgo, na Escócia, lembra que “a água é parte da economia, é parte da política, da organização das instituições, e nós não percebíamos isso porque ela não faltava”. Salles faz questão de frisar que crises hídricas vêm ocorrendo em várias partes do mundo atualmente. Por isso, o fórum é um momento  para favorecer as trocas de experiências, compartilhar projetos, ideias e soluções para permitir o enfrentamento de dificuldades do futuro.

Vila Cidadã

Brasília - Vila Cidadã receberá o Green Nation, que permitirá ao visitante simular um voo de asa delta sobre uma floresta e uma usina hidrelétrica (Valter Campanato/Agência Brasil)
Vila Cidadã receberá o Green Nation, que permitirá ao visitante simular um voo de asa delta sobre uma floresta e uma usina hidrelétrica (Foto Valter Campanato/Agência Brasil)
 

O evento também quer mobilizar o cidadão comum, ou “todo mundo que bebe água”, como diz Lupércio Ziroldo, um dos governadores brasileiros do Conselho Mundial da Água e presidente da Rede Brasil de Organismos de Bacias Hidrográficas.

Para isso, o fórum decidiu abrir espaço para a população participar. Foi assim que nasceu, durante a sexta edição do Fórum, em 2012, em Marselha, na França, a ideia do Fórum Cidadão, que seria a ponte dos especialistas e governantes com a comunidade dos que “bebem água”. A ideia é educar as pessoas de modo a evitar que se chegue ao ponto de precisar entender de água somente quando ela falta. Quando assumiu a coordenação do Fórum Cidadão, no âmbito do 8º FMA, Ziroldo e sua equipe pensaram em criar um espaço físico que fosse como um ponto de encontro. Surgiu assim a Vila Cidadã, com acesso gratuito de visitantes.

“Então o Fórum Mundial da Água, que sempre foi um grande encontro de ideias e soluções, mas dentro da área técnica, introduziu esse processo para induzir o cidadão comum a participar do debate, dar sua opinião, ouvir outras opiniões e, desse modo, se capacitar, aprender com o processo”, explica Lupércio Ziroldo.

Erguida em um espaço de 10 mil m², a Vila Cidadã vai oferecer atrações para todos os tipos de público. Graças à realidade virtual, crianças vão poder descer ao fundo do mar num submarino ou voar sobre a floresta e os rios numa asa delta. E todos poderão conhecer por dentro a Estação Antártica Comandante Ferraz e andar na neve do Polo Sul.

Para os adultos, a Arena das Águas, com capacidade para 300 pessoas, será o palco de conferências, apresentações e talk shows com convidados nacionais e internacionais. Será como um ponto de encontro para os visitantes dos vários países.

Haverá ainda o Cinema Cidadão, com a exibição de filmes que têm como tema a água, e o Mercado de Soluções, com a apresentação de 60 experiências individuais ou comunitárias de diversas partes do mundo, todas relacionadas a boas práticas e gestão no uso da água.

“Quando você recebe uma série de informações sobre a água, você passa a lidar com a água dentro de casa de outro modo. E a comunidade também passa a lidar melhor com a água”

Compartilhando a água

O Brasil foi escolhido para sediar o evento não por acaso. Segundo Ricardo Andrade, que é diretor de Gestão da Agência Nacional de Águas (ANA) e um dos 50 profissionais responsáveis pela organização do fórum, sua realização no Brasil se tornou “quase que uma obrigação”.

“As diversas instituições brasileiras ligadas à água se reuniram e entenderam que estava na hora de realizar o fórum na América do Sul. E isso se justificava com o argumento de que o Brasil tinha o que mostrar: a maior oferta hídrica individual do mundo”, diz ele.

“Não se consegue oferecer água de boa qualidade no tempo certo e no lugar correto se não tiver financiamento, se não tiver uma boa governança”. Na opinião dele, não adianta oferecer água se não tratar o esgoto, porque o manancial perde a qualidade. Mas Andrade é otimista e diz que os investimentos do governo avançaram e a conscientização da população também.

Ele avalia que a crise hídrica aumentou o interesse pelo tema. “É possível que o fato de se correr o risco de não ter água em casa, leve as pessoas a refletir sobre a água disponível, a necessidade de economizá-la, de usar essa água racionalmente, de protegê-la de certa forma, de cobrar dos governantes, e não apenas dos governantes, mas do cidadão, seu próprio vizinho”.

Vendendo ideias e soluções

Um dos pontos altos do 8º Fórum Mundial da Água é a Expo, com 18 pavilhões de países que, segundo o diretor de Operações, Rodrigo Cordeiro, atendeu todas as expectativas: “A vinda desses países se consolida através da vinda de um grupo de empresas de cada um desses países e essas empresas procuram oportunidades no mercado brasileiro, assim como identificar soluções no mercado brasileiro que possam levar para os seus países”.

A área da Expo é destinada exclusivamente aos 10 mil participantes inscritos no fórum. É la que eles vão encontrar o que grandes corporações multinacionais estão desenvolvendo para tornar correto e sustentável o uso da água.

Para os mais de 30 mil visitantes esperados na Vila Cidadã foi criada uma feira, onde estarão instituições interessadas em apresentar seus produtos, serviços e soluções relacionadas ao uso sustentável da água para empresas, consumidores, governos, sociedade e universidade.

O 8º Fórum Mundial da Água começa no domingo (18) e vai até o dia 23, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Já a Vila Cidadã, a feira e a Expo serão abertas ao público neste sábado (17) às 9h e vão funcionar até o dia 23, diariamente das 9h às 21h.

Renovação da CNH vai exigir curso e prova teórica a partir de junho

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A partir de junho deste ano, os condutores que renovarem a carteira de motorista terão que passar por um curso teórico com exame para atualizarem os seus conhecimentos. De acordo com resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o curso de reciclagem será composto por dez aulas e, para que os motoristas renovem a documentação, deverão obter um resultado favorável de, pelo menos, 70% da prova.

A deliberação do Contran foi publicada na semana passada. Além do curso e da prova, os condutores deverão se submeter aos exames de aptidão física e mental, que já são obrigatórios.

As mudanças começam a valer no dia 6 de junho e serão aplicadas aos motoristas das categorias A (moto) e B (carro). Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o prazo de vigência poderá ser prorrogado caso as “adequações e construção logística” das novidades não sejam concluídas dentro dos próximos três meses.

As condições gerais do chamado Curso de Aperfeiçoamento para Renovação da CNH são que os motoristas recordem as principais leis de trânsito, normas de circulação e conduta, tenham conhecimento das sinalizações de tráfego e ordem de prevalência no trânsito. Além disso, as aulas darão noções de segurança e inspeção do veículo e vão revisar as infrações, penalidades e medidas administrativas.

Os cursos, gratuitos, serão oferecidos pelo Denatran e os departamentos de Trânsito (detrans) estaduais. As aulas terão duração de 50 minutos e poderão ser feitas presencialmente ou à distância. Neste caso, porém, é preciso que o condutor conclua o curso em, no mínimo, cinco dias após a matrícula.

Já as provas, obrigatoriamente presenciais, terão 30 questões de múltipla escolha, deverão ser feitas no prazo de uma hora, e só serão aplicadas caso os motoristas tenham participado de todas as aulas do curso. Se os condutores não passarem na prova, poderão fazer um novo exame três dias depois de divulgado o resultado.

Segundo o Contran, estarão dispensados do aperfeiçoamento apenas os motoristas que já tiverem passado por outros cursos especializados, como os voltados para veículos de emergência, transporte de passageiros e entrega de mercadorias.

O objetivo principal da mudança, de acordo com o Denatran, é tornar os motoristas mais preparados para lidar com as situações de risco enquanto dirigem. De acordo com o órgão, a redução dos elevados índices de acidente de trânsito no país, responsáveis por elevados custos financeiros e emocionais para o Estado e a sociedade, “passa, necessariamente, por um processo de formação que possibilite termos condutores mais hábeis e conscientes de suas obrigações e responsabilidades no trânsito”.

Comissão que analisará privatização da Eletrobras é instalada na Câmara

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Por Hédio Júnior- Foi instalada, nesta semana, na Câmara dos Deputados, a comissão especial que analisará a privatização da Centrais Elétricas Brasileiras S.A, a Eletrobras. A empresa é a maior companhia de capital aberto do setor de energia elétrica da América Latina e atua nos segmentos de geração, distribuição, transmissão e comercialização de energia elétrica. Na primeira reunião, foram eleitos os deputados Hugo Motta, do MDB da Paraíba, como presidente, e José Carlos Aleluia, do DEM da Bahia como relator.

A comissão será formada por 35 membros efetivos e 35 suplentes. Terá como objetivo analisar o projeto de lei do Executivo que regulamenta a desestatização do setor de energia no Brasil. Espera-se com isso aumentar a participação do capital social da Eletrobras e de suas subsidiárias. Na prática, mais ações da companhia serão disponibilizadas no mercado, sendo que a União continuará como sócia.

O Projeto de Lei (PL) 9463 integra a pauta econômica que o governo federal listou como prioritária desde que a votação da reforma da Previdência foi suspensa, no mês passado, por causa da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Quem defende a concessão das atividades da Eletrobras e de suas subsidiárias à iniciativa privada garante que ela trará vantagens competitivas ao país a médio prazo.

De acordo com o relator José Carlos Aleluia, o governo não perderá o controle da empresa “O que está sendo feito da Eletrobras é uma reestruturação para transformar ela numa grande empresa nacional e continuar tendo o governo como seu maior acionista”, defendeu Aleluia. “E, além de tudo, com uma golden share. Coisa semelhante governo passado fez com os aeroportos e as pessoas que circulam nos aeroportos já podem perceber as diferenças. Ninguém levou aeroporto do Brasil como ninguém levar vai levar a hidrelétrica do Brasil”

A expectativa do governo federal é de que a desestatização da Eletrobras aumente a eficiência do setor elétrico, com melhor prestação de serviço, diminuição dos custos do governo federal e da intromissão política na gestão da empresa. Espera-se também que ela aumente os investimentos no setor, melhore o ambiente de negócios e a competitividade nos setores associados à geração, distribuição e transmissão de energia elétrica no Brasil.

Rollemberg assina decreto que regulamenta a Lei Orgânica da Cultura

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Sancionada em dezembro do ano passada, a Lei Orgânica da Cultura (LOC) foi regulamentada com a assinatura de decreto pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, na noite desta quinta-feira (15), no Palácio do Buriti.

Segundo o secretário de Cultura, Guilherme Reis, o decreto desburocratiza as diversas formas de incentivo à cultura no Distrito Federal. “Ele trata de todos os temas relacionados ao financiamento cultural, com novas regras para as modalidades de fomento, e moderniza a legislação da capital.”

O ato, que foi mandado à publicação no Diário Oficial do DF, determina que agentes culturais de Brasília façam editais para:

  • Capacitação e formação de artistas e técnicos de cultura
  • Premiações para nomes que contribuam para a cultura brasiliense
  • Suporte para intercâmbios e turnês
  • Estímulo à captação de recursos privados com e sem incentivos fiscais

Elaborada pelo Executivo local, em parceria com a sociedade, a LOC atende a uma demanda histórica da categoria, dos entes e dos agentes culturais. Ela estabelece o Plano de Cultura para o DF, com diretrizes e ações para os próximos dez anos.

Além disso, possibilita a transferência direta de recursos do governo federal para o local via Fundo de Políticas Culturais do DF. Antes, o repasse só podia ser feito por convênio entre o Ministério da Cultura e a Secretaria de Cultura.

Reajuste do Bolsa Família será anunciado ainda este mês

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O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, afirmou nesta quinta-feira (15), no Palácio do Planalto, que o reajuste do Bolsa Família será anunciado ainda este mês. Questionado sobre o valor, ele disse que será maior que a inflação, mas que o percentual ainda está sendo definido.

“Provavelmente [o reajuste] vai ser anunciado agora no mês de março e deve vigorar provavelmente no final de abril ou maio. A ideia é dar um reajuste acima da inflação. E estamos estudando uma forma de compensar o aumento do preço do gás, mas ainda não está acertado [como isso será feito]”, disse o ministro. Perguntado por jornalistas se o reajuste será de 5%, ele chegou a dizer que poderia ser esse valor “ou mais”, mas reiterou que a questão ainda estava sendo definida.

Plano Progredir

O ministro falou com a imprensa essa noite após cerimônia do Plano Progredir, que tem ações de capacitação, incentivo ao empreendedorismo e acesso ao mercado de trabalho e vai disponibilizar R$ 3 bilhões por ano em linha de microcrédito para o público-alvo investir em pequenos negócios. A ideia do governo com o Progredir, disse o ministro, é fazer com que as famílias que recebem o Bolsa Família “percam o medo” de ter empregos formais.

Com o plano, famílias continuam recebendo o benefício por dois meses após firmarem contrato de trabalho formal. E, mesmo deixando o Bolsa Família após esse período, voltam a receber o benefício se perderem o emprego.

Na cerimônia de hoje foram divulgados os primeiros resultados do Progredir. Lançado no final setembro, o plano chegou a R$ 1,94 bilhão em microcrédito, além de 68 mil empregos formais e qualificação profissionais de 84 mil pessoas. Terra destacou que o governo Michel Temer encontrou um Bolsa Família que não reduziu a pobreza, justificando a criação de programas auxiliares, como o Progredir.

“A existência dos programas de transferência de renda não foi suficiente para reduzir a pobreza, só [para atenuar] a questão da pobreza extrema. Mas eles não reduziram o número de pobres. A pobreza no Brasil continua intacta. Acho que o Plano Progredir faz parte dessa nova maneira de pensar a questão do Bolsa Família”, destacou.

Ministro do STF diz que aplicação da lei criminal no país é vista como fascismo

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, na noite desta quinta-feira (15), que o tratamento rigoroso contra a criminalidade no Brasil é confundido como uma medida ditatorial. “Se você quer aplicar a lei, você é, no mínimo, chamado de fascista. Isso é um pós-conceito absurdo”, declarou, durante palestra na abertura do 2º Encontro do Fórum Nacional dos Juízes Criminais (Fonajuc), em Brasília.

Para o ministro, essa postura ainda é reflexo dos “traumas” acumulados ao longo dos períodos em que o país viveu sob ditaduras. Segundo ele, após 30 anos de vigência da atual Constituição Federal, é preciso reorganizar o sistema de Justiça para enfrentar com prioridade o crime organizado.

“Nenhuma das garantias constitucionais impede a aplicação da lei. Não há nada em relação a isso [na Constituição]. O Brasil virou uma bagunça”, reclamou, ao comparar o país com nações como Inglaterra e os Estados Unidos, onde, segundo o ministro, qualquer manifestação popular tem que ser solicitada com alguns dias de antecedência e não podem incluir trajetos que passem nas proximidades de escolas e hospitais. “No Brasil pode quebrar tudo. Isso porque a legislação não é aplicada, fomos nos tornando ineficientes na aplicação”, afirmou.

Em breve comentário sobre o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), ocorrido na noite de ontem (14), crime classificado por ele como “bárbaro”, Moraes argumentou que não adianta mudar a legislação para aumentar as penas. “Há uma necessidade de mudança de mentalidade. Se não houver, infelizmente, podemos ter alguns picos de melhora mas vamos voltar pra UTI. Precisamos da valorização da Justiça criminal”, observou, ao enumerar os mais de 100 mil roubos e 60 mil assassinatos que ocorrem no país por ano.

O ministro reclamou da forma como o Poder Judiciário se organiza no país para processar e julgar os mais diversos crimes. “Em São Paulo, temos o maior fórum criminal da América Latina. São 32 varas e 64 juízes, mas os 64 juízes não se comunicam, não trocam informações, não usam inteligência para verificar atuações de quadrilhas organizadas”, criticou. Para o magistrado, é preciso estabelecer prioridades. “Todo dia, estão julgando roubos de celular, mas quantas quadrilhas de receptação são presas? Milhares de microtraficantes são presos todos os dias, mas quantos médios e grandes são presos por ano?”, questionou.

Moraes afirmou ainda que vai apresentar uma proposta para mudar o atual sistema de progressão penal que, segundo ele, favorece a impunidade contra “quadrilheiros pesados”. Ele citou casos de assaltantes de bancos, que podem ser condenados por crime de roubo qualificado e mudar de regime fechado para o semiaberto em cerca de 11 meses.

O ministro ainda afirmou que é necessário conceder ao juiz a autoridade para quebrar o sigilo das comunicações de aplicativos de celular, que o principal meio utilizado atualmente pelo crime organizado. “É o momento ideal se dar um avanço nisso”.

Brasilienses dizem ter diminuído uso de água, aponta pesquisa

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Redução no tempo do banho e aproveitamento da chuva estão entre as medidas listadas no levantamento apresentado pela Codeplan nesta quinta (15). Consumo diário per capita caiu 12,2% em 2017, segundo a Caesb

Os efeitos da maior crise hídrica da história do Distrito Federal podem ser percebidos nas atitudes dos brasilienses em relação ao uso da água.

Pesquisa da Codeplan sobre consumo de água pelos brasiliensesÉ o que apontam as respostas dos entrevistados da pesquisa Comportamento Sustentável no DF: Visões sobre Conservação, Preservação e Coletividade, divulgada nesta quinta (15) pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).

O objetivo do levantamento, segundo o presidente da empresa pública, Lucio Rennó, é aproveitar o 8º Fórum Mundial da Água — que ocorrerá de 18 a 23 de março no Centro de Convenções Ulysses Guimarães — para conscientizar a população.

“Existe uma discrepância entre o que as pessoas dizem e o que acreditam que a sociedade faz. É muito comum cobrar, mas raramente se pensa nas responsabilidades de cada um”, destacou, sobre diferenças notadas nas respostas obtidas pela equipe.

Um exemplo é que 90% disseram ter reduzido o tempo do banho, enquanto apenas 33% acreditam que isso seja hábito no DF, quando perguntados sobre a visão do comportamento de outras pessoas.

Noventa e sete por cento afirmaram fechar a torneira ao escovar os dentes. Já a percepção sobre a frequência do ato na sociedade foi de 28%. A pesquisa foi feita de 26 de janeiro a 20 de fevereiro, com 2.683 moradores das 31 regiões administrativas.

No caso de reutilização da água da chuva e do banho ou da máquina de lavar, as respostas positivas representam 56% e 74% dos casos, respectivamente.

O início do racionamento no abastecimento de água, em janeiro de 2017, converge com a resposta dos 61% que disseram ter comprado reservatórios para armazenar água no último ano. Desses, 46% apostam que outros fizeram a mesma coisa.

Trato dos resíduos sólidos

A pesquisa da Codeplan também abrange a atitude do brasiliense no trato dos resíduos sólidos. De acordo com o levantamento, 58% separam os materiais recicláveis no lixo de casa para a coleta seletiva. Mesmo assim, 78% dizem ter visto alguém jogar lixo nas ruas.

“Existe uma discrepância entre o que as pessoas dizem e o que acreditam que a sociedade faz. É muito comum cobrar, mas raramente se pensa nas responsabilidades de cada um”Lucio Rennó, presidente da Codeplan

Apesar das diferenças entre as respostas das atitudes e do que se acredita que os outros fazem, a diretora-presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Kátia Campos, vê os dados com otimismo.

“Com base no nosso trabalho, percebo que o discurso vem antes da prática. Muita gente compreende que é errado jogar lixo no chão, mas faz assim mesmo. No entanto, a pessoa tem a intenção de melhorar e alcançar o comportamento correto.”

Para Kátia, a apresentação da Codeplan foi além do comportamento do brasiliense com os recursos hídricos e tratou de cidadania. “Se alguém economiza água, tende a não jogar lixo na rua. Essa pesquisa levanta essa noção de responsabilidade e coletividade.”

Consumo per capita de água cai para 129 litros por dia em 2017

As respostas dadas à Codeplan estão alinhadas a informações levantadas pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb).

“Precisamos que a sociedade se conscientize e melhore ainda mais esses índices. Cada gota é importante”Jorge Werneck, diretor da Adasa

De acordo com a estatal, o consumo de água caiu em Brasília, em 2017, para 129 litros per capita por dia — o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 110 litros. Levantamento em 2016 apontou um uso por pessoa de 147 litros por dia. Em anos anteriores, o gasto também foi maior: 189 litros em 2014 e 153 em 2015.

A região residencial de maior consumo per capita ainda é o Lago Sul, que apresentou redução de 16,2%, de 437, em 2016, para 366 litros, em 2017. As localidades de menores consumos foram a Fercal (55 litros/habitantes/dia), o Itapoã (57) e a Estrutural/Scia (58).

Os dados levam em conta a população divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o volume de consumo apurado pela Caesb.

As únicas áreas onde houve aumento per capita foram o Paranoá e o Riacho Fundo II, regiões em que a Caesb passou a abastecer programas residenciais, como o Paranoá Parque e novas etapas do Morar Bem.

Pesquisa da Codeplan sobre consumo de água pelos brasilienses

Economia de água no DF deve continuar em 2018

O aumento da conscientização pode ser associado a um conjunto de fatores, como explica o diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), Jorge Werneck.

“Percebemos uma maior mobilização e conscientização, mas também houve um período de readequação da tarifa de água, a diminuição da pressão e o racionamento em si, medidas importantes durante a fase mais crítica da crise”, atribui.

De acordo com o Werneck, a população teve de se adaptar em um tempo curto, devido à grande variação do clima, do nível das chuvas e, consequentemente, da vazão dos rios que abastecem o DF.

“Precisamos que a sociedade melhore ainda mais esses índices para que possamos associar esse empenho a uma gestão adequada. Cada gota é importante”, reforça.