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Livro aborda mentiras contadas por presidentes do Brasil em 100 anos

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Obra mostra que a mentira não tem ideologia

Por Gilberto Costa

O ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill citava que havia “uma enorme quantidade de mentiras circulando pelo mundo, e o pior que metade delas é verdade”. Mais cáustico, o brasileiro Millôr Fernandes escreveu “ninguém é dono da verdade. Mas a mentira tem acionista à beça”.
O recém-lançado livro (da Agência Lupa) e Chico Otávio (do jornal O Globo) confirma os ditos. Os dois jornalistas percorreram os 100 últimos anos da história do Brasil e mostram as mentiras ditas aos brasileiros por presidentes de diversos matizes ideológicos. Algumas mentiras não podiam ser desmentidas ou circularam tanto que tiveram alguma veracidade à época.A ideia de fazer o livro, lançado pela editora Intrínseca, surgiu quando Cristina visitou nos Estados Unidos a redação do site Politfact e viu pendurado na parede um pôster com “grandes besteiras ditas por presidentes americanos”. Ela achou uma grande sacada e comparou, antes de convidar Chico Otávio para a empreitada: “A gente tem um acervo mais bacana que eles”.

A seguir principais trechos da entrevista dos dois autores à Agência Brasil.

Agência Brasil – Como fizeram para selecionar as mentiras?

Cristina Tardáguila – Quando começamos a trabalhar, eu queria abarcar o máximo possível de mentiras, o máximo possível de presidentes… Entrou aí a visão estratégica da editora de fechar em recortes. Decidimos que não podia faltar, de forma nenhuma, da redemocratização pra cá. Mas não dá para falar que a mentira começou da redemocratização pra cá, e nem dá para dizer que é algo só de presidentes eleitos [pelo voto direto]. Assim, decidimos ampliar a pesquisa para os ditadores, para os militares. Aí, o Chico [Otávio] entrou no projeto, com todo conhecimento que tem sobre a ditadura militar. Ficamos com vontade de levar até mais longe, pensamos em fazer desde a República Velha. Mas o recorte definitivo acabou sendo os últimos 100 anos, de Artur Bernardes para cá.

Agência Brasil – As mentiras ditas na ditadura eram muito diferentes das mentiras após a redemocratização?

Chico Otávio – Mentir na ditadura é mais fácil. Ela pode ser mais grotesca porque ninguém vai contestar. A mentira na ditadura é mais descarada porque não tem o contraditório. As vozes estão caladas. Então, é fácil mentir. Eram muito mais toscas, muito mais escancaradas, sem a menor preocupação com algum tipo de justificativa. Hoje, são mais disfarçadas, mais camufladas, mais difíceis de se camuflar.

Agência Brasil – A mentira na política é universal? É própria de regimes políticos modernos?

Cristina Tardáguila –Não precisa nem ser checadora para dizer isso: a mentira não respeita sexo, mentem homens e mulheres. Ela não respeita partidos políticos, não tem nada a ver ser de centro, de esquerda e de direita. Não tem nada a ver com idade, ou seja, jovens e velhos mentem. Ela não tem nada a ver com passaporte, a nacionalidade. Mentem os argentinos, os espanhóis, os italianos, os americanos. Mentem os asiáticos. Mentem os africanos. Não tem nada a ver com raça, com sexo, com posicionamento político. A mentira é completamente intrínseca à política, e ela não é nova.

Chico Otávio – Na noite de lançamento do livro, nos perguntaram sobre a validade da mentira para determinadas situações. “Será que a mentira se justificaria em determinados momentos?”. Até Platão citaram… Acho que o papel do repórter é enfrentar a mentira a todo custo.

Agência Brasil – É possível fazer uma tipologia das mentiras, e indicar aquelas que mais facilmente colam?

Chico Otávio – Não existe uma regra para graduar a mentira. Quanto maior e mais sofisticada, maior é o desafio do jornalismo para desmontá-la. Eu cubro a [operação] Lava-Jato há algum tempo. São crimes sofisticados, calcados em mentiras que a gente tem que desconstruir. Mentiras que envolvem advogados muito preparados, operadores financeiros experientes. Isso é uma mentira bem estruturada que a gente tem que fazer um tremendo esforço para desconstruir

Agência Brasil – Nesses tempos de notícias falsas, é mais fácil uma mentira colar no Brasil do que em sociedades mais letradas, com melhores índices de leitura?

Cristina Tardáguila – A notícia falsa não dialoga com seu lado racional. Ela não dialoga com o que você conhece de forma estruturada. Vai dialogar com suas crenças, com seus desejos e com os seus gostos. Sai do nível racional, vai para o nível do emotivo e isso não tem nada a ver com instrução. É claro que as pessoas mais educadas têm mais capacidade de duvidar do que os iletrados. Mas a conexão da notícia falsa com esse mundo irracional, de fundo emocional, é aquilo que mais põe dificuldade para combate-la.

Agência Brasil – Os serviços de checagem dos jornalistas atrapalham as mentiras?

Cristina Tardáguila – O mundo da checagem se divide em dois. Um é o grupo do fact checking, que verifica o que o político diz, e dá um falso nele. O outro lado é esse chorume da internet que você não sabe bem quem falou. São imagens e informações truncadas. No dia que o [Jair] Bolsonaro sofreu a facada, duas imagens falsas circularam na internet. Em uma, colocaram o Adélio [Bispo de Oliveira, autor do atentado,] em uma passeata do PT. E em outra tinha o Bolsonaro caminhando e sorrindo em um hospital de Juiz de Fora. As duas informações são falsas. A gente fez 35 checagens nesse dia, marcando que essas imagens eram falsas, e em 72 horas quinze delas haviam sido retiradas. Tem impacto, inegavelmente. Poderia ter mais, sim.

Agência Brasil – Estamos ouvindo muita mentira nessa campanha eleitoral?

Chico Otávio – Salvo engano, a mentira perdeu a força. Ela migrou da boca dos candidatos para as redes sociais para esse trabalho meio clandestino de contrainformação. Eu percebo o uso da mentira nas redes sociais como um instrumento de contrainformação. Com relação aquilo que é dito pelos candidatos, acho que eles estão mais tímidos porque eles sabem que os instrumentos de checagem estão muito fortes. Eles têm redobrado o cuidado com os discursos, nos debates e nos palanques.

Festival de Brasília termina com entrega de premiações

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Reflexões políticas e sobre minorias marcaram os dez dias da mostra

Por Luciano Nascimento

Após dez dias de sessões, debates e oficinas, termina hoje a 51ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Os premiados serão revelados numa cerimônia de cerca de três horas de duração, prevista para começar às 18h40 no Cine Brasília, um dos espaços culturais mais tradicionais da capital federal.
Além da premiação oficial, que tem 22 categorias divididas em longa e curta metragem, há a distribuição de nove prêmios por entidades e empresas parceiras da mostra. Este ano, mais uma vez, o festival manteve a tradição de aliar a discussão sobre cinema e produções audiovisuais com temas com forte apelo no debate político. Com isso, o festival criado em plena ditadura mantém a contribuição para reflexão sobre o momento.

Ontem (22), o último dia da mostra competitiva foi marcado por diversas produções que abordaram temática LGBT+. Entre elas, o filme Bixa Travesty, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla, sobre a artista Linn da Quebrada. Construído com base em shows de Linn, imagens de arquivo e momentos mais intimistas, o filme traz reflexões sobre questões acerca do corpo não-binário. A película tem a participação musical de Jup do Bairro, Liniker, Raquel Virgínia e Assucena Assucena, da banda Bahias e a Cozinha Mineira.

Também foram apresentados o curta pernambucano de ficção Reforma, que retratou relações homoafetivas entre homens. Outra produção, BR3, mostrou travestis na favela da Maré.

Debate político

O debate político também esteve presente em um documentário de forte impacto. Realizado por Susanna Lira, Torre das Donzelas aborda, com relatos inéditos, as sessões de torturas sofridas pela ex-presidente Dilma Rousseff e suas ex-companheiras de cela do Presídio Tiradentes, em São Paulo.

Torre das Donzelas é o nome dado ao conjunto de celas femininas do presídio. O filme remonta, a partir de fragmentos de lembranças de cada uma delas, as situações vividas na prisão na década de 1970. Nesse cenário, elas se reencontram 45 anos depois para romper com o silêncio e o medo de relatar os horrores de viver sob uma ditadura.

Outro registro sobre a situação vivida pelo país está no documentário Bloqueio, de Victória Álvares e Quentin Delaroche, que retrata a greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio deste ano e que paralisou o país, mergulhado em uma crise política e econômica.

Não foi apenas nas telas que o teor político do festival se fez presente. Destaque para a presença de mulheres na direção de seis dos nove longas que concorreram ao prêmio principal. Além da participação de negros e mulheres nos júris e nas comissões que selecionam os filmes.

Descentralização

Este ano, além das atividades no Plano Piloto, as atividades do festival chegaram a 13 regiões administrativas do Distrito Federal. Os filmes selecionados para a mostra competitiva foram exibidos em sessões simultâneas em São Sebastião, no Riacho Fundo, em Sobradinho e em Taguatinga.

Atividades formativas, como oficinas foram realizadas nas cidades de Planaltina, Guará, Recanto das Emas, São Sebastião e Ceilândia, onde Maíra Carvalho, diretora de arte do filme O Último Cine Drive-In, ministrou a oficina Laboratório de Direção de Arte. A formação propôs um passeio sobre métodos, linhas, processos e percursos possíveis da criação na direção de arte de projetos audiovisuais de ficção.

Facebook anuncia medidas para combater contas falsas e desinformação

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Por Jonas Valente

Foto Marcello Casal Jr.

O Facebook divulgou nesta semana nota com novas medidas para evitar abusos na plataforma relacionados ao debate eleitoral. Ao longo do ano, a empresa já havia anunciado diversas iniciativas para o pleito de outubro relacionadas à propaganda eleitoral paga, a contas “não autênticas” e à disseminação de desinformação, como as chamadas notícias falsas.

Segundo comunicado divulgado pela companhia, foram removidas páginas inicialmente criadas para reunir pessoas com interesses diversos (como esportes e música) e que tiveram seus nomes e propósitos alterados para apoiar um candidato ou tomar partido na disputa eleitoral.“Removemos essas páginas porque nossas políticas não permitem mudanças de nome de páginas que resultem em conexões falsas ou não intencionais, e que alterem substancialmente o assunto das páginas”, justificou o informe. A empresa, contudo, não divulgou o nome das páginas.

A plataforma também derrubou o que chamou de contas impostoras. Perfis que se faziam passar por candidatos disputando as eleições. Essa violação foi enquadrada no que a companhia chama de “comportamento não autêntico”, conduta que foi usada para remover 186 páginas e 97 perfis ligados ao Movimento Brasil Livre em julho.

Aplicativos e santinhos

No comunicado, o Facebook relatou ter retirado aplicativos que convidavam pessoas a votar pela internet. Esses programas “poderiam levar eleitores a acreditar que tinham efetivamente votado, ferindo nossas políticas que impedem apoio a fraude”, pontuou a nota. Pessoas que usaram esses aplicativos estão sendo notificadas.

A companhia está removendo também fotos nas quais o número não corresponde ao candidato, bem como molduras com números trocados. “Nossas políticas não permitem declarações de intenção ou apoio a fraude, por isso a remoção dessas imagens”, reiterou a empresa no comunicado divulgado.

Verificação de fotos e vídeos

No dia 13 de setembro, em outro comunicado,  o Facebook anunciou ter iniciado a verificação de desinformação também em fotos e vídeos. Até então, o monitoramento era focado apenas em textos. A partir deste mês, os sistemas automatizados da plataforma passarão a fiscalizar fotos e vídeos em busca de indícios de problemas, como manipulações.

Essa análise é complementada pela realizada por agências de checagem parcerias do Facebook. No Brasil, realizam este trabalho Lupa, Aos Fatos e Agência France Press. Conteúdos identificados como enganosos por essas agências têm seu alcance reduzido na plataforma.

Justiça condena autores de agressão em briga de torcidas em Brasília

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Um dos torcedores foi condenado a 20 anos de prisão

Por Jonas Valente

O Tribunal do Júri condenou dois homens por agressão que produziu graves lesões em um torcedor adversário durante briga durante o intervalo da partida de entre Palmeiras e Flamengo realizada em junho de 2016 no Estádio Nacional Mané Garrincha em Brasília. A informação foi divulgada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que atuou no caso por meio da Promotoria de Justiça.
A vítima ficou com sequelas permanentes. Mesmo depois de desacordada, continuou sendo atacada pelos autores. O torcedor passou mais de um ano em coma. Depois de despertar, ficou impedido de andar e falar.

Lucas Alves Lezo foi condenado a 20 anos por tentativa de homicídio duplamente qualificado. Gabriel Augusto Silva pegou 7 anos e 6 meses por lesão corporal gravíssima. As penas foram qualificadas pelo argumento da promotoria de motivo fútil dos crimes, uma vez que se tratava de briga entre torcidas, além do ataque quando a vítima já estava caída.

Lucas e Gabriel eram integrantes da torcida organizada Mancha Verde, do Palmeiras. Eles vieram de São Paulo para ver o jogo. A briga ocorreu no intervalo, quando entraram em confronto com membros da torcida organizada Raça Rubro-Negra, do Flamengo. Os torcedores da Mancha Verde arrancaram cadeiras para tentar acertar os adversários.

Pela primeira vez, Toffoli assumirá a Presidência no lugar de Temer

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Doze dias depois de assumir o comando do Supremo Tribunal Federal (STF) , o ministro Dias Toffoli substituirá o presidente Michel Temer na Presidência da República. Temer viaja no domingo (23) para Nova York (EUA), quando participará da cerimônia de abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Será a primeira vez que Toffoli assumirá o Palácio do Planalto. Como o cargo de vice-presidente está vago, a primeira pessoa da linha sucessória no país é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a segunda, o do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

No entanto, a legislação eleitoral impede a candidatura de ocupantes de cargos no Executivo nos seis meses que antecedem as eleições. Dessa forma, se Maia ou Eunício assumissem a Presidência, ficariam inelegíveis e não poderiam disputar as eleições de outubro.

A viagem de Temer está prevista no dia do seu aniversário, quando completa 78 anos.

A Assembleia Geral da ONU está marcada para a terça-feira (25) e está previsto um discurso do presidente brasileiro. Esta será a última vez que Temer vai participar da reunião das Nações Unidas como presidente da República.

Depois da assembleia, está prevista uma reunião bilateral com chefes de Estado ainda a serem confirmados. Também há a perspectiva de reunião dos líderes do Mercosul com os representantes da União Europeia para discussão sobre temas econômicos.

Mais de 300 advogados de Planaltina e professores das faculdades de direito de Brasília apoiam Délio Jr

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Délio com a professora Célia Arruda no evento de apoio dos professores das faculdades de Direito de Brasília à sua pré-candidatura

Mais dois eventos no final desta semana marcaram um grande número de novos apoiadores à pré-candidatura de Délio Lins e Silva Jr à presidência da OAB/DF.

Nesta sexta (21), um grupo de mais de 150 professores das principais faculdades de Direito de Brasília – UnB, Uniceub, UDF, Estácio, Projeção, IDP, Anhanguera, Processus, UPIS, Unip – foi ouvir e levar propostas ao movimento de Délio, o Movimento Advocacia Mais Forte, com o objetivo de gerar parcerias com a OAB que ajudem a preparar melhor o jovem advogado para a inserção no mercado, incluindo aí a gestão de um escritório próprio.

Já a Subseção de Planaltina reuniu, em jantar na noite desta quinta-feira (20), outros cerca de 160 advogados da região que foram apoiar a pré-candidatura de Délio Jr. e se integrar ao Movimento Advocacia Mais Forte.

Os pré-candidatos à diretoria local, José Adão Rezende a presidente e Lorena Baesse a vice, ressaltaram que foi dos eventos mais concorridos já realizados na cidade, onde a Subseção conta com pouco mais de 300 inscritos atualmente.

Ambos também pediram licença dos cargos que ocupam na atual diretoria da Seccional para se juntar ao Movimento de Délio.

A partir deste sábado, candidatos só podem ser presos em flagrante

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Lei Eleitoral veda detenções nos 15 dias anteriores à eleição

Por Karine Melo

A partir deste sábado (22), candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro não poderão ser presos, a menos que seja em flagrante. A Lei Eleitoral veda prisões nos 15 dias anteriores à eleição. Após o primeiro turno, no dia 7 de outubro, a restrição valerá apenas para os candidatos que forem disputar o segundo turno.
A Lei Eleitoral também proíbe a prisão de eleitores, mas somente cinco dias antes do pleito, ou seja, a partir de 2 de outubro, os eleitores só podem ser presos em flagrante ou para cumprir sentença condenatória por crime inafiançável. A regra vale até 48 horas após a votação.

O Artigo 236 do Código Eleitoral diz que: “Nenhuma autoridade poderá, desde cinco dias antes e até 48 horas depois do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto”.

O juiz eleitoral ou até o presidente da mesa receptora de votos pode expedir a salvaguarda em favor do eleitor que sofrer qualquer tipo de violência na sua liberdade de votar, ou pelo fato de já haver votado. Quem desrespeitar essa garantia pode ser preso por até cinco dias.

Calendário

Neste sábado deve ser divulgado o quadro geral de percursos e horários programados para o transporte de eleitores para o primeiro e eventual segundo turnos de votação.

Hoje é o último dia para os partidos políticos, as coligações, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público e as pessoas autorizadas em resolução específica impugnarem os programas a serem utilizados nas eleições de 2018, por meio de petição fundamentada.

Em manifestação, Sinpol-DF denuncia marca de 1 milhão de crimes

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O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) realizou durante a manhã desta quinta, 20, mais uma panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto. Foram distribuídos 50 mil informativos com dados que revelam a verdadeira face da Segurança Pública da capital do país.
O material distribuído informa que o DF atingiu a lamentável marca de 1 milhão de crimes nos últimos quatro anos. Nesse período, portanto, um em cada três brasilienses foi vítima da violência durante a atual gestão do Governo do DF (GDF).
O Sinpol-DF veio monitorando esses números mensalmente desde 2015. Em 2017, passou a expor os dados à população com o lançamento do Criminômetro, equipamento itinerante que circulou por todas as regiões administrativas do DF, sobretudo durante as manifestações do sindicato.
Além daquele dado, o sindicato também colocou no informativo uma comparação entre os períodos de 2011 a 2014 e 2015 a 2018 dos crimes de roubo a pedestres (83.966 casos x 135.549, um aumento de 61,14%), roubo a transporte coletivos (6.471 x 10.063, representando um acréscimo de 55,52%) e crimes contra o patrimônio (176.396 ocorrências x 249.528, crescimento de 41,14%).
Todos os dados já expostos pelo sindicato até aqui têm mostrado que o atual governo, além de não investir adequadamente na Segurança Pública, simula uma realidade que não condiz com o sentimento os brasilienses que saem às ruas. Os últimos quatro anos foram de total retrocesso para a área.

Flash Day Tattoo vai agitar o JK Shopping

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Já foi dada a largada para a 5ª edição do Brasília Tattoo Festival 2018, uma das maiores convenções de tatuagem e body piercing do Brasil, que esse ano será realizado nos dias 9, 10 e 11/11, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Para dar início aos trabalhos, no domingo (30/09), de 12h as 20h, o JK Shopping, recebe o Flash Day Tattoo Solidário, que será o start para o evento internacional que acontece em novembro.

No dia, uma equipe de dez tatuadores vai estar à disposição para tatuar quem passar por lá, com valores determinados por cada artista. Alguns desses tatuadores irão participar também do Brasília Tattoo Festival. Parte do lucro de todo o evento será doada para uma instituição de caridade de Ceilândia. Quem tiver interesse, poderá agendar na hora e se tatuar conforme a disponibilidade dos tatuadores que estarão presentes no Flash Day Tattoo JK Shopping. O evento ainda irá contar com apresentação de um DJ para deixar o dia ainda mais animado!!

Serviço – Flash Day Tattoo JK Shopping

Data: 30 de setembro de 2018

Hora: das 12h às 20h

Local: Piso L1  

Entrada: franca

 

Campanha simultânea de Ibaneis ao GDF e à OAB desagrada advogados e aliados políticos

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Defesa de denunciados por corrupção, apoio a candidato a distrital de outro partido e confundir a campanha da OAB com a campanha política, de acordo com alguns advogados, é, sobretudo, “uma perda para a advocacia e uma perda para a democracia, ao não agir de forma a preservar o caráter independente e apartidário da entidade”

 

Candidato ao governo do Distrito Federal, Ibaneis Rocha continua estreitamente ligado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF). Com discurso contraditório, aos poucos ele tem perdido prestígio na advocacia e também dentro do próprio partido, o MDB.

 

Na propaganda partidária, o discurso é de estabelecimento de uma nova política, honesta. Mas, internamente, esta retórica está indo por água abaixo, principalmente pelo apoio declarado de Ibaneis a pessoas denunciadas por corrupção.

 

No último dia 12 de setembro, no lançamento da sua chapa na OAB Advocacia na Ordem, o candidato afirmou que Juliano Costa Couto foi o melhor presidente na Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal. Em maio deste ano, o Ministério Público Federal denunciou Juliano por corrupção ativa e lavagem de dinheiro ao ter, supostamente, vazado informações no MP em benefício do grupo J&F. Mesmo assim, Ibaneis Rocha, durante a campanha, tem declarado seu prestígio ao atual presidente denunciado, assim como pediu que ele indicasse um sucessor para a presidência Jaques Veloso.

 

Essa postura tem repercutido no meio político quando o assunto é corrupção. Principalmente porque Ibaneis, no seu papel de Corregedor da OAB, abriu processo ético para apurar a conduta do advogado Willer Tomaz, preso preventivamente pela Operação Patmos, por suspeita de pagar propina ao procurador da República Ângelo Goulart Vilella em troca de informações sigilosas de investigação do Ministério Público Federal. No entanto, na fez contra Juliano Costa Couto – seu sucessor e aliado na OAB.

 

No mesmo evento, realizado na semana passada, o candidato ao governo do DF pediu voto a Severino Cajazeiras, candidato a deputado distrital pelo Avante – o que tem causado revolta dentro do MDB.

 

O vídeo que registra Ibaneis declarando apoio a esses nomes tem gerado bastante indignação entre a classe dos advogados, assim como na classe política. Isso porque, segundo interlocutores, ele tem misturado a campanha da OAB com a campanha política – o que, de acordo com alguns advogados, é, sobretudo, “uma perda para a advocacia e uma perda para a democracia, ao não agir de forma a preservar o caráter independente e apartidário da entidade”.

 

A postura do candidato é conhecida por seus colegas de profissão. Ibaneis tem a fama de proteger a todos custo seus aliados e perseguir quem se opõe a sua vontade. O jornalista Donny Silva tira isso a prova, em reportagem de abril de 2018, trazendo uma degravação onde o presidente Juliano Costa Couto diz que Ibaneis quer perseguir Lairson Bueno.

 

Bueno acusa o candidato Ibaneis, que o tirou da AOB de Taguatinga, de persegui-lo dentro da instituição e utilizar de influência para condena-lo no TED.

 

Na política, Ibaneis tem demonstrado não ter receio de utilizar a sua força financeira para eleger e proteger as pessoas que são seus amigos com o objetivo de criar um grande domínio no DF. Ele vai nos eventos de sua chapa “Advocacia e Ordem” para dizer quem serão os candidatos do grupo em cada cidade     e em cada comissão da OAB.

 

A atual chapa de Ibaneis Não age de forma a preservar o caráter apartidário e independente da OAB. Segundo fontes, Ibaneis chegou a dizer, em comemoração a sua candidatura a advogados aliados, no dia, que seu vice ideal seria o professor Severino Cajazeiras, mas que por impossibilidade política, se contenta com Paco Brito.

 

Após esses episódios, Ibaneis vem perdendo apoio entre a classe dos advogados, o que deve refletir nas pesquisas tanto na OAB, quanto ao GDF.

Veja o vídeo