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Frente Cristã em Defesa da Família fecha apoio a candidatura de Izalci para o Senado

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Por Delmo Menezes

Na manhã desta quarta-feira (26), a Frente Cristã em defesa da Família, entidade que reúne centenas de igrejas e lideranças cristãs, fechou apoio à candidatura de Izalci Lucas (PSDB) para o Senado Federal.

De acordo com o Pr. Chancerley Santana, um dos idealizadores do encontro, “o nosso objetivo não é ficar na defensiva esperando o que vem pela frente. O deputado Izalci Lucas é cristão, e defende o respeito a vida e os nossos valores”, afirmou.

O candidato Izalci agradeceu o apoio da Frente Cristã, declarando que tem proposta inclusiva cristã e social em defesa da família.

Há trinta dias, o deputado e Pr. Ronaldo Fonseca reuniu em Taguatinga centenas de lideranças evangélicas em apoio à candidatura de Izalci para o Senado.

Participaram do encontro desta quarta-feira (26), o Pr. Josimar Francisco da Silva (Presidente do Conselho de Pastores Evangélicos do DF), Pr. Marcos Alencar, Bispo Emerson Paulo, Bispa Noemi Rutkoski, Pr. Chancerley Santana (Coordenador da Frente Evangélica), Pr. Francisco Trindade e Pr. Elias Castilho, além de outras lideranças evangélicas.

Da Redação do Agenda Capital

Por 7 votos a 2, STF mantém cancelamento de títulos sem biometria

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Por André Richter

Por 7 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na noite desta quarta-feira (26) rejeitar pedido de liminar feito pelo PSB para evitar o cancelamento dos títulos de eleitores que não realizaram o cadastramento por biometria nas localidades que foram escolhidas pela Justiça Eleitoral.

De acordo com a Justiça Eleitoral, cerca de 3,3 milhões de eleitores não vão votar nas eleições de outubro porque não compareceram aos cartórios eleitorais nos municípios em que houve o recadastramento para identificação biométrica e devido a outras restrições.

Na ação, o PSB alegou que são inconstitucionais as resoluções do TSE que disciplinaram o cancelamento do título como penalidade ao eleitor que não realizou o cadastro biométrico obrigatório dentro do prazo, porque resultaram no indevido cerceamento do direito de votar.

O PT e o PCdoB também participaram do processo. Segundo as legendas, o maior número de eleitores que não poderão votar está na Região Nordeste. Para os partidos, a maioria dos títulos cancelados é de cidadãos humildes que não tiveram acesso à informação para cumprir a formalidade.

Votos

A maioria dos ministros acompanhou voto proferido pelo relator, Luís Roberto Barroso. O ministro entendeu que não há inconstitucionalidade nas normas do TSE que disciplinaram as regras de alistamento eleitoral. Segundo o ministro, a atualização do cadastro de eleitores é necessária para manter a higidez das eleições.

“Não vejo inconstitucionalidade no modo como a legislação e o TSE disciplinaram a revisão eleitoral e o cancelamento do título em caso de não comparecimento para a sua renovação. Eu penso que o TSE demonstrou as dificuldades técnicas e o risco para as eleições há menos de duas semanas”, afirmou.

Após o voto do relator, Alexandre de Moraes também acompanhou o entendimento sobre a validade do cancelamento. Segundo o ministro, os eleitores que não compareceram ao recadastramento, não atingiram requisito básico, previsto na Constituição, para participar das eleições.

“Não estando alistado porque não compareceu ao recadastramento, falta um requisito constitucional”, disse Moraes.

Luiz Fux, que já ocupou o cargo de presidente do TSE, votou a favor do cancelamento e disse que a regulação da biometria pelo tribunal é feita para evitar fraudes, como duplicidade de títulos, votação em nome de pessoas falecidas.

“O TSE tem caminhado no sentido de manter a higidez e a moralidade do pleito eleitoral porque o passado condena as eleições brasileiras”, disse.

Também votaram no mesmo sentido Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente Dias Toffoli.

Divergências

O ministro Ricardo Lewandowski votou para autorizar quem teve o título cancelado a votar. Segundo o ministro, o eleitor não pode ser impedido de votar porque não compareceu ao recadastramento biométrico.

“Concedo a liminar, com a experiência, sem falsa modéstia, de quem já foi presidente do TSE, e sei que isso é exequível, para que os eleitores que tiveram seus títulos cassados, caso comparecerem as respectivas zonas eleitorais no dia do primeiro turno das eleições, devidamente munidos com documento de identificação, possam votar manualmente, depositando seus votos em urna de lona”, disse.

O ministro Marco Aurélio também entendeu que o eleitor não pode ser impedido de votar por causa da falta da biometria.

Manifestações

Durante o julgamento, o advogado Daniel Sarmento, representante do PSB, disse que a legenda defende a inclusão política como forma indispensável para democracia. Segundo Sarmento, a imposição de entraves burocráticos não podem excluir o “eleitor pobre e que tem menos acesso à informação”. Ele negou que a ação tenha motivações políticas às vésperas das eleições.

“Se tem uma restrição gravíssima ao direito fundamental, que é central na ordem jurídica brasileira. A pessoa é simplesmente impossibilitada de votar e ser votada. É uma quantidade muito grande, 2,4% do eleitorado. Isso pode fazer diferença em pleitos, na eleição proporcional e para eleições majoritárias, como de presidente da República. As últimas eleições foram decididas por menos de 3,5 mil votos”, afirmou.

O PT e PCdoB também se manifestaram a favor da liberação do voto de quem não realizou a biometria dentro do prazo. De acordo com a advogada Maria Claudia Bucchianeri, representante do PCdoB, o número de 3,3 milhões de eleitores que tiveram o título cancelado representa 4% do eleitorado do Nordeste, região mais afetada.

AGU

A advogada-geral da União, ministra Gracie Mendonça, se manifestou a favor das restrições por entender que a segurança jurídica das eleições deve ser mantida. Segundo a ministra, os partidos querem afastar o cumprimento de regras das eleições, faltando 11 dias para o pleito.

“O mesmo custo, a mesma dificuldade que o eleitor vai enfrentar para votar, é exatamente a mesma dificuldade que ele teria para se dirigir e se submeter ao processo de revisão. Não se tem aí que a população mais desfavorecida estaria em prejuízo, a relação de custo é a mesma”, argumentou.

PGR

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também defendeu a segurança jurídica e disse que, conforme a legislação, somente pode votar quem realizou a alistamento eleitoral prévio ou está apto para votar.

“O fato de alguém ter problemas para com seu alistamento eleitoral e, por isso, não votar, não coloca em perigo o sufrágio universal, pelo contrário, o protege.  O alistamento eleitoral cuidadoso e completo que garante higidez do cadastro de eleitores e assegura a universalidade do sufrágio”, disse Dodge.

Ibope/CNI: Bolsonaro tem 27%; Haddad, 21%; Ciro, 12% e Alckmin, 8%

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Marina Silva aparece com 6% das intenções de voto

O Ibope divulgou, nesta quarta-feira (26), nova pesquisa eleitoral sobre a disputa à Presidência da República. Conforme o levantamento, Jair Bolsonaro (PSL) obteve 27% das intenções de voto; Fernando Haddad (PT), 21% e Ciro Gomes, do PDT, (12%).

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) é o indicado por 8% dos entrevistados; Marina Silva (Rede) obteve 6% das menções; João Amoêdo (Novo) teve 3%; Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) foram mencionados, cada um, por 2% dos eleitores. Guilherme Boulos (PSOL) pontuou com 1%.

Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram neste levantamento do Ibope. Onze por cento dos entrevistados declararam voto em branco ou nulo; e 7% não responderam ou não sabem em quem vão votar.

A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento ouviu 2 mil eleitores em 126 municípios entre os dias 22, 23 e 24 de setembro (últimos sábado, domingo e segunda-feira).

De acordo com o Ibope, o nível de confiança é de 95%; e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (BR-04669/2018).

Supremo começa a decidir se eleitor que não fez biometria pode votar

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Por André Richter

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar há pouco a ação protocolada pelo PSB para evitar o cancelamento dos títulos de eleitores que não realizaram o cadastramento por biometria em todo o país. O relator do caso é o ministro Luís Roberto Barroso. De acordo com a Justiça Eleitoral cerca de 3,3 milhões eleitores se enquadram na situação.
Segundo a legenda, as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que disciplinaram o cancelamento do título como penalidade ao eleitor que não realizou o cadastro biométrico obrigatório dentro do prazo são inconstitucionais, porque resultaram no indevido cerceamento do direito de votar.

Na avaliação do partido, “tudo indica que a maioria dos eleitores privados do direito ao voto é de cidadãos humildes” e que não tiveram acesso à informação para cumprir a formalidade.

No processo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a ação por entender que para ter direito ao voto, preceito fundamental previsto na Constituição, o alistamento dos eleitores deve ser obrigatório.

“O sufrágio universal depende tanto do voto universal quanto do alistamento eleitoral hígido. Não se pode relativizar um propósito de permitir o outro sem lesar o sufrágio universal, a democracia e a Constituição”, argumentou a PGR.

Joaquim Roriz Neto aciona a justiça contra candidatos que usam indevidamente imagem do seu avô

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Desde o inicio da propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão, em 31 de agosto, Joaquim Roriz Neto, herdeiro político do ex-governador Joaquim Roriz, tem mostrado indignação nas redes sociais.

O motivo é que ex-aliados do avô têm usado sua imagem de épocas passadas indevidamente, desrespeitando o estado de saúde do ex-governador que se encontra internado há cerca de um mês.

Em abril deste ano, dona Weslian Roriz, veio à público proibir uso da imagem do marido por qualquer candidato que não fosse o neto, candidato a deputado federal, ou Eliana Pedrosa, candidata a governadora do DF.

A proibição foi através de uma carta pública divulgada pelos meios de comunicação.

Por meio dos advogados, Joaquim Roriz Neto, acionou a justiça com uma representação para retirada da propaganda irregular do ar. A partir disso a questão tornou-se assunto de justiça e revolta em seus apoiadores.

Poetas do Samba e Orquestra de Cavaquinhos se reúnem para shows em Ceilândia e Samambaia

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Evento resgata interação entre gerações de músicos brasilienses

Promover a troca de experiências a partir do encontro de musicistas da velha e da nova guarda brasiliense. Essa é a proposta do Encontro de Gerações, que vai reunir, nos dias 27 de setembro e 03 de outubro, os senhores do grupo Poetas do Samba com os jovens da Orquestra de Cavaquinhos de Brasília. As apresentações ocorrem nos Centros de Convivência de Idosos de Samambaia e da Ceilândia, sempre às 15h.

O repertório faz um verdadeiro garimpo musical e prioriza compositores nacionais e locais. “A ideia do encontro é mostrar que os mais velhos são fonte de inspiração, de conhecimento. Vamos também levar as crianças e jovens para os Centros de Convivência de Idosos para que haja o compartilhamento das experiências vividas”, conta Ester Braga, Diretora da Abèbè Produções, realizadora do projeto. Os recursos são do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Idealizado pela produtora cultural Ester Braga em 2015, o grupo Poetas do Samba é formado por músicos e compositores com mais de 50 anos. Segundo ela, muitos deles são servidores aposentados, que passavam por um processo de depressão, mas reencontraram na música uma nova perspectiva de vida. “É uma forma de homenagear meu pai, que era um autodidata na música”, explica. Hoje, o trabalho da velha guarda já é reconhecido por sambistas de renome nacional como Monarco da Portela, que foi homenageado grupo em 2017, Arlindo Cruz, Roque Ferreira, Renata Jambeiro, entre outros artistas.  Mensalmente, eles realizam apresentações pela cidade.

Já a Orquestra de Cavaquinhos de Brasília é formada por jovens da Vila Telebrasília e integra o Projeto Waldir Azevedo. O trabalho começou em 2011, quando o maestro Dudu Oliveira reuniu os primeiros 13 cavaquinhos e iniciou as oficinas de música na comunidade. Agora, o grupo coleciona apresentações em importantes espaços culturais da cidade como Clube do Choro, Centro Cultural Banco do Brasil, Festival de Orquestras Populares da Caixa Econômica Federal.

A programação conta ainda com palestras de integrantes do Poetas do Samba, que vão compartilhar uma grande bagagem na pesquisa das raízes desse ritmo brasileira e seus compositores. Os colóquios vão abordar a importância dos mais velhos na preservação da cultura e os benefícios da troca de experiência entre as gerações, além de explorar a história do samba.

A entrada é franca, mediante doação de alimentos não perecíveis, livros e agasalhos. O material arrecadado será destinado a entidades de assistência social, que cuidam de idosos, e à Instituição Vida Positiva (crianças soropositivas).

Para promover a inclusão, o evento também reservará espaço em frente ao palco para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. As apresentações terão, ainda, intérprete de libras e o site do projeto o foi desenvolvido para atender deficientes visuais e conta com aplicativo de acessibilidade, que traduz o conteúdo para LIBRAS.

Serviço

Encontro de Gerações – Poetas do Samba e Orquestra de Cavaquinhos de Brasília

Quando: 27/09 – Quinta-feira, às 15h. | 03/10, Quarta-feira, às 15h.
Onde: 27/09 – Centro Convivência de Idosos Nova Esperança – Samambaia Sul | 03/10 – Centro Convivência de Idosos da Ceilândia
Quanto: entrada franca, mediante doação de alimentos não perecíveis, livros e agasalhos.
Classificação indicativa: Livre.

Mais informações: (61) 9 9259-2824 – Ester Braga

Poetas do Samba – Apresentação Mensal
Quando: 22/09 (Sábado) e 13/10 (Sábado), a partir das 16h.
Onde: Don Neres – Clube AABR.

Quanto: R$ 15,00

Classificação indicativa: Livre.

Agências da Caixa abrirão mais cedo para atender cotistas do PIS

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As agências da Caixa abrirão duas horas mais cedo nesta quinta-feira (27) e sexta-feira (28) para pessoas com menos de 60 anos, cotistas do PIS, que ainda não resgataram seu benefício. O prazo para o saque termina esta semana. De acordo com a Caixa, exceto nas regiões em que esse horário não for a melhor condição de atendimento aos clientes, o critério será definido pela superintendência local.

As pessoas que ainda não fizeram o saque podem consultar a página do banco na internet (www.caixa.gov.br/cotaspis) para saber quanto tem para receber. Caso o dinheiro já tenha sido creditado em conta, o site também informará qual a conta e o banco em que foi creditado o PIS.

Segundo a Caixa, a partir de 1º de outubro, “os saques voltarão a ser permitidos somente para os cotistas que atendam a um dos critérios previstos: pessoas com 60 anos ou mais, aposentados, herdeiros de cotistas, pessoas em situação de invalidez ou acometidos por doenças específicas.Até a última segunda-feira (24), foram pagos R$ 9.6 bilhões aos trabalhadores cadastrados no Fundo PIS/PASEP entre 1971 e 4 de outubro de 1988”.

Mais de 4 milhões de pessoas com menos de 60 anos, que possuem o benefício, ainda não resgataram sua cota do PIS, contabilizando R$ 5,7 bilhões disponíveis para o saque até esta sexta-feira.

Decreto amplia possibilidades de terceirização no serviço público

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Por Pedro Rafael Vilela

O governo federal editou uma nova regra – o Decreto nº 9.507 – para regulamentar a terceirização no serviço público. A norma, promulgada na última sexta-feira (21), abrange órgãos da administração direta, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União. Segundo o texto, que substitui um decreto que estava em vigor desde 1997, caberá ao Ministério do Planejamento a definição de quais serviços poderão ser preferencialmente contratados de forma indireta. Até então, só podiam ser objeto de terceirização, em órgãos públicos, atividades como limpeza, segurança, transportes, informática, recepção, telecomunicações e manutenção de prédios e equipamentos. As novas regras entrarão em vigor em 120 dias a partir da data da publicação.

O Ministério do Planejamento informou que o objetivo do decreto “foi adequar uma legislação de 1997 à realidade atual, considerando regras mais rigorosas de fiscalização de contratos e da mão de obra alocada na prestação de serviço, além da adequação às boas práticas administrativas”, segundo nota enviada à Agência Brasil. Ainda de acordo com o órgão, as novas regras unificam os procedimentos de contratação indireta em todo o serviço público federal.

“Nesse novo decreto, não existe mais de forma expressa quais são os serviços que poderiam ser terceirizados. Antes, isso estava especificado e abrangiam as chamadas atividades-meio, como limpeza e segurança. Nesse sentido, a nova regra abre brecha para ampliação das possibilidades de terceirização nos serviços públicos”, aponta o advogado Marcelo Scalzilli, sócio e coordenador da área trabalhista do Scalzilli Althaus Advogados.

Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia validado, por maioria, a constitucionalidade da terceirização da contratação de trabalhadores para a atividade-fim de empresas e outras pessoas jurídicas, como previsto na Lei da Terceirização (13.429/2017). Perguntado se o Decreto 9.507 já seria uma primeira consequência da decisão do STF, o Planejamento informou que não há vínculo entre a norma e a Lei 13.429, que trata de trabalho temporário nas empresas urbanas, sem relação com a contratação de serviços pela administração pública.

Vedações

O novo decreto proíbe a terceirização de serviços que envolvam a tomada de decisão e nas áreas de planejamento, coordenação, supervisão e controle dos órgãos e aqueles considerados estratégicos e que possam colocar em risco o controle de processos e de conhecimentos e tecnologia. Também não podem ser contratadas de forma indireta as funções que estejam relacionadas ao poder de polícia ou que sejam inerentes às categorias inseridas no plano de cargos do órgão. No entanto, a medida permite a terceirização de serviços auxiliares a essas funções, com exceção dos serviços auxiliares de fiscalização e relacionados ao poder de polícia do Estado.

Em relação às empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pelo governo, o decreto proíbe a terceirização de serviços inerentes aos dos cargos do plano de carreira da empresa, mas possibilita quatro tipos de exceção, como, por exemplo, a contratação indireta para demandas de caráter temporário ou se houver a impossibilidade de competir no mercado em que a empresa está inserida.

Para sindicalistas, o decreto vai concretizar a terceirização no serviço público. “Esse decreto não veio para reduzir a terceirização, mas justamente na linha de ampliar esse processo”, critica Sérgio Rolando da Silva, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef). Ele teme que a medida afete a realização de concursos públicos, forma de contratação prevista na Constituição. “Tende a reduzir, já que alguns cargos, que hoje são preenchidos por concurso, poderão ser considerados serviços auxiliares às funções de decisão e planejamento”, argumenta.

Precarização

Segundo o Ministério do Planejamento, as novas regras previstas no decreto coíbem a prática de nepotismo nas contratações públicas e estabelece padrões de qualidade na prestação dos serviços. Além disso, para evitar a precarização trabalhista, o pagamento da fatura mensal pelos serviços, por parte do órgão público, só será autorizado após a comprovação, pela empresa terceirizada, do cumprimento das obrigações contratuais, incluindo o pagamento de férias, 13º salário e verbas rescisórias de seus funcionários.

Na opinião do presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, o decreto reforça o temor da ampliação da terceirização no serviço público, que tende a ser desfavorável aos trabalhadores. “O modelo de terceirização usualmente adotado no Brasil não é o modelo que privilegia o conhecimento técnico, mas aquele em que se ganha por meio do achatamento dos direitos sociais do trabalhador terceirizado. Isso já acontece em atividades-meio das estatais, como a Petrobras, onde os trabalhadores que mais sofrem acidentes são justamente os terceirizados”, explica. O magistrado diz que a Anamatra ainda está avaliando os impactos do decreto para melhor se posicionar.

Acaba amanhã prazo para tirar segunda via do título de eleitor

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Eleitores que deixaram para última hora a organização dos documentos para as votações – nos dias 7 e 28 de outubro – têm apenas até amanhã (27) para solicitar a segunda via do título no cartório eleitoral da zona onde estão cadastrados.

A previsão consta no artigo 52 do Código Eleitoral. Para a emissão da segunda via do título, o eleitor deve estar em dia com a Justiça Eleitoral.

Tal exigência significa que não poderá ter débitos pendentes, como multas por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, como o de mesário, ou ainda ter recebido multas em razão de violação à legislação eleitoral.

No dia da eleição, o eleitor deve levar um documento oficial com foto: carteira de identidade, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho, identidade ou carteira nacional de habilitação.

Porém, com o título de eleitor em mãos, a pessoa tem algumas informações que constam só nele, como dados sobre a zona e a seção eleitoral.

Também é possível baixar o aplicativo e-Título (título de eleitor em meio digital, disponível para Android ou iOS), que substitui documento oficial com foto.

Não valem certidão de nascimento e de casamento como prova de identidade na hora de votar.

TSE faz sequência de julgamentos às vésperas das eleições

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Às vésperas das eleições, representações de candidatos serão julgadas pela Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só nesta semana realizará três sessões, uma hoje (26) e outra amanhã. A primeira foi nesta terça-feira à noite. A sessão desta quarta-feira começa às 19 horas para o julgamento de processos.

Na pauta, análise de representações de candidatos à Presidência da República contra adversários – e vice-versa – nas eleições deste ano.

Também serão julgados pedidos de direito de resposta e representações de partidos políticos e coligações contra campanhas adversárias.

Hoje (26), será realizada uma sessão extraordinária e amanhã  haverá uma outra, às 19h. A sessão extraordinária foi convocada pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

As sessões plenárias ordinárias do tribunal ocorrem sempre às terças e às quintas-feiras, a partir das 9h e 19h, respectivamente.