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MPF denuncia Ibaneis por superfaturamento e dano ao erário na Bahia

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Por Lilian Tahan e Gabriela Furquim, da Grande Angular – O postulante ao Palácio do Buriti pelo MDB, Ibaneis Rocha, é alvo de uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) por ter recebido R$ 3.316.244,85 em honorários do município de Jacobina, na Bahia. O processo aponta suposto superfaturamento, uso indevido da verba que deveria ser exclusivamente destinada a investimentos em educação e dano ao erário.

A ação tem como alvo o escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria, o próprio político e quatro sócios do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB-DF).

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF em 2017, quatro anos antes, em 2013, o município de Jacobina ganhou uma ação contra a União na qual reclamava o valor repassado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) à cidade mineira.

A causa rendeu R$ 39,9 milhões, que seriam pagos por meio de precatórios. Foi determinado também o pagamento de R$ 9 milhões, a título de honorários, à O’Dwyer Advogados Associados, contratada pela prefeitura para pleitear os valores referentes ao Fundef.

No entanto, por entender que o dinheiro do Fundef não poderia ser utilizado para pagar o serviço advocatício, a Justiça Federal bloqueou o repasse dos R$ 39,9 milhões, no âmbito de uma primeira ação civil pública movida contra a O’Dwyer.

O escritório de Ibaneis foi, então, contratado pelo município, por R$ 3.316.244,85, em 2016, para tentar liberar os R$ 39,9 milhões. O pagamento à empresa brasiliense foi feito por meio de dois depósitos em contas de responsabilidade de Ibaneis, como descreve uma segunda ação civil pública, esta oferecida contra a banca dos advogados brasilienses.

Segundo o MPF, os recursos seriam provenientes do Fundef e só poderiam ter sido usados para a educação. Ainda assim, a verba foi utilizada, de acordo com o Ministério Público Federal, para pagar os advogados do DF.

A ação civil pública pediu a “declaração de nulidade do pagamento de honorários advocatícios contratuais efetuado com recursos oriundos do Fundef, em manifesta contrariedade à legislação e à orientação do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia, além da condenação na obrigação de ressarcir ao erário a quantia indevidamente recebida, devidamente atualizada”. Em caráter de urgência, o MPF pediu o bloqueio de bens de Ibaneis no valor da ação.

Em 24 de abril de 2017, o juiz federal substituto Fernando Braz Ximenes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), determinou o bloqueio de R$ 3.316.244,85 do hoje candidato ao Palácio do Buriti.

Confira a íntegra da ação civil pública:

Denúncia do Ministério Público Federal (MPF) — Ibaneis Rocha by Metropoles on Scribd

O magistrado chama atenção para duas questões: os altos valores pagos a advogados por um município tão carente e o fato de, mesmo sendo representada por um escritório, a prefeitura contratar um segundo para atuar na causa.

Em virtude da aparência de irregularidade da contratação para o curioso objetivo de ‘levantar/liberar’ o crédito depositado e vinculado à ação anterior, oriundo de demanda patrocinada por outro escritório, entendo caracterizada a ‘probabilidade do direito’ invocado, sobretudo quando se tem em vista a possibilidade de malversação de recursos públicos fundamentais para a carente municipalidade“

Fernando Braz Ximenes, juiz do TRF-1

Ximenes ainda destaca que a contratação do escritório “desfalca o combalido orçamento do município de Jacobina”. E aponta “risco de dilapidação do montante recebido a título de honorários contratuais”.

Em junho de 2017, após recurso apresentado por Ibaneis, a Justiça substituiu o bloqueio pela penhora de um bem imóvel em valor similar. Atualmente, o caso segue em tramitação no TRF-1.

Veja a decisão do TRF-1:

Decisão TRF-1ª região — Ibaneis Rocha by Metropoles on Scribd

O outro lado
Sócio de Ibaneis e responsável pela condução do processo citado, o advogado Johann Homonnai afirmou que o escritório de Ibaneis atuou em dezenas de casos semelhantes ao de Jacobina, tendo, inclusive, defendido no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o pagamento de honorários mesmo quando oriundos de fundo com destinação específica, como o Fundef.

“Conseguimos pacificar a questão, com a decisão favorável do STJ. Isso nos deu conhecimento específico, o que justifica a contratação, mesmo com outra banca de advogados atuando”, explicou o advogado.

Sobre o suposto superfaturamento, Homonnai afirmou que a OAB recomenda que, em contratos considerados de risco, como o em questão, a cobrança de honorários é geralmente estipulada e 20% do valor total. “Na causa de Jacobina cobramos 8%”, disse.

Em relação ao dano ao erário público e ao suposto uso do dinheiro oriundo do Fundef após a liberação do pagamento do precatório, o advogado afirmou que a banca desconhece a origem do dinheiro. “Nós prestamos um serviço e recebemos por ele”, concluiu.

Confira a contestação apresentada pela defesa:

Contestação Ibaneis by Metropoles on Scribd

 

Operação da PF investiga propina paga pela Odebrecht a Marconi Perillo

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Por Pedro Peduzzi

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal deflagraram hoje (28) a Operação Preposto, com o objetivo de provar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa atribuídos ao ex-senador e ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB.
As suspeitas têm como origem colaborações premiadas feitas por executivos da Odebrecht. De acordo com os investigadores, a operação tenta identificar o destino de aproximadamente R$ 12 milhões em recursos desviados.

Por determinação da 11ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades goianas de Pirenópolis, Aruanã, Aparecida de Goiânia, e Goiânia, além de Campinas (SP) e São Paulo. Ao todo, 65 policiais participam das ações.

Por meio de nota, o MPF informou que a Operação Preposto é um desdobramento das investigações da Operação Lava Jato, e decorre de acordos de leniência e colaboração premiada firmados pelo MPF com a Construtora Norberto Odebrecht e seus executivos.

Valores da propina

“Quando ainda era senador e, depois, também como governador, Marconi Perillo solicitou e recebeu propina no valor de, em 2010, R$ 2 milhões e, em 2014, R$ 10 milhões, em troca de favorecer interesses da empreiteira relacionados a contratos e obras no Estado de Goiás”, diz a nota do MPF.

Informa, ainda, que também são alvos da operação o ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Eduardo Rincon, o filho dele, Rodrigo Godoi Rincon, o policial militar Márcio Garcia de Moura, o ex-policial militar e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior.

Segundo o MPF, o caso foi remetido à primeira instância a partir da renúncia de Marconi Perillo ao mandato de governador de Goiás e a consequente perda de foro privilegiado. O caso foi então assumido pelo Núcleo de Combate à Corrupção do MPF em Goiás e pela Polícia Federal.

A investigação foi iniciada em junho de 2017, perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a nota do MPF, em julho de 2018 a Justiça Federal autorizou acesso a e-mails e a extratos de ligações telefônicas dos investigados, bem como às suas respectivas localizações, com base em informações das antenas das operadoras de celulares.

 

 

TEATRO COMÉDIA | Rose, a doméstica do Brasil

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Além de arrancar risos pela TV e internet, personagem conta sua história antes da fama nos palcos

Depois do enorme sucesso de três temporadas em SP, espetáculo vem pela PRIMEIRA VEZ nos Palcos de Brasília, em únicas apresentações nos dias 29 e 30 de setembro no Teatro da CAESB em Águas Claras.

Rose é uma mulher batalhadora que ficou famosa por se tornar a doméstica dos gays depois que postou seu vídeo na internet cantando “Grelo”, paródia de “Halo”, da consagrada cantora pop Beyoncé. No espetáculo ela relembra sua história antes de ficar famosa: a infância, seus filhos, suas desilusões amorosas e um sonho com seu ídolo Amado Batista, contados com muita música ao vivo.

“Rose apresenta uma narrativa simples e descontraída, como se estivéssemos falando com uma velha conhecida que entre uma espanada e outra, um sonho e outro, divide conosco o seu mundo”, diz Adriana Soares, diretora do espetáculo.

 

Sobre a Personagem

Rose poderia ser Maria, Joana, Helena, Cláudia e tantas outras mulheres brasileiras. Rose é o retrato da dona de casa do interior mineiro com seus conflitos e problemas típicos de mãe: filhos, marido, casa, dentre tantos outros. Rose é empregada doméstica, mas suas ideias fora do comum de sua cidade e amigos a fizeram se especializar em um tipo inusitado de faxina: começou a fazer sucesso e trabalhar apenas na casa de gays. Lindsay Paulino, intérprete da personagem, conta que o primeiro vídeo de Rose foi feito para os amigos e sem pretensão alguma de fazer sucesso. Mas a personagem foi crescendo, outros vídeos foram criados e ela se tornou muito conhecida na internet, o que refletiu em seu sucesso nos palcos e, posteriormente, na TV.

 

A história é inventada, mas é tudo verdade.

Sempre tendo como referência a infância, a família, os vizinhos e vários outros personagens que cruzam nossas vidas e nunca mais deixam nossa imaginação, Lindsay Paulino e a diretora Adriana Soares, entre risos escandalosos e profunda identificação com a Rose, enveredaram em descobrir o rumo para onde estas estórias iriam levar. “Rose apresenta uma narrativa simples e descontraída, como se estivéssemos falando com uma velha conhecida que entre uma espanada e outra, um sonho e outro, divide conosco o seu mundo”, diz Adriana. Soares ainda completa: “O espetáculo “Rose, a doméstica do Brasil”, com certeza já estava pronto na cabeça do ator-criador Lindsay Paulino, que com coragem, muita dedicação e confiança deu à personagem, que já existe há tanto tempo, ainda mais sentido e forma”.

Público

“Rose, a doméstica do Brasil”, sucesso de público e crítica em Minas Gerais, completou mais de 200 apresentações em 4 anos em cartaz na capital do estado. O espetáculo segue sua trajetória de sucesso em São Paulo, onde já teve lotação esgotada em três temporadas nos anos de 2016 a 2018.

Recentemente em Belo Horizonte, Lindsay Paulino lotou o renomado Palácio das Artes em sessão comemorativa do espetáculo.

Mais de 100 mil pessoas, adolescentes, adultos e idosos de todo o Brasil, já se divertiram com o espetáculo.

Lindsay Paulino

Lindsay Paulino é mineiro e se formou ator no Centro de Formação Artística do Palácio das Artes (CEFAR), em Belo Horizonte. Atuou em mais de 20 espetáculos com diretores mineiros renomados, como Eid Ribeiro, Lenine Martins, Antônio Araújo e Fernando Bustamante. É criador e intérprete de vários personagens cômicos de sucesso na internet, com destaque para Rose, a doméstica das bichas, com mais de 1 milhão e meio de acessos. Rose foi sucesso também no quadro “Famosos da internet” do Programa da Eliana (SBT). Paulino trabalhou também como apresentador do Programa Absurdo, da Rádio Extra (BH).

Na TV Lindsay integrou o elenco da série “A vida de Rafinha Bastos”, produzida pela FOX, e atualmente é contratado do canal Multishow e está no ar com as séries “Treme Treme”, com a personagem Rose, e “Xilindró”, com a personagem Xuxeta, outra criação de grande sucesso do ator.

No Instagram Paulino possui mais de 160 mil seguidores e sua página no Facebook é acompanhada por mais de 50 mil fãs.

SERVIÇO:

Rose, a Doméstica do Brasil

Com: Lindsay Paulino

Direção: Adriana Soares

Dias:  29 e 30 de setembro  sábado às 19h e Domingo às 18h e sessão EXTRA às 20h30

Classificação: 10 anos

Duração: 75 minutos

Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia-entrada)

Local: TEATRO DA CAESB

ÀGUAS CLARAS

LOTAÇÃO: 410

AVENIDA SIBIPIRUNA , LOTE 13 – TEATRO DA CAESB ( mesma avenida do Batalhão da PM e do Corpo de Bombeiros de Águas Claras )

INFORMAÇÕES: (61) 98413-0850

VENDAS PELA INTERNET: WWW.BILHETERIADIGITAL.COM

VENDAS NAS LOJAS DA BILHETERIA DIGITAL NO : BRASÍLIA SHOPPING, PATIO BRASIL , CONJUNTO NACIONAL

PONTO DE VENDA EM ÀGUAS CLARAS: OTICAS CAROL DO ÁGUAS CLARAS SHOPPING (Ponto de venda sem taxa de conveniência)

 *NOS DIAS DE APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO A BILHETERIA DO TEATRO DA CAESB FUNCIONA A PARTIR DE MEIO DIA.

**ACESSIBILIDADE TOTAL COM CADEIRAS PARA TODAS AS NECESSIDADES ESPECIAIS, RAMPAS, ELEVADOR E BANHEIRO.

***ESTACIONAMENTO NO LOCAL

FICHA TÉCNICA

Produção: LP Produções | Produtor responsável: Pedro Reis | Texto e atuação: Lindsay Paulino | Direção: Adriana Soares | Cenário e luz: Diego Benicá | Designer de som: Sidnei Rodrigues | Técnicos de palco: Daniel Carvalho e Júnior Procópio | Figurino: Lindsay Paulino | Bonecos: Paulo Emílio Luz | Preparação Vocal: Beto Sorolli | Coreografias: Alberto Venceslau e Andressa Corso | Voz em off: Luiz Arthur | Trilha Sonora adaptada: Lindsay Paulino | Gravação, mixagem e masterização: Audioartte e Maria Tereza Costa | Backing vocal: Milene Vianna e Raissa Alves | Maquiagem: Rod Makeup | Projeção: Rafael Bastos | Fotografia: Hígor Almeida | Programação Visual: Daniel Augusto | Imagens: Self Produções | Cenotécnica: Companhia Cenográfica | Confecção de Figurino: Sisan Confecções

Comprar ou alugar: qual o melhor investimento no atual momento imobiliário?

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Com quedas de taxas e mudanças em índices, pessoas em busca de um novo lar tendem a ter dúvidas na hora de tomar esta decisão

Muitos brasileiros ainda vivem um grande dilema quando o assunto é a casa própria: alugar ou investir na compra do imóvel, qual a melhor alternativa? Segundo pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), já são quase 143 milhões de brasileiros que possuem casas próprias, enquanto 32 milhões ainda vivem de aluguel. Realizar o sonho da casa própria pode parecer o cenário ideal, mas muitas vezes as opiniões acabam divergindo. Famílias formadas e mais estruturadas sempre têm em seus planos ter um imóvel para chamar de seu. Por outro lado, pessoas mais jovens preferem o aluguel por não quererem ficar presos a um endereço só por muito tempo.

Antes de tomar qualquer decisão é preciso analisar com cuidado os mínimos detalhes. Como, por exemplo, considerar a parte das receitas mensais que podem ser gastas, seja com o pagamento do aluguel ou como o valor das parcelas de um financiamento. Entre os especialistas, há uma concordância de que o ideal é que essa despesa não ultrapasse 30% da renda mensal, assim o pagamento não compromete o orçamento familiar e pessoal. Vale lembrar que nesse valor já devem estar inclusos os custos de taxas condominiais, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), portaria e outros itens.

Independente de qual for o caso, o controller da Silveira Imóveis, Saulo Reis, explica que o principal fator a ser analisado é o cenário econômico na época da aquisição. “No último ano, as taxas de juros se mantiveram elevadas, o que desmotivava a intenção de comprar um imóvel. Porém, no segundo trimestre desse ano, aconteceu a queda da taxa Selic e a ampliação da oferta de crédito para esta modalidade. Com isso, as vantagens de comprar passaram a ser novamente uma realidade”, explica. Além disso, a curva de oferta e demanda se mostrou prejudicada com a recessão, ou seja, existem mais imóveis à disposição do mercado do que ele pode suportar, o que diminui o valor do m². Assim, o aluguel ficou mais barato e o custo médio para aquisição também.< /p>

O que vale mais a pena?

Como em qualquer situação, as duas opções têm ônus e bônus. “Na compra, ao mesmo tempo que você passa a não ter mais despesas com moradia, assumindo parcelas de financiamento. Porém é um investimento com baixa liquidez e traz riscos de descapitalização em tempos de crise”, relata Saulo. O aluguel se torna vantajoso por não trazer esse risco, além de não demandar investimento em melhorias e infraestrutura. Por outro lado, existe a desvantagem de, no caso de um imóvel para morar, o mesmo não poder ser adequado ao gosto do locatário.

No atual cenário imobiliário, alguns dados indicam que a maior parte das famílias da capital federal têm preferido alugar. “O volume de locações está em ascendência, cresceu 1,36% desde o primeiro trimestre deste ano. Isso significa que algumas famílias acabam optando por pagar aluguéis mais baratos e não colocar as reservas em risco. Porém Saulo explica que, no fim das contas, cada caso é um caso. “No Brasil, ambos os cenários estão promissores. O mais importante é fazer as contas e medir o grau de risco de cada pessoa ou família”, finaliza.

Corpo de Roriz será enterrado amanhã após velório no Memorial JK

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A despedida vai até as 10h desta sexta, quando haverá uma missa

Por Carolina Gonçalves

O velório do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que morreu na manhã de hoje (27) aos 82 anos, foi marcado para as 15h de hoje (27) no Memorial JK, na região central de Brasília. A despedida vai até as 10h de amanhã (28), quando será celebrada uma missa no memorial. O corpo de Roriz será sepultado no cemitério Campo da Esperança, na capital. A informação foi confirmada há pouco pela família que ainda aguarda a liberação do corpo no hospital onde o político morreu depois de um infarto do miocárdio nesta manhã.
Roriz começou a carreira política em 1962, como vereador de sua cidade natal, Luziânia, município goiano no Entorno do DF. Em 1991, assumiu o Executivo do DF, onde governou por 14 anos. Sua administração foi marcada pelo populismo de ações voltadas à moradia dos mais pobres, com políticas de distribuição de pão e leite e a construção de nove cidades. Outra marca dos quatro mandatos foram as obras viárias, como a construção da ponte JK e o Metrô que também mantiveram sua popularidade alta, apesar das inúmeras denúncias de desvios de verbas e superfaturamentos que recaíram sobre seus governos.

A trajetória de Roriz foi lembrada por diversos políticos que usaram as redes sociais ao longo de toda a manhã. O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, decretou luto oficial de três dias e atribuiu a Roriz parte da história de Brasília. Segundo ele, escrita por Juscelino Kubitscheck, que a fundou, e pelo ex-governador que “a consolidou”. O presidente Michel Temer lamentou a morte do ex-governador e destacou suas obras.

O Palácio do Buriti foi colocado à disposição para o velório, mas a família optou por usar outro espaço. A última passagem de Roriz pelo palácio foi em 2006, quando abriu mão do Executivo para se candidatar ao Senado. Foi eleito, mas renunciou cinco meses depois de assumir o cargo, em julho de 2007, para evitar processo por quebra de decoro parlamentar que tramitava contra ele no Conselho de Ética da Casa.

Pelo mesmo processo que ficou conhecido como Bezerra de Ouro, Joaquim Roriz foi condenado pela Justiça do DF em segunda instância em 2015. O caso tratava de dois cheques descontados no Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 2,2 milhões que pertenciam ao fundador da GOL, Nenê Constantino. A defesa argumentou que o dinheiro foi emprestado para a compra de embrião de uma bezerra de raça, em São Paulo.

Temer lamenta morte e destaca obras e realizações de Joaquim Roriz

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Por Pedro Peduzzi

O presidente Michel Temer usou as redes sociais para prestar homenagem ao ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, que morreu na manhã de hoje (27) no Hospital Brasília.

Em mensagem publicada no Twitter, Temer lembrou das obras e realizações de Roriz ao longo dos quatro mandatos no Executivo da capital federal.

“Lamento a morte do ex-governador Joaquim Roriz, que dirigiu o governo do Distrito Federal por quatro vezes e que marcou a vida política da Capital com muitas obras e realizações. Meus sentimentos à sua família”, escreveu Temer no Twitter.

Roriz havia dado entrada no hospital no último dia 24 devido a uma pneumonia.

Hoje, às 7h50, ele morreu em consequência de um infarto do miocárdio, como informou o gabinete de sua filha, Liliane Roriz.

Eliana Pedrosa divulga nota de pesar pelo falecimento de Roriz

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A candidata ao Governo do Distrito Federal, Eliana Pedrosa (PROS), apoiada pela família de Joaquim Roriz, divulgou nota oficial em falecimento do ex-governador do DF.

Veja integra da nota: 

Salomão, no livro de Eclesiastes, nos ensina que há tempo para tudo debaixo do sol. Mas hoje o tempo é de tristeza e de sentimento de orfandade. O Distrito Federal perdeu sua maior figura pública. Um visionário que pisou nesse chão de terra batida, antes mesmo de Juscelino Kubitscheck transformá-lo na capital de todos os brasileiros.

É um tempo de luto por um homem que escreveu muitos capítulos da história da ainda jovem Brasília. Um nome acima de diferenças ideológicas e matizes partidárias. Um governador ousado que rescreveu o projeto de Lucio Costa e Oscar Niemeyer, ajudando estes dois grandes vultos a aperfeiçoar sua obra prima.

É um tempo de saudade. De lembrar dos dias em que a visão social se encontrou com o desenvolvimento e caminharam juntos. Joaquim Domingos Roriz reedita o que foi dito no passado e deixa a vida para entrar na história, como um verdadeiro estadista que cuidou do povo com o coração no presente e os olhos no futuro.

Hoje é tempo de consolar Dona Weslian que com seu jeito discreto e elegante elevou o conceito de família a um siginificado mais amplo e abriu sua casa e seus braços para receber a todo o nosso povo sofrido, que encontrou em Brasília um alento nos dias difíceis e um homem para chamar de pai.

O Distrito Federal está órfão. E toda a classe política também. Pois foi Roriz que ensinou a todos nós a sermos vermelhos, azuis, verdes e de todas as cores possíveis em uma democracia saudável e verdadeiramente republicana. Jaqueline, Liliane, Weslliane: nossas irmãs de luta, juntamente com Joaquim Roriz Neto, recebam o abraço sincero de todos nós que assim como Joaquim Roriz sempre sonhamos com o melhor para o DF e nosso povo.

Porque hoje é tempo de aprender tudo aquilo que Roriz nos ensinou e guardar a lição de que o maior exemplo de gestão que existe é governar com amor, olhando sinceramente nos olhos de cada cidadão desse nosso quadrado, de Ceilândia a Planaltina, de Engenho das Lajes aos Lago Sul e Norte.

Suspendo minhas atividades, pois hoje é tempo de parar e refletir. Eu que entrei na vida pública instada pelo sonho, mas incentivada por Joaquim Roriz. Eu que agora me sinto tão pequena diante da grandeza da biografia e da sabedoria de Joaquim Roriz, percebo que agora é hora de silêncio. O calar solene da saudade que jamais calará nos corações de todo o Distrito Federal.

Eliana Pedrosa

Candidatos suspendem campanha em respeito a morte de Roriz

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Foto: Sheyla Leal

O senador Cristovam Buarque (PPS) acaba suspender temporariamente sua agenda de campanha, em respeito a Joaquim Roriz, que faleceu nesta manhã. Cristovam Buarque foi a primeiro a tomar a iniciativa e afirmou que o ex-governador “foi o político mais emblemático de Brasília” e que, para ele, “será sempre uma honra ter tido um opositor da estatura de Joaquim Roriz”.

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) soltaram notas oficiais:

Nota oficial da CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal, por meio de sua Mesa Diretora, vem a público manifestar seu profundo pesar pelo falecimento do ex-governador do DF, Joaquim Domingos Roriz.

A importância que o ex-governador teve para o Distrito Federal, seja no âmbito politico, administrativo, social e econômico, é imensurável.

Joaquim Roriz desempenhou um papel fundamental na consolidação da autonomia política do DF, da qual a Câmara Legislativa do DF e a Lei Orgânica do DF são exemplos.

Por tudo isso, Roriz extrapola os limites de figura histórica, ganhando contornos de uma instituição, papel esse que toda sociedade saberá reconhecer.

Neste momento, toda a solidariedade desta Casa de Leis à família, mas também à população da Capital da República que perde um defensor profundamente identificado com o DF.

Um administrador que, acima de paixões politico/partidárias, para sempre será lembrado com respeito.

 

NOTA OFICIAL

A morte do ex-governador Roriz abala a todos brasilienses que o acolheram e que receberam dele em troca muito trabalho e realizações de toda a ordem.

Falar de Roriz é falar da história de Brasília, de sua consolidação como a capital da República.

Brasília tem dois homens que escreveram a sua história: Juscelino Kubitscheck, que a fundou, e Joaquim Roriz que a consolidou.

É impossível caminhar por todo o Distrito Federal e não encontrar um lugar que não tenha uma obra sua – da abertura de uma pequena ruela a cidades monumentais.

A construção de nove cidades, a preservação do Plano Piloto com a retirada de invasões, o Metrô, Corumbá IV, os programas pioneiros de atendimento à população carente, tudo isso construiu uma trajetória incomparável na história.

Brasília perde um realizador, um homem com fortes laços com a população mais humilde e que soube ser visionário numa cidade idealizada por outros visionários, e construída por candangos pioneiros, que Roriz tanto se preocupou e abrigou.

Com pesar, decretei luto oficial por três dias, coloquei o Palácio do Buriti à disposição, para se for do desejo da família, seja utilizado para que o povo se despeça dele e lhe preste uma última homenagem .

À Dona Weslian, suas filhas Liliane, Jaqueline e Wesliane, aos netos e aos milhões de brasilienses que sempre tiveram muito apreço e respeito ao ex governador, meus pêsames, minhas orações e as de Marcia para que consigam superar esse momento difícil.

Rodrigo Rollemberg

Governo do DF decreta luto oficial por morte de Roriz

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Por Carolina Gonçalves

O Governo do Distrito Federal decretou três dias de luto oficial pela morte de Joaquim Roriz, ocorrida na manhã de hoje (27) aos 82 anos. O ex-governador estava internado no Hospital Brasília onde sofreu um infarto do miocárdio.

“Brasília perde um realizador, um homem com fortes laços com a população mais humilde e que soube ser visionário numa cidade idealizada por outros visionários”, declarou – em nota – o governador Rodrigo Rollemberg.

Ele afirmou que a história da capital do país foi escrita por Juscelino Kubitscheck, que a fundou, e Joaquim Roriz “que a consolidou”. O Palácio do Buriti foi colocado à disposição da família para o velório.

Roriz comandou o governo do DF por quatro mandatos marcados por ações voltadas para as populações mais pobres, com políticas de distribuição de pão e leite e a construção de nove cidades no entorno de Brasília. As obras viárias como a construção da ponte JK e o Metrô também garantiram sua popularidade.

Ao mesmo tempo, o ex-governador foi alvo de acusações de racismo e denúncias como as que envolviam desvios de verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e superfaturamento de obras e compra de merenda escolar.

A família do ex-governador ainda não informou detalhes sobre o sepultamento. Políticos locais usam as redes sociais para manifestar notas de pesar.

 

Joaquim Roriz morre aos 82 anos

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Morreu hoje (27), às 7h50, aos 82 anos, em Brasília, o ex-governador do Distrito Federal (DF) Joaquim Roriz.

Ele estava internado no Hospital Brasília. A informação foi confirmada há pouco pela assessoria de sua filha, Liliane Roriz.

Roriz havia dado entrada no hospital no último dia 24 devido a uma pneumonia.

Hoje, por volta das 7h50, ele faleceu em consequência de um infarto do miocárdio. A saúde de Roriz, que governou o DF por quatro vezes, vinha piorando desde 2017.

Roriz era diabético e tinha problemas renais crônicos, tendo que se submeter a hemodiálises periódicas.

Roriz governou o Distrito Federal por quatro mandatos (1988-1990, 1991-1995, 1999-2003 e 2003-2006).

No primeiro mandato, foi indicado pelo presidente, já que na época o Distrito Federal não podia eleger seus governadores. Em 1991, foi o primeiro governador eleito da região. Deixa a mulher, três filhos e quatro netos.

Roriz nasceu em 4 de agosto de 1936, em Luziânia (GO), e iniciou a carreira política na cidade goiana, onde foi vereador.

Antes de iniciar a vida em Brasília, foi eleito deputado estadual (1978), deputado federal (1982) e vice-governador do estado de Goiás (1986). De 1987 a 1988, foi prefeito da capital, Goiânia, como interventor.

No mesmo dia em que deixou a prefeitura de Goiânia, em 17 de outubro de 1988, Roriz se tornou governador do Distrito Federal, indicado pelo então presidente do país, José Sarney. Na época, o DF não tinha o direito de eleger seu governador pelo voto direto.