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Favorito ao GDF, Ibaneis espera compor ‘grande força do bem’ para vencer eleição

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Por Kenzo Machida e Hamanda Viana – No dia seguinte ao resultado do primeiro turno, nesta segunda-feira (8), o candidato ao governo Distrito Federal Ibaneis (MDB) fez uma avaliação dos resultados das urnas. Ao G1, ele afirmou que a prioridade é fazer com que a população que não votou nele possa entender as propostas para os próximos quatro anos. O candidato também avaliou possíveis alianças para o 2º turno.

Ibaneis recebeu 634.008 votos e ficou com 41,97% dos votos válidos – excluindo brancos, nulos e ausentes. Ele vai para o segundo turno com Rodrigo Rollemberg (PSB), que ficou com 13,94%.

“Eu acho que isso que aconteceu nesse 1º turno é fruto da vontade da população e um pouco da minha determinação e força de trabalho.”

Segundo ele, a campanha conseguiu terminar o 1º turno à frente por ter trazido “propostas novas” para os eleitores. “Uma maneira diferente de fazer campanha, uma maneira alegre, sincera, olhando no olho, abraçando as pessoas, indo pro debate realmente, às vezes até para o embate”, disse.

Ele declarou ainda que a população de Brasília busca “alguém que tenha sinceridade no trato da coisa pública, que faça política com sinceridade”.

Estratégia

Segundo Ibaneis, a estratégia de busca de votos no segundo turno é “caminhar muito, andar muito, participar de todos os debates e responder a todos os questionamentos”. Pelo resultado do pleito, ele venceu em 17 zonas eleitorais; Rollemberg ganhou em duas.

O candidato se saiu melhor no Recanto das Emas (52,34% dos votos válidos), em Ceilândia Norte/Setor O (50,60%) e em Planaltina (48,49%). Por outro lado, foi pior na Asa Norte (22,97%), na Asa Sul (24,74%) e no Cruzeiro (29,25%).

Mapa de votos por zona eleitoral no Distrito Federal – votos para governador — Foto: G1
Mapa de votos por zona eleitoral no Distrito Federal – votos para governador — Foto: G1

Até a manhã desta segunda, nenhum candidato havia declarado apoio a Ibaneis – no último debate antes do 1º turno, ele chegou a dizer que não queria apoio dos adversários no 2º turno. Agora, Ibaneis disse que espera compor “uma grande força do bem para salvar Brasília da inanição”.

Ibaneis disse que conversou com o senador eleito Izalci (PSDB) e com o ex-deputado federal Jofran Frejat na manhã desta segunda. “Já recebi muitas ligações que eu fiz questão de atender. Eu já tinha conversado com o pessoal do PRB, já tem alguns partidos que estão me procurando”, afirmou.

“A população do DF cansou dos nomes que tinha aí. Ela cansou daquela rivalidade entre partidos e colocou o Distrito Federal numa posição muito ruim no cenário nacional.”

Ibaneis passou a manhã em casa, no Lago Sul. Por recomendação médica, ele teve de ficar de repouso e cancelou compromissos externos após sofrer irritação em um dos olhos. O candidato foi medicado e reservou o dia para organizar as estratégias de campanha.

Resultado dos votos não válidos

  • Brancos + nulos: 180.195 eleitores ou 10,72% dos votos
  • Abstenção: 389.195 eleitores ou 18,73% dos votos

FMI reduz projeção de crescimento do Brasil para 1,4% este ano

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Para 2019, projeção de crescimento do PIB foi reduzida em 0,1 ponto

Por Kelly Oliveira

A economia brasileira deve crescer menos em 2018 e no próximo ano, de acordo com atualização de estimativas do relatório de Perspectiva Econômica Mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado hoje (9).
A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em 1,4% este ano, com redução de 0,4 ponto percentual em relação a julho.

Para 2019, a projeção de crescimento do PIB foi reduzida em 0,1 ponto percentual para 2,4%.

Segundo o FMI, a economia brasileira crescerá nesses dois anos devido à recuperação da demanda privada. No relatório, o fundo cita o efeito da greve dos caminhoneiros, com redução da projeção para o PIB deste ano em relação ao estimado em abril.

“O crescimento projetado para 2018 é menor do que no relatório de abril em 0,9 ponto percentual devido a interrupções causadas pela greve dos caminhoneiros em todo o país e condições financeiras externas mais apertadas, que são fonte de risco para as perspectivas”, diz o relatório.

Inflação

Para o FMI, a inflação deve chegar a 3,7% este ano e a 4,2% em 2019. O fundo avalia que a inflação dos preços dos alimentos vai se recuperar após uma queda causada por uma colheita excepcional em 2017.

O fundo acredita que a política monetária (taxa básica de juros, a Selic) deve permanecer acomodativa, enquanto o desemprego permanece alto e a inflação cresce gradualmente em direção à meta, que deve ser perseguida pelo Banco Central (BC). A previsão do FMI para a taxa de desemprego é 11,8% em 2018 e 10,7% em 2019.

No relatório, o FMI acrescenta que a consolidação fiscal é uma prioridade no Brasil. “A reforma da Previdência é essencial para garantir sustentabilidade e justiça, dado que as despesas previdenciárias são altas e crescentes e as aposentadorias são indevidamente generosas para alguns segmentos da população”, diz o documento.

O FMI defende também aumento na flexibilidade do orçamento. “Também será necessário continuar contendo a folha salarial do governo, harmonizando os regimes tributários federais e estaduais e melhorando as finanças dos governos subnacionais, protegendo ao mesmo tempo programas sociais eficazes”, destacou o fundo.

PSB, PSDB, Rede, DC e PPL devem anunciar hoje apoio no segundo turno

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Integrantes das executivas nacionais se reúnem em Brasília

Após breve descanso com o fim do primeiro turno das eleições, os partidos políticos se reúnem para definir o apoio aos candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). A expectativa é de que PSB, PSDB, Rede, DC e PPL anunciem hoje (9), em Brasília, as decisões.

Informalmente, alguns líderes políticos sinalizaram como atuarão nesta reta final. O comando do PDT, do candidato Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, indicou que deve assumir um “apoio crítico” à candidatura de Haddad.

Sofrendo com uma redução nos quadros, o PSDB, que lançou o candidato Geraldo Alckmin, deve ter uma divisão interna, segundo analistas políticos. Mesmo se houver uma decisão fechada em torno de um dos nomes, a tendência é de racha. A vice na chapa de Alckmin, Ana Amélia, afirmou que apoiará Bolsonaro.

Nas redes sociais, o candidato do PPL à Presidência, João Goulart Filho, fez elogios a Ciro Gomes, mas não apontou se pretende apoiar Bolsonaro ou Haddad. A candidata da Rede, Marina Silva, fez severas críticas aos dois que disputarão o segundo turno, assim como João Amoêdo, do Partido Novo.

Reuniões

A Comissão Executiva Nacional do PSB se reúne, às 14h30, na sede do partido, em Brasília. Às 15h, a executiva nacional do PSDB também se encontra na capital federal. O PPL, que lançou João Goulart Filho, é outro partido que se reúne nesta terça-feira em Brasília.

A expectativa é de que Rede e o DC, de Eymael, anunciem hoje também seus apoios. O MDB, presidido pelo senador Romero Jucá (MDB-RR), que perdeu a reeleição, deve se reunir amanhã (10) na capital federal. Já o PSTU, de Vera Lúcia, marcou para o dia 11 o anúncio.

O Podemos, que lançou Alvaro Dias, o Partido Novo, de João Amoêdo, e o PV, que lançou Eduardo Jorge, vice de Marina Silva, ainda não marcaram reuniões para decidir sobre o tema.

Agendas

Bolsonaro afirmou que pretende se reunir com o economista Paulo Guedes, apontado como seu eventual ministro da Fazenda. O candidato deverá permanecer em casa, no Rio de Janeiro. Amanhã (10), ele será examinado por uma junta médica para poder definir sua agenda de campanha.

Haddad terá encontros hoje com governadores do PT e correligionários, em São Paulo. As reuniões ocorrem um dia depois de ele visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em Curitiba. O candidato ainda não anunciou como será a agenda de campanha até o segundo turno.

Médica oncologista traz para o DF exposição fotográfica em homenagem ao Outubro Rosa

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O projeto aberto ao público durante o mês de outubro traz imagens de pacientes em tratamento no Hospital Universitário de Brasília – HuB

Outubro Rosa chega mais uma vez para conscientizar a população sobre a luta mundial contra o câncer de mama. É durante esse período que inúmeros países criam ações para promover a detecção precoce e o tratamento da doença. Em Brasília, a Médica Oncologista Ludmila Thommen e a Médica Residente em Mastologia do Hospital Universitário de Brasília (HuB), Thereza Racquel Moura Baptista idealizaram uma exposição composta por onze fotos tiradas por Barbara Paiva e Guilherme Tonelli de pacientes em tratamento na unidade de saúde com o intuito de retratar a doença sob uma perspectiva mais humana e sensível.

O projeto que tem início no dia 05 e permanece até o dia 26 de Outubro, estará aberto ao público no serviço de oncologia do Hospital Universitário de Brasília – HuB (604/605 L2 Norte). Após o período da exposição as imagens serão boadas para as mulheres que fizeram parte da ação. “O objetivo é que cada foto expresse a personalidade e conte uma breve história de cada paciente com seus receios e sua força de superação e busca pela vitória”, conta Ludmila.

A exposição acontece com o apoio do serviço de Oncologia na unidade de saúde, e da Psicóloga Juciléia Souza, de segunda a sexta-feira, durante todo o mês de outubro, das 9:00 às 17:00.

Além dos remédios

A oncologista, também, desenvolveu alguns projetos com as pacientes para ajudá-las a falar e a entender um pouco mais sobre o momento que estão passando.

O projeto Movimento Vida surgiu após 11 anos de trabalho na área de saúde e por meio de uma avaliação da vida dos pacientes com câncer de mama em tratamento em Brasília. A ação iniciada em julho de 2018 tem como objetivo estabelecer conexões entre médicos e pacientes, proporcionando o esclarecimento sobre a doença e sobre o tratamento.

Nesse projeto, as pacientes escolhem o tema das reuniões que, acontecem uma vez por mês, com duração de 1 hora, no Hospital Universitário de Brasília – HuB. Para os debates, mastologistas, fisioterapeutas, psicólogos e pacientes que estão em tratamento ou já passaram pelo tratamento abordam de maneira positiva no intuito de motivar e ajudar os pacientes que estão atravessando o momento de tratamento.

“A vida humana é constituída de um somatório de ações, reações, encontros, desencontros e expressões contínuas para escrever e rescrever a própria história. Tudo acontece durante este espaço de tempo entre o nascer e o morrer. E fazer a diferença neste intervalo é que faz nossa vida valer a pena”, explica a especialista.

Já o Clube da Mama, Ludmila desenvolveu em parceria com a Oncologista Mariane Cunha, que trata de uma reunião cientifica junto à equipe multidisciplinar uma vez por mês no Hospital Regional de Taguatinga – TRT.

O objetivo do programa é aproximar toda equipe envolvida no atendimento das pacientes com câncer de mama e criar protocolos de conduta baseados na realidade do Sistema único de Saúde – SUS. “Vivemos em uma era de novas tecnologias e medicamentos, porém sabemos que a realidade do serviço público não anda nessa mesma velocidade, tornando fundamental criar um TIME FORTE voltado para esse perfil de pacientes. É sempre bom poder discutir, ainda que não sejam todos, mas a maioria dos casos e, assim, conseguir definir a melhor conduta baseada na realidade do serviço. Nossos pacientes merecem o melhor sempre. Orgulho deste projeto”, diz Ludmila.

Serviço

Fotografia: Barbara Paiva e Guilherme Tonelli (Luz Fotografia)

Endereço: Hospital Universitário de Brasília – HuB (604/605 L2 Norte)

Horário: Seg a sex das 9:00 às 17:00

Contato: (61) 2028 5000

Saiba mais sobre o projeto: http://luzfoto.com.br/exposicao/

No 1º turno, Bolsonaro venceu em 23 capitais, Haddad em três

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Por Ana Cristina Campos

O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) ganhou em 23 capitais no primeiro turno das eleições, ocorrida neste domingo (7). Fernando Haddad (PT) venceu em Salvador, São Luís e Teresina, e Ciro Gomes (PDT) em Fortaleza, seu reduto eleitoral.
Na Região Sudeste, Bolsonaro ganhou em todas as capitais. Em São Paulo, o candidato do PSL teve 44,58% dos votos válidos. No Rio de Janeiro, Bolsonaro contabilizou 58,29% dos votos e, em Belo Horizonte, registrou 55,17% dos votos válidos. Em Vitória, foram 53,32% dos votos válidos para o deputado federal.

No Nordeste, Haddad conquistou a maioria dos votos válidos na capital baiana, com 47,75%, em São Luís, com 38,35%, e em Teresina, com 44,2%. Em Fortaleza, Ciro venceu com 40,13%. Já em Maceió, João Pessoa, Recife, Natal e Aracaju, Bolsonaro ficou em primeiro lugar nos votos válidos.

Na Região Norte, o deputado federal ficou à frente em todas as sete capitais. No Centro-Oeste, Bolsonaro também teve a maioria dos votos válidos em Brasília, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande. No Sul, o candidato do PSL ganhou em Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

No exterior, Bolsonaro teve 58,68% dos votos válidos, Ciro, 14,55% e Haddad, 10,14%.

No total, com 99,99% das urnas apuradas em todo o país, Bolsonaro chega ao segundo turno com 46,03% dos votos válidos contra 29,28% de Haddad. Ciro obteve 12,47% dos votos válidos, ficando em terceiro lugar no resultado do país.

Eleições renovam a Câmara Legislativa em mais de 60%

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Os eleitores definiram nas urnas ontem (7) os 24 nomes que terão assento na Câmara Legislativa do Distrito Federal a partir de 1º de janeiro de 2019, por um período de quatro anos. Na próxima legislatura, dois terços da composição atual da Casa serão renovados; ou seja, um índice superior a 60%. Os deputados distritais eleitos tomam posse no 1º dia do ano, quando uma nova Mesa Diretora é escolhida para conduzir os trabalhos do Legislativo local. Na mesma data, o governador do DF também toma posse em solenidade na CLDF.

Dos 24 parlamentares com mandato na Casa, apenas oito se reelegeram: Professor Reginaldo Veras (PDT), o mais bem votado entre os que concorriam à reeleição; Rafael Prudente (MDB); Rodrigo Delmasso (PRB); Chico Vigilante (PT); Robério Negreiros (PSD); Agaciel Maia (PR); Cláudio Abrantes (PDT) e Telma Rufino (Pros).

As outras 16 cadeiras serão ocupadas, em sua maioria, por nomes estreantes no Legislativo, a exemplo do pastor da Igreja Universal Martins Machado (PRB), eleito com o maior número de votos ao cargo (29.457), e o empresário Eduardo Pedrosa (PTC), irmão da ex-deputada Eliana Pedrosa – que este ano concorreu ao governo do DF.

Pela primeira vez, partidos como o Psol e o Avante terão representantes na Casa.

Pelo Psol foi eleito o assistente social e ativista da causa LGBT Fábio Felix. O estreante Novo também assegurou uma cadeira na Câmara Legislativa, com a eleição da servidora pública Júlia Lucy.

Por sua vez, o bombeiro Roosevelt Vilela (PSB), que já exerceu mandato na Casa como suplente do atual presidente Joe Valle (PDT), teve o nome confirmado nas urnas e volta ao parlamento no próximo ano.

Segundo mais bem votado ao cargo nessas eleições, o Delegado Fernando Fernandes (Pros) também foi eleito para a suplência em 2014, mas nunca chegou a exercer o mandato. A veterana Arlete Sampaio (PT), que já foi distrital e vice-governadora do DF, volta ao Legislativo para seu terceiro mandato.

Confira abaixo a lista de todos os 24 eleitos, com seus partidos e número de votos:

– Martins Machado (PRB) – 29.457 votos;

– Delegado Fernando Fernandes (Pros) – 29.420 votos;

– Professor Reginaldo Veras (PDT) – 27.998 votos;

– Rafael Prudente (MDB) – 26.373 votos;

– Rodrigo Delmasso (PRB) – 23.227 votos;

– Chico Vigilante (PT) – 20.975 votos;

– Robério Negreiros (PSD) – 28.819 votos;

– Agaciel Maia (PR) – 17.715 votos;

– José Gomes (PSB) – 16.537 votos;

– Arlete Sampaio (PT) – 15.537 votos;

– Cláudio Abrantes (PDT) – 14.238 votos;

– Jorge Vianna (Podemos) – 13.070 votos;

– Iolando (PSC) – 13.000 votos;

– Eduardo Pedrosa (PTC) – 12.806 votos;

– João Cardoso Professor-Auditor (Avante) – 12.654 votos;

– Roosevelt Vilela (PSB) – 12.257 votos;

– Telma Rufino (Pros) – 11.715 votos;

– Hermeto (PHS) – 11.552 votos;

– Fábio Félix (PSOL) – 10.955 votos;

– Valdelino Barcelos (PP) – 9.704 votos;

– Daniel Donizet (PRP) – 9.128 votos;

– Júlia Lucy (Novo) – 7.655 votos;

– Reginaldo Sardinha (Avante) – 6.738 votos;

– Leandro Grass (Rede) – 6.578 votos

PT e PSL são os que mais elegeram para a Câmara dos Deputados

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MDB, que durante os últimos anos foi a maior bancada, perde espaço

Os partidos PT e PSL foram os que mais elegeram deputados federais para a Câmara para os próximos quatro anos. O MDB, que durante os últimos anos foi a maior bancada da Casa, perdeu espaço, enquanto o Partido Novo conquistou mais cadeiras. O levantamento foi feito pela Câmara dos Deputados.

Se em 2014, o PT cujo candidato disputada o segundo turno das eleições presidenciais, Fernando Haddad, elegeu 69 deputados, desta vez foram 56 deputados. O PSL, legenda do também candidato Jair Bolsonaro, saltou de um deputado eleito, há quatro anos, para 52.

O MDB, que tradicionalmente integra a Presidência da Câmara e do Senado, caiu para quase metade em tamanho. Em 2014, foram eleitos 65 deputados, agora serão 34 parlamentares. O Partido Novo, que lançou o empresário João Amoêdo à Presidência, conseguiu oito deputados.

Legendas

No total, serão 30 legendas com representação na Câmara. O tamanho das bancadas é importante para que os deputados sejam indicados para funções específicas e relevantes no funcionamento do Parlamento.

Pelo Regimento Interno da Câmara e negociações, o maior partido ou bloco tem peso na escolha dos da Presidência da Casa e para ocupar o comando de comissões de maior destaque, como a de Constituição e Justiça e a de Finanças e Tributação.

Posse

Os deputados tomam posse em fevereiro de 2019. Até lá, há negociações sobre cargos federais e estaduais, assim como a possibilidade de mudanças de partidos políticos.

De acordo com o levantamento da Câmara, a renovação foi elevada. Em Mato Grosso e no Distrito Federal, apenas uma em oito cadeiras é de deputados reeleitos. Erika Kokay (PT) foi reeleita pelo DF e Carlos Bezerra (MDB) por MT. Os demais são novatos na Câmara dos Deputados.

O Piauí, por outro lado, reelegeu sete dos dez deputados federais de sua bancada. O Rio Grande do Sul reelegeu a maior parte da bancada: 19 foram reeleitos e 12 são novatos.

Os resultados finais deste domingo poderão ser alterados em decorrência de eventuais recursos decididos pela Justiça Eleitoral. O Judiciário analisa ações sobre abuso do poder econômico e político nas eleições, cumprimento de critérios para assumir o cargo e o atendimento dos requisitos da Lei da Ficha Limpa.

Bolsonaro convoca eleitores para segundo turno da eleição

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O candidato enfrentará Fernando Haddad (PT) no dia 28 de outubro

Por Agência Brasil

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) convocou os eleitores para a disputa do segundo turno no dia 28 de outubro, quando irá enfrentar Fernando Haddad (PT).
“Temos de acreditar no nosso Brasil. Não podemos nos recolher. Faltam três semanas”, disse em transmissão pelas redes sociais, acompanhado do economista Paulo Guedes, seu assessor econômico na campanha e eventual ministro da Fazenda em caso de vitória.

Ele ainda agradeceu aos brasileiros pelos votos que recebeu. Bolsonaro venceu em quatro regiões do país, perdeu somente no Nordeste. “Tenho certeza que ampliaremos esta vantagem no segundo turno”, disse.

Urnas eletrônicas

Bolsonaro disse que irá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar soluções sobre problemas em urnas eletrônicas durante a votação deste primeiro turno. No Rio de Janeiro, foram registradas longas filas na seções eleitorais por causa de problemas em troca de urnas e biometria. “Vamos juntos ao TSE para exigir soluções para isto que aconteceu agora. Não foi pouca coisa. Foi muita coisa. Se nós tivéssemos confiança nas urnas eletrônicas, já teríamos o nome do futuro candidato à Presidência da República definido hoje”, afirmou o candidato.

O candidato também fez críticas à campanha do PT. “Eles têm bilhões para gastar e parte da mídia. Quase quebraram o BNDES e muitos bancos. Afundaram empresas”, afirmou.

Veja sucessos e insucessos para a Câmara dos Deputados

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Filho de Eduardo Campos é campeão de votos para deputado em Pernambuco

Por Agência Brasil

Com apenas 24 anos, João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos – que governou
Pernambuco por dois mandatos e faleceu em 2014 -, enquanto concorria à Presidência da República pelo PSB, está em primeiro lugar na lista de deputados federais de Pernambuco. Ele obteve uma grande votação: 459.811 votos.
Outro membro da família Arraes, Marília Arraes (PT), obteve 192.628, e está em segundo lugar entre os mais votados. Os dois fazem parte da tradicional elite da política local. O bisavô do agora deputado eleito era o político Miguel Arraes, também governador do estado. Arraes combateu e foi perseguido pela ditadura militar, sendo responsável pela refundação do PSB após o período de abertura democrática.

Após a morte do pai, João Campos ganhou notoriedade no partido e no cenário local. Enquanto ainda cursava a faculdade de Engenharia, o neto da ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes, assumiu em 2016 a chefia de gabinete do governo de Pernambuco, comandado por Paulo Câmara, governador reeleito, aliado de Campos. A vaga no Congresso conquistada hoje é o primeiro cargo eletivo disputado por João Campos.

Insucessos

Já o filho do senador e ex- presidente Fernando Collor, Fernando James Braz Collor de Mello, teve 16.152 e ficou em 17° lugar. Foi a primeira vez ele concorreu a um cargo em nível nacional. São apenas oito vagas para a Câmara dos Deputados em Alagoas.

Rio de Janeiro

Brasília - Cristiane Brasil dá sua mensagem na sessão plenária para eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados  (Wilson Dias/Agência Brasil)
Cristiane Brasil não conseguiu a reeleição – Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil

Os filhos de políticos presos pela Lava Jato no Rio de Janeiro não conseguiram um bom resultado na disputa pela Câmara. Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha, e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, ambos candidatos do MDB, ficaram mal posicionados no ranking e não conseguiram se eleger. Leonardo Picciani, filho de Jorge Picciani, também não conseguiu voltar a Brasilia. O filho do prefeito Marcelo Crivella não se elegeu deputado federal. A filha do candidato cassado Anthony Garotinho, Clarissa Garotinho, obteve a reeleição. Seu irmão, Wladimir Garotinho, também estará na Câmara dos Deputados em 2019. 

Cristiane Brasil (PTB) perdeu a reeleição. Ela não pode assumir o Ministério do Trabalho por ter sido alvo de uma série de acusações. Ao contrário dos filhos do presidenciável, campeões de votos em São Paulo para a Câmara e no Rio de Janeiro para o Senado, a ex-mulher de Bolsonaro Cristina Bolsonaro (Pode) não conseguiu se eleger deputada.

Ainda no Rio, o PSOL enviará para a Câmara dos Deputados Marcelo Freixo, deputado estadual e ex-candidato à Prefeitura do Rio, que foi o segundo mais votado no estado: 342.491. Em primeiro lugar, está Hélio Fernando Barbosa Lopes, do PSL – partido do presidenciável Jair Bolsonaro – com 345.234.

Aécio e Gleisi

Dois senadores adversários, ambos envolvidos na Lava Jato, que optaram por tentar a Câmara, foram bem sucedidos: Aécio Neves (PSDB-MG), que recebeu mais de 50 milhões de votos para a Presidência em 2014, contabilizou agora modestos 106 mil votos. Já Gleisi Hoffmann (PT-PR) conquistou o dobro de Aécio, cerca de 212 mil.

Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado durante debate se a CPI da Petrobras será exclusiva ou ampla. Na foto, a senadora Gleisi Hoffmann  (Valter Campanato/Agência Brasil)
Gleisi Hoffmann foi eleita deputada federal – Valter Campanato/Agência Brasil

 

Assim como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann optou por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ex-ministra da Casa Civil no governo Dilma Rousseff, um dos cargos mais importantes do governo, a senadora de 53 anos poderia se candidatar à reeleição este ano, mas nos últimos tempos viu a sua popularidade cair devido a denúncias de corrupção e à rejeição dos eleitores paranaenses ao PT.

Presidenta nacional do partido, ela assumiu a linha de frente da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. Gleisi foi absolvida em junho deste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em processo relativo à candidatura ao Senado em 2010, mas ela ainda é alvo de outras investigações.

Junto de Lula e outros ex-integrantes do ministério, ela foi denunciada no último dia 30 de abril, com base em delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht. A acusação é de que a construtora teria fechado um acordo no qual seria beneficiada em troca de propina para a campanha de 2014. Criticando a atuação da Procuradoria-Geral da República, Gleisi e o PT negam as acusações. Ela diz que as denúncias não têm provas e foram obtidas a partir de delações “negociadas com criminosos” em busca de benefícios penais.

Assim como a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), Aécio Neves optou por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Neto do ex-presidente eleito Tancredo Neves, Aécio foi governador de Minas Gerais por dois mandatos, depois de ocupar quatro mandatos seguidos como deputado, chegando a presidir a Câmara no início dos anos 2000.

Brasília - Senador Aécio Neves (PSDB-MG) fala à imprensa após o STF aceitar denúncia da PGR contra ele, pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça
Aécio Neves foi eleito deputado federal – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Em maio do ano passado, após virem a público gravações de conversas com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, o capital político do ex-governador de Minas Gerais caiu bastante. Nos áudios, o parlamentar se refere a colegas do Congresso Nacional com palavras de baixo calão. A principal acusação é de que o tucano teria recebido R$ 2 milhões em propina de Joesley. O inquérito em que é acusado de corrupção e obstrução de Justiça já foi recebido pelo STF, que ainda não julgou o tema.

Alvo de outros inquéritos no Supremo, o parlamentar nega as acusações. Segundo ele, o repasse do dinheiro era fruto de um empréstimo para pagar seus advogados. Na época, Aécio era presidente nacional do PSDB e se afastou do cargo. Em outubro do ano passado, o Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do STF que determinava seu afastamento parlamentar e recolhimento domiciliar noturno.

Site de Relacionamento Sugar revela mais de 26 mil usuários no Distrito Federal

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O estado está no Top 10 do ranking com mais usuários da plataforma

Na plataforma de relacionamentos Meu Patrocínio, com cerca de 700 mil usuários, os Sugar Daddies representam 78 mil cadastrados. Homens poderosos, ricos e bem-sucedidos, à procura jovens atraentes, inteligentes e ambiciosas (Sugar Babies) para uma relação com objetivos claros e expectativas alinhadas desde o início.

Para cada Daddy, cerca de sete Babies disponíveis. No Distrito Federal, os 4850 mil Daddies estão na faixa dos 43 anos e, com uma renda mensal de R$ 80 mil, têm um patrimônio médio de R$ 7,7 milhões. As Sugar Babies, por sua vez, totalizando 21.897 cadastradas, em sua maioria estudantes universitárias, têm entre 24 e 28 anos.

Como referência, em termos de regiões, a Sudeste lidera com 60,16% dos usuários, seguida pela região Sul (15,56%), Nordeste (10,85%), Centro-Oeste (10%) e Norte (3,43%).

No Meu Patrocínio, os Daddies investem até R$ 1.000,00 no programa de assinatura para ter acesso aos perfis das Babies cadastradas. Do ponto de vista das Sugar Babies, eles representam segurança, a figura de um provedor que garante os estudos, uma estabilidade financeira e a possibilidade de realização de sonhos. Mais experientes e honestos – características essenciais neste tipo de relacionamento -, os Daddies optam pela relação sugar em função da transparência e do alinhamento de expectativas.