arTem início nesta quarta-feira (9) o bloqueio dos celulares irregulares habilitados a partir do dia 22 de fevereiro passado no Distrito Federal e Goiás. A medida atende decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com a Anatel, os usuários que já têm aparelhos móveis irregulares habilitados não serão desconectados, caso não alterem o seu número a partir do prazo acima.
De acordo com a Anatel, amanhã (8), véspera do bloqueio, os celulares irregulares, também chamados de piratas, receberão a seguinte mensagem de texto: “Operadora avisa: Este celular IMEI XXXXXXX [número do IMEI] é irregular e deixará de funcionar nas redes celulares”.
A medida tem o objetivo de coibir o uso de telefones móveis não certificados, com IMEI (do inglês International Mobile Equipment Identity) adulterado, clonado ou outras formas de fraude.
A decisão de fazer o bloqueio foi tomada pela agência reguladora em novembro do ano passado. A iniciativa no DF e em GO será um teste para avaliar o impacto real da medida.
Para saber se o número de IMEI é legal, basta discar *#06#. Se a numeração coincidir com o que aparece na caixa, o aparelho é regular. Caso contrário, há uma grande chance de o aparelho ser irregular. A estimativa é de que um milhão de novos aparelhos irregulares entrem nas redes das prestadoras mensalmente.
Outros estados
Em setembro, as mensagens começarão a ser enviadas para aparelhos habilitados no Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Região Sul e demais estados da Região Centro-Oeste. As mensagens aos usuários de aparelhos irregulares serão encaminhadas a partir de 23 de setembro de 2018.
O bloqueio dos aparelhos será a partir de 8 de dezembro de 2018. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 23 de setembro de 2018 nesses estados.
Em seguida será a vez da Região Nordeste e demais estados das regiões Norte e Sudeste. O encaminhamento de mensagens aos usuários ocorrerá a partir de 7 de janeiro de 2019 e impedimento do uso dos aparelhos irregulares a partir de 24 de março de 2019.
Aparelhos estrangeiros
Celulares comprados no exterior vão continuar funcionando no Brasil, desde que sejam certificados por organismos estrangeiros de certificação equivalentes à agência reguladora.
Não serão apontados como irregulares, os equipamentos adquiridos por particulares no exterior que, apesar de ainda não certificados no Brasil, tenham por origem fabricantes legítimos.
A ferramenta digital Seleção de Pessoas, lançada hoje (7) pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, irá padronizar os pedidos de realização de concurso público em 2019.
A previsão da Secretaria de Gestão de Pessoas da pasta é disponibilizar o novo módulo no Sistema de Gestão de Pessoas (Sigepe) para os dirigentes dos órgãos federais amanhã (8).
Para que a previsão dos concursos públicos faça parte do Orçamento do ano seguinte, os pedidos precisam ser feitos pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI) ou por protocolo até o dia 31 de maio, como previsto no Decreto nº 6.944 de 2010, e cadastrados no Sigepe até 30 de junho. Até este ano, o pedido era feito exclusivamente via SEI ou protocolo.
Segundo a diretora de Legislação e Provimento de Pessoas, Neleide Ábila, os pedidos feitos por SEI continuarão válidos e seguirão o mesmo prazo, até o dia 31 de maio. A nova ferramenta trará, segundo ela, uma padronização dos pedidos, o que facilitará a análise pelo ministério.
“Excepcionalmente vamos trabalhar com os dois modelos. Aconselho [os dirigentes de gestão] a apresentarem no modelo tradicional, via SEI, e inclusão no Sigepe. Vamos atender prioritariamente no modelo novo, mas sem prejudicar alguém que não conseguiu [fazer o pedido nesse modelo], vamos analisar”, explicou.
A intenção é que os pedidos sejam feitos integralmente via Sigepe a partir do ano que vem.
Postos de Trabalho e Aprendizagem
O Ministério do Planejamento lançou também hoje (7) o módulo Postos de Trabalho e Aprendizagem, no Sigepe, voltado para a gestão das tabelas de cargos e carreiras dos órgãos e entidades da administração pública federal e órgãos do Governo do Distrito Federal, organizados e mantidos pela União.
Nesse módulo, estarão disponíveis todos os dados de cada um dos cargos públicos, como ponto de ingresso, requisitos de ingresso, atribuições legais e infra-legais, possibilidade de cadastrar mais de uma jornada, carreira e tabela remuneratória para um mesmo cargo, regime e sub-regimes de contratação, órgão de contratação, rol de órgão de lotação do cargo, órgãos de exercício descentralizado e parametrização para redistribuição.
A intenção, segundo a pasta, é possibilitar um maior controle e facilitar a gestão dos órgãos, inclusive a análise da necessidade de concursos públicos.
Entenda
Compete ao Ministério do Planejamento autorizar a realização de concursos públicos nos ministérios, autarquias e fundações, exceto nas empresas públicas e sociedades de economia mista, que contam com autonomia para formar os próprios quadros.
Para que novas vagas sejam autorizadas são levadas em conta as prioridades de governo, as necessidades de pessoal e as condições orçamentárias. Os gastos com contratações são conciliados também com as demais despesas e investimentos que o governo precisa fazer em áreas como saúde, educação, segurança e outras.
Uma das maiores preocupações do mundo digital, atualmente, são as fake news. No ambiente de trabalho, elas eram conhecidas como a “rádio-peão”. São informações falsas proliferadas sem a preocupação com sua origem ou veracidade. Para combatê-las, nada melhor que o senso crítico e a educação virtual.
Devido ao grande avanço da tecnologia e internet, tornou-se comum receber fake news em mensagens no WhatsApp e nos feeds de notícias do Facebook, Twitter e demais redes sociais. Elas podem ser usadas para aplicar golpes, espalhar vírus e dúvidas infundadas, influenciar opiniões e até manipular o cenário político. Só para ter uma ideia do tamanho do problema, o compartilhamento de fake news deve começar a ser punido com multas e até a prisão em alguns países. No Brasil, por hora, seu maior impacto talvez seja na vida profissional de quem espalha essas informações falsas.
As fake news que você repassa podem ser veneno para sua carreira. Não se deve acreditar em tudo que se lê, pois ao espalhar essas notícias falsas sua imagem se atrela a elas. Isso compromete emprego, chances de recolocação, e até mesmo a imagem profissional a longo prazo.
Antes de clicar em “compartilhar” ou “publicar” algo, é bom pensar nas consequências. Tudo que é dito online, sobretudo se estivermos em uma rede social profissional, pode e será usado contra ou a seu favor. Uma boa dica é sempre checar a fonte, verificar se ela veio de um veículo que garanta credibilidade.
É importante se tomar muito cuidado ao compartilhar notícias com base apenas em um título chamativo, ou uma opinião pouco embasada, sem ao menos ler a informação completa, e buscar saber se aquilo condiz com a realidade. Não encaminhe áudios sem fontes, não compartilhe correntes sem checar a veracidade dos fatos e preste muita atenção no endereço da notícia. Evite sites conhecidos por serem sensacionalistas e preste atenção na formatação e na ortografia da matéria, dentre outros cuidados básicos.
Outro ponto de atenção são as informações ligadas à política. Se possível, não compartilhe informações desse tipo, sobretudo em redes profissionais. Elas são sempre controversas, mexem com pontos de vista de muitas pessoas, e às vezes até quando são informações verdadeiras, corre-se o risco de ofender alguém, inclusive seu empregador.
Nunca fomente discussões desse cunho. Por vezes, você pode nem dizer algo ofensivo, mas as discussões que podem se seguir na linha da postagem podem ganhar peso negativo, e você não tem controle sobre isso. Deixar sua imagem atrelada ao que os outros estão dizendo é um risco que se corre à toa.
Outro ponto importante é jamais falar mal da empresa onde trabalha ou já trabalhou. Grandes empresas têm funcionários especializados em analisar qualquer menção à empresa em redes sociais. Ou seja, você será observado.
No final de contas, se você publica algo falso ou ofensivo, mesmo que posteriormente apague, isso será visto por um número considerável de pessoas. O cuidado deve ser prévio e algumas dicas são bem vindas: não leia só o título, verifique o autor, verifique se conhece o site e se o mesmo é confiável, observe se o texto contém erros ortográficos, veja a data de publicação, verifique outras fontes e tome cuidado com o sensacionalismo.
Os profissionais devem compreender que quando estão nas redes sociais, devem tomar o máximo de cuidado para não criar uma imagem negativa. Entrar em espaços de conteúdo duvidoso, compartilhar notícias falsas e até participar de debates políticos de baixo nível são posturas que devem ser abandonadas.
O profissional deve ser reconhecido pelas atitudes positivas e não por polêmicas e postagens duvidosas. Quanto maior for a exposição de uma pessoa nas redes sociais, mais vulnerável ela fica. Critério em relação à exposição é imprescindível. Quem gosta e precisa se expor, que o faça com qualidade, orientação e bom senso. É preciso olhar de modo crítico para as informações compartilhadas e analisar se o conteúdo é coerente com o seu discurso profissional, se é favorável a novos negócios. Sua imagem na web vale mais que 1000 likes.
Fernanda Andrade é Gerente de Hunting e Outplacement da NVH – Human Intelligence.
Nesta terça-feira (8/5), a partir das 9 horas, será comemorado o Dia Nacional do Turismo, em evento especial para a valorização dos profissionais do setor, com a presença do secretário de Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena, do presidente da Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais do Turismo (ABBTUR), Elzário Pereira da Silva Júnior, além de outros representantes do setor.
A programação segue até 12 horas, com a abordagem de temas como a responsabilidade dos turismólogos com o desenvolvimento sustentável, a profissionalização da carreira de turismólogo, a apresentação do Código de Ética do Turismólogo. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do Sympla. A programação completa do evento encontra-se disponível no neste link.
Nessa terça-feira (8), o diretor de conteúdo e relacionamento da CASACOR, Pedro Ariel, apresentará aos arquitetos e designers de interiores um overview do que acompanhou no Salão Internacional do Móvel de Milão, que aconteceu entre os dias 17 e 22 de abril.
O encontro, marcado para às 19h, no Espaço Itaú de Cinema, traz um panorama do que é novidade no segmento mobiliário, do clássico ao design moderno.
Sobre Pedro Ariel – Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia, turma de 1988. Em 1995, concluiu o curso de jornalismo na Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, em São Paulo. Em junho de 1996, começou a trabalhar na Editora Abril, como repórter das revistas Casa Claudia e Arquitetura & Construção. Três meses depois, foi promovido a editor da revista Casa Claudia, pela qual editou o livro Artesãos do Brasil (2000), cujo conteúdo gerou uma exposição homônima na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo. Em março de 2005, foi promovido a redator-chefe de Casa Claudia. Em 2010, organizou o livro Design Brasil – 101 Anos de História e foi o curador de uma exposição com o mesmo nome, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Em abril de 2011, assumiu o cargo de diretor de redação da mesma revista. Assinou a curadoria de três exposições em Milão, Itália, durante a Semana de Design: Arquitetos e Designers Modernos Brasileiros (abril 2011), Fronteiras (abril 2012) e Bispo: Palavras que precisam Ser Escritas (abril 2013). Desde 2012, é o curador oficial da Design Weekend de São Paulo, um festival que reúne mais de 300 eventos em celebração às artes, ao design e à arquitetura na capital paulista. Atualmente, responde como Diretor de Conteúdo da CASACOR.
Nesta terça-feira (08/05), às 14h30, o Plenário 1 da Câmara dos Deputados, em Brasília, será palco da AUDIÊNCIA PÚBLICA PELA ABERTURA DE CAPITAL DAS EMPRESAS ELETROBRAS. O evento reunirá representantes de entes importantes ao debate sobre a privatização da Eletrobras, além de parlamentares favoráveis e contrários ao processo. As abordagens durante o evento girarão em torno da proposta de Substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 9463, que trata da venda da estatal, proposto pelo Deputado Federal Leonardo Quintão (MDB-MG), membro da Comissão de Minas e Energia e Vice-líder do Governo na Câmara, além de criador da Frente Parlamentar Mista em Defesa de Furnas. O dispositivo propõe a abertura de capital das empresas de Geração e Transmissão de energia do Grupo Eletrobras, com consequente entrada no Novo Mercado B3, da Bolsa de Valores.
O evento contará com as participações de Thiago Curi Isaac, Superintendente de Empresas da Brasil Bolsa Balcão – B3; Patrícia Bolina Pellini, Superintendente de Regulação, Orientação e Enforcement de Emissor da Brasil Bolsa Balcão – B3; Bruno César de Paiva e Silva, Representante dos Empregados do Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora S/A; e Felipe de Sousa Chaves, Ex-Conselheiro de Administração de Furnas. O Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, foi convidado para participar da mesa, mas sua presença ainda não foi confirmada pela pasta.
A possibilidade de abertura de capital de Furnas, Eletronorte, Eletrosul e Chesf tem sido cada vez mais aceita pelo mercado, parlamentares e opinião pública, além de se apresentar como uma solução razoável para questões que têm gerado enormes impasses e acalorados debates entre parlamentares e membros do executivo. Segundo o modelo proposto no substitutivo, apesar da injeção de capital nessas empresas e profissionalização da gestão, não haverá perda de controle do Estado sobre elas. A proposta contempla ainda soluções ao impasse da venda das distribuidoras e à destinação de recursos ao Rio São Francisco, a ser discutida em norma específica.
Uma das apresentações mais esperadas é do Ex-Conselheiro de Administração de Furnas, o Engenheiro Felipe de Sousa Chaves, de quem se espera uma apresentação com posição contundente contra o modelo proposto para a privatização. Alguns dos principais argumentos apresentados por Chaves dizem respeito à Ilegalidades no processo de venda das distribuidoras, Inconstitucionalidades no projeto de lei da desestatização, dispositivos nocivos à governança corporativa, e defeitos do modelo societário proposto pelo PL 9463.
Na área rural, programa de microcrédito produtivo é voltado para produtores familiares e cooperativas. Na cidade, o recurso é destinado a recém-formados, empreendedores formais e informais
Em 2018, o Prospera, programa de microcrédito produtivo do governo de Brasília, entregou R$ 1,5 milhão a 141 empreendedores. Novas entregas estão previstas ao longo do ano, tanto para negócios na área urbana quanto para produtores familiares e cooperativas rurais.
Izabel Cristina tem uma loja de roupas em Águas Claras e já utilizou seis cartas de crédito do Prospera. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Já os da cidade — recém-formados e empreendedores formais e informais — precisam ir às unidades do Plano Piloto (Setor Comercial Sul, Quadra 6, Lotes 10 e 11) ou de Taguatinga (Avenida das Palmeiras, Quadra C4, Lote 3), de segunda a sexta, das 8 às 18 horas.
Informações diversas sobre o programa, no entanto, podem ser obtidas em qualquer uma das agências do trabalhador.
O dinheiro pode ser usado para capital de giro, custeio e investimento, e os recursos saem do Fundo de Geração de Emprego e Renda do DF.
O aval para obtenção do microcrédito pode ser por meio de terceiros (fiador) ou solidário (em grupo
A empreendedora Izabel Cristina Pereira Filha, de 51 anos, tem uma loja de roupas femininas em Águas Claras há um ano e três meses. Das seis cartas de crédito já obtidas pelo programa, essa será a primeira para investimento no novo negócio. Antes, a venda era feita de porta em porta.
“O Prospera me ajudou a realizar o sonho de montar uma loja para mim”, diz. “Os juros são baixíssimos, e isso é o que mais atrai e o que nos faz acreditar”, completa.
Com a sexta carta de crédito, recebida na última semana, a empreendedora investirá na compra de produtos.
Taxas de juros do Prospera
Na área urbana, a taxa de juros é de 0,75% ao mês para capital de giro e 0,70% para investimento. No campo, de 2% ao ano para custeio e de 3% para investimento.
O aval para obtenção do microcrédito pode ser por meio de terceiros (fiador) ou solidário (em grupo).
O programa é uma iniciativa da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e tem o apoio do Banco de Brasília (BRB) e da Emater-DF.
O Código Comercial brasileiro, que está em vigência desde 1850, passa, agora, por uma profunda modificação. O texto, que deverá ser apresentado no dia 9 de maio, visa simplificar os processos de abertura, manutenção e fechamento de empresas, agilizar a vida do setor produtivo e consequentemente, facilitar a geração de empregos e renda no país.
O relator da Comissão Temporária para Reforma do Código Comercial (CTREFCC), senador Pedro Chaves, do PSC do Mato Grosso do Sul, explica que o Código Comercial vigente não atende às necessidades das inúmeras problemáticas existentes nas relações entre empresas, sócios, instituições financeiras por já ter “nascido velho”.
“O que ocorreu é que, em 1975, o Miguel Reale fez um anteprojeto no Código Civil absorvendo parte do Código Comercial. Esse código só foi relatado no Senado e homologado em 2002. Então já entrou defasado, né? 2002. E mesmo assim o Código Civil falhou em muitos pontos, porque ele realmente já nasceu velho, vamos dizer. E já é uma defasagem de 25 anos. Está na hora, realmente, de nós termos o nosso próximo Código Comercial, que é fundamental”, enfatizou o senador.
O presidente da Comissão Especial do Código Comercial, deputado Laércio Oliveira, do PP de Sergipe, disse que, com o novo texto, haverá menos burocracia aos empresários, maior segurança jurídica e maior competitividade de mercado.
“Existe um interesse muito forte do Congresso Nacional em trazer para as relações empresariais do Brasil um texto novo, um Código novo, que tenha clareza, que tenha eficiência e alcance exatamente o seu objetivo, de melhorar o ambiente de negócio no país, oferecendo segurança jurídica. A consequência disso é exatamente colocar o Brasil no eixo de atratividade para investimento, porque isso vai trazer mais negócios para o Brasil, consequentemente, maior geração de riqueza e venda para o nosso país”, disse o deputado.
Segundo Laércio Oliveira, a expectativa é que o projeto sobre o novo Código Comercial seja entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, até o final deste mês para ser pautado para Plenário.
Apesar de se dizer inocente e de que é alvo de perseguição política, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já acumula 10 denúncias contra ele, incluindo a que o levou à prisão. Ao todo, 25 integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público entendem que a maioria dos atos praticados pelo petista se configuram como crimes.
A denúncia mais recente contra Lula foi feita pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao lado de outros cinco investigados, o ex-presidente é acusado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A suspeita é de recebimento de US$ 40 milhões em propina, cerca de R$ 64 milhões, que teria sido repassada por executivos da Odebrecht para financiar a campanha eleitoral de 2010. Em troca, o governo, sob o comando do PT, daria benefícios à empresa.
Dos dez inquéritos que envolvem o ex-presidente Lula, em seis ele tornou réu e foi condenado em um. Entre as acusações, estão tráfico de influência, corrupção passiva, obstrução de Justiça, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na avaliação do cientista político Christian Lohbauer, a última denúncia, apresentada pela PGR nesta semana, representa um duro golpe à imagem política de Lula e, consequentemente, enfraquece ainda mais o Partido dos Trabalhadores.
“As acusações que se acumulam são muito graves. Não existe nenhuma possibilidade de qualquer pessoa séria achar que não há provas, ou que é uma conspiração, ou que é um conluio contra um partido ou outro. Eu vejo como o fim da histórica política do ex-presidente Lula. Ele, a partir de agora, além de ter que cumprir um período no cárcere, ainda tem que se defender contra todas essas acusações, a liderança que tinha vai se esfacelando aos poucos”, opinou.
Diante das declarações de inocência e ataques a procuradores e juízes, a cúpula petista ainda trabalha com a hipótese de lançar Lula como candidato ao Planalto nas eleições deste ano. No entanto, Lohbauer acredita que essa ideia é inviável e não terá respaldo legal, já que a legislação impede a candidatura de condenados em segunda instância pela Justiça.
“O PT pode até tentar fazer esse show e continuar dizendo que Lula, ainda que no cárcere, é candidato, mas não existe como ser. Ele não passa na Lei da Ficha Limpa. Já se tentou modificar a Lei da Ficha Limpa e não se obteve sucesso. Então, não tem como. Eu acho que esse é todo um jogo de cena, também me parece um erro estratégico do partido. Demonstra as práticas que o partido praticou e ainda continua praticando, que é da pouca transparência e da falta da autoconsciência, de reflexão”, completou.
Após a manutenção da condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Lula entrou com diversos recursos para impedir sua prisão. Todos em vão. Condenado a 12 anos e um mês de prisão em regime inicialmente fechado, a defesa apresentou recurso contra a decisão do ministro Luiz Edson Fachin de rejeitar um pedido da defesa para que o ex-presidente não fosse preso.
Os advogados argumentaram que a prisão de Lula não poderia ter sido decretada em 5 de abril porque ainda havia embargos de declaração pendentes de análise no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), segunda instância da Justiça responsável pela Lava Jato. Os embargos só foram julgados em 18 de abril. Fachin negou o pedido por considerar que a existência de embargos de declaração pendentes não impedia a execução da pena.
No processo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também defendeu que recursos apresentados a tribunais superiores não impedem a prisão. A tentativa dos advogados de defesa de evitar o cumprimento da pena do ex-presidente foi tão intensa que chamou a atenção do ministro Luís Roberto Barroso.
Durante o julgamento do habeas corpus no STF, no dia 5 de abril, o magistrado fez críticas ao sistema penal vigente no Brasil e declarou que “se prende menino pobre e não consegue prender essas pessoas que desviam dinheiro por corrupção”.
O ex-presidente Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde sete de abril. O petista cumpre pena após condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex, em Guarujá (SP).
Segundo informações da Polícia Federal, a sala especial onde Lula cumpre pena tem 15 metros quadrados, uma janela com grade externa, mesa, espaço para uma cama de solteiro, banheiro com sanitário e chuveiro elétrico. A sala não tem grades na porta e antes era um dormitório para agentes da PF que iam para a capital paranaense a trabalho.O local fica no último dos quatro andares da Superintendência da Polícia Federal, longe da custódia, que fica no primeiro andar. É na custódia que estão alguns presos da Lava Jato como Antonio Palocci, ex-ministro nos governos de Lula e Dilma, e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, que disse em depoimento que o triplex do Guarujá que foi reservado para Lula era propina em troca de favorecimentos na Petrobras.
Profissionais técnicos têm sido bastante procurados pelas empresas
O desemprego no Brasil já começou a cair, mas os números ainda estão longe do ideal. O problema é ainda maior entre os jovens, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, 30% da população do Brasil de 15 a 24 anos, que estava em busca de trabalho, terminou 2017 desempregada. O número é o maior em 27 anos. Inexperiência e baixa qualificação profissional estão entre as causas.
Entre as alternativas, especialmente para os jovens, estão os cursos técnicos. O ensino profissionalizante é uma ótima opção para quem quer ingressar, ou voltar, o mais rápido possível ao mercado de trabalho. São vários os pontos positivos dessa modalidade de estudo, explica a diretora da Escola de Saúde Unyleya, Kedma Villar, que coordena quatro cursos técnicos presenciais: “No ensino técnico, o período para a formação é mais curto que um curso superior e o aprendizado é focado na prática da carreira que a pessoa escolher e com a qual tiver mais afinidade. O custo-benefício, devido às mensalidades mais acessíveis, também é outro ponto positivo, afirma.< /p>
Além disso, para os jovens que querem começar logo a trabalhar é ideal, pois exige que o aluno esteja apenas no segundo ano do Ensino Médio ou já o tenha concluído. O ensino técnico é voltado para a qualificação profissional, onde teoria e prática necessariamente precisam estar juntas. O aluno se forma apto para trabalhar e muitas vezes ingressa no mercado de trabalho até mesmo durante a formação. “Os cursos técnicos possuem as certificações intermediárias, as quais são conferidas ao aluno na metade do curso. Com esses certificados o aluno estará pronto para já atuar profissionalmente em algumas funções da sua profissão antes da conclusão do curso., explica.< /p>
Para exemplificar como funciona esse sistema de certificação intermediária, Kedma cita o curso técnico em Saúde Bucal, que possui quatro módulos com duração de dois anos. Ao final de um ano, quando completa o segundo módulo, o aluno receberá a certificação intermediária de Auxiliar em Saúde Bucal, estando apto para atuar profissionalmente em tarefas de instrumentação em um consultório odontológico. E quando se tornar Técnico em Saúde Bucal, poderá realizar atividades de maior intervenção, como, por exemplo, remover o fio ortodôntico ou tirar uma radiografia, sempre sob a supervisão do dentista.
Falta de profissionais X desemprego
Para quem faz um curso técnico, as chances de conseguir rapidamente a empregabilidade se dá, também, por causa da falta desse tipo de profissional no mercado. Pesquisa inédita realizada pela fundação Dom Cabral (FDC), em 2016, mostra que, das empresas que se deparam com problemas na hora da contratação, 40% apresentam maiores dificuldades para encontrar profissionais qualificados de nível técnico. O levantamento foi feito com 201 empresas de grande porte no país, distribuídas em todas as regiões. Juntas, elas empregam 936 mil funcionários em tempo integral. “O nível técnico apresentou-se como aquele com maiores dificuldades para se encontrar profissionais qualificados”, diz o estudo.