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ANS suspende venda de 17 planos de saúde de três operadoras

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou hoje (30) a suspensão de 17 planos de saúde de três operadoras, por reclamações na cobertura assistencial. Segundo a ANS, os 156,6 mil beneficiários dos planos suspensos não são afetados, porque a medida impede apenas a realização de vendas para novos clientes.

A decisão foi tomada depois da análise trimestral do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que avalia as reclamações registradas pelos beneficiários e a resolução das queixas.

Os planos só poderão ser comercializados novamente quando forem comprovadas melhorias na cobertura do plano. Foi o que aconteceu com 19 planos de oito operadoras, que haviam sido suspensos anteriormente e receberam hoje autorização para voltar a ser comercializados a partir de 7 de dezembro.

No último trimestre do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, foram analisadas 16.442 queixas de clientes de planos de saúde, das quais 95,62% foram resolvidas através de mediação feita pela ANS.

Confraternização ABBP 2018 acontece em 10 de dezembro

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Durante a confraternização personalidades receberão o Prêmio Destaque ABBP

Mais um ano passou voando. E para celebrar os desafios e as conquistas de 2018, a Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno (ABBP), convida os seus associados e amigos para o tradicional jantar de confraternização de fim de ano.

O evento será no dia 10 de dezembro, na Churrascaria Portal Grill, às 19h, em Águas Claras e contará com a presença de influenciadores digitais, jornalistas e representantes políticos da região.

Além do jantar, durante a confraternização algumas personalidades receberão o Prêmio Destaque ABBP.

O custo de adesão, por pessoa será de R$ 75,00, cabendo o pagamento ao associado, amigo ou convidado.

A ABBP

A ABBP foi idealizada pelo jornalista e blogueiro Toni Duarte, com o intuito de criar uma associação que pudesse dar representatividade, defender os interesses e unir a blogosfera política do DF e Entorno. A viabilização veio após o convite ao então professor de jornalismo, Francisco de Paula Lima Júnior, carinhosamente chamado de professor Chico (in memoriam), com quem cultivou amizade por mais de trinta anos.

SERVIÇO

Evento: Confraternização ABBP 2018 & Prêmio Destaque ABBP

Local: Churrascaria Portal Grill – Águas Claras

Adesão: R$ 75,00 (Água, sucos e refrigerantes liberados)

Data: 10 de dezembro

Hora: 19h

Temer destacará no G20 avanços na modernização das leis trabalhistas

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O presidente Michel Temer destacará, durante as reuniões da Cúpula dos Líderes do G20 (que reúne as maiores economias mundiais), em Buenos Aires, na Argentina, os avanços obtidos pela modernização das leis trabalhistas. Ele ressaltará a recuperação da economia e do próprio trabalho no país a partir da adoção das medidas.

“Nós fizemos uma modernização na legislação trabalhista, que só neste ano já chegou a quase 800 mil carteiras assinadas. E fora a parte os chamado postos de trabalhos, que ultrapassam 1,5 milhão de postos de trabalho. Portanto, uma recuperação da economia, e recuperação do trabalho, em função da modernização trabalhista.”

A afirmação de Temer ocorreu ontem (29) à noite durante uma breve entrevista concedida por ele logo após sua chegada à capital argentina.

Multilateralismo

Veterano em reuniões do G20, esta será sua última, pois em 1º de janeiro de 2019, Temer vai ser sucedido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro. Porém, ressaltou a importância do diálogo e da defesa do multilateralismo sob o risco de o isolacionismo ganhar força no momento em que vozes favoráveis se expandem.

“Esta é a quarta ou quinta reunião que eu participo no G20, e o Brasil sempre teve uma presença muito significativa. Até porque vem defendo ao longo do tempo, como farei ainda nesta reunião, o  multilateralismo, o não isolacionismo, e eu percebo que a maioria do países têm exatamente tese.”

Temer reiterou a relevância de reunir os principais líderes mundiais em um mesmo ambiente para discutir temas comuns. “Nesta oportunidade, discutir-se-ão teses também importante da infraestrutura, dos negócios, etc. dos países”, afirmou. “Vai ser muito positiva a posição do Brasil, como será útil, e têm sido útil, as reuniões do G20.”

Avanços

Hoje haverá uma reunião dos líderes do Brics (Brasil, Rússia, Índia e África do Sul). O presidente Temer afirmou que o encontro selará a decisão de instalar no Brasil um escritório do Banco do Desenvolvimento do Brics, em São Paulo, e possivelmente uma filial em Brasília.

“O Brics vai instalar um escritório do banco [do Desenvolvimento do Brics] em São Paulo, com uma filial até em Brasília. E este é um grande avanço para o Brasil. Ou seja, o Banco de Desenvolvimento do Brics, também estará presente no Brasil. Isso significa financiamentos para vários empreendimentos brasileiros.”

Agenda

Pela manhã, Temer se reúne com os líderes do Brics e, em seguida, participa da chamada “fotografia de família dos líderes do G20” e o presidente da Argentina, Mauricio Macri, ao meio-dia (13h de Brasília), abrirá oficialmente a cúpula. A primeira sessão plenária com todos os líderes começa à tarde.

Temer terá uma reunião bilateral com o primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong,  e depois outro encontro com o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison
Buenos Aires.

À noite, todos os líderes foram convidados para um jantar precedido por um espetáculo de dança típica no Teatro Cólon, o mais importante da Argentina.

Governador eleito Ibaneis anuncia Osnei Okumoto como secretário de Saúde

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Osnei Okumoto, nomeado para Secretaria de Saúde do DF — Foto: Vigilância em Saúde/Divulgação

O governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) anunciou nesta quinta-feira (29) o nome do farmacêutico Osnei Okumoto como futuro chefe da Secretaria de Saúde. Atualmente ele é é chefe da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, cargo que ocupa desde abril de 2018.

Osnei Okumoto está cedido à administração de Michel Temer pela Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul. O próximo secretário é formado em farmácia-bioquímica pela Universidade Estadual de Maringá, no Paraná.

Okumoto já foi conselheiro regional de farmácia, conselheiro federal e presidente do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF-MS).

Compras com cartões cresceram 14,7% no terceiro trimestre do ano

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Por Lucas Scatolini

O levantamento mostra que os brasileiros movimentaram R$ 391,1 bilhões em transações, com maior peso para os cartões de crédito, que registraram R$ 244,4 bilhões e crescimento de 14,8%. Os cartões de débito somaram R$ 143,8 bilhões (13,7%) e os cartões pré-pagos, R$ 2,9 bilhões (67%).

O estudo aponta ainda que a região Sudeste concentra a maior quantidade de uso de cartões, que detém 60,4% de todo o volume movimentado. No entanto, os crescimentos mais expressivos no período vieram das regiões Norte, com alta de 16,4%, e Nordeste, com 15%. Em seguida estão Sudeste (14,7%), Centro-Oeste (14,6%) e Sul (13,9%).

No acumulado do ano, o uso dos cartões chegou a R$ 1,11 trilhão, com crescimento de 14% em relação ao mesmo intervalo de 2017. A projeção da Abecs é que o valor transacionado supere R$ 1,5 trilhão em 2018.

As compras internacionais realizadas por brasileiros com cartão de crédito somaram R$ 8 bilhões, avanço de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Já os gastos de estrangeiros no Brasil com cartões cresceram 20,4%, chegando a R$ 3,6 bilhões.

MP-DF deflagra operação contra fraudes na saúde durante governo Agnelo

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Por Aécio Amado

Mandados judiciais estão sendo cumpridos no DF, em São Paulo e no Rio de Janeiro: 12 de prisão preventiva e 44 de busca e apreensão. Entre os 56 mandados judiciais, 27 estão cumprindo no DF, três em São Paulo, oito no Rio de Janeiro, três em Niterói e três em Itaperuna, no estado do Rio.

Entre os mandados de prisão estão de dois ex-secretários de Saúde: Elias Miziara e Rafael Barbosa. As ações contam com o apoio da Polícia Civil, que designou mais de 100 policiais civis, além delegados e peritos.

A operação, chamada de Conexão Brasília, investiga fraudes em contratos feitos para compra material hospitalar, como próteses e órteses.

As investigações constataram que uma empresa envolvida no esquema fraudulento é suspeita de integrar um cartel para o fornecimento desses materiais. Ela combinava preços.

Pezão é o segundo governador preso no exercício do mandato

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arruda

O primeiro foi o então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, em 2010. Entenda como é o processo de prisão de uma autoridade com foro privilegiado

O governador do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi preso na manhã de hoje no Palácio Guanabara, residência oficial. A prisão é parte da operação Lava Jato e ele deve responder por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção, segundo a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. De acordo com o professor de Direito Penal da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, Edézio Ramos, um governador só pode ser preso no exercício do cargo se houver autorização do STJ onde autoridades têm foro privilegiado.

“Um governador em exercício só pode ser preso em casos excepcionais como, por exemplo, em prisão em flagrante por crime inafiançável. No caso do Pezão, foi a prisão cautelar quando é preciso ter a autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que foi feito pelo ministro Felix Fischer. Esse é o segundo caso de governador preso no exercício do mandato. O primeiro foi o então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, em 2010”, explica.

Segundo o professor, caso seja condenado pelos crimes pelos quais está sendo acusado – organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção – Pezão pode ser condenado a uma pena superior a 15 anos. “Ele deverá ser encaminhado para a casa de custódia, em Benfica, onde está o ex-governador Sérgio Cabral, para esperar o julgamento”, afirma.

Pacientes renais do DF protestam por repasse de verba para hemodiálise

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Clínicas no DF estão há dois meses sem receber pagamento que viabiliza o tratamento de milhares de pacientes

Na manhã desta quinta-feira (29), pacientes renais das clínicas Politécnica, Renal Vida e Instituto de Doenças Renais realizarão um protesto em frente à Secretaria de Saúde, na Asa Norte, para pressionar o governo para o recebimento do repasse da verba federal para hemodiálise. Há dois meses, clínicas do Distrito Federal não recebem o pagamento e ameaçam deixar de atender pacientes do SUS, uma vez que não conseguem arcar com os gastos.

Há anos, o valor pago pelo Ministério da Saúde está abaixo do custo real e não acompanha a cotação do mercado. Grande parte dos insumos, como produtos e maquinários são importados, além de custos com dissídios trabalhistas, folha de pagamento, água, energia e impostos. Devido à falta de reajuste no custo da sessão de hemodiálise, clínicas estão à beira de um colapso e podem prejudicar o tratamento de mil pacientes que são atendidos através do SUS no DF, assim como outros 100 que ainda aguardam vaga para receberem tratamento.

Representantes das clínicas, pacientes, familiares e diversas entidades envolvidas com a causa se mobilizaram para exigir seus direitos. Yussif Ali Mere Júnior, presidente da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), alerta que a principal preocupação está ligada à menor oferta de tratamento à população: “A realidade que estamos vivendo na diálise é absolutamente incompatível com o sucesso do tratamento”.

Descaso histórico

O tratamento ficou quatro anos sem reajuste. Somente em janeiro de 2017 foi publicada no Diário Oficial da União Nº 06 seção 01, a portaria Nº 98, a última responsável por ajustar valores de procedimentos de Terapia Renal Substitutiva (TRS) na tabela de procedimentos, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais do SUS. O valor da sessão de hemodiálise passou de R$ 179,03 para R$ 194,20, com reajuste de 8,47%. Porém, a nova quantia ainda é insuficiente e as clínicas precisam arcar com a diferença de R$ 37,42 em cada sessão. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, 122 mil pacientes renais crônicos dependem do tratamento com terapia renal substitutiva para filtrar artificialmente o sangue, sendo que 100 mil dialisam em clínicas privadas que prestam serviço ao SUS.

Serviço

Manifestação por repasse de verba para hemodiálise no DF

Horário: 9h

Local: Secretaria de Saúde do DF (Setor de Áreas Isoladas Norte – SAIN – Fim da Asa Norte Bloco B – (antigo prédio da Câmara Legislativa)

PGR quer tirar foro privilegiado de políticos que não se reelegeram

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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as investigações contra políticos que perderão a condição de foro privilegiado, por não terem sido reeleitos, sejam encaminhadas para instâncias judiciais inferiores. A petição da PGR foi enviada à Suprema Corte nesta terça-feira (27) e foi apresentada no âmbito da investigação sobre as doações ilegais de campanha eleitoral feitas pelo grupo J&F entre 2006 e 2014.

Os investigados não reeleitos têm foro privilegiado até fevereiro de 2019, quando termina a atual legislatura. Além do resultado das eleições deste ano, Raquel pede que o Supremo considere os casos que já se tornaram inquéritos, os fatos que prescreveram (referentes às eleições de 2006) e sugere a extinção de punibilidade de três investigados que já faleceram.

A procuradora observou ainda que as investigações de caixa dois referentes a dez parlamentares devem permanecer no STF e continuar como petições autônomas, devido a peculiaridades apontadas em cada doação eleitoral, conforme relatos prestados pelos colaboradores da J&F durante o processo.

A solicitação abarca processos que envolvem os deputados federais Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Paulo Teixeira (PT/SP), Alceu Moreira (MDB/RS), Jerônimo Goergen (PP/SR), Zé Silva (SD/MG) e Marcelo Castro (MDB/PI) e os senadores Ciro Nogueira (PP/PI), Renan Calheiros (MDB/AL), Wellington Fagundes (PR/MT) e Eduardo Braga (MDB/AM).

A procuradora argumenta na solicitação que o objetivo é dar celeridade às investigações que tratam de autoridades que manterão prerrogativa de foro perante o STF e otimizar o trabalho do tribunal. Raquel Dodge também ressaltou que o foro privilegiado, de acordo com novo entendimento, é aplicado apenas em casos de crimes ocorridos durante o mandato e relacionados ao exercício do cargo.

Preso no Rio, Pezão tinha esquema próprio de corrupção, diz PGR

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A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), foi preso na manhã de hoje (28) no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo fluminense. De acordo com a PGR, são nove os alvos da Operação Boca de Lobo, que, além de Pezão, mira assessores e um sobrinho. As ações são executadas pela Polícia Federal.

Entre os nomes estão José Iran Peixoto Júnior, secretário de Obras; Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, secretário de Governo; Luiz Carlos Vidal Barroso, servidor da secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, e Marcelo Santos Amorim, sobrinho do governador.

Também estão entre os alvos Cláudio Fernandes Vidal, sócio da J.R.O Pavimentação; Luiz Alberto Gomes Gonçalves, sócio da J.R.O Pavimentação; Luis Fernando Craveiro de Amorim e César Augusto Craveiro de Amorim, ambos sócios da High Control.

“Existe uma verdadeira vocação profissional ao crime, com estrutura complexa, tracejando um estilo de vida criminoso dos investigados, que merece resposta efetiva por parte do sistema de defesa social”, disse a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no pedido das prisões.

Fato novo

A procuradora Raquel Dodge afirmou que ficou “demonstrado ainda que, apesar de ter sido homem de confiança de Sérgio Cabral e assumido papel fundamental naquela organização criminosa, inclusive sucedendo-o na sua liderança, Luiz Fernando Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros”. As conclusões se sustentam em informações decorrentes de uma colaboração premiada homologada no Supremo Tribunal Federal e documentos apreendidos na residência de um dos investigados na Operação Calicute.

A partir daí foram realizadas diligências que permitiram aos investigadores complementarem as provas. Foram analisadas provas documentais como dados bancários, telefônicos e fiscais.

Na petição enviada ao STJ, a procuradora-geral explicou que a análise do material revelou que o governador Pezão e assessores integraram a operação da organização criminosa de Sérgio Cabral (preso há mais de dois anos e já condenado judicialmente) e que o atual governador sucedeu Cabral na liderança do esquema criminoso.

Segundo a procuradora, cabia a Pezão dar suporte político aos demais membros da organização que estão abaixo dele na estrutura do poder público. De acordo com Dodge, Pezão  recebeu “valores vultosos, desviados dos cofres públicos e que foram objeto de posterior lavagem”.

Prisões

Além de apresentar a existência de provas, segundo as quais o esquema criminoso estruturado pelo ex-governador Sérgio Cabral continua ativo, o Ministério Público Federal sustentou na petição que, solto, Luiz Fernando Pezão poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa.

Há registros documentais, nos autos, do pagamento em espécie a Pezão de mais de R$ 25 milhões no período 2007 e 2015. Valor absolutamente incompatível com o patrimônio declarado pelo emedebista à Receita Federal. Em valores atualizados, o montante equivale a pouco mais de R$ 39 milhões (R$ 39.105.292,42) e corresponde ao total que é objeto de sequestro determinado pelo ministro relator.

Em relação ao sequestro de bens, a procuradora-geral destacou que “é dever do titular da ação penal postular pela indisponibilidade de bens móveis e imóveis para resguardar o interesse público de ressarcimento ao Erário e também aplacar os proventos dos crimes”.

Desdobramentos

De acordo com a PGR, a ação de hoje é mais uma uma operação decorrente dos desdobramentos da Lava Jato. Resultados de petição apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao relator do caso do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Félix Fisher.

No total são 30 mandados cumpridos pela Polícia Federal nas cidades do Rio de Janeiro, Piraí, Juiz de Fora, Volta Redonda e Niterói. Além das prisões, o ministro Felix Fischer, autorizou buscas e apreensões em endereços ligados a 11 pessoas físicas e jurídicas, bem como o sequestro de bens dos envolvidos até o valor de R$ 39,1 milhões.

Investigações

De acordo com as investigações que embasaram as medidas cautelares, o governador integra o núcleo político de uma organização criminosa que, ao longo dos últimos anos, cometeu vários crimes contra a Administração Pública, com destaque para a corrupção e lavagem de dinheiro.
Ao apresentar os pedidos, a procuradora Raquel Dodge ressaltou que a organização criminosa desviou verbas federais e estaduais, inclusive, com a remessa de vultosas quantias para o exterior –, vem sendo desarticulada de forma progressiva, com o avanço das investigações.

A procuradora enfatizou ainda que Luiz Fernando Pezão foi secretário de Obras e vice- governador de Sergio Cabral, entre 2007 e 2014, período em que já foram comprovadas práticas criminosas como a cobrança de um percentual do valor dos contratos firmados pelo Executivo com grandes construtoras, a título de propina.