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Programa Família Acolhedora atenderá 20 crianças do Distrito Federal

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Pautado pelo ECA e pelas diretrizes internacionais de reintegração Familiar de crianças e adolescentes, o programa será executado pelo Grupo Aconchego em parceria com o GDF

Previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o acolhimento familiar é uma das medidas de proteção previstas em caso de direitos violados ou ameaçados, tanto por ação ou omissão do Estado, dos pais ou responsáveis ou pela própria conduta. Diferente da adoção, possui caráter provisório e excepcional, devendo visar a reintegração familiar ou o encaminhamento para família substituta.

No entanto, apesar de ser internacionalmente reconhecido como a forma de acolhimento mais adequada, em contraponto aos modelos institucionais – uma vez que evita sequelas afetivas e comportamentais relacionadas a esses processos -, os serviços de acolhimento familiar ainda representam parte pequena da rede de acolhimento no Brasil. Segundo Censo do Sistema Único de Assistência Social, em 2016, apenas 167 das 2.998 unidades que promoviam o acolhimento o realizavam em modalidade familiar.

No DF, a realidade é ainda mais complexa: de acordo com dados de 2017 do Cadastro de Crianças Acolhidas, das 465 vagas da política de acolhimento para crianças e adolescente – com aproximadamente 52 crianças de zero a três anos de idade e 44 crianças entre quatro e seis anos – nenhuma oferta a modalidade familiar.

Nesse contexto desafiador, o programa Família Acolhedora, fruto de Termo de Apoio entre o Grupo Aconchego e o GDF, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), surge como uma importante garantia do direito à convivência familiar e comunitária na primeira e na segunda infância. “Nosso objetivo é promover a guarda familiar temporária de 20 crianças, de zero a seis anos, que estão afastadas de suas famílias de origem, priorizando ações para construção de reintegração ao seu núcleo familiar”, explica a psicóloga e coordenadora do programa no Aconchego, Júlia Salvagni.

A meta principal é, portanto, evitar a institucionalização, proporcionando o acesso ao carinho e à atenção de uma família com disponibilidade afetiva. “Queremos diminuir, de forma gradativa, o tempo de afastamento familiar, e, consequentemente, mudar a situação e o perfil do acolhimento no DF”, ressalta a coordenadora.

Acolhimento não é adoção – Vale destacar que o programa não pode ser confundido com adoção e nem encarado como um “treinamento” para tal. Durante todo o período do acolhimento tanto a criança quanto a família selecionada precisam entender seus papeis.

Para isso, contarão com o acompanhamento dos profissionais e dos voluntários do Grupo Aconchego, também responsável pela seleção, pela capacitação e pelo cadastramento das famílias interessadas. “Na impossibilidade de preservação e a reconstrução do vínculo com a família de origem, encaminharemos à Vara da Infância e da Juventude sugestão de cadastramento da criança para adoção”, esclarece a psicóloga e presidente do Aconchego, Soraya Pereira.

Quem pode acolher – Para se cadastrar no programa, as famílias precisam atender ao seguintes pré-requisitos: o responsável ter mais de 25 anos, haver concordância de todos os membros do núcleo familiar; não estar cadastrado no Cadastro Nacional de Adoção; não possuir antecedentes criminais; ter condições de habitabilidade para receber a criança; e comprovação de renda.

Entretanto, além desses requisitos, as famílias passarão por um processo de capacitação e também por estudo psicossocial feito pelo Grupo Aconchego. Essas etapas irão avaliar as motivações, disposição, desejo e habilidades do núcleo familiar para acolher. As inscrições dos interessados devem ocorrer a partir de dezembro, em data a ser confirmada. Serão 60 vagas, para seleção final de 30 famílias.

Capacitação – Para a realização do Família Acolhedora, o Aconchego capacitará profissionais e voluntários que atuarão tanto no acompanhamento das crianças quanto das famílias. Todo o trabalho será pautado pelos princípios e orientações do ECA, das Orientações Técnicas de Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes, da Tipificação Nacional dos Serviços Sócio Assistenciais e das diretrizes internacionais de reintegração Familiar de crianças e adolescentes. “Além disso, nos referenciamos em estudos acadêmicos e em experiências bem-sucedidas do Família Acolhedora em outros estados”, finaliza a presidente do Aconchego.

Sobre o Grupo Aconchego – O Aconchego é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento institucional.

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.

Processo de regularização do Condomínio Pôr do Sol chega a 100%

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Parcelamento, no setor Boa Vista, é o sexto condomínio a ser regularizado na Fazenda Paranoazinho

Há dez anos a Urbanizadora Paranoazinho (UP) se dedica para a regularização de todos os parcelamentos existentes na área da antiga Fazenda Paranoazinho. Agora chegou a vez dos moradores do condomínio Pôr do Sol, no setor Boa Vista, comemorarem a conquista da escritura de seus lotes. O condomínio é o sexto parcelamento a atingir 100% de regularização.

O parcelamento, que teve seu projeto urbanístico aprovado em maio de 2018, conta com 17 lotes e é um ótimo exemplo de trabalho bem-sucedido realizado pela empresa. “Apesar de pequeno, o Pôr do Sol tem um grande significado para os moradores e para a UP, pois é o sexto condomínio a ser regularizado na Fazenda Paranoazinho”, diz o diretor-presidente da UP, Ricardo Birmann.

Na visão do sindico do condomínio, Fernando Silva, a legalização dos lotes é uma forma de aumentar a segurança. “Estar com o imóvel escriturado dá uma tranquilidade muito grande em relação a segurança jurídica”, declara o síndico. A regularização só traz vantagens para toda a sociedade. É um passo que ajuda a solucionar deficiências urbanísticas, ambientais e de infraestrutura, além de produzir ganhos econômicos, sociais, de qualidade de vida e de cidadania. “Agora vamos esperar benefícios que virão com a regularização. Um pedido antigo dos moradores é uma melhor sinalização tanto na BR-020 entre o condomínio Morada dos Nobres e o nosso condomínio, como nas marginais de um lado e outro”, afirma.

Quando a subsíndica do condomínio, Valdeia de Oliveira, foi morar na região, seu lote não oferecia nenhuma garantia para que ela pudesse construir sua casa ali. “Comprei o direito de posse, mas não sabia a quem pertencia a terra, não tinha segurança alguma.” Com a regularização, Valdeia tem certeza que muitos benefícios e melhorias virão. “Fico bastante satisfeita por mim e pelos meus vizinhos. Nada paga a tranquilidade de chegar em casa e saber que ninguém poderá tirar nossas famílias dali, pois o lote não está mais em situação irregular”, reitera.

Os benefícios da regularização

Regularização significa valorização do patrimônio, preservação do meio ambiente e melhoria na qualidade de vida das pessoas. Porém, ainda existe resistência em muitos moradores e desconhecimento por parte de alguns. Uma das metas da UP é conscientizar que quanto mais cedo o morador iniciar a negociação, melhores serão as condições oferecidas. “O objetivo é recuperar a plena legalidade no uso do solo da Fazenda Paranoazinho e valorizar toda a região”, afirmou Ricardo Birmann. O diretor-presidente ressalta que regularizar vai além da escritura. “É valorização do patrimônio, responsabilidade com a cidade e com o meio ambiente. Fortalece todos os aspectos que fazem com que sejamos uma sociedade”, expôs.

Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 6 milhões neste sábado

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Valor acumulou do último concurso
O prêmio de hoje (1º) da Mega-Sena pode chegar a R$ 6 milhões a quem acertar as seis dezenas do concurso 2.102. O sorteio será às 20h, no Caminhão da Sorte, que está em Curitiba. Na poupança, o valor rende quase R$ 22,3 mil por mês.

O concurso 2.101, ocorrido na quarta-feira (28), não teve ganhador. As dezenas sorteadas foram  02, 08, 18, 37, 56 e 58. Neste mesmo concurso, 61 apostas acertaram a quina e receberam o prêmio de R$ 23.013,76 cada. Outras 3.852 apostas acertaram quatro números e levaram R$ 520,63 cada.

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio e podem ser feitas em qualquer uma das mais de 13 mil casas lotéricas do Brasil. Também é possível jogar pelo computador, tablet ou smartphone.

Bolsonaro não repassará recursos de multas ambientais para ONGs

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O presidente eleito, Jair Bolsonaro, come cachorro-quente no Hot Dog do Senhor, em Resende, no sul fluminense (Foto Tomaz Silva/Agência Brasil)
Presidente eleito comeu cachorro quente em food truck em Resende

Por Leo Rodrigues

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), criticou nesta sexta (30) parte da comunidade de ambientalistas, acusando-a de achar que é dona do meio ambiente. Ele também afirmou que a decisão sobre quem será o futuro ministro do Meio Ambiente ainda não foi tomada e há “meia dúzia” de nomes sendo avaliados.
O presidente eleito disse que o futuro ministro terá de ser afinado com o Ministério da Agricultura e  estar disposto a enfrentar o que voltou a chamar de “indústria da multa” . “Quero preservar, mas não dessa forma que vêm fazendo nos últimos anos. Dessas multas no campo, 40% vai para ONG. Isso vai deixar de existir”.

As declarações foram concedidas em Resende (RJ) em um food truck de cachorro quente que Bolsonaro costuma visitar sempre que está na cidade.

Ele viajou ao município fluminense para acompanhar a formatura de aspirantes a oficial na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), cerimônia que acontece amanhã (1º). Bolsonaro se formou nesta instituição em 1977, há 41 anos.

“Lanche do Presidente”

Bolsonaro disse que nos últimos 25 anos esteve em Resende cerca de três vezes por ano. Segundo ele, é uma oportunidade não apenas para rever amigos e relembrar os tempos em que passou na Aman, mas também para comer um dos seus lanches prediletos. “É o melhor da região”, diz ele se referindo ao food truck Hot Dog do Senhor.

O dono é Giordani Costa Cardoso, 50 anos. Natural de São Paulo, ele chegou à Resende depois de viver em Queimados, município da Baixada Fluminense. “Cheguei aqui em 1994. Dormi no banco da praça. E instalei minha barraquinha”, lembra.

O food truck amarelo que chama a atenção existe há apenas um ano. Antes, ele trabalhava com uma barraquinha de cachorro quente. O trabalho é feito em parceria com a esposa, Valquíria de Fátima Rodrigues, de 47 anos. Com formação em culinária no Senac, ela incrementou o sanduíche.

“Já tenho três vídeos com Bolsonaro e algumas fotos. Mas essa visita agora foi diferente. Estou trêmula até agora. Fiz o lanche para o presidente”, contou Valquíria.

Giordani conta que Bolsonaro o visita há cerca de 10 anos. “Ele chega de repente. Senta no banquinho, pede o pão com linguiça.”

Dessa vez, ele não queria cobrar, mas relata que Bolsonaro insistiu e pagou R$ 100 pela iguaria. “Eu soube em cima da hora. Quando foi 5 horas da tarde começou coronel, tenente, major e almirante me ligando. Quando eu cheguei aqui para abrir o food truck já tinha segurança”, diz Giordani

O dono do Hot Dog do Senhor afirma que fará mudanças no negócio. A começar pelo nome do Big Dogão, o lanche predileto de Bolsonaro. “O dele é o top de linha. É de 30 centímetros com linguiça pura de porco, queijo cheddar e catupiri da Polenguinho. Eu vou mudar de nome. Vai se chamar Lanche do Presidente.”

O visual do caminhão também deve ser remodelado.“Agora vou subir junto com ele. Tomara”.

CARROS DE APLICATIVO AGORA PODEM TER 8 ANOS DE USO

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Lei do Professor Israel aumenta idade máxima e beneficia mais de 6 mil motoristas

Os carros que rodam pelos aplicativos de transporte de passageiros como Uber, 99 e Cabify agora podem ter até 8 anos de uso. O aumento da idade dos veículos foi garantido por lei do deputado distrital Professor Israel Batista (PV), sancionada nesta quarta-feira (28) e já está em vigor.

A idade veicular estava limitada a 5 anos pela legislação que regulamentou o serviço em 2016. Caso não houvesse a alteração, mais de 6 mil carros seriam retirados das ruas. Os usuários seriam prejudicados, já que menos motoristas estariam disponíveis e o tempo de espera aumentaria cerca de 55%. Da mesma forma, os preços das viagens poderiam ser reajustados em 32% para melhor acomodar demanda e oferta do serviço.

José Pimentel, motorista de aplicativos, comemora a sanção da lei e conta que ficaria sem o sustento da família se a lei não fosse aprovada. “Meu carro tem 6 anos de uso. Se eu fosse proibido de rodar enfrentaria um caos financeiro. Teria que ir com a minha família para a casa dos meus pais e até devolver o carro para o banco. Mas agora vou poder continuar trabalhando. Essa lei me beneficia diretamente”, conta.

Professor Israel explica que, em tempos de crise, aumentar o tempo da idade do carro é entender que a população e os motoristas só têm a ganhar. “Não podemos diminuir a oferta de carros nas ruas. O usuário conta com esse serviço. Além dos milhares de desempregados”.

Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 10 milhões na próxima terça-feira

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Os números sorteados foram 04 – 06 – 17 – 34 – 51 – 57

Os números sorteados foram: 04 – 06 – 17 – 34 – 51 – 57.Segundo informações da Caixa Econômica Federal, 77 apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 25.027,75, cada. Já a quadra saiu para 4.557 apostas, que vão ganhar R$ 604,13, cada.

A aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Os apostadores podem tentar a sorte até as 19h de terça-feira nas casas lotéricas ou pelo sistema online de loterias da Caixa.

PGR pede que PT devolva dinheiro gasto com candidatura de Lula

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Recurso público não pode ser usados por inelegíveis, diz Raquel Dodge

Por André Richter

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu hoje (30) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a campanha presidencial do PT devolva ao Fundo Partidário os valores gastos para financiar a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano. Segundo a procuradora, recursos públicos destinados aos partidos não podem ser usados por candidatos que estão inelegíveis.
Na ação, Raquel Dodge explica que foram gastos pela coligação Feliz de Novo, do PT e PCdoB, R$ 19,4 milhões até 31 agosto, data na qual o TSE decidiu que Lula estava inelegível pela condenação no caso do tríplex do Guarujá (SP) e negou o registro da candidatura.No entendimento da procuradoria, os gastos com deslocamento do então candidato à Vice-Presidência, Fernando Haddad, despesas com telefonia e pesquisas são considerados uso indevida dos recursos.

Segundo a procuradora, Lula agiu de má-fé ao concorrer ao cargo. “O então pretendente a candidato Luiz Inácio Lula da Silva usou indevidamente recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para custeio de atos de divulgação de sua pretensão de disputar a Presidente da República, gastos esses manifestamente ilegais diante de sua inequívoca e insuperável inelegibilidade, que o afetava desde antes da formalização do requerimento do registro de candidatura”, argumentou Raquel.

Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ter sua condenação no caso confirmada pelo Tribunal Regional Federal 4ª Região (TRF4), que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão ao ex-presidente, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Grupo de venezuelanos vindos de Boa Vista é acolhido em Brasília

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Por Débora Brito

Depois de caminhar mais de mil quilômetros a pé, a venezuelana Mariluz Piñero chegou há pouco mais de um mês em Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, em busca de melhores condições de vida para a família. Ela saiu do estado de Miranda com seus dois filhos para encontrar o marido, que já vive no Brasil.
“Chegamos no fim da tarde, debaixo de chuva, sem tomar banho por seis dias. Viemos caminhando, pegando carona, passando necessidade. Tudo isso superamos”, contou.

Mariluz Pinero e a família, migrantes venezuelanos, são acolhidos em casas alugadas pelo programa de integração da Cáritas Brasileira, em São Sebastião, no Distrito Federal.
Mariluz Piñero e a família ficarão em casas alugadas – Valter Campanato/Agência Brasil
Mariluz está entre os 55 imigrantes venezuelanos que chegaram ontem(29) e hoje (30) a Brasília. O grupo deixou Boa Vista em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e será mantido em casas alugadas na região administrativa de São Sebastião, sob a supervisão da Cáritas Brasileira, entidade de promoção e atuação social que trabalha na defesa dos direitos humanos.

Mãe de um casal de crianças que necessitam de atenção especial, devido a problemas de saúde, a venezuelana, de 48 anos, teve que deixar de trabalhar para se dedicar integralmente aos cuidados com os  filhos. A menina, de 10 anos, é paciente crônica renal e o menino, de 12 anos, tem problemas de visão.

“Saímos pela situação econômica, pela saúde do meu filho, a saúde da minha família e minha própria saúde”, afirmou.

Com a forte crise política e econômica que atinge atualmente a Venezuela, a renda já não era suficiente para manter o sustento adequado da família. Mariluz disse que não conseguia medicamentos para os filhos e nem manter a alimentação balanceada exigida pelos médicos. “Meu esposo era o único que sustentava o lar, e estava difícil. Ele veio para o Brasil há 4 meses. Fiquei sozinha na Venezuela e depois nos reunimos aqui no Brasil”.

No Brasil, Mariluz sonha em trabalhar com crianças ou como comerciante, em casa. O marido se dispôs a trabalhar como operário ou auxiliar de serviços na área de construção civil.

“Estamos esperando uma oportunidade nova, e que meus filhos tenham uma boa atenção médica, boa educação”.

Apoio no relento

Victor Hernandez Guedes, 29 anos, também chegou ontem à capital cheio de expectativa. O jovem cruzou a fronteira brasileira há três meses, depois de enfrentar longa jornada de caminhadas e caronas. A viagem durou sete dias, divididas em duas etapas: a primeira, em companhia de um amigo, até o povoado venezuelano “Las Claritas”, e o restante do trajeto, ele fez sozinho até chegar a Boa Vista.

Migrantes venezuelanos vindos da cidade de Boa Vista, em Roraima, são acolhidos em uma paróquia para orientações e encaminhados para casas alugadas pelo programa de integração da Cáritas Brasileira, em São Sebastião, no Distrito Federal.
Os imigrantes recebem orientações em uma paróquia (Foto Valter Campanato/Agência Brasil)

Na capital de Roraima, Victor passou 15 dias na rua, recebendo apoio de um brasileiro e uma venezuelana que já estavam acolhidos em um abrigo de refugiados.

“O início foi um pouco mal, porque fiquei na rua, não tinha comida, meus sapatos rasgaram, fui roubado. Depois de 15 dias, consegui ser abrigado. Aí me senti mais seguro pelos guardas, e me davam comida todos os dias”, disse.

Victor é técnico ambiental e pensa em trabalhar logo, no Brasil. Seu objetivo é poder trazer sua mãe e o irmão, que ficaram na Venezuela. Mas não descarta voltar a seu país de origem quando a situação melhorar por lá.

“Quero me estruturar como pessoa, economicamente, e trazer minha mãe e meu irmão no futuro. Quando meu país estiver bem, sim, quero voltar”.

Acolhida

Na próxima semana, mais 50 imigrantes venezuelanos devem chegar a Brasília. Eles também serão levados para a região administrativa de São Sebastião. O objetivo é levar 1325 venezuelanos para a capital federal até o final do ano.

Segundo o coordenador nacional da Cáritas Brasileira, Fernando Zamban, a ação faz parte do projeto Pana, que significa “amigo” na língua da etnia indígena venezuelana Warao. O projeto atua em conjunto com o governo federal no transporte dos refugiados, mas é independente na manutenção da infraestrutura de abrigo.

Migrantes venezuelanos vindos da cidade de Boa Vista, em Roraima, são acolhidos em uma paróquia para orientações e encaminhados para casas alugadas pelo programa de integração da Cáritas Brasileira, em São Sebastião, no Distrito Federal.
Grupo foi levado para a região administrativa de São Sebastião. (Foto Valter Campanato/Agência Brasil)

Os venezuelanos estão instalados em 17 casas alugadas com recursos do governo norte-americano. O apoio financeiro será garantido por cinco meses. Neste período, os imigrantes terão acesso a atividades de formação para resgate da autoestima e identificação de suas habilidades pessoais e profissionais, além de terem acesso a cursos da língua portuguesa.

Dependendo do caso, as famílias poderão ser inscritas no programa Bolsa Família ou receber outros benefícios sociais até terem condições de ser inseridas no mercado de trabalho brasileiro.

“Tem alguns diálogos sendo construídos. Vamos trabalhar de duas maneiras com a inserção deles no mercado de trabalho, uma é no mercado formal, em parceria com empresas e, outra, é a organização de trabalho coletivo através da economia popular solidária, que é um mecanismo de geração de renda com outros valores de vida na sociedade. Não é só uma relação de mão de obra exploratória dessas pessoas”, destacou Zamban.

A Cáritas também vai oferecer suporte psicossocial e pedagógico aos imigrantes, além de assistência em casos de violação de direitos. O atendimento será feito na chamada Casa de Direitos, instalada no centro comercial Conic, localizado na área central de Brasília. Na Casa dos Direitos, os venezuelanos também terão apoio para retirada de documentos.

 

Migrantes venezuelanos vindos da cidade de Boa Vista, em Roraima, são acolhidos em uma paróquia para orientações e encaminhados para casas alugadas pelo programa de integração da Cáritas Brasileira, em São Sebastião, no Distrito Federal.
Grupo foi encaminhado para casas alugadas pelo programa de integração da Cáritas Brasileira (Foto Valter Campanato/Agência Brasil)

“O atendimento é processual, desde o momento em que chegam até a entrada na vida cotidiana da sociedade brasileira. Se ocorrerem situações mais graves, a gente acessa os mecanismos do estado de assistência social, psicológica ou de direito, para dar um atendimento mais qualificado, o que a nossa equipe não teria condição de fazer tão sistematicamente”, ressaltou Zamban.

No grupo que chegou ontem (29), foram incluídos refugiados LGBT, que estão recebendo apoio diferenciado para evitar que sejam alvo de discriminação e preconceito.

“Chegar a um país estranho já é um baque cultural, com toda a carga preconceituosa da sociedade. Imagina a situação de um grupo LGBT. Isso torna a inserção um pouco mais complicada, mas temos buscado mecanismos de construção para que sejam aceitos e tenham vida normal como em qualquer lugar”, afirmou o coordenador da Cáritas.

Desde o início do programa de interiorização de venezuelanos coordenado pela Casa Civil, 3.200 refugiados foram levados de Roraima para outros estados brasileiros.

A ação tem o apoio da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), entre outras instituições da sociedade civil e dos governos federal, estadual e municipal.

Loja de aluguel e venda de bolsas é inaugurada com muitos elogios pela proposta criativa e espaço sofisticado

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Em clima de festa, com muita espumante, canapés e docinhos, a empresária Michely Mundy recebeu, no último sábado (24), convidadas VIPs para a inauguração da loja Mundy Luxury, na Asa Sul. Na ocasião, ela apresentou, em primeira mão, a coleção de bolsas de marcas famosas, que são, em grande parte, do acervo pessoal dela, e que agora estão à disposição para quem quiser alugar.

Na loja, as clientes e amigas contam com um espaço reservado e atendimento exclusivo, com hora marcada. Elas podem experimentar as bolsas, fazendo a locação da que mais lhe agradar, podendo ficar com a peça o tempo que desejar. Dentre as marcas dos produtos estão: Chanel, Gucci, Prada, Valentino e Louboutin. O aluguel vai de R$ 65 a R$ 500.  Também serão captadas peças consignadas para venda e aluguel.

Serviço

Loja de aluguel e venda de bolsas é inaugurada com muitos elogios pela proposta criativa e espaço sofisticado

Local: EQS 502/503 Sul, loja 132 – Fashion Mall

Contato: (61)9.8377-0053

Nota Legal: prêmio de R$ 500 mil saiu para morador de Águas Claras

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Consumidor contemplado fez uma compra de R$ 68,49. Os dois maiores valores seguintes — de R$ 200 mil cada um — ficaram para Ceilândia Sul

A compra do ganhador do prêmio de R$ 500 mil foi feita em Samambaia Sul, e não em Águas Claras, como informado anteriormente.

Com uma compra de R$ 68,49 em Samambaia Sul, um consumidor de Águas Claras vai receber R$ 500 mil pelo programa Nota Legal Sorteio.

A segunda edição do ano do sorteio ocorreu na tarde desta quinta-feira (29).

Como nas edições anteriores, foram sorteados 12,6 mil bilhetes, com base nos números da loteria federal de 28 de novembro.

Os prêmios variam de R$ 100 a R$ 500 mil, em um total de R$ 3 milhões a serem distribuídos entre os ganhadores.

Os dois vencedores seguintes são de Ceilândia Sul – que levarão prêmios de R$ 200 mil cada um. As notas fiscais sorteadas foram de R$ 48,32 e R$ 51,71, respectivamente.

Os três prêmios de R$ 100 mil saíram para a Cidade Ocidental, a Asa Norte e a Asa Sul (as compras foram de R$ 18,99, R$ 2,03 e R$ 15,98).

Os valores dos prêmios são:

  • 1 prêmio de R$ 500 mil
  • 2 prêmios de R$ 200 mil
  • 3 prêmios de R$ 100 mil
  • 4 prêmios de R$ 50 mil
  • 10 prêmios de R$ 10 mil
  • 30 prêmios de R$ 5 mil
  • 50 prêmios de R$ 1 mil
  • 500 prêmios de R$ 200
  • 12 mil prêmios de R$ 100

De acordo com a Secretaria de Fazenda, foram apurados cerca de 40 milhões de documentos fiscais, emitidos de 1º de novembro de 2017 a 30 de abril de 2018.

O sorteio foi baseado nos números da loteria federal de 28 de novembro. Cada consumidor pode concorrer com até 200 bilhetes por mês em cada edição.

As notas fiscais eletrônicas têm o mesmo peso, independentemente do valor. Ou seja, quem fez uma compra de R$ 5 tem as mesmas chances de quem comprou algo por R$ 5 mil.

“Esse é o grande objetivo do programa: incentivar as pessoas a manter o hábito de pedir os documentos fiscais nas compras”Rossini Dias, coordenador de Cadastro e Lançamentos Tributários, da Secretaria de Fazenda

No site do programa, é possível verificar as notas fiscais validadas para os sorteios. Participaram dessa terceira edição os contribuintes cadastrados e que mantêm situação regular, ou seja, sem débitos com o governo do Distrito Federal.

As pessoas físicas que preenchem esses requisitos foram automaticamente inscritas.

Segundo o coordenador de Cadastro e Lançamentos Tributários, da Secretaria de Fazenda, Rossini Dias, o sorteio entrou definitivamente no calendário do Nota Legal.

“Observamos que uma expressiva parcela da população do Distrito Federal está pedindo as notas fiscais, e esse é o grande objetivo do programa: incentivar as pessoas a manter o hábito de pedir os documentos fiscais nas compras.”

Ganhadores serão avisados por e-mail

Até a segunda quinzena de dezembro, o governo encaminhará e-mails a todos os contemplados para avisá-los.

Em seguida, a lista com os bilhetes premiados será publicada no Diário Oficial do Distrito Federal e em jornal de grande circulação.

180 diasPrazo para indicação dos dados bancários para receber o prêmio do sorteio do Nota Legal

Os cidadãos terão até 180 dias para indicar a conta-corrente ou a poupança em que querem receber o dinheiro. Se o resgate não for feito no período indicado, o montante retorna para o Tesouro do DF.

Os premiados deverão acessar a área restrita, onde, após a validação do resultado, estará disponível um formulário eletrônico para indicação dos dados bancários do sorteado.

Para os prêmios acima de R$ 10 mil, haverá a necessidade de o ganhador se apresentar pessoalmente em uma agência de atendimento da Receita do DF para que a quantia seja liberada.

O prazo para depósito dos valores é de até 12 meses a contar da data do sorteio.