Cada vez mais, o tema economia circular tem chamado a atenção da humanidade, afinal não podemos mais continuar esgotando os nossos recursos naturais e produzir da mesma forma. Com este pensamento, precisaríamos de quase “dois planetas Terra” para satisfazer as nossas necessidades.
O fato é que no quesito utilização de recursos naturais, já estamos utilizando o cheque especial. Vindo de encontro com essa lastimável situação, nos deparamos com a economia circular, onde os produtos devem ter sua durabilidade pensada, devem ser reutilizáveis e obviamente recicláveis.
Precisamos repensar sobre a produção de novos produtos. A lição de casa é imensa, mas ao fazer essa reflexão atuaremos de forma holística e sistêmica, pois os benefícios serão gigantes. Trata-se de um novo fluxo da economia, um formato diferente do que conhecemos e estamos acostumados. É o equilíbrio entre consumo e forma de produção.
Com a colocação em prática da economia circular, estaremos combatendo a obsolência de produtos, que, muitas vezes, geram resíduos não reaproveitáveis e em uma larga e rápida escala. Os consumidores possuem grande papel neste contexto, pois ao se tornarem mais preocupados com a questão ambiental poderão impulsionar rapidamente a economia circular.
As empresas devem urgentemente pensar sobre este conceito, pois catalisar e perceber a evolução da economia circular dentro do seu planejamento estratégico fará com que o negócio se torne cada vez mais atraente ao mercado.
Na Academia, observa-se a incorporação dos princípios da economia circular na formação acadêmica, pois devido ao desenvolvimento do conceito é necessário preparar profissionais que viabilizem rapidamente as mudanças que serão necessárias.
Devemos estar atentos ao consumidor, pois o mesmo observa e analisa com cautela a questão de produtos que tenham como premissa a eliminação dos desperdícios, a menor poluição, a reutilização de materiais, a inovação nos processos e o bem-estar e engajamento dos colaboradores.
O fortalecimento da imagem de uma empresa frente ao mercado passará com toda certeza pela aplicação da economia circular. Estamos em uma época de valorização do capital natural.
Cabe à empresa definir isso como prioridade, investir e realizar as devidas etapas. Faça com que os seus produtos, colaboradores, stakeholders e todos os envolvidos entendam, se orgulhem e participem desta visão. As empresas precisam acreditar e investir na economia circular.
Cris Baluta é conselheira e coordenadora do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Meio Ambiente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), e CEO da Roadimex Ambiental Ltda.
Cada etapa será cronometrada para evitar atrasos expressivos
Por Karine Melo
Na última semana antes da posse presidencial, estão programados dois ensaios gerais na Esplanada dos Ministérios. O primeiro ensaio será realizado amanhã (23). Os últimos detalhes foram definidos menos de 24 horas antes, no Itamaraty. O segundo será no dia 30, dois dias antes da posse. Além de cronometrar o evento, minuto a minuto, evitando assim atrasos expressivos, cada etapa será observada atentamente para identificar possíveis falhas na segurança e no cerimonial, segundo apurou a Agência Brasil.
Devido ao ensaio geral, a Esplanada dos Ministérios será fechada para o trânsito amanhã (23), das 6h às 19h, seguindo o previsto para 1º de janeiro quando haverá a posse.Figurantes farão o papel do presidente eleito, Jair Bolsonaro, da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, de ministros, autoridades, parlamentares e demais convidados. O grupo será formado por servidores do Congresso, Planalto e do Itamaraty.
No dia da posse, serão colocadas grades de proteção para demarcar os espaços reservados ao público – estimado entre 250 mil e 500 mil pessoas – o que não ocorrerá nos dias de ensaio.
Militares
Além da participação dos Dragões da Independência, ainda para o ensaio, tropas do Exército, Marinha e Aeronáutica, que serão passadas em revista logo após o fim da solenidade do Congresso, estarão perfiladas. Até a salva de tiros de canhão está prevista no ensaio.
Haverá simulação de todo o percurso e das solenidades que envolvem diretamente os protagonistas do dia, Bolsonaro e a primeira-dama e o vice-presidente, Hamilton Mourão, e sua mulher. Também será ensaiada toda a logística montada para transportar os parentes, futuros ministros e demais autoridades até o Congresso, Palácio do Planalto e Itamaraty, onde ocorrerão as solenidades.
No ensaio, o carro utilizado para os deslocamentos deve ser fechado, mas no dia da posse, a expectativa, conforme já adiantou a Agência Brasil, é que Bolsonaro desfile em carro aberto para ficar mais próximo da multidão que irá saudá-lo.
Segurança
Ao contrário do que está programado para os dias 30 de dezembro e 1º de janeiro, neste primeiro ensaio geral, os locais não passarão por uma varredura da Polícia Federal. Apesar do trânsito interrompido, turistas e curiosos poderão circular na Esplanada e acompanhar o ensaio, mas as regras de acesso serão as mesmas já anunciadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Carrinhos de bebê, guarda-chuvas, máscaras, produtos inflamáveis, fogos de artifício, drones, animais, bebidas alcoólicas, apontadores a laser, armas de fogo e objetos cortantes estão proibidos.
Amanhã, inibidores de drones serão testados. A preocupação da organização, embora não seja o objetivo, é saber se esses equipamentos vão interferir no sinal de telefones celulares.
Chuva
Em caso de chuva, o cerimonial colocará em prática um roteiro B. Nele, não há possibilidade de desfile em carro aberto, o presidente eleito entrará no Congresso pela chapelaria – e não pela rampa do prédio do Congresso Nacional – e a revista das tropas será reduzida.
Cronograma:
14h06 – Bolsonaro deixa a residência oficial da Granja do Torto, onde passará a virada do ano com a família
14h25 – Chegada à Catedral de Brasília, onde deve entrar no Rolls Royce para o desfile até Congresso Nacional
14h50 – Chegada ao Congresso
15h – Abertura da solenidade de posse no plenário da Câmara dos Deputados
16h – Hino Nacional, salva de tiros e revista às tropas – Congresso
16h20 – Deslocamento para Palácio do Planalto
16:30 – Pronunciamento à nação
18h15 – Fotografia Oficial
18h25 – Chegada ao Palácio do Itamaraty para recepção de autoridades
O processo de interiorização dos venezuelanos, que começou em abril deste ano, organizado pela Casa Civil da Presidência da República e a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), continua levando os imigrantes da capital Boa Vista, no estado de Roraima (RR), para que se estabeleçam em outros estados. Até agora, 3.271 imigrantes foram levados pelo programa federal para 29 cidades, como São Paulo, Manaus, Brasília, Curitiba e Rio de Janeiro.
A pesquisadora do Núcleo de Estudos da População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Rosana Baeninger avalia que um processo de interiorização promovido pelo governo federal pode proporcionar mais garantias de direitos aos imigrantes. “[No processo de interiorização] a presença do Estado e de outros atores institucionais, como a Acnur, o Fundo de Populações das Nações Unidas, as instituições que recebem esses imigrantes nas cidades, têm um ponto importante que é justamente a garantia dos direitos humanos”, disse.“Essas instituições em conjunto tentarão uma inserção laboral que acaba sempre tentando proteger de condições análogas ao trabalho escravo. A presença do Estado nessas migrações, que eu chamo de migrações dirigidas, é importante por isso. Tem um acompanhamento inclusive da Acnur nesse processo, em que esses imigrantes já estão instalados nos abrigos”, acrescentou.Fronteira
Grupo de imigrantes venezuelanos percorre a pé o trecho de 215 km entre as cidades de Pacaraima e Boa Vista – Marcelo Camargo/Agência Brasil
O grande número de venezuelanos entrando no Brasil pela fronteira de Pacaraima (RR) e Santa Elena de Uairén (Venezuela) faz com que o estado de Roraima concentre a chegada dos imigrantes. Cerca de 5.700 venezuelanos estão acolhidos em 13 abrigos construídos pelo governo federal em Roraima, sendo 11 em Boa Vista e dois em Pacaraima.
O transporte dos venezuelanos para outros estados surgiu, então, da necessidade de diminuir a pressão sobre os serviços públicos de Roraima, além de oferecer oportunidades de trabalho aos imigrantes. Segundo Rosana, que coordenou também a produção do Atlas Temático do Observatório das Migrações em São Paulo, inicialmente o perfil de imigração venezuelana era de alta qualificação profissional. Neste momento, há diversificação desse perfil, com entrada também de um grupo com menor escolaridade e mais pobres.
“É importante entendermos que, desde 2014-2015, o Brasil e, particularmente São Paulo, já vinham recebendo imigrantes venezuelanos. Nesse primeiro momento, um perfil bastante de mão de obra qualificada, uma migração mais qualificada, justamente porque as empresas começaram a fechar na Venezuela [devido à crise naquele país] e parte então dos profissionais qualificados vieram para o Brasil”, explicou.
A partir de 2017-2018, de acordo com a pesquisadora, houve uma mudança na composição dessa migração. “Se naquele primeiro momento, vimos uma migração venezuelana que tinha uma forte presença feminina solteira, também homens solteiros, profissionais qualificados, a partir de 2017-2018, muda essa configuração migratória com uma migração familiar, com menos especialidades, menos anos de estudo”, disse ao destacar que há uma tendência rápida de mudança no perfil da migração venezuelana.
Grupo de trabalho
A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo (SMDHC) informou que foi criado um Grupo de Trabalho sobre o Processo de Interiorização de Imigrantes Venezuelanos para estruturar, de forma articulada, os fluxos de atendimento a este grupo.
De acordo com a secretaria, foram adotadas medidas como a estruturação de um fluxo de cursos de capacitação e qualificação para os imigrantes, abordando especificidades do mercado de trabalho brasileiro, a fim de facilitar a integração destas pessoas à cultura local.
“Entre os principais entraves enfrentados para os imigrantes acessarem vagas de emprego está o idioma. Nesse sentido, o Programa Portas Abertas, iniciativa da SMDHC em parceria com a SME [Secretaria Municipal de Educação], é pioneiro ao assegurar o acesso às aulas de ensino da língua portuguesa na rede pública municipal”, informou a secretaria.
Educação
Venezuelanos matriculados em escola pública em Pacaraima – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Diante dessa nova configuração do perfil migratório, a pesquisadora acredita que, além de uma qualificação técnica, as políticas públicas para imigrantes devem incluir o campo da educação para que esse grupo possa concluir níveis de escolaridade. “Isso faz muita diferença para o próprio mercado de trabalho brasileiro. Para que seja também um ponto de cidadania, de direitos, ele [imigrante venezuelano] tendo educação, ele consegue se inserir”.
“Hoje a imigração venezuelana é, particularmente a migração lá na fronteira, uma migração muito mais empobrecida”. Para o desenvolvimento de políticas públicas de atendimento nos municípios, a heterogeneidade do fluxo migratório deve ser considerada, conforme avaliou Rosana.
A capital paulista acolheu até o momento 307 imigrantes venezuelanos pelo programa de interiorização do governo federal, com vagas disponibilizadas pela prefeitura em abrigos. O grupo foi alocado em alguns centros temporários de atendimento, que originalmente atendiam pessoas em situação de rua, mas foram reservados para ocupação exclusiva de imigrantes desde o início do processo de interiorização na cidade.
Não há um tempo de permanência limite e aqueles que conseguem trabalho e ganham alguma autonomia vão deixando os abrigos municipais. Por meio do programa municipal Trabalho Novo, que prevê a inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade social no mercado de trabalho, foram capacitados 173 venezuelanos para o programa e 81 conseguiram trabalho.
Em outubro, 28 dos imigrantes venezuelanos que conseguiram emprego pelo programa foram contratados para a limpeza urbana pela empresa Trevo Ambiental, que presta serviços para Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb).
Os venezuelanos Jesus Carlos Malave, Harold Gonzalez, Willian Altriaga foram contratados pelo programa Trabalho Novo – Rovena Rosa/Agência Brasil
Contratados
O venezuelano Angel Alexsander Coronado Pinzón, de 43 anos, foi um dos contratados neste processo pela Trevo Ambiental. “Vim buscar trabalho, melhores oportunidades, porque a Venezuela estava começando a apresentar dificuldades”, disse. “Lá estava trabalhando em uma máquina de sorvete. Fecharam muitas empresas para as quais a gente prestava serviço, tinha muita greve. Eu tinha as opções de ir para o Panamá e para o Brasil, e eu optei pelo Brasil”.
Ele chegou na capital Boa Vista (RR) em agosto do ano passado de ônibus e, no mesmo mês, já foi por conta própria para a capital paulista, onde trabalhou vendendo café, água, bolo, roupas e também estacionando carros. “Nesse tempo conheci bastante a cidade, mas não morei em nenhum abrigo”.
No começo, Angel enfrentou o obstáculo da língua e se comunicava com ajuda de mímica, mas foi se familiarizando com o português durante os trabalhos. Ele chegou a ir por quatro meses para o Rio Grande do Sul trabalhar em uma fazenda para colheita de maçã, mas retornou a São Paulo. Lá, ele conheceu um brasileiro que falou sobre os abrigos municipais em São Paulo, em que assistentes sociais prestavam orientação.
Inicialmente, ele procurou um abrigo que atendia população em situação de rua e, depois, foi encaminhado ao Centro Temporário de Atendimento (CTA) São Mateus, que estava recebendo exclusivamente venezuelanos. Por meio da assistência nos equipamentos municipais, ele tirou documentos e fez curso de televendas, além de participar do programa Trabalho Novo.
Angel não tem vontade de voltar para seu país por causa da crise, apesar de ter família lá. “Tenho minha mãe, meu padrasto e um irmão que cuida deles na Venezuela. Eu queria trazer minha família para cá, mas eles não querem sair de lá. Minha mãe não quer perder a casa dela na Venezuela. Não tenho data para ir para lá e nem quero [voltar]”, disse.
Trabalho precário
Diante do mercado de trabalho brasileiro precarizado atualmente, a pesquisadora Rosana Baeninger disse ser importante que haja interlocução do governo e de entidades não governamentais com a Defensoria Pública da União e o Ministério Público do Trabalho para que os imigrantes não sejam alvo de condições análogas ao trabalho escravo.
“O que temos visto é que, uma vez que essas instituições e a interlocução com essas populações se deem de modo mais efetivo, há uma garantia de um trabalho formal ou um trabalho digno para essas populações, mas é preciso que tenha essa configuração de uma rede de instituições que sejam de fato comprometida com a questão migratória”, disse.
A pesquisadora destacou ainda que a oportunidade de dar documentação aos imigrantes no Brasil é um fator positivo do país, que, segundo ela, foi um ganho na política migratória brasileira desde a imigração haitiana em 2010.
“[O Brasil] é o país possível [para a migração] justamente porque oferece documentação. Então um ponto importante da política migratória brasileira e que tem que ser ressaltado é isso, são poucos os imigrantes que não têm documentação. E a partir do momento que ele tem documentação, já é um passo importante para que essas cidades discriminem menos, porque ele não vai ser taxado como um “indocumentado”, clandestino, e se sujeitar a uma exploração”, avaliou.
Com o objetivo de auxiliar os imigrantes venezuelanos, a fim de que tenham mais facilidade em conseguir emprego e garantia dos direitos, a Superintendência Regional do Trabalho de Roraima (SRT-RR) emitiu 14.311 carteiras de trabalho para os venezuelanos, no período de setembro de 2017 a julho de 2018.
Apenas nos meses de janeiro a julho deste ano, a quantidade de emissões chegou a 11.547 carteiras de trabalho, número que supera o montante de documentos emitidos no ano passado para todos os estrangeiros no estado de Roraima.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, reafirmou pelo Twitter neste sábado (22), o compromisso feito durante a campanha eleitoral de reduzir o Estado. Segundo ele, as convergências ministeriais darão o tom de desenvolvimento do país, que foi pautada pela população. “Reduzir o Estado, desenvolvimento sem entraves de ONGs, acordos comerciais bilaterais já em andamento e mudar a atual pífia linha educacional. Vamos alavancar o Brasil!”, disse.
Pela mesma rede social, Bolsonaro negou que um general que trabalha no gabinete de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), integrará seu governo. Pelo Twitter, usando a hastag fake news, ele disse que “nenhum general trabalha no gabinete do deputado”.
Segundo o Jornal O GLOBO, a Secretaria de Comunicação (Secom), órgão que será inserido na Secretaria de Governo, comandada pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz, será ocupada por Floriano Barbosa, atualmente assessor no gabinete do deputado federal Eduardo Bolsonaro. Floriano não é militar.
Bolsonaro deve seguir hoje (22) para a Base Naval da Ilha de Marambaia, onde deverá passar o Natal. O presidente eleito deve retornar à sua casa, na Barra da Tijuca, no dia 27 de dezembro, e seguir para a Brasília no dia 29, onde deverá ficar até a posse, em 1º de janeiro.
Emplavi celebra suas realizações em 2018 com o anúncio de mais de meio bilhão de reais em novos investimentos no mercado local, a partir do próximo ano.
O setor da construção civil foi um dos primeiros a dar sinais de recuperação neste novo ciclo econômico vivido pelo Brasil . O aumento da demanda por imóveis novos, a volta do crédito mais barato e mais flexível, a queda da taxa Selic e a melhora da confiança do consumidor no país, tornaram-se decisivos para a composição do cenário de recuperação no setor. A avaliação é de Alexandre Oliveira, gerente de Marketing e Inteligência Imobiliária da Emplavi, construtora que encerra o ano de 2018 com a marca de quatro novos empreendimentos concluídos no Noroeste.
Além das obras entregues, a Emplavi lançou outros seis empreendimentos que, somados, representaram mais de meio bilhão de reais em novos investimentos no mercado local. Os números comprovam, portanto, fortes sinais da retomada de crescimento no setor e a importância de se rever as estratégias para não recuar perante um cenário de crise.
Ao contrário de muitas construtoras que recuaram e praticamente paralisaram suas operações durante a maior recessão econômica da história do país, a Emplavi decidiu acreditar mais uma vez no grande potencial do mercado imobiliário de Brasília. Para isso, ampliou suas operações, lançou novos empreendimentos e avançou em melhorias constantes, fazendo cada vez mais com menos. “Assim, ampliamos nossa participação no mercado, garantindo milhares de empregos diretos e indiretos, cumprindo sua missão social e contribuindo decisivamente para o desenvolvimento econômico de Brasília”, ressalta Alexandre.
Segundo o gerente, as vendas aceleraram, os estoques das construtoras foram praticamente liquidados e hoje se vive o final de um ciclo no mercado imobiliário no Brasil com grandes perspectivas para um novo ciclo de recuperação ainda mais acelerada. “Os números estão apontando nessa direção”, destaca.
Balanço
Ao longo de 2018, entregas muito significativas ratificaram os compromissos da Emplavi com seus clientes e fortaleceram os princípios de solidez, segurança e credibilidade nos quais a empresa tem se estabelecido em 36 anos de história e mais de 29.000 imóveis entregues em Brasília.
“Em março foi entregue o primeiro dos quatro novos empreendimentos da construtora finalizados em 2018: o Parque das Orquídeas, quatro suítes Premium na quadra 102 do Noroeste. Depois foi a vez do Jardins dos Hibiscos, com dois quartos, e do Jardins dos Flamboyants, com três suítes, ambos na SQNW 106. Por fim, em outubro foi entregue o Jardins dos Ipês, com quatro suítes, na quadra 104, de frente para o Parque Burle Marx”, relata Alexandre.
Perspectivas
A partir do próximo ano, um novo governo assume o país com o compromisso de realinhar as bases econômicas através de medidas que irão diminuir o déficit de suas contas, aumentar investimentos e reaquecer a economia com queda do desemprego e aumento da renda. Para o gerente de Marketing da Emplavi, por meio dessas medidas, estima-se que o PIB cresça no primeiro ano algo entre 2% e 3% se acelerando a partir do segundo semestre de 2019 já com as medidas em pleno vigor. “Nesta perspectiva, o mercado imobiliário melhora suas expectativas e aumenta investimentos”, projeta.
Nesse cenário, além dos seis novos lançamentos em 2018, já considerados sucesso de vendas – alguns com mais de 50% já comercializados e com obras aceleradas -, a empresa já começa a se preparar para o início de 2019. Serão três novos lançamentos de dois, três e quatro quartos no Setor Noroeste, o que vai possibilitar mais oferta imobiliária no Plano Piloto.
Sobre a Emplavi
Com 36 anos no mercado, a Emplavi se preocupa em evoluir com qualidade e solidez. Genuinamente brasiliense, é responsável por mais de 29 mil imóveis entregues no Distrito Federal. A construtora está presente na Asa Norte, Asa Sul, Sudoeste, Águas Claras e no primeiro bairro ecológico do país, o Noroeste.
Referência no mercado imobiliário de alto padrão em Brasília, a Emplavi consolida sua liderança com o maior e mais variado portfólio em empreendimentos de dois, três e quatro quartos no bairro mais novo de Brasília, o Noroeste, com entrega imediata e outros em fase de lançamento e obras iniciadas.
Regularizados, os caminhões gourmet fazem sucesso entre os brasilienses
Nem só de funcionalismo público sobrevive a capital federal. Brasília tem muita gente empreendedora e que está apostando em áreas que estão se tornando tendências de negócios. Empreendedores aproveitam características próprias da cidade para investir em nichos em ascensão, assim como os food trucks, que hoje (21) completa dois anos da regulamentação da Lei nº 5.627, que regulariza os caminhões gastronômicos no DF.
Verdadeira febre pelas ruas da cidade e com uma proposta de uma culinária com toques gourmet, eles ocupam os espaços livres da cidade movimentam as ruas e a economia do DF. O dono de um dos maiores food trucks da cidade Alexandre de Sousa Santos, por trás das marcas: “Geléia Burger” e “O Concorrente”, acredita na causa por experiência própria.
Ele observou os resultados satisfatórios da sua lanchonete e decidiu expandir, montado quatro caminhões conhecidos como: Geléia Food Truck. Inaugurados em 2015, à época na briga pela regularização, o projeto foi um dos pioneiros e deu tão certo, que tornaram-se referência no segmento. “Observamos que o brasiliense gosta de comer bem, mas, muitas vezes, quer algo mais rápido, e perto de casa. Então, conseguimos oferecer um bom produto a um preço bastante acessível”, afirma.
Ele completa ainda que, apesar de ser na rua, é preciso ter atenção antes de pensar em abrir um food truck. “É preciso se atentar às normas de higiene, às legislações trabalhistas, de trânsito, ocupação dos espaços públicos etc. Sem contar que temos impostos a pagar, como qualquer outro estabelecimento”, explica.
Regularização
Com o decreto assinado pelo governador Rodrigo Rollemberg, a Lei dos Food Trucks, de 15 de março de 2016, foi regulamentada no dia 21 de dezembro do mesmo ano. O texto prevê regras para os empresários rodarem pelo DF, entre elas: área máxima de ocupação, que não pode ultrapassar 40 metros quadrados contíguos, incluindo um espaço para mesas e cadeiras. Os trucks também precisam de uma autorização para utilizar o espaço público e, ainda, para sair da informalidade, os empresários devem ter CNPJ ou serem microempreendedores – se estiverem enquadrados na categoria.
Profissionais com registro no Brasil têm até hoje (21) para se inscrever no Programa Mais Médicos. Ao todo, estão disponíveis 2.448 vagas em 1.177 cidades e 28 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Os postos abertos são referentes às localidades não ocupadas na primeira seleção. Candidatos que participaram do edital anterior, de acordo com o Ministério da Saúde, ficam impossibilitados de escolher municípios.
Balanço divulgado ontem (20) aponta que 5.846 médicos se apresentaram nas cidades escolhidas ou iniciaram as atividades. O prazo final para os médicos se apresentarem aos municípios terminou na última terça-feira (18). Os candidatos que decidirem não comparecer mais às atividades devem informar ao município, que vai comunicar a desistência ao ministério.
“O edital de convocação foi uma medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para garantir a assistência em locais que contavam com profissionais cubanos, por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o governo de Cuba”, informou a pasta, por meio de nota.
Profissionais formados no exterior
Ainda de acordo com o ministério, 10.205 profissionais brasileiros e estrangeiros formados no exterior (sem registro no Brasil) completaram a inscrição de participação no Mais Médicos. O prazo para o envio da documentação desses profissionais foi encerrado no último domingo (16).
As documentações ainda estão em análise, conforme edital. Nos dias 27 e 28 de dezembro, médicos brasileiros formados no exterior terão acesso ao sistema para escolherem as vagas em aberto. Posteriormente, nos dias 3 e 4 de janeiro de 2019, médicos estrangeiros terão a mesma oportunidade.
Confira o cronograma das próximas etapas:
De 20/12 a 21/12 – Médicos com registro no Brasil escolhem municípios com vagas disponíveis
De 27/12 a 28/12 – Médicos brasileiros formados no exterior escolhem municípios com vagas disponíveis
De 03/01 a 04/01/2019 – Médicos estrangeiros formados no exterior escolhem municípios com vagas disponíveis
De 08/01 a 09/01/2019 – Apresentação dos médicos brasileiros formados no exterior
A Polícia Federal (PF) cumpriu dois mandados judiciais de busca e apreensão em dois imóveis relacionados ao advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que atua na defesa de Adélio Bispo de Oliveira, autor confesso de tentar matar a facadas o então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro.
A PF divulgou uma nota na qual informa que “em um dos imóveis funciona um hotel e uma locadora de veículos, além de servir como escritório e residência do advogado. O outro é a sede de uma empresa”.
Advogado de defesa do agressor de Jair Bolsonaro, Zanone Oliveira Junior, disse que ação de hoje atinge diretamente à advocacia do país – Arquivo/Agência Brasil
Os dois imóveis estão localizados na cidade de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os dois mandados foram expedidos pela 3ª Vara da Subseção Judiciária da Justiça Federal em Juiz de Fora.
De acordo com a PF, as ações se destinam a “coletar provas que ajudem a identificar os responsáveis pelo financiamento da defesa do autor confesso do atentado”.
Galloro
Em Brasília, o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, se limitou a comentar que a diligência decorre da investigação sob segredo de Justiça. “A investigação está bastante avançada, mas requer sigilo. Acreditamos que ela já esteja 90% concluída, pelo que me foi informado pelo delegado que preside o inquérito. Ainda não temos os resultados das diligências que estão sendo realizadas hoje e não posso comentar os objetivos [da busca e apreensão de documentos no escritório do advogado de Adélio]”, disse.
O atentado contra Bolsonaro aconteceu no dia 6 de setembro deste ano, quando o então candidato do PSL fazia campanha eleitoral na região central da cidade de Juiz de Fora. Atualmente Adélio está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
O processo foi registrado como crime contra a Segurança Nacional e a Ordem Política e Social. Com a transferência para a alçada federal, as investigações que vinham sendo realizadas pela Polícia Civil de Minas Gerais e pela PF passaram a ser feitas exclusivamente pela PF.
OAB
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou “que, devido à relevância do caso, que é de competência da OAB-MG, o Conselho Federal da OAB determinou que a Comissão Nacional de Prerrogativas dê todo o suporte para a seccional atuar e tomar todas as medidas cabíveis”, em relaçãos às medidas judiciais cumpridas pela PF nos imóveis relacionados à defesa de Adélio.
Advogado
A Agência Brasil conversou com o advogado Zanone de Oliveira, que confirmou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em seus imóveis. De acordo com Zanone, em um deles os policiais apreenderam uma fita de vídeo com imagens do monitoramento de segurança do prédio. No outro, os federais levaram um telefone celular que, segundo o advogado, estão armazenados conversas com clientes que ele defende.
Zanone manifestou indignação com a apreensão do aparelho, afirmando que a ação da PF de apreensão do celular “ofende a advocacia como um todo” e que, “a partir de hoje, o sigilo das conversas do advogado com seus clientes está em sério risco”. Ele informou ainda que não tomará qualquer providência, deixando o caso para a OAB, pois entende que a ação de hoje atinge diretamente à advocacia do país.
A arrecadação das receitas federais somou R$ 119,42 bilhões em novembro, de acordo com dados divulgados hoje (21) pela Receita Federal. Na comparação com novembro de 2017, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), houve queda de 0,27%.
Nos 11 meses deste ano, a arrecadação federal acumula R$ 1,315 trilhão, 5,39% (variação considerado o desconto da inflação pelo IPCA) a mais que a do mesmo período de 2017.
Se forem considerados apenas os valores administrados pela Receita Federal (como impostos e contribuições), a arrecadação ficou em R$ 116,587 bilhões, com queda de 1,01% em novembro. No acumulado do ano até o mês passado, a soma dos valores administrados pela Receita atingiu R$ 1,260 trilhão, com crescimento real de 3,96%.
A queda registrada em novembro é explicada pelos pagamentos da entrada em programas de refinanciamento de dívidas tributárias e previdenciárias, chamados de Refis, ocorridos em novembro de 2017, que não se repetiram este ano. Esses pagamentos geraram uma arrecadação extra de R$ 4,9 bilhões, naquele mês.
Também houve redução de R$ 486 milhões de arrecadação de PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) em novembro deste ano comparado ao mesmo mês de 2017, devido à desoneração do óleo diesel.
No caso das receitas administradas por outros órgãos (principalmente royalties do petróleo), houve crescimento de 44,07% em novembro (R$ 2,834 bilhões) e alta de 53,51% no acumulado do ano até o mês passado (R$ 55,301 bilhões).
Segundo Ernesto Araújo, Itamaraty estará à disposição do produtor
O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou hoje (21) que no próximo governo a política externa brasileira vai incentivar as negociações para ampliar o comércio e o agronegócio de forma “ativa e sistematicamente”. Ele criticou duramente a conduta adotada pelos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
“Nos governos petistas, o Itamaraty foi a casa do MST [movimento dos trabalhadores sem terra]. Agora estará à disposição do produtor”, disse o futuro chanceler em sua conta no Twitter. Ele fez 12 postagens sobre o tema nesta sexta-feira.
Araújo acrescentou que o objetivo é construir um novo momento para o país. “A pujança agrícola será parte do projeto de engrandecimento do Brasil. Ao mesmo tempo, a projeção de um país confiante, grande e forte servirá ainda mais aos interesses da agricultura.”
Sem antagonismos
Na série de tuítes, Araújo condena o discurso sobre o antagonismo entre os incentivos ao agronegócio e a preservação ambiental. Segundo ele, o Itamaraty e o Ministério da Agricultura trabalharão juntos. O futuro chanceler também destacou que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex) será redirecionada.
“Querem jogar a agricultura contra os ideais do povo brasileiro? Não conseguirão. O trabalho incansável, a fé, a inventividade, o patriotismo dos agricultores são a própria essência da brasilidade.”
Segundo Araújo, o governo brasileiro vai defender o produtor rural e não colocá-lo como adversário do meio ambiente. “Defenderemos o produtor brasileiro nos foros internacionais, da pecha completamente falsa de ser agressor do meio ambiente. O produtor agrícola brasileiro contribui para a preservação ambiental como em nenhum outro lugar do mundo.”
Orientações
O futuro chanceler afirmou também que será criado um departamento específico no Ministério das Relações Exteriores para cuidar dos temas relativos ao agronegócio.
“Estamos criando no Itamaraty um Departamento do Agronegócio para trabalhar junto com o Ministério da Agricultura na conquista de mercados internacionais. Daremos ao agro a atenção que no MRE [Itamaraty] ele nunca teve.”
Ele acrescentou que orientações serão transmitidas às representações do Brasil no exterior para dar mais atenção ao agronegócio. “Orientaremos as embaixadas a promover os produtos agrícolas brasileiros ativa e sistematicamente. A Apex será direcionada no mesmo sentido.”
Para Araújo, a forma como são conduzidas certas negociações não gera resultados positivos para o Brasil. “Algumas negociações comerciais em curso são ruins para a agricultura. Vamos reorientá-las em benefício dos produtores brasileiros.”
Identificação
De acordo com o futuro chanceler, há uma identificação entre o meio rural e as propostas do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. “O setor produtivo agrícola identifica-se profundamente com os valores da nação e os defende, tanto que apoiou e apóia maciçamente [presidente eleito Jair] Bolsonaro. Mas o establishment da velha política e da velha mídia quer usar o agro como pretexto para reduzir o Brasil a um país insignificante.”
Segundo Araújo, nos últimos governos não foram fechados acordos comerciais relevantes. “Nesses longos anos sem ideais e sem identidade, não fechamos nenhum acordo comercial relevante. Isso mostra que não é pela autonegação ou pela adesão automática aos cânones do globalismo que o Brasil conquistará mercados, mas pela autoconfiança e pelo trabalho.”
O futuro chanceler acrescentou que o Brasil quer ir além da exportação de frango, soja, carne e açúcar. “Nova política externa: o Brasil não deixará de exportar frango e soja, carne e açúcar, mas passará a exportar também esperança e liberdade. O fato de ser uma potência agrícola não nos proíbe de ter ideais e de lutar por eles.”