O número de consumidores inadimplentes atingiu 63,29 milhões em maio, com crescimento de 2,78% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indicam a região Sudeste com o maior aumento no número de consumidores com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) restrito para compras a prazo ou contração de crédito, com uma alta registrada de 8,07% em maio.
Nas demais regiões, o crescimento foi menor, com 2,95% no Nordeste, 2,27% no Centro-Oeste, 1,55% no Norte e 1,08% no Sul.
A região Norte apresentou o maior percentual de inadimplentes: 48% da população adulta residente na região ou 5,80 milhões de devedores. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste, com 17,45 milhões de negativados, ou 43% da população adulta; o Centro-Oeste, com um total de 4,94 milhões de inadimplentes (42% da população), o Sudeste, com 26,94 milhões inadimplentes (41%) e o Sul, com 8,15 milhões de inadimplentes (36%).
O presidente da CNDL, José Cesar da Costa, avalia que a inadimplência do consumidor continua alta, apesar de a recessão ter chegado ao fim. “Por mais que o país tenha superado a recessão, o mercado de trabalho continua desaquecido, os juros cobrados do consumidor ainda não caíram no mesmo ritmo da Selic e a perda de renda real dos últimos anos ainda não foi recuperada”, explica.
Faixa etária
O indicador aponta que a maior parte dos inadimplentes tem idade entre 30 e 39 anos (17,9 milhões de consumidores). Na sequência, estão os consumidores de 40 a 49 anos, que somam 14 milhões de inadimplentes; as pessoas de 25 a 29 anos, que juntas formam 7,9 milhões de negativados e, as idades mais avançada (faixa dos 65 a 84 anos de idade), que somam 5,4 milhões de pessoas com contas em atraso. A população mais jovem, que vai de 18 aos 24 anos, formam um contingente de 4,8 milhões de negativados, o que representa 20% dos brasileiros nessa faixa.
Os dados por setor credor indicam um crescimento das dívidas bancárias, que incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros, cuja alta foi de 6,42%.
Também houve alta nas contas atrasadas com empresas do setor de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (5,14%). Já as compras realizadas no crediário no comércio e as contas de serviços básicos, como água e luz, apresentaram queda na quantidade de atrasos, com recuos de 9,49% e 4,79%, respectivamente.
A pesquisa SPC Brasil e a CNDL consultou capitais e interior das 27 unidades da federação.
Condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a cinco anos e três meses de reclusão, em regime semiaberto, por fraude e dispensa de licitação, à época em que era prefeito de Pinhalzinho (SC), o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC) reassumiu hoje (11) o mandato na Câmara dos Deputados.
Rodrigues estava proibido de exercer função pública por decisão da juíza substituta da 1º Vara Federal de Chapecó, Priscilla Piva. Na última quinta-feira (7) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) chegou a determinar à Direção-Geral da Casa o afastamento do parlamentar e a convocação do suplente dele. No entanto, teve que revogar a decisão depois que o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar, no mesmo dia, autorizando o retorno do parlamentar à Câmara.
Desde fevereiro, o deputado cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele comemorou a volta à Câmara. “Como é bom estar em liberdade, como é bom ver o sol”, disse. “Amigos entendem a injustiça pela qual passei. Nem os senhores estão livres de passar por isso. Não cometi nenhum crime, tanto é verdade que estou de volta”, ressaltou. Mesmo preso, sem comparecer à Câmara, Rodrigues continuou a receber salário e os demais benefícios em decorrência do mandato. Pela ausência em sessões no período, a remuneração do parlamentar caiu de R$ 33,7 mil para cerca de R$ 9 mil.
Conselho de Ética
João Rodrigues responde a processo no Conselho de Ética da Câmara. No mês passado foi aprovado, por 9 votos a 1, o parecer preliminar do deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL) que recomenda o prosseguimento das investigações contra o catarinense que pode resultar na perda de mandato. O mérito do processo ainda não foi julgado.
Celso Jacob
O deputado Celso Jacob (MDB-RJ) também reassumiu o mandato, na última sexta-feira (8). Condenado a sete anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, por falsificação de documento público e dispensa de licitação fora das hipóteses previstas em lei quando era prefeito de Três Rios (RJ), Jacob estava afastado das atividades parlamentares desde maio por decisão do presidente da Câmara. O retorno à Casa ocorreu depois que ele foi autorizado pelo juiz Fernando Messere, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a cumprir pena em regime aberto.
A campanha de vacinação contra a gripe será encerrada na próxima sexta-feira (15) em todo o país. Dados do Ministério da Saúde mostram que 13 milhões de pessoas que fazem parte do público-alvo ainda precisam ser imunizadas. A expectativa da pasta é vacinar 54,4 milhões de pessoas até o final da campanha.
Devem receber a dose crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.
Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem ser imunizadas. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão registrados.
Cobertura
Até 7 de junho, foram vacinadas 41,2 milhões de pessoas contra a gripe. O público com maior cobertura é o de puérperas (86,7%), seguido pelos idosos (86,6%), professores (85,4%) e indígenas (81,7%). Entre os trabalhadores de saúde, a cobertura ficou em 79,7,6% e gestantes 62%. O grupo com menor índice de vacinação foram as crianças, entre seis meses e cinco anos, a cobertura é de apenas 57,5%.
Casos
O último boletim do ministério aponta que, até 2 de junho, foram registrados 2.315 casos de influenza em todo o país, com 374 óbitos. Do total, 1.395 casos e 243 óbitos foram pelo vírus H1N1, além de 463 casos e 70 óbitos por H3N2. Há ainda o registro de 236 casos de influenza B, com 29 óbitos, e 221 casos de influenza A não subtipado, com 32 óbitos.
Vacina
A pasta informou que a vacina é segura e reduz complicações que podem provocar casos graves da doença, internações e óbitos. A dose utilizada na rede pública de saúde protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no Hemisfério Sul ao longo do último ano, incluindo o H1N1 e o H3N2.
Reações adversas
Ainda de acordo com o ministério, após a aplicação da dose, podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção. As manifestações são consideradas benignas e os efeitos costumam passar em 48 horas.
A vacina da gripe é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. É importante procurar o médico para mais orientações.
Trabalhos de 60 artistas locais ficarão expostos no mezanino da Torre de TV, de terça a domingo, das 10 às 19 horas. A entrada é gratuita
Com o intuito de promover o trabalho de artistas da cidade, a 1ª Mostra BSB Cidade Design está com 92 obras de 60 designers disponíveis para visitação no mezanino da Torre de TV. A exposição ficará aberta até 7 de julho, de terça a domingo, das 10 às 19 horas.
A exibição é fruto da Fresh From Brazil, em Nova Iorque. Nela, que foi parte da New York Design Week, 12 brasilienses reforçaram o título da capital federal como Cidade Criativa do Design, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Os trabalhos ficaram expostos de 19 a 22 de maio em um espaço reservado para os artistas brasilienses.
Após o sucesso da participação em território estrangeiro, os organizadores resolveram trazer esses trabalhos e mais produções locais. Assim, obras de seis pessoas que participaram do evento internacional foram trazidas para a BSB Cidade Design.
“A mostra será mais um espaço de promoção do design, que leva referência iconográfica de Brasília para o mundo”, destaca o secretário Esporte, Turismo e Lazer, Jaime Recena.
O design gráfico também estará representado na mostra por meio de 25 artistas – com obras individuais e coletivas. Serão exibidos cartazes, livros, tipografia, camiseta, capas de vinil e uma réplica da placa de sinalização urbana de Danilo Barbosa, atualmente exposta no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque.
Músicos de Brasília vão tocar para os visitantes da exposição toda sexta e sábado, das 17 às 22 horas.
A mostra é coordenada pelo Instituto do Terceiro Setor, instituição sem fins lucrativos que apoia e viabiliza projetos no campo sociocultural, em parceira com Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer e o Ministério das Relações Exteriores.
Termina hoje (11) o prazo para se inscrever no Programa Jovem Aprendiz dos Correios. Estão sendo ofertadas, ao todo, 4.983 vagas em todo o país, além da formação de cadastro reserva.
Para concorrer, o candidato deve ter entre 14 e 22 anos – com exceção para pessoas com deficiência, quando não há limite de idade. Também é preciso estar matriculado na escola e cursando, no mínimo, o 9º ano do ensino fundamental.
A seleção, de acordo com os Correios, será simplificada, realizada por meio da comprovação de requisitos referentes a renda familiar, aprovação escolar, série atual e participação em projetos sociais, a partir de pontuação detalhada no edital.
Mais informações sobre o Programa Jovem Aprendiz, além do edital e do link para inscrições, estão disponíveis no site dos Correios.
Mais de 3 mil corredores amadores e profissionais de todo o País encararam o desafio de participar da 15ª Volta do Lago CAIXA, neste domingo (10), em Brasília. Pela quarta vez, Cleiser Alves dos Santos, o Goiano, foi o grande campeão da categoria solo masculino 100k. O ultramaratonista concluiu a prova em 7 horas e 30 minutos. Na categoria feminina dos 100km, Brasília levou o prêmio pela primeira vez. A brasiliense e tricampeã dos 60 quilômetros na prova, Cristina Caldeira, aceitou o desafio de aumentar o percurso, completou em 9 horas e 35 minutos, e garantiu o topo do pódio para o DF. “Uma honra representar minha cidade em uma prova tão bonita. Estou feliz e orgulhosa”, comemorou.
Os atletas Kleber Felipe dos Santos, com 8 horas e 1 minuto, e Maria Claudia Ferreira Souto, com 9 horas e 51 minutos, conquistaram o segundo lugar em suas respectivas categorias. Felipe Costa da Silva, com o tempo de 8 horas e 4 minutos, e Neide Rosa de Sousa, com 10 horas e 20 minutos, ficaram com a medalha de bronze nos 100 quilômetros.
Já na categoria solo 60 quilômetros, subiram ao pódio Diego Campos da Franca (4 horas e 23 minutos), seguido por Sinei dos Santos (4 horas e 31 minutos) e Antônio Alves (4 horas e 34 minutos); entre as mulheres, Daniela Sturzenegger (6 horas e 24 minutos) foi o destaque dos 60Km e dividiu o pódio com as corredoras Silvana Arrais (6 horas e 34 minutos) e Gisele Tolentino (6 horas e 47 minutos).
A primeira largada foi realizada às 4h50 para os corredores que encararam o maior percurso, de 100km; em seguida, às 5h00 e às 5h45, largaram as equipes de revezamento. Os últimos corredores a iniciar a prova foram os inscritos no 60Km individual, que saíram às 7h45.
Nesta edição, a premiação chegou a R$ 40 mil, em dinheiro. As equipes de revezamento campeãs gerais receberam R$ 2.200 (equipe campeã), R$ 1.600 (segundo lugar) e R$ 1.100 (terceiro lugar). Os atletas campeões da ultramaratona dos 100 km ganharam R$ 5 mil, R$ 3 mil, e R$ 2 mil, masculino e feminino, respectivamente. Já, os ultramaratonistas dos 60 km receberam R$ 1.200, R$ 700 e R$ 500, masculino e feminino, respectivamente.
Cerimônia de premiação
Os três primeiros colocados de cada categoria foram premiados no evento. As demais categorias, apuradas após esse horário, serão premiadas na próxima quinta-feira, na na Mormaii da Ponte JK, às 20h.
Participações olímpicas
Ídolos de muitos corredores da Volta do Lago CAIXA , os atletas olímpicos Vanderlei Cordeiro de Lima e Caio Bonfim prestigiaram a edição de 15 anos da Volta do Lago CAIXA. Os dois estiveram nos bastidores do evento durante toda a prova, conversando com os corredores, dando apoio à organização e fazendo registros com os fãs.
Por unanimidade, o filme Construindo Pontes foi o vencedor do 20º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), da Cidade de Goiás, com o Grande Prêmio Cora Coralina, no valor de R$ 100 mil.
Com o filme Construindo Pontes, Heloísa Passos recebe os troféus Júri Jovem e o grande prêmio Cora Coralina para melhor obra do 20º Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental.
Dirigido pela paranaense Heloísa Passos, com sensibilidade, o documentário de 73 minutos aborda o dualismo político a partir das posturas incisivas da própria diretora e de seu pai, Álvaro. “É uma imersão e uma entrega, onde estou atrás e na frente das câmeras com meu pai”, disse ela.
A discussão do filme surge a partir de uma coleção de filmes em Super-8 com imagens das Setes Quedas, no Paraná, paraíso natural destruído no início dos anos 1980, para a construção da Usina de Itaipu, a maior hidrelétrica do mundo.
Lembrar a construção da usina, realizada no auge do regime militar, desperta recordações de um passado imerso em autoritarismo político e econômico. Paralelo a isso, há conflitos de opinião da diretora e do seu pai conservador, diante da conturbada situação política do Brasil de hoje.
Veja aqui o trailler de Construindo Pontes e dos outros filmes da Mostra Competitiva.
O júri se comoveu com a coragem da diretora Heloísa Passos em expor uma relação pessoal, deixando evidente a urgência e necessidade de abrir diálogos, saber ouvir e não fugir de conflitos. “O filme propõe a reconciliação de uma família e talvez até de um país”, comentou o júri.
Para Heloísa, é uma película de descoberta cinematográfica e pessoal, a partir do momento em que ela se propõe a filmar na casa de seu pai, com duas câmeras e um gravador. “Eu descobri um pai generoso fazendo cinema com ele. Isso para mim é transformador porque é o tempo do cinema fazendo a gente olhar a vida dentro e fora da nossa casa”, disse. “A nossa demanda e a correria do dia a dia não nos permitem esse olhar, no cinema, você para pra isso”, observa.
Esse é o primeiro longa-metragem de Heloísa, mas ela já assumiu a direção em sete curtas-metragens, além de atuar como diretora de fotografia em mais de 25 longas.
Dualismo político
Para o cineasta João Batista de Andrade, membro do júri de premiação, o meio ambiente é muito presente no filme, já que uma das grandes discussões ambientais aborda as represas das usinas e de como essa política de geração de energia está inserida na questão ambiental. “E ali a política era a ditadura militar”, disse.
Andrade vê no documentário um retrato da situação política do Brasil de hoje “onde as pessoas não se entendem e onde a verdade de cada um é absoluta”. “É uma divisão que está na sociedade em geral, na opinião pública, mas está no lar, nas relações de irmão, de filho com pais, de gerações”, explicou.
Segundo o cineasta, o filme mostra que cada pessoa tem um histórico de relacionamento com o mundo e analisa as coisas de acordo com sua vivência. “Não há filme melhor para refletir o que acontece no Brasil de hoje e a necessidade de criar pontes e acabar com o absolutismo da visão de cada um”, afirmou. “O filme realmente merecia a premiação”.
Construindo Pontes também ganhou o Troféu do Júri Jovem do Fica, grupo composto por estudantes e representantes dos cursos das áreas de cinema e humanidades das universidades locais.
Para esse júri, a película é premiada por tratar da superação de conflitos pessoais, políticos e ambientais, que dependem da capacidade de combater a intolerância e construir diálogos em busca de uma sociedade mais justa e sustentável.
A diretora Heloísa Passos dedicou a premiação a todas as cineastas e produtoras goianas de cinema. Segundo ela, 74% da equipe do filme premiado no Fica são mulheres. “Nós, mulheres, já trabalhamos há muitos anos no setor do audiovisual, mas de um tempo para cá estamos tendo mais visibilidade. Também temos mais paridade nas comissões de fomento e curadoria, então mais projetos onde a mulher é protagonista e tem esse lugar de fala estão sendo selecionados”, disse.
O Fica foi realizado entre 5 e 10 de junho na Cidade de Goiás e recebeu 40 mil pessoas nos seis dias de programação. O festival é uma realização da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte do governo de Goiás.
Confira os outros filmes vencedores da Mostra Competitiva:
Troféu Carmo Bernardes, de melhor longa-metragem (R$ 50 mil)
O júri definiu como melhor longa-metragem o documentário Coros do Anoitecer, de Nika Saravanja e Alessandro d`Emilia, por se tratar de um olhar para a Amazônia totalmente inesperado. Num mundo dominado pelo visual, o som se revela um instrumento poderoso de preservação e resistência.O filme italiano trabalha a temática inusitada da devastação sonora da Amazônia e retrata a empreitada do compositor ecoacústico David Monacchi para registrar o som de ecossistemas da floresta.
Troféu Acary Passos, de melhor curta e média metragem (R$ 35 mil)
O júri premiou a animação Plantae, de Guilherme Gehr, pela estética deslumbrante aliada a um tema urgente, o desmatamento, construído por uma narrativa lúdica e envolvente.
Troféu João Bennio, de melhor filme goiano (R$ 50 mil)
O júri escolheu como melhor filme goiano o documentário Diriti de Bdè Burè, de Silvana Beline, por relacionar o presente com o passado para criar e pensar o futuro. O filme projeta luz sobre a vida de uma ceramista de bonecas do povo Karajá que luta pela preservação de sua língua e modo de fazer de seu povo.
Troféu José Petrillo, de segundo melhor filme goiano (R$ 35 mil)
Por lembrar da existência de uma humanidade que segue sonhando à margem, criando subjetividades, o documentário A viagem de Ícaro, de Kaco Olimpio e Larissa Fernandes, foi o escolhido pelo júri para essa premiação. O filme explora o território fantástico através de um catador de materiais recicláveis que sonha em voar.
Troféu Jesco Von Putkammer, de melhor filme escolhido pela imprensa Penúmbria, de Eduardo Britto, escolhido pelos profissionais da imprensa que trabalharam no festival, também recebeu Menção Honrosa do júri. O grupo ficou provocado pela sofisticada narrativa que faz refletir sobre uma relação de amor e conflito entre o ser humano e a natureza. A obra conta a história da cidade fictícia que dá nome ao filme.
Troféu Luiz Gonzaga Soares, de melhor filme escolhido pelo júri popular (R$ 10 mil)
O curta-metragem de animação, Corp., de Pablo Polledri, recebeu as melhores avaliações do público que assistiu os filmes da Mostra Competitiva. Com uma narrativa que explora efeitos sonoros, o diretor mostra como uma corporação cresce às custas da exploração ambiental e humana.
O júri de premiação da Mostra Competitiva do Fica, neste ano, contou com Ailton Krenak, Fábio Moreira, João Batista de Andrade, Laís Bodanzky, Mário Branquinho, Susan Wrubel e Susanna Lira. A mostra, realizada no Cine Teatro São Joaquim e no Cine Cora Coralina, teve 22 filmes de oito países, sendo 10 produções nacionais e 11 produções estrangeiras. Ao todo, foram oferecidos R$ 280 mil em prêmios.
16ª Mostra ABD Cine Goiás
O Fica também recebeu a Mostra da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas de Goiás (ABD), que dá destaque a produções locais. Este ano, foram 20 obras de Goiânia, Anápolis e da Cidade de Goiás concorrendo a R$ 120 mil em prêmios, além de troféus e menções honrosas.
O destaques da mostra foi o filme A Piscina de Caíque, de Raphael Gustavo da Silva, que recebeu o Prêmio Beto Leão, de melhor filme de ficção. O filme foi premiado também com prêmios de melhor atriz, para Eliana Santos; melhor trilha sonora, para Thiago Camargo; e melhor roteiro e para Raphael Gustavo da Silva.
A obra mostra o reflexo das ações formativas que o Fica vem promovendo em suas 20 edições. O diretor conta que o roteiro foi trabalhado no laboratório de roteiro ABD, do Fica do ano passado.
O filme A Viagem de Ícaro, de Kako Olímpio e Larissa Fernandes, levou os prêmios de melhor ator, para Washington da Conceição, o Bazuka, e montagem/edição, para Luciano Evangelista.
Além do prêmio de melhor filme goiano na Mostra Competitiva, a produção Diriti de Bdè Burè também levou os prêmios da Mostra ABD de melhor som, para Sankirtana Dharma e Guile Martins, e direção de fotografia, para Matheus Leandro.
O documentário Kris Bronze, de Larry Machado, também foi premiado em duas categorias: Prêmio Eduardo Benfica, de melhor filme documentário, e melhor direção. Na trama, o celular é a ponte entre as duas realidades.
O prêmio de melhor direção de arte foi para Ursula Ramos, pelo média-metragem Hugo, dirigido pelo vilaboense Lázaro Ribeiro. Hugo mostra os últimos dias de Hugo de Carvalho Ramos, goiano, nascido no distrito de Santana da Cidade de Goiás.
O prêmio Fifi Cunha de melhor filme de animação foi para O Malabarista, dirigido por Iuri Moreno. A narrativa mostra o trânsito caótico da cidade e a rotina da malabarista que segue seu dia colorindo a cidade.
A Mostra ABD também entregou o Prêmio Martins Muniz de melhor filme experimental para o filme Sete Peles, de direção de Ana Simiema. A produção foi feita no estúdio da diretora, em sua casa, e foi lançado no último dia da mostra.
2° Mostra Saneago
Em seu segundo ano, a Mostra Saneago trouxe três obras temática sobre água. O júri foi composto pela produtora cultural e diretora do Instituto Icumam, Maria Abdalla e pelo professor e pesquisador Rafael Almeida. Foram selecionados documentários de três países: Brasil, Israel e Itália.
O vencedor do prêmio de R$ 30 mil foi o filme do diretor israelense Avi Belkin, Winding, a River Story, que explora o jogo entre sociedade, política e natureza para documentar a história do Rio Yarkon, em Israel. A obra incorpora uma pauta polêmica e extremamente atual: os conflitos entre Palestina e Israel.
Também foram exibidos o documentário Baía Urbana, de Ricardo Gomes, que mostra a Bahia de Guanabara, no Rio de Janeiro, em sua relação com os moradores da região, e a obra italiana Water Keepers, do diretor Giulio Squarci, que promove uma discussão política sobre a privatização e o senso de comunidade proporcionado pelo uso compartilhado de recursos naturais.
São 250 vagas para o evento que fará balanço dos avanços na cultura do voluntariado e das políticas públicas voltadas para o setor
O 2º Fórum Brasília Cidadã vai discutir questões ligadas ao voluntariado no Distrito Federal e fazer um balanço das políticas públicas voltadas para a área. O evento ocorrerá em 19 de junho, das 8h30 às 17h30, no Auditório Águas Claras do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Estão previstas cerca de 250 vagas para os interessados. O intuito é unir organizações da sociedade civil, voluntários, membros dos conselhos e o governo em busca do fortalecimento dos canais de participação e controle social.
Brasília Cidadã busca mecanismos para integrar população e Estado
Lançado em 21 de junho de 2016, o Brasília Cidadã busca fomentar a integração de políticas públicas, ações voluntárias e mecanismos de participação social.
O objetivo do fórum é fortalecer a cultura de solidariedade, cidadania e pertencimento, em que o cidadão exerça sua condição de protagonista no desenvolvimento da cidade
O objetivo é fortalecer a cultura de solidariedade, de cidadania e de pertencimento, em que o cidadão exerça sua condição de protagonista no desenvolvimento da cidade.
O Portal do Voluntariado integra o programa e visa valorizar, reconhecer e estimular ações na cidade por meio de uma plataforma interativa. Ela conecta perfis de interesse com oportunidades de serviços voluntários.
Hoje, estão cadastrados no site mais de 15,9 mil cidadãos e 283 projetos ou ações, que resultaram em 117.601 oportunidades de serviços de voluntários.
Outro integrante é o Qualifica mais Brasília. Já na primeira etapa da iniciativa, o portal para qualificação profissional voltado aos trabalhadores e empreendedores do DF ofertou 21 cursos. Foram 30.910 inscritos e 11.459 certificados emitidos.
Continua a repercutir na mídia tradicional e redes sociais o memorandum outrora secreto da Cia que revelou ter sido o extermínio de “subversivos” parte da política de segurança do estado brasileiro sob o autoritarismo – e não“excesso” eventual cometido por “revolucionários sinceros porém radicais”, como qualificou os celerados da ‘linha dura’ o então presidente Ernesto Geisel, aliás um dos chefes do regime de exceção que, segundo a Agência estadunidense, teria autorizado prisões, torturas e execuções dos opositores da à época chamada “Revolução”, eufemismo para ditadura.
Tortura organizada
Está agora documentado algo de que sabíamos, os jornalistas, naqueles duros tempos e a censura impedia publicar. Confirmou-se o que comentávamos nas redações: os patronos da “abertura lenta, gradual e segura”(palavras de Geisel, outra vez, conforme estratégia formulada por Golbery) não queriam exatamente impedir a tortura e assassinato dos oponentes, apenas administrar a violência, submetê-la à sagrada hierarquia militar.
Tem mais
É bom que reverbere, o memorandum. E que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, conforme anunciado, auxilie os pesquisadores (como Matias Spector, o jornalista e historiador que exibiu o primeiro documento) a encontrar outros memoranda que a Agência Central de Inteligência estadunidense ‘desclassificou’ – quer dizer, deixou de classificar como reservados, secretos ou coisa que o valha.
Muito mais informação preciosa, talvez igualmente bombástica poder-se-á obter sobre os crimes da repressão naqueles anos de chumbo, em devida reparação aos sobreviventes das perseguições políticas, prisões ilegais, torturas, assim como aos familiares dos ‘desaparecidos’.
História liberada
Ademais, informação dessa natureza é imprescindível ao resgate da história.
Se os arquivos dos órgãos de segurança brasileiros continuam fechados aos diretamente interessados e pesquisadores, ou se foram destruídos como alega a burocracia militar – parece improvável que burocratas, em seu impenitente culto da papelada, queimem documentos; mas é pouco produtivo insistir só nesta busca –, tanto melhor que se possa ter notícia do acontecido aqui em documentos sistematicamente guardados por décadas e no tempo previsto em lei liberados pelo governo dos Eua.
Não podemos é fingir que tais iniquidades não aconteceram: “Um povo que não conhece sua história está condenado a repeti-la” (Edmund Burke, filósofo e estadista irlandês).
Tema de campanha
Tal qual antevi na edição anterior, o tema interfere na campanha eleitoral.
O candidato que pretende aglutinar os saudosos da ditadura foi chamado às falas e saiu-se com ridícula escusa, a comparar deliberados homicídios e torturas cometidos por agentes do estado a palmadas de pais impacientes nos filhos rebeldes.
Gerou-se um novo contexto político, com o destaque na imprensa de documentos, manifestações artísticas alusivas ao tema e relatos de perseguidos da ditadura.
Exclusivamente preocupados com o chefe preso, os líderes do Pt e adjacências ignoram o assunto; entretanto os intelectuais progressistas que ainda respaldam o populismo lulista são instados a posicionar-se e têm boa oportunidade de resgatar causas que de fato interessam à esquerda.
Nos palácios como nos porões
Só não vale, no contexto dos memoranda, reeditar velhos vezos maniqueístas como o ‘nós contra eles’ do Pt. Se não fosse trágico seria ridículo, no Brasil de hoje, ressuscitar anacrônicas disputas entre comunistas e anticomunistas, ‘subversivos’ e ‘revolucionários de 1964’.
Importante é resgatar a história, universalizar informações, ensejar que se saiba dos crimes ocorridos nos porões da ditadura – e também em seus palácios, agora se comprova.
Verdade motivadora
Importa mais é que a verdade enfim revelada provoque reflexões, motive o cidadão a conhecer e compreender o passado, assim encarar sem medo o presente e agir conscientemente nas próximas eleições, oportunidade de banir velhos fantasmas e construir um futuro melhor.
Ídolos desnecessários
Um belo achado, na mensagem do Ministério do Planejamento a seus funcionários por ocasião do 1º de maio, o Dia do Trabalhador, a citação de Ayrton Senna; ainda mais nestes tempos de ídolos decaídos e perigoso clamor por ‘salvadores da pátria’:
“Eu não tenho ídolos, tenho admiração por trabalho, dedicação e competência”.
Parabéns! aos assessores de comunicação do Ministério e aos publicitários de sua agência.
História e (é) ciência
O experiente repórter entrevistava na GloboNews (07.05.2018) Yuval Harari, escritor na moda – nada contra, as qualidades ultrapassam modismos – quando derrapou na semântica:
“Ele nem é um cientista, é historiador!”
Prefiro atribuir a gafe só à má escolha de palavras, deslize involuntário. Certamente o jornalista não pensa que história não é ciência.
Pinguela…
Pinguela, a maldição do vice – não poderia ser mais instigante o título do novo livro do jornalista Aylê Selassiê.
Ele glosa a frase de Fernando Henrique Cardoso sobre o governo Temer, em alusão ao documento Ponte para o futuro do Pmdb do então vice-presidente, que propunha ações com que superar os impasses que levariam aoimpeachment de Dilma:
“Será no máximo uma pinguela”, disse o ex-presidente tão logo Temer assumiu – e a boutade revelar-se-ia premonitória.
…e maldições…
Pois, dizia, Aylê escolheu título e mote feliz para abordar fenômeno curioso: a saga que amaldiçoa não exatamente os vice-presidentes da República, porém a substituição ou sucessão de chefes de estado e governo por seus vices desde 1889.
Já na primeira troca de mando republicano assumiu o vice Floriano Peixoto quando Deodoro renunciou, insatisfeito com os rumos do regime que ajudara a instaurar com a ‘proclamação’ de 15 de novembro – na verdade um golpe de estado. Desde então, segundo a contabilidade do escritor, foram mais dez assunções de vices depois de morte, renúncia ou deposição de presidentes.
…sucessivas, …
Só nos tempos em que o erudito Aylê e este velho jornalista têm acompanhado, pelos jornais, a evolução (e involuções) da política brasileira, cinco vice-presidentes ascenderam ao poder.
Café Filho assumiu após o suicídio de Vargas, em 1954 e o também vice João Goulart sucedeu Jânio Quadros, renunciante em 1961.
O próprio Jango seria deposto pelo golpe de 1964 porém, na falta de vice, substituiu-o por alguns dias o presidente da Câmara até que a força militar impusesse um chefe ‘eleito’ pelo Congresso.
…a presidir…
Nos primórdios da redemocratização Sarney substituiu o presidente que não pôde assumir: o acaso preparou cruel armadilha a Tancredo e ao país.
Collor renunciou antes de ser impedido em 1992 e abriu vaga a Itamar, exceção à norma das sucessões malditas – foi o vice que deu certo.
De volta à regra geral, o traumático impeachment da infeliz “presidenta” – errada desde a versão de gênero que se atribuiu – levou ao Planalto um sucessor frágil, sobretudo após ser apanhado em conversa nada republicana com notório empresário corruptor.
…sucessões atípicas
Estou curioso da abordagem do erudito jornalista das numerosas sucessões ‘vicepresidenciais’ na história da República. Trará informações preciosas e ricas análises de episódios nada republicanos, como da conturbada sucessão de Getúlio Vargas por João Café Filho, quando tivemos três presidentes em menos de uma semana – um deles só por algumas horas…
À Pinguela…, pois
Estarei no lançamento e autógrafos do autor e proponho aos leitores escolher entre duas alternativas: na Associação Nacional dos Escritores (707-907 Sul, edifício Almeida Fischer), quinta-feira próxima (24.05) ou no restaurante Carpe Diem, SCLS 104 na terça-feira seguinte, 29.05.
Haverá um terceiro lançamento em Ubá, a culta cidade mineira vizinha de Rio Novo, minha terra natal, promovido pela Academia Ubaense de Letras, da qual Aylê é membro.
Juiz substituto do Juizado Especial Cível do Guará julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos materiais e morais formulados pela autora, que teve o evento de aniversário de seu animal de estimação prejudicado, em razão de falta de energia provocada por motivo de força maior.
A autora contou que organizou uma festa para comemorar o aniversário de sua cadela. O evento ocorreria no dia 26/11/2017, no salão Happy Festa Buffer Infantil Teens, localizado em Vicente Pires, para cinquenta adultos e algumas crianças. Afirmou que no dia da festa houve falta de energia elétrica, em razão de um painel eletrônico instalado pela Street Mídia no terreno da Forte Mix ter se desprendido e caído sobre os postes de iluminação próximo ao local do evento. Assegurou que no dia do ocorrido caia “uma chuva simples”, associada a vento de “leve intensidade”. Esclareceu que em razão do fato, teve um prejuízo material de R$ 3.395,33. Pediu que as rés Street Mídia & Comunicação LTDA e Fort Mix Comércio Varejista de Materiais para Construção LTDA – EPP fossem condenadas a indenizar a autora em danos materiais no valor de R$ 3.395,33 e danos morais de R$ 15.904,67.
Em contestação, a Street Mídia alegou que, na data do fato, ocorreu uma forte chuva, em especial na região de Vicente Pires, causando alagamentos e diversos transtornos, sendo, portanto, hipótese de força maior. Já a requerida Forte Mix refutou todo e qualquer pedido de dano material e moral, requerendo que sejam julgados improcedentes os pleitos autorais.
O magistrado explica que, tanto nas hipóteses de força maior ou caso fortuito – quando desaparece o nexo de causalidade entre o evento e o prejuízo experimentado, de forma que não haverá obrigação de indenizar – faz-se necessária a demonstração da ocorrência de uma situação inevitável ou impossível a impedir o resultado danoso, bem como a ausência de culpa do agente.
Desta forma, conforme documento apresentado, a equipe da CEB esteve no local para atender a reclamação da autora, devido à falta de energia geral, e constatou que o fornecimento de energia havia sido interrompido devido ao rompimento de três cabos de baixa tensão por causa da placa de propaganda da Forte Mix que caiu sobre a rede.
Já o relatório do INMET descreve que “áreas de instabilidade pré-frontal formaram-se sobre o Distrito Federal, sendo este o sistema meteorológico que ocasionou pancadas de chuva, trovoadas e ventos de rajadas com velocidade de fracos a moderados e por vezes fortes em várias áreas do Distrito Federal”.
E, ainda, conforme documentos juntados pela Street Mídia, na data do evento, choveu bastante em todo o Distrito Federal, tendo ocorrido, inclusive, chuva de granizo. Os níveis pluviométricos foram tão altos a ponto de elevar o nível do reservatório do Descoberto que se encontrava em estado crítico. De acordo com documento juntado aos autos, na Rua 04 de Vicente Pires, local próximo à casa de festas, dois muros desabaram em razão da força da água da enxurrada. Mais especificamente na Rua 4ª, é possível verificar a força da água, visto o acidente descrito em outro documento, onde um veículo caiu em uma vala durante a enchente. Também é possível constatar que outras placas de outros estabelecimentos se desprenderam durante as chuvas ocorridas no dia 26/11/2017.
Assim, para o juiz, restou comprovado que, ao contrário do afirmado pela autora em sua inicial, naquela data não houve “uma simples chuva, associada a vento de leve intensidade”, mas sim um temporal com fortes ventos destruidores. “O fenômeno meteorológico ocorrido no dia do evento pode ter trazido prejuízos à autora, assim como trouxe a outros moradores, que tiveram seus veículos e residências danificados. A falta de energia elétrica ocorrida no dia do evento de fato se deu em razão da queda da placa colocada pela Street Mídia. Entretanto, ela não ocorreu por negligência ou imprudência dos requeridos, mas em decorrência de força maior, qual seja, evento da natureza (chuvas com fortes ventos) e, portanto, sem qualquer relação com a vontade humana. Dessa forma, cumpre ressaltar que não há nexo causal entre o evento danoso e a conduta dos réus, o que afasta qualquer responsabilidade destes”, afirmou o magistrado, registrando, logo em seguida, serem improcedentes os pedidos formulados pela autora .
Número do processo (PJe): 0701364-25.2018.8.07.0014