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Parlamentares criticam medida que reonera folha de pagamento de setores da economia

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Por Marquezan Araújo – Com a sanção presidencial da lei da reoneração da folha de pagamento, apenas 17 setores continuam com o benefício ao menos até 2020. Isso significa que, a partir deste ano, 28 dos 56 setores hoje beneficiados terão aumento de impostos na folha de pagamento.

A maioria dos empresários deixam de recolher os 20% de contribuição previdenciária sobre o seu faturamento bruto, e voltam a cobrar o valor através do salário de cada empregado.

Apesar de ter sido aprovada pelo Congresso Nacional, alguns parlamentares criticaram a medida, alegando que o aumento da carga tributária para as empresas pode afetar o curso de novas contratações.

É o caso da deputada Cristiane Brasil, do PTB do Rio de Janeiro. Segundo a congressista, reonerar a folha de pagamento trará consequências indesejadas para os setores atingidos e seus empregados.

“Conversando com alguns setores, você verifica que a reoneração será muito prejudicial. Por exemplo, eu recebi no meu gabinete representantes do setor de sapatos. Eles estavam me explicando que a reoneração para esse tipo de indústria com certeza vai ter um impacto muito grande de desemprego no futuro, e a concorrência com o mercado internacional deve ser muito prejudicial para o mercado brasileiro”, afirmou a deputada.

Quem também é contrária ao fim do benefício é a deputada Gorete Pereira, do PR do Ceará. A congressista teme que, com a decisão do governo, uma grande quantidade de mulheres fique sem emprego.

“Eles querem voltar ao imposto normal. Isso vai fazer com que, no Nordeste brasileiro, uma quantidade muito grande de mulheres percam o emprego. Aí sim, vão perder o emprego porque as fábricas de confecção, que empregam 95% de mulheres, vão ficar numa dependência maior do setor econômico da própria indústria”, disse Gorete.

O presidente Michel Temer chegou a vetar o trecho que tratava da eliminação da cobrança de PIS-Cofins sobre o óleo diesel, já que editou três medidas provisórias que garantiam o acordo com caminhoneiros de reduzir em R$ 0,46 o preço do litro do produto.

Os novos recursos arrecadados pelo governo através da reoneação devem ser usados para compensar as reduções dos tributos do óleo diesel.

Sistema de processo eletrônico do TCDF será utilizado pela Câmara Legislativa

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Anilcéia Machado

A presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal, Conselheira Anilcéia Machado, e o presidente da Câmara Legislativa do DF, Deputado Distrital Joe Valle, assinaram nesta quarta-feira (13), um Termo de Cooperação Técnica para que o sistema de processo eletrônico do TCDF seja utilizado pela Câmara.

Desenvolvido em 2012 por técnicos do próprio Tribunal, o e-TCDF é utilizado para gerenciar todos os processos da Corte, sejam administrativos ou de controle externo. Ele contribui para agilizar a tramitação de processos; ampliar o acesso dos interessados; permitir o envio de informações por meio eletrônico; melhorar a comunicação dos atos processuais; facilitar a recuperação de dados. O sistema também facilita a gestão de documentos e reduz o uso de papel, dando mais agilidade às decisões, uma vez que os processos deixam de tramitar fisicamente por vários setores, como ocorria antes.
Durante o evento, o presidente da CLDF, deputado distrital Joe Valle, ressaltou a economia promovida com o convênio. “Vamos utilizar o sistema sem qualquer tipo de ônus para esta Casa”. Os deputados Wellington Luiz, Robério Negreiros, Celina Leão e Liliane Roriz também destacaram a agilidade, a transparência e a redução de custos a ser promovida com a utilização do e-TCDF.
A presidente do TCDF, Conselheira Anilcéia Machado, elogiou a equipe de Tecnologia da Informação do Tribunal e ressaltou que a ferramenta cedida à Câmara “facilita o monitoramento dos processos e a comunicação com jurisdicionados, advogados e outros interessados”.
Além da possibilidade de acessar os processos de qualquer lugar a partir do login e senha, o e-TCDF dá maior transparência à tramitação, permitindo aos usuários acessar informações sobre o andamento processual a qualquer momento. Desde a criação do sistema, o Tribunal já assinou acordos de cooperação técnica para cessão do e-TCDF com o Tribunal Administrativo de Moçambique, com o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) e, no Distrito Federal, com o DFTrans.

Saiba quais são os dias e horários dos jogos do Brasil na Copa 2018

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Na primeira fase, seleção enfrentará Suíça, Costa Rica e Sérvia

Foto oficial da seleção brasileira para a Copa do Mundo na Rússia – Lucas Figueiredo/CBF/Direitos Reservados

O ponta pé inicial da Copa do Mundo Rússia 2018 será dado hoje (14), com a partida entre Rússia e Arábia Saudita, no Estádio Luzhniki, em Moscou, às 12h (horário de Brasília). Mas os torcedores do Brasil terão que esperar até domingo (17) para ver a seleção em campo, na estreia contra a Suíça, às 15h, na Rostov Arena, em Rostov on Don.

A fase de grupos da Copa do Mundo terá 48 jogos, disputados de 14 a 28 de junho. São oito grupos, com quatro seleções em cada um. Elas jogam entre si dentro do grupo, totalizando três partidas para cada uma delas. As duas melhores colocadas se classificam para a segunda fase, com os jogos sendo eliminatórios.

O Brasil compõe o Grupo E, junto com a Sérvia, Costa Rica e Suíça. Caso se classifique como primeiro do grupo E, enfrentará o segundo colocado do Grupo F. Já se ficar em segundo, disputará as oitavas com o primeiro colocado do Grupo F.

Confira a tabela completa dos jogos da fase de grupos

Veja abaixo quais são os dias e horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo da Rússia 2018

Fase de grupos

Brasil x Suíça – 17 de junho (domingo), às 15h
Brasil x Costa Rica – 22 de junho (sexta-feira), às 9h
Brasil x Sérvia – 27 de junho (quarta-feira), às 15h

Folgas em dia de jogo do Brasil

Em algumas cidades, como no Rio de Janeiro, a administração pública decretou ponto facultativo nos dias de jogos da seleção brasileira. Já para os funcionários públicos federais, o Ministério do Planejamento editou uma portaria que flexibiliza os horários em dias de jogos, e as horas não trabalhadas deverão ser compensadas pelos servidores. Nos órgãos do Judiciário, o expediente também será reduzido nos dias úteis em que haverá jogos da Seleção Brasileira.

Brasília encerra racionamento após economizar água e reabastecer reservatórios

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Com investimentos no setor, cidade passou a ter mais fontes de captação, como o Subsistema Bananal. Razões que levaram à suspensão da medida foram detalhadas em entrevista coletiva nesta quinta (14)

A partir desta sexta-feira (15), o abastecimento de água no Distrito Federal se normalizará, com o fim do rodízio.

Após um ano e cinco meses, em que a redução de consumo se aliou a investimentos no setor, o governo local se encontra com recursos hídricos suficientes para atender a população até o próximo período chuvoso. As providências tomadas para encerrar o racionamento foram detalhadas em entrevista coletiva nesta quinta-feira (14) no Palácio do Buriti.

A Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) destaca a conclusão de novas fontes de captação e de transferência de água entre os sistemas, além da recuperação dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria.

A retirada de água do Lago Paranoá, com a Estação de Tratamento de Água do Lago Norte inaugurada em outubro de 2017, e o início da captação no Subsistema Produtor de Água do Bananal são parte das intervenções. Juntas, essas obras colocam no sistema local 1,4 mil litros de água por segundo.

A essas medidas se unem as chuvas dos últimos meses. A área técnica da Caesb elaborou projeções dos volumes dos reservatórios para o período de estiagem do DF e concluiu, diante de diversos cenários, que eles alcançarão níveis mínimos suficientes.

A previsão é que o Descoberto chegue ao fim de outubro de 2018 com 44% e o Santa Maria, com 42%.

O reservatório do Descoberto está atualmente com 92,9% de volume útil. O de Santa Maria soma 59,9% — dados dessa quarta-feira (13). Ambos ultrapassaram com antecedência as metas de referência estabelecidas pela Adasa, respectivamente, de 79% e de 56% para junho. Há um ano, o Descoberto media 51,9%, e o Santa Maria, 51,4%.

Para fortalecer o abastecimento nas próximas décadas, estão em construção o Subsistema e o Sistema Produtor de Água Corumbá, que, na primeira etapa de funcionamento, terá capacidade de captar 1,4 mil litros de água por segundo (l/s). O número sobe para 2,8 mil l/s na fase final.

Como essa última obra é fruto de um consórcio entre DF e Goiás, metade do volume abastecerá cada unidade da Federação. No futuro, a captação poderá ser ampliada para 5,6 mil litros por segundo.

Na coletiva, o governador Rodrigo Rollemberg ressaltou que, embora tenha havido contribuição das chuvas, elas ainda foram abaixo da média. “Grande parte da melhoria é resultado de um esforço conjunto, centrado no tripé investimentos; redução do consumo pela população; e colaboração dos agricultores.”

Investimentos e medidas na crise hídrica

Na estação do Lago Paranoá, foram investidos R$ 42 milhões do governo federal mais R$ 3,5 milhões da tarifa de contingência. Já no Subsistema Produtor de Água do Bananal, o valor foi de cerca de R$ 20 milhões.

Para o Sistema Produtor de Água Corumbáos recursos do DF somam R$ 275 milhões — o governo de Goiás investe valor igual —, e a previsão é que a intervenção esteja pronta no fim deste ano.

A Companhia de Saneamento Ambiental focou ainda na interligação dos dois principais sistemas produtores de água, permitindo a transferência do Santa Maria-Torto para o Descoberto. Para isso, investiu quase R$ 12 milhões da tarifa de contingência.

24,2 bilhões de litrosQuantidade de água que os brasilienses economizaram desde janeiro de 2017, segundo dados da Caesb

A medida é importante para reduzir a dependência da cidade em relação ao reservatório do Descoberto. Antes da crise hídrica, ele era responsável pelo abastecimento de 1.631.549 pessoas, ou seja, mais de 60% da população.

Com a transferência de água entre os sistemas, o Descoberto passou a abastecer 52,09% (1.409.817 pessoas). O de Santa Maria pulou de 20,61% (557.820 pessoas) para 28,80%, ou 779.552 habitantes.

Os sistemas isolados e de pequenas captações (Brazlândia, Planaltina, São Sebastião e Sobradinho) fornecem, juntos, água para 19,11% da população, ou 517.139 pessoas.

Um exemplo de como é feita a transferência entre os sistemas está na Estação de Tratamento de Água Brasília (ETA Brasília), inaugurada em abril deste ano.

Ela leva água captada no Ribeirão Bananal e no Lago Paranoá para o reservatório do Cruzeiro, o mais alto da região central do DF.  De lá, o líquido vai para regiões tradicionalmente abastecidas pelo Descoberto, como Candangolândia, Guará e Vicente Pires. Também foi investido R$ 1,6 milhão no Subsistema do Gama.

A tarifa de contingência foi cobrada de outubro de 2016, quando Brasília entrou em situação crítica de escassez hídrica, a junho de 2017.

Outros R$ 170 milhões são investidos pela Caesb para redução e controle de perdas no sistema. Isso inclui a troca de mais de 200 mil hidrômetros no DF, válvulas redutoras de pressão, monitoramento e obras de setorização e adequação das redes de água.

Uso consciente da água deve permanecer

Desde janeiro de 2017, quando o rodízio foi iniciado no DF, a Caesb avalia que foram economizados ao menos 24.197.276.250 litros de água no Distrito Federal — quantidade equivalente a cerca de 9,6 mil piscinas olímpicas cheias.

A economia, entretanto, é ainda maior, de acordo com a companhia, porque desde 2016 eram feitas reduções de pressão na rede e campanhas sobre a crise hídrica. Além disso, a população atendida em 2017 e 2018 é superior à de 2016.

O consumo diário de água por pessoa segue em queda no DF. A quantidade, que já foi de 189 litros em 2014, caiu para 153 litros em 2015. No ano de 2016, chegou a 147 litros e, em 2017, reduziu para 129 litros por habitante.

A equipe da Caesb acredita que o uso consciente deve permanecer após o fim do rodízio.

As primeiras medidas na crise hídrica do DF foram a intensificação de campanhas educativas e o aumento na fiscalização para coibir captação ilegal de água. Nas ações, identificaram-se mais de mil poços irregulares.

No esforço coletivo para economizar e evitar o desperdício, brasilienses se engajaram em iniciativas com sistemas simples de captação da água da chuva.

Produtores rurais usaram técnicas ensinadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) para aderir a maneiras mais econômicas e eficazes de irrigação. Órgãos públicos também aderiram a práticas sustentáveis, como o Metrô-DF, que diminuiu o consumo em 49%.

Para manter a consciência sobre o tema, a Adasa alerta que, “embora os reservatórios tenham atingido níveis satisfatórios”, a recomendação é de cautela diante das incertezas climáticas. A orientação é para:

  • Colocar as máquinas de lavar louças e roupas para funcionar apenas na capacidade máxima
  • Escovar os dentes com a torneira fechada
  • Evitar água corrente para lavar carro e regar plantas, trocando por baldes e regadores, por exemplo
  • Tomar banhos de até cinco minutos

Investimento de mais de dois milhões de reais em habitação impulsiona crescimento de Valparaíso

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Este mês, a cidade completa 23 anos de independência política-administrativa e comemora o desenvolvimento econômico adquirido em pouco mais de duas décadas

O Entorno do Distrito Federal tem expandido mais e mais a cada dia. Cidades que compõem a Área Metropolitana Integrada de Brasília têm se desenvolvido e conquistado a autossuficiência, como é o caso de Valparaíso de Goiás que, na próxima sexta-feira (15), completa 23 anos de independência político-administrativa. Apesar de existir desde 1959, o município goiano localizado ao sul do Distrito Federal ganhou maior destaque a partir da independência, o que possibilitou, em pouco mais de duas décadas, se tornar um importante centro econômico da região.

Parte do crescimento e independência financeira de Valparaíso deve-se à chegada de grandes grupos do setor imobiliário na região. A construção de condomínios sustentáveis e de qualidade mudou o patamar do município. Hoje, a cidade hospeda brasilienses que optaram por deixar o centro da capital do país para encontrar conforto e uma vida saudável em casas construídas em Valparaíso de Goiás. O Residencial Botânico, construído há 40km de Brasília pelo GRUPO CAP e a Brasal Incorporações, é um dos principais exemplos de como a construção tem mudado e valorizado a cidade, como destaca o vice-presidente da instituição, o empresário Carlos Eduardo Pereira. “Só para se ter uma ideia, mesmo com a crise, até o fim do ano passado, o empreendimento conseguiu vender 85% dos lotes. Acreditamos que este resultado é resultado da nossa aposta de valorizar e preservar a natureza original da região”, destaca Carlos. Com a chegada do residencial, o GRUPO CAP já investiu mais de dois milhões de reais na cidade.

O Residencial Botânico foi construído de maneira sustentável, de modo a incentivar os futuros moradores a preservarem o meio ambiente. A manutenção da área verde natural fez com que o patamar habitacional da cidade ganhasse um novo valor, isso fez com que atraísse novos moradores e, consequentemente, valorizou a cidade, que ganhou novos comércios, shoppings e fez com que o governo começasse a elaborar novas políticas publicar para revitalizar a cidade e elevar mais ainda o potencial econômico dela. Atualmente o Residencial Botânico está concluindo a última etapa de vendas dos lotes. Para o setor imobiliário da região, o empreendimento se tornou modelo para as próximas construções. “Acreditamos que trouxemos uma nova visão de habitação para região de Valparaíso. Isso contribuiu para o crescimento da cidade, que aos poucos tem atraído novos investidores e proporcionado geração de empregos”, conclui o vice-presidente do GRUPO CAP.

ELEIÇÕES 2018 | Rejeição vai definir quem vai ao segundo turno na disputa ao Buriti

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O Blog do Callado vai iniciar a cobertura das Eleições 2018

A disputa ao Palácio do Buriti está em aberto. Ainda não tem um favorito. Nenhum dos candidatos consegue se descolar e abrir uma vantagem mais larga. Quem está na frente, segundo as últimas pesquisas é o ex-deputado Jofran Frejat (PR), segundo colocado ao governo do Distrito Federal em 2018.

O deputado federal Izalci Lucas (PSDB) está conseguindo se posicionar e formar uma aliança que pode alavancar a sua candidatura. Tem a vantagem de ter uma baixa rejeição

Outros nomes tentam consolidar suas candidaturas, mas perderam o tempo de largada. As alianças estão cada vez mais difíceis de serem fechadas para quem chegou agora.

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato à reeleição, deve ser a grande decepção da campanha. A trajetória de afastar aliados e criar inimigos pode coloca-lo no mesmo patamar do ex-governador Agnelo Queiroz (PT).

Rollemberg flerta com o limbo eleitoral, assim como Agnelo. A sua não presença em um segundo turno está bem cotada nas apostas de analistas políticos.

A rejeição e desaprovação população de administração devem encerrar precocemente a carreira política de Rollemberg.

Quando iniciar a campanha eleitoral, e a população começar a avaliar os candidatos, será um massacre para Rollemberg, que por falta de apoio, habilidade política e uma má administração, deve repensar os seus erros e vê que ser acertos foram poucos e pífios.

A oportunidade de renovação foi desperdiçada por um governo com personalidade duvidosa. Só sobrou o oportunismo que cerca os fracos.

O Distrito Federal voltará a velhas disputas políticas. Rollemberg ressuscitou as antigas raposas e, assim como Agnelo, será esquecido e desprezado, sobrando um exílio forçado. A Geração Brasília fracassou.

 

Raissa Rossiter se lança pré-candidata à Câmara dos Deputados

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Carioca, criada em Pernambuco e residente em Brasília há 21 anos, Raissa Rossiter é casada, mãe de três filhos e profissional de destaque em sua área de atuação. Não se sente mais, nem menos especial por isso. Como mãe, mulher e trabalhadora trilhou sua trajetória enfrentando a múltipla jornada comum a maioria das cidadãs do nosso país. Reconhece, porém, que atender a tantas expectativas e prosperar exige muita dedicação e nem sempre a vitória é mera questão de esforço. Afinal, poder contar com o respeito e consideração do Estado é o mínimo que as mulheres devem esperar de uma sociedade contemporânea para que deem o seu melhor. Aliás, este é um direito constitucional que Raissa quer fazer valer, efetivamente — “Mulheres precisam ocupar mais espaços, mais posições de liderança, na política e nas instituições, para exercer plenamente o seu potencial. Em quantidade e qualidade, sim. A sociedade brasileira precisa acordar para essa questão, que pode ser decisiva para a nossa transformação em um país mais justo, próspero e sustentável.”

Ex-subsecretária de Política para Mulheres no Governo de Brasília, órgão à frente de políticas públicas de defesa e promoção dos direitos das mulheres, Raíssa é pré-candidata à deputada federal pelo PSB-DF e tem como base as mesmas lutas que travava por meio de seu trabalho e que defende em seu dia a dia como cidadã.

No topo de suas prioridades está o enfrentamento às violências contra as mulheres e à desigualdade de gênero e raça. Para ela, esta é uma questão elementar, por isso merece destaque, mas não é mais importante que tantas outras batalhas que ela considera fundamentais para o pleno desenvolvimento da sociedade. Entre elas: a promoção da autonomia econômica com fomento ao empreendedorismo e à inovação, com foco no artesanato e na economia criativa e solidária; inclusão das temáticas de gênero e raça na educação pública e privada; redução da violência no país; fortalecimento de estratégias de fomento à economia local; ampliação e melhoria das condições de mobilidade da população, otimização na aplicação dos recursos na saúde e a elevação dos padrões de atendimento e a proteção e promoção da sustentabilidade ambiental.

Com mais de 30 anos de dedicação à vida pública e acadêmica, Raissa sempre se movimentou de forma cidadã. Possui larga experiência como gestora estadual e nacional de organizações paraestatais como o Sistema Sebrae e o Sistema Indústria (CNI/SESI/SENAI/IEL), tendo contribuído na área de gestão com ênfase em políticas e programas para o desenvolvimento econômico e social. Sua contribuição envolveu, principalmente, empreendedorismo, gestão de pequenos negócios, educação e cultura empreendedora, tecnologia e inovação, estratégias em redes colaborativas, internacionalização, economia solidária e comércio justo. O conhecimento adquirido levou-a a ser professora da Universidade de Brasília – UnB na área de Empreendedorismo e Inovação da Escola de Empreendedores do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico.

Aliás, o conhecimento é sua grande paixão: tanto adquirir quanto compartilhar. Ela que trilhou uma rica vida acadêmica, busca o aperfeiçoamento, constantemente. Graduada em Sociologia, com Bacharelado e Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), seguiu para a Inglaterra como bolsista selecionada pelo Programa Chevening, tendo alcançado o Prêmio “TOP Student”. Lá, na conceituada University of Bradford School of Management, tornou-se doutora em gestão, mestre em Administração com ênfase em Marketing e fez, ainda, pós-graduação em Métodos Avançados de Pesquisa. No Brasil teve o seu mestrado revalidado pela Universidade Federal de Pernambuco, onde também concluiu uma pós-graduação em Planejamento e Administração de Recursos Humanos pela Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE.

Como professora lecionou em vários cursos de graduação e pós-graduação em Instituições de Ensino Superior como a Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), em São Paulo, a Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (FACHO), Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e o Centro Universitário de Brasília – UniCeub. Entre as disciplinas lecionadas, Sociologia, Psicologia Industrial I e II, Administração de Marketing, e Administração de Recursos Humanos. Seu know-how em áreas de gestão, pequenos negócios, empreendedorismo, inovação, marketing e educação empreendedora também foi disseminado em palestras e conferências Brasil e mundo afora.

“Minha trajetória de vida, sempre pautada por lutas, conquistas e ações voltadas ao bem comum, me habilitou a contribuir na esfera da política, terreno que precisa definitivamente ser ocupado por mais mulheres brasileiras. O tempo é este. Desejo fazer parte desta transformação!”

A POLÍTICA

Raissa despertou para a política, no sentido de se filiar a um partido e envolver-se com as pautas de uma legenda, em 2009. Atraída por tantos pontos de convergência com a então senadora Marina Silva, filiou-se ao Partido Verde no DF e chegou a ser pré-candidata ao governo de Brasília. Ajudou na construção e fundação da Rede Sustentabilidade ao lado de Marina, mas com a recusa do registro do novo partido junto ao TSE, migrou para o PSB – Partido Socialista Brasileiro.

Como dirigente da Rede Sustentabilidade filiada ao PSB-DF, participou ativamente da elaboração do Plano de Governo do então candidato Rodrigo Rollemberg, das atividades de campanha majoritária, e, após a sua vitória, fez parte de uma das equipes de transição.

Raissa integra o Governo do Distrito Federal desde outubro de 2015. Foi chefe da Assessoria de Gestão Estratégica e Planejamento da Controladoria Geral do Distrito Federal, passando a atuar como Secretária-Adjunta de Políticas para Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos da SAMIDH/SEDESTMIDH. Desde abril de 2017 atuava como Subsecretária de Políticas para Mulheres.

No banco dos réus | STF julga na próxima terça-feira ação penal contra Gleisi Hoffmann

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, no dia 19 de junho,a ação penal da Lava Jato contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo. No processo, ambos são réus pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Trata-se da segunda ação penal da Lava Jato que chega a julgamento final no Supremo, após mais de quatro anos desde o início da operação. A primeira foi a do deputado Nelson Meurer (PP-PR), que foi condenado no mês passado a 13 anos e noves meses de prisão em regime fechado, também por corrupção e lavagem de dinheiro.

Em novembro do ano passado, ao apresentar as alegações finais no caso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a condenação da senadora e de Paulo Bernardo. No processo, os dois são acusados de receber R$ 1 milhão para a campanha da senadora, em 2010. O empresário Ernesto Klueger, que teria transportado dinheiro vivo, também é réu.

Na manifestação, última fase do processo antes da sentença, Dodge pede que Gleisi e Paulo Bernardo também sejam condenados ao pagamento de R$ 4 milhões de indenização aos cofres públicos, valor quatro vezes maior do que o montante que teria sido desviado da Petrobras.

De acordo com depoimentos de delatores na Operação Lava Jato, o valor da suposta propina paga a Gleisi e Paulo Bernardo é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. O casal foi citado nas delações do doleiro Alberto Youssef.

Defesa

Em nota, a senadora disse ter recebido “com serenidade a notícia de que a SegundaTurma do Supremo Tribunal Federal deve julgar, na próxima terça-feira (19), a ação penal em que fui injustamente denunciada, sem qualquer prova ou indício de crime”.

Em documento encaminhado ao Supremo durante a fase de defesa, os advogados do casal afirmaram que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada.

“A requerida [senadora] jamais praticou qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ilícito, especialmente no bojo do pleito eleitoral ao Senado no ano de 2010, na medida em que todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral”, afirmou a defesa, na ocasião.

Os Desafios do Mercado de Trabalho para as Mulheres é o tema da 2ª edição do Global Embassy

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Promovido pela BPW-Brasília, o projeto conta com a parceria das embaixadas e conecta as associadas com mulheres de outros países

Karolyne Guimarães

A BPW BRASÍLIA-DF (Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais) realiza, na próxima quinta-feira (14), entre 17h e 19h30, a segunda edição do  Global Embassyna Embaixada do Reino dos Países Baixos. Idealizado pela vice-presidente da BPW Brasília-DF, Marília Furlan, o projeto visa desenvolver novas ações para o protagonismo feminino, junto a redes nacionais e internacionais de mulheres.

O programa passará por outras embaixadas ao longo do ano, promovendo a troca de experiências e a integração multicultural entre as associadas da BPW, especialistas e mulheres dos países com representação em Brasília.

Com o objetivo de compartilhar experiências do Brasil e do Reino dos Países Baixos sobre os desafios do mercado de trabalho para as mulheres,  a segunda edição do Global Embassy tratará sobre o potencial feminino nas organizações e a equidade salarial. Os palestrantes do evento são o embaixador do Reino dos Países Baixos, Han Peters, e a Administradora de Taguatinga, Karolyne Guimarães. Eliane Cunha, assessora para relações sociais da BPW Brasília, será a mestre de cerimônia, e Camila Ribeiro, coordenadora da BPW Brasília Jovem fará a mediação do painel.

“A ideia é que a partir da troca de informações, novas ações possam surgir para diminuir as desigualdades que ainda existem”, destaca a presidente da BPW Brasília, Cristina Melo.

O Reino dos Países Baixos, embora apresente muitos avanços nas relações de trabalho, como a maioria das nações ricas e desenvolvidas, também têm algo em comum com uma realidade de trabalho do Brasil: a diferença salarial definida pelo gênero.

“O Global Embassy nasceu porque sentimos que era importante conhecer os modelos adotados em outros países em prol dos direitos das mulheres e para podermos compartilhar com outras nações os programas desenvolvidos pela BPW Brasília voltados para estimular o protagonismo feminino”, explica a vice-presidente da BPW Brasília, Marília Furlan.

“Estaremos diante de uma nação rica e desenvolvida, mas que também sofre com a discriminação salarial. Será um momento importante para ver o que tem dado certo para eles e o que podemos trazer para o nosso país”, completa.

Viva e deixe viver | A população vai às ruas, mais uma vez, contra a legalização do aborto no Brasil

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Alvo de polêmicas em todos o campos da sociedade, o aborto é mais que um tema de saúde publica para cerca de 80% da população brasileira. Representa o direito à vida, a criança deve ser protegida “desde o momento da concepção”.
O Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto realizará a 11a Marcha Nacional pela Vida com o tema “Vida para Viver”, no próximo dia 19 de junho, em Brasília, com concentração em frente à Biblioteca Nacional, às 14h. A proposta é levar a Marcha até o Supremo Tribunal Federal (STF).
A ministra Rosa Weber, do STF, convocou uma audiência pública para discutir a discriminalização do aborto nos três primeiros meses de gestação. A magistrada é relatora da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Na proposta, o PSOL pede que o Supremo invalide os artigos 124 e 126 do Código Penal, que criminalizam a interrupção voluntária da gravidez.
A audiência sera em 6 de agosto. Na convocação, a ministra justificou que o tema jurídico é um dos “mais sensíveis e delicados”, pois envolve questões de ordem ética, moral, religiosa e saúde pública. “Na verdade, a complexidade da controvérsia é bem maior. Quem deve legislar é o Congresso Nacional e não o Supremo. Esperamos que a ministra leve em consideração os 80% dos brasileiros que são contra legalizar o aborto, segundo pesquisas”, afirma a professora Lenise Garcia, doutora em Microbilogia e presidente do Movimento Brasil Sem Aborto.
A convocação da ministra recebeu mais de 500 inscrições, um número recorde. E chama a atenção o número de organizações estrangeiras para deliberar assuntos da sociedade brasileira.

Reação da Câmara dos Deputados- A Câmara reagiu e convocou uma Audiência Pública conjunta com a Comissão de Direiros Humanos e Legislação Paticipativa no Senado Federal com a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Comissão de Direitos Humanos e Minorias e Comissão de Seguridade Social e Família para discutir a ADPF 442 que tramita no STF. A audiência foi realizada no dia 30 de maio, o resultado será enviado a Suprema Corte.

Para entender o aborto no Brasil – Segundo dados da ONU, em dois terços de 195 países analisados pela ONU em 2017, o aborto só é permitido quando a saúde física ou psíquica da mulher está ameaçada. Na metade desses países, a intervenção é permitida quando a gravidez é resultado de estupro ou incesto, ou se é comprovado que o feto possui alguma malformação que pode colocar sua vida em risco. No Brasil, o aborto não é punido pela legislação quando há risco de morte para a gestante, quando a gravidez resulta de estupro ou quando o feto é anencéfalo.
As últimas pesquisas brasileiras afirmam que a população é contra ao aborto. O Datafolha registrou rejeição ao aborto de 71%, e Paraná Pesquisas, realizado em 2016, de 73,7%. A pesquisa ainda traz um dado curioso: as mulheres (78,2%) são ainda mais contrárias do que homens (68,7%) ao aborto. O Ibope/Estado/TV Globo, em 2014, 79% da população do país são contra a descriminalização do aborto. Apenas 16% são favoráveis. E o Instituto Vox Populi divulgou, em 2010, que a população brasileira é, em sua maioria, contra a liberação do aborto, Estudo encomendado pelo portal IG confirma que 82% dos entrevistados são contra.
A 11a Marcha também vai pedir a aprovação do Estatuto do Nascituro. Segundo Lenise Garcia, o Movimento Brasil Sem Aborto representa a maioria da população brasileira na luta pela vida e pelos direitos das mulheres.