Brasília – Deputado Flavinho durante sessão de discussão do processo de impeachment de Dilma, no plenário da Câmara (Valter Campanato/Agência Brasil)
A Câmara dos Deputados pode votar nesta quarta-feira (4) a proposta que cria o programa Escola sem Partido. A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para afastar a possibilidade de doutrinação ideológica em escolas de todo o país.
Pelo texto do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), cada sala de aula terá um cartaz com seis deveres do professor, entre os quais está a proibição de usar sua posição para cooptar alunos para qualquer corrente política, ideológica ou partidária. Além disso, o professor não poderá incitar os alunos a participar de manifestações e deverá indicar as principais teorias sobre questões políticas, socioculturais e econômicas.
Segundo o relator, o problema da doutrinação política no ambiente escolar é “latente, crônico e traumático” e tem sido negligenciado ao longo dos anos no Brasil. “Há muitos anos, tem sido jogado para debaixo do tapete e acobertado sob o manto da liberdade de expressão e da liberdade de cátedra dos doutrinadores travestidos de docentes. Não podemos mais permitir que os alunos, parte mais vulnerável do processo, e suas famílias sejam constantemente atacados em seus direitos e vilipendiados em suas convicções pessoais”, afirmou o deputado.
O projeto está pautado para votado na comissão especial criada para discutir o assunto e tramita em caráter conclusivo. Caso aprovado, pode ser encaminhado diretamente para apreciação do Senado. Como se trata de um tema polêmico, deputados podem recorrer para que a matéria também seja analisada pelo plenário da Câmara.
As diretrizes estabelecidas no projeto também devem repercutir sobre os livros paradidáticos e didáticos, as avaliações para o ingresso no ensino superior, as provas para o ingresso na carreira docente e as instituições de ensino superior.
O projeto inclui na LDB a ideia de que os valores de ordem familiar têm precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. Pelo texto de Flavinho, a lei entraria em vigor dois anos após aprovada.
Cartaz
Pela proposta, deverá ser afixado em todas as escolas públicas e privadas do país um cartaz com o seguinte conteúdo, que seriam os deveres do professor :
1. Não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para nenhuma corrente política, ideológica ou partidária;
2. Não favorecerá, nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas;
3. Não fará propaganda político-partidária em sala de aula, nem incitará os alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas;
4. Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito;
5. Respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções;
6. Não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de terceiros, dentro da sala de aula.
No primeiro pregão do segundo semestre, o dólar fechou em alta hoje (02) de 0,87%, cotado a R$ 3,9111 para venda. A moeda norte-americana fechou o primeiro semestre valorizada em 16,99%.
Apesar de ter anunciado na última sexta-feira (29) que continuará atuando no mercado cambial, o Banco Central não realizou hoje nenhum leilão extraordinário de swap cambial (venda futura da moeda norte-americana) ou leilão de linha (venda com promessa de recompra). Os investidores seguem atentos ao comércio exterior, principalmente com guerra comercial anunciada entre Estados Unidos e China e os efeitos das eleições no Brasil em outubro.
O Ibovespa, índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), fechou hoje (02) em alta de 0,11%, com 72.839 pontos, invertendo uma tendência de queda na parte da manhã, quando registrava queda de 0,97% na abertura do mercado. Os papéis da Eletrobras e da Petrobras ajudaram no resultado positivo no primeiro pregão do segundo semestre, registrando alta de 1,40% (Petrobras) e 7,16% (Eletrobras).
Evento reúne mais de nove mil campuseiros e 90 mil pessoas no Estádio Mané Garrincha
(Foto Rovena Rosa/Agência Brasil)
Terminou ontem a segunda edição da Campus Party Brasília, maior experiência tecnológica em Internet das Coisas, Blockchain, Cultura Maker, Educação e Empreendedorismo do mundo. O evento reuniu mais de 9 mil campuseiros na Arena e contou com mais de 300 horas de atividades entre palestras, workshops, hackathons, entre outros. Com um dia a mais de programação na área Open do que na edição passada, o evento superou todas as expectativas de público e se firmou como a segunda maior edição do país, perdendo apenas para a edição nacional, com mais de 90 mil pessoas presentes, 50% a mais do que em 2017.
“Estamos muito felizes com os resultados dessa edição. Os campuseiros de Brasília adotaram o evento, engajaram-se em todas as atividades, lotaram os palcos e participaram ativamente dos workshops. Eles nos inspiram a buscar atrações e atividades novas e que atendam as expectativas de todos na próxima edição”, comenta Tonico Novaes, diretor geral da Campus Party.
Destacam-se as presenças de Chance Glasco, um dos desenvolvedores do jogo Call of Duty; Paco Ragageles, CEO e cofundador da Campus Party; Margarida Campolargo, arquiteta e Chefe da Unidade de Cidades Inteligentes do Porto Digital; Ricardo Cappra, cientista de dados brasileiro que trabalhou nas duas campanhas de Barack Obama; Dado Schneider, doutor em Comunicação e Campuseiro; Andreas Tjeldflaat, arquiteto, designer de produtos e engenheiro norueguês que acredita nos poderes da empatia, comunidade e tecnologia; e Alcyon Junior, gestor de segurança da informação do SEBRAE.
Outro destaque da programação foram os quatro hackathons (Data4Good, Parlathon, Hacka Saúde e Blz! Brasília Lixo Zero)que juntos tiveram recorde de participação, com mais de 40 equipes. A premiação do Data4Good, uma parceria do CAPPRA LAB e a Unicef para desenvolver soluções baseadas na análise de dados abertos, com foco na Educação Pública do país, contou com a presença do Ministro da Educação, Rossieli Soares.
A Campus Party Brasília é uma iniciativa do Governo de Brasília e conta com a parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, da Use Telecom e da Telebrás.
Open Campus
As mais de 90 mil pessoas que passaram pela área Open, entre 28 de maio e 1º de julho, encontraram uma intensa programação para se divertir e conhecer mais de perto o que são e como funcionam as novas tecnologias. Não faltaram atrações, como as corridas e batalhas de drones, simuladores de corridas, entre outras opções como os curiosos e inovadores projetos acadêmicos da Campus Future e as dezenas de startups da Startup&Makers. O espaço também recebeu palestras, que trouxeram o que há de mais inovador em matéria de educação no país, dentro da área Educação do Futuro. “Nosso objetivo é contribuir para o debate de como melhorar a educação, apresentando para pais, alunos e professores soluções e ferramentas agregadoras e inclusivas que vem se destacando como diferenciais nas salas de aula de todo o país”, complementa Tonico.
Include
Na tarde de sábado (30 de junho) foi realizado o lançamento nacional do Include, projeto que consiste na criação e montagem de laboratórios de robótica para aproximar jovens (menores de 18 anos) moradores de comunidades carentes da tecnologia e que tem como objetivo identificar gênios dentro das áreas menos favorecidas do país. A ideia é viabilizar o ingresso desses jovens no mercado de trabalho e, mais do que isso, prepara-los para que consigam levar soluções para a própria comunidade usando a tecnologia, sem depender da ajuda externa. No início de junho foi inaugurado, na Vila Marinha, o primeiro laboratório de Brasília, sendo que outros quatro serão entregues até o fim desse ano. “Nossa meta é levar o projeto a todas as cidades brasileiras chegando em dois anos a 10 mil laboratórios”, explica Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party.
Sustentabilidade e rumo ao Lixo Zero
A Campus Party, em parceria com o MCTIC, realizou uma campanha de troca de equipamentos e acessórios de tecnologia antigos por ingressos que culminou na arrecadação de mais de 2 mil itens ou 8 toneladas de resíduos eletrônicos, entre monitores, CPUs e notebooks. Esses itens passarão por uma revitalização e serão distribuídos para postos do Programa Include e Telecentros espalhados pelo Estado.
Além disso, pela primeira vez, a Campus Party fechou uma parceria com a Aliquam Soluções em Meio Ambiente, empresa de consultoria ambiental, com o objetivo de realizar de forma correta o gerenciamento de resíduos sólidos produzido durante os cinco dias de evento, reduzindo o volume total destinado ao aterro sanitário.
Confira abaixo os principais números da Campus Party Brasília
– Total de campuseiros: 9.000
– Barracas: 3.000, sendo 2.500 simples e 500 duplas
– Atividades na Arena:
4 palcos: Feel the Future, Games & Creativity, STEAM e Coders & Makers
Mais de 300 horas de conteúdos
Número de palestrantes: 384
– Produção e Tecnologia:
Área total do evento – 30 mil m²
Cabos de rede – 15km
Cabos de fibra ótica – 8km
Velocidade da internet – 20GB
– Programa Campus Future – 20 projetos universitários selecionados para participar do programa
– Startup&Makers
3 eventos em um: Startup & Makers Expo, Mentorias e Palco
– Selecionados para a Campus Party Brasil: 40 startups (20 growth stage, 20 early stage)
– Sessões de mentorias agendadas: 155
– Total de mentores: 30
– 4 Hackathons:
– Data4Good – 14 equipes inscritas
Primeiro colocado: Toruturadores de Dados
– Blz! Brasília Lixo Zero – 10 equipes inscritas Primeiro colocado: Recicômetro
– Parlathon 2018 – 8 equipes inscritas Primeiro colocado: Equipe 31337
– Hack Saúde – 10 equipes inscritas Primeiro colocado: Equipe Jeviche
– Outros Números
Patrocinadores, Apoiadores, media partners e instituições de ensino – 47 empresas
Comunidades – Mais de 30
Profissionais de imprensa, blogueiros e influenciadores cadastrados para cobertura – Mais de 400
Sobre a Campus Party: A Campus Party é a maior experiência tecnológica em Internet das Coisas, Blockchain, Cultura Maker, Educação e Empreendedorismo do mundo. O evento conta hoje com mais de 550 mil campuseiros cadastrados em todo mundo, e já produziu edições em países como Espanha, Holanda, México, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia e Equador. O evento está presente no Brasil há dez anos.
Novos servidores são da segunda turma de aprovados em concurso de 2017. Solenidade ocorreu nesta segunda (2), mesmo dia em que a corporação completa 162 anos
Nesta segunda-feira (2), 357 militares do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal tomaram posse. Os novos servidores fazem parte da segunda turma de aprovados em concurso de 2017.
Serão incorporados ao quadro de pessoal da corporação soldados operacionais para atuar em áreas como busca e salvamento e combate a incêndio, e soldados que dirigirão viaturas.
A solenidade ocorreu na Academia de Bombeiro Militar Coronel Osmar Alves Pinheiro (SAIS, Quadra 4, Lote 5).
O governador Rodrigo Rollemberg ressaltou a importância do Corpo de Bombeiros em diversas áreas, como na prevenção e no combate de incêndios, no salvamento de vidas e no enfrentamento à dengue, ao zika vírus e à chikungunya.
“Estes novos bombeiros vão tornar ainda mais eficiente o trabalho desta corporação, reconhecida como a melhor do Brasil e uma das melhores do mundo.”
Além do reforço de hoje, 23 oficiais serão empossados para os cursos de formação e o de habilitação no setor de saúde, como médicos e dentistas.
Corpo de Bombeiros foi fundado no Brasil em 1856
A corporação foi fundada no Brasil em 2 de julho de 1856 pelo imperador Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, com o nome de Corpo de Bombeiros Provisório da Corte. A criação centralizou as funções de bombeiros existentes em outras forças.
Em 1889, após a Proclamação da República, a instituição passou a ser chamada de Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. Mais tarde, com a Constituição de 1988, tornou-se Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.
Em 2 de julho de 1964, vieram do Rio para Brasília dois oficiais que coordenaram a chegada da corporação ao Planalto Central. Portanto, na mesma data, celebra-se a inauguração na atual capital brasileira. Além disso, em 1954, 2 de julho havia sido decretado oficialmente como o Dia do Bombeiro Brasileiro.
O pré-candidato ao governo do DF pelo PSDB, deputado Izalci Lucas, participou, neste fim de semana, da entrega dos títulos definitivos (TD) promovida pela Superintendência Regional do Incra no DF e Entorno, aos produtores rurais da região do Incra 7 e 9.
O parlamentar é o responsável por incluir emendas à Lei Federal nº 13.465/17 que atendesse a realidade do DF. A lei regulariza imóveis em áreas urbanas e rurais.
Izalci ficou emocionado, no sábado (30), ao entregar o TD à dona Estelita, de 91 anos. O deputado não se conteve ao ver o sorriso da senhorinha e não hesitou em abraçá-la.
Já no domingo (1º), Izalci destacou aos produtores do Incra 7 a importância da participação e do envolvimento deles na política. “Se você não participa da política, vai ser governado por quem está inserido no meio”, disse o pré-candidato ao do DF. Ele ainda ressaltou que tudo passa pela política.
Imóveis rurais do Distrito Federal começam a ser regularizados
Neste último sábado domingo, a Superintendência Regional (SR 28) do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) do DF e Entorno, entregou os primeiros 41 títulos definitivos (TD) aos produtores da região do Incra 7, em Brazlândia, e do Incra 9, em Ceilândia. A ação é a primeira a nível nacional após a Lei Federal nº 13.465/17, que regulariza imóveis urbanos e rurais em todo o Brasil.
Durante a solenidade de entrega de 10 TDs, na manhã deste domingo, na região do Incra 07, o superintendente Igor Lélis pediu o apoio da Associação do Incra 07 para iniciar o processo de vistoria nos imóveis que ainda não receberam seus documentos. Lélis pediu ainda aos produtores que já solicitem a Certidão Negativa de Crimes Ambientais junto ao Ibram e o Cadastro Ambiental Rural – CAR, já que há prazos para que eles sejam entregues e são um dos requisitos exigidos para dar início na documentação do imóvel junto ao Incra.
Regularidade fundiária para os produtores rurais
Com o documento em mãos, o produtor obtém a regularidade fundiária de sua propriedade e passa a ter acesso a recursos financeiros. Muitas famílias aguardam essa regularização há muitos anos. A região dos Incra’s em Ceilândia e em Brazlândia são conhecidas por produzir grande parte do que é consumido no DF.
De acordo com a SR 28, o objetivo maior é regularizar os imóveis rurais de todo o DF. O superintendente regional, Igor Lélis afirmou que o órgão trabalha para transferir o domínio de propriedade aos produtores rurais o mais rápido possível. “Nós temos que beneficiar essas famílias que estão aguardando há muito tempo por esse documento”, disse Igor.
Para a Associação dos Moradores da Reserva G do Incra 07, presidida pelo produtor Antônio Carlos Coelho Alves, o Kaká, a reivindicação é antiga e com o início da entrega dos títulos às famílias se sentem mais seguras. “Hoje tem gente recebendo o documento de pessoas que já se foram esperando receber esse documento. É uma conquista extraordinária para nós”, salienta Kaká.
A Associação de Kaká é composta por 122 imóveis, dos quais 46 já detém a titularidade de suas propriedades. “Essa é a primeira vez que estamos sendo beneficiados pela Lei (13.645/17). Tem gente que não acreditava mais que iríamos conseguir, mas graças ao empenho de todos nós estamos vencendo”, destaca o produtor.
Produtores contemplados
Um dos contemplados com o TD, o produtor de insumos para animais, Cristiano Santos disse que no passado o Incra havia emitido um contrato de compra e venda, porém ele não conseguiu regularizar seu imóvel. “Com esse documento será possível fazer o registro no cartório em definitivo para obter a escritura e ter acesso à créditos concedidos para o custeio da produção e financiar equipamentos agrícolas”, disse. Cristiano habita na região há mais de 13 anos.
A produtora de graviola, limão e maracujá, Luzinete Martins, moradora da região há 10 anos, deu entrada no primeiro pedido de regularização em 2008. “Essa foi a quarta vez que eu tentei e agora consegui. Essa é uma graça conquistada”, enalteceu Luzinete. Ela agora pretende melhorar a qualidade dos seus equipamentos para ter uma melhor produção.
Para o presidente da Associação do Incra 09 Gleba 4, Augusto Justino o início da entrega dos TDs tem um grande significado para os pequenos produtores não do DF como do Brasil. “Essa Lei beneficiou e beneficiará muita gente no Brasil todo. Nós somos gratos ao deputado Izalci por lutar para incluir o DF nessa Lei que retirou todos os empecilhos que nos impedia de ter o domínio legal das nossas terras”, enfatizou Augusto.
Ao final do ato de entrega, o superintendente Igor Lélis lembrou que o órgão iniciará as vistorias na região a partir do dia 09 de julho. O presidente do Instituto Terra Legal, Junior Almeida, que é uma entidade que atua em prol da legalização de áreas rurais, informou que a entidade irá ajudar voluntariamente com a cessão de dois computadores ao Incra a fim de agilizar o processo de entrega dos demais títulos definitivos. “O Terra Legal trabalha para unir todos os produtores rurais para que juntos, eles sejam fortes”, disse Almeida.
O Ministério da Educação (MEC) divulga hoje (2) o resultado do Programa Universidade para Todos (ProUni). A lista dos candidatos pré-selecionados na primeira chamada estará disponível na página do programa.
De acordo com o MEC, a pré-seleção assegura ao candidato apenas a expectativa de direito à bolsa. Aquele que estiver na lista deverá comparecer à instituição de ensino para a qual foi selecionado e apresentar os documentos que comprovem as informações prestadas na ficha de inscrição.
O candidato deve verificar, na instituição, os horários e o local de comparecimento para a aferição das informações. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará, automaticamente, a reprovação do candidato.
O prazo para que isso seja feito começa hoje e vai até o dia 10 de julho. A lista com a documentação necessária pode ser consultada na página do ProUni.
O resultado da segunda chamada será divulgado no dia 16 de julho. Nos dias 30 e 31, aqueles que não foram selecionados poderão ainda participar da lista de espera, cujo resultado será divulgado no dia 2 de agosto.
ProUni
O ProUni oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. Ao todo, neste processo seletivo, serão ofertadas 174.289 vagas, sendo 68.884 bolsas integrais e 105.405 parciais, em 1.460 instituições. As bolsas são para o segundo semestre.
O programa deste semestre é voltado àqueles que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, alcançaram no mínimo 450 pontos e tiraram nota superior a zero na redação.
Além disso, só podem participar alunos brasileiros sem curso superior e que tenham feito o ensino médio completo na rede pública ou como bolsista integral na rede privada. Alunos que fizeram parte do ensino médio na rede pública e a outra parte na rede privada, na condição de bolsista, ou que sejam deficientes físicos ou professores da rede pública também podem solicitar uma bolsa.
As bolsas integrais são voltadas àqueles com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais de 50% são destinadas aos alunos que têm renda familiar per capita de até três salários mínimos. Quem conseguir uma bolsa parcial e não tiver condições financeiras de arcar com a outra metade do valor da mensalidade, pode utilizar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Aplicativo
Os candidatos podem baixar o aplicativo do ProUni, disponível na Google Play e App Store, para acompanhar o calendário do processo seletivo.
Após 13 anos de disputa na Justiça, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e a comunidade indígena do Santuário dos Pajés assinaram um acordo que delimita a área a ser usada pelos indígenas no setor Noroeste, área nobre da capital.
Com o acordo assinado no Ministério Público, o governo do Distrito Federal reconheceu que 32 hectares são de uso exclusivo e permanente da comunidade indígena, seus familiares e descendentes. Inicialmente, as famílias que vivem no local lutavam pelo reconhecimento de 50 hectares.
A Terracap ainda se comprometeu a fazer o reflorestamento de uma área degradada e a construir um centro de convivência indígena chamado de malocão, além de um ambiente escolar com pelo menos duas salas, quatro unidades habitacionais e implantar um sistema de abastecimento de água e esgoto e de distribuição de energia, no prazo de até dez anos.
O acordo firmado entre a Terracap e a comunidade do Santuário dos Pajés também foi assinado pela Fundação Nacional do Índio, o Instituto Brasília Ambiental, pela Secretaria de Habitação do Distrito Federal e por representantes do Ministério Público.
Reforma dos espaços deteriorados está orçada em R$ 220 milhões
O secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, entra no Teatro Nacional Claudio Santoro e para próximo à porta. “Que cheiro é esse? Vem aqui”, chama o segurança mais próximo. “Tem que limpar isso”. Pega o telefone: “Alô, está com um cheiro terrível aqui na entrada do teatro, por favor, providencie a limpeza”, fala com um funcionário da secretaria.
O segurança, que aguardava ao lado, explica que o cheiro (de urina) vem da canaleta no chão, que se estende até a área externa. Diz ainda que o local foi limpo de manhã cedo, mas que os funcionários não têm controle sobre o que acontece lá fora. “Vamos ver de onde vem e colocar um tapume, isso não pode acontecer”, esbraveja Reis.
Projetado por Oscar Niemeyer na forma de uma pirâmide asteca, o Teatro Nacional está localizado no coração do Plano do Piloto de Brasília – declarado Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1987 –, próximo à rodoviária, local de grande circulação. Mas o principal equipamento cultural de Brasília está fechado desde 2014, sofre com a deterioração e precisaria de R$ 220 milhões para sua reforma e restauro completo.
“A prioridade zero da Secretaria sempre foi o Teatro Nacional, por tudo que ele representa”, diz Reis. “Só que chegamos a janeiro de 2015 com uma crise absurda. Até 2016 era impossível priorizar a obra.” Quando Rodrigo Rollemberg (PSB) tomou posse como governador, o Distrito Federal, recém-saído de uma Copa do Mundo, apresentava um déficit nas contas de R$ 6,5 bilhões, o que prejudicou inclusive o pagamento de salários a funcionários.
Hoje, a Cultura tem a previsão de R$ 100,9 milhões para 2018, o que equivale a 0,24% do total de R$ 42,4 bilhões do orçamento do Distrito Federal, incluídos os repasses da União. A previsão para a pasta teve uma queda de pouco mais de 27% em relação a 2017. Como se vê, só a reforma do teatro consumiria o dobro do orçamento da Cultura – por isso, a opção foi pela reforma gradual dos vários espaços do teatro, via captação da Lei Rouanet, processo iniciado recentemente.
“Insuportável lá dentro”
O secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, em entrevista para a Agência Brasil – Marcelo Camargo/Agência Brasil
Produtor e gestor cultural, criador do Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília, Reis fala com carinho do teatro. Ele conta que, quando assumiu a pasta, tentou fazer uma reunião com a equipe na Sala Martins Pena do teatro. “Eu fiz apresentações na sala, dormi no camarim algumas vezes na vida. Pedi para abrirem tudo para arejar, mas tive que sair de lá direto para o hospital. Está insuportável lá dentro”, diz o secretário, que sofre de problemas respiratórios.
Guilherme Reis garante, entretanto, que a manutenção do teatro está mantida, que as portas são abertas toda semana e o ar condicionado é ligado. “A falta de uso, no entanto, permitiu que algumas coisas acontecessem. Por exemplo, uma bomba d’água fez chover na Sala Villa-Lobos. Se entrar lá, não consegue ficar.”
A transformação do Teatro Nacional num grande centro cultural encabeça a lista das prioridades estabelecidas pelo atual governo para a cultura. Até o momento, junta-se às prioridades não executadas (13,72%). Outros 39,21% são considerados executados e 47,05%, em execução.
Entre os espaços culturais do Distrito Federal, o teatro é o que tem a situação mais delicada pois a obra é a mais cara, orçada inicialmente em R$ 220 milhões. Diante da falta de recursos, a secretaria decidiu por simplificar o projeto e redesenhá-lo em etapas, possibilitando a abertura dos espaços assim que estivessem prontos.
Em dezembro de 2017, a entrada do teatro, o Foyer da Sala Villa-Lobos, foi reaberto, após reparos como troca de vidros e instalação de sinalização de incêndio. Ao todo, foram gastos R$ 41,5 mil. Além da escada helicoidal que leva ao mezanino, uma obra de arte em si, integram o foyer obras de Alfredo Ceschiatti, Mariane Perreti, Athos Bulcão e os jardins de Burle Marx. O espaço está aberto para visitação e já recebeu este ano shows e exposições. Mas o acesso às salas está fechado com tapumes.
Antes de ser surpreendido pelo cheiro desagradável – que se restringia à entrada não sendo perceptível em meio às plantas e às obras de arte –, Reis mostrava placas recém-instaladas, explicando as futuras etapas da obra no teatro, até ser finalmente totalmente aberto. “As pessoas querem entrar, muita gente vinha aqui e dava de cara na porta fechada, esse espaço tem que funcionar”, diz Reis.
Obra deve começar ano que vem
A próxima etapa da reforma do teatro deverá ser a Sala Martins Pena. A obra prevê troca de revestimentos, cadeiras, iluminação, estruturação do teto do palco, além de intervenções para adequação da sala às normas universais de acessibilidade, combate a incêndio e pânico.
Essa primeira fase será executada em parceria com o Instituto Pedra, organização da sociedade civil selecionada, em janeiro deste ano, em chamamento público para captar recursos, contratar e acompanhar a reforma da sala. Esta é a primeira vez que a secretaria abre um edital nesse formato, para chamar uma associação para ajudar na captação de recursos. Saída encontrada para driblar a falta de orçamento.
A intenção é captar recursos por meio da Lei Rouanet, que estabelece a política de incentivos fiscais para projetos e ações culturais, permitindo que cidadãos (pessoa física) e empresas (pessoa jurídica) apliquem nesses fins parte de seu Imposto de Renda devido.
Segundo o gerente de Projeto do Instituto Pedra, Norton Ficarelli, o projeto, orçado em R$ 43,9 milhões, foi encaminhado na segunda-feira (25) para o Ministério da Cultura e aguarda aval para iniciar a captação. O prazo de espera pode chegar a um mês, de acordo com Ficarelli. Após essa etapa, o Instituto Pedra irá procurar as empresas que possam se interessar.
“O Teatro Nacional tem muito apelo por si só, por ter a arquitetura que tem e por ser o maior e principal teatro de Brasília, que é a capital do país”, diz o gerente. “Apesar de ser um grande apelo, a gente tem um desafio de captação porque é um projeto que tem um valor bastante alto. A gente tem o desafio de mobilizar, de atrair as empresas”, completa.
Ficarelli está otimista: “Esse é aproximadamente o 15º projeto cultural que desenvolvo. A gente nunca teve um projeto reprovado.” Entre as empresas que deverão ser consultadas estão o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, entre outras.
A expectativa é que as obras comecem até o início do ano que vem. Segundo a Secretaria de Cultura, a previsão é que, após iniciada, essa obra dure aproximadamente 12 meses.
História do Teatro Nacional
O Teatro Nacional Claudio Santoro foi projetado em 1958 por Oscar Niemeyer, com colaboração do pintor e cenógrafo Aldo Calvo, para ser o principal equipamento cultural da nova capital do Brasil. Está localizado no Setor Cultural Norte, próximo à rodoviária, tem a forma geométrica de uma pirâmide sem ápice. A área externa é revestida por um painel formado de blocos de concreto nas fachadas laterais, criado por Athos Bulcão em 1966.
De acordo com informações da Secretaria de Cultura, Oscar Niemeyer disse a Bulcão que o Teatro Nacional precisaria ter um aspecto sólido, pesado, e ao mesmo tempo leve. Buscando solucionar tal oposição, Athos criou séries de paralelepípedos com cinco formas variadas que, dispostos nas paredes laterais inclinadas, proporcionam a sensação de leveza com a luz do sol e de peso com a sombra, de regra e liberdade, adquirindo movimento cíclico ao longo do dia. Por isso, o relevo é chamado de “O Sol faz a festa”.
Operários conversam durante a obra de construção do Teatro Nacional – M.M Fontenele/DIGEPHAC/Arquivo Público do DF
As obras de construção do Teatro Nacional começaram em 30 de julho de 1960, poucos meses depois da inauguração da capital. A estrutura ficou pronta em 30 de janeiro de 1961, mas as obras foram interrompidas por um período de cinco anos, sendo retomadas parcialmente em 1966 para a inauguração da Sala Martins Pena.
Nos primeiros dez anos de Brasília, o espaço vazio da pirâmide serviu para diversas funções, como campeonato de vôlei, Missa do Galo, espaço para alistamento militar, bailes de carnaval e concurso de beleza.
Entre os grandes nomes da música, da dança e do teatro que se apresentaram no Teatro Nacional Claudio Santoro, destacam-se Mercedes Sosa, Astor Piazzola, Yma Sumac, os balés russos Bolshoi e Kirov, o balé da Ópera de Paris, e, entre os brasileiros, Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Dulcina de Moraes, Glauce Rocha, Ziembinski, Márcia Haydé, Márika Gidali e o balé Stagium, Grupo Corpo, João Gilberto, Caetano Veloso, Maria Bethânia e praticamente todos os principais nomes da música popular brasileira.
O Teatro Nacional consta na lista do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como com o tombamento aprovado, em fase final. Além disso, está incluído no conjunto urbanístico-arquitetônico de Brasília, inscrito no Livro de Tombo Histórico pelo Iphan em 14 de março de 1990. Brasília é o primeiro conjunto urbano do século 20 a ser reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 1987, como Patrimônio Mundial. O teatro está também entre as obras de Niemeyer tombadas no ano passado pelo Ministério da Cultura.
Estratégia do ex-presidente precisa aguardar STF retornar do recesso
Curitiba – O ex-presidente Lula chega à sede da Superintendência da Polícia Federal onde vai cumprir pena (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Antes de os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entrarem em férias coletivas, durante todo o mês de julho, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu ao menos três frentes para tentar libertá-lo, todas ainda pendentes de decisão final.
Nesta sexta-feira (29), o STF realizou sua última sessão plenária antes do intervalo do meio de ano. Com isso, o Supremo jogou para o segundo semestre o julgamento da liberdade de Lula . A próxima sessão será em 8 de agosto, faltando poucos dias para o prazo final de registro de candidaturas para as eleições deste ano, que é 15 de agosto.
Lula está preso desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex no Guarujá. Confira abaixo os caminhos pelos quais a defesa tenta libertar o ex-presidente.
Execução da pena
Na primeira frente, aberta em 5 de junho por meio de uma petição, a equipe de oito advogados pediu que o STF garanta o direito do ex-presidente de recorrer em liberdade aos tribunais superiores contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão no caso do triplex no Guarujá (SP). A esse direito se dá o nome de efeito suspensivo sobre a execução de pena.
O relator da petição, ministro Edson Fachin, enviou o pedido para ser julgado pela Segunda Turma do STF, nesta semana, mas depois cancelou o julgamento devido a uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que não admitiu os recursos às instâncias superiores, prejudicando, assim, o pedido de efeito suspensivo feito pela defesa.
Os advogados então recorreram do cancelamento por meio de um agravo regimental. Fachin, no entanto, enviou o recurso para ser julgado pelo plenário e não pela Segunda Turma, como queria a defesa. Ele deu ainda 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar na petição.
Inelegibilidade de Lula
Entre as justificativas de Fachin para enviar o caso ao plenário, está a de que a petição trata da eventual inelegibilidade de Lula, tema que só poderia ser decidido pelo pleno.
A defesa do ex-presidente entrou então com embargos de declaração sobre a justificativa do ministro, pedindo para que ele retire a questão da inelegibilidade de pauta, mantendo somente o pedido de liberdade. Em despacho desta sexta-feira (29), Fachin argumentou que foram os próprios advogados que levantaram o ponto na petição inicial, e deu cinco dias para responderem se de fato querem ou não sua discussão.
Somente após ser resolvido esse ponto, levantado no embargo de declaração, é que a petição original, com o pedido de liberdade, será julgada em plenário, afirmou a ministra Cármen Lúcia nesta sexta. Na prática, se Lula for julgado inelegível pelo pleno do STF, antes do assunto ser apreciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele fica sem ter a quem recorrer da decisão.
Reclamação
Em uma segunda frente, os advogados de Lula protocolaram ontem (28) no STF outro remédio jurídico, em paralelo, chamado reclamação constitucional, também contra a decisão de Fachin de enviar ao plenário a primeira petição com o pedido de liberdade.
Na reclamação, a defesa argumenta que Fachin agiu de forma “arbitrária”, sem respaldo no regimento interno do STF, e que o juízo adequado para julgar a petição seria a Segunda Turma, não o plenário. Na peça, entretanto, os advogados embutiram um pedido de liminar (decisão provisória) para que Lula seja solto ao menos até que o pedido de liberdade inicial seja julgado pelo Supremo.
A estratégia nesse caso foi para que outro ministro decida sobre a liberdade de Lula, pois como a reclamação tem como alvo decisão do próprio Fachin, o processo teve de ser distribuído a um de seus pares. O sorteado foi Alexandre de Moraes, que disse que vai proferir rapidamente uma decisão.
Embargos de declaração
A terceira frente de ação da defesa de Lula se deu por meio da interposição de embargos de declaração, protocolado nesta sexta (29), contra decisão de 4 de abril do plenário do STF, que por 6 a 5 negou um habeas corpus preventivo para impedir a prisão de Lula. Ele foi preso três dias depois.
Lula foi preso com base no entendimento atual do Supremo que permite a execução de pena após a condenação em segunda instância.
Nos embargos, os advogados argumentam não ter ficado claro, no resultado do julgamento, se a prisão deveria ter se dado de forma automática após o fim da tramitação do caso na segunda instância, como ocorrido. Diante do que diz ser uma omissão, a defesa pede que Lula seja posto em liberdade. Não há prazo para que este recurso seja julgado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado hoje (29) relator de uma reclamação de Luiz Inácio Lula da Silva contra decisão do ministro Edson Fachin, que enviou um pedido de liberdade do ex-presidente para ser julgado pelo plenário, e não pela Segunda Turma, como queriam os advogados.
Contrário ao desejo da defesa, que queria um relator da Segunda Turma, o sorteio foi realizado entre todos os ministros do STF, exceto a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, e o próprio Fachin, alvo da reclamação.
Os advogados de Lula argumentam que Fachin agiu de forma “arbitrária”, sem amparo na Constituição ou no regimento interno do Supremo Tribunal Federal STF), ao remeter o caso ao plenário, numa manobra para evitar que o ex-presidente fosse solto pela Segunda Turma.
Na reclamação, a defesa pede uma liminar (decisão provisória) para que Lula seja solto ao menos até que o mérito do pedido de liberdade seja julgado na Segunda Turma, o que só poderá ocorrer no segundo semestre, pois os ministros do STF entram nesta sexta-feira em férias coletivas até agosto.
A próxima sessão da Segunda Turma do STF está marcada para 7 de agosto, e a do plenário, para 8 de agosto, poucos dias antes do prazo final para o registro de candidaturas às eleições deste ano, em 15 de agosto.
No pedido de liberdade que a defesa quer ver julgado na Turma, e não no plenário, os advogados de Lula pedem o chamado efeito suspensivo sobre a execução de pena, para que ele tenha garantido o direito de recorrer em liberdade, às instâncias superiores, contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá (SP).
Além da reclamação e do efeito suspensivo, a defesa apresentou ainda um terceiro pedido de liberdade nesta sexta, na forma de embargos de declaração contra a decisão de abril em que o plenário do STF negou, por 6 votos a 5, um habeas corpusa Lula.
Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi encarcerado após ter sua condenação confirmada pela segunda instância da Justiça Federal, conforme autorizado pelo STF.