Eliana: “É assim que vamos fazer no governo, ouvir as pessoas. Ninguém faz nada sozinho. Ninguém detém o conhecimento absoluto. É ouvindo, trocando experiências e sabedorias que vamos construir o nosso governo”
Por I sadora Teixeira
A candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo Pros, Eliana Pedrosa, promete colocar à disposição da população, caso seja eleita, um aplicativo por meio do qual será possível marcar consultas e exames na rede de saúde da capital da República.
Com esse sistema, seria possível verificar as especialidades disponíveis em cada unidade, além de descobrir quantas pessoas estão na fila.
“São ações práticas e simples como essa que queremos implementar para tornar o sistema mais ágil”, defendeu a candidata.
Além dessa proposta, a buritizável divulgou em seus perfis nas redes sociais que pretende promover mutirões de cirurgias eletivas para zerar filas e, ainda, construir o Hospital da Mulher.
O juiz titular da 3ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal recebeu a ação ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios contra o ex-senador Gim Argelo, o deputado distrital Christianno Nogueira Araújo e mais 31 réus, dentre servidores públicos distritais, servidores da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal -FAP/DF e candidatos selecionados para bolsas de pesquisas junto à mencionada Fundação.
O MPDFT ajuizou ação civil para apuração de atos de improbidades que teriam sido praticados, em tese, pelos réus e que teriam violado as regras definidas em lei para os concursos públicos na realização do processo seletivo para bolsistas, previsto no Edital nº 09/2012 da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal – FAP/DF. Segundo o MPDFT, as investigações demonstraram a existência de um esquema fraudulento no processo seletivo do Edital nº 09/2012, que visava atender interesses particulares, para contemplar os bolsistas que teriam indicação política.
A maioria dos réus foi notificada e apresentou manifestações negando a ocorrência de qualquer ato de improbidade. Dos 33 réus, apenas 5 tiveram que ser notificados por edital.
O magistrado entendeu que há indícios suficientes para que os fatos sejam apurados, bem como que não restaram demonstrados os elementos necessários para a rejeição da ação e registrou: “Existem fortes evidências dos atos de improbidade perpetrados na Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, durante o Edital nº 09/2012, cujas condutas violaram os princípios administrativos, nos termos do art. 11, incisos I e V, da LIA, mais precisamente em relação à legalidade, à impessoalidade e à moralidade administrativa. Nesse descortino, em órbita preliminar, impossível fazer um exame completo do elemento subjetivo do tipo, o dolo, a ponto de violar os princípios da Administração Pública nas hipóteses contidas na Lei nº 8.429/92, como imputou o Ministério Público às condutas dos réus. Certo que, da prova dos autos, não é possível concluir, de forma inequívoca, pela inexistência do ato de improbidade, improcedência da ação ou inadequação da via eleita, o recebimento da inicial é medida que se impõe. Em suma, os fatos narrados merecem um exame mais aprofundado, tornando-se, imprescindível a dilação probatória no presente caso concreto.”
A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, determinou ontem (30) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pague R$ 31.195.712,78 a título de multa, reparação de danos e custos processuais em decorrência do processo em que ele foi condenado no caso do tríplex do Guarujá (SP).
Em sua decisão, Lebbos deu 15 dias para que Lula faça uma proposta de parcelamento da quantia, caso deseje. A maior parte do valor se refere à reparação de danos (R$ 29.896.000,00), seguida pela multa imposta ao ex-presidente (R$ 1.299.613,46) e das custas processuais (R$ 99,32).
“Rememoro que os referidos valores serão depositados em conta judicial vinculada a este Juízo e, após o trânsito em julgado, serão devidamente destinados”, escreveu a juíza.Ela fez constar em sua decisão que o não pagamento resultará na inclusão do nome de Lula na dívida ativa da União, no caso da multa e das custas processuais, e no impedimento de progressão de regime de prisão, no caso da reparação de danos.
Gleisi Hoffman impedida de atuar como advogada
Na mesma decisão, a magistrada impediu a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), de atuar como advogada de Lula. Ela foi arrolada pela defesa como representante do ex-presidente na Justiça, mas o Ministério Público Federal (MPF) pediu que fosse afastada da função, por entender que isso tinha como objetivo burlar as regras da prisão.
A juíza citou trecho da lei que regula o estatuto da advocacia e impede que membros do Poder Legislativo advoguem, contra ou a favor, de “pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público”.
Como a Petrobras, empresa estatal, figura como parte no processo, Lebbos entendeu que o impedimento se aplica a Gleisi Hoffmann.
Em relação a um pedido de Lula para que tenha garantido seu direito de votar nas próximas eleições, Lebbos disse ter encaminhado a solicitação para a Justiça Eleitoral, que deverá responder sobre a viabilidade do pleito.
A Agência Brasil aguarda comentário da defesa de Lula sobre a decisão.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou que em 308 cidades do Brasil o número de eleitores é maior que o de habitantes, considerando a estimativa populacional. Metade dos municípios onde ocorre a inversão está em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em Goiás e todos são de pequeno porte, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Em todo o país estão aptos para votar 146,8 milhões de eleitores, o que corresponde a 70,4% da população brasileira, de 208,5 milhões. Os menores colégios eleitorais do país estão em cidades com menos ou pouco mais de mil habitantes.
O município com menor número de eleitores é também o menor do país em habitantes: Serra da Saudade (MG), com 941 para 786 habitantes.
De acordo com a pesquisa da CNM, a maior diferença entre o eleitorado e a população residente ocorre em Canaã dos Carajás (Pará). A cidade tem 3.805 eleitores a mais que habitantes. Em Severino Melo (RN), Cumaru (PE) e Maetinga (BA), a disparidade entre eleitores e residentes também é maior do que 3,2 mil.
Números
Em relação aos municípios que têm menos eleitores entre os habitantes, Balbinos (SP) é o primeira do ranking, com 5.532 habitantes e eleitorado de apenas 1.488. Em seguida, a proporção de eleitores em relação ao número de habitantes abaixo de 30% ocorre em cidades do interior do Pará: Água Azul do Norte, São Félix do Xingu e Ulianópolis.
As capitais representam os maiores colégios eleitorais. Em números absolutos, São Paulo lidera a lista com 9 milhões de eleitores, o que representa cerca de 6% do total brasileiro. Em seguida, vêm o Rio de Janeiro, com 4,8 milhões de eleitores (3,3,e Brasília, com cerca de 2 milhões de eleitores (1,42%).
Análise
O levantamento da confederação, baseado nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressalta que as diferenças ocorrem pela distinção entre os domicílios eleitoral e civil, o que permite que o eleitor more um uma cidade e vote em outra.
A concentração de eleitores em locais com maior atividade econômica e migração constante de grupos populacionais, como ciganos e assentados, também contribui para a diferença, segundo a CNM
“Morar numa cidade e votar na outra é possível, não é fraude. Não tem má-fé aí. São várias situações. São todos municípios de pequeno porte”, afirmou o presidente da CNM, Glademir Aroldi.
Ele disse que há situações em que os jovens saem para estudar em outras cidades, mas mantêm o domicílio eleitoral no município de origem. “Há muitas cidades litorâneas onde a pessoa acaba adquirindo imóvel, mas reside e trabalha em outra, e com o tempo transferiu o título pra lá também”, observou.
Queixas
Outro motivo apontado por Aroldi é o fato de que o número real de habitantes de algumas cidades pode estar subestimado. O próximo censo do IBGE está previsto para ser feito em 2020, e a estimativa mais recente do instituto foi baseada no censo anterior, de 2010.
“Há reclamações de prefeitos de que o censo do IBGE não foi feito [em algumas dessas cidades]. A população pode estar subestimada, muitos municípios alegam isso. O município diminuiu no último censo feito pelo IBGE, mas a população pode não ter diminuído ou ter aumentado alguma coisa”, reagiu Aroldi.
Para a CNM, equívocos como esses têm impactos para a população e o município. “Isso traz prejuízos enormes para o município porque os programas e recursos do governo federal são distribuídos de acordo com o número de habitantes”, disse Aroldi.
Nesta quarta, 29, ocorreu, em Brasília, a primeira audiência de mediação com base na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou inconstitucional o direito à greve de policiais civis e demais servidores da Segurança Pública. Uma das partes envolvidas, o Sinpol-DF, entretanto, criticou a condução da audiência.
De acordo com o STF, sem o direito à greve, as entidades representativas dessas carreiras devem ser ouvidas pelo Poder Público através de mediação promovida pelo Poder Judiciário. Na audiência entre o Sinpol-DF e o Governo do Distrito Federal (GDF), no entanto, a Justiça atuou de forma passiva e, na prática, não promoveu qualquer avanço no processo de negociação, segundo o sindicato.
Nenhum representante das pastas que compõem a Governança do GDF participou da sessão, realizada na 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). Os procuradores presentes, por sua vez, informaram que não havia proposta a ser apresentada e, com isso, a audiência foi encerrada.
Diferentemente da Justiça do Trabalho, que, em casos de impasse quanto à negociação de dissídios coletivos por exemplo, tem poder determinativo, a Justiça Cível não pode decidir sobre reajustes que dependem de projeto de lei. Mas, mais do que isso, o TJDFT também não provocou qualquer debate no sentido de buscar uma solução – papel que se espera de um mediador.
Para o Sinpol-DF, não houve uma mediação de fato, mas apenas um encontro protocolar. “Apesar da frustração com essa primeira experiência, nós também enxergamos a oportunidade de recorremos até que o caso chegue ao STF”, pondera o presidente do Sinpol-DF, Rodrigo Franco “Gaúcho”. “Com isso, o Supremo terá que, por meio de acórdão, estabelecer como a mediação deve ocorrer”, complementa.
“Da forma como se deu, o governo, que nem compareceu, mais uma vez, abriu mão do diálogo e, infelizmente, a Justiça se esquivou do papel mediador”, critica Gaúcho. “Iremos buscar os meios legais para que todo esse processo passe a ter critérios claros, até porque, mais do que apenas para os policiais civis do DF, essa questão tem impacto para as categorias de Segurança Pública de todo o Brasil”, ressalta.
Campanha irá até o dia 4 de outubro, três dias antes da eleição
Por Alex Rodrigues
A propaganda eleitoral gratuita começa a ser divulgada no rádio e televisão para todo o país nesta sexta-feira (31). Durante o primeiro turno, o conteúdo político será veiculado até 4 de outubro, três dias antes de os eleitores comparecerem às urnas. No total, serão 35 dias de propaganda – dez a menos que antes da aprovação da Reforma Eleitoral de 2015 (Lei 13.165/2015).
Em casos em que haja segundo turno, a veiculação será retomada no dia 12 de outubro, ou seja, na primeira sexta-feira após o primeiro turno. Serão mais 15 dias até o dia 26 de outubro – dois dias antes dos eleitores voltarem às urnas.
A definição quanto aos dias de exibição das campanhas leva em conta o cargo em disputa. Os programas dos presidenciáveis irão ao ar às terças-feiras, quintas e aos sábados. No rádio, das 7h às 7h12min30seg e das 12h às 12h12min30seg. Na televisão, das 13h às 13h12min20seg e das 20h30 às 20h42min30seg. Nestes mesmos dias, serão transmitidas as propagandas dos candidatos a deputado federal. Já a publicidade dos que concorrem aos governos estaduais e do Distrito Federal, bem como ao Senado e a deputado estadual e distrital será exibida às segundas-feiras, quartas e sextas. Nos domingos, não haverá propaganda eleitoral.
Juntos, os programas dos candidatos à Presidência da República ocuparão dois blocos de 12 minutos e 30 segundos cada, totalizando 25 minutos a cada dia de exibição. Mesmo tempo destinado à propaganda do conjunto de candidatos a deputado federal. Os que concorrem aos cargos de governadores dividirão 18 minutos de campanha no rádio e na TV. Tempo igual ao destinado aos candidatos a deputados estaduais e distritais. Já os que concorrem ao Senado aparecerão em dois blocos de 7 minutos cada.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 28.306 pessoas registraram suas candidaturas. São 13 candidatos presidenciais; 199 concorrentes ao cargo de governador; 353 aspirantes ao Senado; 8.346 candidatos ao cargo de deputado federal; 17.512 a deputado estadual; 963 a deputado distrital e 353 ao Senado – que, este ano, renovará dois terços dos atuais senadores. Ou seja, 54 candidatos serão eleitos.
No último dia 23, o TSE apresentou o tempo que caberá a cada candidato ao Palácio do Planalto na campanha de TV e rádio. A divisão do tempo de TV e rádio é feita conforme o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados dos partidos que compõem a coligação de cada candidato. Por este critério, oito das 13 candidaturas homologadas terão direito a menos de 30 segundos por bloco do horário eleitoral.
Além da aparição em bloco, os candidatos também fazem jus a divulgar propagandas de 30 segundos ao longo da programação das emissoras de rádio e TV. A quantidade de inserções das peças publicitárias eleitorais obedece ao mesmo critério de divisão do horário eleitoral, ou seja, a representatividade da coligação na Câmara.
Veja a ordem de aparição dos candidatos no primeiro dia de veiculação do horário eleitoral, o tempo em cada bloco e o total de inserções ao longo dos 35 dias de campanha em rádio e TV:
1- Marina Silva, coligação Unidos para Transformar o Brasil (Rede e PV): 21 segundos no horário eleitoral e 29 inserções;
2- Cabo Daciolo (Patriota): oito segundos no horário eleitoral e 11 inserções;
3- Eymael (Democracia Cristã): oito segundos no horário eleitoral e 12 inserções;
4- Henrique Meirelles, coligação Essa é a Solução (MDB e PHS): um minuto e 55 segundos no horário eleitoral e 151 inserções;
5- Ciro Gomes, coligação Brasil Soberano (PDT e Avante): 38 segundos no horário eleitoral e 51 inserções;
6- Guilherme Boulos, coligação Vamos sem Medo de Mudar o Brasil (PSOL e PCB): 13 segundos e 17 inserções;
7- Geraldo Alckmin, coligação Para Unir o Brasil (PRB, PP, PTB, PR, PPS, DEM, PSDB, PSD e Solidariedade): cinco minutos e 32 segundos no horário eleitoral e 434 inserções;
8- Vera Lúcia (PSTU): cinco segundos no horário eleitoral e sete inserções;
9- Lula, coligação O Povo Feliz De Novo (PT, PCdoB e Pros): dois minutos e 23 segundos no horário eleitoral e 189 inserções;
10- João Amoêdo (Partido Novo): cinco segundos e oito inserções diárias;
11- Alvaro Dias, coligação Mudança de Verdade (Pode, PSC, PTC e PRP): 40 segundos no horário eleitoral e 53 inserções;
12- Jair Bolsonaro, coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos (PSL e PRTB): oito segundos no horário eleitoral e 11 inserções e
13- João Goulart Filho (PPL): cinco segundos no horário eleitoral e sete inserções.
Um grupo criminoso teria tido apoio de servidores da Secretaria de Planejamento para desviar e ocultar os valores. O GDF teria repassado mais de R$ 20 milhões para a cooperativa no período investigado
(Foto Michel Melo/Metropoles)
Mirelle Pinheiro, do Metropoles
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), uma megaoperação de combate ao desvio de verbas do Distrito Federal. A investigação é da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte). Buscas são feitas no anexo do Palácio do Buriti, sede do GDF.
O Metrópoles apurou que a PCDF investiga ex-diretores da Cooperativa de Transportes do Distrito Federal (Cootarde) que teriam desviado milhões de reais recebidos em repasses efetuados pelo governo.
Durante as apurações, que começaram há mais de um ano, surgiu a suspeita de que o grupo criminoso teria tido apoio de servidores da Secretaria de Planejamento para desviar e ocultar os valores. O GDF teria repassado mais de R$ 20 milhões para a cooperativa no período investigado.
Por volta das 7h35, policiais saíram da sede do GDF levando computadores e malotes com documentos apreendidos. Durante as buscas em outro endereço, um dos alvos jogou o celular pela janela.
São cumpridos mandados de busca e apreensão contra diversos alvos, inclusive policiais militares suspeitos de integrar a associação criminosa e de coagir funcionários a assinar documentos com informações falsas, que seriam utilizadas para fraudar prestações de contas junto ao DFTrans.
Além do Anexo do Palácio do Buriti, as buscas transcorrem na Asa Sul, Cruzeiro, Núcleo Bandeirante, Taguatinga, Riacho Fundo, Águas Claras e Gama.
De volta ao Buriti
A operação da 19ª DP ocorre 22 dias após a Polícia Civil cumprir outros mandados de busca e apreensão no Palácio do Buriti no âmbito da Operação 12:26.
A ação foi desencadeada pela Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública (Cecor) e apura denúncia de tráfico de influência e advocacia administrativa envolvendo integrantes do governo de Rodrigo Rollemberg (PSB).
À época, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, em Brasília e em São Paulo, autorizados pela 4ª Vara Criminal de Brasília.
O Metrópoles revelou, com exclusividade, o conteúdo do Inquérito nº 386/2018, em que a polícia, com o apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), descreve a atuação de suposta organização criminosa envolvendo pelo menos 10 nomes.
Entre eles, está um dos irmãos do governador, Carlos Augusto Sobral Rollemberg, o Guto, que, segundo descrevem os investigadores, seria um dos pontos focais do grupo que praticava tráfico de influência e advocacia administrativa no Palácio do Buriti. Guto Rollemberg nega as acusações.
Entre os alvos, também estavam o então assessor especial da Casa Civil Marcello Nóbrega; o administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann; Leonardo Rocha de Almeida Abreu, irmão do chefe de Gabinete da Casa Civil, Guilherme Rocha de Almeida Abreu; Luiz Fernando Messina, ex-assessor do deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB); e Hermano Gonçalves de Souza Carvalho, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da gestão de Agnelo Queiroz (PT).
A inflação, medida pelo Índice Geral de Preços- Mercado (IGP-M), que serve para o reajuste dos aluguéis, fechou agosto com alta de 0,19 ponto percentual, ao passar de 0,51% para 0,70% de julho para agosto.
Com o resultado, divulgado hoje (30), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibr –FGV), o IGP-M passou a acumular alta de 6,66% no ano e de 8,89% nos últimos 12 meses.
Em agosto do ano passado, o índice havia subido 0,10% e acumulava queda de 1,71% em 12 meses.
O resultado de agosto reflete alta de preços nos três subíndices que compõem o IGP-M, o dos preços ao produtor, que responde por 60% do IGP-M; o dos preços ao consumidor, 30% da composição da inflação; e o dos custos da construção, 10%.
A principal influência para a alta veio do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que passou de 0,50% em julho para 1,0% de julho para agosto.
Alta
O grupo que mais contribuiu para a alta do IPA em agosto foi o de Matérias-Primas Brutas, que foi de 0,70% em julho para 2,61% em agosto, uma alta de 1,91 ponto percentual.
Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: milho em grão, que passou de uma deflação (inflação negativa de 9,53% para uma inflação de 3,68%; minério de ferro (-1,50% para 3,35%) e soja (em grão) (-1,03% para 2,80%).
O item Bens Finais, que em julho havia fechado com deflação de 0,15%, encerrou agosto com inflação negativa de 0,12%.
No sentido contrário, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) contribuiu para que o IGP-M não fosse ainda maior, a ter seus preços reduzido de 0,44% para 0,05% em agosto.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,30% em agosto contra 0,72% em julho.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve convocar para a próxima sexta-feira (31) uma sessão extraordinária da Corte para analisar os últimos pedidos de registros de candidaturas para a presidência da República nas eleições de outubro. A motivação é o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão para o cargo, que começará no dia seguinte.
Por volta das 21h, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, assinou a decisão na qual convocou a sessão extraordinária para sexta-feira (31), às 14h30.
Na sessão, pode ser julgado o pedido de registro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a pauta de julgamentos ainda não foi divulgada.
Lula está preso desde 7 de abril na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, em função de sua condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do caso do triplex em Guarujá (SP).
Em tese, o ex-presidente estaria enquadrado no artigo da Lei da Ficha Limpa que impede a candidatura de condenados por órgãos colegiados. No entanto, o pedido de registro e a possível inelegibilidade precisam ser analisados pelo TSE até 17 de setembro.
A publicitária Thiara Zavaglia integra a partir desta quinta-feira (29/8) a campanha de Eliana Pedrosa (Pros), candidata ao Governo do Distrito Federal e uma das principais adversárias de Rodrigo Rollemberg (PSB).
Com grande experiência na área, Thiara foi pessoa de confiança do governador desde o mandato dele no Senado Federal.
Ela comandou o marketing da campanha socialista de 2014 e a publicidade do GDF de 2015 a 2017, quando entrou em choque com o atual secretário de Comunicação, Paulo Cesar Castanheira – o Paulo Fona.
O embate fez com que o jornalista exigisse de Rollemberg a demissão dela, o que ocorreu em março deste ano.
Fona e a publicitária integraram também o grupo político do ex-governador Joaquim Roriz. Agora, Thiara segue novos rumos…