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Bolsonaro lamenta morte de Boechat

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Por Paula Laboissière

O presidente Jair Bolsonaro lamentou a morte do jornalista Ricardo Boechat  em um acidente de helicóptero na tarde de hoje (11). Por meio de seu perfil na rede social Twitter, Bolsonaro escreveu: “É com pesar que recebo a triste notícia do falecimento do jornalista Ricardo Boechat, que estava no helicóptero que caiu hoje em SP. Minha solidariedade à família do profissional e colega que sempre tive muito respeito, bem como do piloto. Que Deus console a todos!”.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, escreveu em seu Twitter “manifesto meus sentimentos às famílias de #RicardoBoechat e do piloto do helicóptero, aos profissionais da Rede Bandeirantes, rádio e televisão, extensivos à classe jornalística, pela triste notícia do acidente que os vitimou. Deus no comando.”

Também lamentaram a morte de Boechat pelas redes sociais e os presidentes da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. “Recebo com tristeza a informação sobre a morte do jornalista Ricardo Boechat e do piloto do helicóptero que caiu nesta manhã. Boechat foi um dos grandes comunicadores do nosso país e uma referência de bom jornalismo e independência. Minha solidariedade a seus familiares e amigos”, tuitou Maia.

Já Alcolumbre disse que recebeu a notícia com tristeza e consternação: “Era um profissional reconhecido pelo trabalho e senso crítico aguçado revelado nos principais meios de comunicação do país”. Ele lembrou que o jornalista nasceu na argentina e se solidarizou com os familiares de Boechat.

Ricardo Boechat, de 66 anos, morreu na queda de um helicóptero no início da tarde desta segunda-feira em um dos acessos da Rodovia Anhanguera, que liga a capital paulista ao interior. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o piloto da aeronave também morreu carbonizado. O motorista de um caminhão atingido no acidente foi resgatado pelo serviço da concessionária que administra a via. O fogo no local foi controlado.

* Colaborou Andreia Verdélio

Jornalista Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero em São Paulo

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Piloto da aeronave também não sobreviveu

Por Daniel Mello

O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, morreu na queda de um helicóptero no início da tarde de hoje (11) em um dos acessos da Rodovia Anhanguera, que liga a capital paulista, ao interior. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto da aeronave também morreu carbonizado.
Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ.

O motorista de um caminhão atingido no acidente foi resgatado pelo serviço da concessionária que administra a via. O fogo no local já foi extinto.

Batalhão Escolar do DF: dentro e fora dos colégios

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A capitão Cristiane Caldeira é uma das responsáveis pela implantação do modelo de gestão cívico-militar em escolas do DF.

O Batalhão Escolar da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é responsável pela segurança externa de colégios públicos e privados da região. Em 1989, eram 914 policiais para 529 estabelecimentos de ensino. Em 2018, foram 304 policiais para 1.250 escolas públicas e particulares.

“É humanamente impossível a gente dar conta da violência escolar. Pensando nisso foi que buscamos ajudar a  comunidade de outra forma”, apontando as escolas cívico-militares como a solução”, disse a capitão da PMDF Cristiane Caldeira.

A capitão é uma das responsáveis pela implantação do modelo de gestão cívico-militar em escolas do DF. O modelo prevê que militares atuem na administração escolar e na disciplina de estudantes. Os professores serão responsáveis pela parte pedagógica.

Os dados foram divulgados aos professores do Centro Educacional 308 do Recanto das Emas há seis dias. As informações fazem parte de uma série de slides que sustentam a defesa da implantação de escolas cívico-militares no DF.

Os slides reúnem dados sobre as legislações que apoiam a medida, o Batalhão Escolar e, por fim, informações sobre o modelo de ensino compartilhado entre as secretarias de Educação e de Segurança Pública.

Policiais da reserva

Muitos dos policiais que trabalharão, a partir de hoje (11), nas quatro escolas do DF escolhidas para o projeto-piloto de gestão compartilhada entre militares e civis fazem parte do Batalhão Escolar. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal também cederá pessoal.

Em nota, a PMDF diz que o Batalhão Escolar tem recebido reforço no efetivo, inclusive para a implementação do projeto. “Mesmo com o aumento populacional desde 1989 até 2018, a produtividade da PMDF só aumenta. Prova disso são as constantes reduções dos índices criminais. Além disso, dois concursos estão em andamento para a contratação de mais de 2 mil policiais”.

Investimentos

O diretor jurídico do Sindicato dos Professores no Distrito Federal, Dimas Rocha, afirmou que a solução para a segurança escolar do DF deve ser a ampliação de investimentos. Ele se disse contrário à gestão compartilhada entre as secretarias.

“Sempre cobramos a melhoria, a contratação e o aumento do efetivo da PM no Batalhão Escolar, isso é parceria. Essa contribuição da polícia, achamos importante. Somos contra o modelo de gestão compartilhada nas escolas com militares”, disse Rocha. “A gestão escolar deve ser feita por gestores, professores e servidores.”

Para a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Comitê DF da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Catarina de Almeida Santos, o ideal é aumentar a segurança externa dos colégios. “A função [da polícia] é outra: manter a sociedade segura a ponto de a escola estar segura para se desenvolver”, afirmou.

No DF, ano letivo começa com escolas cívico-militares

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Por Mariana Tokarnia

O ano letivo na rede pública do Distrito Federal (DF) começa hoje (11) com a implementação do modelo cívico-militar em quatro escolas de regiões ao redor do Plano Piloto, área central de Brasília. São elas o Centro Educacional (CED) 308 do Recanto das Emas, CED 7 de Ceilândia, CED 1 da Estrutural e CED 3 de Sobradinho. Os colégios foram escolhidos a partir da análise socioeconômica da região, índices de violência e aproveitamento escolar. O modelo seguido é o adotado em Goiás, que reúne 50 colégios que seguem o sistema.
No país há 120 escolas com gestão compartilhada entre professores e militares. O modelo é defendido pelo governo federal, que pretende incentivar a expansão dessas escolas. A Agência Brasil acompanhou as reuniões que foram feitas nas férias nessas escolas, com mães, pais, responsáveis, professores e estudantes.

O governo do DF (GDF) reconheceu a aprovação das unidades e começa nesta segunda-feira a implementar o modelo. A primeira semana será de adaptação. Os estudantes só usarão as fardas, típicas de escolas militares, no terceiro mês de aula.

A Secretaria de Educação do DF informou que se as práticas funcionarem, apresentando bons resultados, poderão ser estendidas para o restante da rede pública, que atualmente tem 693 escolas. Uma das primeiras práticas replicadas deverá ser um aplicativo para comunicação direta com os pais.

Porém, o modelo de educação cívico-militar divide opiniões. Os favoráveis defendem que o sistema gera índices elevados de aproveitamento escolar e o ensino de disciplina e regras. Os contrários afirmam que não cabe à polícia atuar dentro da escola e que o ideal é intensificar a segurança externa dos colégios.

Decisão

O modelo de gestão compartilhada, na qual os militares cuidam da parte administrativa e os professores da parte pedagógica da escola, foi anunciado em 11 de janeiro pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Nas férias escolares, houve reuniões nas quatro unidades de ensino escolhidas como piloto. Segundo o governo do DF, para a escolha dos colégios foram considerados a violência na região, o baixo nível socioeconômico e o desempenho em avaliações do Ministério da Educação (MEC).

Outro critério foi a estrutura física da escola, que deveria estar apta a receber as atividades esportivas e musicais no contraturno.

No DF, a meta é implantar mais 36 unidades até o fim do ano. O GDF espera, até o fim do atual mandato, em 2022, chegar a 200 escolas.

Bolsonaro destaca ações dos primeiros dias de governo

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Após a cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal, o presidente Jair Bolsonaro se recupera bem. No início da manhã de hoje (11), ele postou, na sua conta no Twitter, algumas das ações do governo federal. Bolsonaro incluiu um vídeo do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, visitando um Hospital Regional do Alto do Acre Wildy Viana.

“Nos primeiros dias de governo, importantes projetos de saúde e habitação para os mais necessitados, desta vez no estado do Acre, são prioridade, incluindo socialmente dezenas de milhares de brasileiros”, disse o presidente.

No vídeo, aparecem o presidente da Caixa, o diretor do hospital e há depoimento de uma moradora da região, relatando as melhorias a partir das obras na unidade e também com outras ações na área. Segundo Pedro Guimarães, suas visitas se estendem a outros estados também.

Carnaval do Distrito Federal terá cerca de 200 blocos

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Secretaria de Segurança Pública do DF apresentou aos representantes das agremiações regras para segurança dos foliões

Os quase 200 blocos confirmados para animar o carnaval de Brasília deste ano terão até seis horas para brincar e uma hora, após a folia, para dispersar. Os horários de término dos eventos por área também estão decididos. Nas residenciais, os blocos param às 20h, enquanto nas comerciais a folia vai até as 22h.

Todos os procedimentos e as regras que irão gerir o Carnaval de Brasília em 2019 foram acordados com os organizadores de blocos pelos órgãos do Governo do Distrito Federal, sob coordenação da Secretaria de Segurança Pública do DF. Durante os encontros, os responsáveis pelos grupos conferiram e catalogaram com a Subsecretaria de Operações Integradas (Sopi) todas as informações passadas anteriormente.

Quem quiser festejar por mais tempo deverá se dirigir aos setores carnavalescos Sul e Norte, onde os blocos ficarão até a meia-noite; e aos setores carnavalescos Cívico e do Estádio Nacional, onde a brincadeira vai até as 2h da manhã. Os organizadores dos eventos estimam atrair mais de 1,6 milhão de foliões, número que a Secretaria de Cultura estima chegar a 2 milhões com a vinda de turistas à Brasília.

Organização
Já estão definidos também os percursos de cada bloco, a quantidade de seguranças privados e brigadistas, bem como as posições e limitações de deslocamento dos vendedores ambulantes. Os blocos que decidirem mudar o percurso terão até cinco dias antes do desfile para comunicar o novo trecho à secretaria.

O secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, lembrou que a determinação do governador Ibaneis Rocha é que todos os órgãos de governo tenham o máximo de comprometimento para realizar um Carnaval organizado e seguro para os foliões do Distrito Federal e visitantes.

“Trabalhamos todos esses dias com a colaboração dos blocos, das forças de segurança, da Secretaria de Cultura, entre outros órgãos do governo, para realizar um evento organizado e pacífico”, disse Torres. “Nosso objetivo é fazer do Carnaval de Brasília uma referência nacional e uma opção para os turistas de outros estados e até estrangeiros se divertirem em ótimas condições, com infraestrutura e muita segurança.”

O coordenador de Operações de Segurança Pública do DF, tenente-coronel da Polícia Militar Márcio Vasconcelos, frisou que todo o protocolo de organização do carnaval de 2019 está sendo rigorosamente cumprido para que nada fique sem uma solução que contemplasse a todos.

Estrutura 
Durante os quatro dias de Carnaval, todo o efetivo da Polícia Militar estará de serviço, atendendo as áreas de concentração de foliões, assim como as regiões administrativas, onde haverá movimentação normal de público. A delegacia móvel da Polícia Civil funcionará durante os quatro dias no Plano Piloto, área que concentrará quase 75% dos blocos, para atender a todos que precisarem de algum tipo de ajuda.

A iniciativa do GDF de apresentar as regras agradou representantes dos blocos. Baby Brasil, do LGTBS Folia, destacou que a ação é importante para debater sobre as diferentes necessidades de cada região. “As forças de segurança precisam estar integradas com os demais órgãos do governo”, disse. “Essa oportunidade de diálogo, com as diferentes regiões administrativas e não apenas com a área central, é uma boa oportunidade de trazermos as diferentes realidades.”

Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Agefis e Detran estarão funcionando com a sua capacidade plena para garantir, cada uma em sua área de atuação, a tranquilidade da festa.

O Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) também estará funcionando com capacidade plena. São 22 agências – observando mais de 400 câmeras – espalhadas pelo Distrito Federal, com atuação e monitoramento de avenidas e áreas públicas.

*Da Agência Brasília com informações da Secretaria de Segurança Pública do DF

Entrevista | “A criação de novos bairros em Brasília é a lógica porque já nasce ordenado e planejado”

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Secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira. Fotos: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira fala sobre os avanços neste primeiro mês de gestão e os planos para reestruturar a capital nos próximos quatro anos

Por Hédio Ferreira Júnior, da Agência  Brasília
Não é de hoje que lojistas da W3 sonham com a renovação de uma das vias mais tradicionais do Plano Piloto. Nem que a área central de Brasília, em meio a órgãos públicos, prédios monumentais e um intenso comércio espera há anos por uma renovação. A ocupação ordenada da quase sexagenária capital – que completa 59 anos em 21 de abril – é uma das propostas do governo Ibaneis Rocha para organizar a cidade, gerar emprego e renda e aquecer a economia do Distrito Federal.

À frente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, o advogado Mateus Oliveira veio da iniciativa privada com um olhar focado no avanço. De perfil técnico, o mestre em direito urbanístico e estreante na vida pública fala com propriedade dos temas tratados pela secretaria. Ao assumir a pasta em 1° de janeiro, sentiu os entraves jurídicos e o tratamento burocrático dados a processos de construção e ordenamento como fatores limitadores do avanço urbanístico da cidade ao longo dos últimos oito anos.

A meta agora, promete o secretário, é desburocratizar, quebrar a cadeia cíclica de propostas que não saiam do papel – nem do lugar – e contribuir para a modernização de Brasília.

Nesse sentido, o governador Ibaneis e Mateus se preparam para anunciar nos próximos dias o SOS DF Destrava: um plano de ações emergenciais do Governo do Distrito Federal que ajudarão a, entre outras coisas, acelerar construções ordenadas e revitalizações esquecidas nos escaninhos das últimas gestões.

A criação de bairros planejados e com infraestrutura adequada, já prevista em lei, é um dos focos do GDF. “A falta de segurança jurídica sempre foi um dos pontos principais de barreira ao desenvolvimento econômico do Distrito Federal”, observa o secretário.

À Agência Brasília, Mateus Oliveira fala sobre as conquistas obtidas já nesse primeiro mês de governo e o que está sendo preparado para os próximos anos.

Em que condições o sr. encontrou a antiga Secretaria de Gestão do Território e Habitação, atual Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação?
Historicamente, essa é uma secretaria que nos últimos oito anos sofreu muito com entraves jurídicos. E a falta de segurança jurídica sempre foi uma das barreiras ao desenvolvimento econômico do Distrito Federal.

Que tipo de entraves?
De uma legislação que ainda é uma colcha de retalhos, muito antiga, desde a criação do DF. E que vem sofrendo questionamentos do Ministério Público. Passam de 20 leis declaradas inconstitucionais pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios na nossa área urbanística nos últimos dez anos. E que, por isso, caíram.

Quais, por exemplo?
O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) foi considerado, em parte, inconstitucional. O Plano Diretor Local do Gama foi integralmente; o do Guará também. Além de uma série de leis de lotes específicos que também foi considerada inconstitucional… Todo o contexto nosso de desenvolvimento urbano da cidade, muito atrelado ao desenvolvimento econômico, esteve numa situação de completa insegurança jurídica. E pouco se avançou na construção de um ambiente econômico, de negócios com segurança jurídica para possibilitar tanto o crescimento urbano ordenado – diferente do desordenado vivido pelo DF, com invasões e ocupações irregulares e que não se conseguiu alcançar um nível de legislação que possibilitasse essa segurança jurídica nem a criação de alternativas a essa situação.

O que a sua chegada na secretaria pode mudar?
O diagnóstico do governador e a minha escolha se deram justamente em razão desse contexto: da necessidade de um secretário técnico, especializado nessa linha de atuação e com conhecimento desses entraves. O que muda, no primeiro momento, é a aprovação de duas novas leis bem importantes em que atuamos junto à Câmara Legislativa ainda durante a transição: a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) e o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE). A primeira regulamenta as regras de construção de mais de 360 mil lotes no DF e substitui mais de 400 normas. Um alcance enorme. E a segunda vem como uma ferramenta para a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) – que passa a ser uma das nossas principais missões do ponto de vista de legislação. Há também outra lei importante que é a aprovação do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB) – que é como a LUOS, porém relacionada à regulamentação dos imóveis da área tombada do Plano Piloto. Nestes dois casos trabalharemos para a aprovação o quanto antes na Câmara Legislativa.

O que isso impacta na vida do morador de Brasília?
Positivamente. A LUOS, por exemplo, passa a permitir desde a atividade de corte e costura na casa da dona Maria em Samambaia até a permissão de comércio de grande porte em áreas onde não se poderia ter. Isso destrava uma série de atividades comerciais e de grandes empreendimentos.

“Precisamos impulsionar a revitalização e requalificação de espaços públicos. E a gente identificou uma série de projetos prontos na secretaria, mas que ainda não foram implementados”Mateus Oliveira, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação

Como atua a secretaria?
Baseada em três pilares: planejamento urbano, aprovação de projetos e a regularização fundiária e novos parcelamentos. O primeiro é o que chamamos de pensar a cidade. Está no dia a dia da gestão, mas também no reflexo da criação de novas leis e revisão das leis atuais, pensando no crescimento da cidade de forma a gerar mais empregos, criar cidades mais sustentáveis e inclusivas. O segundo trata desde aprovação de construção de uma casa em Sobradinho, por exemplo, até a de um shopping na Epia. Nele, já tivemos um resultado recorde de 82 projetos aprovados para construção na cidade – sendo 20 de grande porte, como hospitais, empreendimentos imobiliários, galpões indústrias… Isso tudo em janeiro. Um total de meio milhão de metros quadrados de área de construção na cidade. Num comparativo, em janeiro de 2015, no primeiro mês da gestão passada, foram aprovados.

Foi preciso para isso flexibilizar a legislação?
De forma alguma. Sem nenhum tipo de flexibilização das leis nem inovação. Foi basicamente não incluir no “decretão” de exoneração do quadro de servidores comissionados aqueles técnicos que, durante a transição, identificamos capazes de manterem a fluidez do trabalho. Só em uma das obras aprovadas contratou mais de cem trabalhadores. Precisamos dar celeridade aos processos, tornando-os mais céleres.

E o terceiro pilar de regularização fundiária?
Neste está o trabalho de tornar legal ocupações desordenadas que aconteceram na história do crescimento do DF. Em 2009, foram definidas no Plano Diretor de Ordenamento Territorial 82 áreas de regularização. Precisamos acabar com a lógica de que a invasão gera o direito a regularização. Iremos trabalhar na legalização apenas no que foi previsto no plano de dez anos atrás. Destas 82, muito pouco se avançou. Não chegam a 10%. Eu que venho da inciativa privada fico impressionado como a coisa estava desorganizada.

O governador Ibaneis se prepara para anunciar na próxima semana um pacote de medidas para a área de desenvolvimento urbano. O que deve fazer parte dessas ações que serão apresentadas?
Uma delas é a criação de postos avançados da Central de Aprovação de Projetos (CAP). Todos os projetos do DF são aprovados aqui na secretaria, o que exige que o cidadão interessado em acompanhar o andamento do seu pedido tenha que vir ao Plano Piloto em busca de informações. Percebemos durante a transição que o serviço gerado na CAP está muito distante da população. Vamos, então, criar dez postos avançados de atendimento em macrorregiões para tirar dúvidas, recebendo documentação, discutindo exigências…

E o que fazer diferente de tudo que já foi feito para essas áreas da cidade ainda sem regularização incluídas no PDOT de 2009?
Estamos anunciando a criação, junto com os postos avançados, da Subsecretaria de Parcelamentos e Regularização Fundiária. Estamos falando de Vicente Pires, da subida do Colorado, do Jardim Botânico. Tínhamos um núcleo de cinco servidores para cuidar de tudo isso, sem estatus de subsecretaria que é importante, inclusive, para a articulação com outros órgãos do governo como a Terracap, o Codabh e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Historicamente, os novos parcelamentos, que nada mais são do que a criação de novos bairros, foram tratados como exceção. Mas aí se pergunta: “Poxa, novos bairros? O DF já está numa situação tão caótica em termos de urbanismo.” Mas essa é a lógica de que o novo bairro deveria ser a regra porque nasce planejado, com estudos técnicos, com licenciamento ambiental, com infraestrutura… O mesmo plano diretor de 2009 já definiu áreas em que é possível a criação de novos bairros.

Como tirar do papel projetos de revitalização de áreas centrais com grande fluxo comercial da cidade?
De fato, precisamos impulsionar a revitalização e requalificação de espaços públicos. E a gente identificou uma série de projetos prontos na secretaria, mas que não foram implementados – às vezes por falta de recursos, outras já com recursos, mas que não foram priorizados pelo governo para aquilo acontecer. Por exemplo, a revitalização do Setor Médico Hospitalar Sul que já tem projeto, já tem recursos disponíveis e está sendo encaminhado para a Novacap e a Secretaria de Obras darem início ao processo de licitação.

O que deverá ser feito?
A modernização de todas as calçadas e vias pensando na acessibilidade, criação de praças, arborização, paisagismo…

E para o Setor Comercial Sul e a W3?
Também está dentro dessa lógica de rever esses projetos, ver o que há de recursos e se está pronto para ser encaminhado.

GDF lança dois programas que contemplam endividados e interessados em regularização

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Foram anunciados uma consultoria financeira e um novo formato de financiamento de lotes urbanos

Dois produtos lançados pelo GDF nesta sexta-feira (8/2), por meio do Banco de Brasília (BRB), sinalizam novas oportunidades para clientes endividados e pessoas envolvidas em processo de regularização de lotes urbanos regularizados ou em fase de regularização.

Os primeiros poderão contar com um programa especial de consultoria financeira. Já o financiamento de lotes urbanos atende tanto a pessoas físicas quanto jurídicas. Para pessoas físicas, o prazo para pagamento é de até 20 anos com taxas de juros a partir de 0,85 ao mês. O percentual de financiamento pode chegar a 90% do valor do terreno em fase de regularização e 70% no caso de lotes já regularizados.

Já pessoas jurídicas têm até 120 meses de prazo para pagar o financiamento, limitado a 50% do valor do lote, com taxas de juros de 0,92 ao mês.“Os moradores de lotes em processo de regularização sofriam muito porque os bancos privados tradicionais não aceitavam os lotes como garantia do financiamento”, explicou o governador Ibaneis Rocha. A linha de financiamento, construída em parceria com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e com a Terracap, teve a participação dos moradores de condomínio.

70 mil lotesdevem ser financiados pelo BRB nos próximos quatro anos

Além disso, podem ser incluídos no financiamento as custas cartorárias e o Imposto Sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), limitado a 8% do valor do financiamento. Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a expectativa é, nos próximos quatro anos, alcançar R$ 1 bilhão de financiamentos de lotes, o equivalente a cerca de 70 mil lotes financiados. Em todo o DF, há cerca de 230 mil lotes em condomínios.

Endividados

O programa de consultoria financeira e renegociação de dívidas é destinado, prioritariamente, a servidores do GDF que tenham comprometimento igual ou superior a 50% da renda mensal – categoria que contempla aproximadamente 8,9 mil pessoas. A ideia é oferecer taxas especiais para esses clientes renegociarem as dívidas, atendimento individualizado e proposta de soluções financeiras para cada perfil de cliente. A estratégia inclui o assessoramento do cliente por um profissional especializado por um ano.

O atendimento será feito a partir de segunda-feira (11), com horário marcado. O banco vai enviar SMS para os clientes selecionados com um agendamento. A orientação é esperar receber o SMS para depois procurar a instituição. Os atendimentos individualizados serão feitos nas agências da 509 Sul. A meta é atingir 85% dos endividados.

“Queremos mostrar que o BRB está vivo e que, daqui para frente, vai ser o banco da cidade, cada vez mais próximo da população e do nosso empresariado para que a gente destrave a economia do DF”, destacou o governador Ibaneis Rocha.

“Com esse concurso, a gente começa a criar as condições para que o BRB possa voltar a crescer de fato. Damos início à mudança que nos foi encomendada pelo governador”,Paulo Henrique Costa, presidente do BRB

Concurso

Durante o lançamento dos programas, também foi anunciada a autorização do governador para a abertura de um concurso público destinado a contratar 113 servidores. O edital será publicado em abril. Além das vagas para as principais carreiras do banco, haverá formação de cadastro reserva com mais de duas mil vagas que serão chamadas na vigência do concurso. “Eu pedi que esse concurso tivesse um bom cadastro reserva porque nós temos um amplo projeto de crescimento do BRB, inclusive na região metropolitana e da região Centro-Oeste”, disse Ibaneis.

Os aprovados começarão a trabalhar ainda em 2019. “Nossa agenda é do crescimento”, afirmou Paulo Henrique Costa. “Com esse concurso, a gente começa a criar as condições para que o BRB possa voltar a crescer de fato. Damos início à mudança que nos foi encomendada pelo governador – uma mudança que significa um avanço na direção de um banco mais moderno, mais ágil, um banco que passe a ter um papel mais importante no desenvolvimento econômico, social e humano do DF.” O BRB tem hoje cerca de 3,1 mil servidores. (Com informações da Agência Brasília)

Fernando Leite, presidente da Caesb: “Governo passado mentiu sobre obras de Corumbá IV”

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O engenheiro Fernando Leite, presidente da Caesb, disse nesta sexta (08) que a conclusão do projeto Corumbá IV, e o processo de saneamento da empresa, que tem mais de R$ 1 bilhão  em dívidas, fazem parte da agenda positiva desse ano, que tem o objetivo de oferecer 100% de água tratada e 100% de coleta e tratamento de esgoto no DF. Ele disse ainda que a gestão passada mentiu para a população sobre as obras de Corumbá IV

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Em setembro do ano passado, um mês antes do pleito eleitoral, o ex-governador Rodrigo Rollemberg, que disputava a reeleição anunciava com estardalhaço que 80% das obras da barragem de Corumbá IV já estavam concluídas  e que a previsão era que até o fim de dezembro os problemas de abastecimento de água no Distrito Federal estariam resolvidos.

O anúncio era apenas um fake. Equipamentos como as válvulas que regulam o fluxo de água ainda estão nos Estados Unidos. Falta muita coisa para ser feito para que 1 milhão e 300 mil  pessoas do DF recebam nas torneiras de suas casas a água do Lago de Corumbá IV.

Pelo menos foi isso que constatou o engenheiro Fernando Leite, atual presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

No cargo há 30 dias, Fernando Leite disse que a conclusão da obra será o seu grande desafio e que trata o projeto Corumbá IV como uma prioridade inclusa na agenda positiva deste ano lançada pela empresa que dirige.

Ao Radar ele afirmou que a primeira providência foi propor ao consócio pactuado entre a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e pela Companhia Saneamento de Goiás (Saneago), estatais responsáveis pela obra para que fosse feita uma gestão só. A medida é para que as duas empresas avance com mais rapidez dentro de um entendimento único.

“Vamos soltar foguetes se conseguirmos concluir a obra ainda este ano como governador Ibaneis Rocha exige”, disse Fernando Leite.

A Caesb, segundo o presidente, produz hoje dez mil litros de água por segundo. Corumbá vai entrar inicialmente  com 2.800 litros por segundo. A captação de água vai aumentar em 30% a capacidade da Caesb.

Com isso o abastecimento de Brasília, finalmente será resolvido sem necessidade de racionamento.

Outro assunto considerado relevante por Fernando Leite, que está dentro da agenda positiva deste ano, são as ações que visam sanear a Caesb atolada em uma dívida de 1 bilhão e 300 milhões de reais.

Fernando Leite reiterou que Companhia está desembolsando cerca de 240 milhões de reais por ano para pagar juros.

“A Caesb está em uma situação desesperadora. Mas estamos trabalhando para buscar a solução dos problemas. Já estamos em entendimento com o Banco de Brasília e outros agentes financeiros. Vamos renegociar todas as dívidas, brigar pela diminuição dos juros e pedir aumento de prazos. Temos que chegar no fim do ano com um balanço positivo”, promete.

Fernando Leite disse que no DF existe cerca de 50 mil pessoas que consome água de forma clandestina.

Ele informou que está em curso uma força tarefa, com o envolvimento de vários órgãos de governo, para ajudar a Caesb a combater as ligações clandestinas o que provoca uma grande evasão de receitas refletindo no bolso de quem paga pelo consumo d’água.

Veja o  vídeo do  presidente da Caesb, Fernando Leite, sobre a pauta positiva da empresa para 2019:

Governador Ibaneis doará salário para a Casa do Ceará

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Entidade beneficente de assistência social atende a população carente oferecendo serviços na área da saúde.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, doará seu salário, até o mês de dezembro deste ano, para a Casa do Ceará, entidade beneficente de assistência social que atende a população carente com oferta serviços diversos, entre eles, de saúde. O anúncio da doação ocorreu nesta sexta-feira (8), durante uma reunião em que os dirigentes da entidade pleitearam diversas ações em parceria com o governo local, no Palácio do Buriti.

“Durante a campanha, me comprometi a doar minha remuneração para instituições de caridade. O trabalho realizado pela Casa do Ceará me deixou bastante sensibilizado. Sei que é uma instituição séria e acompanho o trabalho desses dirigentes”, ressaltou o governador, ao informar que o rendimento, após o abatimento do imposto de renda e seguridade social, é de aproximadamente R$ 18.501,00 mensais.

PARCERIA COM A SOCIEDADE CIVIL

O chefe do Executivo relatou que os governos hoje não têm mais capacidade financeira para atender a toda a comunidade carente. “Essa é uma iniciativa muito boa da sociedade civil organizada que se coloca à disposição da sociedade e precisa do apoio do governo. Temos muitas pessoas de bem na sociedade que podem encampar esse trabalho de melhoria das condições de saúde, de vida e de trabalho”.

“Trouxemos nossos pleitos e ficamos muito impressionados com o gesto do governador em doar o seu salário durante este ano. Nossa casa fica muito feliz. Podemos ampliar esses atendimentos, que somam um número bastante significativo de pessoas que não têm com que pagar pelos serviços”, frisou o presidente da Casa do Ceará, Osmar Alves.

Durante o encontro, o governador solicitou ao secretário de Saúde, Osnei Okumoto, que realize uma visita técnica para avaliar a possibilidade se firmar uma parceria para ampliar os atendimentos na área de saúde, prestados pela entidade beneficente.

“A Casa do Ceará faz um trabalho belíssimo. Vamos visitar o espaço, observar as condições de atendimento na área de saúde e a possibilidade de fazer o credenciamento de alguns serviços para ampliá-los e disponibilizarmos o melhor atendimento para as pessoas”, ressaltou o secretário.

SERVIÇOS

Atualmente, a instituição presta serviços odontológicos, que incluem colocação de aparelhos ortodônticos, canais, restaurações e limpezas, somando aproximadamente 12 mil atendimentos por ano. Há, ainda, a doação de próteses, que chegam a cerca de 60 ao ano.

A Casa do Ceará também faz aproximadamente 14 mil consultas anuais de clínica médica, cardiologia, pediatria, oftalmologia, otorrinolaringologia, endocrinologia, ginecologia, neurologia, psiquiatria, psicologia, nutrição, fisioterapia, entre outros.

“Essa parceria com a casa do ceará certamente vai ampliar o atendimento na área médica e odontológica, e também o acolhimento realizado pela Instituição de Longa Permanência para idosos, mantida pela Casa do Ceará”, finalizou o governador.

(Da Agência Brasília, com informações da Secretaria de Saúde)