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INSS chega a três milhões de processos na fila de espera por análise

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Segundo entidades sindicais, órgão pode colapsar em 2019 se novo concurso não for realizado

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contabiliza três milhões de processos esperando por análise, segundo dados do próprio órgão divulgados pela revista Fórum. Para associações sindicais, como a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), o motivo dos atrasos é a falta de servidores, que sobrecarrega o trabalho na entidade. É a terceira área do INSS afetada pelo déficit de funcionários que chega à imprensa em um período de um ano.

Em outubro do ano passado, o órgão admitiu que a falta de servidores nas agências e nas análises de pedidos de benefícios fazia com que pouco mais de 175 mil mulheres que tiveram filhos ou adotaram crianças no país até aquele mês estivessem na fila de espera do seguro-maternidade. Em alguns casos, demora já durava seis meses.

O seguro-maternidade é um dos benefícios previstos em lei para mulheres que deram a luz ou adotaram crianças segundo as regras do governo. Normalmente, o pedido demora de 30 a 45 dias para ser analisado, mas muitas mães reclamavam que a espera já durava meses. Segundo o INSS, só no Distrito Federal eram 4,7 mil atrasos.

Problema parecido era enfrentado por quem precisava pedir recurso a um pedido negado nas agências do Rio de Janeiro: de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais da Saúde (Sindsprev), eram seis meses de fila para que um segurado possa recorrer a uma Junta de Recursos (antiga Junta da Previdência Social) do INSS, por exemplo, em casos de suas demandas terem sido negadas pelo órgão.

A Fenasps disse no final do ano passado que o INSS poderia entrar em colapso neste ano se o déficit de 16 mil funcionários não fosse diminuído. Em 2019, de acordo com a entidade, 55% dos servidores atuais do INSS podem entrar com o pedido de aposentadoria, o que tornaria o funcionamento do órgão praticamente inviável. A expectativa do governo é que, até a posse dos novos concursados, o quadro atual siga inteiro na ativa.

Em resposta às denúncias e críticas públicas, o então presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Edison Garcia, afirmou em novembro que o órgão pretendia minimizar as consequências do déficit de 22 mil servidores investindo em tecnologia. Em entrevista ao jornal carioca Extra, ele disse que o primeiro passo seria implementar um sistema que concedesse os benefícios sem a necessidade da presença física dos requerentes nas agências.

“Nós lidamos historicamente com pessoas, e a gestão histórica do INSS criou um distanciamento das agências, que concedem benefícios. Para mudar isso, estamos buscando modernizar o INSS e implantar sistemas inteligentes para a concessão do benefício, como as concessões automáticas, visto a necessidade, e pelo iminente agravamento de atendimento por causa de aposentadorias de servidores em janeiro de 2019”, contou.

Garcia também revelou que negociava à época com o governo federal para reter as aposentadorias previstas para 2019 e, assim, controlar o déficit de funcionários no INSS. Para reter os funcionários mais antigos, ele anunciou que o órgão estava oferecendo R$ 60 a mais no salário para cada análise de benefício feita pelos servidores atuais — um “sistema de bônus”, segundo o presidente, que ainda poderia ajudar a diminuir as filas nas agências. “Temos um diagnóstico da dificuldade de pessoal e por isso criamos a meta”, explicou. Outra medida que o INSS implementou foi a autorização para que analistas e técnicos trabalhem de casa.

O novo presidente do INSS, Renato Vieira, contudo, admitiu há dois meses que o órgão enfrenta uma crise por causa do baixo número de servidores, mas descartou que a realização de um concurso esteja entre as primeiras ações de sua administração. Durante reunião com membros da Fenasps, ele disse que as negociações atuais esbarram no novo Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes.

“Ele [Renato Vieira] reconheceu a necessidade do concurso INSS, mas foi enfático ao dizer que não existe perspectiva no momento”, afirmou a entidade em um comunicado distribuído à imprensa. “As tratativas não prosperam no Ministério da Economia”, continua o documento.

O órgão aguarda desde a metade de 2018 pela resposta de um pedido de abertura de 7.888 vagas, sendo 3.984 para técnicos de nível médio, 1.692 para analistas de nível superior e 2.212 para peritos formados em Medicina. Os salários vão de R$ 5.186,79 a R$ 12.683,79. Considerando os excedentes chamados, seriam mais 2.050 vagas de técnicos e 530 de analistas.

Na semana passada, Guedes afirmou que o Planalto não vai abrir novos concursos públicos por período indeterminado. A medida vale para todos os certames sob judice do Poder Executivo Federal. A ideia, segundo o ministro, é deixar que a folha de pagamento do governo deixe ser enxugada sozinha nos próximos anos, quando cerca de 40% do funcionalismo deve se aposentar.

“Nos últimos anos, houve excesso de contratações. Os salários subiram ferozmente”, disse ele. “Nas nossas contas, 40% dos funcionários públicos devem se aposentar nos próximos cinco anos. Não precisa demitir. Basta desacelerar as entradas que esse excesso vai embora naturalmente. Vamos ficar sem contratar por um tempo e vamos informatizar”, completou o ministro durante audiência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

Presidente do Hospital de Base, gerido pelo IGESDF, prega sistema de saúde inclusivo, resolutivo e humanizado

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Acompanhado pelo secretário de Comunicação Wellington Moraes, o gestor Francisco Araújo diz a blogueiros que há um esforço concentrado para melhorar a saúde do DF Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF
Nos últimos cinco meses, mesmo sem olhar para trás, o gestor Francisco Araújo, diretor-presidente do IGESDF/Hospital de Base, trabalha ao lado de uma equipe de gestores para mudar a história de caos na saúde pública do DF e contribuir para dotar uma nova configuração ao sistema que seja inclusivo, resolutivo e humanizado

Por Toni Duarte//RADAR-DF

Após dez anos sem evoluir, os hospitais de excelência do DF, entre eles o gigante Hospital de Base, deixaram de ser destaques entre os melhores hospitais do Brasil e chegaram ao final de 2018 afogados no caos.

Mas essa história começa a mudar a partir do Hospital de Base, nestes últimos cinco meses de uma nova gestão comandada pelo gestor em saúde pública, Francisco Araújo, presidente do Instituto  de Gestão de Saúde do Distrito Federal (IGESDF).

“O Hospital de Base, da maneira que ele é gerido hoje, é a maior novidade com destaque de gestão eficiente dentro da saúde pública no país. Ninguém em todo o Brasil contratou tantos profissionais da área em poucos meses. Foram mais de duas mil pessoas”, disse Frâncico Araújo durante uma entrevista coletiva a blogueiros concedida nesta quarta-feira (19).

Ele destacou que neste curto período do governo Ibaneis, o IGESDF reformou seis aparelhos de saúde, como as Upas, busca resolver até o final do ano o grave problema na rede elétrica do hospital e investe no treinamento de pessoal para humanizar o atendimento e na comunicação interna e e externa  com a população.

“Com a exceção do renomado médico e gestor Jofran Frejat, que foi quatro vezes secretário de Saúde do Distrito Federal e criador de um sistema que até a pouco tempo era uma referência nacional, eu estudei e me aprofundei para descobrir as causas do péssimo diagnóstico que afetou, por quase uma década, o sistema de saúde do DF”, disse Francisco Araújo.

Ele avaliou que governos que cometeram erros no passado e que apesar dos esforços feitos por alguns gestores da pasta da saúde, no entanto não conseguiram evitar que ela caminhasse a passos largos para a UTI.

“O reflexo disso está nas filas que ainda se formam a frente dos hospitais e que este governo gradativamente vem diminuindo. O fato é que a saúde pública do DF, ao invés de evoluir para padrões minimamente aceitáveis, agonizou e chegou a uma situação lamentável”, apontou.

O gestor disse  que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) possui um volume de recursos em torno de R$ 8 bilhões. Destes, aproximadamente, R$ 5 bilhões são gastos com folha de pagamento de pessoal. São cerca de 35 mil servidores divididos em 600 equipes de saúde da família, seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 16 hospitais, entre outras estruturas.

“Temos recursos, temos pessoal, temos estrutura. Como fazer uma saúde pública de qualidade com os recursos, o pessoal e a estrutura que temos?”

Para  que os resultados produzam impactos positivos na vida da população,segundo ele,  é fundamental uma gestão arrojada, eficiente e baseada em pilares sólidos, que priorizem a racionalização dos recursos financeiros e humanos, bem como a melhor e mais eficaz otimização das estruturas físicas existentes.

Nestes seis meses do ano em curso,  o governador Ibaneis Rocha colocou a saúde como a principal prioridade do seu governo.
“ Ao invés de se lamentar e ficar criticando seus antecessores, Ibaneis arregaçou as mangas e começou a trabalhar” pontuou.

Francisco Araújo afirmou que o novo governo montou uma equipe de técnicos para comandar a Secretaria de Saúde e enviou à Câmara Legislativa do DF o projeto de lei propondo a criação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal.

A nova estrutura passou a gerir não apenas o Hospital de Base, mas também as seis UPAs existentes no DF e o Hospital Regional de Santa Maria.

“O modelo de gestão do instituto está sendo aprimorado, mas os resultados já são visíveis. Se for feita uma pesquisa, e creio que o governo fará isso no final do ano, os dados vão revelar que houve avanços significativos em relação a situação passada”, acredita.

Na opinião do gestor do Hospital de Base, a transparência na gestão da saúde pública e o cuidados com a aplicação do dinheiro público além da humanização do atendimento, são os ingredientes primordiais para obter bons resultados com eficiência.

Ele destacou o processo em curso para a informatização da folha de pagamento que proporcionará redução de gastos e dará mais transparência na aplicação de cerca de R$ 5 bilhões de reais que são pagos, anualmente, para os 35 mil servidores ativos e inativos.

Francisco Araújo disse ter consciência de que, com transparência, a comunicação direta com a população e a informatização dos processos de gestão, o sistema de Saúde do DF , alcançará um patamar mais elevado.

“Ingressaremos em um novo tempo, onde usuários e trabalhadores da saúde terão melhores condições de atendimento e de trabalho, respectivamente. Muito ainda tem que ser feito, mas temos convicção que, pouco a pouco a saúde do DF está mudando para melhor”, pontuou.

Secretaria de Turismo promove hackathon na Campus Party Brasília 2019

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Abertura da Campus Party Brasília (Foto Pedro Ventura/Agencia-Brasilia)
Participantes serão desafiados a construir uma ferramenta para concentrar todos os eventos que acontecerão no DF

Criar uma única plataforma online que concentre todos os eventos que acontecem no Distrito Federal. Esse será o hackathon proposto pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) aos participantes da Campus Party Brasília, que tem início hoje quinta-feira (20), no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. As inscrições para o desafio começaram nesta quinta-feira (19) e as equipe poderão ter até 10 participantes.

Além de permitir que os usuários tenham acesso a todos os eventos, sejam eles de entretenimento ou corporativos, o sistema que será criado pelos participantes do hackathon deverá permitir que sejam feitas buscas categorizadas por data, local, porte e tipo de evento.

“O Turismo de Eventos é um importante vetor que temos para impulsionar a economia local e gerar empregos. Essa plataforma irá auxiliar os nossos trabalhos na captação e ativação de congressos e feiras, o que é uma das ações prioritárias que temos na Setur-DF”, comentou a secretária de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Mendonça.

“Essa ferramenta inteligente será útil tanto para a Secretaria de Turismo, que tem como uma das suas prioridades a captação e ativação de eventos, quanto para outros órgãos do Governo do Distrito Federal que poderão planejar ações”, ressaltou a secretária de Turismo do Distrito Federal. De acordo com ela, entre os órgãos que poderão ser beneficiados está a Secretaria de Segurança Pública que poderá prever o esquema de segurança antecipadamente, planejar a necessidade de alteração no trânsito ou prever o aumento do fluxo de carros em determinado local.

Os vencedores do hackathon da Setur-DF serão anunciados no sábado 22 de junho. O júri é composto por representantes da Secretaria de Turismo e pela professora do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília Natália Aldrigue. Os integrantes do grupo que apresentar o melhor projetos ganharão os ingressos para a edição 2019 do Inova Summit, que ocorrerá no Centro de Convenções Ulysses Guimarães no segundo semestre desse ano.

Hackathon – É o nome que se dá a um evento que reúne programadores, designerse outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software em maratonas de trabalho com o objetivo de criar soluções específicas para um ou vários desafios. A atividade permite que os profissionais e estudantes de cursos de tecnologia se aprofundem mais na área, troquem experiências e melhorem o networking.

*Com informações da Secretaria de Turismo do Distrito Federal

Governo do DF conclui série de testes estruturais na Ponte do Bragueto

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Por Jessica Antunes

O Governo do Distrito Federal concluiu a série de testes estruturais na Ponte do Bragueto nesta quarta-feira (19). O procedimento, realizado com equipamentos de tecnologia avançada, foi executado para avaliar a atual estrutura da ponte antes do início de remodelação do elevado. A medida fornece mais segurança ao projeto que, agora, poderá ser complementado com os resultados das ações feitas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) em parceria com o Departamento de Estradas e Rodagem (DER).

Os primeiros ensaios estático e dinâmico na estrutura da ponte haviam sido realizados na segunda-feira (17). No veículo de prova de carga, uma carreta de aproximadamente 58 toneladas, foram instalados dez extensômetros elétricos ligados a um sistema de aquisição de dados (microcomputador e aquisitor de sinais).

A instrumentação da estrutura monitora os efeitos estruturais, como deslocamentos, vibrações, rotações e deformações, com registro de temperatura ambiente e da construção. Os resultados sinalizam se o projeto executivo de recuperação da ponte está adequado aos impactos previstos ou se há necessidade de pequenas alterações.

80 milÉ a média de veículos que trafegam diariamente na Ponte do Bragueto

“Concluímos os testes e conseguimos reparar os sinais. A princípio, pelos dados coletados, está tudo tranquilo com a estrutura”, informa Maruska Holanda, engenheira da Novacap. O engenheiro responsável pelo projeto da remodelação do elevado acompanhou todas as avaliações. O mesmo procedimento será feito após a execução dos trabalhos, que têm previsão de conclusão em outubro, para reavaliar a estrutura pós-obra.

De acordo com a engenheira, o teste é um procedimento comum, geralmente é utilizado quando uma obra é concluída, tanto de construção quanto de recuperação. “É feito para fazer uma checagem e ver se a execução foi realizada de acordo com o projeto. No caso de hoje, ainda não tem obra. Foi usado para avaliar a situação da estrutura com o projeto a ser executado.”

Para a servidora da Novacap, porém, os ensaios devem se tornar cada vez mais comuns pelo DF “para que tire qualquer dúvida e dê segurança à população quanto às obras e projetos que estão sendo elaborados”.

A Ponte do Bragueto tem 180 metros de comprimento, 29 metros de largura e quatro metros de altura. Ela interliga o Eixo Rodoviário Norte-Sul (DF-002) à Estrada Parque Torto (DF-007): é a única ponte de ligação entre a Asa Norte e o Lago Norte. Por ali, trafegam diariamente cerca de 80 mil veículos.

Reino Unido manifesta apoio ao ingresso do Brasil na OCDE

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(Foto Maria Luiza Munhoz/Embaixada Britânica)
Embaixador britânico diz que a integração trará “claro progresso”

Por Augusto Queiroz

“O Reino Unido apoia veementemente a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Especialmente neste momento, em que as instituições multilaterais são cada vez mais questionadas, esse é um processo internacional de grande importância”.

A afirmação é do embaixador britânico no Brasil, Vijay Rangarajan, para quem “tem sido fantástico trabalhar com o governo brasileiro ajudando na implementação do acesso à OCDE. Esta é uma das mudanças mais profundas no momento para ambos, OCDE e Brasil. Essas reformas nem sempre são fáceis, mas esse comprometimento tem causado claro progresso. E nosso interesse de trabalhar cada vez mais com o Brasil é constante”, disse.

Vijay Rangarajan (Foto Maria Luiza Munhoz/Embaixada Britânica)

A posição de Rangarajan foi externada publicamente durante discurso nas festividades de comemoração do aniversário da Rainha Elizabeth II (The Queen’s Birthday Party), realizada na Embaixada Britânica na segunda-feira (18) à noite, em Brasília. A comemoração é considerada a data nacional do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

Monarquia longeva e música pop

Os 67 anos no trono britânico fazem de Elizabeth II a monarca que está há mais tempo à frente de um país. É a única Chefe de Estado britânica a completar o Jubileu de Safira, que marcou seus 65 anos no trono em 2017. Durante o reinado, ela viu passarem 13 primeiros-ministros e oito papas, sendo também a primeira rainha a ter sua coroação televisionada mundialmente, a primeira a enviar um e-mail, fazer um tuíte e um post no Instagram.

Além dos 93 anos de Sua Majestade, a “Queen’s Birthday Party” realizada em Brasília celebrou também a popularidade da música britânica, comemorando grandes sucessos que fizeram história ao redor do mundo. Desde as icônicas bandas Rolling Stones, The Beatles, Dire Straits, The Police e artistas como Amy Winehouse, Sting, Eric Clapton e Elton John, o Reino Unido produziu algumas das figuras mais populares do cenário musical mundial.

Segundo o embaixador, a paixão pela música é mais uma característica compartilhada entre os povos do Brasil e do Reino Unido. “ A música é uma paixão do nosso povo e é também mais uma das formas que usamos para nos tornar mais próximos. A sensação é que esses nomes memoráveis deixaram também a nossa marca pelo mundo e sabemos que essa influência é muito forte no Brasil”, afirmou Rangarajan.

Aniversário da Rainha 2019 (foto Maria Luiza Munhoz/Embaixada Britânica)
Brexit e Venezuela

Sobre o processo do Brexit, o embaixador disse que a Grã-Bretanha “está certamente passando por uma política doméstica complexa. Mas independentemente de quando ou como iremos sair da União Europeia, o Reino Unido continuará promovendo a abertura do comércio e investimento dos mercados, com regras compartilhadas e padrões altos, nos interesses de uma prosperidade mútua.

Sobre a crise na Venezuela, o embaixador britânico, que esteve no estado de  Roraima no mês passado, chegando até a fronteira venezuelana em Pacaraima, disse quepode ver “em primeira mão, o excelente trabalho do Exército brasileiro na Operação Alcolhida, com as Nações Unidas”

Segundo Rangarajan, o grau de integração e harmonia no apoio aos refugiados  “é surpreendente. Os brasileiros devem se orgulhar do que está sendo feito. Existem lições sobre gerenciamento de crises aqui que todo o mundo poderia aprender. Mas, claro que os desafios continuam, nas áreas da saúde, da interiorização, e em encontrar uma solução política que possa restaurar a paz e a democracia na Venezuela. O Reino Unido está em apoio ao Brasil para que isso aconteça”.

Mudança climática

Outro assunto abordado pelo embaixador em seu discurso foi o desafio global de mudança climática. “O Reino Unido apoia veementemente o trabalho internacional que está acontecendo nessa frente. E queremos sediar a crucial COP 26, a Conferência do Clima da Nações Unidas no ano que vem, através da presidência do evento no Reino Unido, em parceria com a Itália.

Segundo Rangarajan o Reino Unido é “a primeira economia do G7 (composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) a aspirar uma conquista de zero carbono até 2050 – algo que já foi legislado e adicionado como lei no país”.

Ele ressaltou que o Brasil “é um parceiro crucial” para as ações do clima. “As forças dos setores brasileiros de energia e agricultura são claras, assim como é o caminho desenvolvido pelo Embrapa para gerar uma economia cada vez menor em carbono, dando uma vantagem competitiva real ao país. Claro que o peso diplomático do Brasil será essencial para qualquer acordo final sobre o clima”.

DOENÇAS RARAS/ ELA | A vida de José Léda será contada em livro

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O lançamento será no Dia Mundial de Conscientização da Esclerose Lateral Amiotrófica nesta sexta-feira, 21 de junho

Você já ouviu falar sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)? A doença ficou conhecida no mundo a partir da campanha do “Desafio do Balde de Gelo”, em 2014. Por detrás daquela campanha, mais de 15 mil pessoas no Brasil vivem com diagnóstico de ELA. E um desses brasileiros, é o José Léda.

Há 14 anos, José Léda vive com a doença neurodegenerativa e toda a sua trajetória será contada na biografia “Hei de Vencer”. O livro foi escrito pela jornalista e amiga Hulda Rode, editado pela esposa de José, Sandra Mota Léda, e tem o Prefácio escrito pelo médico Dr. Acary Bulle, chefe do Departamento de Doenças Neuromusculares da UNIFESP. A obra será lançada na próxima sexta-feira, 21 de junho, no Ernesto Cafés Especiais (Asa Norte).

Segundo a autora, a motivação para escrever esta Biografia é a enorme coragem do José para enfrentar, conviver e aceitar a vida com a ELA e suas consequências.

“Com maestria, José fez de seu prognóstico um espetáculo e excelência no viver. As experiências que o acompanham exigem esforço, conhecimento e amor. Amor para enfrentar as intercorrências que lhe são impostas, gradativamente, ao longo de sua jornada. Amor para viver cada minuto da forma que é possível”.

Para Hulda Rode, o título “Hei de Vencer” foi escolhido porque esse é o lema de José e esta Biografia “é um convite a valorizar cada segundo de nossa vida e das pessoas que dela fazem parte. Objetiva, então, falar da vida com a ELA, especialmente, a de José Léda, em todas as suas dimensões. A criança, o homem, o trabalhador, o pai, o esposo, o avô, o filho, o amigo que nos ensina que a coragem é o combustível para vencer todas as estações”.

A biografia “Hei de Vencer” é um projeto editorial vinculado ao Instituto Alta Complexidade Política & Saúde, que atua no acolhimento de pessoas com doenças raras em Brasília e produzido pela Editora HR.

Serviço

Lançamento: Hei de Vencer: A história de José Léda

Data: 21 de junho de 2019

Horário: 18h30 às 22h

Local: Ernesto Cafés Especiais, 108 Norte, Asa Norte, Brasília – DF

Informações: (61) 9.8310-7306

Site: www.altacomplexidade.org

Secretaria de Desenvolvimento Econômico investe mais de R$ 260 mi em obras

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Em parceria com o BID, as obras vão beneficiar empresários das áreas de desenvolvimento econômico

O governo do Distrito Federal está empenhado em reaquecer a economia local para gerar emprego e renda. Em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico investe 71 milhões de dólares, o equivalente a R$ 260 milhões, em obras de pavimentação e drenagem e compra de equipamentos para melhorar a infraestrutura das áreas de desenvolvimento econômico. As obras estão em andamento na Ceilândia e Santa Maria.

Nos setores de indústria e de material de construção da Ceilândia estão sendo investidos R$ 48 milhões para a implantação da rede de drenagem pluvial e pavimentação. O projeto também prevê a construção de estacionamentos e ciclovias. Ao todo são: 13 km de rede de drenagem, quase 18 km de asfalto, outros 7 km² de estacionamentos e aproximadamente 18 km de ciclovias.

No local funcionam cerca de 700 pequenas, médias e grandes empresas. Algumas estavam abandonadas. A revitalização do setor vai contribuir para retomada dos empreendimentos. “Vai facilitar a vida do funcionário, o transporte, principalmente, porque sem asfalto, a buraqueira é gigante”, diz Renato Plinio.

Em Santa Maria a expectativa é pela chegada da subestação de energia da CEB. “Nosso objetivo com essa obra é trazer energia firme para os empresários desse setor, de maneira que eles possam expandir sua produção e gerar emprego e renda”, explica a subsecretária de apoio as áreas de desenvolvimento, Maria Auxiliadora França.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ruy Coutinho, aposta no espírito empreendedor do investidor local ou quem vem instalar sua empresa no DF. “Estamos cumprindo essa missão de apoio ao setor produtivo do Distrito Federal, buscando dar mais efetividade para essas áreas de desenvolvimento”, destaca.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico

Arraiá da One conta com shows de Rick e Rangel e Nego Rainner neste sábado

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O evento acontece à partir das 22h, na antiga Bamboa. Ingressos custam a partir de R$20 feminino e R$ 30 masculino com nome na lista até às 23h 
O mês de junho é marcado pelas tradicionais festas juninas com comidas típicas e muita música boa. Desta vez, chegou o momento do arraiá da One, antiga Bamboa, que acontecerá neste sábado (22), à partir das 22h. Os ingressos custam a partir de R$ 20 feminino e R$ 30 masculino com nome na lista, até às 23h.
Do modão ao forró, os convidados poderão usufruir de dois shows completos da dupla sertaneja Rick & Rangel e do forrozeiro Nego Rainner. Os músicos prometem agitar o brasiliense que estiver presente na casa noturna com muita animação e clima junino.
Para quem for prestigiar a festança pode enviar o nome completo para o WhatsApp (61) 9 9983-7887 (LISTA) até às 14h de sábado (22).
Serviço
Data: 22 de junho
Hora: 22h 
Local: Setor Hípico, Área Especial, Conjunto 22, Parte E-One
Ingressos: R$ 20 femin R$30 masc com nome na lista
Nomes na lista para o WhtasApp 9 9983-7887

Publicada lista de documentos exigidos para escolha de conselheiro tutelar

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Papelada deve ser entregue ao Cebraspe nos dias 27 e 28 de julho. Saiba mais sobre as outras etapas do processo
O Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (CDCA/DF) publicou no Diário Oficial do Distrito Federal, nesta quarta-feira (19), a lista de documentos que os candidatos à função de conselheiro tutelar aprovados na prova objetiva devem apresentar para comprovar que atendem aos requisitos exigidos no processo seletivo.

Os documentos precisam ser enviados, entre os dias 27 e 28 de julho, para o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), por meio do site www.cebraspe.org.br.

O período de inscrições para realização do exame de conhecimento específico começa nesta quinta-feira (20) e segue até o dia 26 de junho. A prova, que será aplicada no dia 14 de julho, é a primeira etapa do processo de escolha dos conselheiros tutelares, seguida da análise de documentação de comprovação dos requisitos.

O processo inclui ainda as fases de eleição dos candidatos, por meio de voto direto, secreto e facultativo no dia 6 de outubro e curso de formação inicial para os candidatos eleitos.

Os aprovados no exame deverão enviar documentos que comprovem experiência de no mínimo três anos em políticas de proteção, promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Documentação

Nesse item, serão aceitas declarações emitidas por entidade regularmente registrada a mais de um ano no CDCA/DF, contendo função, período e atividades exercidas. O documento deverá ter a assinatura do dirigente da entidade com firma reconhecida e ata da atual diretoria.

Também serão consideradas válidas atividades profissionais comprovadas com contrato de trabalho, registro na carteira de trabalho ou certidão expedida por órgão público.

É exigido dos candidatos ainda o envio de certificado ou declaração de conclusão do ensino médio, certidão de quitação eleitoral, declaração de não ter sofrido sanção de perda de mandato de conselheiro tutelar e declaração de residência de no mínimo dois anos na região administrativa do respectivo conselho onde pretende atuar.

Além dos documentos, é obrigatório o envio de uma fotografia recente para ser utilizada como identificação do candidato na urna eletrônica. A imagem deve ser preferencialmente em preto e branco, com dimensão de 161×225 pixels, formato JPG e cor de fundo uniforme, preferencialmente branca.

Confira o Edital

Com informações da Sejus-DF

Moro defende sua atuação como juiz e fala em grupo criminoso para invalidar Lava Jato

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, defendeu nesta quarta-feira (19), em audiência pública da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), sua atuação como juiz e afirmou que não há infrações ou desvios de conduta nas conversas com procuradores da Lava Jato. O ministro também apontou a existência um grupo criminoso criado para invalidar condenações, prejudicar investigações em curso e atacar as instituições.

— Várias pessoas lendo essas mensagens não identificaram ilícitos, ilegalidades ou qualquer desvio ético. Na tradição jurídica brasileira não é incomum que juiz converse com advogado, policia. E no caso do juiz criminal é comum que receba delegados e procuradores e converse sobre diligências que serão requeridas. Isso é absolutamente normal — disse Moro.

Moro veio ao Senado prestar esclarecimentos sobre o vazamento de supostas mensagens trocadas com integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato enquanto ainda era juiz. A reunião começou às 9h18. O ministro tinha 30 minutos para sua exposição inicial, mas usou pouco mais de 20 minutos em sua explanação. Durante sua fala, ele ressaltou que não pode confirmar a autenticidade pois não tem mais acesso às mensagens. Disse que seu celular foi hackeado e que não utiliza o aplicativo Telegram desde 2017.

— Eu saí do Telegram e não tenho essas mensagens para afirmar se são autênticas ou não. Tem algumas coisas que eventualmente posso ter dito. E algumas que me causam estranheza. Mas vejo que podem ser parcialmente adulteradas. Por isso, desde o início sempre nos referimos como supostas mensagens, pois não tenho como verificar a legitimidade de material — disse.

Sobre o ataque a seu celular, Moro contou que a invasão está sendo apurada pela Polícia Federal e afirmou que não “nenhum receio do que tem dentro do aparelho”. Para ele, não foi ação de um hacker isolado, mas de um grupo criminoso.

— Quem faz essas operações de contra inteligência não é um adolescente com espinhas, mas um grupo estruturado. Isso é um ataque a instituições — avaliou o ministro.

Segundo reportagem do The Intercept Brasil, o ex-juiz mantinha colaboração com procuradores durante a Operação Lava Jato, prática que seria contrária ao que manda a Constituição. Moro disse que se colocou à disposição da CCJ para esclarecimentos por conta do sensacionalismo que está sendo feito sobre as notícias veiculadas pelo site. Moro disse que o site violou regras do jornalismo e reclamou de não ter sido ouvido antes da publicação das matérias.

O ministro saiu ainda em defesa da Lava Jato ao afirmar que a operação “foi responsável pela quebra no padrão de impunidade no Brasil”.

Antes da exposição inicial de Moro, o senador Humberto Costa (PT-PE) pediu esclarecimentos sobre quais condições os senadores ouvirão as explicações de Moro, como investigado ou convidado. A senadora Simone Tebet esclareceu que Moro não comparece à CCJ nem como testemunha, nem como investigado, e sim como uma autoridade que veio voluntariamente à Casa para fazer esclarecimentos.

Em seguida começaram os questionamentos dos senadores. Conforme explicou a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS), os senadores inscritos, intercalados por ordem de partido, terão cinco minutos para perguntas. O ministro terá o mesmo tempo para resposta e, depois serão mais dois minutos para réplica e tréplica.

Vazamentos

As primeiras reportagens apontando para a troca de mensagens entre Moro, o procurador Deltan Dallagnol e outros integrantes da força-tarefa por meio do aplicativo Telegram sobre procedimentos e decisões em processos foram publicadas no dia 9 deste mês pelo site The Intercept Brasil. O ministro se ofereceu a vir voluntariamente ao Senado depois que o senador Angelo Coronel (PSD-BA) apresentou requerimentos para que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) ouvisse Moro e Dallagnol.