No contexto da cúpula do G20, os líderes das principais economias mundiais acordaram neste sábado (29/06) em fechar um pacto sobre a mudança climática, semelhante ao firmado em 2018.
“Teremos um texto semelhante ao da Argentina, uma declaração 19+1”, informou a chefe de governo da Alemanha, Angela Merkel, a repórteres reunidos em Osaka, aludindo também ao fato de que, mais uma vez, os Estados Unidos se recusam a participar.
O país alega aceitar a determinação dos demais 19 membros do grupo em combater a mudança climática, porém sem se comprometer, acrescentou Merkel.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, confirmou que os líderes haviam encontrado campo comum na proteção climática, apesar de “grandes diferenças” em suas visões. Por outro lado, todos os 20 confirmaram a necessidade de uma política comercial livre, justa e não discriminatória.
“A economia global continua a enfrentar riscos de prejuízos enquanto persistem as tensões comerciais”, comentou o premiê. “Os líderes do G20 acordaram quanto à necessidade de os países-membros impulsionarem um forte crescimento econômico global” e, ao mesmo tempo, de estar de prontidão para adotar novas ações, se for preciso.
Abe mencionou ter enfatizado aos presidentes americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, a extrema importância de se empenharem em discussões construtivas, a fim de resolver suas tensões comerciais.
Em seguida às deliberações conjuntas, o ministro chinês do Exterior, Wang Yi, declarou numa coletiva de imprensa ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres: “A nosso ver, a mudança climática determinará o destino da humanidade, portanto é imperativo que nossa geração faça as escolhas corretas.”
A chanceler federal alemã louvou o Acordo do Clima firmado em 2016 em Paris, frisando que “esse processo não pode ser revertido”. Além disso, alguns dos líderes presentes em Osaka teriam expressado disposição de incrementar seus esforços para reduzir os gases-estufa, visando “emissões zero” até 2050.
No encontro anterior do G20, em Buenos Aires, a maior parte dos países participantes reafirmara seu respaldo ao decisivo Acordo de Paris para o enfrentamento da mudança climática global, declarando-o “irreversível” e comprometendo-se a sua “implementação integral”.
Os EUA, porém, representados por Trump, retiraram-se do Acordo de Paris, afirmando “seu forte comprometimento com o crescimento econômico e acesso e segurança em relação à energia”.
Documento de renovação foi assinado durante cerimônia realizada sexta-feira (28), no Palácio do Buriti
Por Lucíola Barbosa
Com o objetivo de renovar o convênio para utilização do sistema Legisdata, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) oferece gratuitamente ao Governo do Distrito Federal, o governador em exercício, Paco Britto, recebeu representantes da diretoria da confederação, durante reunião no Palácio do Buriti, na tarde desta sexta-feira (28). Na oportunidade, foi assinado documento referendando o acordo. Também participou do encontro o secretário adjunto de Relações Institucionais, coronel Afonso.
Segundo explicou o gerente-executivo de assuntos legislativos da empresa, Marcos Borges de Castro, o Legisdata é um banco de dados diferenciado. “O sistema foi criado na CNI para atender a demanda do interesse da indústria brasileira”, resumiu. A defesa de interesses, detalhou, passa a ser mais efetiva, pois será possível acompanhar todas as proposições identificadas como de interesse de quem utiliza o sistema.
Entre as instituições de grande porte que utilizam o sistema, destacam-se a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dez federações da indústria,
Como funciona
O Legisdata é uma ferramenta que proporciona o controle das proposições legislativas de interesse de quem o utiliza. Contém informações sobre a tramitação, sínteses executivas, íntegras dos textos e pareceres indicativos do posicionamento, além de fazer relatórios. São quase 25 anos de trabalho desde a criação do sistema.
A bandeira tarifária utilizada como referência nas contas de luz do mês de julho será a amarela. O anúncio foi feito nesta sexta (28) em comunicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a medida, as cobranças terão um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.
O adicional retorna às contas após a autoridade reguladora ter definido bandeira verde em junho, situação em que não é cobrado acréscimo nas contas. No comunicado, a Aneel justificou a bandeira amarela pelo fato de julho ser um mês “típico da seca nas principais bacias hidrográficas do país”.
“A previsão hidrológica para o mês sinaliza vazões abaixo da média histórica e tendência de redução dos níveis dos principais reservatórios. Esse cenário requer o aumento da geração termelétrica, o que influenciou o aumento do preço da energia (PLD) e dos custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) em patamares condizentes com o da Bandeira Amarela”, justificou a agência.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias tem três cores, a verde, a amarela e a vermelha (nos patamares 1 e 2), que indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.
O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o preço da energia. Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.
No dia 21 de maio, a Aneel aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. Com os novos valores, caso haja o acionamento da bandeira amarela, o acréscimo cobrado na conta passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e no patamar 2, passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. A bandeira verde não tem cobrança extra.
A Secretaria de Saúde registrou uma queda de quase 50% no número de casos suspeitos e de casos novos de dengue nas duas últimas semanas, em comparação com a Semana Epidemiológica n° 25 (de 16 a 22 de junho). Nesse período, foram contabilizados 35.523 casos de dengue, sendo que 96,9% deles ocorreram em residentes do Distrito Federal.
Houve 31 óbitos (dois a mais do que na semana anterior), 47 casos graves que sobreviveram e 619 ocorrências de dengue com sinais de alarme. A Região de Saúde Norte apresentou o maior número, com dez óbitos (32,3%).
Para manter a tendência de queda de casos e notificações, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde irá intensificar as visitas domiciliares, preparar cursos de entomologia (sobre insetos), fazer parcerias para montar um laboratório de entomovirologia (para verificar os vírus circulantes entre os mosquitos) e ampliar a cobertura de armadilhas.
“Precisamos contar com a participação de toda a população no controle do vetor, que causa não só a dengue, mas a zika e a chikungunya”, pediu o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero. Ele lembrou que, durante o processo de combate ao mosquito transmissor da doença, a Secretaria de Saúde mobilizou mais de 3 mil pessoas. Valero enumerou: “Inspecionamos cerca de 900 mil imóveis utilizamos 40 máquinas fumacê contra o mosquito adulto, mobilizamos mais de 480 pessoas apenas da Divisão de Vigilância Ambiental”.
TENDAS
Atualmente, o DF está com sete tendas da força-tarefa para hidratação de pacientes com suspeita de dengue. Antes, eram dez, mas três foram desativadas, no Varjão, Estrutural e São Sebastião. As demais funcionarão até 30 de junho no Guará, Itapoã, Planaltina, Sobradinho II, Samambaia, Ceilândia e Brazlândia.
No período de 25 de maio a 26 de junho, as tendas de hidratação espalhadas por todo o DF atenderam 34.017 pessoas. Desse total, 23.303 estavam com suspeita de dengue, 7.221 receberam hidratação ou medicação e 651 precisaram ser levadas para hospitais. O atendimento vem apresentando declínio, conforme mostra o gráfico abaixo.
“As tendas cumpriram seu papel principal, que foi acolher e tratar os casos mais simples de suspeita de dengue,” confirmou o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Ricardo Ramos. Segundo ele, houve uma redução expressiva na procura por atendimento, justificando a desativação de todas as estruturas após o dia 30 de junho. Depois desta data, quem necessitar, deve procurar as unidades públicas de saúde.
Para aqueles que ainda buscam acolhimento nas tendas, a assistência é prestada por técnicos de enfermagem, enfermeiros e, quando necessário, são encaminhados para avaliação médica, que é soberana aos testes rápidos. Os pacientes com sintomas clássicos da dengue são acolhidos, fazem os exames para a confirmação da doença (se necessário), recebem hidratação oral e tratamento para os sintomas.
REDUÇÕES
Devido ao atendimento nas tendas, as emergências dos hospitais apresentaram redução na procura. No Hospital Regional do Guará, a taxa de ocupação na Clínica Médica reduziu em 34,25% desde que foi instalada a tenda próxima à Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Guará. No Hran, depois de colocada a tenda no Varjão, houve uma redução de 12%. O Hospital do Guará estimou melhora em 38%, e o Hospital do Paranoá, em 40%.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do DF, coronel Emilson Ferreira, relatou que a corporação já atua contra a dengue há três anos. “Colocamos mais de 2 mil militares atuando exclusivamente nas tendas, visitamos mais de 72 mil casas e tratamos mais de 40 mil imóveis”, contabilizou.
FORÇA-TAREFA
A Secretaria de Saúde recebeu o suporte de uma força-tarefa no combate ao mosquito Aedes aegypti. Contribuíram, nesse reforço, Casa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Marinha, Aeronáutica, Exército, SLU e Defesa Civil.
Atualmente, a Secretaria de Saúde conta com o trabalho de inspeção de aproximadamente 470 agentes em campo, entre servidores da Vigilância Ambiental, SLU e profissionais cedidos. Cada agente inspeciona uma média de 20 casas por dia.
A continuidade da tarefa de combate às arboviroses continua sendo executada pela saúde, com a colaboração da Defesa Civil, por meio do número de telefone 199, destinado a receber denúncias sobre espaços com acúmulo de lixo e de água. “A Defesa Civil se incorporou ao processo de combate à dengue, com ações rápidas e de prevenção ao mosquito”, confirmou o subsecretário de Proteção e Defesa Civil do DF, coronel Sérgio Bezerra.
O Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) concluíram a negociação e fecharam nesta sexta-feira (28) o acordo de livre comércio entre os dois blocos. Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo representará um incremento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos.
De acordo com o ministério, esse valor pode chegar a US$ 125 bilhões se se considerarem a redução das barreiras não tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção. O aumento de investimentos no Brasil, no mesmo período, será da ordem de US$ 113 bilhões. Com relação ao comércio bilateral, as exportações brasileiras para a UE apresentarão quase US$ 100 bilhões de ganhos até 2035.
Em nota conjunta dos ministérios da Economia e das Relações Exteriores, o governo brasileiro destaca que o acordo é um marco histórico no relacionamento entre o Mercosul e a União Europeia, que representam, juntos, cerca de 25% do PIB mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. “Em momento de tensões e incertezas no comércio internacional, a conclusão do acordo ressalta o compromisso dos dois blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade”, diz a nota.
O acordo entre os dois blocos foi fechado após dois dias de reuniões ministeriais em Bruxelas, ontem (27) e hoje. Representaram o Brasil os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.
“O acordo comercial com a UE constituirá uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Pela sua importância econômica e a abrangência de suas disciplinas, é o acordo mais amplo e de maior complexidade já negociado pelo Mercosul”, ressalta o governo brasileiro.
Em publicação no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro, destacou a liderança do embaixador Ernesto Araújo e parabenizou também as equipes da ministra Tereza Cristina e do ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo empenho no fechamento do acordo. “Histórico!”, escreveu Bolsonaro na rede social. “Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia.”
Acordo
O acordo cobre temas tanto tarifários quanto de natureza regulatória, como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual. Conforme nota do governo federal, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas e café solúvel. Os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros produtos. O acordo também reconhecerá como distintivos do Brasil vários produtos, como cachaças, queijos, vinhos e cafés.
As empresas do país serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais. Segundo o governo brasileiro, serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já têm acordos de livre comércio com a União Europeia.
O acordo garantirá ainda acesso efetivo em diversos segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e serviços profissionais e financeiros. Em compras públicas, empresas brasileiras obterão acesso ao mercado de licitações da União Europeia, estimado em US$ 1,6 trilhão. Os compromissos assumidos também vão agilizar e reduzir os custos dos trâmites de importação, exportação e trânsito de bens.
O governo brasileiro destaca ainda que o acordo propiciará um incremento de competitividade da economia brasileira ao garantir, para os produtores nacionais, acesso a insumos de elevado teor tecnológico e com preços mais baixos. “A redução de barreiras e a maior segurança jurídica e transparência de regras irão facilitar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor, com geração de mais investimentos, emprego e renda. Os consumidores também serão beneficiados pelo acordo, com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos”, diz a nota.
Balança comercial
Desde 1999, os integrantes do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e os 28 países da União Europeia iniciaram negociações para um acordo de livre comércio. As conversas foram interrompidas em 2004 e retomadas em 2010.
A União Europeia é o segundo parceiro comercial do Mercosul, atrás da China, e o primeiro em matéria de investimentos. Já o Mercosul é o oitavo principal parceiro comercial extrarregional da União Europeia.
A corrente de comércio birregional foi de mais de US$ 90 bilhões em 2018. Em 2017, o estoque de investimentos do bloco europeu no bloco sul-americano somava cerca de US$ 433 bilhões.
Os sul-americanos vendem, principalmente, produtos agropecuários. Já os europeus exportam produtos industriais, como autopeças, veículos e farmacêuticos.
No ano passado, o Brasil registrou comércio de US$ 76 bilhões com a União Europeia e superávit de US$ 7 bilhões. As vendas para esse bloco totalizaram mais de US$ 42 bilhões, aproximadamente 18% do volume exportado pelo país.
O Brasil destaca-se como o maior destino do investimento externo direto (IED) dos países da União Europeia na América Latina, com quase metade do estoque de investimentos na região. O Brasil é o quarto maior destino de IED do bloco europeu, que se distribui em setores de alto valor estratégico.
Balanço sobre os números da dengue divulgado hoje (28) pelo Governo do Distrito Federal contabiliza 31 mortes na região em decorrência do surto da doença neste ano. De um total de 35.523 notificações registradas até o momento, 31.154 são de “casos suspeitos”. Destes, 666 já foram confirmados, dos quais 4,65% (31 casos) resultaram em morte.
De acordo com o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, “o alto percentual de mortes se deve à maior predominância do tipo 2 da doença, que apresenta maior taxa de mortalidade”. O subsecretário não informou o percentual do tipo mais grave da doença, entre os casos confirmados.
Desde janeiro, mais de 3 mil profissionais foram mobilizados para combater os focos, e 12 mil amostras de lavas do mosquito Aedes aegypti foram encontradas. “Tratamos mais de 45 mil imóveis”, informou o comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do DF, Emilson Ferreira.
Ele ressaltou que uma linha telefônica (199) foi disponibilizada tanto para solicitação de equipe como para a obtenção de informações sobre os postos de saúde que atendem casos da doença. Por meio do 199, as autoridades pretendem estimular denúncias de espaços com acúmulo de lixo que possibilitem a proliferação do mosquito
Segundo o secretário de Atenção Integral à Saúde, Ricardo Ramos, as tendas da força-tarefa que foram montadas para hidratar pacientes com suspeita de dengue começaram a ser desativadas, uma vez que a doença já passou pelo período de pico e, por consequência, o número de casos começou a diminuir.
Das 10 tendas armadas, três foram desativadas nas localidades do Varjão, da Estrutural e de São Sebastião. As demais tendas continuam funcionando no Guará, Itapoã, Planaltina, SobradinhoII, Samambaia, Ceilândia e Brazlândia. “Comparando com o início do surto, tivemos uma queda de quase 50% no número de atendimentos por dengue”, disse Ramos.
Ramos informou que os usuários podem procurar qualquer unidade de saúde do DF. “Primeiramente as unidades básicas de saúde (UBSs), depois as unidades de pronto atendimento (Upas) ou hospitais. Além disso, disponibilizamos, por meio do número 199, vários pontos de referência em cada região, onde os usuários podem procurar as unidades preparadas para fazer o atendimento”, acrescentou.
O secretário informou que, entre 25 de maio e 26 de junho, foram feitos 34.017 atendimentos nas tendas, dos quais 23.303 foram classificados como suspeitos, e 7.221 receberam hidratação. Destes, 651 tiveram de ser encaminhados aos hospitais, para tratamento.
“As ações da vigilância sanitária continuarão e principalmente o manejo ambiental [evitar acúmulo de lixo e água parada], que é a principal forma de evitar novos casos de dengue”, disse o secretário de Saúde.
Nomeações de 19 delegados e 9 papiloscopistas serão publicadas no Diário Oficial do DF desta sexta-feira (28)
Por Ana Luiza Vinhote
O governador Ibaneis Rocha nomeou, na noite desta quinta-feira (27), 28 servidores para o quadro de pessoal da Polícia do Civil do Distrito Federal (PCDF). São 19 delegados e 9 papiloscopistas que aguardavam nomeação desde 2014. O decreto será publicado nesta sexta (28) no Diário Oficial do DF.
Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública, Anderson Torres, os novos delegados devem ser encaminhados para as delegacias descentralizadas do DF. “Juntamente com o diretor-geral da Polícia Civil, Robson Cândido, estamos cada vez mais integrados nos projetos de força de segurança”, disse.
Em março deste ano foram nomeados um delegado e duas papiloscopistas. Também participaram do ato os secretários de Fazenda, André Clemente, e da Casa Civil, Valdetário Monteiro.
Ação, programada para sábado e domingo (29 e 30), é direcionada a pessoas que, contempladas com editais de venda direta a partir de 2017, ainda têm pendências
Iniciado em 2017 no Distrito Federal, o Programa de Venda Direta da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), com vistas à regularização fundiária de milhares de famílias que vivem em imóveis de parcelamentos irregulares e sem escritura definitiva, ainda gera dúvidas por parte dos moradores. De lá para cá, houve alterações na regulamentação sobre a venda direta, ampliando e simplificando o processo. Moradores de Vicente Pires estão entre os primeiros a contar com orientação da Terracap, que fará plantão no sábado (29) e no domingo (30), das 9h às 17h, na sede da administração regional local. Na oportunidade, poderão sanar as pendências os moradores do Trecho 3 de Vicente Pires que, contemplados nos editais de venda direta de 2017, 2018 e 2019, não tiveram suas propostas habilitadas.
Somente nesse trecho de Vicente Pires, antiga Colônia Agrícola Samambaia, há 3,3 mil lotes disponibilizados para regularização. Embora 90% dos residentes tenham apresentado proposta de compra junto à Terracap, aproximadamente 1,4 mil têm pendências documentais que não lhes permitem regularizar os lotes. São muitos os casos, entre os quais falta de comprovante de renda, divórcio sem formal de partilha, herança sem inventário, ausência da certidão negativa de IPTU, e falta de comprovante de residência anterior a 2016.
Prioridade
O diretor de comercialização, de Terracap, Júlio César Reis, reitera que a regularização fundiária é prioridade absoluta do Governo do Distrito Federal (GDF) e que a companhia está buscando outras formas de auxiliar os moradores que não conseguiram se enquadrar nas regras antigas do Programa de Venda Direta.
“A nova regulamentação permite solucionar a grande maioria dos ocupantes que não foram habilitados no passado”, explica o diretor. “Além disso, a apresentação de documentação faltante por parte dos residentes é o problema de diversos processos. A nossa equipe quer orientar exatamente esse público”.
Um dos entraves solucionados é acerca do marco temporal. A Lei nº 13.465, de 11 de julho de 2017, não permitia a regularização fundiária de imóveis ocupados após 22 de dezembro de 2016. Agora, para aderir ao Programa de Venda Direta, basta comprovar que o imóvel tenha sido edificado e ocupado até aquela data.
Outra novidade é a oferta, por instituições financeiras como o BRB e a Poupex, de linhas de crédito exclusivas para quem pretende comprar ou regularizar o lote no Distrito Federal. Buscar recursos diretamente aos bancos e pagar à vista para a Terracap dá direito a desconto de 25%.
Para aqueles que querem financiar via Terracap, as condições de pagamento se estendem a até 240 meses. E, para comprovar capacidade financeira – dificuldade encontrada por alguns ocupantes –, pode-se compor renda com outro integrante da família, apresentar Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore) em caso de autônomos ou mesmo a declaração do Imposto de Renda (IRPF). “Há soluções desconhecidas pela população, e queremos ajudar”, ressalta Júlio César Reis.
Serviço
Mutirão de atendimento a moradores contemplados nos editais de venda direta do trecho 3 de Vicente Pires (antiga Colônia Agrícola Samambaia) e que têm pendências documentais junto à Terracap Onde: Administração de Vicente Pires – Rua 04 A, Travessa 04 – Área Especial 1, Módulo 4 Quando: Sábado (29) e domingo (30), das 9h às 17h
Os dois presidentes participam da reunião do G20, em Osaka
Por Yara Aquino
No Japão, onde participam da reunião do G20, os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, dos Estados Unidos, tiveram, hoje (28), uma reunião bilateral onde trataram de temas como a relação comercial entre os dois países, a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a situação da Venezuela.
“A OCDE foi tema nesse encontro, e falou-se também da Venezuela, dos aspectos que podem ser elevados por ambos os países para uma solução democrática e duradoura na Venezuela. Falou-se das possibilidades de apoio e interlocução entre os países sob o ponto de vista comercial e sob outros pontos de vista”, disse o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros.
No final de maio, os Estados Unidos decidiram apoiar formalmente a entrada do Brasil na OCDE. O anúncio oficial do apoio foi dado durante a reunião do órgão, em Paris. Na ocasião, o presidente Bolsonaro postou no Twitter mensagem afirmando que o suporte norte-americano é “fruto da confiança no novo Brasil”.
Macron
Bolsonaro também se reuniu com o presidente da França, Emmanuel Macron. Os dois conversaram durante cerca de 30 minutos sobre temas como o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o Acordo de Paris, meio ambiente e temas referentes à fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.
O presidente Bolsonaro convidou Macron para visitar o Brasil, em especial a Região Amazônica. “A fim de que essa visita possa colaborar para uma narrativa verdadeira a respeito do esforço que o presidente Bolsonaro vem realizando junto com o governo para que o meio ambiente seja preservado no nosso país, como sempre foi, mas também termos a possibilidade de agregarmos a esse processo de preservação o desenvolvimento socioeconômico”, disse Otávio Rêgo Barros.
OCDE
O presidente Jair Bolsonaro ainda esteve com o secretário-geral da OCDE, José Angel Gurría Treviño, e, segundo o porta-voz, há uma expectativa “extremamente positiva” em relação a entrada do Brasil na instituição.
“Existe uma seleção de países e há uma cronologia dessa seleção, mas o Brasil está muito bem posicionado, porque atende a maioria dos pré-requisitos que são apresentados por aquela organização”, explicou.
O ingresso de um país ao grupo de nações que compõem a OCDE traz benefícios em vários setores, especialmente na atração de investimentos.
Na agenda de Bolsonaro no Japão ainda teve um encontro com o presidente do Banco Mundial, David Malpass, e uma reunião informal do Brics, grupo de países que reúne Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul.
Em casa, já sente os benefícios do procedimento: “sem insulina”
A paciente Eliete Alves da Costa Barros, a primeira a passar pela cirurgia para tratar o diabetes do tipo 2 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), recebeu alta do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), nesta quinta-feira (27), apenas dois dias após o procedimento.
“Estou tranquila. Sinto um pouco de dor, mas o médico disse que é normal. Mas estou muito animada. Desde segunda-feira, não uso a insulina e, mesmo assim, minhas taxas estão baixando. É provável que, em dois meses, eu não esteja tomando mais nenhuma medicação”, comemora ela, já em casa.
Como a intervenção é minimamente invasiva, a recuperação costuma ser rápida. “Nos próximos 15 dias, não poderá fazer nenhum esforço físico”, informou o médico responsável pelo procedimento e coordenador do Serviço de Cirurgia do Diabetes do Distrito Federal, Renato Teixeira. Depois da cirurgia, a equipe multiprofissional do Hran continuará acompanhando a paciente por, aproximadamente, um ano.
De acordo com Teixeira, a paciente não respondia ao tratamento clínico contra a doença, que continuava a evoluir e com risco de causar uma cegueira.
Muito religiosa, Eliete comemora o fato de o novo método poderá ajudar muita gente. “Fui a primeira, mas não sou a única com essa doença. Então, saber que outras pessoas poderão ser beneficiadas me deixa muito feliz. É um recomeço de vida”, diz.
FUTURO
Outra paciente deve passar pelo procedimento em breve. Eliana da Conceição Amaral, 46 anos, tem apenas mais uma consulta pela frente para que a cirurgia seja marcada.
O diabetes veio com a primeira gestação, há 20 anos. Desde então, os medicamentos, a restrição alimentar e o medo das complicações passaram a fazer parte da sua rotina. “Muita gente da minha família tem a doença. Minha avó e uma tia precisaram amputar dedos dos pés por causa do diabetes. Minha mãe está quase cega, tem insuficiência renal e problemas cardíacos também por causa do problema. Meu pai morreu de AVC e também tinha diabetes”, relata.
No caso dela, algumas consequências já podem ser observadas. “Minhas vistas estão prejudicadas e tenho pouca sensibilidade nos dedos dos pés”, conta ela, que já se considera vitoriosa por ser a próxima beneficiada com a cirurgia.
Eliana foi uma das pessoas que acompanhou a cirurgia realizada em Eliete, transmitida ao vivo para convidados, na última terça-feira (25). “Inclusive, ouvi o relato do governador Ibaneis, que disse ter passado por este mesmo procedimento há alguns anos e, desde então, está livre de medicamentos”, ressalta.
PROCEDIMENTO
(Foto: Breno Esaki – Saúde/DF)
Na cirurgia, considerada minimamente invasiva, o estômago é cortado em duas partes. Depois, o intestino é cortado em forma de Y e uma dessas partes é ligada ao estômago. Assim, o alimento é desviado para mais próximo do final do intestino.
Antes, a cirurgia era realizada no Brasil como pesquisa e de forma experimental, apenas na rede privada. Contudo, em 2018, o Conselho Regional de Medicina (CRM), pela Resolução n° 2.172, autorizou a inserção do tratamento cirúrgico para o diabetes.
As vantagens da cirurgia incluem: um controle efetivo dos níveis de glicemia; diminuição importante da mortalidade, doenças renais, cegueira, amputações e custos para o SUS; na maioria dos casos, representa uma retirada dos medicamentos, incluindo insulina; além do aumento na qualidade de vida do paciente e sua reinserção na vida social saudável.
DIABETES
É uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, sendo a primeira causa de morte não traumática no mundo. Entre as complicações relacionadas à doença, é possível citar cegueira, infarto, insuficiência renal, entre outras complicações.
Existem o tipo 1 e o tipo 2 da doença. No tipo 1, a pessoa já nasce com ela devido a alterações no pâncreas. No tipo 2, a pessoa adquire a doença devido, geralmente, à predisposição e associação à obesidade.
No Brasil, a cada mil pessoas com diabetes do tipo 2, um total de 27 morrem, por ano, devido a infarto do miocárdio. Metade das pessoas com diabetes do tipo 2 vão desenvolver doença renal grave. Aproximadamente, 80% das pessoas em hemodiálise têm diabetes. Além disso, um paciente, a cada dez, terá comprometimento grave da visão. A amputação é 20 vezes mais comum em pacientes com diabetes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou estado de epidemia para a doença, devido ao grande aumento no número de casos diagnosticados por ano, sendo projetado um aumento de cerca de 70% em 15 anos se nada for feito.