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Torneio de Tênis em Cadeira de Rodas vai até este domingo em Brasília

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Por Kamilla Cerbino*

O Brasília Open, torneio de Tênis em Cadeira de Rodas, vai até este domingo (7) no Brasília Country Club. A competição é realizada pela Confederação Brasileira de Tênis, e a entrada é gratuita.
O torneio é disputado em quatro categorias de nível ITF 2 (de maior pontuação da América Latina) – Open Masculino, Open Feminino, Quad e Júnior. Além dos brasileiros, participam atletas dos Estados Unidos, da Argentina, Guatemala, do Reino Unido, Canadá, Peru e Chile.

Segundo o coordenador-geral do Confederação Brasileira de Tênis, Flávio Santos, são cerca de 62 atletas na competição “Temos a participação de vários atletas brasileiros e de outros países, para que os melhores possam garantir sua vaga nos Jogos Paralímpicos do Japão”.

A atleta Ana Caldeira disse que seu principal objetivo na competição, é somar pontos para representar o Brasil no mundial. “Quero passar algumas rodadas no torneio e somar pontos para representar o Brasil em um mundial ou uma Paralimpíada”. Para ela, o tênis em cadeira de rodas tem recebido grande reconhecimento no país.

O atleta Jadiel Sousa, que está em seu 5° torneio este ano, afirmou que fará tudo para chegar às finais.

Rafael Medeiros, que joga há 14 anos, disse que quer também atingir boa pontuação para ir à Paralimpíada de Tóquio. Acrescentou que, com a prática do tênis, se sente saudável tanto fisicamente quanto mentalmente.

Gustavo dos Santos está em seu primeiro torneio e tem muita expectativa para os jogos Paralímpicos de Tóquio “Tenho a esperança de ficar com uma boa classificação e ir para o meu primeiro mundial”.

Os atletas buscam classificação para os Jogos Pan-americanos de Lima, no Peru. Na próxima segunda-feira (8), a Confederação Brasileira de Tênis divulgará um ranking, que serve como ponto de corte para os atletas em busca de vagas.

*Estagiária, sob a coordenação da editora Graça Adjuto

GDF antecipa cronograma de obras na Rodoviária

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Obras na Rodoviária têm apoio da população do DF. Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasilia

É a primeira vez em 60 anos que o monumento passará por obras de reforço estrutural, que contarão com tecnologia de ponta

O Governo do Distrito Federal, por meio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), vem fazendo uma corrida contra o tempo para que a recuperação estrutural da Rodoviária do Plano Piloto ocorra rapidamente, com menos impacto às pessoas que transitam e trabalham no terminal.

Após a interdição de parte da plataforma superior, no dia 26 de junho, o Governo previu um prazo de 20 dias para dar início aos trabalhos. Mas o esforço de técnicos e engenheiros da Novacap vai permitir a antecipação da data e a recuperação do monumento começará na próxima semana.

A Novacap está finalizando a análise do material técnico a ser encaminhado às empresas. As propostas dos empreiteiros serão avaliadas considerando critérios de técnica e preço. A contratação da empresa vencedora será imediata, assim como o início do serviço.

Esta é a primeira vez em 60 anos que o monumento passará por obras de reforço estrutural. O Governo está investindo em tecnologia de ponta para garantir a segurança plena da Rodoviária, como fibra de carbono.

Ao mesmo tempo, as duas extremidades da cobertura da plataforma superior serão demolidas e reconstruídas nos mesmos moldes da arquitetura original. O trabalho de demolição começará simultaneamente ao de recuperação dos pilares, pois são obras separadas e uma não interfere na outra.

 

*Com informações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap)

Rodrigo Maia discorda de tratamento especial a policiais na Reforma

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diz que não pelo simbolismo policiais não devem ser beneficiados na Reforma da Previdência (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo)
Presidente da Câmara diz que todos precisam contribuir com Previdência

Por Camila Boehm

O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia disse nesta sexta-feira (5), em evento na capital paulista, que todas as categorias precisam contribuir com esforços para viabilizar a Reforma da Previdência. A resposta veio após ser questionado sobre apelo do presidente Jair Bolsonaro para que as reivindicações dos policiais no texto da reforma fossem atendidas pelo menos em parte.
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“Se uma parte pequena dos brasileiros, não é pelo valor da economia que vai ser perdida se os policiais federais ficarem fora, mas é o simbolismo de você tirar um grupo do esforço que milhões de brasileiros estão fazendo”, disse Maia. “Se a gente tira uma parte, por mais que não seja grande, dá sinalização para os outros que não é de fato o discurso que se fez desde o início por parte do governo, que era uma reforma igual para todos”, acrescentou.Maia disse que o parlamento está aberto para dialogar e construir soluções, citando tentativa de oferecer à polícia uma regra de transição parecida como o regime próprio, que é o regime atual dos servidores públicos. “Porque isso [regime diferenciados para as categorias] pode gerar uma sinalização ruim para a sociedade, mas, pior, pode gerar um efeito dominó, onde cai a primeira peça e vão caindo todas ao longo das votações dos destaques na terça ou quarta-feira.”“Acho que o que o presidente está querendo dizer é que ele quer construir uma solução para as polícias. Não sei se é fácil, não sei se é simples, lavar as mãos e tirar as polícias eu acho que não é uma posição que nós devemos defender. Vamos ver dentro do texto, dependendo do que o presidente proponha, do que o líder do governo proponha, o PSL proponha, ver se a gente consegue construir algo”, ponderou.Maia explicou que um dos pedidos dos policiais é garantir o modelo de paridade e integralidade dos salários até o ano de 2019. “O relatório do deputado Samuel Moreira está remetendo ao projeto de lei complementar 51, que trata da regulamentação dos policiais e que tem uma ação da Justiça que garante essa integralidade, essa paridade, até 2013. Estendê-la até o final agora [até 2019] dá um benefício que nenhuma outra categoria tem”.

De acordo com ele, os servidores do regime próprio já perderam integralidade e paridade desde 2004. “Só tem integralidade e paridade aqueles que ingressaram no serviço público até o ano de 2003, então estender por um acordo – essa era a proposta – até 2019 me parece uma distorção em relação àquilo que os outros servidores têm de direito nas suas aposentadorias”.

Maia ressaltou que a inclusão dos estados na reforma inviabiliza sua aprovação. “Nós temos de 50 a 60 deputados que hoje não votam a reforma com a inclusão de estados e municípios”, acrescentando que a inclusão neste momento é um risco de perder a votação no plenário da casa. Maia acredita que já tem acima de 308 deputados para aprovação no plenário.

Em defesa da aprovação da reforma, ele disse que esta é a “garantia de um sistema que vai pagar o salário dos servidores em dia, as aposentarias e as pensões em dia e vai garantir um equilíbrio atuarial do sistema, dando conforto para que os investidores brasileiros e estrangeiros voltem a fazer investimentos de longo prazo no Brasil”. Segundo ele, “qualquer mexida [no que foi aprovado ontem] pode gerar uma posição diferente por parte daqueles que estão apenas aguardando a reforma da Previdência para voltar a fazer investimentos de longo prazo”.

Presa quadrilha com ingressos falsificados para final da Copa América

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Por Douglas Corrêa

A Delegacia do Consumidor (Decon) prendeu, nessa sexta-feira (6) à tarde, cinco homens acusados de venda de ingressos falsos para a final da Copa América, que ocorre neste domingo (7), no Estádio do Maracanã, entre as seleções do Brasil e Peru. A prisão da quadrilha teve o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), grupo de elite da Polícia Civil.
Os agentes chegaram ao grupo a partir da denúncia de uma mulher que negociava pela internet a compra de dois ingressos para a decisão da Copa América. Desconfiada, ela marcou com um dos supostos vendedores nas proximidades da Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, na zona norte da cidade. Ao perceber que o ingresso parecia falso, ela acionou uma equipe da Core que passava na hora e encaminhou o suspeito com a vítima para a Decon.

A partir de informações repassadas por ele, os demais integrantes do grupo foram pesos próximo ao Terreirão do Samba, no centro da cidade, com 21 ingressos falsificados e prontos para serem comercializados.

As investigações indicam que os bilhetes para a decisão da Copa América estavam sendo vendidos no valor de R$ 500 a R$1.500. Os cinco acusados foram presos e autuados em flagrante e vão responder por estelionato, formação de quadrilha e receptação.

Detran-DF altera trânsito em vias do Plano Piloto neste fim de semana

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Motivo da mudança é a realização da 6ª Parada do Orgulho LGBT, que ocupará vias do Sudoeste

Neste domingo (07/07), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizará interdições na região do Sudoeste entre 15h e 22h, devido ao evento da 6ª Parada do Orgulho LGBT.

A concentração está marcada para ter início a partir das 15h, na Terceira Avenida, altura do Setor de Oficinas. A previsão é de que a passeata tenha início às 18h e seja encerrada às 22h.

O trajeto prevê a passagem de trio elétrico e de participantes do evento pela Terceira Avenida, contornando o Parque do Sudoeste, passando em frente ao Pão de Açúcar e, em seguida, pela Avenida das Jaqueiras, voltando ao local de origem pela Via S1.

As equipes de fiscalização realizarão fechamentos momentâneos durante o trajeto do trio, liberando o trânsito logo em seguida. A estimativa de público é de 300 pessoas.

 

*Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal

DF tem alto crescimento no número de casos de presença de escorpiões

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Por Jonas Valente

De janeiro a junho deste ano, a Vigilância Ambiental do Distrito Federal recebeu 824 notificações de acidentes envolvendo escorpiões. Em todos os meses de 2018, foram registrados, no Distrito Federal, 1.229 casos. Passada a metade do ano, os 824 incidentes já representam 67% de todas as notificações feitas junto à Vigilância Ambiental nas regiões administrativas do DF no ano passado.
Na semana passada, uma criança de 4 anos morreu picada por um escorpião enquanto dormia. As reclamações têm se multiplicado na capital e em outros estados do país. Este não é um fenômeno apenas recente. Nos últimos anos, a incidência de episódios envolvendo escorpiões na capital tem aumentado. Em 2015 foram 514; em 2016, 887; em 2017, 955; e em 2018, 1.229.

A exemplo do DF, a ampliação dos acidentes envolvendo escorpiões é um fenômeno que ocorre no conjunto do país. O banco de dados de casos do Ministério da Saúde registrou 86.413 casos em 2015, 91.722 mil em 2016, 125.229 em 2017 e 156.702 em 2018.

Cuidados

Para evitar a presença de escorpiões, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal recomenda algumas medidas. Para quem mora em casas, é importante retirar entulhos, restos de construção e aglomeração de lixo, locais buscados por esses animais. Os escorpiões gostam também de espaços escuros e úmidos. Assim, é preciso fechar acessos a frestas, canos e instalações elétricas. Outro cuidado é verificar sapatos, toalhas, roupas e roupas de cama no momento de entrar em contato com esses objetos.

Uma recomendação para evitar a entrada em casa é a adoção de rodos duplos de borracha nas portas, telas nos ralos e janelas. Um chamariz importante de ser controlado são as baratas, alimento dos escorpiões.

Os moradores podem recorrer à vigilância ambiental do seu estado tanto para orientações de prevenção quando encontrarem um escorpião. Para o biólogo da Vigilância Ambiental do Distrito Federal Israel Martins, é importante que os moradores passem a adotar as medidas preventivas e também recorram às equipes da instituição.

“Pessoas precisam saber que há serviço de vigilância que pode auxiliar. No DF, temos 10 equipes. Se for dividir as 824 ocorrências de 2019 pelo número de equipes, dá menos de um por dia. Falta à população tomar mais conhecimento desse serviço e acreditar mais nas medidas preventivas”, disse o biólogo.

Além dessas medidas, em caso de alguém ser picado é preciso conferir se o hospital ou unidade de saúde para onde a pessoa pretende se deslocar tem soro antiescorpiônico. Secretarias de Saúde podem ter centros de informação toxicológica para fornecer orientações, que podem ser buscadas pelos interessados ou envolvidos nesses incidentes.

Justiça determina anulação de posse de cotista duplamente nomeado

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Após erro na aplicação da lei de cotas, justiça deu parecer favorável a candidata preterida em nomeação

Um erro no concurso da Fundação Universidade de Brasília (2015), para o cargo de médico veterinário, fez com que o certame fosse parar na justiça. Um candidato teve sua nomeação duplicada, fazendo com que uma candidata, também aprovada, se sentisse prejudicada. A justiça entendeu o erro e ordenou a nomeação da requerente, que estava em classificação subsequente, no lugar do outro.

Tudo isto porque, seguindo os ritos habituais do sistema de cotas raciais, o candidato aprovado se encontrava em duas listas, em 2º lugar como cotista e de em 8º na listagem de ampla concorrência. Pela regra, ele deve ser convocado pela oportunidade que lhe vier primeiro, no caso via cotas. Porém, perdeu o prazo e, consequentemente, o direito à posse. Contudo, ele foi novamente convocado via ampla concorrência.

Para o advogado responsável pela a ação, Max Kolbe, houve um erro claro de aplicação da Lei 12.990/2014.  “A lei garante que o candidato cotista possa figurar nas duas listas de classificação, para que seja nomeado pela lisa que mais lhe beneficiar. Entretanto, tal benefício não se estende à nomeação, ou seja, o candidato, caso não assuma a vaga decorrente da primeira nomeação, não tem o direito de permanecer na lista de ampla concorrência e ser novamente nomeado”, explica.

A juíza federal Edna Ramos, da 13ª Vara Federal Cível da SJD, acatou a argumentação, concedendo mandado de segurança para reconhecer a nulidade do ato de nomeação do candidato e a preterição da candidata, além de determinar sua nomeação e posse.

Kolbe alerta a importância de uma fiscalização intensiva nos concursos públicos, a fim de evitar outros erros como este. “Se não estivermos atentos, teremos outras injustiças como esta, na qual a legislação é clara e ainda sim não foi aplicada corretamente. A requerente poderia não ter observado o erro e perder a oportunidade da tão sonhada nomeação”, alerta o advogado.

UnB deixará de usar o Sisu em 2020

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Por Mariana Tokarnia

A Universidade de Brasília (UnB) deixará de adotar o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) a partir de 2020. O Exame Nacional do Ensino Medio (Enem), no entanto, não deixará de ser usado pela instituição. A diferença é que agora, os estudantes que quiserem concorrer a uma vaga na universidade deverão se inscrever em edital próprio da UnB e indicar o Enem como critério classificatório.

De acordo com a UnB, a nova seleção manterá o mesmo quantitativo de vagas que eram destinadas ao Sisu e será usada já no primeiro semestre do ano que vem. A inscrição para esse processo será gratuita, uma vez que o estudante já pagou para fazer a prova do Enem.

A publicação do edital ainda não tem data prevista. A mudança foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) em reunião no dia 27 de junho.

A UnB passou a adotar o Sisu em 2014 ofertando pelo sistema metade das vagas do processo seletivo do primeiro semestre, o que equivale a 25% do total de vagas ofertadas no ano pela universidade.

O Sisu é um programa do Ministério da Educação (MEC), que centraliza, duas vezes por ano, a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior. Para participar, o estudante precisa ter feito o Enem e não ter zerado a redação. Cada candidato pode escolher até duas opções de curso, que podem ser alteradas até o final do período de inscrição. Uma vez por dia, o sistema calcula a nota de corte com base nas inscrições feitas até então.

De acordo com nota divulgada pela UnB, há incompatibilidade entre o calendário acadêmico da universidade e o que é estabelecido pelo MEC. Segundo a instituição, o registro precisava ser feito em um prazo curtíssimo, o que sobrecarregava as áreas técnicas e entrava em conflito com outros processos seletivos da universidade.

Outro problema é o não preenchimento de todas as vagas oferecidas pelo Sisu, sendo necessárias várias chamadas, o que prejudica o início do semestre letivo. Além disso, de acordo com a UnB, a evasão entre os estudantes que ingressam via Sisu é maior. Após o primeiro ano na universidade, a permanência de calouros que ingressaram por outros processos seletivos é de mais de 90%. No caso do Sisu, esse índice é até 20% mais baixo.

Fim do SisUnB

Além do ingresso pelo Enem, os estudantes podem concorrer a vagas na Unb pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS), que é realizado ao longo dos três anos do ensino médio regular pelo vestibular. Os estudantes podem ingressar pelo PAS tanto no primeiro quanto no segundo semestre letivo. Metade das vagas ofertadas no ano são preenchidas por candidatos do PAS.

Já o vestibular é realizado apenas para ingresso no segundo semestre letivo e é reponsável pelo preenchimento de 25% das vagas ofertadas no ano pela UnB.

Com a nota em mãos, os estudantes que participavam da terceira etapa do PAS e do vestibular podiam ainda ingressar pelo chamado SISUnB, que funcionava de forma semelhante ao Sisu. Ou seja, o estudante tinha um período para verificar se poderia ser aprovado para o curso de preferência ou não e podia mudar a opção de curso, turno ou campus para aumentar as chances de ser aprovado.

O Cepe aprovou o fim da possibilidade dessas mudanças nesses dois processos seletivos. Os candidatos deverão indicar, na inscrição, o curso que pretendem cursar e o SiSUnB não será mais utilizado.

Bolsonaro diz que governo fez sua parte na reforma da Previdência

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Por Yara Aquino

O presidente Jair Bolsonaro ao comentar hoje (5) a aprovação do relatório da reforma da Previdência (PEC 6/19) na comissão especial da Câmara, disse que o governo fez sua parte e que é possível corrigir no plenário “possíveis equívocos”.

“Fizemos nossa parte. Entramos com o projeto, agora, o governo não é absoluto, não é infalível, algumas questões serão corrigidas, com toda certeza, junto ao plenário”.E completou “o comando agora está com o nosso presidente [da Câmara] Rodrigo Maia. Tenho certeza que vamos conversar, vamos trazer o Paulo Guedes [ministro da Economia] para conversar, também trazer demais lideranças. Estamos dispostos a conversar. Temos certeza que podemos corrigir possíveis, não digo injustiça, mas possíveis equívocos que por ventura ocorreram até o momento”, disse em entrevista a jornalistas após participar de cerimônia do Batalhão da Guarda Presidencial.

Bolsonaro não citou o que poderiam ser esses possíveis equívocos. Ele avaliou que o texto aprovado como um todo foi bom e disse considerar que “pouca coisa tem que ser mexida”.

Ontem (4), Bolsonaro fez um apelo para que fossem aprovadas regras diferenciada para a aposentadoria de militares, mas a mudança foi rejeitada pela comissão especial.

O presidente voltou a defender a necessidade da reforma da Previdência. “O governo tem que fazer de tudo para que essa previdência não morra. Uma boa previdência é aquela que vai ser aprovada e não comete injustiça com quem quer que seja, reconhecemos a especificidade de várias carreiras mas todos têm que contribuir com alguma coisa”.

Ao lado do presidente Bolsonaro, o líder do governo na Câmara, Major Victor Hugo (PLS-GO), disse que a provação foi uma vitória do país para construir uma “previdência mais justa e equilibrada”. O líder explicou que, em relação aos policiais militares e bombeiros, foi aprovado na comissão especial um destaque prevendo que a União fará uma lei complementar que vai tratar de normas gerais de aposentadoria e depois os Estados vão legislar sobre questões específicas.

Em relação às reivindicações de flexibilização na aposentadoria das outras carreiras militares, como a Polícia Federal, o líder disse foi feito um esforço para atendê-los, mas não foi possível. Ele ressaltou que talvez seja possível que isso ocorra em outro momento. “No momento da votação infelizmente não foi possível encontrar as expectativas com as possibilidades. Isso não que dizer que isso não vá agora no plenário, ou em outro momento. Não é defender privilégios”.

Ontem, a comissão especial da Câmara aprovou o relatório da reforma da Previdência e rejeitou por 31 votos a 17, a mudança nas regras de aposentadoria para agentes de segurança. Pelo texto aprovado, policiais federais, rodoviários federais e legislativos se aposentarão aos 55 anos de idade, com 30 anos de contribuição e 25 anos de exercício efetivo na carreira, independentemente de distinção de sexo.

Comemoração Militar

Bolsonaro participou nesta manhã da comemoração dos 196 anos da criação do Batalhão do Imperador e 59 anos de sua transferência para a capital federal. D. Pedro I criou o Batalhão do Imperador em janeiro de 1823 com a finalidade de consolidar a independência do Brasil e apaziguar revoltosos.

Com a transferência da capital federal para Brasília, em 1960, a unidade veio para o Planalto Central e passou a ter o nome de Batalhão da Guarda Presidencial.

Segurança

Ao ouvir de jornalista o questionamento se a Polícia Federal poderia ser mais qualificada para cuidar da segurança do presidente da República, Bolsonaro respondeu que confia totalmente no Gabinete de Segurança Institucional.

“Me sinto muito seguro, tranquilo. Não existe segurança 100% infalível, temos notícia que qualquer presidente sofre, vez ou outra, um tipo ou outro de atentado, mas confio 100% no general Heleno à frente do GSI”, respondeu.

Final da Copa América

O presidente disse que pretende ir ao Maracanã no próximo domingo (7) assistir ao jogo final da Copa América entre Brasil e Peru e tem a intenção de ir ao gramado com o ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Irei com Sérgio Moro junto ao gramado e o povo vai dizer se estamos certos ou não”.

 

Infográfico Previdência julho 2019 – Agência Brasil

Força-tarefa na Saúde reduz filas de cirurgias, contrata servidor e equilibra contas

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Duas operações médicas surpreenderam o país. Mais de 2,4 mil profissionais foram nomeados. UBSs foram abertas, prédios foram reformados

Diz a Constituição Federal: saúde é direito de todos e dever do Estado, que deve garantir acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua a promoção, proteção e recuperação. Com esse objetivo, o GDF se esforça para prestar serviços com qualidade e agilidade e, assim, dar dignidade do cidadão.

Prioridade desde o marco zero da gestão, em seis meses o serviço público de saúde voltou a funcionar, com força-tarefa para minguar filas de cirurgias – foram 31.162 -, equilibrar as contas, abrir unidades, reformar espaços e, principalmente, ampliar a gestão estratégica. Enfim: aos poucos, o atendimento melhora.

E, particularmente, um orgulho: o pioneirismo na realização de feitos médicos. A cirurgia para cura da diabetes do tipo 2, a primeira pelo Sistema Único de Saúde (SUS), levou o DF às manchetes positivas em todo o país. No Hospital da Criança (HCB), as gêmeas siamesas Lis e Mel foram separadas, com sucesso, aos dez meses de idade: a cirurgia exigiu mais de 50 profissionais.

Na administração, o GDF conseguiu, na Câmara Legislativa do DF, aprovar a ampliação da gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) ao Hospital Regional de Santa Maria e às seis Unidades de Pronto Atendimento (UPA), além do Hospital de Base. Garantindo estruturas 100% públicas, agora as unidades têm regras próprias de gestão patrimonial, orçamentária e de pessoal.

Com possibilidade de optar por trocar de área, 53% dos servidores preferiram permanecer nas unidades com todos em regime de cessão especial, com todos os direitos mantidos. Além disso, o um universo de contratações chega a 2.420 profissionais de saúde, sendo que mais de 600 já estão trabalhando e os demais comecem até agosto.

Esses seis meses foram fundamentais para organizarmos a saúde pública, que estava um caos, e estabelecer as bases e condições para melhorias definitivasOsnei Okumoto, secretário de Saúde do DF

 

As principais foram o dimensionamento de recursos humanos e início da seleção de profissionais para recompor os quadros de pessoal das oitos unidades, a manutenção e a reforma das UPAs e HRSM e, por fim, está promovendo o reabastecimento de medicamentos e materiais médicos hospitalares.

Para Osnei Okumoto, os avanços ocorrem pouco a pouco graças a medidas como a ampliação do Instituto de Saúde, com a consequente contratação de profissionais de saúde, reforma das unidades, manutenção e aquisição de equipamentos, além da garantia de insumos e medicamentos nas UPAS.

Combate à dengue 

O governo enfrentou a epidemia com coragem. A Secretaria de Saúde reativou o serviço dos caminhões de fumacê e colocou cerca de 470 agentes em campo para inspecionar áreas e residências com possibilidade de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Servidores da Vigilância Ambiental, SLU e profissionais cedidos de outros órgãos como o Corpo de Bombeiro Militar e Defesa Civil foram às ruas.

Para tratar os doentes e ajudar no atendimento nos prontos-socorros, o governo contratou tendas para hidratação de pacientes com suspeita de dengue. Em 37 dias de atuação, 36.244 atendimentos foram realizados. Desse total, 24.644 estavam com suspeita de dengue, 7.749 receberam hidratação ou medicação e 682 precisaram ser levados para hospitais.

“As tendas prestaram um serviço relevante à população no atendimento aos casos de dengue, tanto que o percentual de remoção de pacientes para unidades de saúde foi inferior a 2% do total de pessoas acolhidas”, afirmou o secretário Osnei Okumoto.

O DF contou com ajuda de dez tendas da força-tarefa para hidratação de pacientes, instaladas nos locais com maior incidência de casos de dengue. Três delas foram desativadas anteriormente, no Varjão, Estrutural e São Sebastião. As últimas funcionaram no Guará, Itapoã, Planaltina, Sobradinho II, Samambaia, Ceilândia e Brazlândia.