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Projeto que autoriza comércio e serviços no SIG é aprovado no Conplan

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Conselho de Planejamento Urbano decide permitir até 200 atividades econômicas para o Setor de Indústrias Gráficas. Minuta segue para a Casa Civil e, então, para a Câmara Legislativa
Uma das principais propostas para desenvolvimento urbano e econômico do Distrito Federal, a minuta do Projeto de Lei Complementar do Setor de Indústrias Gráficas (SIG) foi aprovada por unanimidade dos presentes no Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan) nesta quinta-feira (25). Foram 26 votos a favor (24 presentes e duas declarações de voto). Não houve posicionamento contrário à proposta.

Com isso, o projeto segue para a Casa Civil do GDF e, então, será encaminhado para apreciação na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O tema foi deliberado na 163ª reunião ordinária, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh).

A relatoria conjunta ficou a cargo de dois representantes da sociedade civil: a conselheira Carolina Baima, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-DF); e o conselheiro Ovídio Maia, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF).

O parecer foi favorável à atualização dos usos permitidos aos lotes do SIG de acordo com o proposto pela Seduh. “ [A aprovação] representa uma grande vitória, especialmente para a área tombada de Brasília. A flexibilização dos usos atualiza as regras de atividades permitidas naquela região e vem ao encontro dos anseios da sociedade em poder ter mais acesso a comércio e prestação de serviços”, avaliou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus Oliveira.

Se aprovado pelo Legislativo, o PL Complementar estabelece mais de 200 atividades permitidas para o setor, a depender da quadra. A lista completa de atividades previstas constam do Anexo I da minuta. Algumas das mudanças autorizadas são:

Na Quadra 1 

Extensão para usos comercial e prestação de serviços. Além disso, ficam mantidos os usos definidos na Norma de Gabarito atual (NGB nº 52/88). É autorizada a instalação de depósito, oficinas e indústrias relacionadas com jornais, revistas, gráficas e editoras; transmissora e receptora de rádio e TV e serviços financeiros

Na Quadra 2 e 4

Extensão do uso de lotes para administração pública, empresas, sindicatos e associações. No térreo das edificações ficam autorizados os usos comercial e de prestação de serviços. Usos previstos na Norma de Gabarito atual (NGB nº 52/88) ficam mantidos

Na Quadra 3

Ficam autorizados os usos institucional, comércio e serviços, com uma variedade maior de atividades nos lotes que já são comerciais, exceto nos destinados a postos de combustíveis

Nas Quadras 6 e 8

Extensão do uso comercial, incluindo educação, prestação de serviços e saúde. Hoje, somente são autorizadas as atividades relacionadas às gráficas, editoras e telecomunicações

Na Quadra 6, lote 800

É o lote da Imprensa Nacional. Pela proposta, também ficariam autorizados os usos institucional (administração pública, museus, arquivos e bibliotecas) e bancário.

Uso residencial

Os relatores recomendaram ainda a inclusão do uso residencial nas Quadras 3, 6 e 8, em edifícios de uso misto, ou seja, com comércio e serviços no térreo.

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo no Distrito Federal (CAU-DF) endossou a recomendação, que também já havia sido feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. A sugestão não constará, porém, da minuta do Projeto de Lei Complementar do SIG.

O entendimento do órgão é que uma eventual flexibilização para uso residencial deve ser debatida no âmbito da proposta do Plano de Preservação do Conjunto Urbano de Brasília (PPCub).

“O Projeto de Lei Complementar do SIG é um destaque do PPCub, que ainda vai ser discutido com a população. O PPCub está em estágio final de análise pelo Iphan”, ressaltou a secretária-executiva da Seduh, Giselle Moll.

Outra recomendação apresentada pelos relatores foi a de autorizar a instalação de academia de ginástica nas Quadras 1,2,4,6 e 8 e a de prever instalação de antenas para celulares no setor.

O projeto de requalificação das calçadas e passeios do SIG, em elaboração pela Secretaria, também foi detalhado aos membros do órgão colegiado. Trata-se de uma intervenção que visa a melhor acessibilidade em todo o setor e a adequação do fluxo viário, de forma a evitar os estacionamentos irregulares.

Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano

Iniciativa privada assume gestão do ArenaPlex e planeja grandes eventos em Brasília

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Concessão de equipamento público visa inserir Brasília no circuito nacional de grandes eventos | Foto: Divulgação / Terracap
Potencial de arrecadação durante os 35 anos de contrato é superior a R$ 3 bilhões; quatro mil empregos diretos devem ser gerados

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e a empresa Arena BsB assinam nesta sexta-feira (26/7) o contrato de concessão, por 35 anos, do Centro Esportivo de Brasília, o ArenaPlex. Além da gestão do complexo, que abrange o Estádio Nacional Mané Garrincha, o Ginásio Nilson Nelson e o Complexo Aquático Cláudio Coutinho, o modelo de negócio prevê a construção de um boulevard, espaço integrado de convivência, entretenimento e lazer. A cerimônia de assinatura será realizada na tribuna de honra do Estádio, às 12h.

O resultado do processo licitatório do ArenaPlex foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal em 4 de julho. A partir da assinatura, passa a contar o período de operação assistida, que dura 180 dias. Findo esse prazo, o Arena BsB passa a gerir integral e exclusivamente a operação do Complexo.

A concessão do equipamento público promete inserir Brasília no circuito nacional de grandes eventos, conforme já acontece no eixo Rio-São Paulo, transformando a rotina do brasiliense e atraindo à capital federal pessoas de outras cidades em busca de cultura, arte e grandes competições esportivas. No Mané, a população poderá aguardar por jogos de futebol de relevância, assim como shows com nomes nacionais e internacionais.

Também serão adequadas e modernizadas as instalações do Ginásio Nilson Nelson. Os principais eventos previstos para o local são jogos de basquete, vôlei e shows e espetáculos que atraiam público de 10 a 15 mil pessoas. O Cláudio Coutinho, por sua vez, manterá o programa de utilização social.

Atualmente, o complexo aquático recebe mais de três mil crianças e adolescentes que praticam natação, polo aquático, salto ornamental, karatê, judô e deep water. A ideia é promover a massificação do acesso ao esporte e, ainda, sediar campeonatos regionais e nacionais de desportos aquáticos.

Boulevard Monumental

Um local propício ao encontro, onde a população e os turistas possam, ao ar livre, desfrutar das mais diversas atividades, opções de entretenimento e cultura, com segurança e boa infraestrutura. Essa é a proposta do Boulevard Monumental, que será construída atrás do Estádio Nacional e do Nilson Nelson e contará com cinema, teatro, casa noturna, restaurantes, academia, quadras esportivas, lojas, clínicas e escritórios.

Para tanto, o Arena BsB realizará, em até 180 dias, um concurso de arquitetura e urbanismo, de abrangência internacional, com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) ou instituto similar, para o desenvolvimento do projeto de requalificação de toda a área. O projeto deverá ter conformidade com a Lei Complementar n° 946, de 11 de setembro de 2018, que estabeleceu parâmetros de uso e ocupação do solo para o Setor de Recreação Pública Norte.

Números

A expectativa é de que, durante o período de uso do complexo, o Arena BsB invista em reformas pontuais e revitalização, incluindo paisagismo e adequações no equipamento e na área de estacionamento, cujo valor deve ultrapassar R$ 700 milhões. Além disso, em 35 anos, terão sido repassados R$ 150 milhões em outorga à Terracap, considerando que o consórcio terá um prazo de carência de cinco anos para realização das obras, além do repasse de 5% do faturamento líquido.

O potencial de arrecadação durante os 35 anos é superior a R$ 3 bilhões, o que inclui os tributos pagos pelo Arena BsB e os incidentes sobre a receita do Boulevard. Ao todo, quatro mil empregos diretos devem ser gerados.

Soma-se a esse montante a economia aos cofres públicos com a dispensa da manutenção de todo o centro esportivo, na ordem de R$ 13 milhões ao ano.

Exposição

Durante a solenidade, os presentes poderão conferir uma exposição de 14 camisetas oficias autografadas, usadas por jogadores que fizeram história no futebol brasileiro e, ainda, que atuaram no gramado do Estádio Mané Garricha, como Pelé, Tostão, Rivelino e Neymar.

As camisetas são parte do acervo de Arlindo Costa Neto. Ex-árbitro da Federação Bahiana de Futebol, o colecionador possui mais de 700 itens esportivos, todos utilizados em partidas oficiais.

 

* Com informações da Terracap

GDF antecipa ações de combate à dengue para 2020

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Primeira reunião ocorreu nesta quinta (25). Secretarias e órgãos do governo local sugeriram medidas para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti

A prevenção é a arma do Governo do Distrito Federal (GDF) contra a dengue. Ao contrário dos anos anteriores, quando nada foi feito para controlar a proliferação do mosquito transmissor da doença, o governo já tem a estratégia para combatê-la. Com o objetivo de intensificar ações de prevenção, vigilância e controle da dengue para o próximo ano, representantes do GDF se reuniram na tarde desta quinta-feira (25), no auditório da academia do Corpo de Bombeiros do DF. Durante o encontro foram apresentadas medidas de combate ao mosquito transmissor Aedes aegypti.

Entre as ações propostas pelas secretarias e órgãos do governo local estão: contratações de médicos; fortalecimento da atenção primária; construção e reforma das Unidades de Saúde Básica (UBSs);  realização de projetos em escolas públicas; uso de drones em imóveis fechados; manter denúncias por meio do 199, entre outros. As iniciativas sugeridas durante a ocasião ainda serão estudadas e avaliadas por técnicos do GDF.

Representando o governador em exercício Paco Britto, o secretário de Governo José Humberto destacou a importância de um planejamento anual. “Estamos presente em massa para discutir um tema muito importante: a vida. Nos esforçamos para resolver todos os casos, mas outras medidas serão tomadas para que esse quadro não se repita em 2020”, alerta.

Outras medidas (de combate à dengue) serão tomadas para que esse quadro não se repita em 2020José Humberto, Secretário de Governo

O responsável pela pasta lembra que, além da integração do governo, é preciso conscientizar a população sobre medidas que eliminem o Aedes aegypti. “O lixo, por exemplo, é uma das causas para a proliferação do mosquito. O esforço para limpar é grande, mas precisamos contar com o apoio da sociedade para manter os locais limpos”, ressalta.

Também participaram do encontro o secretário de Cidades, Gustavo Aires; o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Sérgio Bezerra; o diretor do DF-Legal, Georgeano Trigueiro e representantes das pastas de Agricultura, Educação, Saúde, além de administradores regionais e o Sistema de Limpeza Urbana (SLU).

Medidas

Para combater a dengue no DF, o governo realizou um trabalho integrado nas cidades da capital. Entre os meses de janeiro a julho, 74.500 imóveis foram inspecionados. Os trabalhos envolveram 4.075 militares do Corpo de Bombeiros e 157 viaturas. Foram instaladas dez tendas de hidratação nos locais com maior incidência de casos. Em 37 dias de atuação, 36.244 atendimentos foram feitos à população do Distrito Federal. Desse total, 24.644 estavam com suspeita de dengue, 7.749 receberam hidratação ou medicação e 682 precisaram ser levados para hospitais.

74.500Imóveis foram inspecionados

A Defesa Civil e a Secretaria de Saúde também fizeram uma parceria que permitiu que moradores da capital tivessem informações e fizessem denúncias sobre oAedes aegypti pelo telefone 199. As reclamações eram feitas de forma anônima a qualquer hora do dia. Após o denunciante explicar a situação, os agentes iam até o local e davam um prazo para que o morador limpasse o terreno. Caso o dono do imóvel não tivesse condições de fazer a higienização, órgãos do governo foram mobilizados para fazer a limpeza.

Em live, presidente Bolsonaro diz que pretende extinguir a Ancine

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Filme sobre eleições não deve receber recursos

Por Pedro Rafael Vilela

O presidente Jair Bolsonaro falou nesta quinta (25), durante live semanal no Facebook, que pretende extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Ele vem, desde a semana passada, citando que a  agência fomenta, com dinheiro público, obras cinematográficas que atentam contra a família, e voltou a citar o caso do filme Bruna Surfistinha, lançado em 2011. Na época, o filme recebeu cerca de R$ 4,3 milhões em renúncia fiscal, segundo a Ancine, mas obteve bilheteria de R$ 20 milhões e foi visto por mais de 2 milhões de espectadores no cinema.”Vamos buscar a extinção da Ancine. Não tem nada que o poder público tenha que se meter a fazer filme”, disse.

Bolsonaro também disse ter solicitado que a Ancine recue na autorização dada para captação de R$ 530 mil em isenção fiscal para a produção do documentário Nem Tudo se Desfaz, do diretor Josias Teófilo, que trata dos acontecimentos que levaram à eleição do presidente em 2018. O filme trata sobre o crescimento da linha conservadorista no país desde as manifestações de junho de 2013.

“Recentemente tomei conhecimento sobre a liberação para captação de R$ 530 mil via Ancine para produção de um filme sobre minha campanha nas eleições. Por coerência sugeri que voltassem atrás nessa questão. Não concordamos com o uso de dinheiro público também para estes fins”, escreveu o presidente em sua conta no Twitter.

Durante a live, ele voltou a tratar do assunto e reforçou sua posição que, segundo ele, não se trata de censura. “Deixo bem claro, quem no Brasil quiser fazer filme com Bruna Surfistinha, seja quem for, fique à vontade. Isso, se nós fôssemos interferir, seria uma censura. O que nós não podemos admitir e não queremos, é esse tipo de filme, ou filme de político, como o meu, [seja feito] com dinheiro público”, disse.

Umas das medidas em estudo no governo é retirar da Ancine a gestão do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Criado pela Lei nº 11.437/2006, o FSA é destinado ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil. O fundo contempla atividades associadas aos diversos segmentos, como produção, distribuição, comercialização, exibição e infraestrutura de serviços, por meio de investimentos, financiamentos, operações de apoio e de equalização de encargos financeiros. O orçamento do FSA para este ano é de R$ 724 milhões. A eventual extinção da agência, no entanto, dependerá de aprovação pelo Congresso Nacional.

Conad

O presidente também rebateu as críticas pela reestruturação do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad). Decreto publicado esta semana extinguiu a participação da sociedade civil no órgão e a medida foi criticada pelas organizações.

Segundo o presidente, a redução do conselho vai dar mais agilidade ao seu funcionamento. “Um conselho menor, mais enxuto, mais seleto, temos condições de discutir uma política antidrogas que, realmente, seja boa para todos nós, brasileiros”.

Caged

Jair Bolsonaro também comemorou o resultado da geração de empregos no primeiro semestre. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia, foram gerados 123.836 postos de trabalho, o melhor resultado para o mês em cinco anos. Nos primeiros seis meses do ano, o saldo positivo na geração de empregos soma 408.500 novas vagas.

“É sinal de que a economia vai reagindo”, disse o presidente. Ele ainda defendeu a reforma trabalhista, aprovada em 2016 durante o governo de Michel Temer, e disse que votou a favor da medida. “Se não tivesse sido aprovado isso lá atrás, com toda a certeza talvez tivéssemos uma recuperação muito menor”.

Caesb vai reduzir em 10% as perdas de água

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Medida beneficiará milhares de moradores de Taguatinga, São Sebastião e Ceilândia e deve, futuramente, minimizar reajustes das tarifas

Por Hédio Ferreira Júnior

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) realiza em Taguatinga, São Sebastião e Ceilândia uma série de obras de setorização do sistema de distribuição de água tratada. A medida é mais um investimento do órgão no combate ao prejuízo causado pelas perdas da água distribuída no Distrito Federal e deve refletir em pelo menos 10% na economia do que atualmente é perdido nessas regiões.

O projeto de setorização prevê a instalação de novos trechos de rede de água, macromedidores e válvulas redutoras de pressão. Esses equipamentos permitirão o controle a distância da operação do sistema, adequando a pressão na rede e identificando online possíveis vazamentos. Essa operação automatizada permitirá a minimização de perdas na rede de água.

A expectativa de recuperação é de aproximadamente R$ 800 mil por ano em Taguatinga, R$ 2,5 milhões anuais em Ceilândia e R$ 1,1 milhão em São Sebastião – valores que a empresa espera superar implementando ações de redução das ligações clandestinas e realizando pesquisas de vazamentos nas áreas mais críticas apontadas pela setorização.

A estratégia é dividir a malha da rede de distribuição em pequenas áreas – criando os Distritos de Medição e Controle. Estas obras de setorização de rede também serão executadas em Ceilândia e São Sebastião. Com isso, o monitoramento e controle de cada trecho da rede poderá ser feito individualmente.

Estudo

Para promover a setorização, a Caesb contratou um estudo do sistema de distribuição em Taguatinga, Samambaia e Ceilândia. E também avaliar o impacto que a redução da pressão da água na rede dessas regiões teria na economia da empresa.

De acordo com o gerente de Gestão de Perdas da Caesb, Ulisses Pereira, quanto menos pressão, menos água circula pelos encanamentos – e, automaticamente, menos é perdido. “Há vazamentos que ocorrem e são visíveis, como um cano que estoura na rua. Outros acontecem na superfície, e não são facilmente identificados. A setorização do sistema nos permitirá localizá-los”, explica ele.

Há dois tipos de perdas identificadas pela companhia: as aparentes e as reais. As primeiras são as também chamadas comerciais, que é quando a empresa fornece, porém não fatura por esse fornecimento. Isso ocorre quando hidrômetros muito antigos deixam de registrar o consumo real de um cliente, por exemplo, ou quando ligações clandestinas fraudam o fornecimento – ocorrências mais frequentes em áreas de expansão desordenada. Já as perdas reais são os vazamentos como o rompimento de uma rede e a água acaba sendo “desperdiçada” até que o problema seja identificado e resolvido.

Monitoramento

Uma segunda parcela de recuperação das perdas é o monitoramento das vazões mínimas noturnas, que permitirá à Caesb atuar nas áreas com mais vazamentos não visíveis.
No início do mês de junho, o Instituto Trata Brasil divulgou pesquisa apontando em aproximadamente 34% as perdas na água tratada e distribuída no Distrito Federal. Isso significa que, de cada 100 litros do que é captado nos rios e córregos, cerca de 34 são perdidos ou não medidos pela Caesb – seja por furtos nas redes de água, ligações clandestinas, erros na medição do cliente (submedição dos hidrômetros) e vazamentos na rede de distribuição e em reservatórios. “Atualmente, por dificuldade de verificação, muitas perdas só são identificadas quando se tornam aparentes, o que poderemos evitar daqui pra frente”, explica o assessor da Diretoria de Engenharia da Caesb Antônio Luís Harada.

Custos

Em Taguatinga, as obras já começaram. O sistema será implantado em parte da cidade, beneficiando 160 mil pessoas. O investimento será de R$ 16.606.220,64, com recursos provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A previsão de conclusão das obras é no primeiro semestre de 2020. As três regiões administrativas foram selecionadas em função dos índices e dos volumes de água perdida ao longo dos últimos anos, gerados por expansões urbanas aceleradas e pelas ocupações irregulares.

Outro componente da obra é o trabalho de substituição de rede que abastece diretamente as residências. Essa rede está localizada na área frontal das casas, na calçada ou rua, onde se conectam os ramais que abastecem cada residência. A substituição de rede envolverá 8.635 habitações das localidades que representam maior incidência de vazamento: quadras QNH, QI, QNF, QNG 34-46, QND, QNE e QNG 1-33. Nessas áreas, as obras terão uma maior interface com os moradores.

A obra contempla 12 setores de medição e controle, além da construção de 19,3 quilômetros de redes de distribuição de água para setorização, variando entre os diâmetros de 60 mm e 500 mm. Também prevê a substituição de 78,4 quilômetros de rede.

https://youtu.be/4JvFTHT1p-c

Paulo Fona é indicado para Secretaria de Imprensa no governo Bolsonaro

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Jornalista atuou na comunicação do Palácio do Buriti nas gestões de Rodrigo Rollemberg e Joaquim Roriz. Nomeação deve ser publicada no Diário Oficial

O ex-secretário de Comunicação do Distrito Federal Paulo Fona é o nome indicado para assumir a Secretaria de Imprensa da Presidência da República. A informação foi confirmada pelo jornalista ao G1 nesta quinta-feira (25).

“Fui convidado na quarta [24] e aceitei. Só começo na semana que vem. O objetivo é trabalhar em conjunto para a comunicação do governo”, disse o jornalista.

O ex-assessor do governo local foi o nome escolhido pelo ministro Luiz Eduardo Ramos, chefe da Secretaria de Governo, pelo secretário de Comunicação Social Fábio Wajngarten e o porta-voz do Planalto, o general Otávio Rêgo Barros.

O jornalista afirmou que a atuação no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) “será um um desafio”.

Formado pela Universidade de Brasília (UnB) em 1988, Fona atuou como porta-voz do Palácio do Buriti nos governos de Joaquim Roriz e, até o ano passado, na gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB). O trabalho mais recente foi na liderança do PSB no Senado.

Na trajetória dele consta também a chefia da secretaria de Comunicação do governo do Rio Grande do Sul, durante o mandato de Yeda Crusius (PSDB), entre 2007 e 2009.

O jornalista passou pelas redações do Jornal do Brasil, do Correio Braziliense e do Estado de S. Paulo, onde exerceu cargos de colunista e diretor de redação.

Secretaria de Imprensa

A Secretaria de Imprensa da Presidência da República é o órgão responsável por divulgar as ações do Palácio do Planalto, como a agenda de compromissos do presidente, programas de governo, e notas oficiais.

A secretaria foi criada em 1963, na gestão do presidente João Goulart. A equipe também transmite cerimônias com participação do presidente por meio dos canais de mídia do governo e fornece informações à imprensa.

Com informações do G1 DF

De cada 4 produtores rurais do DF, 3 são agricultores familiares

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Emater-DF atende 11 mil produtores, dos quais 8,2 mil são familiares; dia do agricultor é celebrado nesta quinta-feira

Os agricultores familiares do Distrito Federal representam 75% do total de produtores rurais instalados na capital do país, de acordo com dados da Companhia de Desenvolvimento e Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Dos 11 mil produtores do DF, 8,2 mil se enquadram na definição de agricultura familiar, cujo dia é celebrado nesta quinta-feira (25), e são atendidos pela Emater-DF.

Segundo a legislação, o agricultor familiar é aquele que possui propriedade de até quatro módulos fiscais (medida que varia conforme o município; no Distrito Federal, equivale a 20 mil m²); a maior parte da mão de obra usada é da própria família; tem um percentual mínimo da renda originado nas atividades agropecuárias; e dirige estabelecimento com a sua família. Também entram nessa classificação os silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária.

O agricultor Antônio Enoíde é um dos 8,2 mil agricultores familiares do DF. Ele planta morangos na região rural de Brazlândia desde 2012. Com apoio da mulher, Adriana, e dos quatro filhos, ele começou do zero e hoje possui 150 mil pés plantados, numa produção que rende mais de 5 mil caixas por mês. Antônio é um dos pouco mais de 8 mil agricultores familiares atendidos pela Emater-DF no Distrito Federal.

Além do morango, Enoíde produz repolho, beterraba, pimentão, vagem, pimenta-de-cheiro, maxixe e tomate. Suas hortaliças são comercializadas na Ceasa-DF, mas ele também vende para fornecedores de Goiânia e Anápolis (GO) e Paracatu (MG). Atualmente, ele preside a Associação dos Produtores Rurais do Novo Horizonte (Aspronte) que, com 240 associados, fornece produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do GDF.

Com dois funcionários, Enoíde se enquadra na definição de agricultor familiar. “O pequeno produtor tem uma grande importância pra sociedade. A gente praticamente carrega o Brasil nas costas”, entende o cearense de 39 anos, que vive em Brasília desde os 17. “Plantando, consegui aumentar minha renda e melhorar minha vida e a da minha família. Quando cheguei aqui, não tinha nenhuma bicicleta; hoje tenho uma casa, carros e meu filho mais velho já está se preparando para cursar faculdade”, comemora.

O apoio da Emater-DF não é esquecido pelo agricultor. “Quando comecei, não tinha noção que precisava fazer correção do solo, não sabia como eram as técnicas de plantio. O pessoal do escritório de Brazlândia me orientou a participar dos cursos e oficinas da empresa, me mostrou o caminho. A Emater abriu as portas para mim”, conta Enoíde.

Produção local

No Distrito Federal, a Emater-DF possui 16 escritórios locais para atendimento aos produtores. De acordo com a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), a agricultura familiar responde por 46% dos estabelecimentos rurais na capital do país. A área rural do DF possui cerca de 90 mil habitantes e representa cerca de 70% do território do Distrito Federal.

Classificação

A agricultura familiar é a base de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. Além disso, é responsável pela renda de 40% da população economicamente ativa do país e por mais de 70% dos brasileiros ocupados nas áreas rurais. Os dados são do último Censo Agropecuário (2018).

Ainda segundo o levantamento, a agricultura familiar produz 70% do feijão nacional, 34% do arroz, 87% da mandioca, 46% do milho, 38% do café e 21% do trigo. O setor também é responsável por 60% da produção de leite, 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos.

O Dia da Agricultura Familiar é celebrado desde 2014. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para debater os desafios dos pequenos agricultores na missão de produzir alimentos seguros e de qualidade.

Programação diferenciada para a criançada nas férias

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Esse é um dos momentos mais aguardado pelas crianças: as férias. Nas unidades socioeducacionais da Legião da Boa Vontade (LBV) espalhada pelo país, a diversão é garantida. Contação de histórias, parque temático infantil, música, passeio socioambiental são apenas algumas das atividades proporcionadas às crianças e adolescentes do programa Criança Futuro no Presente!, do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV.

Neste mês de julho em parceria com shoppings, organizações, formadores de opinião, entre outros, a LBV garante uma dose de diversão extra para a criançada. Um bom exemplo é o do Pátio Brasil Shopping onde a administração do local reservou para os pequenos um horário especial antes mesmo da abertura ao público para que os eles pudessem aproveitar bastante sua atração exclusiva: a piscina de bolinhas gigante com brinquedos infláveis dos personagens do filme “Hotel Transilvânia”.

Músicos da Escola de Música de Brasília, considerada uma das melhores em educação musical e profissional da América Latina, constante entre as mais conceituadas do mundo, ministraram uma aula mais que especial de musicalização às crianças.

A escritora, atriz e professora, Clara Rosa, Mestre em Educação e Bacharel em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília ministrou uma divertida contação de histórias musical para os meninos e meninas atendidos na unidade e ainda os presenteou com exemplares infantis de sua autoria.

E, além de toda brincadeira e descontração, as atividades de férias foram concluídas com um passeio sensacional ao Jardim Botânico de Brasília. No local as crianças tiveram uma aula de Educação Ambiental com uma dinâmica de imersão no Cerrado visando o ensino e a valorização da fauna e da flora características da região e mostrando a importância da preservação do meio ambiente.

Aqui foram listados apenas algumas das atividades desenvolvidas gratuitamente no Centro Comunitário de Assistência Social, da LBV que, há mais de 13 anos, realiza em Brasília atividades para mais de 200 crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, através do programa

Criança: Futuro no Presente!.

Faça-nos uma visita! Conheça o Centro Comunitário de Assistência Social, da LBV, localizado no SGAS 915, lote 74 (ao lado do Templo da Boa Vontade), o telefone para contato é: (61) 3410-6015. Saiba mais como ajudar, acessando o site www.lbv.org.

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Celular de Bolsonaro foi alvo da ação de hackers, afirma Ministério da Justiça

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Por Alex Rodrigues

O telefone celular do presidente da República, Jair Bolsonaro, pode ter sido alvo da ação do grupo suspeito de invadir ao menos mil linhas telefônicas, incluindo a de várias autoridades públicas, como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.
Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que a Polícia Federal (PF) comunicou que aparelhos celulares utilizados pelo presidente foram alvos de ataques pelo grupo de que fazem parte os quatro suspeitos presos nesta terça-feira (23).

De acordo com o ministério, o fato está sendo tratado como uma questão de segurança nacional e Bolsonaro foi imediatamente comunicado.

Na terça-feira, a PF deflagrou a chamada Operação Spoofing, que apura a suspeita de crimes cibernéticos. Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão autorizados pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, que afirmou haver, nas informações iniciais apresentadas pela PF, “fortes indícios de que os investigados integram organização criminosa”.

O cumprimento dos mandados resultou na prisão de Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira e Walter Delgatti Neto. Ao pedir a detenção dos quatro, a PF apresentou “um histórico de possíveis crimes” que os investigados teriam praticado em conjunto” para “violar o sigilo telefônico de diversas autoridades públicas brasileiras via invasão do aplicativo Telegram”.

Ao autorizar as prisões temporárias, a realização de busca e apreensões em endereços ligados aos investigados, bem como a quebra do sigilo fiscal e de comunicações e o bloqueio de bens dos suspeitos, o juiz Vallisney de Souza Oliveira afirmou que as prisões temporárias dos investigados pelo prazo de cinco dias são essenciais para a obtenção de provas.

Ontem, a PF informou à imprensa que ao menos mil diferentes números telefônicos podem ter sido alvo dos suspeitos de hackear o aplicativo de mensagens Telegram do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras autoridades, entre elas o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Aparentemente, mil números telefônicos diferentes foram alvo desse mesmo modus operandi dessa quadrilha. Há possibilidade, ainda não temos uma identificação e nem começamos a fazer isso, mas há possibilidade de um número muito grande de possíveis vítimas desse mesmo tipo ataque que está sendo investigado agora”, disse o coordenador geral de Inteligência da PF, João Vianey Xavier Filho, explicando que os números telefônicos supostamente atacados ainda serão identificados para que os investigadores possam aferir a extensão exata dos ataques.

Ainda hoje, a PF deve encaminhar um ofício para o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) solicitando uma reunião para buscar formas de sanar as fragilidades encontradas na investigação.

De acordo com a PF, a investigação é conduzida desde o mês de abril, quando procuradores da Força Tarefa da Lava Jato passaram a relatar algumas ligações recebidas em seus aparelhos originadas do próprio número. Em junho, Moro e outras autoridades informaram ocorrência semelhante.

Parte das conversas que o ministro Sergio Moro manteve com procuradores da Força Tarefa Lava Jato quando ainda era juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável por julgar as denúncias apresentadas no âmbito da Lava Jato, foi repassada ao site de notícias The Intercept Brasil, que decidiu tornar público as informações que considera ser de interesse público. Segundo os sites, os arquivos foram entregues a jornalistas do veículo por uma fonte anônima. A Constituição brasileira assegura aos jornalistas o direito de não revelar suas fontes.

Ontem, pouco antes de seu cliente, Gustavo Henrique Elias Santos, prestar depoimento, em Brasília, o advogado Ariovaldo Moreira revelou a jornalistas que Santos confirmou ter recebido de outro dos suspeitos presos, Walter Delgatti Neto, pelas redes sociais, imagens de uma suposta mensagem enviada pelo então juiz federal Sergio Moro a outras autoridades públicas.

“Segundo Gustavo, Walter mostrou a ele algumas interceptações de uma autoridade há algum tempo. Essa autoridade era o hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, mas Gustavo negou qualquer envolvimento com a interceptação dessas mensagens. E, inclusive, chegou a alertar Walter que aquilo lhe causaria problemas”, declarou o advogado, acrescentando que Gustavo não se recorda da data exata em que Walter lhe enviou cópia das mensagens.

Notícias falsas nas eleições de 2020 preocupam especialistas

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Por Jonas Valente*

A difusão de conteúdos enganosos na Internet nas disputas municipais de 2020 vem preocupando especialistas no assunto. O tema foi objeto de debate no seminário “Internet, Desinformação e Democracia”, que foi realizado  ontem (24) em São Paulo, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil ( CGI.br).
Criado em 1995, o comitê é responsável pela administração dos domínios “.br” e por diretrizes para o desenvolvimento da rede mundial de computadores no país. Durante o evento foram discutidas propostas para o enfrentamento de conteúdos enganosos nas plataformas digitais.

Em sua apresentação, a advogada e integrante do CGI Flávia Lefévre manifestou preocupação com o poder das plataformas e com a capacidade econômica em escala mundial, destacando que a minirreforma eleitoral restringiu a propaganda paga na internet apenas a grandes plataformas, especialmente Facebook e Google.

Lefébvre defendeu a necessidade de criação de mecanismos que diminuam a influência do peso econômico nas redes, uma vez que candidatos com mais recursos passaram a ter mais chances de veicular anúncios nas plataformas.

Violações

O ex-ministro do Tribunal Superior, Eleitoral (TSE), Henrique Neves, destacou a complexidade de tratamento das notícias falsas nas eleições de 2020, lembrando que a análise de violações na propaganda eleitoral será feita por 2.800 juízes das zonas eleitorais responsáveis pelas disputas municipais nas diferentes regiões do país. O total de candidatos, estimou Neves, deve passar dos 500 mil com as novas regras.

“A eleição municipal é muito mais complicada de ser feita do que a nacional. Você vai ter um universo menor, municípios com 20 mil pessoas, onde uma fake news pode se espalhar mais rapidamente. É importante uma qualificação para que os juízes, Ministério Público e advogados saibam lidar com o problema”, afirmou.

Facebook

O diretor de políticas do Facebook para eleições na América Latina, Marcos Tourinho, apresentou as iniciativas da empresa para “garantir a integridade das disputas eleitorais”, como têm sido implantadas em pleitos nos últimos anos e que serão adotadas em eleições deste ano, como na Argentina e na Bolívia.

Segundo Tourinho, a companhia reduz contas falsas, reduz o alcance de notícias identificadas como falsas por checadores no newsfeed e disponibilizou informações sobre anúncios políticos, como a exigência de confirmação de identidade, a disponibilização de quem pagou e que segmentos populacionais receberam as peças.

Foram atacados os incentivos financeiros para atores maliciosos, reduzindo o alcance de publicações que visam atrair usuários para sites com anúncios e mantendo centros de monitoramento para dar respostas a mensagens enganosas, de acordo com o diretor. Questionado, disse que a empresa não aprovou nenhuma nova medida para as eleições de 2020 no Brasil e que será feito um esforço em torno da diversidade e fragmentação do pleito.

Whatsapp

O pesquisador do Observatório Latinoamericano de Regulação, Meios e Convergência (Observacom) João Brant observou que o combate à desinformação nas eleições de 2020 passa pelo enfrentamento do problema no  Whatsapp. Tomando o papel da rede social no pleito de 2018, ele ressaltou que, apesar de ser uma rede social de mensagens privadas, permite a difusão em massa de mensagens, como nos grupos de até 256 integrantes, de forma obscura e utilizando o anonimato, “enterrando o debate político”.

Para evitar o uso a plataforma nas próximas eleições, o pesquisador defendeu uma série de medidas. “Em 2020, vamos ver o problema de 2018 em 5.500 municípios. As plataformas têm responsabilidade e têm que atuar, garantindo transparência. É preciso, por exemplo, mudar o padrão de autoria no Whatsapp, viabilizar a identificação de responsáveis por mensagens que violem os códigos Penal e Civil e constranger práticas reincidentes de desinformação.”

*O repórter viajou a convite do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)