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GDF entrega obra na marginal de Vicente Pires

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Asfaltamento e sinalização vão beneficiar cerca de 15 mil moradores da região administrativa. Foram investidos R$ 500 mil na obra

Por Ian Ferraz

O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, neste domingo (28), obra na marginal de Vicente Pires. O asfaltamento e a sinalização de trecho de 500m, na altura do km 8 da rodovia (sentido Taguatinga), vão beneficiar 15 mil moradores, que aguardavam há anos por melhorias no local.

O Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER/DF) asfaltou e sinalizou um trecho de 500 metros de extensão em mão dupla, facilitando o acesso de quem passa pela região.

“Queremos resolver os problemas da população. E esses problemas, às vezes, passam por um quilômetro de via, um balão que é feito. Nós vamos fazer essas obras”, destacou o governador Ibaneis Rocha.

Trinta profissionais trabalharam ao longo de 45 dias para entregar a obra. Foram feitos serviços de terraplenagem, drenagem de pista e pavimentação, sinalização horizontal e pintura vertical da via. O investimento, custeado pelo próprio DER, é de R$ 500 mil.

“Vai melhorar muito a vida de 15 mil pessoas que transitam na região e que anteriormente precisavam acessar a EPTG para entrar aqui. Uma pequena obra como essa acaba ajudando muito. Com a pavimentação e a sinalização ficou organizado”, explica o diretor-presidente do DER, Fauzi Nacfur.

A pavimentação irregular, o chão de terra e a falta de sinalização comprometiam a vida dos moradores e comerciantes do local. Com o serviço do DER, eles vão ter acesso a estacionamentos e acessibilidade facilitada à passarela e ao ponto de ônibus, além de uma interligação melhor a Taguatinga.

Feira de Vicente Pires
Após a inauguração da obra na marginal de Vicente Pires, o governador visitou a Feira de Vicente Pires. No local, conversou com feirantes e moradores da cidade, e ouviu demandas e sugestões. “Vim visitar a feira que eu gosto muito e fez aniversário nesse sábado”, disse Ibaneis, ao lembrar da ocasião em que o espaço comemorou 24 anos de existência.

Novas regras de tramitação de MPs entram em vigor após recesso

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(Foto Valter Campanato/Agência Brasil)

Por Karine Melo

Reivindicação antiga dos senadores está prestes a se tornar realidade. Na volta do recesso parlamentar, em agosto, sessão solene do Congresso Nacional vai marcar a promulgação da emenda à Constituição (EC) que altera as regras e prazos de tramitação de medidas provisórias (MPs).
Depois de oito anos tramitando, o tema ganhou força na Casa, quando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se comprometeu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a votar a matéria. O compromisso veio depois que senadores acirraram o descontentamento com o volume de medidas provisórias que só chegavam da Câmara para serem analisadas no Senado às véspera de perder a validade.

Um desses casos foi a Medida Provisória 867/18, que alterava vários pontos do Código Florestal. À época, o presidente do Senado, propositalmente, deixou a MP perder a validade. A decisão foi tomada a pedido de líderes do Senado, que reclamavam que a Casa estava fazendo papel de carimbar decisões do deputados, já que não tinham tempo para debater as propostas.

Regras

Uma das grandes novidade da PEC que muda a tramitação das MPs é a proibição de inclusão, no texto, dos chamados “jabutis” – temas estranhos ao objeto original da MP –, mas que eram inseridos de última hora para pegar carona na tramitação mais ágil das MPs e virar lei rapidamente. Com as novas regras, passa a ser vedado o acréscimo de pontos que não sejam vinculados ao objeto da MP “por afinidade, pertinência ou conexão”.

A PEC define prazos específicos para cada fase de tramitação das MPs. A comissão mista de deputados e senadores – primeira fase de tramitação das MPs – terá 40 dias para analisar e votar a proposta. Em seguida, o plenário da Câmara dos Deputados terá até 40 dias para votar a proposta. Vencida a etapa, a MP segue para o Senado, que terá 30 dias para analisar a matéria. Se os senadores apresentarem emendas, os deputados terão mais 10 dias para apreciá-las. Nenhum desses prazos poderá ser prorrogado.

Ainda pelas novas regras, caso o prazo da comissão mista seja descumprido, a MP avançará para a Câmara dos Deputados sem o parecer. Já o descumprimento dos demais prazos significará a perda de validade da medida provisória.

O novo texto também estabelece que a MP passará a trancar a pauta, ganhando prioridade de votação a partir do 30º dia de tramitação na Câmara, do 20º dia de tramitação no Senado e durante todo o período de tramitação para revisão na Câmara, se houver.

Pela regra em vigor desde 2001, uma MP perde a eficácia se não for convertida em lei até 120 dias e não há definição de prazos para a comissão mista e para cada uma das Casas. Muitas vezes, ainda na primeira etapa – a da comissão especial – o tempo é todo consumido, sem que os plenários das duas Casas tenham a oportunidade de analisar a matéria.

Oficialmente, o recesso parlamentar termina no dia 31 de julho. Como o dia 1° de agosto cai em uma quinta-feira, a expectativa é de que os parlamentares retornem ao trabalho no dia 6 de agosto.

Codhab aumenta fiscalização em imóveis entregues pelo Morar Bem

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Objetivo é apurar irregularidades com desvio de finalidade em imóveis de interesse social praticadas por pessoas beneficiadas pelo programa habitacional. O local mais recente a ser fiscalizado foi o Paranoá Parque

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) tem feito constantemente, Verificações de Ocupação de Imóveis (VOI) nas residências entregues pelo programa Morar Bem. O objetivo é assegurar o direito daqueles que realmente precisam do imóvel e, também, evitar fraudes

Nesse sentido, a equipe da Gerência de Fiscalização (Gefis) realizou operação no Paranoá Parque para apurar irregularidades com desvio de finalidade em imóveis de interesse social praticadas por pessoas beneficiadas pelo programa habitacional. As fraudes mais praticadas são aluguel e a venda de apartamentos antes do prazo estipulado por lei.

De acordo com os critérios de participação no Programa e as cláusulas do contrato, assinado entre beneficiário e agente financeiro, é proibida a venda, locação, alienação, mudança de destinação ou abandono do imóvel, dentro do prazo de dez anos. O proprietário que descumpre essa condição está sujeito à pena de ação judicial de rescisão contratual com reintegração de posse. E dependendo do caso poderá sofrer ainda ação criminal.

O gerente de fiscalização da Codhab, André Rizzo, conta que houve um aumento considerável de denúncias realizadas pela população e isso fez com que a fiscalização se intensificasse. “São inúmeros casos de apartamentos que estão sofrendo desvios de sua função social”, diz André.

Nos quatro primeiros meses deste ano, a Codhab fiscalizou 860 locais:

– Samambaia: 283
– Santa Maria: 168
– Paranoá Parque: 137
– Sol Nascente: 132
– Riacho Fundo II: 81
– Jardins Mangueiral: 59

A expectativa é de que 500 procedimentos apuratórios sejam abertos até o fim de 2019.

Os contemplados pelo programa que praticam desvio de finalidade dos imóveis sofrerão exclusão da lista da Codhab por cinco anos. Além de não ser possível a transferência do bem em cartório e nenhuma garantia para quem comprou indevidamente o bem. “Os imóveis de quem for flagrado serão retomados e devolvidos para a Companhia e repassados para quem realmente precisa”, explica o gerente.

Verificações de Ocupações de Imóveis (VOI) O processo de verificação acontece da seguinte forma: a Codhab designa agentes para fiscalizar a unidade e o morador que ocupa o local deve comprovar que é o beneficiário. O procedimento pode ocorrer por até duas vezes e, caso o proprietário não seja encontrado, será notificado para apresentar, na sede da Companhia, a documentação para comprovar que é o dono do imóvel. Após análise, se o desvio de finalidade for constatado, o processo de retomada é iniciado de forma imediata.

Ouvidoria 

A Codhab conta com o apoio da população para coibir esse tipo de ação e disponibiliza o canal de Ouvidoria (162) para que os cidadãos possam fazer denúncias e ajudar a evitar fraudes.

*Com informações da Codhab

Em visita a hospitais, secretário de Saúde anuncia reformas em toda a rede

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Osnei Okumoto verificou a situação do HRC, HRT e HRG, neste sábado (27), e conferiu os problemas de manutenção que afetam as instituições

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, visitou, neste sábado (27), os hospitais regionais de Ceilândia (HRC), Taguatinga (HRT) e Gama (HRG), há anos sem contrato de manutenção. Durante as visitas, ele anunciou um pacote de reformas que serão iniciadas em hospitais, policlínicas e unidades básicas de saúde (UBS) de toda a rede, assim que for assinada a ordem de serviço de manutenção predial.

“Nesta segunda-feira (29), vamos assinar a ordem de serviço da Secretaria de Saúde, no montante que gira em torno de R$ 50 milhões, para disponibilizar para todo o DF as reformas que precisamos”, afirmou Okumoto quando estava no HRC, primeiro local a ser visitado.

No Hospital Regional de Ceilândia, o secretário foi recebido pelo novo superintendente da Região de Saúde Oeste, Roberto Cortes. Juntos, verificaram toda a estrutura física da unidade, como a da UTI adulto e do Banco de Leite Humano, e pontuaram a necessidade de reformas em algumas áreas.

“Temos alguns gargalos a melhorar e o secretário veio pessoalmente conferir onde temos que atacar nesses pontos”, comentou Cortes. “O governador Ibaneis está firme nesse propósito. Com essa equipe nova, vamos aliviar o sofrimento da população. A palavra aqui é humanização”, ressaltou.

Taguatinga

Devido ao princípio de incêndio nas dependências da galeria do HRT, causado por um curto circuito, nessa sexta-feira (26), o hospital foi um dos escolhidos para a visita. Apesar do ocorrido, a situação foi normalizada no mesmo dia, principalmente com o suporte do Corpo de Bombeiros. Ainda assim, a reforma na unidade é necessária para prevenir futuros incidentes, principalmente porque um incêndio já ocorreu no mesmo local em janeiro.

“Como estamos para assinar nossa ordem de serviço de manutenção predial, vamos dar prioridade ao Hospital Regional de Taguatinga, principalmente sobre esse problema recorrente, pois a unidade necessita dessas reformas há muitos anos”, disse Okumoto.

Outros setores do hospital também foram visitados pelo secretário, como o pronto-socorro pediátrico, a farmácia, a central de manipulação de quimioterápicos e a hemodiálise. Essa última é considerada o maior serviço desse tipo da rede pública de saúde do DF, atendendo 97 pacientes no HRT.

Acompanhando o secretário na visita, a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio, mostrou a implementação da metodologia Lean na unidade, para melhorar o fluxo de atendimentos no pronto-socorro, além de identificar as principais necessidades do hospital.

“Na visita do secretário, ele pode observar a necessidade da reforma estruturante e manutenção da nossa galeria, onde tivemos incidentes”, disse Florêncio. “Ele também viu as melhorias, como a no pronto-socorro, e que teremos um heliporto no HRT. Há uma dificuldade para chegar pacientes por transporte aéreo à noite, mas vamos iniciar essa conquista, com o apoio da Administração Regional de Taguatinga”, ressaltou.

Gama

Por último, Okumoto visitou o Hospital Regional do Gama, onde a equipe de gestores da Região de Saúde Sul apontou as dificuldades da unidade. Entre as principais, a necessidade de reformas estruturantes no pronto-socorro, e a instalação de um ar-condicionado central para atender os principais setores do HRG.

“Essa visita do secretário já é nosso marco legal para implementar as reformas do hospital. A nossa meta primordial será a reforma do pronto-socorro”, informou o superintendente da Região de Saúde Sul, Allan Ulisses.

A diretora administrativa da Região Sul, Verbena Melo, completou: “assinada a ordem de serviço, os projetos de planejamento serão encaminhados, para iniciar as pequenas e médias reformas. Esperamos começar o quanto antes”, disse.

“O Hospital do Gama é de extrema importância para toda a nossa rede. Vimos as necessidades primordiais para que esse hospital venha a dar dignidade de trabalho e um melhor serviço à população. Como nosso governador sempre diz, o primordial é garantir um atendimento humanizado aos pacientes”, concluiu Osnei Okumoto.

Obras no asfalto do Eixo Sul dão novo visual à rodovia

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Trabalho de revitalização, que inclui recapeamento da principal pista do centro da cidade, deve durar até 180 dias, com investimento de R$ 13 milhões

Por Ian Ferraz

A obra de revitalização do asfalto do Eixo Sul foi retomada nesta sexta-feira (26). Os trabalhos foram interrompidos durante o período de chuva e agora voltam a ser feitos, com previsão de entrega em 180 dias. O valor do investimento é de R$ 13 milhões.

Serão executados o rejuvenescimento da rodovia com microrrevestimento asfáltico da pista de rolamento – incluindo serviços de reparos localizados – e sinalização horizontal, no trecho entre o Trevo de Triagem Norte (TTN) e o Trevo de Triagem Sul (TTS), além de faixa de pavimento de concreto entre o túnel do aeroporto e o viaduto da DF-051/DF-002.

A empresa contratada continuará no mesmo esquema de serviços que foram adotados anteriormente, trabalhando apenas no período noturno, entre 22h e 5h, para minimizar os transtornos no trânsito na principal e mais movimentada rodovia do DF. Em média, 120 mil veículos passam pelo Eixão diariamente.

A recuperação e a manutenção das vias do Distrito Federal é um compromisso do governo local pela segurança e qualidade de vida dos brasilienses, conforme enfatiza o diretor-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), Fauzi Nacfur. “Retomamos a obra agora e sabemos a importância do Eixo Rodoviário para Brasília. É a principal via do centro da cidade, uma das principais artérias e que estava com seu pavimento envelhecido”, conta Fauzi.

“O DER entrou com a restauração desse pavimento, uma recuperação dos pontos com defeito, o recapeamento com microrrevestimento e, lá no trecho do túnel do aeroporto de Brasília até o viaduto próximo ao Zoológico, será feita uma faixa de concreto para os ônibus BRT”, acrescenta.

Os reparos no Eixo Sul tiveram início na altura da quadra 116 e prosseguem até a Rodoviária do Plano Piloto. Na sexta, o maquinário e os funcionários trabalhavam na altura da quadra 111. “É uma obra muito importante. A gente espera que ela vá dar um novo visual para Brasília”, finaliza Fauzi Nacfur.

 

Entenda as bases legais e as polêmicas jurídicas da Operação Spoofing

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Lei de crimes cibernéticos prevê multa e detenção de até um ano

Por Jonas Valente

Nesta semana a Polícia Federal deflagrou a Operação Spoofing, que prendeu em caráter temporário quatro pessoas investigadas pela suposta invasão de telefones e obtenção de dados do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e de outras autoridades. Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira e Walter Delgatti Neto foram detidos nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto e Araraquara.
As práticas apontadas nas acusações e suspeitas dos investigadores são disciplinadas pela Lei de Crimes Cibernéticos. A norma ganhou à época da aprovação o nome de “Lei Carolina Dieckman”, em referência à atriz, vítima de invasão de aparelhos eletrônicos pessoais e divulgação de imagens íntimas. A Lei atualizou o Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940) para incluir no rol de crimes elencado neste também delitos cibernéticos.

O Artigo 154-A do Código Penal passou a prever como crime “invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita”.

A pena prevista é de três meses a um ano, além de multa. Mas a sanção pode ser aumentada em determinados casos. Entre eles se as vítimas forem autoridades como o presidente da República, Supremo Tribunal Federal, Câmara, Senado e assembleias legislativas e câmaras de vereadores, além de governadores e prefeitos. Se a invasão servir para obter “obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas”, o tempo de detenção pode ir de seis meses a dois anos.

Finalidade

Para o advogado criminalista e professor do Instituto de Direito Público Fernando Parente, para serem enquadrados no Artigo 154-A, é preciso comprovar que houve finalidade de “obter vantagem ilícita”. Aí entra como uma parte importante da investigação da identificação da origem de movimentações financeiras incompatíveis com as rendas de parte dos detidos. A PF indicou que, entre 18 de abril e 29 de junho, Gustavo movimentou em sua conta bancária R$ 424 mil e Suelen, pouco mais de R$ 203 mil entre 7 de março e 29 de maio.

Contudo, complementa o docente, se não for comprovada a obtenção de vantagem ilícita a depender das investigações haveria a possibilidade de condenação por “interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática”, conforme previsto no Artigo 10o da Lei 9.296 de 1996. Neste caso, a reclusão prevista é de 2 a 4 anos. Se fosse identificação de uma prática recorrente e com diversas vítimas, ao delito poderia ser agregado outro, de organização criminosa.

Mais vítimas

A PF suspeita que outras pessoas tenham sido vítimas de invasão. Na quarta-feira (24), investigadores da corporação concederam entrevista coletiva na qual disseram que aproximadamente mil números “foram alvo desse modus operandi por essa quadrilha”, conforme definiu o coordenador-geral de inteligência, João Xavier Filho. Mas o total de vítimas ainda está sendo analisado.

O próprio ministro da Justiça passou a comunicar outras autoridades dessa condição. O presidente do Supremo Tribunal de Justiça, João Otávio Noronha, publicou nota na qual relatava ter recebido a informação de Moro de que estaria na lista de pessoas alvo dos ataques cibernéticos. “O ministro do STJ disse que está tranquilo porque não tem nada a esconder e que pouco utilizava o Telegram”, destacou a Corte no comunicado.

Provas

Na mesma nota, o STJ registrou que o ministro teria manifestado intenção de destruir o conteúdo das mensagens acessadas pelos investigados. A declaração trouxe uma polêmica jurídica sobre a intenção sugerida. A Ordem dos Advogados do Brasil solicitou ao juiz do caso, Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, que fossem “expedidas ordens judiciais para que as autoridades policiais, o Exmo. Ministro da Justiça e os demais interessados nas investigações se abstenham da tomada de quaisquer medidas que possam levar ao comprometimento da integridade do material probatório coligido na Operação Spoofing”.

Em outra nota, divulgada ontem, a Polícia Federal afirmou que a Operação Spoofing não tem como objeto “a análise das mensagens supostamente subtraídas de celulares invadidos”, que “o conteúdo de quaisquer mensagens que venham a ser localizadas no material apreendido será preservado” e que “caberá à justiça, em momento oportuno, definir o destino do material, sendo a destruição uma das opções”.

Na avaliação do advogado criminalista André Hespanhol, não cabe ao Ministro da Justiça qualquer decisão sobre o material probatório, mas ao Poder Judiciário, respeitando-se o devido processo legal. “Não faz parte de suas atribuições interferir em investigações sigilosas. Não cabe ao Ministro de Estado tomar ciência e conduzir diligências em inquérito por ele ‘escolhido’ segundo critérios próprios, sobretudo quando já há medidas determinadas pelo Poder Judiciário, pressupondo-se, portanto, a existência de um filtro mínimo sobre a legalidade e controle da atividade policial e, inclusive, a atuação do Ministério Público. Menos ainda quando o Ministro é pessoalmente interessado”, comenta.

Segundo o advogado, cabe ao Poder Judiciário definir se uma prova é lícita ou não, o que poderá ser feito com elas, quando e como, “dentro das prescrições legais e das balizas estabelecidas na jurisprudência dos Tribunais Superiores”. “Aquelas provas podem ser usadas não só para a acusação dos autores da conduta apontada como criminosa, sua extensão, potencial lesivo e até mesmo outros atores, mas, fundamentalmente, para a defesa de tais indivíduos e terceiros naquele contexto implicado”, acrescenta.

Cuidados

Para o advogado especialista em direito digital Luís Fernando Prado, não somente autoridades mas todo cidadão está sujeito à invasão de celulares ou outros dispositivos informáticos. Caso um indivíduo verifique essa situação pode procurar uma delegacia especializada em crimes cibernéticos e solicitar uma investigação sobre o ocorrido e os responsáveis. Outra alternativa é abrir um processo na esfera civil para exigir reparação, como a condenação por danos morais.

Além disso, o advogado sugere a adoção de medidas imediatas logo após a ciência de um ataque. “A primeira recomendação é trocar a senha não só naquele dispositivo mas em todos os outros. O segundo passo é ativar dupla autenticação, que hoje diversos serviços possuem. A terceira é preservar as provas. Se houve transação indevida na minha conta, tenho que reunir provas que não fiz aquilo”, aconselha.

Ministério Público de Contas do DF lança Carta de Serviços ao Usuário

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Documento possui informações sobre a instituição
O Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPCDF) lançou, recentemente, a Carta de Serviços ao Usuário. O documento informa todos os serviços prestados pela instituição à população do DF, as formas de acessá-los, quais os campos de atuação do órgão e quando procurar a entidade.

A carta segue todos os termos e exigências da Lei nº 13.460/2017, que instituiu o Código de Defesa do Usuário na Administração Pública. Também está baseada na visão do MPCDF de se consolidar como referência na proteção dos direitos do cidadão e na promoção da Justiça.

“Queremos, dessa forma, não apenas cumprir um dever legal, mas, verdadeiramente, nos aproximar, cada vez mais, da sociedade brasiliense, colocando-nos inteiramente à sua disposição”, ressalta o MPCDF no documento.

Carta de Serviços ao Usuário está disponível para consulta no site da instituição.

* Com informações do MPCDF

Juiz prorroga prisão de acusados de hackear celulares de autoridades

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Por André Richter

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu na noite desta sexta (26) prorrogar a prisão temporária dos quatro presos pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de invadir o telefone celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras autoridades.

Com a decisão, os suspeitos Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira e Walter Delgatti Neto deverão continuar presos por mais cinco dias.

Os acusados foram presos na terça-feira (23), por determinação do magistrado, na Operação Spoofing, expressão relativa a um tipo de falsificação tecnológica, que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é.

Até o momento, somente a defesa do casal Gustavo e Suellen se manifestou publicamente sobre o caso. Segundo o advogado Ariovaldo Moreira, Gustavo nega ter invadido telefones e participado da divulgação das supostas conversas feitas pelo então juiz federal da 13ª Vara Federal, Sergio Moro.

Moreira, no entanto, admitiu que Gustavo revelou ter recebido de seu amigo, Walter Delgatti, cópia de uma das mensagens atribuídas a Moro, antes desta se tornar pública, veiculada por veículos de imprensa.

Decisão

Na decisão, o magistrado disse que os acusados devem continuar presos para não atrapalhar as investigações.

“Sem a prorrogação de mais cinco dias das prisões, soltos os investigados poderão agir e combinar e praticar condutas, isoladamente e em conjunto, visando apagar provas em outros endereços, mudar senhas de contas virtuais, fazer contatos com outras pessoas eventualmente envolvidas, retirar valores de contas desconhecidas ou de algum modo prejudicar o inquérito policial”.

Vallisney Oliveira também aceitou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para bloquear as aplicações suspeitas dos quatro acusados em bitcoins (moedas virtuais).

“A autoridade policial que está na iminência de ter acesso ao conteúdo dos smartphones de Gustavo Henrique e de Suelen Priscila, quando então poderão obter as senhas e as chaves das carteiras bitcoin que o casal possui, de modo que em liberdade poderão acessar e movimentar tais contas de forma a eliminar provas de eventual produto do crime, obstruindo a investigação criminal”, disse.

Detran-DF já licenciou 772.376 veículos em 2019

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Órgão adota várias medidas para facilitar a regularização dos veículos e a emissão do documento e, também na tentativa de evitar filas nos postos de atendimento
Até essa semana, 772.376 veículos foram licenciados no DF, de acordo com dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal. O número é correspondente a 42,8% da frota de 1.804.572 veículos. Ainda falta pouco de mais um mês para o início da fiscalização do CRLV 2019 e o Detran está adotando várias medidas para facilitar a regularização dos veículos e a emissão do documento.

Para obter o licenciamento de 2019, o proprietário deverá pagar o IPVA (imposto cobrado pela Secretaria de Fazenda), o DPVAT (seguro obrigatório recolhido pela Seguradora Líder), a taxa de Licenciamento (do Detran) e as multas pendentes. Para quitar os débitos, o usuário não precisa ir ao Detran. A emissão dos boletos e o pagamento ou parcelamento dos débitos com cartão, podem ser realizados no site do órgão. O boleto do DPVAT não é enviado à residência do proprietário. É necessária a impressão por meio do site da Seguradora Líder.

O proprietário que ainda não recebeu o documento pode verificar se existem débitos pendentes, por meio do site do Detran ou pelo telefone 154. Também é importante verificar se o endereço residencial está atualizado.

Calendário escalonado

Desde 2018, a fiscalização do Detran-DF segue o calendário definido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A exigência do CRLV 2019 ocorrerá a partir do 1º dia de cada mês, a começar de setembro, conforme o final da placa do veículo. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, transitar com o veículo não licenciado é considerado infração gravíssima e resulta em sete pontos na CNH, recolhimento do veículo e multa de R$ 293,47.

Algarismo final da placa Prazo final para renovação
1 e 2 1º de setembro
3, 4 e 5 1º de outubro
6, 7 e 8 1º de novembro
9 e 0 1º de dezembro

 

Autorização para circular

O proprietário que já quitou todos os débitos, mas ainda não recebeu o CRLV pode emitir o Protocolo de Autorização Provisória para a Circulação de Veículo. Essa emissão é realizada por meio do site do Detran e o proprietário não precisa ir aos postos de atendimento. O documento provisório tem validade de 60 dias e cada proprietário poderá retirar a autorização uma única vez.

CRLV Digital

É a versão eletrônica do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) que, junto à CNH Digital, compõe o aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). O CRLV é o documento de porte obrigatório, expedido pelos Detrans Estaduais, que concede o direito de tráfego e legaliza sua circulação. Para obter o documento eletrônico, é preciso fazer o download do aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), disponível gratuitamente na Google Play e App Store. O passo a passo está disponível no link.

De acordo com o Artigo 232 do Código de Trânsito Brasileiro, conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório é infração leve, gera multa no valor de R$ 88,38, três pontos na CNH e retenção do veículo até a apresentação do documento.

Projeto Detran nas Cidades

O Detran-DF lançou, no último dia 16 de julho, o Projeto Detran nas Cidades. A autarquia utiliza um ônibus equipado para fazer atendimentos presenciais, com consulta de débitos, impressão de boletos e emissão do CRLV. O BRB móvel e empresas de parcelamento participam do projeto, a fim de possibilitar o pagamento de eventuais débitos, permitindo a regularização e emissão do CRLV no mesmo dia.

A ideia é oferecer o serviço de emissão do CRLV 2019 sem que o cidadão tenha que se deslocar até um posto de atendimento. O serviço prestado no ônibus funciona das 9h às 17h, em dias úteis. Cada semana, o veículo estará em uma Região Administrativa. As próximas cidades atendidas serão Taguatinga, Samambaia, Riacho Fundo II, Santa Maria, Núcleo Bandeirante, Estrutural, São Sebastião e Varjão. Acompanhe o calendário do projeto em sua cidade pelo link.

O objetivo do Detran-DF é que o órgão possa oferecer diversos meios para que o cidadão tenha acesso ao documento do veículo sem burocracia.

Condenados pela Justiça não podem assumir cargos comissionados no DF

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Foi publicada no Diário Oficial desta sexta (26/7) emenda à Lei Orgânica do DF 113/2019, que proíbe a nomeação em cargos públicos de pessoas condenadas pela Lei Maria da Penha, Estatuto da Criança e do Adolescente, e Estatuto do Idoso. Também ficam impedidas de assumir cargos comissionados ou de confiança condenados por crimes eleitorais previstos na Lei da Ficha Limpa.

As alterações foram propostas pelo deputado distrital João Cardoso (Avante), que tem como uma de suas principais bandeiras a defesa da família. O impedimento se estende até oito anos após o cumprimento da pena.

“Eu estou feliz pela publicação da emenda que fiz à Lei Orgânica do DF, gostaria de agradecer ao governador, que publicou, e aos deputados que votaram por unanimidade esta emenda. Dos 5 projetos de nossa autoria que aprovamos nesse primeiro semestre, considero esse o mais importante.”, comenta João Cardoso.

Por ser professor da rede pública e auditor do GDF, vejo a necessidade da tecnicidade das pessoas para ocupar cargos. E pessoas que estão enquadradas na Lei da Ficha Limpa, Maria da Penha ou crimes contra crianças, adolescentes e idosos, na minha opinião, não devem ocupar cargos de gestão, por isso apresentamos essa proposta.”, explica.

Católico e membro do Caminho Neocatecumenal há 31 anos, o distrital também acrescenta a importância da proteção às famílias: “Vejo sempre a mulher como a co-participante da criação junto com Deus. Há milênios ela está sendo desfavorecida por conta da violência, a criança e o adolescente muitas vezes não têm a oportunidade de denunciar a violência contra eles, assim como os idosos.”

Saiba mais:

A emenda altera o parágrafo 8º do artigo 19 da LOD, com o objetivo de ampliar a proibição de designação para função de confiança e cargos daqueles que praticam ou praticaram violência doméstica e familiar contra a mulher, que atentaram contra a dignidade sexual da criança ou adolescente e também em crimes contra os idosos.

A redação anterior do parágrafo em questão tratava, de forma genérica, sobre o impedimento a pessoas que tenham praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral.

Com a emenda, a medida passa a valer para os casos previstos abaixo:

I – ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral;

II – prática de crimes previstos na Lei federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente;

III – prática de crimes previstos na Lei federal nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 – Estatuto do Idoso;

IV – prática de crimes previstos na Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 – Lei Maria da Penha