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Câmara aprova texto-base da reforma da Previdência por 370 votos a 124

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Deputados discutem nesta quarta destaques de bancada

Por Wellton Máximo e Heloísa Cristaldo

Por 370 votos a favor, 124 contra e 1 abstenção, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-base da proposta de emenda à Constituição que reforma da Previdência. Sob aplausos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), proclamou o resultado à 0h38 desta quarta-feira (7), depois de cinco horas de debates.
Veja aqui como cada deputado votou.A sessão foi encerrada logo após o anúncio do placar. Segundo Maia, os deputados começarão a discutir os destaques em sessão marcada para as 9h de hoje. No segundo turno, só podem ser votados destaques e emendas supressivas, que retiram pontos do texto. Propostas que alteram ou acrescentam pontos não podem mais ser apresentadas.A sessão para votar a reforma da Previdência em segundo turno começou às 19h15, depois de Rodrigo Maia passar o dia esperando a formação de quórum no Plenário da Casa. Por volta das 19h50, os deputados rejeitaram um requerimento do PSOL para retirar a proposta de pauta, por 306 votos a 18.

Por volta das 20h55, os parlamentares votaram um requerimento dos líderes para encerrar as discussões depois de dois deputados terem falado contra e dois a favor. Aprovado com 350 votos favoráveis e 18 contrários, o requerimento ajudou a acelerar a sessão. Em seguida, deputados do centrão e do governo esvaziaram o Plenário para forçar Rodrigo Maia a encerrar e reabrir a sessão, reduzindo o número de requisições da oposição para alongar os debates.

No início da noite, os parlamentares aprovaram, em votação simbólica, a quebra do prazo de cinco sessões entre as votações em primeiro turno e em segundo turno para que a PEC pudesse ser votada ainda nesta madrugada. Nas últimas horas, o Plenário aprovou requerimentos para acelerar a sessão, como o que rejeitou em bloco todos os destaques individuais e o que impediu o fatiamento da votação do texto principal.

O primeiro turno da proposta foi concluído no dia 13 de julho. Na ocasião, o texto principal foi aprovado por 379 votos a 131. Em segundo turno, são necessários também 308 votos para aprovar a PEC, e os partidos podem apresentar somente destaques supressivos, ou seja, para retirar partes do texto. Concluída a tramitação na Câmara, a matéria segue para análise do Senado, onde também será analisada em dois turnos de votação.

Divergências

A oposição ainda tenta modificar trechos da proposta e anunciou que apresentará os nove destaques a que tem direito para tentar retirar pelo menos quatro itens do texto da reforma. Estão no foco dos partidos da oposição a retirada de trechos como as mudanças na pensão para mulheres, nas aposentadorias especiais, na pensão por morte e as regras de transição.

A líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), reiterou nessa terça-feira (6) que oposição trabalhará na “redução de danos” ao trabalhador. Entre os pontos que a oposição tentará retirar da reforma estão a restrição ao abono salarial a quem recebe até R$ 1.364,43 em renda formal e a redução de novas pensões a 50% do salário médio do cônjuge falecido, com acréscimo de 10 pontos percentuais por dependente.

No entanto, para deputados da base governista, os destaques serão rejeitados independentemente dos esforços dos partidos de oposição. “A oposição está obstruindo, e obstruir significa não trabalhar para que Brasil possa avançar. Nós vamos, queira a oposição ou não, votar a reforma, a nova Previdência, para que o País volte a crescer e para que façamos com que ele volte a gerar emprego e oportunidade de vida ao povo brasileiro”, disse o deputado Darci de Matos (PSD-SC).

Deputada Júlia Lucy homenageia 13 anos da Lei Maria da Penha

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Você sabia que há menos de meio século, um homem que assassinasse sua esposa para “defender sua honra” era inocentado de qualquer acusação? E que homens podiam “exercer seus direitos como marido” e obrigar suas esposas a manter relações sexuais e isso não caracterizava estupro?

Parece anacrônico pensar que, até 2006, os crimes de violência doméstica fossem considerados de menor potencial ofensivo. Nada menos que 90% das ações envolvendo violência doméstica eram arquivadas sem condenação e apenas 2% dos agressores eram efetivamente condenados. Isso tudo apesar de que 70% das brasileiras assassinadas fossem vítimas em suas próprias casas.

A Lei Maria da Penha funcionou como um divisor de águas dessa realidade. Ela garantiu a punibilidade para o agressor e a segurança para que a mulher denunciasse a violência. Também criou mecanismos para garantir a assistência social à vítima e aperfeiçoou a legislação para criminalizar a agressão.

Autora da lei – pioneira no Brasil – que pune com multa o agressor, a procuradora Especial da Mulher da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputada Júlia Lucy (NOVO), convida para a sessão solene em homenagem aos 13 anos da Lei Maria da Penha.

Ela acredita que é preciso reforçar as políticas públicas e apoiar as iniciativas de combate à violência contra a mulher. A Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Legislativa do Distrito Federal atua para apoiar ações que levem à redução dos índices de violência e feminicídio no Distrito Federal.

O enfrentamento da violência contra a mulher requer conscientização. E para sermos conscientes, precisamos debater.
Essa é a proposta da sessão solene em homenagem aos 13 anos da Lei Maria da Penha, que será realizada nesta quinta-feira (8), no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

CELAN está mais seguro e de cara nova

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A unidade de ensino, no Lago Norte, ganhou reforço na segurança, reforma e terá projetos diferenciados.

Quem esteve nesta segunda-feira (05/08) no Centro de Ensino Fundamental 1 do Lago Norte, conhecido como Celan, viu de perto a emoção da garotada e dos professores ao encontrarem um ambiente totalmente diferente. Isso porque, durante o recesso escolar, houve mudanças na estrutura, que vão garantir, inclusive, mais segurança aos estudantes. O sistema de sala ambiente e dois projetos diferenciados relacionados à arte, cultura e cidadania também serão novidades no segundo semestre de 2019.

A situação estava crítica. Em julho, a Coordenação da Regional de Ensino do Plano Piloto (CRE-PP), em parceria com a Secretaria de Educação, listou as principais necessidades e arregaçou as mangas. Uma das prioridades foi fechar o alambrado na lateral, com telha e concreto. A medida deixará a unidade mais segura, visto que sem esse reforço, o uso e o tráfico de drogas eram frequentes nas proximidades.

O trabalho foi árduo. Cerca de 20 profissionais da construção civil empenharam esforços dia e noite para dar conta do recado e recuperar as paredes e janelas estragadas, principalmente, por causa das pichações e ferrugens. O forro foi trocado e os sistemas hidráulico e elétrico passaram por reforma. Por fim, os três blocos e os corredores do Celan ganharam cores vibrantes.

“Não podíamos mais esperar para tomar providências. A nossa missão é oferecer Educação de excelência aos nossos estudantes. Cuidar do ambiente escolar é uma medida que contribui para conseguirmos a qualidade que tanto primamos. Emociona chegar ao Celan e vê-lo tão bonito. Emociona ver nossos jovens e colegas de trabalho se sentirem felizes e cuidados”, comemorou o coordenador da Regional de Ensino do Plano Piloto (CRE – PP), professor Álvaro Matos de Souza.

Acolhimento caloroso

Novo visual exigiu recepção especial. A meninada, ao voltar do recesso, ganhou aplausos da equipe e, depois, todos seguiram para o ginásio onde receberam boas-vindas e um pedido da diretora. “Sejam todos muito bem-vindos. A nossa escola está linda, reformada. Cabe a todos nós cuidarmos deste espaço tão importante nas nossas vidas. O Celan é de todos nós e temos que mantê-lo assim”, afirmou Ana Paula de Oliveira Viégas.

Bruna Gomes, 12 anos, contou que estava ansiosa para voltar às aulas e ficou encantada ao se deparar com tudo novinho. “Tá tudo lindo, eu amei. Estava acostumada com a escola antiga não tão bonita. Assim está muito melhor e a gente fica mais animado para estudar, com certeza. Vou me esforçar muito”, revelou a adolescente.

Neli de Souza é professora de Matemática no Celan há nada mais nada menos que 20 anos. Foi com muito carinho que ela retomou às atividades. “Realmente é uma nova escola. Isso anima a gente, que é professor e anima o aluno. Eu adorei e fico muito feliz em ver o nosso espaço assim”, elogiou.

Na semana anterior, a homenagem foi ao corpo docente. Os integrantes da Secretaria de Educação Básica (SUBEB) e da CRE PP estiveram no Celan sem avisar e, também com aplausos, receberam os servidores, que não esconderam a alegria pelo reconhecimento.

O subsecretário de Educação Básica, Helber Ricardo Vieira, marcou presença e ressaltou que as mudanças representam mais que uma transformação estrutural. “Eu como aluno me importava com a aparência da escola, com a postura do meu professor. Essas mudanças no Celan significam cuidado e afeto. Ter afeto é se importar com o outro. E sem essa conexão não há aprendizado. O que está sendo feito aqui é mostrar que nos importamos com as pessoas”, avaliou.

A Unieb da CRE do Plano Piloto compareceu em peso para prestigiar os colegas. A chefe da unidade, professora Viviane Coelho, destacou a importância do trabalho em conjunto. “Estamos aqui porque queremos o sucesso de nossos estudantes. Estamos aqui porque somos uma rede. Se a gente não se unir a gente não alcança nada. O Celan não está sozinho, vocês não estão sozinhos”, concluiu.

Aulas diferenciadas

As mudanças não se esgotaram na parte física. Com a reforma, o Celan voltará a ter sala ambiente. Já ouviu falar nisso? Na prática, há um espaço para cada professor ministrar a disciplina. Com isso, quem troca de sala quando sinal toca são os estudantes. Entre as vantagens está um ambiente com mais recursos e, consequentemente, mais atrativo. O professor de Matemática, Davi Guedes, na primeira aula explicou a novidade com muito entusiasmo. “Vamos ter muito mais opções de recursos. E se vocês tiverem sugestões de jogos e outros materiais para usarmos nas nossas aulas podem falar que vamos providenciar. Vai ser muito interessante”, afirma.

Projetos Inovadores

O segundo semestre é de inovações na prática pedagógica. A partir deste mês, o Celan participará do projeto do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) voltado à cidadania. A ideia é reunir os adolescentes, quinzenalmente, e realizar rodas de conversa sobre temas ligados ao dia a dia.

Em setembro, a unidade de ensino será beneficiada pelo projeto Territórios Culturais, uma parceria entre as secretarias de Educação e Cultura. Serão selecionados 180 adolescentes para participarem de aulas no Centro de Dança de Brasília. Entre os objetivos estão a disseminação da arte e cultura e a utilização e valorização de espaços culturais da cidade, que hoje encontram-se ociosos.

“Todas essas novidades têm um significado especial para nós. O Celan atende, hoje, 853 estudantes, que residem no Varjão, Paranoá, Paranoá Parque, Itapoã e nas áreas rurais. São jovens, na grande maioria, em situação de vulnerabilidade, que encontram em iniciativas como essas, oportunidades para se sentirem valorizados e ficarem longe da criminalidade”, esclarece a diretora.

Comissão aprova nomes de presidente e vice da Junta Comercial do DF

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Walid Sariedne atuou no setor de cargas e transporte, tendo ocupado diversas diretorias na Fibra e integrado conselhos, como o da Confederação Nacional de Indústria (CNI).

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou os nomes de Walid de Melo Pires Sariedne para o cargo de presidente e de João Vicente Feijão Neto para o de vice da Junta Comercial, Industrial e Serviços do DF. Os indicados pelo governador Ibaneis foram sabatinados em audiência pública, conduzida pelo deputado Reginaldo Sardinha (Avante), na manhã desta terça-feira (6) no plenário da CLDF. Além dos integrantes da CCJ, deputados Sardinha, Martins Machado (PRB), Roosevelt Vilela (PSB), Daniel Donizet (PSDB) e Reginaldo Veras (PDT), também participaram da arguição os deputados Fábio Felix (PSOL), Leandro Grass (Rede) e Julia Lucy (Novo).

Antes vinculada administrativamente à União, a Junta do DF, como autarquia independente, foi aprovada em maio deste ano pela CCJ. Entre suas principais atividades está o registro de empresas e negócios no Distrito Federal. Há menos de um mês no cargo, Sariedne pediu, por diversas vezes durante a sabatina, prazo de noventa dias para trazer “dados completos” aos deputados. Ele alegou que precisa “tomar pé” da situação. Adiantou, contudo, que a fim de melhorar o atendimento, a abertura da Junta ocorrerá a partir de 8h30 da manhã, e não mais às 10h.

Ao ser questionado por Roosevelt Vilela e Martins Machado sobre quais medidas adotará para agilizar os trabalhos da Junta, uma vez que a morosidade é uma das principais reclamações dos usuários, Sariedne disse que entre as prioridades de sua gestão está a completa digitalização dos processos e “um banco de dados maravilhoso”. Para tanto, é necessária a inclusão de documentos da década de 60, entre outros procedimentos, alegou.  A fim de garantir a transparência, ele anunciou a criação do certificado digital, instrumento já existente em outros estados.

Em resposta aos deputados Daniel Donizet e Júlia Lucy, entre outros parlamentares que questionaram sobre os valores cobrados pelos serviços da Junta, o presidente pediu “paciência” e reiterou que, em noventa dias, poderá debater sobre essa questão. Lucy encaminhou ao presidente uma sugestão de tabela de valores para garantir competitividade com os demais estados na abertura de novas empresas.

Cargos comissionados

Lucy também cobrou informações sobre a formação do quadro de servidores da autarquia, composto por 94 cargos comissionados. Segundo a parlamentar, existe uma grande quantidade de pessoas oriundas de administrações regionais, inclusive sem formação superior. Sem citar nomes, o presidente respondeu que alguns servidores da União, que antes trabalhavam na Junta, pediram exoneração. Afirmou que ainda está avaliando os perfis, ao acrescentar que ele próprio não indiciou ninguém para trabalhar no órgão.

Nesse sentido, o deputado Reginaldo Veras (PDT) alertou que o perfil técnico deve prevalecer e para isso deve ser encaminhado à CLDF um projeto de normatização do corpo de servidores a fim de evitar que a autarquia se transforme em “um cabide de empregos” e “indicações políticas”. O deputado Leandro Grass, por sua vez, cobrou uma previsão para a realização do concurso público e a redução do número de cargos comissionados. Referendou a recomendação o deputado Fábio Felix, ao defender uma estrutura de pessoal com “qualidade técnica”. Ele acrescentou que a transparência quanto aos procedimentos e prazos é a garantia para que não haja privilégio aos grandes empreendedores em detrimento dos pequenos.

Conquista

Sariedne agradeceu as interpelações dos parlamentares, prometendo voltar à Casa em três meses com maiores informações. Ele considerou que “trazer a junta comercial para Brasília, um pleito antigo do setor produtivo, foi uma grande conquista”. De seu currículo, Sariedne destacou que foi pequeno empresário, atuou no setor de cargas e transporte, tendo ocupado diversas diretorias na Fibra e integrado conselhos, como o da Confederação Nacional de Indústria (CNI). Já o vice-presidente, João Vicente Feijão Neto, considerou que um bom modelo deste cargo é o ex-vice-presidente da República, Marco Maciel, cuja atuação pautou-se pela discrição.

Presenciaram a audiência os presidentes das juntas comerciais de diversos estados, como São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Acre, Pará, Amapá, Paraíba e Amazonas, a atual presidente da Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju), Cilene Sabino, além de representantes do setor, como o presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Bittar.

Decreto centraliza na CGDF atividades das Unidades de Controle Interno dos órgãos do GDF

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O objetivo é racionalizar o serviço, aumentar a eficiência e fortalecer a mão de obra na Controladoria

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) vai centralizar, a partir de agora, as atividades das Unidades de Controle Interno (UCIs) dos órgãos e secretarias do DF, consideradas de menor complexidade. A determinação está no Decreto nº 39.988/19 do governador Ibaneis Rocha, publicado nesta terça-feira (06/08), no Diário Oficial do DF. O objetivo é racionalizar o serviço, aumentar a eficiência e fortalecer a mão de obra na Controladoria, que está com carência no seu quadro de pessoal. Foram centralizadas na CGDF 15 UCIs e deixarão de ser criadas outras oito.

A criação das UCIs nas Secretarias de Estado foi estabelecida, inicialmente, no Decreto nº 32.752/11, que já previa a racionalização administrativa. Essa norma disse ainda que a direção dessas unidades seria ocupada exclusivamente por auditores de controle interno.

A centralização do trabalho das UCIs também estava prevista no novo Regimento Interno da CGDF, instituído pelo Decreto nº 39.824/19. “A centralização das UCIs, definida em dois decretos distritais, é um importante processo de racionalização, uniformização e fortalecimento da segunda linha de defesa/controle”, ressaltou o controlador-geral do DF, Aldemario Araújo Castro.

O controlador-executivo, Guilherme Modesto Mello, informou que o Comitê das Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway, conhecido como COSO, propõe um modelo de controle baseado em três linhas de defesa. “A primeira linha de defesa é feita pelo próprio gestor do órgão. A segunda linha, que era realizada pelas UCIs, agora será centralizada em uma unidade criada dentro da Subcontroladoria de Controle Interno da CGDF, especificamente para trabalhar com isso – a chamada de Coordenação de Unidades de Controle Interno. Já a terceira e última é a auditoria interna”, explicou.

Guilherme Mello ainda destacou que “além da racionalização para o aumento da eficiência, a CGDF ganha com a volta de auditores de controle interno que estavam nesses órgãos e, agora, retornarão para aumentar a nossa força de trabalho”.

Leia aqui a íntegra do Decreto.

 

Governadores defendem aprovação de texto complementar à reforma tributária

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Ibaneis Rocha (à dir.) coordenou o evento com os chefes dos Executivos estaduais nesta terça-feira (6) | Foto: Renato Alves / Agência Brasília
Proposta deve ser encaminhada para tramitação conjunta com texto já em análise na Câmara dos Deputados

Por Ian Ferraz e Hédio Ferreira Júniot

O apoio ao texto complementar à reforma tributária que será enviado ao Congresso Nacional neste primeiro semestre foi defendido nesta terça-feira (6) durante o 6º Fórum de Governadores. O evento reuniu chefes do Executivo e representantes estaduais que também debateram a reforma da Previdência e a aprovação de uma nova versão da Lei Kandir – ainda sem consenso para votação.

No encontro, na sede do Banco do Brasil em Brasília, os governadores optaram por um texto complementar ao da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, que tramita na Câmara dos Deputados. Os secretários de Fazenda do Piauí, Rafael Fonteles, e de Pernambuco, Décio Padilha, fizeram apresentações sobre o assunto e levaram propostas aos governadores.

Coordenador do encontro, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, defendeu a reforma como “extremamente necessária”, apesar de a discussão ser técnica e envolver interesses de muitos estados que vão perder alguma coisa com ela.

Secretário de Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha foi um dos responsáveis pelo detalhamento da proposta alternativa | Foto: Paulo H. Carvalho

Para Ibaneis, porém, a discussão tem sido pautada de forma honesta e sem deixar de fora os estados mais ricos da Federação.

“Não se pode fazer reforma tributária sem tirar um pouco daqueles [estados] que ganham muito e fazer uma redistribuição para aqueles que tiveram perdas”, destacou o governador Ibaneis.

Impostos

Os gestores acompanharam a apresentação sobre a estrutura básica da PEC do Imposto de Valor Adicionado (IVA), que recebe esse nome por unificar tributos diversos como ICMS, PIS e Cofins. No texto, as premissas para reforma tributária apontam para nove tópicos: simplificação; padronização; princípio de destino; fim da guerra fiscal; combate à regressividade; política de desenvolvimento regional; compensação das perdas face ao novo modelo; permanência da Zona Franca de Manaus; e não aumentar a carga tributária.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, deve abrir prazo até 16 de agosto para apresentação do texto desejado pelos governadores. Além da PEC 45/2019, no Senado consta a PEC 110/2019, que é estruturada em torno da reforma, mas unifica não cinco, mas oito tributos em um só.

Escolas utilizam música como instrumento de ensino e despertar de habilidades

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Lei que torna ensino musical obrigatório na grade curricular de escolas públicas e privadas completou 10 anos

A legislação que torna o ensino de música obrigatório nas escolas da rede pública e privada do Brasil completou dez anos em 2018. A obrigatoriedade de incluir o ensino de música na grade curricular ocorreu por meio da lei número 11.769, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases Orçamentárias (LDB), de agosto de 2008.

A disciplina da música não precisa ser necessariamente exclusiva, podendo fazer parte, por exemplo, do ensino de arte, ou seja, o conteúdo é obrigatório, mas a disciplina como matéria/aula não. Cada instituição de ensino teve autonomia e foco para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu programa de ensino.

Diante do desafio, algumas iniciativas se destacam no âmbito do setor educacional público e privado.  No colégio CIMAN, os alunos da Educação Infantil, entre 2 e 6 anos,  trabalham com música ao longo de toda a sua formação. Os estudantes desse ciclo têm a música presente em diversos momentos do aprendizado, como uma ferramenta de assimilação de conteúdos, além de ajudar as crianças a desenvolver um nível mais aguçado de escuta além da linguagem, despertar noções de matemática e relações afetivas.

Assim como a narração de histórias, a música é um instrumento para despertar conhecimento, estimular o aprendizado e também valores como sensibilidade, criatividade, concentração, respeito ao próximo e afetividade. Além das atividades ao longo da semana, a escola também proporciona aulas específicas de música, semanalmente, onde os alunos têm contato com conceitos básicos como ritmo, volume, compasso, percussão, melodias e repetição de estrofes, com professor especializado.

“A melodia, o trabalho com ritmo e sons estimula até mesmo a escrita e a interpretação de texto pelos pequenos. Somado ao lúdico, que desperta interesse e promove um momento de interação e diversão em equipe. É uma atividade que trabalha diferentes formas de comunicação na criança”, explica a coordenadora do Ensino Infantil,  Valéria Ramos Martins.

As turmas do Jardim II, por exemplo, desenvolvem o projeto Cantigas de Roda, uma forma lúdica de trabalhar com habilidades de comunicação, atividades em equipe, percepção rítmica e memória de músicas.  No dia 30 de agosto, eles mostram o que captaram no palco da escola, quando apresentam músicas tradicionais da infância. Oito turmas participantes, totalizando 120 alunos na faixa dos 5 anos, apresentam cantigas como “Ciranda Cirandinha”, “Pirulito que bate bate”, “Fui morar numa casinha” e “Sabiá na gaiola”.

Com incentivo do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, o CEF 11 do Gama recebe o projeto Musicalizando na Escola nos dias 5, 7, 12 e 14 de agosto. O projeto promove uma rodada de oficinas para alunos de 11 a 17 anos com o tema “Música para a Vida”. A iniciativa tem por objetivo aproximar os alunos das técnicas e do processo de concepção da música, percepção de estilos e ritmos, além de propor um contato inicial com partituras e instrumentos.

As aulas acontecem em quatro encontros, cada um com duração de duas horas. A iniciativa é conduzida por cinco professores da Escola de Música de Brasília: Eugênio Matos, Daniel Baker, Dani Baggio, George Lacerda e Felipe Pessoa. Além de aulas de iniciação à teoria musical, os professores também fazem uso de instrumentos como violão, teclado, triângulo, zabumba, pandeiro e chocalho para as aulas práticas, colocando os alunos em contato com conceitos como ritmos, compassos, escalas e notas.


Colégio CIMAN

CIMAN Octogonal

(61) 3213-3737 – Entre áreas 1/4

Projeto Musicalizando na Escola

“Oficinas Música para a Vida”

CEF 11 do Gama

St. Sul Q 15 – Gama, Brasília – DF

Dias 5, 7, 12 e 14 de agosto

Apoio: Fundo de Apoio à Cultura – FAC/DF

Exposição de Lia do Rio em Brasília provoca reflexão sobre o tempo

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Lia do Rio (Foto Marco Rodrigues)
Mostra inédita na capital reúne 37 obras da artista plástica consagrada no Rio de Janeiro; entrada é gratuita.

A exposição “Tempo em Suspensão” – aberta em 2 de junho, no Museu da República – provoca o olhar do espectador sobre presente e o efêmero. E o convite é um mergulho na natureza, transformada em obra de arte a partir das mãos da artista plástica Lia do Rio.

A mostra, gratuita, conta com 37 obras, entre colagens, vídeos, instalações. E fica na cidade até 25 de agosto. Com peso importante na arte contemporânea, as obras de Lia do Rio transcenderam às últimas quatro décadas e inspiram gerações.

Uma das principais matérias-primas usadas por Lia são folhas secas, que se transformam em reflexões sobre vida, morte, transformação, tempo e atemporalidade. “Não estou falando de ecologia, tem a ver com o ser humano. Eu acredito que todas as problemáticas mundiais que envolvem sobrevivência estão nessa incapacidade de se perceber natureza”, elucida Lia.

Uma das grandes surpresas é também um dos trabalhos mais atuais da artista: uma instalação batizada de “Porvir”, que, segundo Lia, é uma impressão do amanhã, onde a pessoa perceberá e se sentirá no futuro.

A curadoria da exposição é assinada pelo artista visual e escritor Bené Fonteles. “A originalidade da obra de Lia reside na forma dela se apropriar dos resíduos naturais e lhes dar nobreza estrutural. As mais significativas são as que ela ressignifica os materiais para conceder a elas potência poética”, afirma Bené.

Essa não é a primeira vez de Lia em Brasília. A artista já expôs em eventos da capital em outras ocasiões, como na UnB, em 1991, e, no próprio Museu Nacional da República, em 2013, onde, inclusive, tem em acervo a obra “Possibilidades”, que é feita de esqueletos de folhas.

Sobre a artista

Lia do Rio Cardoso Costa nasceu em São Paulo e mora no Rio de Janeiro desde os dez anos de idade. Em 1958 inscreveu-se na cadeira de Pintura da Escola Nacional de Belas Artes, da UFRJ, onde se formou em 1963. Em 1982, ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage onde permaneceu até 1985. Suas pinturas, porém, adquiriram tridimensionalidade e passaram a se assemelhar com janelas, que logo foram assumidas como material principal de suas obras. Enquanto recolhia janelas jogadas na rua, sentiu-se atraída pela riqueza e potencial de outros materiais descartados, passando a trabalhar no próprio espaço em que eram encontrados, organizando-os em formas ditadas pelo local, o que fez a escala aumentar consideravelmente. Ao ser convidada para exposições, reciclava estas formas para dentro da galeria.  Mais informações em: www.liadorio.com/ap.htm

Serviço

O que: exposição “Tempo em Suspensão”

Data: até 25 de agosto de 2019

Horário: das 9h às 18h

Local: Museu Nacional da República, Setor Cultural Sul, Lote 2, Esplanada dos Ministérios

Entrada: franca

Classificação indicativa: livre

BRB abre inscrições para curso de educação financeira

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Capacitação será realizada de 6 a 8 de agosto
O Banco de Brasília (BRB) abriu inscrições para a terceira edição, deste ano, do curso de educação financeira. As aulas serão realizadas durante três dias, gratuitamente, à noite. O evento é aberto ao público.

Interessados em participar devem enviar e-mail para o endereço educafinan@brb.com.br, com nome completo (para posterior emissão do certificado) e telefone para contato. A confirmação da inscrição será feita também por e-mail.

Os temas abordados durante os três dias, conforme especificado abaixo, buscam apresentar conceitos e disponibilizar as informações necessárias para um bom planejamento financeiro.

DIAS   MÓDULOS H.I. H.F. C.H.
6/8/19 3ªF O que fazer para ter uma vida financeira equilibrada? 18:45 21:45 03:00
7/8/19 4ªF Planejamento Financeiro – Onde quero chegar? 18:45 21:45 03:00
8/8/19 5ªF Investimento Financeiro – Projetando o Futuro 18:45 21:45 03:00

Saiba mais

Só no ano passado, cerca de 4 mil pessoas participaram de seis cursos da modalidade. Desde que o projeto educação financeira do BRB teve início, em 2012, 37 mil pessoas foram atendidas entre cursos e palestras. Todo o conteúdo é repassado por uma equipe de instrutores, todos empregados do Banco.

Serviço:

Curso de Educação Financeira

Data: 6 a 8/8

Horário: 18h45 às 21h45

Local: Centro de Treinamento do BRB (EQS 410/411, Lote 01, Sobreloja Agência L2 Sul)

Nego Rainner representa DF no ‘O Maior São João do Cerrado’

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O evento acontece nos dias 9, 10 e 11 de agosto no Estádio Abadião, em Ceilândia. A entrada é gratuita

Considerado um dos maiores eventos nordestinos do Brasil, O Maior São João do Cerrado desembarca nesta sexta-feira (9), no Estádio Abadião, em Ceilândia. Para representar o Distrito Federal, o cantor brasiliense Nego Rainner irá dividir palco, no dia 09 de agosto, com o poeta do forró Dorgival Dantas e outros convidados. A entrada do evento que começa ás 21h será totalmente gratuita.

Por coincidência, a equipe do forrozeiro Nego Rainner é de origem nordestina e, desta vez, poderão homenagear a cultura trazendo o melhor repertório que já conquistou o público da Capital Federal, #maispracimadoquenunca. “É uma satisfação imensa poder estar em um dos maiores palcos do Brasil representando a minha cidade. Sem contar que eu tenho um carinho sem igual com o meu nordeste”, afirma o cantor.

Para quem for prestigiar o show do forrozeiro, poderá usufruir, além do repertório novo, suas músicas autorais como “Tudo Solteirinha” que teve o vídeo oficial lançado há pouco tempo e já coleciona quase 230 mil visualizações no Youtube.

O Maior São João do Cerrado

Neste ano, o tema escolhido para representar a cultura nordestina foi o “Bumba Meu Boi”, do Seu Teodoro, que é considerado um dos mais importantes grupos de cultura popular do DF. Segundo a organização do evento, “é um legado de mais de 50 anos de existência e traz valores históricos e artísticos para o quadradinho entre cores, danças, músicas e encantos”.

Além da programação tradicional, a criançada não poderia ficar de fora desta edição. A Praça do Mamulengo receberá o Circo que será um espaço com atividades e apresentações para a criançada.

Confira a programação

09/08

Abertura Oficial

Queima de Fogos

Bale Flor do Cerrado

Dorgival Dantas

Nego Rainner

Jamil

Gabriel Lener

10/08

Kadu & Edu

Del Feliz

Paulo de Mandacaru

Joelma

11/08

Nilson Freire

Forró Anjo AZUL

Marcos & Belluti

Mano Walter

Serviço

Data: 09, 10 e 11 de agosto

Hora: 21h

Local:  Estádio Abadião- Ceilândia DF

Entrada: Gratuita