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Artigo: Um novo Brasil, uma nova política

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“Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política,

simplesmente serão governados por aqueles que gostam.” (Platão)

Por Luís Felipe Belmonte*

Depois de quase uma década vivendo na Inglaterra, o desejo de criar um instituto para atender crianças carentes foi um dos motivos que me fez retornar ao Brasil. Sabia do sofrimento da população e das más condições de saúde, educação e segurança. Mesmo assim me surpreendi com o que vi e ouvi nos locais visitados. O que mais me impressionou foi saber que tão próximo ao Palácio do Planalto — a cerca de 20 quilômetros — pessoas vivem em condições de miséria absoluta. Sol Nascente, Pôr do Sol, Santa Luzia e Estrutural são apenas alguns desses locais.

Percebi que a política não tinha chegado lá e que precisava fazer alguma coisa além do instituto. A partir daí — eu e minha esposa, Paula — buscamos um mandato político para colocar em prática tudo aquilo que pensamos de forma a contribuir para uma sociedade melhor.

Entendo que as reformas econômicas que estão sendo discutidas e votadas pelo Congresso são necessárias ao crescimento do país. Mas a sociedade somente se desenvolverá de forma sustentada a partir da mudança na cultura política.

Um dos pontos primordiais dessa transformação é o princípio da verdade, que norteia muitas nações democráticas. Infelizmente, o sistema atual não prevê mecanismos que obriguem os candidatos a terem compromissos com suas promessas de campanha. Isso é muito ruim, porque gera o descrédito da sociedade em relação à política.

Em alguns países existe o recall, um sistema pelo qual o governante, após eleito, poderá perder o mandato caso não cumpra as promessas de campanha. É uma alternativa para garantir que candidatos não se elejam baseado em mentiras.

Outro ponto que considero importante, embora não seja necessariamente uma mudança legislativa, mas cultural, é um conceito simples que Margareth Thatcher implantou na Inglaterra: “Não existe dinheiro público, existe dinheiro do contribuinte”.

Ao entender a diferença entre dinheiro público e dinheiro do contribuinte, a sociedade passará a cobrar mais transparência na aplicação dos recursos estatais. E, certamente, não aceitará que o dinheiro seja desviado de sua finalidade, principalmente para atender interesses pessoais ou partidários.

Enfim, o Brasil precisa de uma reforma política profunda, e não só de mudanças pontuais nas legislações partidária e eleitoral, como as que foram aprovadas pelo Congresso nos últimos anos. Discutir sobre tempo de propaganda, embora importante, não é fundamental. Uma reforma política precisa enfrentar questões mais sérias como a implantação do voto distrital ou distrital misto, por exemplo.

Esse é o tipo de proposta que pode, sim, melhorar a vida da população. Primeiro, porque diminui muito a força do poder econômico nas eleições e torna a campanha mais barata, seja municipal, seja estadual, seja federal. Depois, por vincular o político eleito ao grupo ao qual representa. A questão do financiamento de campanha também faz parte dessa reforma e precisa ser rediscutida imediatamente. A aprovação do financiamento público não melhorou o Brasil. Tanto que vimos espocar por todo país denúncias de candidatos laranja e desvios das verbas públicas no último pleito.

É inadmissível que o contribuinte brasileiro tão sacrificado ainda seja obrigado a financiar campanha eleitoral. O dinheiro dos impostos deve ser usado para saúde, educação, segurança, infraestrutura. Enfim, coisas que beneficiem diretamente a população não aos partidos.

A doação privada de campanha deve ser liberada com regras rígidas e claras. O empresário que doar para a um governante não poderá participar de licitações públicas. Dessa forma, será doação, não investimento, como assistimos no passado.

É oportuno alertar que há outro risco grande em relação à proibição da doação privada de campanha: o uso de dinheiro em espécie por meio do caixa dois, sem que seja possível a comprovação. Nesse caso, os candidatos financiados pelo crime organizado ou pelas organizações religiosas podem ser amplamente favorecidos em relação aos demais. São questões que precisamos ficar atentos.

A legislação partidária é outro ponto que precisa ser colocado na pauta de discussão. O excesso de partidos faz com que os candidatos se filiem apenas por conveniência, sem nenhuma afinidade ou viés ideológico. Infelizmente, no Brasil, não há uma linha de atuação das legendas partidárias, como ocorre na Inglaterra, por exemplo. Lá é inconcebível que alguém do Partido Trabalhista se filie ao Partido Conservador, pois existe uma identidade política. Aqui, a identidade é a da conveniência.

Todos esses argumentos mostram que a reforma política é fundamental sim. Por meio dela, vamos conseguir melhorar a representatividade no Congresso e, consequentemente, ter mais seriedade na elaboração das políticas públicas. A partir de uma consciência política mais crítica teremos um ciclo virtuoso, que começa pelo voto consciente e resulta na diminuição da corrupção. Somente assim, teremos melhores condições de atender aos mais necessitados.

*Luís Felipe Belmonte – Advogado com ênfase nas áreas do Direito Constitucional, Direito Cível e Direito Administrativo. Sócio fundador do Escritório Luís Felipe Belmonte & Advogados Associados e 1º suplente de Senador da República.

Déficit orçamentário do DF em 2020 deverá ser reduzido em R$ 455 milhões

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Previsão de receita é de R$ 25,018 bilhões, sem considerar os recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal
O Diário Oficial do Distrito Federal publica hoje (8/8) sanção do governador Ibaneis Rocha à Lei nº 6.352/2019, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para 2020 (LDO 2020). Com isso, o orçamento para o próximo ano será elaborado observando os seguintes parâmetros: previsão de receita de R$ 25,018 bilhões (sem considerar os recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal, que são contabilizados no Orçamento Geral da União) e redução do atual déficit fiscal de 2019 (orçado em R$ 799,088 milhões) para um patamar de R$ 343,671 milhões no ano que vem.

“Esse estreitamento da meta fiscal evidencia que o Estado está diligente com a liquidez do caixa e com a saneamento das contas públicas”, afirma o secretário de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, André Clemente.

A LDO 2020 leva em consideração os efeitos da retração da atividade econômica sobre as contas públicas, o elevado volume de passivos em desfavor do Distrito Federal sem lastro financeiro – restos a pagar e demais obrigações financeiras, despesas de exercícios anteriores, conversão de licença-prêmio em pecúnia, precatórios judiciais e requisições de pequeno valor – e a possibilidade de aumento do grau de vinculação da despesa para pagamento de precatórios (Emenda Constitucional nº 99/2017).

Outro risco fiscal levado em consideração pela LDO 2020 é a possibilidade de efetivação da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) em relação ao imposto de renda incidente sobre os salários e proventos da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, pagos com recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal. A medida pode gerar uma perda anual de R$ 700 milhões aos cofres do governo, além de um passivo de R$ 10 bilhões.

Orçamento

Com base nos parâmetros estabelecidos pela LDO 2020 e nas disposições da Lei Orgânica do DF, o governo do Distrito Federal tem até o dia 15 de setembro para elaborar e enviar à Câmara Legislativa a proposta de orçamento para o ano que vem.

Conforme apresentado em audiência pública realizada em 2 de julho último, e de acordo com a LDO 2020, serão destinados R$ 708,179 milhões para investimentos. Já a estimativa de gastos com pessoal e encargos sociais está orçada em R$ 21,355 bilhões, o que corresponde a 67% das despesas totais.

O orçamento deverá prever ainda R$ 8,118 bilhões para custeio da máquina pública e R$ 266,841 milhões para pagamentos de juros e encargos da dívida.

Para fazer frente a essas despesas, além dos R$ 25,018 bilhões de receitas próprias previstos na LDO 2020, o GDF prevê o aporte do governo federal de R$ 14,995 bilhões provenientes do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

 

* Com informações da Secretaria de Fazenda.

CGDF pede informações à Secretaria de Saúde e IGES/DF sobre licitações e contratos

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O objetivo é verificar e corrigir possíveis irregularidades para melhorar os serviços prestados à comunidade

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) solicitou à Secretaria de Saúde (SES) do DF e ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGES/DF) informações relativas às licitações e aos contratos em vigor nesses órgãos. O objetivo é corrigir possíveis irregularidades nos contratos a serem concluídos e na tempestividade das providências para as licitações, para melhorar os serviços prestados à comunidade.

Aldemario Araujo Castro, controlador-geral do DF, informou que essas verificações preliminares podem evoluir para inspeções. “A quantidade de pagamentos sem cobertura contratual, contratos emergenciais e ausências de providências tempestivas para realizar as licitações pertinentes exigem ações enérgicas dos órgãos de controle, conforme orientação expressa do governador Ibaneis Rocha”, destacou ele.

A Secretaria de Saúde deve enviar à CGDF em até 20 dias quais são os contratos com fornecedores que terminam até o dia 31 de junho de 2020. Devem ser especificadas as seguintes questões: data do encerramento do contrato; valor; objeto do contrato; providências tomadas ou planejadas para realização do próximo processo licitatório; modalidade de licitação prevista e fonte das informações para cada contrato (e-contratos, sistema próprio da SES, planilhas).

As mesmas informações sobre contratos foram solicitadas ao IGES/DF no prazo de 20 dias, mas a CGDF quer saber também se houve pagamentos sem cobertura contratual neste ano. Caso houver, o IGES/DF deve especificar quais os valores envolvidos, as datas dos desembolsos, o objeto que gerou o pagamento, e os beneficiados pelos pagamentos.

Em relação ao IGES/DF, a CGDF quer saber ainda se já houve apuração da economia de recursos com após a implantação do instituto, que deve informar os dados deste ano e de 2018 acerca das despesas, classificados por tipo de despesa e unidade de saúde.

A Controladoria quer saber também se existe algum tipo de planejamento em curso para alteração das remunerações dos servidores e empregados do IGES/DF. Em caso positivo, o instituto deve informar o que se pretende nessa área, inclusive em termos de valores, além de especificar o plano de cargos e salários e o processo de seleção de pessoal.

Novo procurador-geral não deve ter “radicalismos”, diz Bolsonaro

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Sucessor de Raquel Dodge deve ser anunciado até dia 12

Por Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (8) que o novo procurador-geral da República não deve tratar as questões sob sua alçada com “radicalismo” e deve atuar “sem estrelismo”. “Esperamos ter um procurador que trate a questão ambiental, por exemplo, sem radicalismo. O Brasil está há seis anos tentando fazer o linhão [de energia] Manuas – Boa Vista [e não consegue], em grande parte pelo problema ambiental”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã de hoje (8).

A expectativa é que o sucessor de Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República (PGR) seja anunciado até a próxima segunda-feira (12). O mandato de Dodge termina em 18 de setembro e a indicação do novo procurador-geral compete ao presidente. Tradicionalmente, a escolha é feita entre os três candidatos mais votados por procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que encaminham uma lista tríplice enviada ao chefe do Executivo. O presidente pode ou não acatar as indicações.

Bolsonaro sinalizou que tem cinco nomes cotados, o que inclui a recondução de Dodge ao cargo. Na lista do MPF, estão os subprocuradores Mário Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul. O indicado deverá passar ainda por uma sabatina na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado pelo plenário da Casa.

Antecipando mais um critério que está sendo considerado para sua escolha, o presidente disse que o chefe do MPF não deve atuar com “estrelismo”. “Não quero alguém que traga para si os holofotes. Em todos os meios têm gente que trabalha com estrelismo”, disse.

Assim como defende um posicionamento equilibrado em relação às questões ambientais, Bolsonaro também espera que o ocupante do posto não interfira em questões relativas às minorias. “Que não atrapalhe a questão de minorias. Acabaram de ver índios aqui querendo progredir, ser como nós somos. Mas, como estão enquadrados nas minorias, o MP, sei que tem suas câmaras, muita independência. A gente conta que o futuro chefe do MP trabalhe nesse sentido, junto aos seus pares, para evitar essa forma xiita de tratar as minorias”, disse.

O tratamento direcionado a assuntos referentes às Forças Armadas também tende a influenciar a decisão de Bolsonaro. “Muitas vezes o MP interfere em questões nossas [dos militares]. Até houve decisão do MP federal dizendo que os alunos dos colégios militares não têm que obedecer o critério de corte de cabelo. Vai se meter nisso? Os colégios militares estão dando certo, não só do Exército como das policias militares. Vai se meter nisso aí?”, disse.

Previdência

Um dia depois da conclusão da votação da reforma de Previdência na Câmara, Jair Bolsonaro elogiou a atuação do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) na condução dos trabalhos e parabenizou parlamentares “pela responsabilidade de votar o tema que traz, de certa forma, algum prejuízo político para cada algum deles”. “Mas o futuro do Brasil é que está em jogo”, completou.

A expectativa do governo é que a mesma proposta que saiu da Câmara seja aprovada no Senado até setembro, para ir a sanção. Segundo Bolsonaro, “se a equipe econômica julgar necessária”, eventuais mudanças – como a inclusão de estados e municípios na reforma e a instituição do sistema de capitalização – podem fazer parte de uma proposta alternativa.

Desvendando o STF: Os onze, de Felipe Recondo e Luiz Weber

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O mais completo relato sobre a atuação do principal tribunal do país, do Mensalão ao governo Bolsonaro

Desde o julgamento da ação penal 470, mais conhecida como Mensalão, o Supremo Tribunal Federal viu-se no centro do debate nacional. Seus integrantes se tornaram amplamente conhecidos e, também por isso, passaram a usar a opinião pública como fundamento para seus votos. Nos turbulentos anos de uma das maiores crises políticas e econômicas que o país já viveu, o protagonismo a que foi alçado o tribunal criou um conjunto novo de desafios.

O jornalista Felipe Recondo, especialista na cobertura do STF, acompanha e analisa o cotidiano do Supremo há mais de uma década. Luiz Weber estuda o funcionamento do tribunal e analisa os movimentos e forças políticas que interagem com o STF. Ao longo de anos, os dois realizaram centenas de entrevistas para escrever Os onze: O STF, seus bastidores e suas crises. O livro traz histórias que permitem descrever os contornos, causas e consequências dos grandes casos que envolveram o tribunal, incluindo o recente e polêmico inquérito sobre fake news aberto por Dias Toffoli e comandado por Alexandre de Moraes.

Onze é o número de ministros do Supremo, que atuam como “onze ilhas”. A expressão foi cunhada pelo ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e se consolidou como chave de interpretação para o funcionamento do tribunal, com a proliferação de decisões monocráticas e a sucessão de embates internos. Num momento em que o STF se vê sob o ataque de expoentes do governo federal e de militantes nas redes sociais, entender as dinâmicas da última instância do poder judiciário é mais importante do que nunca.

FELIPE RECONDO é jornalista e sócio-fundador do site JOTA, especializado em informações jurídicas e legislativas. Trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, entre outros veículos. Em 2012, recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo. Pela Companhia das Letras, publicou Tanques e togas: O STF e a ditadura militar (2018). Foi também co-organizador e colaborador dos livros O Supremo Tribunal Criminal: O Supremo em 2017, Onze Supremos: o Supremo em 2016O Supremo em 2015, além de integrar o conselho consultivo do projeto História Oral do Supremo, da FGV Direito Rio.

 

LUIZ WEBER é jornalista, advogado, mestre em ciência política pela UnB e doutorando em direito constitucional. Secretário de edição da sucursal da Folha de S. Paulo em Brasília, escreve sobre temas jurídicos. Foi diretor de redação da revista Época em Brasília e chefe de redação de O Estado de S.Paulo, também na capital federal.

Eike Batista é preso novamente pela Polícia Federal no Rio

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(Foto Fernando Frazão/Agência Brasil)
Operação Segredo de Midas é desdobramento da Lava Jato

Por Akemi Nitahara

Agentes da Polícia Federal cumprem hoje (8) mandado de prisão do empresário Eike Batista. A ação é parte da Operação Segredo de Midas, deflagrada na manhã de hoje (8), como  desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. O pedido de prisão foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal.
Condenado a 30 anos por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, o empresário foi preso em janeiro de 2017. Três meses depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que Eike cumprisse a pena em casa.Na operação de hoje, a Polícia Federal também cumpre mandado de prisão contra outra pessoa ligada a Eike, além de quatro mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, o objetivo é buscar provas sobre manipulação de capitais e lavagem de dinheiro.

Câmara dos Deputados rejeita todos destaques e aprova reforma da Previdência

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia,durante sessão de destaques ao texto-base da proposta de emenda à Constituição da reforma da Previdência (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)
Proposta segue para Senado para votação em dois turnos

Por Wellton Máximo

Depois quase dez horas de votações, o Plenário da Câmara concluiu a votação da reforma da Previdência em segundo turno. Os deputados rejeitaram os oito destaques apresentados e mantiveram sem alterações o texto principal aprovado hoje (8) de madrugada pela Casa.
Ao encerrar a sessão, que começou às 9h, mas só teve a ordem do dia aberta por volta das 12h30, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), agradeceu o apoio de todos os partidos na construção e na aprovação da reforma. “Ninguém chega a um resultado desses sozinho”, disse. Ele recebeu os cumprimentos dos ministros da Economia, Paulo Guedes, que apareceu no Plenário nos instantes finais de votação, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que deixou o ministério para participar das votações como deputado.Como o texto do primeiro turno foi mantido na votação em segundo turno, não há necessidade de que a proposta seja novamente aprovada em comissão especial. Dessa forma, a matéria está pronta para ser encaminhada para o Senado, onde passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e também precisará ser aprovada em dois turnos de votação em plenário. O texto deixa a Câmara quase seis meses depois de ser enviado pelo governo.

Os dois destaques que faltavam ser votados foram rejeitados nesta noite. Por 339 votos a 153, o Plenário derrubou destaque do PSB que pretendia retirar o aumento gradual ao longo de 15 anos na pontuação (soma de tempo de contribuição e idade) para a aposentadoria de trabalhadores de atividades sujeitas à exposição a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde.

A reforma estabelece pontuação mínima de 66 pontos e 15 anos de efetiva exposição a agentes nocivos, 76 pontos e 20 anos de exposição ou 86 pontos e 25 anos de efetiva exposição para que esses trabalhadores conquistem direito à aposentadoria. A partir de 2020, essas pontuações seriam acrescidas de 1 ponto por ano para homens e mulheres, até atingirem, respectivamente 81 pontos, 91 pontos e 96 pontos para ambos os sexos em 2035. O destaque do PSB buscava eliminar a elevação automática da pontuação.

O último destaque rejeitado, de autoria do PT, buscava eliminar as alterações na fórmula de cálculo da aposentadoria proposta pela reforma. Por 352 a 135 votos, o destaque foi derrubado às 22h01 pelo Plenário. Segundo o governo, a aprovação do destaque desidrataria a reforma da Previdência em R$ 186,9 bilhões – R$ 15,8 bilhões para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e R$ 171,1 bilhões para a Previdência dos servidores públicos federais.

Outros destaques derrubados

De autoria do PT, o primeiro destaque rejeitado permitiria que recolhimentos do trabalhador abaixo do valor mínimo exigido para determinada categoria conte como mês de efetiva contribuição. O relator da reforma na comissão especial, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), alegou que a retirada desse ponto da reforma prejudicaria os trabalhadores intermitentes.

Apresentado pelo PCdoB, o segundo destaque rejeitado manteve as mudanças no cálculo de pensões por morte , permitindo o pagamento de pensões inferiores a um salário mínimo caso o segurado tenha outras fontes formais de renda. O terceiro destaque rejeitado, do PT, queria retirar a fixação, na Constituição, de critérios de renda para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O quarto destaque rejeitado, do PSOL, retiraria da reforma a restrição ao abono salarial aprovada em dois turnos. O benefício agora será pago apenas para quem ganha até R$ 1.364,43 por mês, considerado pelo governo como limite para famílias de baixa renda, gerando economia de R$ 76,4 bilhões em dez anos.

O quinto e o sexto destaque rejeitados pretendiam alterar a regra de transição. Os deputados derrubaram proposta do Partido Novo para manter as idades mínimas especiais de aposentadorias para professores – 60 anos para homens e 57 para mulheres – e eliminar toda a regra de transição que estabelecia pedágio de 100% para os trabalhadores atuais. Em seguida, os parlamentares derrubaram destaque do PDT  que pretendia eliminar o pedágio de 100%, para instituir pedágio de 50% por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) paralela.

Empossados membros do Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos

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Conselho tem independência funcional e sua finalidade é atuar na proteção, promoção e garantia dos direitos humanos | Foto: Geolando Gomes / Secretaria de Justiça
Conselheiros exercerão mandado de 2019 a 2021. No total, colegiado é composto por 32 membros efetivos e 32 suplentes

Os novos membros do Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CDPDDH), composto por representantes da sociedade civil e do governo, tomaram posse nesta quarta-feira (7) em cerimônia realizada no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. Os empossados exercerão o mandado de 2019 a 2021. No total, o colegiado é composto por 32 membros efetivos e 32 suplentes.

Ao participar da solenidade, o secretário de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Gustavo Rocha, afirmou que o Conselho terá o apoio da Sejus para que exerça suas atribuições com independência e autonomia. “Este conselho é o lugar da democracia. Vamos promover os direitos humanos respeitando as diferenças e nos unindo, governo e sociedade civil, em prol do que realmente importa: o bem-estar da nossa população e a promoção dos direitos humanos”, defendeu Gustavo.

O CDPDDH tem independência funcional, e sua finalidade é atuar na proteção, promoção e garantia dos direitos humanos, bem como na fiscalização das políticas públicas relacionadas ao tema no DF. Segundo o subsecretário de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial da Sejus, Juvenal Araújo, o papel do conselho é essencial para fortalecer a atuação da Secretaria.

“Nosso trabalho é diuturnamente na garantia dos direitos humanos dos cidadãos do DF. Em oito meses, já tivemos grandes avanços em temas como combate à tortura e à LGBTfobia e na promoção da igualdade racial, por exemplo. Faz parte do compromisso da Sejus apoiar este conselho, que tem um papel fundamental”, concluiu.

Atribuições

O CDPDDH também investiga violações de direitos humanos; pode receber e encaminhar denúncias de desrespeito aos direitos individuais; propõe soluções para problemas referentes à defesa dos direitos humanos; promove campanhas sobre conscientização dos direitos fundamentais; e estabelece parcerias com outros órgãos do poder público e com entidades privadas.

O Conselho tem forte atuação nas seguintes pautas: saúde mental, educação em direitos humanos, sistemas prisional e socioeducativo, LGBT, população em situação de rua e pessoas com deficiência, entre outras.

 

* Com informações da Secretaria de Justiça.

Detran-DF promove palestras no Dia do Pedestre

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Primeiro semestre de 2019 teve redução no número de mortes por atropelamentos. O órgão vai, neste mês, realizar ações em escolas públicas e particulares e intensificar as campanhas educativas em vias públicas e faixas
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) promoverá uma ação educativa na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, nesta quinta-feira (8), para celebrar o Dia do Pedestre. Além da distribuição de materiais educativos, os educadores de trânsito realizarão palestras, das 9h às 12h e das 15h às 18h, com o objetivo de conscientizar os pedestres sobre a prática de condutas seguras ao circularem pelas vias públicas.

De janeiro a junho deste ano, o DF registrou 56 mortes de pedestres no trânsito, 16,4% a menos que no mesmo período do ano passado quando 67 pessoas morreram atropeladas. De acordo com levantamento da Gerência de Estatísticas do Detran-DF, 23% dos pedestres mortos no primeiro semestre deste ano tinham mais de 60 anos e 78,5% eram do sexo masculino.

Os dados indiciam ainda que 42% dos atropelamentos de pedestres ocorreram à noite, entre 18h e 23h59, um total de 23 ocorrências no período. O dia da semana com maior número de acidentes com pedestres foi o domingo, com 11 atropelamentos. Em relação à localidade dos acidentes, Ceilândia foi a que registrou a maior quantidade de atropelamentos: sete ocorrências. Já entre as rodovias, a DF-003 (Epia), na Candangolândia, teve o maior registro, com três atropelamentos.

42%dos atropelamentos de pedestres ocorreram à noite, entre 18h e 23h59, um total de 23 ocorrências no período. O dia da semana com maior número de acidentes com pedestres foi o domingo, com 11 atropelamentos.

Álcool e drogas

Segundo o levantamento do Detran-DF, 54% dos pedestres mortos neste ano apresentaram resultado positivo no exame de toxicologia. Os dados indicam que 43% dos pedestres mortos ingeriram bebida alcoólica, 37% consumiram drogas e 20% consumiram álcool e drogas.

De acordo com o diretor de Educação de Trânsito do Detran-DF, Marcelo Granja, os dados estatísticos têm auxiliado na elaboração de políticas voltadas à segurança do pedestre. “O estudo estatístico nos possibilita identificar os principais fatores de risco para a ocorrência dos acidentes e isso tem nos ajudado a definir as ações e a atuar nas áreas onde detectamos a maior quantidade de acidentes. Neste mês, por exemplo, vamos realizar ações voltadas aos pedestres, em escolas públicas e particulares e intensificar as campanhas educativas em vias públicas e faixas de pedestres”, destaca Marcelo Granja.

*Com informações do Detran-DF

GDF Presente chega ao Plano Piloto

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Secretário de Governo e coordenador do GDF Presente, José Humberto Pires fala com entusiasmo sobre a integração da equipe: | Foto: Vinícius de Melo / Agência Brasília
União entre o Governo do Distrital Federal e as comunidades contempladas é o principal ponto a ser destacado no programa

Por Daniela Brito

O GDF Presente finalmente chegou ao Plano Piloto. O programa foi lançado nesta quarta-feira (7) na região administrativa e, como já acontece em outras regiões do Distrito Federal, visa atender com prontidão demandas diversas da sociedade. Poda de árvores, retirada de entulhos, recuperação asfáltica, limpeza de bocas de lobo, reposição das tampas de bocas de lobo e recuperação de meio-fio, entre outras providências, estão entre elas.

Em razão da alta demanda de serviços no Plano Piloto, que representa as regiões da Asa Sul e Norte, Lago Sul, Lago Norte, Sudoeste, Noroeste, Cruzeiro e Octogonal, haverá uma alteração importante de cronograma: o GDF Presente, que tem como costume se manter por uma semana em cada região, aumentará o seu tempo de atuação em 15 dias.

Prestigiaram o encontro para anunciar o início das ações no Plano Piloto o Secretário de Governo e coordenador do programa, José Humberto Pires; a administradora do Plano Piloto, Ilka Teodoro; a coordenadora do Polo Central, Vânia Gurgel; além de lideranças comunitárias e de representantes da Novacap, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Sesipe e da Vigilância Ambiental.

Na condição de coordenador do programa, José Humberto Pires reforçou a importância de ouvir todas as lideranças locais. “O principal ponto a ser ressaltado no programa é a integração de toda a equipe. Aqui a gente trabalha em conjunto, não é cada um fazendo apenas o seu. São todos trabalhando com o objetivo de corrigir as emergências da população. A região é ampla e as necessidades são grandes. Por isso, nós vamos ficar aqui 15 dias e não uma semana”, anunciou o secretário de Governo.

Trabalho a todo vapor

O lançamento oficial do GDF Presente no Plano Piloto foi realizado hoje (7/8), mas as atividades já são executadas desde segunda-feira (5). A equipe de engenharia de trânsito do Detran-DF revitalizou as sinalizações horizontal e vertical na Asa Sul, na W2 Sul, no Setor Comercial Sul, no Cruzeiro e no Terraço Shopping. Além disso foram implementadas as sinalizações aos portadores de necessidades especiais e idosos em alguns pontos da região.

O principal ponto a ser ressaltado no programa é a integração de toda a equipe. Aqui a gente trabalha em conjunto, não é cada um fazendo apenas o seuJosé Humberto Pires

José Iter Silva da Silva, morador da quadra 115 Sul há quatro anos, comenta a situação. “O nosso bloco é próximo dos melhores comércios. O reforço na sinalização já era uma solicitação antiga dos moradores, comerciantes e público que utiliza o local”, explicou. “Qualquer um chegava e estacionava próximo das rampas, pois não tinha sinalização, e agora contamos com esse benefício que vai facilitar a vida de todos.”

Entre as ações emergentes e muito solicitadas pela população por meio da ouvidoria (162) do GDF estava a poda de árvores na 712 Norte e nas proximidades da Universidade de Brasília (UnB). Todas já foram atendidas.

“Uma maravilha, uma das melhores coisas que podiam ter feito. Já caíram galhos e quebraram o meu telhado duas vezes. Eu estou muito satisfeito”, elogia José Serafim Fernandes. Ele e sua esposa Alice Fernandes são moradores da quadra 712 Norte há 14 anos.

“Antes, com as chuvas e os ventos, nós ficávamos apreensivos e com medo. Agora não precisamos mais nos preocupar. Gostaria de agradecer ao governador pela atenção”, acrescenta.

José Serafim Fernandes. Ele e sua esposa Alice Fernandes são moradores da quadra 712 Norte há 14 anos e agora se dizem satisfeitos com as mudanças operadas pelo GDF Presente | Foto: Renato Araújo / Agência Brasília

Bernadete Pacine, moradora da quadra há 20 anos, relata os problemas trazidos pelas árvores próximas à sua casa. “As árvores estavam velhas, com lixos e fungos. Isso me trazia muita alergia. Sem contar nos problemas nas afiações em dias chuvosos e com muito vento. É por isso que estou muito satisfeita com esse trabalho”, festeja.

A equipe vai atuar na região do Plano Piloto até o dia 21 de agosto. Em seguida os trabalhos serão realizados no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e, em seguida, Cidade Estrutural.