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Após 10 anos, arquiteta acusada de matar os pais vai a júri hoje no DF

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Por Pedro Peduzzi

Começou na tarde desta segunda-feira (23), no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o julgamento de Adriana Villela, arquiteta suspeita de triplo homicídio, tendo como vítimas os próprios pais – o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, e a advogada Maria Carvalho Villela – e a empregada da família, Francisca Nascimento da Silva. As vítimas foram mortas a facadas.
Conhecido como Crime da 113 Sul e como Caso Villela, o episódio ocorreu  em 28 de agosto de 2009. O caso ganhou maior repercussão após o afastamento da delegada responsável pelas primeiras investigações, Martha Geny Vargas Borraz, devido a suspeitas de que teria plantado provas durante o inquérito para responsabilizar inocentes – no caso, Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do prédio onde o casal morava; Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo; e Francisco Mairlon Barros Aguiar.

Em agosto de 2016, a delegada foi condenada a mais de 16 anos por falsidade ideológica, fraude processual, violação de sigilo funcional e tortura. O agente da Polícia Civil José Augusto Alves, que também participou das investigações do caso, foi condenado pela prática do crime de tortura, e teve a pena fixada em três anos, um mês e dez dias de reclusão.

De acordo com o TJDFT, já foram sorteados os sete jurados que comporão o conselho de sentença. A expectativa é de que o julgamento dure cinco dias.

Estados e municípios têm até sexta para aderir a modelo cívico-militar

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Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Por Mariana Tokarnia

Estados e municípios têm até sexta-feira (27) para manifestar interesse em aderir ao modelo de cívico-militar proposto pelo governo federal. A gestão híbrida compartilhada com civis e militares será implementada, em 2020, em 54 escolas.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), as escolas devem manifestar interesse junto à secretaria estadual de Educação. Serão selecionadas duas instituições de cada estado e do Distrito Federal.

Nos estados em que não houver interesse pelo programa, municípios voluntários podem pedir participação por meio de ofício enviado ao MEC, com os nomes das instituições da unidade da federação que pretendem aderir ao programa.

Para participar da seleção, os colégios devem ter de 500 a 1 mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental ou do ensino médio.

Segundo a pasta, uma das condições é que estados e municípios apliquem consulta pública sobre a mudança, uma vez que a adesão ao programa é voluntária. A aceitação pode ocorrer por meio de audiência pública ou  votação. O MEC disponibilizou o passo a passo para a realização da consulta à comunidade. A orientação está disponível na internet.

Terão preferência na seleção as instituições de ensino com baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e em situação de vulnerabilidade social. A comparação é feita com outras escolas do mesmo estado. Ao todo, o governo pretende implementar 216 escolas cívico-militares até 2023.

Recursos

O MEC vai liberar R$ 54 milhões para o programa em 2020, sendo R$ 1 milhão por escola. O dinheiro será investido no pagamento de pessoal em algumas instituições e na melhoria de infraestrutura, compra de material escolar, reformas, entre outras pequenas intervenções.

As escolas em que haverá pagamento de pessoal são as que fizerem parceria com o MEC e o Ministério da Defesa, que contratará militares da reserva das Forças Armadas para trabalho nos estabelecimentos. A duração mínima do serviço é de dois anos, prorrogável por até dez, podendo ser cancelado a qualquer tempo. Os profissionais vão receber 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar.

Os estados poderão ainda destinar policiais e bombeiros militares para apoiar a administração das escolas. Nesse caso, o MEC repassará a verba ao governo, que, em contrapartida, investirá na infraestrutura das unidades, com materiais escolares e pequenas reformas.

Os militares irão atuar como monitores, acompanhando os alunos e fazendo contato com as famílias.

Consulta pública

Segundo o MEC, uma etapa importante na adesão ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares é a realização de consulta pública. A pasta informa que o procedimento assegura transparência na escolha e serve para medir o grau de interesse de todos os atores, sendo eles, gestores, professores, alunos e familiares, em fazer parte da iniciativa lançada pelo governo federal.

Veja o passo a passo recomendado pela pasta

Chamamento da comunidade escolar –  convocação para conhecer o programa. Pode ser pela internet, rádio local, carro de som, folder, entre outros.

Audiência de esclarecimento – reunião com a comunidade escolar para explicar o modelo proposto pelo MEC. É necessário capacitar alguém do estado ou do município para tirar todas as dúvidas que as pessoas possam ter.

Audiência de consulta pública – uma segunda reunião para medir o grau de aceitação do modelo na escola. A forma mais comum é por votação, mas pode ser por outros caminhos, desde que mantidas a transparência e a publicidade.

Resultado – a conclusão da audiência da consulta pública deve ser formalizada e enviada para o MEC.

O governo local pode optar por outra forma de realizar a consulta pública. É necessário, no entanto, enviar o resultado para o MEC. A instituição de ensino deve assegurar a participação do maior número possível de pessoas da comunidade escolar, credenciando os eleitores do processo.

Hamilton Mourão compara narcotráfico no país à guerrilha

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Por Andreia Verdélio

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse hoje (23) que, em alguns lugares do Brasil, as forças policiais do Estado vivem uma guerra contra o narcotráfico e podem acontecer tragédias como a da morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos. Ela foi baleada com um tiro nas costas, quando estava dentro de uma Kombi com o avô, na sexta-feira (20), na comunidade da Fazendinha, Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.

“Infelizmente as narcoquadrilhas que operam no Brasil viraram uma guerrilha. Se você compara com a Colômbia, é a mesma coisa que as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia]”, disse, ao deixar o gabinete da Vice-Presidência, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (23).

Para Mourão, os traficantes de drogas brasileiros estão estruturados como as guerrilhas, com forças que atuam no combate, forças de apoio e de sustentação, incluindo médicos, advogados e sistemas para lavagem de dinheiro. “Então, infelizmente, nós temos que reconhecer que em determinados lugares do Brasil se vive uma guerra, e aí acontecem tragédias dessa natureza”, disse.

De acordo com relatos de moradores, o tiro teria sido disparado por policiais militares. Já a Polícia Militar informou que as equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Fazendinha foram atacadas de várias localidades da comunidade e os policiais revidaram à agressão.

“É a palavra de um contra o outro”, disse Mourão sobre a divergência dos relatos. “E você sabe muito bem que nessas regiões de favela se o cara disser que foi o traficante quem atirou, no dia seguinte ele está morto”, acrescentou.

O presidente em exercício, que é general da reserva do Exército, lembrou as operações que comandou nos complexos do Alemão e da Maré, no Rio de Janeiro. “O Estado tem que fazer suas operações e procurar de todas as formas possíveis a segurança da população. E o narcotráfico coloca a população na rua e atira contra a tropa, então ele coloca em risco a própria gente que habita aquela região. É uma tragédia isso, e temos que fazer o possível e o impossível para evitar que isso aconteça”, ressaltou.

Excludente de ilicitude

Mourão foi questionado se o caso Ágatha pode ser usado para derrubar a ampliação de excludente de ilicitude, prevista no pacote anticrime do governo federal, que está em tramitação no Congresso Nacional. A proposta faz mudanças nos códigos Penal e de Processo Penal e estabelece que juízes poderão reduzir pela metade ou mesmo deixar de aplicar a pena para agentes de segurança pública que agirem com “excesso” motivado por “medo, surpresa ou violenta emoção”.

O presidente em exercício preferiu não opinar sobre a articulação com o Congresso, que é feita pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, mas disse que “dentro de um clima de emoção como está, pode prejudicar [a aprovação do projeto].”

“Dois policias morreram [em operações durante o fim de semana no Rio], ninguém comenta isso aí, parece que dois cachorros morreram. Nós, forças do Estado brasileiro, durante operação na Maré, tivemos um morto e 27 feridos. No ano passado, durante a intervenção militar no Rio, tivemos três mortos e ninguém toca nisso aí. Então, tem que haver algum tipo de proteção. É obvio que, se nós vivemos dentro do Estado de Direito, a lei tem que valer para todos, então quem infringiu a lei tem que ser punido”, disse.

Mourão assumiu a Presidência da República hoje com a viagem do presidente Jair Bolsonaro para Nova York, nos Estados Unidos, para participar da abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O presidente em exercício viaja esta tarde para o Rio de Janeiro, onde amanhã (24) à tarde faz uma palestra no Clube Militar.

Plano Distrital de Saúde: saiba como ajudar a melhorá-lo

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População pode participar da consulta pública para identificar prioridades e problemas e, também, propor medidas e ações que melhorem serviços existentes

A população do Distrito Federal pode participar, a partir desta segunda-feira (23), da consulta pública para a elaboração do Plano Distrital de Saúde, referente ao período de 2020-2023. O objetivo é reunir as sugestões e contribuições da sociedade, para mapear o cenário da saúde pública local. Os interessados podem acessar a consulta aqui.

A iniciativa pretende identificar as prioridades e os problemas de saúde da população do DF, para propor medidas e ações que melhorem os serviços existentes. Com a participação popular, será possível orientar as políticas públicas desenvolvidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Podem participar representantes da sociedade civil, usuários do SUS, estudantes, conselheiros de saúde, prestadores de serviços, representantes de universidades, de categorias profissionais, de órgãos do governo, entre outros.

A consulta pública estará disponível à população até 23 de novembro. A elaboração do Plano Distrital tem como base as diretrizes da Conferência Nacional de Saúde e da Conferência Distrital de Saúde.

Com informações da Secretaria de Saúde/DF

Rua 10 de Vicente Pires está preparada para o período chuvoso

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GDF intensifica trabalhos na Rua 10 para diminuir problemas na época das chuvas. Foto: Francisco Gualberto/Secretaria de Obras

Calçadas na via começaram a ser instaladas. Após esta etapa da obra. via estará pronta para enfrentar o período chuvoso

Essencial e estratégica para a fluidez do trânsito no Setor Habitacional Vicente Pires, a Rua 10 é há alguns anos um transtorno para os moradores da região. Com mais de 4,5 km de extensão, mais de 12 metros de largura e um alto declive no sentido TaguaParque-Rua 03, a Rua, até então sem infraestrutura adequada para circulação de veículos e pedestres, era um clássico local de ocorrência de acidentes, principalmente no período chuvoso. “A água arrasta tudo e, no entroncamento com a Rua 3, detona e alaga tudo. Depois que as obras começaram, aumentou a poeira e a lama. Um perigo para as pessoas e motoristas”, lembra o comerciante Isaias Rocha.

A realidade vivenciada por ele, no entanto, mudou nos últimos meses com a intensificação das obras de infraestrutura no local. Agora, com a drenagem concluída, e parte da pavimentação finalizada, a Secretaria de Obras informa que, pela primeira vez, as bocas de lobo serão abertas no período chuvoso e os alagamentos farão parte do passado de quem passa pela via. “Há alguns dias iniciamos a construção das calçadas. Acredito que este ano o impacto será mínimo. Sem grandes intercorrências na Rua 10″, afirma Sérgio Lemos, subsecretário de fiscalização e acompanhamento de obras do GDF.

A evolução dos serviços na Rua 10 é fruto de planejamento estabelecido pela Secretaria de Obras ainda no primeiro semestre deste ano. “No final do período chuvoso deste ano, vimos que aqui era um dos gargalos e, se não resolvêssemos, algo mais complicado poderia acontecer”, lembra o secretário Izidio Santos Junior. “Concluir a Rua 10 foi uma das nossas prioridades para 2019”, pontua.

Infraestrutura

Desta forma, ainda em maio deste ano, a secretaria começou os serviços de preparo da via para receber o asfalto e intensificou os serviços. Além das empresas contratadas para executarem os serviços de infraestrutura na região, a Novacap e o DER participaram ativamente das obras de infraestrutura da via.

“A gente sabe da complexidade da obra e que não fica pronta de uma hora para outra. Enfim, o que queremos é isso: qualidade de vida”, comemora a funcionária pública Sônia Medeiros, caminhando pelas novas calçadas da Rua 10.

*Com informações da Secretaria de Obras

DF decreta luto pela morte do padre Cassimiro

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Pesar oficial de 3 dias, em função do assassinato de religioso dentro da paróquia da 702 Norte, foi  publicado no DODF desta segunda-feira (23)

Por Renata Moura 

O Diário Oficial desta segunda-feira (23) acaba de sair e trouxe a publicação do decreto nº40.120, que oficializa luto do Governo do Distrito Federal, em virtude do falecimento do padre polonês, Kazimerez Wojn.

O religioso foi brutalmente assassinado no sábado (21) nas instalações da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na 702 Norte. A polícia investiga o crime, que aponta para um latrocínio (roubo seguido de morte).

 

O governador Ibaneis Rocha participa, neste momento, do velório do corpo do sacerdote, que acontece na sede da paróquia.

Primavera começa hoje, mas chuvas devem se fixar apenas em outubro

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Por Mariana Tokarnia

A primavera começa nesta segunda-feira (23) em todo o hemisfério sul do planeta. No Brasil, a estação é caracterizada pela chegada das chuvas. Este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) as precipitações deverão começar em outubro, um pouco mais tarde que no ano passado, quando tiveram início em setembro.

“A primavera, no geral, é a mudança da estação do inverno para a chegada do verão. Estamos saindo de um período frio para começar um período quente. Quando vamos para a parte central do Brasil e Sudeste, a estação é associada com a chegada das chuvas. Por isso, grande parte do Brasil tem plantio nessa época do ano, em outubro, quando as chuvas começam a se fixar”, disse, em Brasília, o chefe da previsão do tempo do Inmet, Francisco de Assis.

Acrescentou que a primavera é sempre associada a temporais, pancadas de chuva e trovoadas: “Exatamente por isso que estamos entrando em um período quente com a formação de nuvens, para começar o período de chuva”, explicou.

Norte

De acordo com a Meteorologia, a previsão para a Região Norte é que, em Roraima, Amapá, nordeste do Amazonas e meio norte do Pará as chuvas ocorram próximas ou abaixo da média para o período. Já na parte centro-sul do Amazonas, sudoeste do Pará e no Acre e Rondônia, haverá possibilidade de chuvas acima da média durante os meses de outubro a dezembro. As temperaturas serão de normal a acima da média.

A região apresentou bastante irregularidade nas chuvas entre junho a agosto. A redução das chuvas em localidades dos estados de Rondônia, Tocantins e sul do Pará e as altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, favoreceram a incidência de queimadas, muito comuns nesta época do ano. Alguns episódios de friagem também foram registrados neste período e atingiram o Acre, Rondônia e sul do Amazonas.

Nordeste

A previsão para a primavera indica maior probabilidade de chuvas perto da média na parte leste do Nordeste. Nas demais áreas, haverá o predomínio de chuvas ligeiramente abaixo da média. Ressalta-se que o trimestre de outubro a dezembro é o mais seco da parte leste do Nordeste.

As temperaturas estarão mais elevadas sob re todo o Nordeste, principalmente na região sul do Maranhão e do Piauí.

Durante os meses de inverno, as chuvas registradas foram próximas ou abaixo da média em grande parte da região.

Em lugares como João Pessoa, na Paraíba, onde geralmente chove em torno de 790 milímetros (mm) entre os meses de junho a agosto, choveu 670 mm somente em junho. As chuvas amenizaram as temperaturas nesta região, principalmente no sudeste da Bahia, onde a média das máximas em agosto ficou entre 24 ºC e 26 ºC.

Centro-Oeste

A previsão para o Centro-Oeste indica alta probabilidade de chuvas de normal a acima de normal em grande parte da região, exceto na metade norte do Goiás, onde as chuvas serão ligeiramente abaixo da média climatológica.

As temperaturas serão acima da média, principalmente no sul do Mato Grosso do Sul, norte de Mato Grosso e Distrito Federal.

Municípios de Mato Grosso e Goiás ficaram mais de 100 dias consecutivos sem chuva, a partir de maio deste ano.

Nestas mesmas áreas, as temperaturas médias foram acima do normal climatológico, em razão da permanência de massas de ar seco e quente, as quais favoreceram a ocorrência de queimadas e incêndios florestais.

Em alguns dias entre junho e setembro, a umidade relativa do ar apresentou valores abaixo de 20% nos horários com temperaturas mais elevadas, como ocorrido no Distrito Federal, em que a estação meteorológica do Inmet, no Gama (DF), registrou 8% de umidade relativa do ar no dia 4 de setembro.

Sudeste

Na Região Sudeste, a previsão é que as chuvas sejam ligeiramente abaixo da faixa normal, exceto no estado de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde podem ocorrer chuvas mais fortes, principalmente em novembro. As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do Sudeste.

A precipitação de chuvas no inverno seguiu características típicas para o período, com baixa ou total ausência de precipitação, com exceção do leste de São Paulo e Rio de Janeiro, onde as chuvas foram entre 20 e 70 mm acima da média.

As temperaturas médias foram de normal a ligeiramente acima da média em grande parte da região. Foram registrados nos estados de São Paulo e Minas Gerais alguns poucos episódios de geadas somente no início de julho, com intensidade variando de fraca a moderada.

Sul

Na primavera, ainda de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, as chuvas devem permanecer ligeiramente acima da faixa normal nos três estados da região Sul. Já as temperaturas médias devem predominar dentro da normalidade na parte oeste da região e acima da média no restante.

Durante o inverno, os maiores volumes de chuva estiveram localizados sobre a metade sul do Rio Grande do Sul. Durante os primeiros dias de junho, deu-se o início da temporada de temperaturas mais baixas, entretanto, as temperaturas abaixo de zero só ocorreram em julho e agosto.

Em áreas de serra e planalto da Região Sul do país, houve formação de geadas com intensidade variando de moderada a forte. Durante a primeira semana de julho e também de agosto, houve registro de neve na região serrana do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

30 curiosidades sobre o Templo da Boa Vontade – parte 2

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Você sabia?

2ª. O Templo da Boa Vontade (TBV) acolhe pessoas todos os dias do ano, durante 24 horas, em seu ambiente principal, a Nave. “A dor não tem hora para bater à porta do coração”, afirmou Paiva Netto, ao inaugurar o Templo do Ecumenismo Divino, uma de suas muitas nomenclaturas. Por isso, jamais fechou suas portas. O TBV é um teto para toda a humanidade, e todos são
muito bem-vindos, independentemente de crença, descrença, ideologia, partido político, classe social ou grupo étnico.

Templo
da Boa Vontade – 30 anos

Quadra
915 Sul — Brasília/DF

Instagram:
@templodaboavontadetbv | Facebook: templodaboavontade

Informações:
(61) 3114-1070 | amigosdotbv.org

Alaya Dança apresenta “Imagens Poéticas, Exposição Performance”

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Projeto, que integra a manutenção do Alaya Dança 2018/2019, propõe ao público um mergulho na história da companhia que completa 30 anos

Prestes a completar três décadas, a Cia/ Núcleo Alaya Dança revisita sua trajetória com o projeto multilinguagem Imagens Poéticas, Exposição Performance – Alaya Dança 30 anos, que reúne performance, palestra e exposição construídos com inspiração em recortes do acervo de imagens, cenografias, trilhas sonoras e repertório que marcaram a história da companhia. 

Imagens poéticas tem visitação da exposição do acervo da companhia, de 4 a 13 de outubro, no Centro de Dança do Distrito Federal. A curadoria da exposição propõe ao público um mergulho nas emoções, sensações e imagens que são ícones da memória da companhia.

Na noite de abertura (4), às 19h, será ministrada a palestra “Alaya, Pedagogia e criação em processo”, com Cássia Navas,  escritora e ensaísta, professora-pesquisadora Instituto de Arte/UNICAMP, São Paulo. Em processo de 30 anos, a Alaya Cia. De Dança é duplamente território e fronteira entre territórios, base na e pela qual se mesclam ensino, criação , difusão, num reticulado de temas, textos e contextos,  artistas e gentes, teatros e cidade. A palestra propõe-se como uma travessia por este território Alaya, com foco no ensinar e criar, que são ética e estética se entrelaçando.  Navas é parceira e orientadora de Lenora Lobo, diretora e fundadora da companhia, na sistematização do método Teatro do Movimento, publicado em um DVD e dois livros.

Nos dias 5 e 6, às 20h, Imagens Poéticas traz performance da companhia, fazendo uso da exposição como cenário dramático para a apresentação.  Encenado por nove bailarinos, com dança, canto e algumas interações com o público,  é uma criação inspirada em trechos de seis das mais significativas  coreografias da Alaya Dança ao longo da sua história.

A direção artística de Imagens Poéticas é assinada por Lenora Lobo, a direção cênica e coreográfica por  Andrea Horta e a concepção visual e cenários concebidos por Ione Coelho.  Ao adentrar o Centro de Dança, o público vivencia uma imersão no universo criado pela companhia. A ideia é que o espectador possa ter a oportunidade de acompanhar e interagir com a dança em alguns momentos, além de observar de perto as montagens do acervo multimídia da companhia.

“A partir de todos os processos de pesquisa, criação de um repertório comprometido com brasilidade e identidade e produção de conhecimentos empreendidos pela companhia, a iniciativa de compartilhamento desta Exposição Performance é fundamental para estimular novos criadores e deleitar apreciadores da arte. A história da Alaya Dança abrange boa parte da história de Brasília. Realizar o projeto Alaya Dança Manutenção, em 2018 e 2019, significa, para nós, contribuir com a formação crítica no estado, tornar a apreciação da arte coreográfica mais vasta e reforçar a identidade cultural do DF”, explica a diretora Lenora Lobo.

A Exposição Performance Imagens Poéticas encerra, em 2019, o segundo ano do projeto Alaya Dança Manutenção,  com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. A proposta do primeiro ano, 2018, se manteve em dar continuidade às atividades do núcleo artístico no desenvolvimento de oficinas, capacitação, atualização de acervo, pesquisas, ensaios, aulas-espetáculos, visibilizou processos criativos e didáticos.  Sua proposição abriu espaço para residentes; jovens engajados com a arte do movimento.  O projeto cumpriu seu formato, via inclusão de profissionais que ancoraram o objeto de necessidades com processos positivos, são eles, artistas e professores: Van Porath, Eliana Carneiro, o músico João de Bruço, artista plástica Ione Coelho e a Interprete Criadora Aida Cruz.

Sobre a Cia Alaya Dança

Composta por intérpretes criadores voltados para a pesquisa em dança, foi criada em 1989 pela coreógrafa e diretora Lenora Lobo. Após décadas no mercado, a companhia inova no mercado da dança no Distrito Federal, destacando-se desde 2003 por ter sua própria proposta pedagógica sistematizada no Método Teatro do Movimento, criado por Lenora Lobo e pela pesquisadora e professora PhD. Cássia Navas. Desde então, a Cia Alaya participa da formação, pesquisa e instauração de uma arte coreográfica brasileira. A Alaya Cia de Dança transita entre os palcos e o núcleo de pesquisa e colabora atualmente com a formação de intérpretes criadores e educadores no Distrito Federal e no Brasil. A companhia acolhe, no contexto da diversidade, diferentes artistas e múltiplas linguagens e métodos expressivos.

Direção geral: Alaya Arte do Movimento Companhia de Dança

Direção de arte: Lenora Lobo / Ato de Comunicação

Direção cênica, concepção e dramaturgia: Andrea Horta

Assistente de direção: Cleani Calazans

Interpretes criadores – Bailarinos: Hilton Gonçalves, Cleani Calazans, Christiane Lapa,

Marcilma Carvalho, Alexandre Nascimento, Andrea Horta.

Participação especial: Aida Marise

Interpretes criadores convidados: Melina Calazans e Jorge Dupan

Atriz convidada: Julia Horta

Músico convidado: Thiago Ribeiro

Palestrante: Cassia Navas

Concepção visual e cenografia da exposição: Ione Coelho

Assessoria de comunicação e design gráfico: Pato Sardá

Coordenação de produção e administrativa: Fernanda Oliveira / Arteviva Produções

Produção executiva: Alaor Rosa / Arteviva Produções

Iluminador: Moises Vasconcellos

Assessoria de Imprensa: Tato Comunicação

Fotos vídeos e edições do projeto: Ato de Comunicaçao/ Dmitri Valença

Fotografo estagiário projeto: Lucas Oliveira

Fotos do Acervo exposição: Mila Pertrilo e Sátiro Valença

Videos Exposição: Ato de Comunicação/ Satiro e Dmitri Valença

Serviço

Imagens Poéticas, Exposição Performance – Alaya Dança 30 anos

Projeto de Manutenção da Cia/Núcleo Alaya Dança

 

Exposição do acervo da Alaya Dança

De 04 a 13 de outubro – de 9hs às 21hs

Palestra de abertura

“Alaya, Pedagogia e criação em processo”

Ministrada pela professora PhD Cássia Navas (Unicamp-SP)

Dia 04 de outubro, às 19h

Performances

Dias 05 e 06 de outubro – às 20h

Centro de Dança do Distrito Federal

(SAN, quadra 1 Via N2 – Brasília DF)

Classificação indicativa livre

Entrada gratuita

Bolsonaro tem até 4 de outubro para vetar ou sancionar lei eleitoral

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Se a lei for sancionada, valerá para as eleições municipais de 2020

Por Heloisa Cristaldo e Karine Melo

Está nas mãos do presidente da República Jair Bolsonaro a decisão de sancionar ou vetar (total ou parcialmente) o projeto que altera regras eleitorais (Projeto de Lei 5029/19). Para valerem já nas eleições municipais de 2020, as novas regras precisam ser sancionadas até o dia 4 de outubro.

A primeira versão do projeto foi aprovada pelos deputados no início de setembro com grande repercussão negativa. A reação fez com que o Senado avançasse apenas na criação de um fundo eleitoral, sem valor definido, para financiar as eleições no ano que vem. Quando o texto voltou à Câmara, os deputados excluíram alguns pontos importantes, mas mantiveram trechos que críticos da proposta acreditam que podem dar margem para caixa dois, lavagem de dinheiro, além de reduzir mecanismos de controle dos recursos.

Após negociação entre os líderes partidários, os deputados retomaram à votação de todo o texto, retirando quatro pontos. No relatório apresentado pelo deputado Wilson Santiago (PTB-PB), foram suprimidos os seguintes trechos: o que permite pagar advogados e contadores com o fundo partidário; o que aumenta o prazo para a prestação de contas partidárias; um terceiro, que viabilizaria diversos sistemas para a prestação das contas, além do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); e um último ponto que permitia partidos serem multados por erros na prestação de contas apenas em caso de dolo, quando há intenção em cometer uma fraude.

Fundo partidário

O texto aprovado garante o fundo eleitoral para financiamento de campanha dos candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais de 2020. A medida estabelece que os valores do fundo serão definidos por deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento (CMO). O projeto de lei do orçamento de 2020, enviado pelo Poder Executivo, já prevê a destinação de R$ 2,54 bilhões para as eleições municipais.

Gastos

A medida prevê a contratação de serviços de consultoria contábil e advocatícia, inclusive em qualquer processo judicial e administrativo de interesse partidário ou de litígio que envolva candidatos do partido, eleitos ou não, com a ressalva de que estejam diretamente relacionados ao processo eleitoral.

Os recursos podem ser usados por partidos políticos para pagamento de juros, multas, débitos eleitorais e demais sanções relacionadas à legislação eleitoral ou partidária. As verbas também podem ser direcionados na compra ou locação de bens móveis e imóveis, construção de sedes e realização de reformas; e no pagamento pelo impulsionamento de conteúdos na internet, incluída a priorização em resultados de sites de pesquisa.

Doações

As doações para campanhas eleitorais são restritas às pessoas físicas. A lei atual estabelece que a doação seja feita por recibo assinado pelo doador, limitado a 10% dos rendimentos brutos desse doador referente ao ano anterior. Atualmente, é possível fazer as doações por cartão de crédito ou débito. Com a medida aprovada, parlamentares permitiram o uso de boleto bancário e débito em conta.

Propaganda partidária semestral

O texto aprovado pelos deputados prevê a volta da propaganda partidária semestral e exceções aos limites de gastos de campanhas eleitorais. A obrigação dessa veiculação em rede nacional e estadual foi extinta pela última reforma eleitoral em virtude da criação do fundo eleitoral. Em cada emissora, somente serão autorizadas inserções até que se alcance o limite diário de 12 minutos.

A medida estabelece que o partido com mais de 20 deputados federais eleitos terá 20 minutos de tempo, por semestre, para inserções nas redes nacionais e o mesmo tempo nas redes estaduais. A sigla que eleger de 10 a 19 deputados terá assegurado o tempo de 15 minutos a cada seis meses – tanto nas redes nacionais quanto estaduais. Já os partidos que tenham eleitos até nove deputados terão o tempo de 10 minutos assegurados (redes nacionais e estaduais – cada).

Participação feminina

O texto traz ainda uma mudança com relação à atividade de mulheres dentro de partidos políticos. A medida prevê que as siglas criem instituto com personalidade jurídica própria para gerir esses recursos destinados exclusivamente à participação feminina. Atualmente, a lei já determina que 5% do fundo partidário seja usado na promoção da participação das mulheres na política.

Repercussão negativa

Para a diretora de Operações da Organização Não Governamental Transparência Brasil, Juliana Sakai, a forma acelerada de tramitação e o próprio conteúdo do projeto de lei foram equivocados. Críticos ao texto aprovado se mobilizam para pressionar o presidente da República a vetar trechos da lei aprovada pelos congressistas.

“Deputados e senadores legislaram em causa própria. Eles definiram a regra do jogo de como eles vão jogar, como vão receber os recursos e aplicá-los e também como fiscalizar esses recursos. Houve um movimento forte para apressar e votar em regime de urgência, sem discutir com a sociedade. Foram apenas quatro horas de debates no plenário [da Câmara], não tramitou em nenhuma comissão e foi direto para o Senado”, aponta a diretora.

Para Juliana Sakai, o projeto aprovado pode gerar problemas para que Justiça Eleitoral fiscalize os recursos públicos do Fundo Partidário além de abrir brechas para caixa dois e lavagem de dinheiro.

“Isso é muito grave. O projeto permite, por exemplo, o pagamento de passagens para pessoas de fora do partido. Essas novas regras dificultam que a Justiça Eleitoral analise o uso de recursos ao diminuir o controle das contas dos partidos políticos”, explicou. “Essa proposta é um ataque à transparência, são medidas que inviabilizam o controle social e surpreende que, em 2019, os parlamentares tenham a coragem de propor um texto desse nível”, completou.

Na avaliação de Juliana Sakai, o trecho do projeto que prevê novas regras para considerar um candidato inelegível é uma afronta à Lei da Ficha Limpa. O texto estabelece parâmetros para avaliar se um candidato está elegível para disputar as eleições. A definição caberá à Justiça Eleitoral que deve considerar a data da posse e não a data do registro da candidatura, embora a condição continue a ser aferida nesse momento.

“Isso está trazendo o caos para o sistema eleitoral ao viabilizar campanhas, que talvez não sejam deferidas, com dinheiro público que será gasto e candidatos que receberão votos e não serão eleitos”, disse.

Reação

Segundo senadores que fazem parte do grupo Muda, Senado (que tem 21 parlamentares), o texto final aprovado na Câmara “é uma absurda ofensa ao Senado, à democracia e à sociedade, que acompanha atônita a destruição da já combalida credibilidade da política como meio adequado para resolução de conflitos”.

O grupo considera a possibilidade de tomar medidas judiciais sobre o assunto, de forma a “restabelecer o devido processo legislativo e assegurar que a democracia brasileira está acima de interesses pessoais e partidários”.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), classificou o texto aprovado na Câmara como um “retrocesso inimaginável”. Para a senadora, a sociedade tem que pressionar o presidente da República a vetar o projeto.

“É um retrocesso inimaginável numa câmara que teve 60% do seu quadro renovado. Quando a sociedade renovou a Câmara em 60%, eu imaginei que descalabros como esse, retrocessos como esse, no que se refere à transparência, publicidade do dinheiro público, a própria moralidade, não fosse mais acontecer no plenário da Câmara dos Deputados”, disse. “Cabe agora uma ampla manifestação da sociedade, um grito das ruas com pedido de veto ao senhor presidente da República para que nós, no Senado, possamos manter esses vetos”, completou.

Defesa

Já o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem feito uma defesa veemente da medida. O parlamentar tem ressaltado a importância do financiamento para garantir a participação de grupos diversos na política brasileira.

“Reafirmamos o que fizemos no outro processo em relação ao fundo. Se não tiver financiamento público, só vão financiar as campanhas quem tiver vinculado a um empresário rico. Se não tiver o fundo, é uma escolha, vamos ter só ricos ou ter gente ligado a políticos ricos”, afirmou Maia.

O deputado rebateu ainda a crítica de que a medida vai facilitar o caixa dois nas eleições. Para ele, o que pode impedir essa prática é mais fiscalização e punição.

“Não existem caminhos para facilitar o caixa dois. Os recursos eram contabilizados nos escritórios de advocacia, não tem caixa dois, está contabilizado, o que está contabilizado não é caixa dois. Você pode dizer que esse encaminhamento não é melhor, mas caixa dois não é. Ter limite ou não, não significa caixa dois. Nós precisamos é ter transparência, fiscalização firme e punição firme”, disse.