Início Site Página 2222

Abertos 11 cursos gratuitos para jovens de baixa renda

0
Estudantes receberão todo o material didático e participarão de aulas práticas e teóricas, a partir de outubro
Com o objetivo de preparar jovens para o mercado de trabalho, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) lança, nesta terça-feira (24), o #PartiuFuturo. O projeto, voltado a pessoas de baixa renda de 15 a 29 anos, tem inscrições abertas até sábado (28) para 11 cursos profissionalizantes gratuitos.
Cada candidato pode participar somente de um curso, mas é possível se inscrever em duas opções. Caso a primeira esteja com turma completa, o interessado é encaminhado para a outra possibilidade.

Estão abertas 1,8 mil vagas neste primeiro ciclo. A meta é capacitar cerca de 4 mil pessoas durante os próximos dois anos. “A prioridade é para jovens que tenham família inscrita no Cadastro Único, mas todos aqueles de baixa renda podem e devem se inscrever”, explica o secretário de Desenvolvimento Social, Ricardo Guterres.

Programação

As aulas, em parceria com a empresa Prime Educ, ocorrem em unidades educacionais no Plano Piloto e em Taguatinga. A capacitação é 60% prática e 40% teórica, elaborada por professores com experiência no mercado de cursos profissionalizantes, coordenação pedagógica e monitorias. Também estão previstas palestras de empresários sobre mercado de trabalho, motivação e empreendedorismo.

Os cursos disponíveis são os de artesanato e biojoias, assistente administrativo, atendente de consultório médico, auxiliar de contabilidade, maquiagem e design de sobrancelhas, mecânica de automóveis, montagem e manutenção de microcomputadores, operador de redes de teleprocessamento, programador de app android, robótica e web designer.

As aulas começam em 2 de outubro e seguem até novembro, totalizando uma carga de 200 horas/aula. Os participantes recebem todo o material didático, desde apostilas de estudo a uniformes. Tão logo haja a confirmação da vaga, o candidato receberá um comunicado para fazer a matrícula e iniciar seu curso.

Com informações da Sedes

Hospital de Apoio de Brasília passa por revitalização

0
Trabalhos de revitalização incluem diversos ambientes com o objetivo de tornar o tratamento ainda mais humanizado. Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde

Manutenção inclui troca de piso, pintura e reparos diversos. Estão previstos mais de R$ 4 milhões para as benfeitorias de maior necessidade no HAB

Há pelo menos quatro anos sem manutenção predial, o Hospital de Apoio de Brasília (HAB) passa por uma revitalização completa de sua estrutura física. O objetivo é garantir melhores condições de trabalho aos servidores e conforto aos pacientes.​

Os ambulatórios, o novo espaço de atividades coletivas e as alas de Enfermaria da internação, reabilitação e cuidados paliativos estão recebendo pinturas, trocas do piso, reparos no teto, além da retirada de itens danificados e antigos. Os pacientes têm sido remanejados conforme a necessidade, sem prejuízo ao atendimento.

“O hospital passou por um desgaste natural pela falta de manutenção. Agora, as revitalizações são importantes para a estrutura, dão melhores condições de trabalho e, com isso, quem ganha é o paciente, com um atendimento mais humanizado”, afirmou o diretor-geral do HAB, Alexandre Lyra.

Chuvas

Além disso, parte do telhado está sendo substituída e a laje passa por impermeabilização nas áreas descobertas. As telhas quebradas, rachadas ou trincadas são trocadas e as que ainda podem ser reaproveitadas são remanejadas para outros pontos. Nesse processo, as calhas têm sido limpas. O objetivo é adiantar o trabalho para prevenir os efeitos negativos das chuvas que se aproximam.

Os banheiros do hospital; a fachada do prédio, que necessita de pintura; a caixa d’água, que estava trincada; além da troca do piso da praça, onde ficam os pacientes, também passam por revitalização. Para o psicólogo do HAB, Pedro Mourão, a revitalização da praça, em especial, contribui  com a qualidade de vida dos pacientes. “É um local que usamos para atividades e atendimentos. Então, esta manutenção melhora o ambiente, segurança e conforto aos pacientes, até porque alguns deles são cadeirantes e precisam de um piso adequado”, comentou.

Contrato

Estão previstos R$ 4.020.079,32 para as benfeitorias de maior necessidade no HAB. Este valor inclui, ainda, revitalizações no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e nos galpões da Farmácia Central na Asa Sul e no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Até o momento, já foram empenhados R$ 2.358.848,58 para esses locais.

Os valores estão previstos no contrato de manutenção predial emergencial, assinado em julho deste ano para as unidades da rede pública de saúde do DF. Os locais receberão os serviços, simultaneamente, até o término do prazo contratual. “As revitalizações serão concluídas até dezembro, quando finaliza o prazo do contrato. Durante esses meses, onde houver necessidade, será feito o serviço previsto na planilha de execução”, explicou o diretor administrativo do hospital, Washingthon Sousa.

Em discurso na ONU, presidente Bolsonaro destaca riqueza da Amazônia

0

Presidente reafirma compromisso com desenvolvimento sustentável

Por Andreia Verdélio

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (24) que a Organização das Nações Unidas (ONU) não pode aceitar a volta do colonialismo e defendeu a soberania brasileira na Amazônia. Durante seu discurso na abertura da 74ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos, Bolsonaro reafirmou o compromisso do país com a preservação do meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável da região.
“O Brasil é um dos países mais ricos em biodiversidade e riquezas minerais, nossa Amazônia é maior que toda Europa Ocidental e permanece praticamente intocada, prova de que somos um dos países que mais protege o meio ambiente”, disse ele aos chefes de Estado.

Cerca de 14% do território brasileiro é demarcado como terras indígenas e Bolsonaro destacou que não pretende demarcar novos territórios. “Quero deixar claro: o Brasil não vai aumentar para 20% sua área já demarcada como terra indígena, como alguns chefes de Estados gostariam que acontecesse”, afirmou. “O índio não quer ser latifundiário pobre em cima de terras ricas. Especialmente das terras mais ricas do mundo. É o caso das reservas Ianomâmi e Raposa Serra do Sol. Nessas reservas, existe grande abundância de ouro, diamante, urânio, nióbio e terras raras, entre outros”, disse, destacando que o Brasil usa 8% de seu território para produção de alimentos.

O presidente brasileiro defendeu uma política de tolerância zero com a criminalidade, incluindo os crimes ambientais, e ressaltou que os incêndios que vem ocorrendo na Amazônia nos últimos meses são característicos dessa época do ano, de seca e ventos. Bolsonaro criticou a mídia internacional pela repercussão negativa que as queimadas tiveram pelo mundo e a possibilidade de os países aplicarem sanções econômicas ao Brasil.

“É uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade e um equívoco, como atestam os cientistas, afirmar que a nossa floresta é o pulmão do mundo. Valendo-se dessas falácias, um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa, com espírito colonialista. Questionaram aquilo que nos é mais sagrado: a nossa soberania!”, disse.

Bolsonaro leu uma carta que, segundo ele, foi encaminhada aos chefes de Estado por um grupo de agricultores indígenas do Brasil, formado por 52 etnias que habitam uma área de mais de 30 milhões de hectares no território brasileiro. Na carta, eles apoiam a representação da indígena Ysani Kalapalo, moradora de uma aldeia no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, que integra a delegação brasileira na Assembleia Geral da ONU.

“Existem, no Brasil, 225 povos indígenas, além de referências de 70 tribos vivendo em locais isolados. Cada povo ou tribo com seu cacique, sua cultura, suas tradições, seus costumes e principalmente sua forma de ver o mundo. A visão de um líder indígena não representa a de todos os índios brasileiros”, disse Bolsonaro, argumentando que, muitas vezes, alguns desses líderes, como o cacique Raoni, são “usados como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia”.

Raoni Metuktire é um líder indígena brasileiro da etnia caiapó, conhecido internacionalmente por sua atuação na Amazônia. “Isso demonstra que os que nos atacam não estão preocupados com os índios, mas sim com as riquezas minerais e biodiversidade existentes nessa área”, ressaltou. “Acabou o monopólio do Senhor Raoni. A Organização das Nações Unidas teve papel fundamental na superação do colonialismo e não pode aceitar que essa mentalidade regresse a estas salas e corredores, sob qualquer pretexto.”

Bolsonaro disse ainda que qualquer iniciativa de ajuda ou apoio à preservação da floresta amazônica ou de outros biomas deve ser tratada com pleno respeito à soberania brasileira e que busca parcerias para agregar valor de forma sustentável às riquezas brasileiras. O presidente também rechaçou as tentativas de instrumentalizar a questão ambiental ou a política indigenista em prol de interesses políticos e econômicos externos, “em especial os disfarçados de boas intenções”.

O discurso de Jair Bolsonaro foi forte. Goste-se ou não, ele fez um discurso de estadista

0

O Antagonista

O discurso de Jair Bolsonaro foi forte: disse que o Brasil se encontrava ameaçado pelo socialismo, atacou a corrupção que assolava o país nos governos petistas, com elogio explícito a Sergio Moro, partiu para cima do regime venezuelano, do Foro de São Paulo, da ação cubana na América do Sul e do ambientalismo manipulado por uma visão colonialista.

O presidente afirmou que a Amazônia não está em chamas, ao contrário do que diz a mídia internacional, e criticou a tentativa de tolher a soberania brasileira na região. Atacou o cacique Raoni, dizendo que ele não é o único representante dos povos indígenas, e leu uma carta assinada por representantes de mais de 50 tribos que pediam desenvolvimento nas reservas e legitimavam a índia Ysani Kalapalo, que integra a comitiva brasileira. Bolsonaro também reforçou o compromisso do Brasil com o livre-comércio e o respeito a acordos internacionais, que disse pretender multiplicar. Ele defendeu a democracia de expressão e informação.

Na última parte, “terrivelmente evangélico”, criticou a perseguição de caráter religioso e atacou transversalmente a chamada ideologia de gênero.

Goste-se ou não, Bolsonaro finalmente fez um discurso de estadista.

A agenda em Nova York inclui, segundo o Palácio do Planalto, um encontro com o ex-prefeito da cidade, Rudolph Giuliani. Não estão previstos encontros bilaterais com outros chefes de Estado e a previsão é que o embarque de volta ao Brasil ocorra ainda hoje, por volta das 21h45.

Seminário internacional discute uso de veículos elétricos no Brasil

0

Conflitos, oportunidades e soluções para a eletromobilidade serão tema de painéis no auditório da Câmara Legislativa onde serão discutidas experiências do Chile, Japão, Coreia do Sul

A eletromobilidade será tema do seminário internacional Open Thinking, que acontece na Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quinta (26) e sexta-feira (27), de 9h às 17h. Veículos elétricos, transporte urbano sustentável e redução de poluentes são perspectivas mundiais da área.

Em parceria com a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) e Universidade de Brasília UnB), o evento vai reunir representantes do setor dos EUA, China, Japão, Coreia do Sul, Israel, Portugal, Chile e Brasil. Aberto à população, evento tem inscrição gratuita

Na solenidade de abertura, na quinta-feira, às 9h, o presidente da Casa, deputado Rafael Prudente (MDB), deve receber o vice-presidente da república, Hamilton Mourão; o governador Ibaneis Rocha; os ministros da Economia, Paulo Guedes; de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto; das Ciências e Tecnologia, Marcos Pontes; além das delegações internacionais.

Ainda na manhã de quinta-feira, os painéis abordam os desafios da eletromobilidade no mundo e as experiências internacionais, como as políticas de implementação no Japão, de regulação na Coreia do Sul e de operações no Chile. Já no período da tarde, os participantes tratam das oportunidades de negócios, inclusive com técnicos da empresa chinesa BYD (Build Your Dreams). Na sexta (27), os painéis abordam as formas de financiamento público, as pesquisas em smart city e a mobilidade com acessibilidade.

Prévia da inflação oficial é de 0,09% em setembro

0
Alimentos e bebidas, com deflação (queda de preços) de 0,34%, evitaram inflação maior em setembro (Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Taxa é maior que a de agosto, informa pesquisa do IBGE

Por Vitor Abdala

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,09% em setembro. A taxa é a mesma da prévia de setembro do ano passado e maior que a de agosto deste ano (0,08%).
Segundo dados divulgados hoje (24), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula 0,26% no terceiro trimestre, 2,6% no ano e 3,22% em 12 meses.

Em setembro, o grupo de despesas habitação foi o principal responsável pela inflação, com uma alta de preços de 0,76%, influenciado pelo aumento do custo com energia elétrica (2,31%).

Outro grupo com impacto importante na inflação foi vestuário (alta de 0,58%). Por outro lado, os alimentos e bebidas, com uma deflação (queda de preços) de 0,34%, foram os principais responsáveis por evitar uma inflação maior.

Foram observadas quedas do tomate (-24,83%), cenoura (-16,11%), hortaliças e verduras (-6,66%), frutas (-0,93%) e carnes (-0,38%).

Detran oferece curso teórico gratuito para tirar carteira de motorista

0

Serão atendidos 30 alunos da rede pública com idade entre 18 e 35 anos

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) abre, nesta terça-feira (24/9), as inscrições para alunos da rede pública de ensino, que pretendem tirar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), realizar, gratuitamente, a fase teórica do processo de habilitação – incluindo os exames médicos e psicotécnicos, as aulas teóricas e a prova teórica. As aulas práticas de direção devem ser custeadas pelos próprios alunos.

Para se inscrever, o aluno precisa estar regularmente matriculado em turmas de Educação de Jovens e Adultos, Ensino Médio ou Educação Profissional, e idade entre 18 e 35 anos. As inscrições estarão disponíveis até as 23h59 do dia 25, pelo link http://abre.ai/inscricaocnh e o resultado será divulgado a partir das 18h de sexta-feira (27/9).

Caso o número de inscritos ultrapasse as 30 vagas, serão adotados os seguintes critérios: comprovação de inscrição no Cadastro Único dos Programas Sociais (CADÚnico), idade mais avançada e estar em situação de desemprego por mais tempo. Caso persista o empate entre os candidatos, será realizado sorteio entre eles. Todas as regras e condições da seleção estão dispostas em edital, disponível no endereço www.detran.df.gov.br/obtenção-cnh

O curso é fruto de parceria com clínicas credenciadas e Centros de Formação de Condutores (CFCs) que aderiram ao projeto Instituição Parceira, dentro do programa Reformulação Pedagógica. Com o curso, o Detran testará, na sua terceira fase, os objetivos e  desempenhos da nova metodologia a ser implementada no início de 2020  e de aplicação, nos cursos de formação de condutores, por todos os CFCs do Distrito Federal.

As aulas teóricas acontecerão de 15 de outubro a 6 de novembro, sendo ministradas pelos professores da Escola Pública de Trânsito. A prova teórica também será realizada no Detran. As instituições parceiras oferecerão os exames médicos e psicológicos e a biometria das aulas práticas. 

Cronograma

Inscrições: de 24 de setembro às 23h59 de 25 de setembro/2019  (http://abre.ai/inscricaocnh

Resultado: a partir das 18h do dia 27 de setembro

Entrega da documentação: dias 7, 8 e 9 de outubro, das 8h às 17h

Curso teórico: de 15 de outubro a 31 de outubro/2019, das 14h às 18h30

Prova teórica: dia 4 de novembro/2019, às 14h

Reteste: dia 6 de novembro/2019, às 14h

* Com informações do Detran-DF

Artigo | O falso patinho feio do Itamaraty

0

Por Jean Marcel

Nem todo diplomata que deixa o Instituto Rio Branco (IRBr) é aproveitado de cara em áreas fins do Ministério das Relações Exteriores (MRE), ou seja, em atividades mais relacionadas com as matérias cobradas no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), como temas políticos, econômicos, de promoção comercial ou consulares, conforme vimos em diversos artigos. Por escolha ou necessidade do Itamaraty, muitos diplomatas têm por responsabilidade funções administrativas, para lidar com recursos humanos ou financeiros.

A Secretaria de Gestão Administrativa é a unidade, dentro da nova estrutura regimental do MRE (Decreto no 9.683, de 9/1/19), encarregada de lidar com os temas dessa natureza. À Secretaria estão subordinados os seguintes Departamentos: Departamento de Tecnologia e Gestão da Informação; Departamento de Administração e Logística; e Departamento de Serviço Exterior[1]. Todas essas seções são chefiadas por diplomatas graduados, Ministros de Primeira e Segunda Classe, que por sua vez são assessorados por outros mais jovens (modernos, na linguagem interna), além de oficiais de chancelaria, assistentes de chancelaria  e demais funcionários e terceirizados.

O Departamento de Administração e Logística é a grande unidade administrativa do MRE. Essa unidade cuida de temas como patrimônio, processos licitatórios, reformas (projetos que envolvem engenharia e arquitetura), pagamentos no exterior e serviços gerais, como transporte, telefonia, limpeza e segurança.

Ao Departamento de Tecnologia e Gestão da Informa cabe prover e administrar os meios e sistemas corporativos para tratamento da informação do Ministério das Relações Exteriores e gerir os recursos aplicados aos sistemas corporativos de tratamento da informação no Ministério nas áreas de tecnologia da informação, comunicações e gestão documental. É, ainda, o órgão da Secretaria de Estado que exerce o papel de interface com o Escritório de Representação no Rio de Janeiro para os assuntos de natureza temática relativos ao Museu Histórico e Diplomático, à Mapoteca, ao Arquivo Histórico e à Biblioteca.

Já o Departamento de Serviço Exterior planeja, coordena e supervisiona as atividades de formulação e execução da política de pessoal, os processos de remoção  e lotação, inclusive em seus aspectos de pagamentos e de assistência médica e social. Muito simplificadamente, comparando esse Departamento com os supracitados, enquanto o primeiro cuida dos pagamentos e o segundo se ocupa dos papéis (físicos e eletrônicos), o de serviço exterior é responsável pela administração de pessoas, com exceção da capacitação dos diplomatas, que está a cargo do IRBr

O objetivo deste artigo não foi o de assustar candidatos do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que a esta altura podem estar preocupados de se dedicar à preparação a um exame de difícil aprovação para eventualmente ser lotado no futuro em uma área administrativa, para cuidar de temas que, na aparência, são menores que outros que tratamos neste blog.

Meu objetivo ao dividir com você essas informações é reforçar um argumento que utilizo sempre, que é o da diversidade de temas com os quais pode trabalhar um diplomata. Utilizo, com frequência, a frase de que o que mais me atraiu e atrai até hoje no Itamaraty foi a possibilidade de ter diversos empregos em uma única carreira.

Se você, após aprovação do CACD e conclusão do curso de formação do IRBr, vier a ser aproveitada(o) em uma área administrativa do MRE, saiba que: 1) o patinho não é tão feio assim; 2) nada será permanente em sua carreira (em pouco tempo, terá a oportunidade de ir trabalhar em outra área); e 3) você poderá gostar desse trabalho e até se especializar, como já ocorreu com muitos e muitos diplomatas.

Comigo mesmo ocorreu algo parecido: o tema que mais gostei de tratar em minha carreira foi o da promoção comercial, área pouco cobiçada dentro do Itamaraty. Portanto, é importante e positivo ter opções profissionais e isso não falta na carreira diplomática.

[1] Curiosamente, na estrutura anterior (até janeiro de 2019), essa unidade chamava-se Departamento do Serviço Exterior. A proposição “de” somada a um artigo definido causava piadas, como se fosse o único departamento do Ministério.

Prof.Jean Marcel Fernandes – Coordenador Científico Nomeado Terceiro -Secretário na Carreira de Diplomata em 14/06/2000. Serviu na Embaixada do Brasil em Paris, entre 2001 e 2002. Concluiu o Curso de Formação do Instituto Rio Branco em julho de 2002. Lotado no Instituto Rio Branco, como Chefe da Secretaria, em julho de 2002. Serviu na Embaixada do Brasil em Buenos Aires – Setor Político, entre 2004 e 2007. Promovido a Segundo-Secretário em dezembro de 2004. Concluiu Mestrado em Diplomacia, pelo Instituto Rio Branco, em julho de 2005. Publicou o livro “A promoção da paz pelo Direito Internacional Humanitário”, Fabris Editor, Porto Alegre, em maio de 2006.

“Samba e Ancestralidade” é tema de encontro no Ilê Axé Oyá Bagan

0

Ponto de Cultura abre as portas para o público no próximo domingo com feijoada e participações de 7 na Roda e Clécia Queiroz

No último domingo de setembro, 29/09, o Ilê Axé Oyá Bagan abre as portas para o público e reúne convidados especiais para uma roda de conversa e muita troca de saberes, que terá como tema “Samba e Ancestralidade”. O encontro, que começa a partir das 10h, contará com a presença do grupo 7 na Roda e da cantora baiana Clécia Queiroz, que virá especialmente para prestigiar o evento. E, como não podia deixar de ser, uma deliciosa feijoada, um dos pratos mais tradicionais dos ilês brasileiros, será servida a partir das 13h para celebrar a cultura de terreiro. A entrada é gratuita e a classificação livre.

“Nossos ritmos, nossas culturas estão difundidas no cotidiano do brasileiro. Até a culinária de terreiro é uma das mais apreciadas no Brasil e merece seu destaque e valorização. Muitas das nossas comidas, como o acarajé e a feijoada, já se popularizaram, mas é sempre bom lembrar de onde vieram e saudar as culturas tradicionais de matriz africana”, ressalta Miriam Araújo, presidente e Ekedi do Ilê Axé Oyá Bagan.

O evento faz parte do Circuito de Culturas Populares e Afro-brasileiras, projeto idealizado pelo Instituto Candango de Culturas Populares, fomentado pela Fundação Palmares e produzido pela Rosa dos Ventos Produções, que visa estimular a valorização de territórios culturais do DF.

“O nosso objetivo é fomentar a valorização desse espaço cultural tão rico e ampliar a ocupação dele pela comunidade. Queremos que as pessoas se vejam ali também, que sintam e saibam que a cultura popular é viva e presente, e que tudo o que se aprende ali é de uma preciosidade imensurável porque carrega a identidade do povo brasileiro”, afirma Stéffanie Oliveira, diretora do Instituto Candango de Culturas Populares.

Em 2018, O Ilê Axé Oyá Bagan alcançou um grande reconhecimento: foi contemplado, pelo GDF, com o Prêmio de Cultura e Cidadania, na categoria Cultura Afro-Brasileiras.

Atrações especiais

A cantora e compositora baiana Clécia Queiroz vem especialmente de Salvador e trará seu samba para participar da festa.  Com três discos solos gravados, Clécia vem construindo uma carreira permeada por uma cuidadosa pesquisa dos ritmos afro-brasileiros. Artista de várias linguagens, é graduada em Dança pela UFBA, Mestre em Artes pela Howard University (EUA), Professora da Universidade Federal de Sergipe e atualmente cursa o Doutorado em Difusão do Conhecimento (DMMDC – UFBA), tendo como tema da tese o Samba de Roda. Suas habilidades artísticas não param por aí, Clécia também é atriz premiada com o Troféu Bahia Aplaude e como cantora, foi agraciada com o Prêmio Copene de Música.

Outro destaque do encontro é o 7 na Roda, grupo brasiliense consolidado e reconhecido na capital federal por seu trabalho autoral que homenageia o samba raiz. Com profundo respeito à Velha-Guarda, os sambistas iniciaram o grupo em 2007 e se destacam pela competência musical, sendo hoje reconhecidos como uma das rodas de samba mais tradicionais da cidade.

“O 7naRoda é um movimento de irmãos que recebeu a missão de dar continuidade à essa função histórica e cultural que o samba tem em nossas vidas, como uma forma de propagar a nossa raiz e ancestralidade”, ressalta Kadu Nascimento, músico do grupo.

Sobre a roda dos saberes

A roda dos saberes é um momento de troca, uma oportunidade para expor dúvidas, respostas e reflexões. O encontro tem como ponto de partida o terreiro, espaço permanente de aprendizado religioso, mas acima de tudo cultural, lugar onde foi possível manter viva tradições e conhecimentos trazidos de territórios além-mar. O culto aos orixás, por exemplo, é passado sempre de forma oral, do mais velho para o mais novo. Manifestações culturais como a capoeira e o samba, a feijoada, prato típico e até a cachaça, fazem parte da memória propagada na roda dos saberes. Mães e Pais de Santo, Ekedis, Ogans e filhos de santos são guardiões da cultura e conhecimento, responsáveis também por salvaguardar a língua Yorùbá que muito se perdeu com a colonização.

Serviço – Samba e Ancestralidade

Data: 29/09 (domingo)

Horário: a partir das 10h

Local: Ilê Axé Oyá Bagan – Córrego Tamanduá – Trecho 7 – Chácara 3 – Paranoá

Feijoada: R$ 15,00

Entrada: gratuita

BRB conclui treinamento da 1ª turma do Programa de Liderança Feminina

0
Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa: “Nossas gestoras são agentes potentes de transformação em nossa empresa.”

Iniciativa inédita reuniu 50 empregadas do Conglomerado

Na busca pela equidade de gênero em sua gestão, o Banco de Brasília implementou, de forma inédita no Distrito Federal, a primeira edição de seu Programa de Liderança Feminina. Realizado em parceria com a escola Elas (Exercendo Liderança com Assertividade e Sabedoria), o programa abrangeu, em sua primeira edição, encontros durante os meses de julho, agosto e setembro, e contou com a participação de 50 empregadas do Conglomerado BRB.

Presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ressaltou a importância do incentivo às mulheres nos cargos de liderança. “Nossas gestoras são agentes potentes de transformação em nossa empresa. Iniciativas como essa dão segurança, caminhos e conhecimento para que elas possam fazer a diferença perante o Banco e a toda sociedade. A população já percebe o novo BRB, e essa equipe faze parte dessa transformação”, disse.

As empregadas participantes compartilharam suas experiências como líderes no BRB, aprenderam técnicas de gestão e liderança, realizaram auto avaliação e tiveram feedback profissional a respeito das mudanças observadas desde o início do programa, que teve sua primeira edição concluída na semana passada. Para elas, a experiência foi transformadora.

Carine Ross, co‐fundadora do Elas, destacou a iniciativa do BRB em promover a formação de mulheres líderes. A segunda edição do programa tem início previsto para outubro, e vai contar com outras 50 empregadas do grupo BRB. “Já realizei muitos trabalhos em diversas empresas. E o que vi aqui foi algo inédito. Percebi uma Instituição que está em busca, realmente, de um contexto para inserção do público feminino nos postos de liderança. Isso não tem preço”, afirmou.