CANTORA É A ATRAÇÃO DO PROGRAMA DESTA TERÇA-FEIRA (26/11)
Nesta terça-feira (26/11), Marcelo Tas entrevista a cantora Baby do Brasil no programa #Provocações. A artista, que se descobriu dentro da fé cristã, conta um pouco mais sobre como essas mudanças afetaram e afetam sua vida profissional e pessoal.
Em entrevista, Baby fala sobre ter dormido na rua em Salvador, embaixo da ponte, e o que a levou para lá. “Eu não sabia que era para a Bahia, rapaz você não vai acreditar (…) é assim, desde pequena eu sempre tive visões. Eu via coisas, mas eu não podia contar porque se eu contasse eles iam acabar me internando (…), ela é maluca de pedra (…)”, conta.
Tas pergunta se a cantora já viu ou veio em um disco voador. “Vou te falar uma coisa, eu passei anos vendo. Uma delas foi muito forte porque eu fui tipo abduzida e voltei com um galo enorme na testa”, diz.
O #Provocações vai ao ar às 22h15 na TV Cultura, no canal oficial do programa no YouTube e no aplicativo Cultura Digital.
Entre os objetos encontrados estão pneus, lençóis e até manequim
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) é responsável pela coleta e tratamento da maioria do esgoto produzido no DF. A Companhia tem um índice de coleta de 89%, e trata 100% do esgoto coletado. Ao longo do transporte do material, mais do que esgoto é encontrado nas redes da Companhia.
O esgoto é formado por 99.9% de água proveniente dos diversos usos domésticos, tais como da descarga do vaso sanitário, da lavagem de roupas, do banho. A fração sólida representa apenas 0,1%, mas é nessa parcela ínfima que se concentram os maiores desafios do tratamento dos esgotos. Sólidos, como sacos plásticos, fibras de tecido, madeira, são considerados estranhos aos esgotos. São eles os maiores responsáveis pelos problemas de obstrução das redes coletoras. Até setembro deste ano, a Caesb realizou 36.310 desobstruções na rede de esgoto em toda capital federal. Os técnicos da Caesb encontraram pneus, lençóis, gordura, garrafas pets, brita e até manequins.
A superintendente de Operação e Tratamento de Esgotos, Ana Maria Mota, explica que o lançamento de material indevido tem um grande impacto para o sistema de coleta e tratamento de esgotos, à medida que pode provocar obstrução das redes coletoras, com consequente extravasamento e impacto para a comunidade, além de afetar os processos e equipamentos das unidades de tratamento de esgotos. “Muitas pessoas desconhecem o funcionamento do sistema coletor e acabam lançando materiais que deveriam ser descartados no lixo, o que prejudica o processo de transporte e tratamento dos esgotos”, lamenta Ana Maria.
O superintendente de Operação e Manutenção de Redes Oeste-sul da Caesb, Paulo Roberto Caldeira, chama a atenção para a importância da caixa de gordura nas residências. Ele explica que esse dispositivo retém a gordura e impede que ela chegue às redes coletoras, onde pode provocar obstruções. Nas estações de tratamento de esgotos essa gordura pode afetar diretamente os processos biológicos. “É importante realizar rotineiramente a limpeza da caixa de gordura, descartando o material retido no lixo, de maneira que não cause impacto para as redes coletoras”, esclarece.
O CAMINHO DO ESGOTO
Depois de utilizada, a água que vai para o ralo percorre um longo caminho até chegar na estação de tratamento de esgoto (ETE). Da casa do usuário, o esgoto vai para a rede coletora da Caesb. Diferentes redes coletoras deságuam num interceptor, que tem diâmetro maior do que as redes. Por sua vez, o material de vários interceptores é lançado em emissários que transportam os esgotos para a estação de tratamento.
Ao longo do caminho das redes coletoras e dos interceptores, há diversos poços de visitas (PVs), que são usados pela Companhia para facilitar o trabalho de desobstrução e manutenção das redes. No percurso entre a casa do usuário e a ETE, é comum serem encontrados resíduos lançados indevidamente no sistema, que podem provocar prejuízos tanto na rede coletora, quanto nas ETEs.
Ao chegar na ETE, os resíduos sólidos grosseiros (material lançado de forma irregular) são retidos por um sistema de gradeamento, que separa esse resíduo para posterior disposição no aterro sanitário. O gradeamento é uma etapa que revela a desinformação da população sobre o que deve ou não ser jogado ralo abaixo. Cabelo, estopa, bolas de tênis, cotonetes, fraldas, embalagens, preservativos e absorventes são alguns dos materiais frequentemente encontrados.
Nas ETEs, o esgoto é tratado por um processo biológico, onde microrganismos realizam os processos responsáveis por remover os contaminantes dos esgotos. Ana Maria Mota explica que o lançamento na rede de esgotos de materiais como tinta, óleos, solventes, gorduras é tóxico para os microrganismos, que muitas vezes morrem em função dos efeitos provocados por esses produtos, o que causa prejuízos e onera o tratamento dos esgotos.
Outro problema relevante que afeta o sistema de coleta e tratamento dos esgotos é o lançamento de águas de chuva na rede da Caesb, pois a concepção do sistema prevê apenas o transporte e tratamento dos esgotos.
No período chuvoso é possível identificar um aumento significativo do volume que chega às ETEs e no número de extravasamentos nas redes coletoras, provocados principalmente por ligações irregulares de águas pluviais no sistema coletor da Caesb. Dessa forma, é importante lembrar que a água da chuva deve ser ligada às galerias de águas pluviais.
Cada supervisor será responsável por acompanhar o trabalho de 13 visitadores. Ao todo, são 60 que sairão preparados | Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília
Cada supervisor será responsável por acompanhar o trabalho de 13 visitadores. Ao todo, são 60 que sairão preparados
Por Ary Filgueira
Para estudiosos do comportamento infantil, as crianças nascem iguais. O que as torna diferentes umas das outras são os estímulos que elas recebem nos primeiros seis anos de vida.
Esses incentivos podem ser feitos de várias maneiras e, melhor, dentro da própria casa, sem nenhuma sofisticação, o que significa custo zero no orçamento familiar.
Basta o canto diário de uma música, o batuque da colher na mesa para chamar a atenção, a leitura de um livro ou até mesmo a pronúncia pausada de um objeto até então desconhecido para o pequeno receptor da mensagem e pronto: eis aí um bom exercício que ajuda não só a compor a memória desse pequeno indivíduo como também prevenir uma série de problemas, como o estresse tóxico crônico, que é o contraído dentro do próprio lar. A doença pode provocar uma atrofia cerebral, que faz com que a criança não desenvolva seu intelecto na sua totalidade. E isso vai se refletir na vida adulta.
Mas a questão é: como estimular os pais a devotarem uma pequena parte do seu exíguo tempo para praticar essa atividade pedagógica com os pequenos? É essa a tarefa dos 60 visitadores do Programa Criança Feliz Brasiliense vinculado à Casa Civil do Governo do Distrito Federal cujo a madrinha é a primeira-dama, Mayara Noronha. Ela defende que “investir na primeira infância é fundamental para o futuro da criança.’
Eles estão na fase final da preparação. Depois de passar por uma seleção, os escolhidos para reforçar o vínculo familiar por meio do Criança Feliz Brasiliense, são capacitados por instrutores do Ministério da Cidadania durante uma jornada de curso com duração de 80 horas e divididos em dois módulos.
No primeiro módulo, eles têm contato com o programa e seus objetivos. Conhecem a estrutura e são trabalhados os temas voltadas para a primeira infância. Além disso, recebem treinamento de como abordar as famílias. Dentro ainda da primeira etapa, eles são divididos em cargos e funções: supervisor e visitador.
Já no segundo módulo, são apresentados aos visitadores/supervisores os cuidados que devem ter para ajudar no desenvolvimento das crianças. É a chamada parte prática. Além disso, os capacitadores do Ministério da Cidadania demonstram, na prática, as situações com que eles se depararão nas residências que visitarão.
Cada supervisor será responsável por acompanhar o trabalho de 13 visitadores. Ao todo, são 60 que sairão preparados. Mas somente 52 serão empregados nessa primeira etapa do programa. Oito ficarão disponíveis para a próxima edição. Eles foram escolhidos no Centro de Juventude, que é ligado à Secretaria de Justiça e Cidadania.
Todos têm, pelo menos, o nível médio. Ao longo do trabalho, recebem uma bolsa de R$ 1,1 mil e mais 170 de ajuda de custo para os visitadores. Já os supervisores, cujo nível exigido é o superior, são remunerados em 3 mil mensais.
Apesar da remuneração, o grupo tem outra motivação para participar do Criança Feliz Brasiliense. É o que afirma o supervisor Vítor Vasconcelos, 26 anos, que é morador de Águas Claras. Publicitário, ele diz que resolveu se candidatar porque acredita no programa e aproveita a oportunidade para aperfeiçoar seu “lado humano”.
“Eu sempre gostei de pessoas. Acredito que é uma troca. Eu senti a necessidade de fazer algo maior. De olhar para o outro. Sair da nossa zona de conforto. Isso dá sentido à vida. A capacitação é a base. A equipe que nos capacita é muito humana”, ressalta.
Outros atendimentos
Além de levar mecanismos e dinâmica para melhorar o vínculo entre pais e crianças, os visitadores também estarão atentos às condições de vulnerabilidades dos pequenos. Eles serão encarregados de checar se estão estudando, sendo assistidos pela saúde pública.
Vale lembrar que o Criança Feliz Brasiliense possui apoio de outras secretarias e órgãos do GDF dentro de um Comitê Gestor, que, além da Casa Civil, é composto pelas secretarias de Estado de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, Estado de Saúde do Distrito Federal, Estado de Educação do Distrito Federal, de Justiça e Cidadania do Distrito do Distrito Federal, Estado da Mulher do Distrito Federal e de Esporte e Lazer do Distrito Federal.
As primeiras Regiões Administrativas a receberem a visita dos monitores serão Samambaia, Estrutural, Ceilândia, Taguatinga, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II e Santa Maria. As demais regiões iniciarão o projeto em janeiro. Ao todo, os visitadores terão a tarefa de levar a dinâmica para A estimativa é atender 3,2 mil famílias até o final de 2020.
Uma das coordenadoras do Programa Criança Feliz Brasiliense, Fernanda Monteiro, explica que o objetivo é justamente acabar com a desigualdade entre as crianças, reforçando o vínculo familiar. “Quando a gente trabalha com o programa, a gente acaba reduzindo essas desigualdades entre uma criança e outra. Muitas vezes, a mãe não sabe a importância do brincar com o filho, de ler um livro. Cantar. Isso cria memórias, é um vínculo com a família. Nessa fase da vida, de 0 a 6 anos, a criança tem uma plasticidade cerebral muito grande, que acaba que permite com que ela absorva os estímulos que lhe são apresentados e ajuda a desenvolver o seu potencial”, afirma ela.
Como agendar visita
Basta se dirigir ao centro de referência de Assistência Social (Cras) da sua cidade e pedir para ser encaminhado ao programa. Terão prioridade:
Gestantes inseridas no Cadastro Único;
Famílias que têm na sua composição crianças de zero a 3 anos também inseridas no Cadastro Único;
Famílias com crianças de três a seis anos e beneficiárias do Programa do Benefício de Prestação continuada (BPC).
“É uma conquista e tanto para quem precisa desse horário”, diz Tatiana. Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília
Lei amplia de 20% para 50% a redução da carga horária de trabalho. As duas pastas mais beneficiadas pela medida são a da Saúde e a da Educação
Por Renata Moura
Tatiana Campos de Moraes Nora é técnica administrativa da Unidade Básica de Saúde, da 612 sul. Ela tem uma doença rara, chamada Osteogênese Imperfeita, popularmente conhecida por “ossos de vidro”. O filho dela mais novo, Arthur, também nasceu com a mesma condição física.
Para enfrentar a rotina diária de atividades e tratamento do caçula, a servidora conseguiu há menos de um ano ter sua carga horária de trabalho reduzida em 20%.
Mas, agora, com a publicação da Lei nº 954/2019, o horário de trabalho de Tatiana poderá ser reduzido em até 50%: ao invés de cumprir uma jornada de 8 horas diárias, ela poderá executar 4 horas.
“É uma conquista e tanto para quem precisa como eu desse horário especial”, comenta. “Levo meu filho para fisioterapia, aulas de natação, acompanhamento médico. Muitas vezes, não levei porque não consegui liberação”, afirma. No trabalho, segundo ela, há outras duas mães que têm a mesma dificuldade.
As três funcionárias alternam o horário de trabalho, com quatro períodos por semana para acompanhar os filhos no tratamento. “Não é folga para ficar em casa à toa. Vamos ao médico, fisioterapia, psicólogos com mais frequência e regularidade que um servidor que não está na mesma situação”, explica Tatiana.
“Ossos de vidro”
O filho mais novo de Tatiana foi diagnosticado, logo nos primeiros meses de vida, com grau 3 da mesma patologia da mãe. “É um dos estágios mais severos da doença. “O osso é mais rígido que o normal, por isto é também mais frágil. Infelizmente, ainda não tem cura”, explica a servidora pública.
Arthur já fraturou 62 ossos e alguns mais de uma vez. “Ele tropeçava e fraturava, fraturou todas as vezes que caiu, o que é corriqueiro para algumas mães era um pesadelo para mim”, conta ela. Aos 13 anos, o menino já fez pelo menos seis grandes cirurgias. No próximo mês, passará por mais uma, dessa vez para retirar duas hastes de titânio que estão funcionando como orientação para o desenvolvimento dos membros inferiores.
Atualmente, Arthur está usando cadeira de rodas. Há oito meses, caiu na escola e fraturou mais uma vez o fêmur e a bacia. “Está bem complicado para ele andar novamente. Mas não vamos desistir. Por isto, a fisioterapia e a natação são tão importantes. Ele precisa manter a musculatura em dia para continuarmos na luta para sair da cadeira de rodas”, afirma a mãe.
A nova Lei
O texto da Lei Complementar nº 954/2019 afeta todos os servidores do GDF, que são regidos pela Lei Complementar nº 840 de 2011. Ou seja, ficam de fora os policiais civis e militares e bombeiros, cujo regime jurídico é a Lei Federal nº 8.112/90 e legislações militares específicas.
As duas pastas mais impactadas pela medida são a da saúde e a da educação. Nesta última, de um total de 35.735 servidores efetivos, atualmente, 210 utilizam do benefício da carga horária reduzida em 20%.
Segundo a lei, podem solicitar a redução da carga horária, “servidores com deficiência ou com doença falciforme, bem como daquele que possua cônjuge ou dependente nas mesmas condições”.
“A Justiça já vinha concedendo várias decisões e entendemos por bem conceder o benefício para que os familiares pudessem cuidar melhor dessas crianças, sem redução de remuneração. A lei é, principalmente, voltada aos pais de crianças com deficiência que precisam de maior tempo para cuidar dos seus filhos em decorrência das doenças”, declarou o governador Ibaneis Rocha.
A medida tem por objetivo melhor tutelar os direitos da pessoa com deficiência em sintonia com os preceitos constitucionais e legais vigentesAndré Clemente, secretário de Economia
O secretário de Economia, André Clemente, destacou, na exposição de motivos do projeto de lei, que a medida não acarreta custos adicionais aos cofres locais.
“O Estado deve promover políticas públicas com o fim de garantir condições de acesso e de permanência da pessoa com deficiência no mercado de trabalho”, diz.
Para concessão do benefício, o servidor deverá fazer a solicitação oficialmente via SEI (sistema interno usado no GDF) e, depois, passar por uma avaliação médica que atestará ou não a concessão da redução na carga horária.
Presidente Bolsonaro anunciou criação do Aliança pelo Brasil
Por Felipe Pontes
O presidente Jair Bolsonaro participou, na última quinta-feira (21), do lançamento de seu novo partido, o Aliança pelo Brasil. O ato, porém, foi apenas o primeiro passo de uma comprida lista de exigências previstas na legislação eleitoral para que a nova legenda possa ter acesso ao Fundo Eleitoral e candidatos aptos a concorrer nas eleições.
O novo partido do presidente junta-se a outras 73 agremiações políticas que buscam a oficialização de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), condição necessária para que possam ter um símbolo e um número nas urnas eletrônicas.
A lista completa de partidos em formação inclui nomes como o Partido da Inelegibilidade Automática (Pina), o Partido Pirata do Brasil (Piratas), o Partido da Frente Favela Brasil (Frente) e até mesmo uma nova versão da Aliança Renovadora Nacional (Arena).
Passo a passo
Após o ato fundador, o primeiro passo para criar uma legenda, conforme determinado pela Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995), é registrar o novo partido político no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. O requerimento de registro deve ser assinado por ao menos 101 fundadores, os quais devem ter domicílio eleitoral em, no mínimo, nove estados diferentes.
É necessário também apresentar a ata da reunião que marcou a fundação da legenda e a relação com os dados completos de todos os fundadores, incluindo profissão e endereço, bem como exemplares do Diário Oficial da União com a publicação do programa e do estatuto do novo partido.
Uma vez obtido o registro civil, o novo partido recebe um número de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e tem 100 dias para apresentar a certidão ao TSE. Para isso, é preciso também já ter o endereço e telefone fixo de sua sede nacional e uma diretoria provisória.
Prazo
A partir daí começa a contar o prazo de dois anos para que o partido político apresente a assinatura de, no mínimo, 491.967 eleitores em apoio à criação da nova legenda. Os apoiadores não podem ser filiados a nenhum outro partido e devem ser de todas as unidades da Federação. O número total de assinaturas é equivalente a 0,5% dos votos válidos na mais recente eleição para deputado federal. Eleitores analfabetos também podem apoiar, mediante impressão digital.
Cada assinatura deve ser conferida individualmente pelos cartórios eleitorais do domicílio eleitoral do apoiador. São invalidadas as assinaturas que divirjam dos registros da Justiça Eleitoral ou para as quais não haja registro que permita comparação. Também são descartadas aquelas que tenham sido colhidas antes da obtenção do registro civil do novo partido.
Após a obtenção das assinaturas necessárias, o partido deve constituir órgãos de direção estaduais em no mínimo nove estados, sendo que cada um deve obter o seu respectivo CNPJ junto ao Cartório de Registro Civil local, bem como a aprovação dos respectivos tribunais regionais eleitorais.
Somente após todo esse processo, o partido pode pedir o registro oficial de seu estatuto e de seu diretório nacional definitivo junto ao TSE, que abre então um processo e, após consultar o Ministério Público Eleitoral (MPE), julga se concede ou não o registro da nova agremiação.
Assinatura digital
O novo partido só pode disputar as eleições se conseguir a aprovação de seu registro oficial pelo TSE ao menos seis meses antes do pleito. No caso da Aliança pelo Brasil, o próprio Bolsonaro, que será o presidente da nova legenda, já admitiu que o prazo pode ser apertado demais para permitir que o partido conste nas urnas das eleições municipais do ano que vem.
Uma forma aventada para acelerar o processo foi o colhimento de assinaturas por meio digital, por meio até mesmo da criação de um aplicativo de celular, mas o procedimento nunca foi aceito antes pela Justiça Eleitoral.
Consulta
Na próxima terça-feira (26), o plenário do TSE deve julgar uma consulta feita pelo deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), que quer saber se “seria aceita a assinatura eletrônica legalmente válida dos eleitores que apoiem dessa forma a criação de partidos políticos nas listas e/ou fichas expedidas pela Justiça Eleitoral”.
Em parecer, o Ministério Público reconheceu que as assinaturas eletrônicas podem ser consideradas legais e até desejáveis para o futuro, mas que não haveria neste momento capacidade técnica da Justiça Eleitoral para processar fichas digitais de apoiamento.
Em sua manifestação ao TSE, o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques, opinou que “o uso de assinaturas eletrônicas para peticionamento eletrônico de apoiamento a criação de partidos políticos é lícito, mas não é possível”. Um de seus argumentos é o de que o processo de certificação e verificação digital, que valida as assinaturas eletrônicas, ainda não é viável o bastante para ser acessível a todos os brasileiros.
Título é conquistado por antecipação e leva torcida à euforia
O Flamengo sagrou-se neste domingo (24) campeão brasileiro por antecipação porque o Grêmio venceu o Palmeiras – 2×1 -, em São Paulo, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O tricolor gaúcho está garantido na próxima edição da Libertadores da América, em 2020.
Como o Palmeiras perdeu, o resultado do jogo deu o título antecipado do Campeonato Brasileiro ao Flamengo, que, no sábado, foi também campeão da Libertadores – 2×1 diante do River Plate.
No jogo no estádio do Palmeiras, o Grêmio fez 1×0, gol de pênalti batido por Everton. O Palmeiras empatou, também de pênalti, com Bruno Henrique. E, nos acréscimos, Pepê deu a vitória do Grêmio: 2×1.
Encerrado o jogo em São Paulo, a torcida do Flamengo iniciou a comemoração do título não apenas no Rio de Janeiro, mas também em outros capitais.
Fla vence River de virada e conquista bicampeonato da Libertadores
Após 38 anos, o Flamengo voltou a levantar a taça Libertadores da América, neste sábado (23), após uma vitória emocionante, de virada, sobre o River Plate, por 2 a 1 no Estádio Monumental de Lima (Peru). O atacante Gabigol, artilheiro da Libertadores, fez história ao marcar os dois gols da virada rubro-negra nos cinco minutos finais da partida, garantindo o bicampeonato para o time carioca. Coincidentemente, o primeiro título da Libertadores foi conquistado pelo Flamengo no dia 23 de novembro de 1981, quando o Rubro-Negro derrotou o Cobreloa, do Chile, com dois gols do craque Zico.
Com oferta de mais de 2,4 mil vagas em 46 cursos, IFB mantém prazo para inscrição de candidatos até sexta-feira (29)
Segue até o dia 29 (sexta-feira) o prazo de inscrições ao Processo Seletivo 1/ 2020 para o Instituto Federal de Brasília (IFB). Além da oferta de ensino médio, a instituição, gratuita, tem oportunidades em cursos técnicos e profissionalizantes.
Para esta seleção, há 2.450 vagas em 46 cursos. A seleção efetuada por meio de sorteio eletrônico. O resultado será divulgado em 20 de dezembro, e as matrículas em primeira chamada devem ser feitas de 6 a 9 de janeiro de 2020. Assim como os cursos, a inscrição é gratuita. As aulas estão previstas para começar em 5 de fevereiro de 2020.
Reserva de vagas
Candidatos incluídos na reserva de vagas precisam apresentar a documentação comprobatória até 2 de dezembro deste ano, no campus escolhido para fazer o curso.
As reservas são destinadas a estudantes egressos de escola pública, pessoas com deficiência, candidatos da agricultura familiar, estudantes com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a um salário-mínimo e meio e, por fim, candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
A comissão do processo seletivo irá analisar os documentos e publicará o resultado preliminar no dia 5 de dezembro. Caso queira contestar, o candidato poderá fazê-lo nos dias 6 e 9 do mesmo mês. O resultado final da lista de candidatos para reserva de vagas será divulgado no dia 12 de dezembro. Quem se candidatar à reserva de vaga e não entregar a documentação comprobatória passará a concorrer, automaticamente, nas vagas destinadas à ampla concorrência.
Confira, abaixo, as modalidades dos cursos oferecidos pelo IFB.
Integrado (curso técnico + ensino médio no IFB) – Cursos para estudantes que acabaram de concluir o ensino fundamental. Duração média de três anos.
Proeja (curso técnico + ensino médio no IFB) –Para maiores de 18 anos que cursaram o ensino fundamental, mas não concluíram o ensino médio. Duração média de três anos.
Concomitante (curso técnico no IFB + ensino médio em outra escola) –Para estudantes que, matriculados no ensino médio em outra escola, poderão frequentar, ao mesmo tempo, as aulas do curso técnico no IFB.
Subsequente (pós-médio) –Para quem já concluiu o ensino médio. Duração de um a dois anos.
Regime de alternância –O ensino é organizado em função do trabalho, e o estudante alterna períodos regulares de aprendizagem na escola, com períodos de convívio com a comunidade de origem.
As inscrições on-line devem ser feitas na página do IFB.
Das 683 escolas, 547 apresentaram apenas uma chapa às eleições da quarta-feira que vem
As eleições para diretores e vice-diretores das unidades escolares da rede pública de ensino, no dia 27 de novembro, terão 548 chapas únicas. A compilação dos dados enviados pelas coordenações regionais de ensino foi finalizada nesta sexta-feira (22) pela Secretaria de Educação. Além delas, 106 escolas vão concorrer com duas chapas; sete, com três chapas e apenas uma escola teve quatro chapas inscritas. No total, são cerca de 1.560 candidatos, entre diretores e vice-diretores.
Pelo menos 22 unidades escolares não apresentaram candidatos. Nessas escolas não haverá votação no dia 27. Os gestores serão indicados pela Secretaria de Educação, que convocará novas eleições em até 180 dias. Caso não haja candidatos novamente, os indicados permanecerão até o fim do mandato.
No total, 683 escolas participarão do processo eleitoral em 2019. A relação das chapas homologadas está disponível desde o dia 6 de novembro nos murais das escolas e nas coordenações regionais de ensino para que as comunidades escolares pudessem conhecer os candidatos. Além disso, diretores e vices fizeram campanha durante todo esse período. Esta sexta-feira (22) foi o último dia de campanha junto às comunidades escolares.
Durante a campanha, as chapas apresentaram à comunidade escolar um plano de trabalho com propostas financeira, administrativa e pedagógica. Toda a campanha foi focada nessas propostas, a fim de evitar qualquer tipo de promoção pessoal.
Eleições
No dia anterior às votações, 26 de novembro, os candidatos não poderão ir às escolas. A apuração dos votos será no mesmo dia e o resultado preliminar, sujeito a recursos, será divulgado no dia 28. O oficial sairá somente no dia 18 de dezembro. Os candidatos concorrem a um mandato de dois anos.
Podem votar professores, servidores (efetivos da carreira de assistência), pais (mães e responsáveis com direito a um só voto por escola) e estudantes maiores de 13 anos com frequência superior a 50%.
Mudanças
Uma novidade nessa edição das eleições é a criação de comitês regionais dentro das coordenações de ensino, formados por servidores das próprias regionais e por representantes de sindicatos, pais, responsáveis e estudantes. O grupo apoia as comissões eleitorais locais.
Para concorrer, as chapas foram formadas por servidores efetivos e ativos das carreiras Magistério Público ou de Assistência à Educação, sendo que pelo menos um dos candidatos deve ser professor com mais de três anos de efetivo exercício em sala de aula.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou o Facebook a indenizar um nutricionista pelo fato de uma de suas redes sociais, o Instagram, ter desativado unilateralmente sua conta na plataforma sem explicação.
A 17ª Vara Cível de Brasília entendeu que a decisão da rede social constituiu ato ilícito, gerando direito ao profissional de receber indenização pelos prejuízos sofridos. O Facebook foi condenado a pagar R$ 5 mil a título de danos morais e restabelecer a conta do profissional. Cabe recurso da decisão.
O usuário entrou com processo alegando que utiliza o Instagram para obter receitas por meio do acompanhamento de clientes, agendamento de consultas e contatos com marcas. Seu perfil tinha 40 mil seguidores e uma média de 50 mil visitas por semana. Além dos prejuízos financeiros, o profissional argumentou que a suspensão da conta também provocou danos à sua imagem.
No processo, o Facebook, empresa responsável pelo Instagram, defendeu-se afirmando que a suspensão de contas é uma medida adotada pela plataforma quando há violação das normas internas de seus serviços, os chamados termos de serviço.
Por meio de sua assessoria, a companhia afirmou que “violações dos Termos de Uso ou Políticas da plataforma podem levar à remoção de conteúdo ou desativação da conta. O Facebook está avaliando o caso em questão”.
População é atendida de graça pelos voluntários do Together, em Brasília
Mais de dez mil jovens de todo Brasil reúnem-se na capital federal até domingo. Objetivo é ampliar a visão do público para as necessidades do mundo e provocá-lo a refletir sobre como cada um pode contribuir para construir um mundo melhor
Flávio Resende*
Mais de dez mil jovens, vindos dos quatro cantos do Brasil, estão em Brasília desde a última quinta-feira (dia 21) participando da primeira edição do Together, evento organizado pela sede administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o Centro-Oeste, com selo da ONU e apoio do GDF, que inovou ao trazer informação e atrações lúdicas que chamam a atenção do público para a temática do voluntariado.
O encontro, de acordo com um dos organizadores, Richard Ogalha, está sendo idealizado há cerca de dois anos. “Ele foi pensado para as novas gerações, formadas por crianças e jovens, a partir de 13 anos, sobretudo da Região Centro-Oeste, muitos dos quais inseridos em realidades muito humildes e restritas, num formato de celebração, em que eles percebessem o que há disponível em termos de serviços voluntários, não apenas na região, mas no mundo todo”, explica.
Todas as atrações do evento (tirolesa, por exemplo) foram pensadas para, além de informar, dar condições para que o público pudesse conhecer realidades distantes, mas que requeressem habilidades específicas para determinadas regiões do planeta. “Há locais em que é necessário escalar montanhas, por exemplo. A intenção, com este formato, foi atingir estes jovens com a experiência. Como seria estar num lugar, servindo o outro, onde a temperatura fosse dez graus abaixo da que eu estou acostumado?”, exemplifica o líder religioso, complementando: “tudo foi estudado para atingir estes jovens e adolescentes, emocional e visualmente, tentando transmitir-lhes princípios que eles vivam aonde quer que estejam”.
Não há ainda uma definição da periodicidade do evento. De acordo com Ogalha, o Together servirá de inspiração para que outras regiões o replique, mesmo num formato menor. “Queremos avaliar o resultado da ‘sementinha’ que plantamos nestas gerações. E a depender, daremos continuidade ao projeto nos próximos anos”, finaliza.
Vivendo na prática o voluntariado – O catarinense Nycollas Flores, de 29 anos, sabe o que é servir na prática. Adventista desde criança, viveu um ano em Hong Kong, exercendo a função de capelão, uma espécie de pastor de escolas. Lá atuou num internato, evangelizando crianças em fase de formação. Um ano depois, embarcou para outro país asiático, mais fechado religiosamente, para nova missão religiosa. “Por meio desta experiência, tive muito mais acesso a Deus e a mim mesmo. Pude entender as diferenças culturais e quebrar preconceitos raciais, linguísticos e culturais, sentindo prazer em servir. Segundo ele, é na juventude e na solteirice que o indivíduo encontra o melhor momento para servir. “Mas o momento é individual, não é uma regra. O que percebemos é que, cada vez mais, até as empresas valorizam, no ato da contratação, pessoas que tenham vivido experiências de voluntariado”, defende.
Caroline Monteiro, de 23 anos, veio da capital paulista exclusivamente para participar do Together. “Soube do evento pelo perfil no Instagram de um cantor evangélico conhecido. Desde pequena, tinha este senso de ajudar ao próximo. Vir para Brasília está sendo importante para eu ter contato com as agências de missões, de modo que, no futuro, eu possa participar de uma”, afirma.
Paralelamente à programação do evento, várias iniciativas de voluntariado ocorrerão na cidade, estimuladas pela organização do Together. Ao todo, serão 32 ações em todo DF, todas desenvolvidas de acordo com os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU para a Agenda 2030, que dizem respeito, entre outras coisas, ao cuidado do meio ambiente, igualdade social e de gênero e combate à pobreza.
Em consentimento com os ODS, o grande grupo atenderá 20 escolas públicas do DF, com palestras de conscientização sobre consumo de drogas, bullying, violência, depressão, e outros assuntos. Mais ações serão realizadas, também, em espaços públicos, como feiras de saúde, doação de sangue, combate à violência contra a mulher, espaço da beleza, espaço musical, exposições históricas e outras.
Além das ações sociais, o grupo também poderá conhecer e se inscrever em diversos projetos de voluntariado, ONGs e agências de missão. “Nosso objetivo é reunir a juventude e empoderá-la para mudar o mundo. Queremos despertar o jovem para o fato de que ele pode fazer uma grande diferença na sociedade”, comenta Alijofran Brandão, organizador do evento e líder da Igreja Adventista para todo o Centro-Oeste.
Carreta solidária – Uma carreta da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), equipada com cozinha e máquinas para lavagem e secagem de roupas ficará estacionada no Bairro Sol Nascente, entre os dias 21 e 23 de novembro. Voluntários estarão no local preparando almoço para cerca de 500 pessoas todos os dias. A lavagem de roupas estará disponível das 10h às 16h e o almoço das 11h às 14h. Os voluntários também oferecerão outros serviços como, corte de cabelo, atendimentos de profissionais da saúde, massagem e outros.
Experiências multissensoriais – O Together também será um ambiente para que os participantes tenham experiências únicas e sensoriais. Cada continente do mundo será representado com réplicas, cores, sons, encenações e até temperatura climática. A exposição será interativa, para que os participantes possam aprender de forma lúdica, por meio de games, vídeos e muita aventura.
Together Run – No domingo, 24, último dia de evento, acontecerá também uma corrida solidária de 5 Km pelo Eixo Monumental para adultos e outra menor para crianças. A proposta é incentivar a prática de esporte regular como meio eficiente de prevenir doenças provocadas pelo sedentarismo, trazendo bem-estar físico e mental aos adultos, jovens e crianças. Além disso, as inscrições para a Together Run Kids serão feitas mediante a entrega de alimentos e produtos de higiene que serão direcionados para o Hospital da Criança de Brasília e para o CEPAI – Centro de Projetos e Assistência Integral.
SERVIÇO:
Together – Um evento de voluntariado
Data: 21 a 24/11
Locações: Centro de Convenções Ullysses Guimarães (feira de voluntariado), Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade (camping), Estádio Nilson Nelson (música gospel e ministrações).
Quem está organizando? Sede administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a região Centro-Oeste do Brasil, com apoio do GDF.