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Inscrições para 50ª Corrida de Reis começam nesta segunda

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Cadastro para o tradicional evento esportivo terá horários diferentes, de acordo com os percursos

Por Ana Luiza Vinhote

As inscrições para a tradicional Corrida de Reis começam nesta segunda-feira (13) e serão feitas em horários diferentes. O atleta que deseja participar do percurso de 10 quilômetros deverá se cadastrar das 13h às 14h59, sendo o período das 15h às 17h reservado para aqueles que desejam correr 6 quilômetros. O cadastro para os mirins será a partir das 13h. Para participar, basta acessar o site da Secretaria de Esporte e Lazer.

A 50ª edição da corrida é o primeiro grande evento esportivo gratuito no calendário de comemorações do aniversário de 60 anos de Brasília e, neste ano, volta a ser realizada em janeiro e no período noturno. A largada para os 16 mil participantes será no dia 25, às 19h, em frente ao Estádio Nacional Mané Garrincha.

Outra novidade desta edição é a possibilidade de troca de titularidade do atleta inscrito, que pode ser feita entre os dias 14 e 19. Na corrida de 6 quilômetros, os participantes retornarão na altura da Rodoviária do Plano Piloto. Na de 10 quilômetros, os corredores passarão pelo terminal e voltarão perto da Alameda dos Estados, na Esplanada dos Ministérios.

Pessoas com deficiência

Para atender ao pedidos dos atletas e tornar a competição mais justa de acordo com o grau de necessidade de cada um foram efetuadas subdivisões para as categorias cadeirante e andante. Os cadeirantes serão divididos entre racing wheelchair (cadeira triciclo, especial para corrida) e handcycle (bicicleta adaptada pedalada com as mãos). Já os andantes estão classificados entre deficientes visuais, deficientes intelectuais, mobilidade superior reduzida, mobilidade inferior reduzida.

Kits

A camiseta, o número de identificação do corredor e o chip eletrônico – que cronometra o tempo e a colocação – serão entregues entre os dias 23 e 25, no Mané Garrincha. Para retirar o kit, é obrigatória a entrega de 4 quilos de alimento não-perecível. A doação será repassada para o Banco de Alimentos da Ceasa, responsável pela distribuição às instituições parceiras.

Premiação

Os cinco melhores colocados no geral masculino e feminino na prova de 10 quilômetros ganharão troféus, assim como os três primeiros corredores com deficiência, por tipo de classificação. Medalhões especiais também serão dados aos três vencedores de cada faixa etária entre homens e mulheres.

Já no percurso de 6 quilômetros, os cinco melhores colocados masculino e feminino receberão medalhões, além dos primeiros atletas com deficiência por tipo de classificação.

Corrida mirim

A corrida mirim ocorrerá no mesmo dia da dos adultos, a partir das 16h, no Mané Garrincha, envolvendo até mil crianças entre 4 e 14 anos. Os percursos variam entre 25 e 300 metros, em baterias divididas de acordo com a faixa etária. No dia do evento serão sorteadas bicicletas.

Força-tarefa do Hospital de Base atende 120 pacientes da oncologia

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Com o reforço no atendimento, muitos pacientes terão condições de se tratar em tempo menor | Foto: Davidyson Damasceno / Iges-DF

Ação, que contou com 14 médicos especializados, agilizou bastante o atendimento

Neste sábado (11), 120 pacientes que aguardavam pela primeira consulta de oncologia estão sendo atendidos no ambulatório do Hospital de Base (HB). No total, 14 médicos oncologistas atuam na força-tarefa para acelerar o atendimento e, assim, possibilitar o início do tratamento com mais rapidez.

“Esta é uma ação que faz a diferença, porque o paciente, além de ter acesso à primeira consulta, terá a sequência do tratamento com consultas de retorno, diagnóstico por imagem, análise clínica, realização de biópsia, cirurgia, quimioterapia, radioterapia e demais procedimentos”, explica o vice-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), Sérgio Costa.

Atendimento qualificado

Os pacientes convocados estavam na fila da central de regulação da Secretaria de Saúde (SES) há meses. Além do atendimento médico, recebem orientações, participam de palestras e recebem material informativo de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, farmacêuticos, assistentes sociais e nutricionistas.

Laboratório e equipamentos de raio-X também estão de prontidão para realizar exames na hora do atendimento ou agendar de imediato, a depender de cada caso.

“É uma iniciativa muito boa”, comemora a paciente Isabel Lacerda, 36 anos, moradora da Ceilândia. “Gosto muito do atendimento daqui. Espero que o hospital continue realizando essas ações, porque muitas pessoas estão aguardando, assim como eu estava, e graças a Deus eu fui chamada.”

O chefe da oncologia do HB, Allan Pereira, endossa a importância da ação: “Sabemos da longa batalha dos pacientes com câncer. Nosso trabalho aqui é acelerar o tratamento. Em um único dia, vamos atender um número maior de pacientes do que atendemos normalmente em um mês. Nossa média de oferta mensal é de 110 consultas de primeira vez; hoje, estão sendo 120”.

Os números

Neste mês, a média das vagas ofertadas para a primeira consulta oncológica subirá de 110 para 215. No total, o HB conta com 32 oncologistas, bem como uma enfermaria grande que interna até 35 pacientes. Na quimioterapia, são feitas aproximadamente 45 sessões diariamente. Já na radioterapia, 50 pacientes são tratados.

Mutirão tapa-buracos abre fim de semana no Plano Piloto

Onde havia buracos, as equipes atuaram com afinco, reparando a pista em tempo hábil | Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília

Equipes do GDF atuam na região central e na 710 Norte

Por Emanuelle Coelho

As equipes do GDF Presente estão em vários setores do Plano Piloto neste sábado (11) para tapar os buracos da área central. Este é o segundo Mutirão Buraco Zero realizado na região. Os serviços abrangem a quadra 710 Norte, o Setor Comercial Norte e o Setor Bancário Norte.  A ação acontece durante todo o dia, com utilização de massa asfáltica produzida pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

Ao todo, 45 pessoas trabalham nessa ação. São três equipes de tapa-buracos e uma de recapeamento asfáltico. Há ainda duas frentes de desobstrução de bocas de lobo e uma de reposição de tampas de boca de lobo e grelhas.

Na 710 Norte, as equipes deram continuidade aos serviços em uma erosão que havia no local.  Segundo a Novacap, estudos realizados por meio de sonda-robô apontaram que o buraco se deu em razão do rompimento de uma rede de água potável da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

Erosão já controlada

De acordo com a companhia, existe no local um ramal de águas pluviais desativado, de responsabilidade da Novacap. Esse ramal estava coberto por terra, que foi levada pelo rompimento da rede de água. O acúmulo na rede de drenagem causado pela erosão provocou a emissão de um laudo técnico inicialmente equivocado.

A Novacap já havia atuado na correção do ramal, retirando a terra que se acumulou na galeria. Em seguida, a Caesb assumiu a obra para fazer a manutenção da rede. O problema foi detectado pelo empresário Luciano Alencar Oliveira, que aproveitou para elogiar a prontidão com que o atendimento foi prestado.

“Quero agradecer às equipes do GDF que vieram com rapidez resolver o problema”, disse. “Fizeram também desobstrução de bocas de lobo e limpeza no estacionamento, onde havia muita sujeira acumulada por causa das últimas chuvas. Estou satisfeito agora.”

As equipes taparam também outros buracos que havia na quadra, ação que foi igualmente reconhecida pela comunidade. “É um trabalho muito importante, porque, além de acabar com os transtornos que os buracos causam, evitamos acidentes”, frisou o comerciante Antônio Alexandre Bonfim, de 63 anos.

O coordenador do Polo Central Adjacente 1 do GDF Presente, Alexandro Cesar, explica que, pela grande rotatividade de veículos e chuvas intensas, o centro da capital tem sofrido com inúmeros buracos. “Criamos uma grande ação para atender a essa demanda do Plano Piloto em uma integração de várias frentes de trabalho e órgãos do GDF”, resumiu.

Operação Buraco Zero

Uma das principais demandas registradas em ouvidorias do Governo do Distrito Federal, os buracos em pistas têm sido tapados em muitas regiões administrativas. O governador Ibaneis Rocha e o secretário de Governo, José Humberto Pires, lançaram o desafio para os administradores regionais: eliminar esse problema das localidades que administram.

O programa vai premiar, com obras, as regiões que cumprirem a meta de zelar pela manutenção das vias. Cada buraco nas pistas do Distrito Federal é fotografado e catalogado num aplicativo para celular. Por meio de um sistema de GPS e mapas georreferenciados, servidores cadastram com foto o ponto exato que necessita de reparos.

O sistema permite ainda que, após a conclusão dos serviços, os dados sejam atualizados. Com a medida, o GDF aposta em mais agilidade nos serviços de tapa-buracos.

PECs da reforma tributária acabam com a guerra fiscal entre estados

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Propostas não reduzem carga e nem alteram regressividades dos impostos

Por Gilberto Costa

A volta do início dos trabalhos do Poder Legislativo em fevereiro abre a expectativa de que o Congresso Nacional aprove neste ano alguma reforma tributária. Duas propostas de emenda constitucional têm mais chance de serem votadas. A PEC 45/2019 na Câmara dos Deputados, e a PEC 110/2019 no Senado Federal.

A PEC da Câmara aguarda parecer do relator na comissão especial e a PEC do Senado ainda está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), pronta para ser votada a sua admissibilidade.

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, as propostas são semelhantes nos seus objetivos, mas diferentes no conteúdo – abrangência, prazos de transição e grau de autonomia de União, estados e municípios de fixarem alíquotas de impostos, taxas e contribuição.

“As duas [PECs] propõem a substituição dos principais tributos de produtos e serviços – o ICMS [Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], o ISS [Imposto Sobre Serviço], o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] e o PIS[Programa de Integração Social] / Cofins [Contribuição para Financiamento da Seguridade Social] – pelo Imposto de Bens e Serviços [IBS], que é um imposto do tipo valor adicionado”, explica o economista Bernardo Appy, ex-secretário executivo e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (2003 – 2009) e diretor do Centro de Cidadania Fiscal, o think tank que elaborou a PEC 45 que foi apresentada na Câmara pelo deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP).

“As duas propostas tentam simplificar e tornar menos oneroso o recolhimento dos tributos, do ponto de vista da burocracia, do tempo necessário para gerir essas obrigações tributárias. E, ao mesmo tempo, promover uma uniformização tributária no âmbito federal, de modo a acabar com aquilo que tem se chamado de guerra fiscal, cujo principal elemento de disputa é o ICMS”, acrescenta Luiz Alberto dos Santos, consultor do Senado Federal e professor da Ebape/Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Conforme Appy, “as duas propostas acabam com a guerra fiscal na prática. O fim da guerra fiscal se dará ao longo da transição”, tempo que difere entre as duas propostas. No caso da PEC 45, há dois prazos. O IBS será implantado em dez anos no que diz respeito à extinção integral dos antigos tributos e a vigência plena do novo. Para a conclusão da partilha da receita do novo tributo entre os entes federativos (União, estados e municípios), o prazo é de 50 anos.

No caso da PEC 110, mais impostos são consolidados no IBS e os prazos previstos são mais céleres: seis anos para extinção de antigos tributos e dez anos para a conclusão da partilha. Essa proposta constitucional tem o mesmo conteúdo do substitutivo da Proposta de Emenda Constitucional nº 293/04, relatada pelo ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que estava pronta para ser votada em comissão em 2018.

Guerra Fiscal

Para acabar com a guerra fiscal, as duas propostas adotam o princípio da tributação no destino. Ou seja, a receita será recolhida e arrecadada pela unidade da Federação ao qual o produto se destina e não onde é produzida. “O princípio da origem daria lugar ao princípio da tributação no destino. Esse é o principal elemento capaz de reduzir a guerra fiscal”, assinala, Luiz Alberto dos Santos.

Na opinião de Bernardo Appy, esse arranjo terá efeito na produtividade das empresas e no crescimento econômico. “As empresas acabam por escolher seus centros de distribuição não por onde minimiza os custos de logística, mas minimiza os custos tributários. Do ponto de vista econômico perde produtividade, gasta mais capital e trabalho para fazer a mesma distribuição. Esse tipo de distorção deixa de existir”, garante o economista.

Ele acrescenta que “essa simplificação tem um efeito muto grande sobre o potencial de crescimento da economia brasileira. Uma parte do efeito mais evidente, o custo burocrático de pagar imposto – que no Brasil é o mais alto do mundo – por causa desses tributos sobre produtos e serviços e também da complexidade que gera muito litígio”.

Carga tributária e regressividade

No senso comum e no desejo de contribuintes e empresários, fazer reforma tributária acende a expectativa de que haverá redução da carga de impostos, taxas e contribuições. Appy e Santos afastam essa possibilidade.

“Não é intenção de nenhuma das propostas a redução de carga tributária. Vamos ter mudança na composição dos tributos e na forma de distribuição desses tributos entre os entes da Federação, como eles vão incidir em cada etapa do processo produtivo”, sublinha o consultor do Senado.

“Só dá para reduzir carga tributária diminuindo dívida pública”, pondera Bernardo Appy. De acordo com ele, “carga tributária é uma discussão de dívida pública. Se o país quer ter políticas públicas mais abrangentes, vai ter uma carga tributária mais alta. Se quer ter uma atuação menor do governo, vai ter uma carga tributária menor.”

Outra expectativa que pode ser frustrada é a possibilidade de diminuir o peso dos impostos regressivos e indiretos, que todos pagam – inclusive os mais pobres – quando compram uma mercadoria ou pagam um serviço. Ao contrário desses tributos, os impostos que taxam renda, patrimônio ou lucro pesam para os setores mais ricos da sociedade.

Conforme análise publicada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), as duas propostas, além de dar fim à guerra fiscal, reduzem litígios, simplificam e barateiam a cobrança e o pagamento de tributos, mas não resolvem “o problema da injustiça tributária, porque mantêm o caráter regressivo do sistema tributário, evitando tributar de modo mais expressivo a renda e o patrimônio.”

“É um conjunto de propostas não atinge ou não afeta algumas distorções do nosso sistema tributário, como a questão de benefícios de isenções fiscais, inclusive federais. A questão da tributação de grandes fortunas não está sendo equacionada. A regressividade do sistema vai continuar existindo”, aponta Luiz Alberto dos Santos.

Para Bernardo Appy, existe a possibilidade de “corrigir distorções” da regressividade, mas há limites para avançar. “Países em desenvolvimento não têm como tributar a renda no mesmo nível dos países desenvolvidos, porque a população é mais pobre”. O economista estima que cerca de 10% da população no Brasil paga Imposto de Renda de Pessoa Física, enquanto nos países desenvolvidos a base de arrecadação é de 90% da população.

Outras propostas

Além das PECs 45 e 110, há outras propostas tramitando no Congresso Nacional. Esse é o caso da Emenda Substitutiva Global 178/2019 assinada pelos partidos da oposição na Câmara (PT, PCdoB, PDT, PSB, PSOL e Rede). A emenda substitui o relatório da PEC 45 e é baseada no documento A Reforma Tributária Necessária, elaborado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip), Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e Plataforma Política Social.

O documento prevê tributação da renda, da propriedade e da riqueza, das transações financeiras, de bens e serviços, da folha de pagamentos, e cria novas formas de arrecadação como a tributação ambiental e a tributação do comércio internacional.

Outra proposta de emenda constitucional é a PEC 128/2019, de autoria do deputado Luis Miranda (DEM-DF) que “altera o sistema tributário nacional”. A proposição ainda aguarda votação de admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. Se aprovada irá à comissão especial e poderá ser apensada à proposta em discussão.

INSS realiza força-tarefa para agilizar concessão de benefícios

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Atualmente, 1,3 milhão de pedidos aguardam análise há mais de 45 dias

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pôs em prática uma força-tarefa para colocar em dia os pedidos de benefícios. Atualmente, 1,3 milhão de pedidos aguardam, por mais de 45 dias, uma conclusão no requerimento. Esse é o prazo máximo de análise definido por lei. De acordo com Márcia Elisa de Souza, diretora de Benefícios do instituto, medidas estão sendo tomadas para acelerar as análises dos requerimentos.

“Criamos as centrais de análises, servidores dedicados à análise de benefício e por especialização. Estamos especializando a análise dos benefícios para ganhar em produção e qualidade. […] Temos o programa especial, onde os servidores analisam, fora da jornada de trabalho, com pagamento do bônus, os processos que estão há mais de 45 dias, após atender os requisitos necessários definidos no programa de gestão”, disse a diretora em entrevista à Rádio Nacional.

Além da realização de hora-extra por servidores para analisar os pedidos em atraso, o órgão trocou o sistema de marcação de ponto por outro, que mede a produtividade. Com isso, explicou Márcia, o INSS tem um maior número de benefícios analisados pelo mesmo servidor.

Vários tipos de requerimentos aguardam conclusão de análise do INSS. São, por exemplo, pedidos de aposentadoria por invalidez, por idade – tanto urbana quanto rural – e aposentadoria por tempo de contribuição.

A legislação prevê que nenhum segurado deve esperar mais que 45 dias para ter o pedido de benefício analisado. Caso ultrapasse esse prazo, o instituto pode ter prejuízo, porque terá de pagar os valores retroativamente, com a devida correção monetária.

Márcia esclareceu, contudo, que apesar do grande número de requerimentos atrasados, cerca de 500 mil estão aguardando documentação adicional, necessária quando não é possível concluir o requerimento no ato da análise.

A diretora nega que o atraso seja por causa da mudança nas regras da reforma da Previdência, aprovada pelo Congresso e promulgada em novembro. Segundo ela, os sistemas do instituto já estavam sendo preparados para as mudanças antes mesmo da aprovação das novas regras. “Assim que sai uma nova regra, é necessário adequar os sistemas, é uma coisa normal. Acontece que a gente já tem, dentro das novas regras, mais de 70% da demanda sendo atendida”.

Veja o que esteve em alta no Google no mundo em 2019

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As notícias mais pesquisadas no mundo no principal buscador em 2019 reuniram desde esportes como a Copa América (primeiro lugar), a igreja francesa de Notre Dame, em segundo lugar, que ficou em evidência após incêndio no começo do ano, e a Copa do Mundo de Cricket, esporte muito comum na Índia, país com mais de 1 bilhão de habitantes.

O Furacão Dorian, que atingiu as Bahamas em setembro e seguiu para os Estados Unidos, ficou em quarto lugar nas buscas de notícias disponibilizada pelo Google Trends, a ferramenta do buscador que indica o que tem sido mais pesquisado pelos usuários de acordo com a localização em um determinado período. Em quinto lugar o destaque foi a Copa do Mundo de Rugby.

Dentre os assuntos mais procurados apareceram, em primeiro lugar, Índia X África do Sul, seguida do ator americano Cameron Boyce (que morreu em julho de 2019) , Copa América, Bangladesh X Índia e o celular iPhone 11. Todas as principais buscas realizadas em 2019 podem ser conferidas no link.

BRB: Estudante poderá usar o cartão de passe livre para compras no débito e no crédito

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O presidente da instituição anunciou que 2020 será marcado pela digitalização dos serviços a busca por melhores resultados, a exemplo do registrado no terceiro trimestre de 2019, quando o lucro foi de R$ 121 milhões, que significa um aumento de 129% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, anunciou durante entrevista ao Jornal de Brasília que, em breve, o sistema de bilhetagem funcionará como uma conta pré-paga, será o BRB pay. Dessa forma, o cartão estudantil poderá ser usado como cartão de débito ou crédito.

O banco encerrou 2019 apresentando o melhor resultado de sua história. Houve um aumento do volume de todos os negócios do banco, como os créditos consignados para pessoas físicas e jurídicas, que aumentaram 238% e 425% respectivamente; crescimento de 368% do financiamento imobiliário e 145% do crédito rural.

“O BRB continuará tendo uma atuação forte como banco de fomento, com grande atuação no crédito imobiliário. Quando chegamos, a taxa de juros do crédito imobiliário era de 7%, passou para 6,99% e hoje é de 6,49%. Fizemos 15 contratações para construção de edifícios neste ano, enquanto em 2018 foram apenas três”, destaca

O presidente da instituição anunciou que 2020 será marcado pela digitalização dos serviços a busca por melhores resultados, a exemplo do registrado no terceiro trimestre de 2019, quando o lucro foi de R$ 121 milhões, que significa um aumento de 129% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Também revisamos nossos processos, em busca de prestar um serviço melhor. Criamos uma corregedoria e um programa que visa coibir atos de irregularidade. A corrupção de uma arma de extermínio em massa”, destacou Paulo Henrique Costa.

Sobre a o atendimento prestado ao usuário da bilhetagem eletrônica, foi ampliado de 13 para 70 lojas. Foi lançado um aplicativo que é considerado o mais bem avaliado dentre os lançado no DF, com nota 4,8 na Apple Store. O próximo passo será um sistema de acompanhamento das rotas e armazenamento da documentação dos estudantes num aplicativo.

“Isso possibilitará o cadastramento sem a necessidade de ir a uma loja de atendimento. Em breve o sistema de bilhetagem funcionará como uma conta pré-paga, será o BRB pay. Dessa forma, o cartão estudantil poderá ser usado como cartão de débito ou crédito. A ideia é que os dados do cartão estejam no celular e esse possa servir para realizar serviços, no sistema de uso por aproximação”, afirmou.

Valor médio do aluguel em Brasília subiu 0,8% em dezembro e 5,5% durante o ano de 2019

Segundo o maior portal do Distrito Federal o preço médio para locar na cidade é de R$ 2.692,00

De acordo com o estudo elaborado pelo Wimoveis, maior portal imobiliário do Distrito Federal, em dezembro, o preço dos aluguéis em Brasília subiu 0,8% no mês, e acumulou valorização de 5,5% no ano de 2019. Já para locar um imóvel padrão (65m², 2 dormitórios e 1 vaga de garagem) são necessários R$ 2.692,00 mensais.

Brasília (R$ 2.692,00/mês) ocupa o posto de cidade mais cara do Distrito Federal, seguida de Águas Claras (R$ 1.764,00/mês) e Guará (R$ 1.500,00/mês). São regiões que, durante o ano, sofreram as variações de 5,5%, 0,3% e 8,8%, em seus valores de locação. Já os locais mais acessíveis do DF são: Taguatinga (R$ 1.081,00/mês), que acumulou uma alta de 0,9% durante todo o ano; Vicente Pires (R$1.074,00/mês), com queda de -5,2% nos últimos 12 meses; e Ceilândia (R$ 1.023,00/mês), que teve valorização de 5,4%, no mesmo período.

Durante o ano 2019, o Wimoveis analisou quais bairros tiveram as variações mais positivas, são eles: Areal, Sobradinho e Samambaia Sul, com altas de 16%, 14% e 11%, respectivamente. Enquanto as maiores quedas nos valores de locação aconteceram em Vicente Pires (-2%), Zona Industrial (-11%) e Centro (-12%).

Locação por bairro

Mais caras (mensal) Valorização em 12 meses
Noroeste R$ 2.930,00 5,3%
Zona Industrial R$ 2.520,00 -10,6%
Asa Norte R$ 2.456,00 7,4%
Mais baratas (mensal) Valorização em 12 meses
Samambaia Norte R$ 1.026,00 3,8%
Taguatinga Norte R$ 992,00 -0,8%
Ceilândia Norte R$ 971,00 3,8%

Agora, para as pessoas que planejam comprar no DF, o valor do metro quadrado teve uma leve alta de 0,1% no mês de dezembro, acumulando uma valorização de 2,7% no ano. O portal registrou R$ 9.542,00 como o valor médio do m². Já um imóvel padrão (65m², 2 dormitórios e 1 vaga de garagem) custa em média R$ 620.100,00, enquanto que para adquirir um empreendimento de 80m², 3 quartos e 1 vaga, é necessário desembolsar R$ 906.300,00.

Na região, as cidades mais caras para comprar imóveis são Brasília (R$ 9.542,00/m²), Setor Industrial (R$ 7.992,00/m²) e Cruzeiro (R$ 6.322,00/m²). Já Ceilândia, Vicente Pires e Santa Maria, possuem os menores preços do m². Com valores em R$ 3.644,00/m², R$ 3.074,00/m² e R$ 2.534,00/m², respectivamente.

Segundo o estudo do Wimoveis, nos últimos 12 meses, os locais com maiores índices de valorização no preço do m² foram: Setor Hoteleiro Norte, registrando aumento de 18%; logo após encontramos Jardins Mangueiral, com elevação de 16%, e o Setor Habitacional Jardim Botânico finaliza o ranking, com 14%. Já as maiores quedas no preço médio do m² ocorreram nos bairros Setor Total Ville (-8%), Lago Sul (-10%) e Centro (-12%).

Metro quadrado por bairro

Mais caras (m²) Valorização em 12 meses
Setor de Clubes Esportivos Sul R$ 12.014,00 2,0%
Setor de Hotéis e Turismo Norte R$ 10.849,00 4,3%
Superquadra Noroeste R$ 10.686,00 5,7%
Mais baratas (m²) Valorização em 12 meses
Grande Colorado R$ 2.431,00 -1,2%
Riacho Fundo II R$ 2.256,00 -0,1%
Setor Habitacional Contagem R$ 2.136,00 -4,1%

A rentabilidade em Brasília continua em alta, em dezembro, a média anual registrada foi de 4,7%. A partir desta informação identificamos que são precisos 21,3 anos de aluguel para reaver o dinheiro utilizado na compra do imóvel. Período 5,1% menor que um ano atrás.

Vicente Pires (7,0%), Águas Norte (6,1%) e Águas Sul (6,0%) são os bairros com a relação preço de venda X aluguel mais alta. Enquanto Zona Industrial (4,6%)Taguatinga Sul (4,6%) e Guara II (3,5%) são as menos rentáveis do Distrito Federal.

Rentabilidade por região

Mais rentáveis %
Vicente Pires 7,0%
Águas Claras 5,7%
Sobradinho 5,4%
Menos rentáveis %
Ceilândia 4,9%
Brasília 4,7%
Guará 4,2%

 

Pela primeira vez, todos os alunos a partir da pré-escola receberão uniforme gratuito

Benefício para os 456 mil estudantes inclui a educação especial e a de jovens e adultos

Por determinação do governador Ibaneis Rocha, todos os estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal receberão uniforme escolar completo, gratuitamente, a partir da pré-escola. O benefício para os 456 mil estudantes inclui a educação especial e a de jovens e adultos. O kit é composto por duas bermudas, dois shorts-saia, uma calça comprida, um casaco de capuz, três camisetas de manga curta e um par de tênis (veja abaixo a ilustração de cada uniforme).

A iniciativa é inédita e atende a um compromisso do programa de governo. Em gestões anteriores, o uniforme completo só foi fornecido a beneficiários de programas sociais para famílias de baixa renda. Os demais alunos, que são a grande maioria, pagavam pelas peças.

O investimento decorrente da gratuidade é estimado em R$ 120,9 milhões. A expectativa é de que o valor seja reduzido durante os lances do pregão.

A disputa de lances no Pregão Eeletrônico 12/2019 está marcada para esta sexta-feira (10), às 10h30. Por uma questão de logística, a entrega será gradativa. Os primeiros uniformes chegarão aos alunos até o mês de abril.

No começo do ano letivo as escolas deverão apurar as numerações de roupa e calçado dos estudantes e enviar às Coordenações Regionais de Ensino (CREs). À medida que a Secretaria de Educação (SEEDF) receber as informações de cada CRE, serão emitidas ordens de serviço para a empresa vencedora do certame.

Por sua vez, a empresa, a contar da emissão, terá até 60 dias para entregar os uniformes à SEEDF. Por isso, quanto mais antecipadamente as escolas levantarem as informações, mais rapidamente os alunos receberão os uniformes.

Os 16 mil beneficiados pela Gestão Compartilhada, projeto conduzido pela SEEDF em parceria com a Secretaria de Segurança Pública, receberão uniformes próprios. A data da licitação, bem como da entrega dos uniformes aos estudantes, será divulgada posteriormente.

Os uniformes:

 

Mais de 700 PMs reforçam a segurança do Distrito Federal

| Fotos: Vinícius de Melo / Agência Brasília

Durante a formatura do VI Curso de Formação de Praças, governador em exercício, Paco Britto, destacou a importante missão destinada a quem integra a corporação

Por Ana Luiza Vinhote

A Constituição Federal diz que é dever do Estado garantir a segurança da população. Nesta quinta-feira (9), 718 militares concluíram o VI Curso de Formação de Praças da Polícia Militar do DF (PMDF) para reforçar o policiamento nas ruas da capital. Durante o evento, no estádio Mané Garrincha, o governador em exercício, Paco Britto, lembrou que a corporação é referência nacional e internacional, principalmente pela qualidade dos recursos humanos.

“O elevado padrão tem relação com o respeito e os investimentos que a PMDF demonstra nas áreas da educação profissional e da gestão de pessoal. Também por preocupação com a nossa segurança, o governador Ibaneis Rocha autorizou a convocação e realização do curso, ainda no início de 2019. Hoje entregamos à população da capital mais de 700 policiais”, destacou Paco Britto.

“Escolher ser policial militar é fazer parte da corporação envolve saber que a missão de vocês reserva enormes adversidades, mas também grandes vitórias”Paco Britto, governador em exercício do DF

O governador em exercício parabenizou a corporação, incluindo os profissionais do Departamento de Educação e Cultura, da Academia de Polícia Militar e da Escola de Formação de Praças, além dos formandos.

“O período de formação os preparou para a complexidade da atividade que exercerão. Escolher ser policial militar é fazer parte da corporação envolve saber que a missão de vocês reserva enormes adversidades, mas também grandes vitórias”, ressaltou.

“A elevada valorização da moral, da ética e da honra são atributos muito admirados naqueles que juram o cumprimento do dever mesmo com o sacrifício da própria vida. Segurança pública é condição de existência da sociedade. A população de Brasília precisa de vocês”, finalizou o governador em exercício.

O comandante-geral da PM, Julian Pontes, agradeceu a parceria de todos os órgãos do governo que resultaram na melhoria do serviço prestado à população.

Requisitos e capacitação

Há uma série de requisitos para fazer parte da Polícia Militar do DF. Umas das principais exigências é a formação em curso de nível superior. “A grande maioria dos estados pede apenas o ensino médio. Nesta capacitação, cerca de 40% dos alunos têm a graduação em direito, o que nos ajuda na aplicação das leis, por exemplo”, explica o comandante da Escola de Formação dos Praças, major Alessandro Arantes.

Entre outros requisitos, destacam-se: ter nacionalidade brasileira; estar quite com as obrigações do serviço militar e eleitoral; ter no mínimo 18 anos e no máximo 30; altura mínima de 1,65 m para homens e 1,60 m para mulheres; possuir Carteira Nacional de Habilitação válida (no mínimo categoria B); ter boa saúde física e mental, entre outros.

Após a prova objetiva e discursiva, o teste de aptidão física e a avaliação médica, psicológica e de antecedentes criminais, o aluno está apto a cursar uma capacitação de sete meses com 1.698 horas aula em três níveis: básico, intermediário e avançado.

“Na primeira fase, as disciplinas são voltadas para matérias de cunho militar com atividades operacionais. Depois eles recebem os uniformes e começam o radiopatrulhamento, a abordagem. Por fim, são aplicadas as instruções mais técnicas, como travessia de lagos e operações que visam coibir assaltos, apreensões de armas e drogas, roubo de veículos e detenção de foragidos”, enumera o major Alessandro Arantes.

Uma novidade no curso, que começou em junho do ano passado, foram as instruções de policiamento para as áreas rurais. “Eles passaram três dias no centro de treinamento da Marinha [do Brasil] para passar pelos obstáculos que esses locais oferecem. Dessa forma, será possível melhorar o policiamento nessas regiões”, garante o comandante da Escola de Formação dos Praças.

Outra inovação, em comparação a outros estados, é a entrega do kit policial. No nível intermediário, o aluno recebe colete, algema, bastão e a arma de fogo. Segundo o major Alessandro Arantes, não é em todas as regiões que os militares têm esses equipamentos nessa fase da formação.

Mais cursos à vista

Em evento realizado no Salão Branco do Palácio do Buriti, o GDF promoveu ato convocatório com a presença de 85 aprovados no último concurso para oficiais da PMDF. A turma deverá iniciar o curso de formação em fevereiro deste ano.

Para o governador em exercício, Paco Britto, a convocação dos policiais visa à recomposição do quadro de pessoal da corporação, que herdou das gestões anteriores um déficit de mais de oito mil homens.

“Estamos fazendo muitos investimentos na área de logística e renovação da corporação. Nesse curto período, já foram adquiridas 220 viaturas, mais de 300 motos, seis ambulâncias e quatro guinchos”, relembrou Paco.