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Álcool gel é eficaz na prevenção ao coronavírus, afirma conselho

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Ácool gel

Produto age rapidamente sobre bactérias vegetativas, vírus e fungos

O uso de álcool gel para higiene das mãos como prevenção ao coronavírus é eficaz. Em nota, o Conselho Federal de Química (CFQ) criticou a disseminação de fake news por meio de um vídeo, com informações equivocadas e incorretas a respeito do emprego do álcool gel, divulgado por um “químico autodidata”.

Assinada pelo presidente da entidade, José de Ribamar Oliveira Filho, a nota do conselho esclarece que o álcool etílico (etanol) é um eficiente desinfetante de superfícies/objetos e antisséptico de pele. “Para este propósito, o grau alcoólico recomendado é 70%, condição que propicia a desnaturação de proteínas e de estruturas lipídicas da membrana celular, e a consequente destruição do microrganismo.”

Segundo a entidade, o etanol age rapidamente sobre bactérias vegetativas (inclusive microbactérias), vírus e fungos, sendo a higienização equivalente e até superior à lavagem de mãos com sabão comum ou alguns tipos de antissépticos.

O conselho lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatória a disponibilização de preparação alcoólica (ou sua versão em gel) para fricção antisséptica das mãos pelos serviços de saúde do país.

A entidade lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu uma orientação sobre a eficácia da utilização de álcool gel como medida preventiva e mitigatória ao Covid-19, tanto nos setores da saúde quanto para a comunidade em geral.

“Tão importante quanto proteger a população no que diz respeito ao contágio do novo vírus é evitar o alarmismo e a viralização de conteúdos sem a devida verificação”, afirmou o presidente do CFQ, apelando para que a sociedade busque informações válidas e de fontes confiáveis, em especial as emitidas pelas autoridades de Saúde.

Denúncia ao Ministério Público

O CFQ afirmou ainda que não reconhece como válida a denominação de “químico autodidata” ou a de pessoas que atuem nas atividades da química sem o devido registro profissional.

Segundo a entidade, a falta do registro configura infração tipificada no artigo 47 da Lei de Contravenções Penais (3.688/41) como exercício ilegal da profissão – sem prejuízo de enquadramento em outras normas legais.

Constatadas irregularidades no que tange à qualificação e ao registro profissional, o conselho vai oferecer denúncia junto ao Ministério Público, observando a devida proteção à população.

Medidas preventivas

O Ministério da Saúde recomenda como medidas de prevenção ao novo coronavírus:

– lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, ou usar desinfetante para as mãos à base de álcool quando a primeira opção não for possível;

– evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– evitar contato próximo com pessoas doentes;

– ficar em casa quando estiver doente;

– usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;

– não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;

– limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Outros cuidados importantes são manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

O ministério explica que não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

Governo do DF está pronto para atender casos suspeitos de coronavírus

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Quartos especiais foram montados no Hran e no Hospital de Base | Foto: Davidyson Damasceno / Iges-DF

Estrutura montada no Hran e no Hospital de Base está à disposição da população

Por Ian Ferraz

O Governo do Distrito Federal está precavido em relação à ocorrência da doença respiratória causada pelo coronavírus (Covid-19) no Brasil. Mesmo sem casos confirmados de transmissão do vírus no território da capital, a Secretaria de Saúde do DF já preparou plano de ação e resposta para possíveis ocorrências (tire suas dúvidas sobre coronavírus).

A rede pública está preparada para atender a eventuais confirmações de pacientes infectados pelo coronavírus. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade habilitada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a possível ocorrência do vírus, está com um andar isolado exclusivamente para atendimento. O Hospital de Base dispõe de metade de um andar disponível para o mesmo tipo de situação.

Os casos suspeitos, prováveis e confirmados precisam ser notificados à Secretaria de Saúde em até 24 horas, mesmo se o atendimento for na rede particular.

“O Distrito Federal está totalmente organizado na questão dos atendimentos aos pacientes com suspeita de Coronavírus. Temos distribuição de atendimento na questão assistencial bem como na questão de Vigilância à Saúde. Foi montado um centro de operação de emergência para que a gente pudesse monitorar os casos, dos que estão aqui ou chegando de outros lugares do país ou do exterior”, explica o secretário de Saúde, Osnei Okumoto.

No DF, a pasta segue as recomendações do Ministério da Saúde e monitora a situação, diariamente, por meio do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs-DF). Neste contexto, foi criado um Plano de Contingência que sistematiza ações e procedimentos de resposta. O texto pode ser alterado conforme mudanças na situação da doença na capital, que é monitorada periodicamente.

Parceria com o Aeroporto de Brasília

Administradora do Aeroporto de Brasília, o grupo Inframerica vai disponibilizar uma estrutura para o atendimento a passageiros que desembarquem do exterior com sintomas do vírus. Em parceria com a Secretaria de Saúde, o aeroporto vai dispor de um espaço de atendimento e triagem daqueles em situação suspeita.

“Nossa equipe estará a postos para prestar o atendimento que os médicos da Inframérica acharem que vale uma investigação mais apurada, no momento da triagem dos passageiros que estejam chegando do exterior. Se houver necessidade eles serão encaminhados para a rede pública de saúde”, afirma Osnei Okumoto.

Os médicos da administradora do aeroporto farão a primeira abordagem aos passageiros, com checagem sobre sintomas. A comunicação será feita em parceria com as companhias aéreas. Para o transporte de pessoas com suspeita de terem contraído o vírus será utilizada uma viatura dos Bombeiros até a unidade hospitalar recomendada.

Tire suas dúvidas sobre o novo Coronavírus:

O que é o coronavírus (Covid-19)?

É um vírus que causa doença respiratória com sintomas semelhantes a um resfriado (febre, tosse, dificuldade em respirar), podendo também causar pneumonia. A China é, até o momento, o único país considerado como área de transmissão ativa da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O agente foi descoberto em dezembro de 2019 após casos registrados no país asiático.

Quais os tipos de coronavírus conhecidos?

SARS-CoV-2: novo tipo de vírus do agente coronavírus, chamado de novo coronavírus, surgido na China em 31 de dezembro de 2019

Alpha coronavírus 229E e NL63

Beta coronavírus OC43 e HKU1

SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS)

MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS)

Como o Coronavírus é transmitido?

O vírus é recente e as investigações sobre as formas de transmissão ainda estão em andamento. Sabe-se que a disseminação ocorre de pessoa para pessoa, por gotículas respiratórias ou contato direto. Qualquer pessoa que tiver contato próximo de aproximadamente 1 metro com alguém com sintomas respiratórios está exposta ao risco de infecção.

Não está claro, no entanto, com que facilidade o vírus se espalha de pessoa para pessoa. A transmissão costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva e catarro. Ele pode ser transmitido por tosse, espirros ou contato de objetos ou mãos contaminadas com a boca, o nariz e os olhos.

Segundo as organizações e entidades de saúde, o coronavírus tem uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe. Assim, o risco de uma circulação mundial intensa é menor.

O que fazer para evitar a transmissão do coronavírus?

– É recomendável lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos, principalmente antes de ingerir alimentos ou após utilizar transporte público e visitar locais com grande fluxo de pessoas (mercados, shoppings, cinemas, teatros, aeroportos e rodoviárias). Em caso de não possuir água e sabão, utilizar álcool e gel a 70%;

– Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos e copos com outras pessoas. Evite tocar as mucosas dos olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam higienizadas;

– Ao tossir, proteja a boca e o nariz com um lenço de papel ou o braço;

– Evite contato com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença (febre, tosse, dificuldade em respirar);

– Mantenha ambientes bem ventilados;

– Evite contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Como é o diagnóstico do coronavírus?

Com a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). É necessária a coleta de duas amostras, que são encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

O exame de biologia molecular confirma ou não a doença.

Para confirmar a doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detecte o RNA viral. O diagnóstico do coronavírus é feito com a coleta de amostra, que está indicada sempre que ocorrer a identificação de caso suspeito.

Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar).

Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Estou com possibilidade ou suspeita de sintomas do vírus. Qual unidade pública do Distrito Federal devo procurar?

O usuário com suspeita do Coronavírus seguirá o fluxo assistencial estabelecido conforme os níveis de resposta. Poderá ser acolhido em qualquer Unidade Básica de Saúde, devendo procurar a mais próxima de sua residência.

Os casos suspeitos que não possuam sinais de gravidade, como dispnéia, desconforto respiratório e exacerbação de doença preexistente, poderão ser encaminhados para isolamento domiciliar.

Os casos de pacientes com sinais de gravidade ou imunossuprimidos (pacientes com HIV/Aids, pacientes onco-hematológicos, em uso de corticoesteróidos ou de imunobiológicos) serão encaminhados para internação nas unidades de referência:

– Adulto imunocompetente: Hospital Regional da Asa Norte e, em caso de confirmação de transmissão local, demais hospitais regionais

– adulto imunossuprimido: Hospital de Base (Iges-DF)

– Criança (até 13 anos, 11 meses e 29 dias): Hospital Materno Infantil (Hmib)

– Gestantes: Hospital Materno Infantil (Hmib)

Vou viajar para um país em que houve contaminação. O que fazer?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda restrição de viagem até o momento. A orientação do Ministério da Saúde, porém, é de que viagens para a China, único país com transmissão local da doença, sejam realizadas somente em casos de extrema necessidade.

Viajei para a China recentemente. Como devo proceder?

Quem viajou a China deve ficar atento a algumas situações: alteração de saúde, principalmente nos primeiros 14 dias após o retorno da viagem à China. Caso apresente febre, tosse, dificuldade em respirar ou outros sintomas respiratórios procure o atendimento médico. Deve-se evitar ambientes fechados e aglomerados e não viajar enquanto estiver doente.

É possível ser contaminado pelo vírus em caso de contato com produtos e embalagens enviados da China?

A Organização Mundial da Saúde desaconselha a aplicação de quaisquer restrições ao comércio, frisando que é seguro receber encomendas do país asiático ou de outros com casos notificados confirmados. Experiências anteriores mostram que outros tipos de coronavírus não sobrevivem por muito tempo em objetos e pacotes.

PDAF recebe aporte de R$ 4,9 milhões

Recursos poderão ser usados para compra de bens permanentes. Escolas rurais terão prioridade

Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) terá um reforço de R$ 4,9 milhões para este ano. A destinação do recurso foi publicada em portaria no Diário Oficial desta quarta-feira (19/2). O valor é referente às chamadas despesas de capital, que incluem as compras de bens permanentes para escolas e coordenações regionais de ensino.

Cada coordenação regional avaliará, junto às escolas, os pedidos de compras e decidirá sobre a aquisição de materiais permanentes. Terão prioridade as unidades escolares rurais, as que ofertam ensino de educação profissional, cursos técnicos, educação integral em tempo integral, educação especial, educação infantil, creche e pré-escola.

Unidades recém-criadas, incluindo Escola Classe JK do Sol Nascente, Escola Classe 03 da Estrutural, Escola Pública Integral Bilíngue Libras e Português e o Centro de Educação Infantil 05 de São Sebastião terão aporte maior, de R$ 30 mil, para compra de mobiliário. O mesmo valor será destinado aos Centros Interescolares de Línguas, ao Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (CEEDV) e ao Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (Eape).

A transferência de recursos às CREs e escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal tem como condição a adimplência quanto à apresentação da prestação de contas anual dos exercícios anteriores, bem como a regularidade das prestações de contas parciais do período em curso.

Os valores destinados a cada coordenação regional e os demais detalhes estão disponíveis na Portaria nº 35.

Daniela Firme lança seu segundo EP solo com show no Clube do Choro dia 14 de março

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As músicas estarão disponíveis nas plataformas digitais, a partir do dia 06/03

A renomada cantora e compositora Daniela Firme lança seu segundo EP solo, no próximo dia 6 de março, em todas as plataformas digitais. Com quatro músicas inéditas, o EP intitulado “O Tempo e o Pensamento” terá como música de trabalho a canção “Voltando pra Casa”, além das faixas “Dia Nublado” e “Se Você For Capaz”. O show de lançamento acontecerá no dia 14 de março, no Clube do Choro de Brasília, a partir das 21 horas.

Ao falar do seu mais novo projeto, Daniela afirmou estar muito feliz e ansiosa para mostrar as músicas ao público. “Particularmente gosto muito dessas canções e acho que as pessoas também vão se identificar. É um EP bonito, sobre recomeço”, revelou.

E a expectativa é a melhor possível, diz a cantora, lembrando que o seu primeiro EP, “Tudo Certo, Tudo Errado” chegou a um número maior de pessoas do que ela imaginava – mais de 30 mil streams no spotify e 87 mil streams no youtube. “Recebo feedbacks de pessoas que se identificaram com as músicas, que viveram histórias relacionadas à música, e fico feliz demais com isso. Espero que esse segundo EP possa fazer sentido para as pessoas da mesma maneira”, afirmou.

Sobre a música de trabalho, “Voltando pra Casa”, Daniela explica que é uma balada romântica que fala da saudade de um relacionamento que passou. “É uma história autobiográfica mesmo, e acho que o arranjo que conseguimos fazer ficou muito bonito. Acredito ser uma música com a qual as pessoas vão se conectar e gostar de ouvir”, finalizou a cantora.

Os ingressos para o show de lançamento estarão disponíveis na bilheteria digital ou na bilheteria do Clube do Choro, por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada).

História

Com 20 anos de carreira, Daniela Firme nasceu no Rio de Janeiro e mudou-se para Brasília aos 4 anos de idade, adotando a cidade como sua. Ingressou na música a convite de dois amigos, aos 17 anos. Na época, tinha uma agência de turismo, mas como sempre teve a música como uma grande paixão, resolveu entrar de cabeça nesse mundo.

 Depois disso, a cantora e compositora fez seu nome no cenário musical brasiliense. Com uma presença de palco, afinação e extensão vocal única à frente da banda On The Rocks, que passou a se chamar Rock Beats, composta por Bruno Albuquerque na guitarra e violão, Alexandre Macarrão no baixo e Kaká Barros na bateria, fez seu primeiro show foi em 2005, no conhecido Feitiço Mineiro.  Seu trabalho é voltado para releituras de clássicos do pop rock nacional e internacional, sendo a banda de pop rock que mais se apresenta na capital, e chega realizar mais de 100 shows por ano, entre Brasília, Goiânia e região.

Com quase 37 anos de idade, que serão completados em 16/03, Daniela já recebeu convites para abrir shows de grandes nomes da música nacional. Entre eles, Paralamas do Sucesso, Humberto Gessinger, Biquini Cavadão e Capital Inicial.  E não para por aí, a cantora também já dividiu o palco com Bruno Gouveia (Biquini Cavadão), Digão (Raimundos), Phillippe Seabra (Plebe Rude), Patubatê, e muitos outros artistas.

Lançamentos

Em 2018, Daniela lançou seu primeiro EP autoral, com a música de trabalho “Tudo Certo, Tudo Errado” e outras quatro faixas. O EP já ultrapassou a marca de 40 mil streams no Spotify. A música foi apresentada ao público pela primeira vez em 2016, quando ficou entre as finalistas do programa Brasília Independente, da TV Globo. Ao ouvi-la, a editora de cultura da TV Globo Brasília, Márcia Witczak, afirmou: “Tenho que aplaudir! Com certeza Tudo Certo, Tudo Errado vai ser um sucesso. Voa alto, Dani. O Brasil e o mundo precisam curtir o seu som”. O produtor Rick Bonadio, responsável por lançar grandes nomes da música brasileira, também não poupou elogios, onde publicou um trechinho em sua conta no Instagram.

Ainda no mesmo ano, Daniela Firme fundou o movimento “Made In Brasília” com o objetivo de fortalecer a cena autoral do DF. Com a presença de músicos importantes no cenário local, como Georgia W Alô, Funqquestra, Mariano Júnior, Diogo (Bloco Eduardo e Mônica), Marquinho Vital (Capitão do Cerrado), Renato Azambuja (Surf Sessions) e Paulo Veríssimo (Distintos Filhos), já reúne mais de 100 artistas e bandas numa playlist disponível no Spotify.

Em maio de 2019, lançou o clipe da música “Tudo certo, tudo errado”, o primeiro de sua carreira autoral. Em setembro do mesmo ano, lançou o clipe da música “Menina”, que contou com a participação do cantor e compositor Milton Guedes. Ambos os clipes já acumulam mais de 110 mil visualizações no Youtube. Bruno

Fioravanti, conhecido por dirigir clipes de artistas de projeção nacional como Jota Quest, Capital Inicial, Vanessa da Mata, Ivete Sangalo, entre outros, assinou a direção de ambos.

O ano de 2019 foi importante na carreira de Daniela Firme. Além de sua participação no programa The Four, comandado pela apresentadora Xuxa Meneghel e transmitido em rede nacional pela TV Record, Daniela também foi a escolha do Governo do Distrito Federal para abrir as comemorações do palco principal do 59o Aniversário de Brasília, evento que contou ainda com a participação da artista Anitta. A cantora foi finalista do PPM – Prêmio Profissional da Música 2019, na categoria “melhor cantora” e semifinalista na categoria “melhor intérprete de rock”. Além disso, foi convidada para abrir os shows de Rodrigo Suricato (vocalista do Barão Vermelho) e João Suplicy.

Projetos

Daniela participou também de projetos beneficentes de grande visibilidade, como o Brasília Rosa In Concert, que arrecadou dinheiro suficiente para oferecer mais de 40 próteses mamárias para a Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília – Recomeçar, e o Elas Cantam Roberto, show que envolveu sete cantoras de Brasília – Daniela Firme, Patrícia Rezende, Rosana Brown, Ana Lélia, Carol Melo e Ana Clara Hayley – e a participação especial do maestro de Roberto Carlos, Eduardo Lages, que beneficiou duas entidades do DF – Lar Maria de Nazaré de Samambaia e Lar Bezerra de Menezes na Ceilândia.

Serviço:

Show de Lançamento do segundo EP da Daniela Firme “O Tempo E O Pensamento”

Data: 14/03 (sábado)

Local: Clube do Choro

Horário: 21h

Ingressos: 40 (inteira) e 20 (meia-entrada)

Ingressos pela bilheteria digital ou bilheteria do Clube do Choro

Proposta para plano de saúde da Câmara Legislativa vai à consulta pública

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Uma nova proposta com o objetivo de solucionar os problemas que vêm afetando o Fundo de Assistência à Saúde da Câmara Legislativa (Fascal), plano de saúde dos servidores e deputados distritais, ficará aberta à consulta pública no site e-Democracia, até o dia 13 de março. O projeto de resolução nº 40/2020 estabelece um novo regulamento para o Fascal e permite, entre outras medidas, “a realização de convênios visando à melhoria dos procedimentos de gestão”. A proposição foi lida em plenário durante a sessão ordinária desta quinta-feira (27) e, antes de ser apreciada, será tema de audiência pública em 27 de março.

“Vamos ouvir o contribuinte, que é o patrão do servidor público, e os associados do Fascal. Os deputados distritais também contribuirão com emendas. Assim, chegaremos a um consenso em torno da manutenção do plano que, neste momento, se apresenta altamente deficitário”, ressalta o deputado Delmasso (Republicanos), titular da vice-presidência da CLDF, responsável pela administração do Fundo. “Prevista no PR nº 40/2020, a possibilidade de firmar acordo com operadoras de planos de saúde pode significar uma economia anual em torno de R$ 3,5 milhões para os cofres públicos”, estima.

O distrital adianta que entendimentos nesse sentido vêm sendo mantidos com o Saúde BRB, caixa de assistência vinculada ao Banco de Brasília. “Há cerca de 15 mil associados ao plano do BRB e nós somos aproximadamente 5 mil. A junção proporcionará redução de custos, pois também haverá mais pessoas contribuindo”, calcula. O parlamentar espera que, em um prazo de 90 dias, a resolução esteja em vigor e assegura que, para os titulares e dependentes, “nada mudará; ao contrário, deverá haver ampliação dos serviços”.

O projeto de resolução incorpora o Comitê de Governança e Gestão Estratégica – que está funcionando desde o ano passado – ao regulamento do Fascal e não faz menção à possibilidade de ex-deputados se associarem ao plano. Além disso, acaba com a possibilidade de servidores comissionados permanecerem como associados após a exoneração, a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Já aqueles que estiverem no cargo até o último dia de 2020, depois de exonerados, poderão optar por continuar no Fascal pelos 24 meses seguintes, nos moldes do que ocorre hoje. Para seguir no plano, contudo, será necessário pagar a mensalidade somada a uma taxa de igual valor, a título de “contribuição de permanência”.

Entrevista| Bruno Sigmaringa Seixas: ‘Cidade inteligente é uma cidade que provê qualidade de vida’

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| Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília|

Secretário-executivo da Casa Civil fala sobre as principais ações da pasta, que, em 2019, analisou mais de 200 decretos, acompanhou programas sociais e ajudou na regulamentação de diversas leis distritais

Por Renata Moura

Buscar segurança jurídica para ajudar o DF a se desenvolver é uma determinação do governador Ibaneis Rocha que a Casa Civil segue à risca. Em 2019, o trabalho da pasta focou nessa premissa. Mais de 200 decretos foram analisados, editados e publicados, vários deles regulamentando legislações antigas, que acabavam caindo no esquecimento por falta de normas de execução. É o caso da regulamentação da Lei nº 13.465/2017, que prevê os procedimentos administrativos para o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb).

 Em entrevista exclusiva à Agência Brasília, o secretário-executivo da Casa Civil, Bruno Sigmaringa Seixas, conta como a pasta tem se empenhado no assessoramento jurídico para garantir a execução de políticas públicas eficientes, que mudem a vida da população. “Durante muito tempo, o Distrito Federal viveu um quadro de instabilidade econômica e administrativa muito grande”, afirma. “Isso exigiu uma atuação mais firme do governo Ibaneis na busca pelo restabelecimento da segurança jurídica”.

De acordo com ele, o ritmo de trabalho acompanha a eficiência exigida por quem comanda a pasta. “O secretário Valdetário Monteiro imprime um ritmo de produtividade, celeridade e legalidade necessário à gestão pública”, resume. Bruno também destaca programas de governo voltados à transparência e informatização e adianta que, até o fim do ano, o DF terá sua própria legislação focada na proteção de dados na internet.

 

Qual é o papel da Casa Civil do DF e qual sua importância na estrutura administrativa de governo?

A essência da atuação da Casa Civil está no assessoramento político ao governador, seja com articulação político-governamental entre os órgãos do Poder Executivo, seja com os demais poderes do Distrito Federal e de outras Unidades da Federação. Além disso, a Casa Civil se coloca como elo entre as diretrizes estabelecidas pelo governador e a execução das políticas públicas. Temos a prerrogativa de ter conhecimento das demandas de todo os outros órgãos, o que possibilita o direcionamento e acompanhamento do desenvolvimento efetivo das ações de governo.

O governador tem falado muito em buscar segurança jurídica para estimular o desenvolvimento econômico e social da cidade. Como o governo tem trabalhado internamente essa questão?

Durante muito tempo, o Distrito Federal viveu um quadro de instabilidade econômica e administrativa muito grande. Isso exigiu uma atuação mais firme do governo Ibaneis na busca pelo restabelecimento da segurança jurídica. Desde o início da atual gestão, o governo tem desenvolvido ações para trazer ao Distrito Federal o crescimento e a implementação de uma gestão pública de qualidade em todas as áreas, principalmente aquelas relacionadas à segurança pública, saúde e educação. Podemos citar, por exemplo, a criação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal [Iges-DF]; do serviço voluntário no âmbito da Polícia Civil; do Programa Material Escolar, destinado a beneficiários do Bolsa Família; a criação das regiões administrativas de Pôr do Sol/Sol Nascente e Arniqueira; a definição das poligonais das regiões administrativas e a reformulação do Pró-DF, com a instituição do programa Desenvolve-DF. É um trabalho criterioso, de análise e estudo de legislação, para que tenhamos realmente segurança jurídica. Esse é o ritmo de trabalho do governador Ibaneis. E o secretário Valdetário Monteiro imprime na equipe um ritmo de produtividade, celeridade e legalidade necessária à gestão pública. Para se ter uma ideia do que estou falando, só de decretos, publicamos mais de 200, no ano passado; analisamos centenas de projetos de lei e encaminhamos mais de 50 para sanção.

Essas publicações são feitas no Diário Oficial do DF, que é paginado ainda hoje pela Imprensa Nacional. Quando teremos autonomia completa do DODF?
O DODF é coordenado pela Casa Civil há dois anos e meio. A Subsecretaria de Tecnologia e a Subsecretaria de Atos Oficiais, em esforço conjunto, desenvolveram uma plataforma que promove toda a gestão do DODF, segura, robusta e cada vez mais integrada com as outras plataformas da Casa Civil. Além de trazer mais segurança, com isso vamos promover uma economia aos cofres públicos de R$ 3 milhões por ano.

Como essa mudança funcionará na prática?

Tudo será integrado ao SEI [Sistema Eletrônico de Informação] e, desta forma, a todos os órgãos o GDF. Teremos padronização no recebimento dos atos, no formato de envio das solicitações… Toda a gestão do novo e-DODF será feita com softwares desenvolvidos com tecnologia do próprio governo, a custo praticamente zero, possibilitando uma maior autonomia da utilização desta publicação oficial.

No último ano, leis importantes que estavam adormecidas foram regulamentadas, dando garantia jurídica a muitas ações práticas. O governo estabeleceu um fluxo de trabalho para que isso fosse possível?

A determinação do governador Ibaneis é dar maior segurança jurídica a gestão pública, e o ritmo do secretário Valdetário Monteiro é esse de proatividade, produtividade e celeridade. Por isso, todos aqui têm aprimorado a forma de elaboração dos atos normativos. Para o processo de regulamentação das leis, estamos seguindo o fluxo estabelecido pelo Decreto nº 39.680/2019, que determina que é competência da Casa Civil examinar as proposições quanto à oportunidade, à conveniência e à compatibilização da matéria nela tratada com relação as políticas e diretrizes do governo. Nesse sentido, um dos enormes problemas enfrentados, hoje, é a ocupação desordenada do território e a grilagem de terras públicas. E o governo tem trabalhado para resolver isso. Destaco a edição do Decreto nº 40.179/2019, que instituiu o Comitê de Gestão Integrada do Território do Distrito Federal com a finalidade de reunir todos os órgãos que atuam na ordem urbanística e ambiental, de forma a imprimir celeridade e eficiência na resolução de problemas já instituídos e coibir novas ocupações irregulares. Outro empenho, nessa área, é a edição do Decreto nº 40.254/2019, que internalizou os procedimentos administrativos do processo de Regularização Fundiária Urbana [Reurb], estabelecidos pela Lei Federal nº 13.465/2017. A proposta é dar maior efetividade à política de regularização fundiária distrital. É com ações assim que estamos conseguindo atingir nosso objetivo.

O governo tem trabalhado muito com informatização dos atos com o objetivo de dar transparência e agilidade os serviços prestados à população. Quando poderemos dizer que Brasília é efetivamente uma cidade inteligente?

Para o Governo do Distrito Federal, uma cidade inteligente é uma cidade que provê qualidade de vida aos seus cidadãos. Todos os programas e ações do governo Ibaneis estão voltados para a melhoria da cidade, seja na saúde, educação, segurança, infraestrutura e outras áreas prioritárias, de forma que nossos cidadãos sintam orgulho de viver aqui. Este sentimento de amor e propriedade é visivelmente crescente na população, que acompanha os resultados do trabalho realizado desde o início do nosso governo. Mas, há muito mais a realizar e, neste ano, vamos avançar com os programas de qualificação e certificação internacional de Brasília. Para isso, em 2019, concluímos a inclusão do DF no programa de Cidades Globais, em conformidade com a ISO 37120 e 37122. Também incluímos o DF no Programa Cidade Inteligentes e Sustentáveis das Nações Unidas, conforme padrão adotado e sugerido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações [Mctic], para qualificação dos municípios brasileiros. O DF é a primeira Unidade da Federação a se preparar e se inscrever para esses programas de qualificação.

Como vai funcionar a parceria anunciada com o Serviço de Processamento de Dados (Serpro) para desenvolver softwares para aplicativos de celular e totens que dispunham de serviços do governo?

Os projetos de inovação do governo do Distrito Federal têm chamado a atenção do governo federal. Em 2019, fomos convidados a compartilhar nossas experiências com outros municípios brasileiros, por meio dos ministérios da Economia, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e do Desenvolvimento Regional [MDR]. Especialmente com o MDR, promovemos em 2019 o I Fórum Nacional para a Certificação de Cidades Inteligentes, que reuniu os maiores especialistas nacionais e internacionais no tema. Este ano, o MDR e o GDF assinarão um acordo de cooperação para a transferência de tecnologias para outros municípios brasileiros selecionados pelo MDR. A priori, 50 municípios serão selecionados para a qualificação e transformação digital. Isso repercutiu e fez com que o Serpro procurasse o GDF com o intuito de também participar do projeto. O GDF e o Serpro, em conjunto, iniciaram a construção de uma plataforma tecnológica de provimento de serviços públicos digitais, única e realmente inovadora. O trabalho foi apresentado ao governador Ibaneis Rocha, que referendou o trabalho e orientou que a condução dos trabalhos fosse realizada pela Secretaria de Economia. Aguardem, que este ano veremos os bons resultados deste trabalho.

No ano passado, foi sancionada a regulamentação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no setor público brasileiro. O que o GDF está fazendo para se adequar à legislação?

Estamos vivenciando uma grande crise relacionada à privacidade dos dados de nossos cidadãos. Dados sigilosos são vendidos na internet e grandes grupos internacionais coletam e fazem uso desconhecido de nossas informações. A Lei Federal nº 13.853/19 trouxe um fio de esperança ao povo brasileiro em relação ao tema. O desenvolvimento econômico do país depende, nos dias atuais, de uma ampla e disruptiva transformação digital no Brasil. O Distrito Federal, ciente dessa necessidade, se antecipou para a construção de soluções que nos permitam aplicar, na plenitude, a LGPD no DF. Criamos um grupo seleto de especialistas que vai, até junho deste ano, apresentar a Política Distrital de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade. Será o primeiro estado a ter uma legislação própria, claro que em sintonia com as premissas federais. Queremos dar aos nossos cidadãos a garantia de que seus dados estão protegidos do uso indevido.

“Queremos dar aos nossos cidadãos a garantia de que seus dados estão protegidos do uso indevido”

Um programa de destaque no âmbito da Casa Civil é o Criança Feliz Brasiliense. Já podemos ver resultados dessa iniciativa?

 Essa iniciativa, que tem como madrinha a primeira-dama Mayara Noronha, é um investimento do governo voltado à primeira infância, que busca fomentar iniciativas intersetoriais para fortalecer políticas de assistência social, saúde, nutrição, educação, cultura, direitos humanos e direitos das crianças. É dirigido às crianças menores de 3 anos e gestantes cadastradas no Cadastro Único da Assistência Social; crianças de zero a 6 anos de idade, que recebem o benefício de prestação continuada e crianças afastadas do convívio familiar. É um modelo que já deu certo e, inclusive, venceu um dos maiores prêmios internacionais na área educacional: o Wise Awards da Cúpula Mundial de Inovação para a Educação. A proposta da primeira-dama é de atender até 3,2 mil indivíduos até o final do primeiro semestre deste ano.

ProUni: selecionados na 2ª chamada podem comprovar dados até hoje

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Documentação deve ser apresentada às instituições de ensino

Por Andreia Verdélio

Os estudantes selecionados em segunda chamada para o Programa Universidade para Todos (ProUni) têm até esta sexta-feira (28) para comprovar as informações fornecidas no ato da inscrição. A documentação deve ser apresentada diretamente às instituições de ensino.

As bolsas de estudo não solicitadas serão destinadas aos participantes da lista de espera. O prazo para se inscrever na lista de espera é de 6 a 9 de março e a divulgação será feita no dia 12 de março.

Neste semestre, o ProUni está oferecendo 252.534 bolsas. O sistema registrou mais de 1,5 milhão de inscrições, feitas por 782.497 estudantes. O número de inscrições é maior que o de inscritos porque cada participante pode escolher até duas opções de instituição, curso e turno.

ProUni

O ProUni é um programa do Ministério da Educação que oferece bolsas de estudos, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior.

Podem participar estudantes que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública, ou na rede particular na condição de bolsista integral; estudantes com deficiência; professores da rede pública de ensino, no efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública.

Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Para as parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Só pode se inscrever no ProUni o estudante que não tiver diploma de curso superior, que tenha participado do Enem mais recente e obtido, no mínimo, 450 pontos de média das notas, e nota acima de zero na redação.

Salas de acolhimento atendem a 1.374 pessoas na primeira semana de funcionamento

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Pelo menos 30% do total de atendimentos foram de moradores do Entorno | Foto: Breno Esaki / Agência Brasília

Estruturas estão localizadas nas proximidades de sete hospitais da rede pública de saúde

Durante os oito primeiros dias de atendimento nas sete Salas de Acolhimento para Casos Suspeitos de Dengue, instaladas nas proximidades de hospitais regionais, 1.374 pessoas foram acolhidas e receberam algum tipo de tratamento ou orientação sobre a doença. A região de saúde com o maior número de atendimentos foi a Sul, com a sala de acolhimento instalada na área do Hospital Regional do Gama. Segundo a subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Moema Campos, pelo menos 30% do total de atendimentos foram de moradores do Entorno.

Para o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, essa grande procura pode ter uma explicação. “Em Valparaíso e Novo Gama, ambos em Goiás, o número de casos autóctones está em alta, e por lá não há as mesmas ações contra dengue que temos aqui”, destaca. Ele acrescenta que a Subsecretaria de Vigilância já tem atuando nas áreas limítrofes do Distrito Federal.

A maioria dos atendimentos teve diagnóstico de dengue leve (75% dos casos). Pessoas nessa situação receberam hidratação oral e foram orientadas a como se tratar em casa. Outros 5% tiveram diagnóstico considerado um pouco mais grave e receberam hidratação venosa.

“Nossa intenção, com as salas de acolhimento, é atender justamente a esses casos menos graves, para evitar que se agravem e cheguem, inclusive, a óbito. E estamos tendo êxito”, comemora Moema Campos.

Salas

As sete Salas de Acolhimento para Casos Suspeitos de Dengue iniciaram o atendimento na última quarta-feira (19). O objetivo é diagnosticar a dengue precocemente e iniciar o tratamento imediatamente, evitando as complicações decorrentes da doença. Além disso, o serviço ajuda a desafogar as emergências dos hospitais.

A previsão inicial é de que as salas atendam à população por 30 dias, de segunda a domingo, das 8h às 17h. O secretário-adjunto de Assistência, Ricardo Tavares, frisa, porém, que as pessoas também podem procurar atendimento nas unidades básicas de saúde (UBS).

“Nossa intenção é atender a esses casos menos graves, para evitar que se agravem e cheguem a óbito. Estamos tendo êxito”Moema Campos, subsecretária de Atenção Integral à Saúde

“Algumas têm horário estendido até 22h. E nas UBS tipo II, com sala de hidratação, também”, lembra.

Estruturas nas UPAs

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) também montou tendas semelhantes nas unidades de pronto atendimento (UPAs) de Ceilândia e de Sobradinho. Desde que começaram a funcionar, em 17 de fevereiro, 755 pacientes com suspeita de dengue já foram atendidos.

De acordo com o balanço dos dez primeiros dias, o maior volume de casos suspeitos atendidos foi em Ceilândia, com 424 pessoas, dos quais 152 tiveram a confirmação da doença. Na unidade ao lado da UPA de Sobradinho, 331 pessoas foram atendidas, com 137 casos confirmados.

“As tendas são mais um aporte dentro do contexto da rede de saúde, porque a Secretaria de Saúde também conta com salas de hidratação em alguns hospitais e outras áreas do governo. No que diz respeito à prevenção, faz a limpeza de rua para evitar água parada e a proliferação do mosquito”, declarou o diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo.

Com cerca de 50 metros quadrados, as estruturas contam com sala de triagem, consultório médico, dez leitos de hidratação venosa e sistema de ar-condicionado. No local é possível fazer diagnóstico clínico, teste rápido e teste laboratorial processado no laboratório das UPAs, bem como tratamento com hidratação venosa. Essas estruturas funcionam das 7h às 19h, todos os dias. E, se necessário, passarão a funcionar 24h por dia.

Iges-DF cria Comitê de Combate ao Coronavírus

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Grupo foi instituído após primeiro registro da doença no Brasil e será responsável por medidas em caso de confirmação de contaminação no DF

O Comitê de Combate ao Coronavírus (Covid-19) foi criado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), nesta terça-feira (27), após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil e na América Latina ontem (26). A vítima, de São Paulo, é um homem de 61 anos que fez viagem recente à Itália.

O grupo foi instalado para elaborar e executar planos de contingência, bem como ações rápidas em caso de ocorrência da doença no Distrito Federal. Além disso, tem como objetivo monitorar, avaliar e definir atividades necessárias ao combate da doença.

“Temos um plano de contingência e, agora, estamos ativando esse comitê com profissionais para monitorar e atuar de maneira rápida caso seja necessário”Francisco Araújo, diretor-presidente do Iges-DF

“O Iges-DF está preparado com todos os insumos necessários, bem como equipes altamente capacitadas para atuar frente ao surgimento de casos de coronavírus no Distrito Federal. Temos um plano de contingência e, agora, estamos ativando esse comitê com profissionais para monitorar e atuar de maneira rápida caso seja necessário”, ressaltou o diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo.

Com as medidas tomadas ao longo de um ano de gestão pelo Iges-DF, o Hospital de Base está em condições, neste momento, de estruturar dois quartos de isolamento com pressão negativa no 10º andar, no prazo de aproximadamente duas semanas. Outras medidas estão em curso para implantar esse tipo de isolamento em outros andares do hospital.

Pressão negativa

Os quartos de isolamento com pressão negativa têm a finalidade de evitar contaminações em doenças respiratórias no âmbito interno, ou seja, dentro da própria sala. Também servem para evitar a propagação de microrganismos, por meio de correntes de ar, para o ambiente hospitalar, reduzindo-se desta forma os riscos de contaminação para pacientes e profissionais de saúde.

O vice-presidente do Iges-DF, Sérgio Costa, explicou que, na prática, o Hospital de Base poderá receber pacientes com suspeita de coronovírus imunossuprimidos – por exemplo, aqueles que têm câncer ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), que são quadros clínicos de maior debilidade.

“Vamos atender pacientes que têm baixa resposta de imunidade, porque os quartos com pressão negativa evitam que essas pessoas tenham outras contaminações, evitando o agravamento do quadro clínico”, destacou Sérgio Costa.

Palestras educativas

Ele lembrou que o Iges-DF já vinha atuando com a realização de palestras educativas e informativas sobre o coronavírus, no Hospital de Base e no Hospital de Santa Maria, já como preparação para o possível aparecimento de algum caso no Brasil. Campanhas nas redes sociais do instituto também estavam a todo vapor.

O vice-presidente reforçou que todas as unidades pertencentes ao Iges-DF estão abastecidas com os insumos necessários para atendimentos de casos confirmados ou suspeitos relacionados ao Covid-19. Ao mesmo tempo, o acompanhamento dos estoques tem sido feito diariamente para que possíveis aumentos de consumo sejam identificados em tempo hábil, de forma a possibilitar contratação extra, caso seja necessária.

O coordenador do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Iges-DF, Julival Ribeiro, destacou que a criação do comitê tem grande importância, porque centraliza todas as ações necessárias para combater e prevenir o Covid-19. “Vamos seguir tudo o que for orientado pela Secretaria de Saúde do DF e pelo Ministério da Saúde para atender os pacientes adequadamente, evitar a disseminação e garantir a segurança dos nossos dos profissionais”, ressaltou.

 

Governo promove ações integradas no combate à dengue

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Administrações regionais se unem a secretarias e órgãos do GDF no combate ao mosquito | Foto: Douglas Oliveira / Secretaria das Cidades

Cidades estão agindo contra focos do mosquito em paradas de ônibus e sucatas de carros

Um mutirão contra a dengue está em curso em todas as cidades do Distrito Federal. O governo tem integrado todos os órgãos para o combate ao mosquito Aedes aegypti e, neste sentido, alguns pontos de mapeamento de riscos foram expostos em uma reunião intersetorial nesta quinta-feira (27). Foi o segundo encontro realizado em menos de dez dias, fruto de uma convocação do vice-governador, Paco Britto, para mostrar o planejamento e as ações do GDF.

Paradas de ônibus, sucatas e casas abandonadas são alguns dos focos das operações que administrações regionais promovem em conjunto com as pastas de Saúde, Segurança Pública, de Governo e das Cidades, além de órgãos como DF Legal, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Vigilância Ambiental, Corpo de Bombeiros (CBMDF), Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF).

Desde o ano passado algumas atividades já estão em execução, como as tendas de hidratação, que atenderam 1.374 pessoas entre 15 e 26 de fevereiro. A região Centro-Sul foi a que obteve o maior número de atendimentos, 217 no período.

Cada região administrativa tem detalhado as metas que estão alcançando, postura elogiada pela secretária-executiva de Políticas Públicas da Secretaria de Governo, Meire Mota. “Existe um esforço muito grande do governo em organizar e limpar as cidades para retirar esses focos da dengue. O objetivo é proteger a nossa população”, declarou.

Durante a reunião, destacou-se a instalação da Sala Distrital Permanente de Coordenação e Controle das Ações de Enfrentamento às Doenças Transmitidas pelo Aedes. Já em funcionamento, a estrutura integra os órgãos e dá prioridade às operações contra o mosquito.

Para o secretário-executivo das Cidades, Fernando Leite, a estrutura é essencial para o trabalho nas administrações. “O governo acontece nas cidades e a dengue também. Então, no instante que os administradores comprarem esse movimento como fundamental, como já estão fazendo, aí sim iremos combater a dengue com ações planejadas”, destacou.