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CLDF aprova projeto que dá o nome de Torre Oscar Niemeyer a Torre Digital de Brasília

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Os deputados distritais aprovaram nesta quarta-feira (11), em segundo turno, o projeto de Lei 369/2019, de autoria do deputado Rafael Prudente (MDB), que dá o nome de Torre de Transmissão Digital Oscar Niemeyer ao monumento Torre Digital de Brasília.

A Torre Digital é o último projeto de Oscar Niemeyer inaugurado com o arquiteto ainda vivo, por isso o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente explica que a proposta foi pensada para “fazer justiça e honrar a memória do maior arquiteto do Brasil”.

Rafael Prudente destacou também que graças ao arquiteto Niemeyer e a servidores públicos brasilienses que pensaram em menos poluição visual foi impedido que fincasse no horizonte de Brasília 22 torres de ferro em forma de “paliteiro” para transmissão do sinal digital, vez que essa é a primeira torre de transmissão de TV Digital coletiva, onde a mesma torre transmite o sinal de várias emissoras.

“Dessa forma o céu de Brasília ficou mais cativante e o cenário da Capital do Brasil mais preservado”, justificou Rafael Prudente.

O projeto de Lei segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha.

Brasileiros relatam rotina na Itália

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Por Bruna Saniele – O café da vizinhança que estava sempre cheio agora não tem duas mesas ocupadas, um quarto das pessoas que estão no supermercado usam máscaras e um vidro separava o atendente da farmácia italiana de Florença da brasileira Analice Baldo, 40 anos, quando ela explicava para Agência Brasil a mudança na sua rotina após o governo da Itália ampliar os cuidados em decorrência da pandemia de coronavírus.

Na última semana, em uma passagem pelo supermercado, Analice viu prateleiras vazias. Entre os itens que mais sentiu falta estavam papel higiênico, molho de tomate, massas e frango. A situação pareceu se normalizar, mas novamente nesta quarta-feira (11) artigos de primeira necessidade estavam em falta.

Ana Carolina, 26 anos, teve que fazer uma quarentena informal na república onde morava em Roma quando teve sintomas de gripe.

Para Mateus, 26 anos, arquiteto, o novo coronavírus afetou um pouco a rotina do escritório: agora a recomendação é que os encontros na hora do café sejam evitados.

Analice, Anna Carolina e Matheus, são brasileiros que vivem em diferentes regiões da Itália e relataram à Agência Brasil um pouco de suas rotinas após a propagação de Covid-19.

No último dia 8, a Itália começou a adotar medidas drásticas para tentar conter o vírus. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, assinou decretos que estabelecem a necessidade das pessoas portarem uma autorização especial para circular e viajar.

O primeiro-ministro anunciou o fechamento de escolas, ginásios, museus, cinemas, clubes noturnos e outros espaços públicos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Itália tem o maior número de casos do novo coronavírus da Europa e é o segundo país com mais casos no mundo, perdendo apenas para a China.

Analice se mudou para a Itália com o marido e os dois filhos, de 4 e 13 anos, em agosto do ano passado. Ela não pretende retornar ao Brasil, sua casa está na Itália e os filhos frequentam a escola daquele país. Está segura da qualidade da saúde pública italiana e entende a urgência das medidas tomadas pelo país, mas diz que toda essa situação a deixou um pouco angustiada.

“Eu entendo perfeitamente as medidas tomadas, o decreto [que proibiu a livre circulação de pessoas], e acato completamente de boa vontade, mas confesso que isso me angustia mais, me deixa mais apreensiva do que o coronavírus em si. Porque tudo está diferente. A cidade está toda diferente. Eu moro numa área residencial, e está tudo diferente, muitos comércios fechados, muitas lojas a cada dia mais e mais fechando. O meu médico – se eu me sinto mal – ele sempre me pede para ir até o consultório. Dessa vez ele fez uma consulta telefônica. Então a gente se sente presa, a mim e aos meus filhos em casa, e mesmo na Itália, porque se nós quisermos sair daqui não pode. Isso sim me deixa bastante apreensiva. Um tanto quanto ansiosa, pensando quando e como isso vai acabar. Eu temo inclusive pela economia italiana porque o impacto é grande”.

Anna Carolina Martins, 26 anos, é uma estudante de mestrado brasileira que mora em Roma desde os 17 anos. Segundo ela, sua rotina se resumia em estudar e escrever tese na biblioteca nacional em Roma, onde ia a pé por morar no centro da cidade. Logo que o vírus começou a se alastrar já era possível ver avisos e panfletos sobre como prevenir a difusão de Covid-19. Aos poucos o número de pessoas usando máscaras aumentou.

“Não deixei de fazer as minhas atividades e, sinceramente, não imaginava que a situação chegaria a este ponto. Há uma semana a situação começou a ficar mais preocupante. A biblioteca esvaziou e os espaços foram delimitados, você só poderia se sentar com um metro de distância das pessoas. Tudo esvaziou. As pessoas começaram a ficar com muito medo, a brigar na rua.”

Carol, como é conhecida, chegou a pegar um resfriado e ter febre, como mora em uma casa com outras cinco mulheres, ficou afastada. “Me isolaram no meu quarto. Procuramos máscaras e tudo tinha acabado. Então, só uma [pessoa] entrava em contato comigo e me preparava algo para comer. E fizemos assim até melhorar.”

“Achei que as coisas iriam se acalmar, mas ao invés disso, logo depois, foram tomadas essas medidas mais sérias. Com o decreto, agora ninguém mais pode sair de casa tá tudo proibido. Você só pode sair com essa autocertificação. Você baixa o formulário pela internet e tem que provar que você está saindo de casa pelos motivos previstos pela lei, situação de necessidade, de trabalho, e de saúde. Se não for nenhum desses motivos e alguém te perguntar o porquê você saiu, se você não tiver dizendo a verdade ou não tivesse autorização, você ganha uma multa. Eu estava muito assustada, as pessoas estão muito muito assustadas, agora tá todo mundo dentro de casa ninguém, na Itália inteira, pode sair a não ser que seja por motivos extremamente necessários.”

A estudante resolveu antecipar o retorno para o Brasil, que já estava previsto. Até a formatura, que ocorreria em março, foi adiada e será realizada apenas online. “Não está nada confortável. Estou com medo que isso chegue ao Brasil também. Aqui as previsões dizem que atingiu o mundo inteiro e não é tão perigoso, tão mortal. Porém ele se difunde com uma velocidade muito rápida. A epidemia tem que acabar porque está ganhando uma proporção muito grande.”

Dentre os problemas provocados, a estudante destaca os prejuízos na economia. “As lojas não ficam abertas após as 18h e todos os pubs estão fechados. Muitos negócios tiveram que ser fechados. Eu iria me formar agora dia 23 de março mas a minha formatura foi cancelada e eles colocaram para o dia 30 de abril e vai ser online porque ninguém vai poder se reunir. A previsão é que a situação melhore apenas bem lá bem para frente”.

Matheus Bastos, 26 anos, é arquiteto e mora em uma cidade de cerca de dez mil pessoas próxima a Gênova. Sua rotina é pacata. Passa o dia no trabalho e retorna para casa no fim do expediente. Por morar sozinho e não conviver com idosos continua trabalhando normalmente. E mesmo fora dos grandes centros, com um dia a dia de poucos eventos sociais, sem utilizar transporte público (se locomove de bicicleta), percebeu mudanças no comportamento das pessoas.

“A mudança é no próprio ambiente do escritório. Antigamente as pessoas procuravam se encontrar e conversar às 11h ou às 17h da tarde no café, e hoje em dia você vê claramente, inclusive foi discutido e avisado para todos os funcionários, que deve-se evitar qualquer tipo de aglomeração. Não se deve frequentar locais com mais três pessoas ao mesmo tempo.”

Apesar da pandemia, o arquiteto se sente seguro no país e não pretende voltar ao Brasil. “Todas essas circunstâncias me deixam bastante tranquilo, de que por mais que seja uma doença bastante séria, eu acredito que essa onda de infecção vai passar e as coisas vão voltar à normalidade. Então não é preciso tomar nenhuma medida tão drástica assim.”

Secretaria de Saúde esclarece medidas sobre o coronavírus a deputados distritais

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Gestores tranquilizaram os parlamentares, que elogiaram as medidas tomadas pela pasta

A Secretaria de Saúde (SES) promoveu reunião com deputados da Câmara Legislativa (CLDF), nesta quarta-feira (11), para esclarecer o que a pasta tem feito diante do cenário do coronavírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou hoje como pandemia a incidência da Covid-19, a doença viral que se alastra desde dezembro de 2019 em escala global.

Durante o encontro, os deputados tiveram a oportunidade de tirar dúvidas relacionadas ao plano de contingência, atendimento a pacientes na rede privada e insumos. Como a Agência Brasília mostrou em 31 de janeiro, em entrevista com a gerente de Epidemiologia de Campo da SES, Meyre Hellen Batista, o DF se preparou com a devida antecedência para o enfrentamento ao problema.

A audiência com os deputados contou com a participação do secretário de Saúde, Osnei Okumoto, do secretário-adjunto de Assistência, Ricardo Tavares, e do infectologista Eduardo Hage. “O DF se adiantou e nos organizamos com a elaboração de um plano de contingência elogiado pelo Ministério da Saúde. Nós temos monitoramento contínuo”, destacou Osnei.

O secretário também destacou que não há falta de insumos no DF e que, além disso, a pasta já está com processo de compra em andamento de modo a evitar desabastecimento de itens como máscaras e capotes. “Temos, em estoque, dez mil máscaras N95, 100 mil máscaras cirúrgicas e seis mil capotes”, destacou, acrescentando que o Ministério da Saúde também faz compra preventiva desses produtos para os estados.

No encontro, o deputado distrital Fábio Félix disse ter feito uma visita ao Hospital Regional da Asa Norte, onde pacientes com suspeita da doença são recebidos, e elogiou a condução do plano emergencial na unidade e em toda rede.

Outra questão abordada foi a relação com os hospitais da rede privada. “Já tivemos uma reunião com representantes da rede privada e está prevista outra para a próxima semana. Se eles possuem alvará de funcionamento, deduz-se que possuem estrutura para receber os pacientes graves”, frisou Ricardo Tavares.

No fim da reunião, deputados ofereceram apoio às ações da Secretaria de Saúde no sentido de levar mais informações à população. A ideia é evitar pânico, mas também reforçar cuidados contra a proliferação do vírus.

 

Coronavírus: Secretaria aguarda insumos do governo federal para realizar exames no DF

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Durante coletiva no Buriti, foram atualizadas as informações sobre o panorama do coronavírus. Com insumos do governo federal, DF poderá fazer diagnósticos| Fotos: Paulo H Carvalho / Agência Brasília

Segundo caso foi confirmado pela pasta – o marido da paciente de 52 anos que também está doente –, mas não se trata de transmissão local

Por Ana Luiza Vinhote

A Secretaria de Saúde (SES) espera receber, nesta quarta-feira (11), os insumos necessários para realizar exames que confirmem diagnóstico de infecção por coronavírus na capital. Dessa forma, o Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF) poderá fazer o diagnóstico, sem a necessidade de contraprova. Atualmente, as amostras são analisadas no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

“O Lacen já realiza exames de biologia laboratorial, e o do coronavírus começa a ser feito imediatamente também, sem mudar o protocolo inicial”, explica o infectologista Eduardo Hage, da SES.

O médico lembra que o procedimento adotado para todas as situações é o exame em pacientes considerados suspeitos, como pessoas com algum histórico de viagem internacional ou que tenham tido contato com essas outras que viajaram e que são casos confirmados ou suspeitos.

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11), no Salão Branco do Palácio do Buriti. Participaram do pronunciamento o secretário de Saúde, Osnei Okumoto; o secretário-adjunto de Saúde, Ricardo Tavares; o presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), Francisco Araújo; o infectologista Eduardo Hage e o chefe da Casa Civil, Valdetário Monteiro.

Segundo caso 

A SES confirmou, nesta quarta, o segundo caso de coronavírus no DF. Trata-se do marido da paciente de 52 anos que também está com a doença. A pasta informou que ele deve ficar em isolamento domiciliar durante 14 dias, caso não apresente sintomas.

Segundo o secretário Osnei Okumoto, o homem usava todo o suporte para ficar em contato com a esposa, mas foi avisado do risco de contaminação e da necessidade de realização do exame, pois eles tiveram contato direto durante a viagem. “É uma particularidade clínica diferente do primeiro caso; não foi uma transmissão local”, informa.

Em portaria publicada no Diário Oficial desta quarta, a SES proibiu visitas nas unidades de internação e Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) a paciente diagnosticados com a doença. A medida visa conter a proliferação do coronavírus. Entre as várias considerações destacadas pela pasta, está a insuficiência de dados científicos sobre a doença.

De acordo com o secretário-adjunto de Saúde, o órgão continua com o protocolo de busca de pessoas com quem os pacientes tiveram contato, seja durante a viagem ou na chegada ao país. A lista de passageiros que compartilharam os voos foi solicitada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mesmo com o segundo caso confirmado, reforça o secretário Osnei Okumoto, não há motivo para pânico. “Medidas de vigilância e saúde estão sendo tomadas para resguardar tanto os profissionais da saúde que estão em contato com os pacientes quanto a população, com equipamentos de proteção”, informa. “Continuamos no mesmo nível. Comitês se reúnem diariamente para traçar metas”.

A recomendação preventiva é fortalecer a higiene, com lavagem frequente das mãos com material adequado (água e sabão ou álcool gel) e manter a chamada etiqueta respiratória – com cuidados para conter o espirro –, especialmente em épocas sazonais de gripes. De acordo com o secretário, não há diferença na atuação clínica do coronavírus em comparação com outros casos sazonais de influenza.

Primeiro caso 

A esposa do paciente de 52 anos foi o primeiro caso confirmado de infecção por coronavírus na capital. Internada desde o dia 6 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da área isolada para tratar da doença no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), ela conta com uma equipe exclusiva de atendimento. Desde que foi transferida do centro de saúde particular, a paciente teve melhora no quadro, mas voltou a piorar. A situação é agravada por doença preexistente.

A mulher esteve recentemente com o marido no Reino Unido e na Suíça. Começou a apresentar os sintomas em 26 de fevereiro e deu entrada no pronto-socorro de uma unidade particular sete dias depois, com febre, tosse e secreções. Lá, ela testou positivo para coronavírus e chegou a ser internada na UTI, mas foi removida para o Hran depois de o hospital privado informar que não estaria preparado para atuar no caso. Amostras enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, confirmaram o diagnóstico.

De acordo com o infectologista Eduardo Hage, o agravamento da situação da paciente se deu pela doença preexistente. Não fosse por isso, conforme o protocolo internacional, ela poderia estar em isolamento domiciliar ou internada em leito comum. Quando deixou o hospital particular, a paciente não estava entubada – condição à qual precisou voltar, no Hran, onde, após teve leve melhora, voltou a piorar.

O Hran é unidade habilitada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratamento e possui um andar isolado exclusivo, onde a paciente está internada a paciente.

Alerta, mas sem pânico

A SES concedeu entrevista coletiva para tratar do tema antes mesmo de o diagnóstico ser confirmado. O infectologista Eduardo Hage esclareceu que a pasta deu início ao protocolo de busca de pessoas com quem a paciente teve contato, seja durante a viagem, seja na chegada ao país.

Ela teve contato direto com dois familiares, que receberam recomendação de isolamento domiciliar. A lista de passageiros que compartilharam os voos foi solicitada à Anvisa. “Todos serão monitorados, acompanhados e, quando necessário, terão amostras colhidas e analisadas”, relata o médico, segundo o qual a notícia não justifica pânico: “Não há motivo para reação exacerbada. Tratamos o caso como importado, e não há transmissão local no DF”.

O infectologista Eduardo Hage, do Hran, reitera: “Não há motivo para reação exacerbada. Tratamos o caso como importado, e não há transmissão local no DF”

A capital federal está em situação de emergência no âmbito da saúde pública desde 29 de fevereiro. A medida tem como objetivo alinhar as ações de enfrentamento da doença. A situação permanecerá pelo período de 180 dias. Apesar disso, a pasta conseguiu antecipar as aquisições de insumos, o que, segundo o secretário Osnei Okumoto, torna a capital abastecida.

Entenda
O coronavírus (Covid-19) é um vírus que causam doença respiratória com sintomas semelhantes a um resfriado (febre, tosse, dificuldade em respirar), podendo também causar pneumonia. As investigações sobre as formas de transmissão ainda estão em andamento, mas sabe-se que a disseminação ocorre de pessoa para pessoa, por gotículas respiratórias ou contato direto. O coronavírus tem transmissão menos intensa que o vírus da gripe, sendo menor o risco de circulação mundial intensa.

BRB vai reimprimir a segunda e terceira parcelas do IPVA

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A medida foi tomada pela necessidade de reprocessar o código de barras

O Banco de Brasília (BRB) vai fazer a reimpressão da segunda e terceira parcelas do IPVA 2020 para proprietários de veículos com placa final 3 e 4. O envio dos novos boletos começa nesta quinta (12) e a previsão é que os documentos cheguem até sexta-feira (13). A medida foi tomada pela necessidade de reprocessar o código de barras.

O novo boleto incluiu a primeira parcela do IPVA para os contribuintes que ainda não fizeram o pagamento. O valor conta com juros e multa e tem vencimento para o dia 19. Não houve necessidade de reimpressão dos boletos para os proprietários de veículos com placas finais que não as de número 3 e 4.

As datas de vencimento das parcelas do IPVA 2020 ficam definidas em função do algarismo final da placa. Confira o calendário completo correspondente aos pagamentos das segunda e terceira parcelas.

Calendário IPVA DF 2020

  • Números 1 e‪ 2: 16/03/2020 e ‪13/04/2020
  • Números 3 e‪ 4: 17/03/2020 e ‪14/04/2020
  • Números 5 e‪ 6: 18/03/2020 e ‪15/04/2020
  • Números 7 e‪ 8: 19/03/2020 e ‪16/04/2020
  • Números 9 e‪ 0: 20/03/2020 e ‪17/04/2020

Visitas a pacientes com coronavírus estão proibidas

Para evitar a propagação do vírus, Secretaria de Saúde emite portaria com as novas condutas em hospitais e UTIs

Por Renata Moura

Em portaria publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (11), a Secretaria de Saúde proibiu visitas nas unidades de internação e Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) a pacientes diagnosticados com o Covid-19. A medida visa conter a proliferação do coronavírus.

Entre as várias considerações destacadas pela Secretaria de Saúde para a proibição, está a insuficiência de dados científicos  sobre a doença. “Até o momento, não há informação suficiente que defina quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus”, destaca.

Até o momento, dois caso de infecção estão confirmados no Distrito Federal. O primeiro é de uma paciente, que segue há uma semana internado na UTI do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em estado grave.

O segundo é do marido dela, que acompanhava o tratamento da esposa e também foi diagnosticado com a doença.

Segundo a Secretaria de Saúde, o homem “está em bom estado geral e permanece sendo monitorado, em isolamento domiciliar”.

O órgão informa que uma equipe de saúde faz monitoramento diário do novo paciente, e caso apresente algum sintoma ou quadro de desconforto respiratório, será então encaminhado para internação.

Às 11h, haverá uma audiência pública, no Salão Branco do Palácio do Buriti, para esclarecer as dúvidas da população e da imprensa sobre o coronavírus.

GDF entrega mais de 200 mil livros complementares

Quase R$ 21,5 milhões foram investidos em contrato para fornecimento de material a colégios do programa Escola que Queremos

Por Jéssica Antunes

Mais de 200 mil livros complementares de português e matemática são distribuídos em escolas públicas da capital. Este é o resultado de R$ 21,445 milhões investidos pelo Governo do Distrito Federal em um contrato com a editora Moderna. Todas as coordenações regionais de ensino foram contempladas e os materiais são direcionados a 170 unidades que integram o programa Escola que Queremos (saiba mais no vídeo e na tabela abaixo).

Os materiais servem a alunos do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental. Os livros têm o selo do projeto Aprova Brasil, com conteúdos complementares voltados a exames nacionais, estaduais e municipais. Naqueles de Língua Portuguesa, o conteúdo foca em desenvolvimento e fluência de leitura, com objetivo na melhoria da capacidade de compreensão de texto. Já a disciplina Matemática concentra cálculos e resoluções de situações-problema.

“Esses livros foram adquiridos por licitação, conforme suas especificidades. Estamos estabelecendo um conteúdo formativo diferenciado para as unidades que integram o Escolas que Queremos, que têm desempenho abaixo do esperado, com altos índices de reprovação e abandono escolar”, explica o secretário de Educação, João Pedro Ferraz.

De acordo com ele, trata-se de investimento no futuro dos meninos e meninas da capital, como estratégia para superar os problemas identificados. O contrato com a editora tem vigência de um ano e prevê obras atualizadas de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e alinhadas ao Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O contrato foi assinado na quinta-feira (5) e publicado no Diário Oficial do DF desta terça-feira (10).

Subsecretário de Educação Básica, Helber Vieira conta que os livros vêm para aprimorar aprendizagens. “Livros regulares didáticos são fornecidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Temos enfrentado problemas com isso e continuamos tentando atender a todos, então essa remessa é complementar. A aquisição do material complementar refletirá na ampliação da garantia ao direito à educação e para aperfeiçoar os índices do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] dessas escolas”, aponta.

Assista ao vídeo:

https://youtu.be/Ea9Tmi2wUGI

Melhorar leitura, escrita e aprendizado

No Caic Professor Walter José de Moura de Taguatinga, 1.888 livros foram recebidos nesta terça-feira (10). Eles devem ser utilizados no principal projeto da escola, que tem 85 turmas e cerca de 1,5 mil alunos até o 5º ano do Ensino Fundamental. Supervisora pedagógica, Mariana Bastos de Aguiar conta que as 39 caixas entregues vão fazer parte da rotina dos alunos.

“Temos buscado valorizar a questão da leitura na escola. Esse ano, nosso carro-chefe é incentivar o prazer de ler e aprender. Com acesso a esses livros, a criança vai poder ler, ouvir, encantar-se com a história, resolver problemas e conseguir melhorar seu nível de leitura, escrita e aprendizado”, diz. As obras vão ser agregadas às caixas de leitura que cada turma tem.

O caminhão carregado de livros também estacionou no pátio da Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia nesta terça. Das 14 do DF, ela foi a maior contemplada. A previsão é que 31 mil obras sejam distribuídas a 30 escolas até o fim desta semana. “Qualquer recurso didático a mais recebido é oportunidade a mais que o estudante tem de ter visão diferente de um mesmo conteúdo”, valoriza o coordenador Marcos Antônio de Sousa.

Ele aproveita para citar a máxima sobre a prática que leva à perfeição. “A gente tenta, cada vez mais, trabalhar de forma integrada. Aula discursiva do professor associada ao livro didático e complementada pelo livro paradidático para levar a uma formação integral, visão abrangente e maior possibilidade de aprendizado”, afirma.

Escolas que Queremos

Programa estratégico da Secretaria de Educação, o Escolas que Queremos visa alcançar educação de excelência nas escolas públicas do DF. Ao todo, contempla 190 escolas pela melhorando os índices de aprendizagem, redução as taxas de abandono e reprovação escolar, e valorização dos profissionais da educação.

Até 2022, a previsão é que sejam investidos R$ 40 milhões em recursos articulados junto à Secretaria de Economia.

Iges-DF abre mais duas estruturas para atender pessoas com suspeita de dengue

Unidades começaram a funcionar nesta terça-feira (10) em São Sebastião e em Santa Maria

Mais duas estruturas especiais para atender pessoas com suspeita de dengue foram abertas, nesta terça-feira (10), pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). As unidades foram instaladas ao lado do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião.

Em 17 de fevereiro o instituto já havia colocado para funcionar duas estruturas, uma na UPA de Sobradinho e outra na de Ceilândia. Juntas, elas já realizaram, até o dia 9 de março, 2.106 atendimentos.

O modelo de atendimento é similar em todas as tendas montadas pelo Iges-DF. São 50 metros quadrados e as estruturas contam com sala de triagem, consultório médico, dez leitos de hidratação venosa e sistema de ar-condicionado. Nos locais é possível fazer diagnóstico clínico, testes rápido e laboratorial e hidratação de pacientes.

As tendas contam com médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, técnicos de laboratório, analistas de laboratório, auxiliares de atendimento e auxiliares de serviços gerais para fazer limpeza.

O funcionamento é das 7h às 19h, todos os dias. E, se necessário, o horário pode ser estendido para 24h por dia.

Atendimento

De 17 de fevereiro a 9 de março, as tendas de Ceilândia e Sobradinho atenderam 2.106 pacientes, dos quais 910 são casos confirmados.

Em um recorte detalhado, de 17 a 29 de fevereiro, foram realizados 570 atendimentos na estrutura montada ao lado da UPA de Ceilândia, em que pelo menos 285 casos foram confirmados. Na tenda ao lado da UPA de Sobradinho foram 499 casos registrados, dos quais 169 positivos.

De 1º a 9 de março foram realizados 560 atendimentos e 383 casos positivos em Ceilândia. Em Sobradinho foram 477 atendimentos e 73 casos confirmados.

Totalizando os dados referentes ao período de 17 de fevereiro a 7 de março, em Ceilândia foram realizados 1.130 atendimentos, com 668 casos confirmados. Em Sobradinho, 976 atendimentos e 242 pessoas com a doença.

Para o diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo, as tendas são fundamentais para agilizar o atendimento das pessoas com sintomas, que precisam de tratamento imediato. “Não podemos deixar que as pessoas fiquem esperando para iniciar o tratamento. Com as tendas serão evitadas complicações e até mortes causadas pelo mosquito da dengue”, concluiu.

Governadores se encontram para alinhar projetos

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Dória e Ibaneis, juntamente com Wilson Witzel (RJ), lideram o Fórum de Governadores | Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Foco da reunião foi o pacto federativo, um dos temas que mobilizam projetos e discussões no Congresso Nacional

Ary Filgueira

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, recebeu ontem o chefe do executivo de São Paulo, João Dória (PSDB), na tarde desta terça-feira (10/2), no Palácio do Buriti. Os dois trataram de assuntos de interesse das duas unidades da Federação, como Educação, Segurança Pública e desenvolvimento social e econômico.

Dória também aproveitou para agradecer o apoio de Ibaneis às questões relacionadas a outros estados, como São Paulo. “Além de reencontrar um grande amigo, reencontrei um grande colaborador que tem ajudado outros governadores, inclusive o de São Paulo”, enalteceu o representante paulista.

Os dois governadores, juntamente com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, lideram o Fórum de Governadores. Movimento que conta com a adesão de 20 chefes de Executivo estaduais.

Ao final da reunião desta terça-feira com o governador Ibaneis Rocha, Dória reafirmou o convite ao presidente Bolsonaro para participar da próxima edição do Fórum. “Nós coordenamos o Fórum de Governadores, ao lado do governador Wilson Witzel [Rio de Janeiro] desde janeiro de 2019. Temos uma reunião agora no próximo dia 14 de abril. Fizemos um convite para que o presidente possa estar presente. Ele ainda não respondeu, mas esperamos que ele possa comparecer.”

O anfitrião também aprovou a conversa. Ibaneis Rocha disse que foi proveitoso o encontro. “Foi muito boa a vinda dele [Dória] aqui, tratamos de assuntos de interesse do nosso grupo de governadores”, disse.

Durante o encontro, os dois governadores falaram em construir um diálogo e o entendimento para o Pacto Federativo, cujo objetivo dos governadores é seguir o programa de cooperação mútua.

Ao sair, o governador de São Paulo falou sobre uma pareceria que está surgindo entre o Distrito Federal e seu estado. “Temos projetos em conjunto Brasília–São Paulo na área de Educação, que é do interesse do Distrito Federal e de São Paulo. O governador Ibaneis, com conhecimento e a capacidade que tem na área jurídica, tem nos ajudado bastante. Eu fico muito grato”, finalizou.

Congresso avança para reajustar salários de policiais e bombeiros do DF

Texto foi enviado ao Legislativo pelo presidente da República depois que o governador Ibaneis Rocha solicitou o reajuste

A Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) do Congresso Nacional aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei que autoriza o reajuste salarial para os agentes da segurança pública – policiais civis, militares e bombeiros – do Distrito Federal.

O Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) nº 01/2020 altera a Lei Orçamentária de 2020 e prevê um aumento de salários retroativo a janeiro deste ano. No caso da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, a recomposição prevista é de 25%. Já para a Polícia Civil, será de 8%.

O texto foi enviado ao Legislativo pelo presidente Jair Bolsonaro depois que o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do governador Ibaneis Rocha, solicitou ao Executivo Federal o reajuste, em 24 de dezembro de 2019.

A mudança legal é necessária por interferir na recomposição salarial das carreiras custeadas pelos recursos do Fundo Constitucional do DF, bancado pela União.

Próximo passo

O PLN precisa agora ser apreciado pelos deputados e senadores em uma sessão conjunta do Congresso Nacional e aprovado. Para ser efetivamente aplicado, porém, dependerá de um novo ato do governo federal, dessa vez em forma de medida provisória.

O impacto total das medidas é calculado em R$ 505 milhões por ano. Do total, R$ 364,29 milhões referem-se aos militares e R$ 140,68 milhões aos agentes da Civil.

“Tenho certeza de que ao vermos o PLN aprovado, teremos condições tanto de gerir o Fundo Constitucional e dar o reajuste que as polícias aqui do Distrito Federal tanto almejam e merecem”, disse o governador Ibaneis, reforçando o compromisso de valorização da categoria responsável pela segurança pública do DF.