Início Site Página 2103

Idosos formam público que mais preocupa devido ao coronavírus

0

Baixa imunidade faz dessas pessoas mais vulneráveis à ação do vírus

Por Jonas Valente

Os idosos e pacientes de doenças crônicas representam o público que causa maior preocupação com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Isso porque a baixa imunidade faz dessas pessoas mais vulneráveis à ação do vírus e a complicações decorrentes dele, como síndromes respiratórias agudas graves.

Estudo do Centro para a Prevenção e Combate a Doenças da China analisou casos no país, tomando exemplos do mês de fevereiro, e identificou que a taxa de mortalidade avança conforme a idade.

Enquanto entre 0 e 49 anos ela não passa de 1%, entre 50 e 59 fica em 1,3%, entre 60 e 69 vai para 3,6%, entre 70 e 79 anos sobe para 8% e acima dos 80 chega a 14,8%.

Ao falar na Comissão Geral da Câmara dos Deputados na última quarta-feira (11), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou a atenção necessária a esse público. “O maior grupo de risco é formado pelos idosos e doentes crônicos. Estes é o grupo que queremos superproteger. Quando jovens ganham imunidade, o vírus cai. Quanto menos pessoas idosas e com doenças crônicas tivermos, menos usaremos os sistemas hospitalares”, destacou.

No Brasil, ainda não houve mortes em razão da epidemia. De acordo com números divulgados ontem (12) pelo Ministério da Saúde, a maioria dos casos (40%) é de pessoas abaixo de 40 anos, enquanto os acima de 60 anos representam 14% das pessoas infectadas. A média geral é de 42 anos.

No mesmo evento na Câmara, o ministro alertou, no entanto, que os números são “enganosos”. “A maioria [dos casos confirmados] veio de viagens de fora. São pessoas de poder aquisitivo elevado e com faixa etária mais baixa. É o pessoal que viaja. Acima de 69 são os que menos viajam”, explicou.

Já as doenças crônicas também devem ser objeto de cuidado pela vulnerabilidade que confere ao portador. De acordo com o Ministério da Saúde, entre os pacientes de doenças crônicas que precisam de maior atenção estão aqueles com diabetes, hipertensão, doenças renais, cardíacas e respiratórias, por exemplo.

Mudança radical

A professora aposentada Arilda Maria Marcondes de Souza, de 71 anos, além de se enquadrar no grupo de idosos, também tem uma doença crônica. Ela adotou uma mudança radical em sua vida em razão da pandemia que assola o mundo.

Por recomendação médica, Arilda parou de frequentar lugares fechados com aglomerações. “O reumatologista disse que era para evitar até contato como os netos”, relata.

Ela evita fazer compras, ir à farmácia ou a aulas onde fazia atividades físicas. “É uma situação muito ruim. Está me incomodando demais. Estou precisando comprar coisas, remédios e fazer atividade física. A gente tem que esperar o que vem por aí”, lamenta.

O DF está preparado para o coronavírus. E você?

A Secretaria de Saúde preparou duas entrevistas para esclarecer dúvidas sobre o Covid-19. Confira

Após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar pandemia do novo coronavírus, os brasilienses ligaram o sinal de alerta.

O Governo do Distrito Federal decretou uma série de medidas para prevenir a proliferação do Covid-19.

Aulas estão suspensas em escolas e universidades, eventos públicos de grande aglomeração foram proibidos e bares e restaurantes estão se reorganizando para atender as medidas protetivas de distanciamento das mesas.

No Distrito Federal, dois casos foram confirmados. Outros 91 registros, ainda estão sendo investigados.

Para ajudar a esclarecer as ações preventivas e ainda ajudar a população a compreender como o governo está agindo, a Secretaria de Saúde preparou duas entrevistas. 

A primeira delas com o sanitarista Eduardo Hage, que cita vários cuidados que todos os cidadãos precisam ter para não serem infectados pelo coronavírus.

O médico também explica quando buscar um hospital em caso de suspeita e destaca que nem todos os casos precisam de internação.

A segunda entrevista é com o secretário-adjunto de Assistência da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Ricardo Tavares.

O médico alerta para o tratamento aos pacientes em situações de risco desempenhado pelo Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e garante que todos os protocolos de proteção estão sendo tomados por parte dos servidores em contato com pacientes infectados.

Fotos: Paulo H Carvalho / Agência Brasília

*Eduardo Haje

Como as pessoas podem se prevenir do coronavírus?
Não existe a necessidade de sair na rua utilizando máscaras. O que precisamos reforçar são as medidas de prevenção. Então, lavar sempre as mãos é essencial.

E nos casos de quem utiliza ônibus e/ou metrô?
Após utilizar o transporte coletivo, lavar as mãos na primeira oportunidade ou se não tiver uma pia, utilizar o álcool gel para fazer a assepsia rapidamente. Além disso, é bom evitar o contato das mãos com as mucosas, olhos, nariz e boca. Se tossir, evitar colocar a mão na boca, usar um papel descartável ou posicionar mais o antebraço ou cotovelo, para que essas mãos não sejam uma fonte de contaminação.

O que devo fazer se estiver suspeitando de ter adquirido o coronavírus?
O primeiro atendimento deve ser na Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa ou em uma unidade privada, em casos de quem possui convênio médico.

Quando devo buscar atendimento em hospitais?
Somente casos com fatores de risco para desenvolver a doença ou algum fator de gravidade para a evolução do coronavírus que são encaminhados para os hospitais. Se a pessoa estiver na dúvida, deve procurar atendimento na atenção primária, para evitar idas desnecessárias aos hospitais.

Quando o isolamento domiciliar é indicado?
Para pacientes que tenham quadro respiratório complicados, na definição de casos suspeitos de coronavírus.

Como funciona o isolamento domiciliar?
O isolamento domiciliar deve ser de 14 dias, a partir do início dos sintomas e o acompanhamento pela unidade de saúde pode ser feito pessoalmente ou à distância, depende da logística e concordância do paciente. Na maioria das situações, o acompanhamento à distância tem sido suficiente porque há sim uma adesão dos pacientes às medidas recomendadas.

Quais os procedimentos tomados pela Secretaria de Saúde nos casos suspeitos?
O procedimento para todas as situações é a realização dos exames, que são feitos em todas as pessoas com suspeita de coronavírus, que tenham histórico de viagens para países com transmissão ou contato com pessoas que tiveram histórico de viagens internacionais e são suspeitas de infecção por coronavírus.

*Ricardo Tavares

Hoje, quais são os hospitais de referência no tratamento do coronavírus?
O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) e o Hospital de Base.

Como o Hran foi preparado para atender os possíveis casos de coronavírus?
No momento, o Hran tem uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusiva para pacientes com diagnóstico confirmado e casos mais graves de coronavírus, além de parte de um andar para pacientes menos graves, mas que precisam de internação.

Existe um andar específico para cuidar de pacientes com coronavírus?
Uma parte do sétimo andar foi reservado para pacientes suspeitos de coronavírus e que têm indicação de internação, mas sem indicação de suporte avançado. O isolamento é feito dentro do quarto, não no corredor como se imagina. O Hran tem uma arquitetura diferenciada, circular, os corredores são circulares e o isolamento é dentro do quarto.

E no caso de pacientes que precisam de UTI?
Os pacientes com indicação de suporte avançado são os que devem ficar internados na UTI, que não é no sétimo andar, mas em um andar específico.

Como é feito o atendimento ao paciente que chega no Hran com suspeita de coronavírus?
No Hran chega pacientes com todas as patologias, onde é feita a triagem e classificação de risco. Se houver a suspeita de infecção por coronavírus, o paciente é encaminhado para o sétimo andar.

Qualquer pessoa pode ser atendida no Hran?
O SUS tem equidade, independente da classe social, de ter convênio ou não, nós somos obrigados a aceitar qualquer paciente, como fizemos com o casal com coronavírus.

Como foi feita a transferência dos pacientes do hospital privado para a rede pública de saúde do DF?
Recebemos um documento do Hospital Daher informando que eles não tinham condições ideais para tratar paciente com coronavírus. Mas, todos os hospitais privados do Distrito Federal têm plenas condições de tratar pacientes com coronavírus. Tenho certeza que todos os hospitais do Distrito Federal têm UTI com isolamento e enfermarias com isolamento, exceto o Hospital Regional de Sobradinho, que estamos providenciando.

Há equipamentos de proteção individual (EPI) para todos os profissionais de saúde?
Os profissionais de saúde estão com todos os EPIs que são necessários para a proteção desses servidores como para a proteção desses pacientes também. Uma vez identificado pacientes suspeitos, eles devem utilizar uma máscara de proteção. A Secretaria de Saúde já fez essa aquisição.

Quais são os equipamentos de proteção individuais utilizados pelos servidores que trabalham na UTI, diretamente com a paciente infectada pelo vírus?
Todos os profissionais que trabalham na UTI ou que tenham contato com os pacientes confirmados utilizam todos os EPIs necessários: luvas, capote, máscaras especiais, óculos e gorro. Existe uma proteção recomendada pelo Ministério da Saúde que está no protocolo do Ministério da Saúde e no da Secretaria de Saúde.

CEB anuncia medidas preventivas

0
A Companhia Energética de Brasília (CEB) informa que, diante da necessidade de preservar a continuidade dos serviços prestados à população e de reduzir possibilidades de contágio do coronavírus, vai alterar seu expediente em caráter extraordinário nos próximos dias.
A população deve evitar o atendimento presencial, dando preferência aos canais virtuais já disponibilizados aos clientes:

Agência Virtual: acesse www.agenciavirtual.ceb.com.br;

Aplicativo para smartphones CEB Distribuição.

Nesses canais o cliente tem acesso aos seguintes serviços:

  • Documento simplificado para pagamento (não precisa de login para pegar o documento);
  • Segunda via de conta;
  • Solicitação de religação (para clientes com fornecimento suspenso por inadimplência);
  • Solicitação de nada consta;
  • Alteração da data de vencimento;
  • Atualização cadastral;
  • Consulta do histórico de consumo, da data da próxima leitura, do andamento de solicitações e dos indicadores de continuidade.

Diante desse cenário, ponderamos que:

  • os atendimentos presenciais estarão restritos aos serviços motivados pela falta de energia ao consumidor, com caráter emergencial ou suspensão por débito (corte);
  • os atendimentos presenciais estarão organizados em escala reduzida em até dois terços o número de empregados nos locais, preservando no mínimo duas posições de atendimento, incluindo a coordenação.

Além disso, a companhia adotou medidas internas, no âmbito da própria CEB, necessárias para prevenção e respostas aos riscos provenientes da pandemia no Distrito Federal.

Relembramos as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para prevenção ao contágio do Covid-19 e informamos que nossos colaboradores estão devidamente orientados a seguir as medidas de prevenção por meio do protocolo estipulado, a saber:

    • Lavar as mãos regularmente, inclusive costas das mãos e punhos;
    • Ter cuidado ao tossir e espirrar, cobrindo boca e nariz com os braços e ombros para evitar a disseminação de partículas no ar;
    • Evitar aglomerações, em especial nos postos de atendimento, inclusive na área de espera;
    • Buscar ajuda médica caso perceba algum sintoma relacionado à doença;
    • Oferecer o atendimento presencial a uma distância mínima de 1 metro do cliente.

Dono da LaMia culpa controladora de voo por acidente com a Chapecoense

0

O empresário venezuelano Ricardo Albacete, dono do avião que caiu com o time de futebol da Chapecoense em 2016, culpou uma controladora de voo do aeroporto de Rionegro, na Colômbia, pelo desastre que matou 71 pessoas em novembro daquele ano. Fundador da companhia aérea LaMia, ele participou de audiência pública na CPI que acompanha a situação das vítimas e familiares do acidente.

O voo 2933 saiu de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para Medellín, na Colômbia. A Chapecoense disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. Por volta das 22h, o piloto declarou emergência. Quinze minutos depois, a torre de controle perdeu contato com a aeronave, que se chocou contra um monte.

De acordo com Ricardo Albacete, mesmo após a tripulação da LaMia ter pedido prioridade para aterrissar por “problemas de combustível”, a controladora de voo Yaneth Molina deu preferência a outra aeronave.

— Infelizmente a tripulação não insistiu com o controle aéreo e não declarou emergência de antemão. Seguiu fazendo minutos de espera. O outro avião também tinha pedido prioridade, mas não era emergência. O piloto da LaMia sabia a altura da aeronave, mas não sabia onde estava em relação à pista. O que ele fez? Procurou a pista, mas não tinha mais potência. A senhora Molina os matou — disse.

Albacete reconhece que a aeronave tinha pouco combustível no momento do acidente, mas, segundo ele, a autonomia era suficiente para cumprir a distância entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín. Apesar disso, o empresário avalia que a tripulação “não cumpria exatamente as regras da aviação”, uma vez que não havia uma margem de segurança para enfrentar situações de emergência.

— Havia pouco combustível. Infelizmente, eles não seguiam as regras aí. Os tripulantes foram intrépidos, audazes. Nesse dia, infelizmente, eu os considero como idiotas. Mas esse avião, quando estava a 16 mil pés de altitude poderia chegar, passar por cima da pista e dar uma volta de reconhecimento de voo. Infelizmente, a senhora Yaneth Molina os mandou para as montanhas — afirmou.

Apólice de seguro
Albacete rebateu a acusação de que a LaMia descumpriu uma cláusula de exclusão prevista no contrato de seguro da aeronave que impedia o acesso ao espaço aéreo da Colômbia. Segundo o empresário, as autoridades aeronáuticas da própria Colômbia — além de Venezuela, Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina — autorizaram que a LaMia realizasse voos sobre a região.

— Você não pode fazer o contrato de um voo charter em nenhum país da América Latina sem que a autoridade aeronáutica aprove e revise o contrato. Naquele momento, a aeronáutica do Brasil revisou o contrato da Chapecoense? Acredito que não. A Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] não avisou que a Chapecoense não poderia ir à Colômbia. Ninguém se deu conta disso. Todos participaram do erro — disse.

O relator da CPI, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), questionou Ricardo Albacete sobre a apólice firmada entre a LaMia e a corretora AON, baseada na Inglaterra. Um contrato anterior, que previa prêmio de US$ 300 milhões, foi substituído por outro, no valor de US$ 25 milhões, insuficiente para arcar com as indenizações do acidente com o voo da Chapecoense.

O empresário admitiu que o contrato de US$ 300 milhões tinha duas parcelas vencidas por falta de pagamento. A filha dele, Loredana Albacete, negociou então com a AON uma “apólice de transição” de seis meses, com o valor mais baixo. O fundador da LaMia reconheceu que, embora tenha recebido cópias do novo contrato, não leu a documentação.

— Sim, eu falhei. Eu falhei não porque li e não entendi, mas porque não li. Eu estava totalmente chateado, estava cheio de coisas. Eu não quis saber de nada. Minha filha de forma respeitosa me mandava as cópias. Mas eu mandava para o arquivo porque para mim é muito trabalho. Eu nunca teria aceitado menos de US$ 300 milhões. Nunca, jamais — disse.

Albacete disse que, mesmo com a inadimplência, o seguro de US$ 300 milhões estava em vigor. Isso porque as autoridades aeronáuticas não foram oficialmente comunicadas sobre o cancelamento da cobertura. Ele classificou a rede de seguradoras e resseguradoras do setor de aviação como “uma máfia, que não se importa com a miséria ou a dor das pessoas”.

— Quando houve o acidente, o seguro estava vigente. Não foi pago? Bom, não foi pago. É uma dívida. Aqui tem muitos culpados. Entre eles, eu. Porque eu lamentavelmente sou o pai dessa criatura que começou na Venezuela e terminou com toda a dor da minha alma. Mas o seguro é quem paga. Para isso tem o seguro. O seguro é feito para que? Para roubar o dinheiro das pessoas? — questionou.

Outro sócio
A CPI ouviu ainda o empresário boliviano Marco Rocha Venegas, sócio da LaMia. Por meio de videoconferência, ele confirmou que as autoridades aeronáuticas de países da América Latina nunca questionaram a apólice de seguro apresentada pela companhia para voos na região.

Inscrições de médicos para combater coronavírus começam segunda-feira

0

As inscrições serão feitas por meio do Programa Mais Médicos

Iniciam nesta segunda-feira (16) as inscrições de médicos, com CRM Brasil, que desejem trabalhar no combate ao novo coronavírus (Covid-19) nas capitais e grandes centros, além dos municípios mais carentes e aldeias indígenas. A convocação está sendo feita pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Mais Médicos, para mais de 5 mil profissionais. A remuneração será de R$ 12 mil e o contrato terá duração de 1 ano.

De acordo com a pasta, de forma emergencial, os profissionais serão distribuídos em 1.864 municípios de todo o país, além de 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). Capitais e grandes centros urbanos voltam a fazer parte do programa, que vinha priorizando municípios mais carentes.

A mudança ocorre porque grandes cidades, com maior concentração de pessoas, são locais mais propensos à circulação do coronavírus. O edital foi publicado, em edição extra do Diário Oficial da União na quarta-feira (11). A expectativa é que os médicos já comecem a atuar nos municípios no início de abril.

“O Mais Médicos é um programa de provisão emergencial de médicos e pode ser usado em emergências de saúde como a que estamos passando com o coronavírus”, disse o secretário de Atenção Primária à Saúde, Erno Harzheim. Para garantir a contratação de todos os médicos, o ministério vai investir R$ 1,2 bilhão.

Junto com o edital para chamamento dos médicos, a pasta publicou outro edital para que os municípios que já participavam do Programa Mais Médicos manifestem a intenção de renovar as vagas para os novos profissionais. Também a partir de segunda-feira, os secretários municipais de Saúde já podem indicar o interesse em receber os médicos.

GDF acrescenta medidas a decreto de enfrentamento ao coronavírus

0

Novo texto recomenda a distância mínima entre pessoas em eventos abertos e também requer autorização sanitária em eventos esportivos com portões fechados

Por Ian Ferraz

O Governo do Distrito Federal (GDF) alterou nesta quinta-feira (12) o Decreto nº 40.509, de 11 de março de 2020. O novo texto (leia a íntegra e veja a reprodução abaixo) reúne as medidas de enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) no Distrito Federal e recebeu conteúdo extra. A doença provocada pelo vírus foi classificada como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quarta-feira (11).

Leia a íntegra do decreto com as inclusões

O novo texto, editado pelo governador Ibaneis Rocha, traz os seguintes acréscimos:

– Em eventos abertos recomenda-se a distância mínima de um metro entre as pessoas. O texto anterior fixava essa distância em dois metros;

– Os eventos esportivos no Distrito Federal somente poderão transcorrer com os portões fechados ao público, mediante autorização sanitária expedida pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde do DF e termo de compromisso assinado pelos organizadores.

O texto original, publicado na quarta-feira (11), ainda determina:

– As medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus, no âmbito do Distrito Federal, ficam definidas nos termos deste decreto;

– Ficam suspensos, no âmbito do Distrito Federal, pelo prazo de cinco dias, prorrogáveis por igual período: I – eventos, de qualquer natureza, que exijam licença do Poder Público, com público superior a cem pessoas; II – atividades educacionais em todas as escolas, universidades e faculdades, das redes de ensino pública e privada;

– As medidas previstas neste decreto poderão ser reavaliadas a qualquer momento, mesmo antes do prazo estipulado no artigo 2º.

 

Coronavírus: confira funcionamento dos serviços públicos

Medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF desta quarta (11). Normas são resultado de uma ampla ação para reduzir possível ameaça de epidemia do Covid-19 na capital federal

Por Ana Luiza Vinhote e Jéssica Antunes

Alguns serviços públicos do Distrito Federal serão afetados com o pacote de ações adotado para reduzir riscos de epidemia provocados pela disseminação do novo coronavírus. Além da suspensão de eventos, aulas e exigência de distância mínima em estabelecimentos comerciais, o texto publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de quarta-feira (11) foi alterado nesta quinta (12), com mais medidas de enfrentamento à doença.

A doença afeta vários países e foi classificada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (MS). No DF, há dois casos confirmados. A recomendação preventiva é fortalecer a higiene, com lavagem frequente das mãos com material adequado (água e sabão ou álcool gel) e manter a chamada etiqueta respiratória – com cuidados para conter o espirro –, especialmente em épocas sazonais de gripes.


Transporte público 

A Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF) e a frota de ônibus não sofrem alterações. Maior terminal rodoviário da capital, a Rodoviária do Plano Piloto trabalha em um plano de contingência para garantir a segurança dos cerca de 800 mil passageiros que transitam pelo local diariamente.

Ceasa

Funcionará normalmente

Aeroporto de Brasília 

O local segue as orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Há abordagem preventiva em voos com maior número de passageiros vindos de países com casos confirmados e naquele que informa a presença de pessoas sintomáticos, além do reforço na limpeza e desinfecção.

Restaurantes comunitários 

Para evitar aglomeração, o horário de atendimento dos restaurantes vai aumentar duas horas, das 11h às 15h. Também serão fixados nas unidades informativos sobre condutas preventivas; prestadores de serviço vão orientar os clientes acerca das medidas de segurança, principalmente no que diz respeito a manter, pelo menos, dois metros de distância da pessoa mais próxima; solicitar a gerentes dos restaurantes a disponibilizarem álcool em gel nas unidades; sugerir aos frequentadores a possibilidade de adquirirem marmitas em vez de fazerem a refeição no local.

Jardim Botânico 

Os atendimentos da Educação Ambiental estão suspensos.

Planetário 

O Planetário de Brasília estará fechado. O local volta a funcionar na segunda-feira (16).

Zoológico 

O Zoológico de Brasília funcionará normalmente. Apenas o Museu de Ciências Naturais e o Borboletário fecharão temporariamente.

Doação de sangue

A Fundação Hemocentro de Brasília funcionará normalmente, de segunda-feira a sábado, de 7h às 18h. A colaboração da população é fundamental para manutenção dos estoques de sangue e abastecimento da rede pública de saúde do DF. Doadores com sintomas respiratórios como tosse, coriza, dor de garganta ou outros sinais infecciosos como febre, deverão aguardar um período de 15 dias. Pessoas que estiveram em países com casos confirmados de coronavírus ficam impedidas de doar sangue pelo prazo de 30 dias após retorno ao Brasil. Aquelas tiveram contato com paciente infectado ou com suspeita de doença também. Não há evidência de que a transmissão do coronavírus aconteça pelo sangue.

Esportes 

As aulas na Escola de Esporte e Centros Olímpicos e Paralímpicos estão suspensas. Segundo a Secretaria de Esporte e Lazer, a medida afeta mais de 43 mil alunos.

Espaços culturais 

As atividades culturais da Biblioteca Nacional, do Museu da República, do Cine Brasília, do Memorial dos Povos Indígenas, do Museus Vivo da Memória Candanga, do Centro Cultural Três Poderes (Espaço Lúcio Costa, Panteão da Pátria e Museu da Cidade), da Casa do Cantador, da Biblioteca Pública de Brasília, do Centro de Dança do DF, do Espaço Cultural Renato Russo, do Museu do Catetinho, do Complexo Cultural de Planaltina e de Samambaia estarão suspensas. Os eventos que recebem recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Lei de Incentivo à Cultura e que têm execução por meio de termo de fomento da pasta também serão interrompidos.

Na Hora, Procon e Conselhos Tutelares 

Ficarão abertos ao público, mas a recomendação da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) é que os serviços sejam procurados apenas em casos de urgência.

CEUs das Artes

Atividades suspensas pelo período do decreto nas unidades de Ceilândia, Sol Nascente e Recanto das Emas.

Unidades de Internação

As visitas dos familiares aos socioeducandos em cumprimento de medida de internação estão suspensas por cinco dias.

Sistema Penitenciário

As visitas nos presídios do Distrito Federal estão suspensas até 20 de março.

DER/DF 

Não haverá alteração nos horários de atendimento ao público externo, setor de multas e ouvidoria.

DF Legal 

O Núcleo de Atendimento ao Cidadão continuam funcionando normalmente.

Codhab 

Não há previsão de alteração nos horários de atendimento ao público, mas o número de pessoas recebidas será limitado.

Colaborou Ian Ferraz

Presidente da Câmara apoia medidas do governo do DF contra o coronavírus

Foram, também, suspensas as sessões públicas e restringido o acesso ao edifício sede para servidores e parlamentares

Por Renata Moura 

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Rafael Prudente, esteve na manhã desta quina-feira (12) no Palácio do Buriti prestar apoio às medidas decretadas ontem (11) pelo governador Ibaneis Rocha em prevenção à proliferação do vírus Convid-19.

Para ele, as medidas foram tomadas de forma assertiva para prevenir que o vírus se espalhe e, ainda, para que o governo possa agir de uma maneira rápida e eficiente.

Em edição extra do Diário da Câmara, a Mesa Diretora determinou novas regras para às atividades rotineiras em suas instalações. Nada de reuniões, sessões ou audiências públicas para evitar aglomeração de pessoas. Para acessar as dependências, apenas está sendo autorizada a entrada de servidores e deputados distritais.

O ato da Mesa também autorizou o afastamento por 14 dias de todos os parlamentares, servidores e demais colaboradores da Casa que estiveram em locais onde houve infecção por Covid-19.

CLDF aprova em segundo turno aluguel social para mulheres vítimas de violência

0
Presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente

A Câmara Legislativa do Distrito Federal concluiu nesta quarta-feira (11), a votação do projeto de Lei que prevê a concessão de aluguel social para vítimas de violência doméstica (PL nº 942/2020). Os deputados aprovaram a proposta em segundo turno que agora segue para sanção do governador Ibaneis Rocha.

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente (MDB), autor do projeto, explica que a medida é benéfica pois “as vítimas terão condições financeiras para se afastarem de seus agressores e se estabelecerem em outro local, com dignidade e segurança”.

De acordo com a proposta, o benefício terá validade de 12 meses, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período, mediante avaliação dos órgãos responsáveis.

O deputado Rafael Prudente explicou também que há rubrica para aluguel social na Lei Orçamentária Anual (LOA), com recursos que poderão ser destinados para as vítimas de violência.

Sesipe anuncia suspensão de visitas aos presídios do DF

0

Esses encontros ocorrem sempre às quartas e quintas-feiras. O atendimento a advogados não será suspenso inicialmente

Medidas de contenção do vírus vinham sendo tomadas pela Sesipe, que é vinculada à SSP/DF. Cartilhas e material informativo foram distribuídos a servidores e visitantes. As informações foram repassadas aos reeducandos.

A Sesipe Pediu à Secretaria de Saúde um plano de contenção específico para o ambiente carcerário. A medida foi informada aos órgãos de Justiça. “Estamos tomando os cuidados necessários para resguardar servidores e internos”, explicou o subsecretário da Sesipe, Adval Cardoso.

Na visita ocorrida nesta quarta-feira (11), em uma das unidades prisionais do Complexo da Papuda – a Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II) – uma média realizou a triagem de visitantes. Aqueles que apresentavam sinais severos de gripe tiveram a visita inviabilizada. A triagem será repetida nesta quinta-feira (12).