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Pandemia é maior desafio desde a 2ª Guerra Mundial, alerta ONU

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Para a organização, pandemia pode levar a recessão sem paralelo

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que a pandemia de covid-19 é o maior desafio que o mundo enfrenta desde a Segunda Guerra Mundial. Para ele, a situação pode levar a uma recessão sem paralelo e, por isso, exige resposta forte e eficaz.

“É a combinação de uma doença ameaçadora para todo o mundo e de um impacto econômico que conduzirá a uma recessão sem precedentes”, argumenta Guterres para explicar porque essa pandemia é o pior momento desde que as Nações Unidas foram criadas, há 75 anos.

“A combinação dos dois fatores e o risco de uma instabilidade acumulada, de violência acumulada, de conflitos acumulados” fazem desta crise o maior desafio desde a Segunda Guerra Mundial. “É a crise que exige a resposta mais forte e mais eficaz”, adverte. Segundo Guterres, isso só pode acontecer “pela solidariedade e por um esforço comum, abandonando os jogos políticos e compreendendo que a humanidade está em jogo”.

Em pronunciamento na sede da ONU, em Nova York, no lançamento de um relatório sobre as consequências econômicas potenciais da crise, Guterres afirmou que a comunidade internacional está longe do que deveria nesta solidariedade, que é vista apenas em medidas dos países desenvolvidos para conter as suas economias.O número de casos confirmados no mundo está próximo de 860 mil, com mais de 42 mil mortes.

“Estamos longe de ter um dispositivo mundial para ajudar os países em desenvolvimento a eliminar a doença, gerando consequências dramáticas para essas populações em termos de desemprego, o encerramento de pequenas empresas e o fim do comércio informal”, acrescenta. “Avançamos lentamente no bom caminho”, lamentou.

O relatório da ONU indica que cerca de 25 milhões de postos de trabalho no mundo vão desaparecer devido ao surto. O documento prevê uma pressão negativa de cerca de 40% nos fluxos de investimento estrangeiro direto global.

Guterres apelou aos países industrializados que apoiem as nações menos desenvolvidas a “enfrentar o pesadelo da doença, a propagar-se como fogo”. Uma ameaça que depois poderá voltar-se de novo contra os países ricos, como um efeito boomerang, gerando “milhões” de mortos.

“O novo coronavirus está a atacar as sociedades no seu âmago, reclamando vidas e a forma de vida das pessoas”, reforçou. “Precisamos de uma imediata resposta de saúde coordenada para suprimir a transmissão e parar a pandemia”.

A ONU criou, nessa terça-feira (31), um fundo destinado aos países em desenvolvimento, depois de ter feito na semana passada um apelo aos países pobres e em conflito.

Novacap recupera rede de águas pluviais rompida em Samambaia

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Boas condições do clima permitiram que a obra fosse executada com rapidez | Foto: Novacap / Divulgação

Buraco surgiu no asfalto após dano a uma manilha na quadra 613/615 da cidade. Reparo deve ser concluído nesta quarta-feira (1º)

Por Jéssica Antunes

O GDF trabalha para recuperar a rede de águas pluviais rompida na 613/615 de Samambaia. Ali, parte do asfalto cedeu, expondo um buraco de cerca de dois metros de profundidade. O local foi contido e sinalizado imediatamente e, nesta terça-feira (31), equipes de urbanização, infraestrutura, manutenção e drenagem da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) fizeram o reparo.

A resposta rápida ao problema faz parte do programa GDF Presente, que descentralizou maquinário para ações emergenciais pela capital, em parceria com a Administração Regional de Samambaia.

Nesta terça, a terra úmida foi substituída e o asfalto refeito, mas a manilha não precisou de substituição por estar em boas condições externas. O reforço na parte interna, por dentro do cano, será feito nesta quarta-feira (1º).

“Quando há rompimento de manilha da rede, a água infiltra a base do asfalto e a terra vai cedendo, até formar um buraco oco sob o asfalto. Quando passa um veículo mais pesado, o pavimento rompe”, explica o assessor da Diretoria de Urbanização da Novacap, Abrão Moreira.

Foi exatamente o que aconteceu: por volta das 15h30 de segunda-feira (30), um caminhão de lixo que transitava pelo local expôs o problema.

Não houve danos à população ou prejuízo no sistema de drenagem pluvial. Segundo o administrador regional Gustavo Aires, o isolamento imediato do local foi necessário para evitar acidentes.

“O local fica na avenida principal, com bastante movimento, porque dá acesso às quadras residenciais e ao comércio. À noite, o risco era grande”, explicou.

GDF envia pedido a Câmara para decretação de calamidade pública no Distrito Federal

Impacto na economia provocado pelas medidas de contenção da pandemia de coronavírus vai impedir Executivo de cumprir metas da Lei de Responsabilidade Fiscal de 2020

Por Hédio Ferreira Júnior

FIQUE EM CASAO Governo do Distrito Federal (GDF) protocolou nesta terça-feira (31) um documento para que a Câmara Legislativa (CLDF) aprove a declaração de estado de calamidade pública no DF. Assim como ocorreu no Governo Federal – que decretou o estado de calamidade após aprovação da Câmara dos Deputados –, o Executivo local vem sofrendo os impactos econômicos das medidas adotadas para contenção da pandemia de coronavírus e não conseguirá cumprir as metas da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para 2020.

No documento assinado pelo governador Ibaneis Rocha e endereçado ao presidente da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente, o governo argumenta que a pandemia internacional do novo coronavírus trará impactos que ultrapassarão a esfera da calamidade pública, com reflexos negativos sobre a economia local.

Isso fará com que o Executivo não consiga atender às previsões já estabelecidas na Lei Orçamentária Anual (LOA) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A previsão é de que os cofres públicos sentirão a diminuição de receitas provocada pela paralisação dos setores de comércios e serviços – situação que reduz consideravelmente a principal fonte de arrecadação tributária do Distrito Federal, que é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Mais de R$ 1 bilhão

De acordo com a Secretaria de Economia, a crise econômica deste ano deverá gerar um decréscimo de R$ 1 bilhão na receita do ICMS e de R$ 183,7 milhões na do Imposto Sobre Serviços (ISS). Além disso, a desaceleração do crescimento econômico em consequência do aumento do desemprego deverá ser atenuada com medidas imediatas de controle da crise.

Secretário de Articulação Política do GDF, Bispo Renato Andrade informou que os recursos previstos para o cumprimento da LRF serão investidos em medidas de contenção da pandemia, prevenção de contágio e tratamento de doentes infectados pelo novo coronavírus, além de suportes assistenciais. Ele acredita que, “pela urgência do caso”, o pedido deverá ser votado ainda nesta quarta-feira (1º/4) pelos deputados distritais.

Crédito suplementar

Ainda nesta terça-feira (31), a Câmara Legislativa aprovou dois projetos de lei de autoria do Executivo. Um permite a abertura de crédito suplementar na Lei Orçamentária Anual de R$ 63.769.395,00 para publicidade e informações sobre a pandemia provocada pelo coronavírus (PL 1.030/2020).

O outro abre crédito de R$ 10.293.075,00 para aquisição de equipamentos para a área de saúde no tratamento da Covid-19 (PL 1.085/2020).

Sejus lança cursos on-line para cidadãos em isolamento social por conta do coronavírus

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A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) lançou nesta quarta-feira (01/4) a Escola Sejus para oferecer à população oficinas e cursos on-line gratuitos neste período de isolamento social para evitar a disseminação do novo coronavírus (COVID-19). Qualquer cidadão pode utilizar a plataforma, no endereço: http://escola.sejus.df.gov.br/. Já estão disponíveis curso de Libras, dicas de atividade física em casa e palestras motivacionais. Nos próximos dias, serão publicados novos conteúdos. “Com essa iniciativa, esperamos contribuir para que as pessoas utilizem o tempo em casa para adquirir novos conhecimentos e até opções de entretenimento” , explicou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Apesar de estar disponível a todos os cidadãos, a ação foi desenvolvida como uma alternativa, principalmente, para os participantes das atividades presenciais oferecidas nos espaços coordenados pela Sejus, como os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes) e Praça dos Direitos, e pelo programa destinados às vítimas de violência (Pró-Vítima). Essas oficinas estão suspensas temporariamente em razão da pandemia do coronavírus.

Os primeiros materiais publicados no novo site foram gravados e enviados por professores voluntários que já lecionam presencialmente nos espaços coordenados pela Sejus. No entanto, segundo Marcela Passamani, o site será alimentado por qualquer professor voluntário com interesse em gravar e enviar suas aulas em formato digital. Em contrapartida, a Sejus oferecerá a edição e publicação dos vídeos. “É uma ferramenta colaborativa em que promovemos o encontro virtual entre voluntários que desejam passar seu conhecimento e as pessoas que buscam por novas opções de aprendizado nesse momento de maior reclusão”, acrescentou.

Voluntários

Se você tem interesse em participar como professor voluntário, envie uma proposta do curso ou oficina que poderia oferecer para o e-mail escolasejusonline@gmail.com

Acesse agora http://escola.sejus.df.gov.br/

Sanear/DF: ações conjuntas no combate ao coronavírus e à dengue

Equipe é formada por 150 pessoas e conta com cinco máquinas pesadas, 20 caminhões e 20 veículos leves | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Programa teve início nesta terça-feira (31), em Ceilândia. Equipe formada por 150 profissionais fez a limpeza de endereços públicos com grande circulação de pessoas

Por Ian Ferraz

FIQUE EM CASAA higienização de espaços públicos é prioridade do Governo do Distrito Federal (GDF) no combate à pandemia provocada pelo coronavírus (causador da Covid-19) e doenças causadas por arboviroses, como a dengue, zika, febre amarela e febre chikungunya. Em mais uma ação integrada, o governo lançou nesta terça-feira (31) o programa Sanear/DF, com as medidas necessárias para reduzir o impacto causado por essas enfermidades.

O Sanear/DF deu a largada em Ceilândia com uma equipe formada por 150 pessoas, cinco máquinas pesadas, 20 caminhões e 20 veículos leves. Esse grupo de trabalho – formado por servidores de empresas e secretarias do GDF, com apoio do programa GDF Presente – retirou lixo, entulho e sucata das ruas, lavou e higienizou feiras, escolas, terminais rodoviários, paradas de ônibus, estações de metrô, unidades de saúde, praças e demais áreas de grande circulação de pessoas.

Foram limpos e vistoriados locais como as feiras Central e da Guariroba, as estações de metrô da cidade, o Hospital Regional de Ceilândia, escolas públicas e quadras. A lista completa você confere ao final desta reportagem.

Para esse serviço, os profissionais utilizaram produtos como o fumacê, variações do Ultra Baixo Volume (UBV) e água. A borrifação desses materiais tem o objetivo de eliminar vetores do mosquito causador da dengue, o Aedes aegypti. Também previne e combate escorpiões, além de afastar pombos.

Eles foram aplicados nos endereços públicos listados pela administração regional e vistoriados por militares do Corpo de Bombeiros e agentes de Vigilância Ambiental e da Secretaria de Saúde. Ainda foram removidos entulhos e inservíveis de áreas públicas utilizadas para o transbordo irregular de materiais.

“Esse programa é fundamental para acelerar o combate ao coronavírus e outras arboviroses, como o mosquito transmissor da dengue. Nós estamos focando em locais com grande circulação de pessoas e iniciamos em Ceilândia por ser a maior cidade do Distrito Federal”, explica Fernando Leite, titular da Secretaria Executiva das Cidades, órgão que pertence à Secretaria de Governo.

Após a conclusão dos trabalhos em Ceilândia, o programa vai passar pelas demais regiões administrativas. A previsão é de que o serviço seja finalizado, em todo o DF, nos próximos 60 dias.

Sanear/DF

O programa foi proposto pela Secretaria Executiva das Cidades e pela Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) em virtude do Decreto nº 40.550, de 23 de março de 2020, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus.

Estão juntos nesse projeto as administrações regionais do DF, as secretarias de Comunicação, Transporte e Mobilidade, Segurança Pública, Políticas Públicas, Educação, DF Legal, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), o Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER/DF) e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).

Locais higienizados em Ceilândia: 

– Feira Central de Ceilândia
– Shopping Popular de Ceilândia
– UPA de Ceilândia
– Hospital Regional de Ceilândia
– Feira da Guariroba
– Diretoria de Obras da Administração Regional de Ceilândia
– Estação do metrô da Guariroba
– Estação do metrô de Ceilândia
– Estação do metrô de Ceilândia Norte
– Terminal Rodoviário do Setor O
– Terminal Rodoviário da QNR
– Terminal Rodoviário do P Sul
– Restaurante Comunitário de Ceilândia
– Regional de ensino de Ceilândia
– Delegacias de Polícia
– Escolas públicas
– Avenida Hélio Prates
– QNM 33 Área Especial Ceilândia Sul
– QNM 15 Área Especial Ceilândia Sul
– QNN 12 Área Especial Ceilândia Sul
– QNM 28 Área Especial Ceilândia Norte
– QNM 16 Área Especial Ceilândia Norte
– QNN 11 Área Especial Ceilândia Norte
– QNN 13 Área Especial Ceilândia Norte
– QNO 10 Área Especial Setor O
– QNO 08 Área Especial Setor de Oficinas
– Via NM 03 em frente a QNN 09 Ceilândia Norte
– Via O1 lateral da Caesb Setor O
– ADE Ceilândia em frente a QI 20

GDF compra mais R$ 13,4 milhões em produtos de limpeza

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Ácool gel

Secretaria de Economia licita álcool gel, sabonete líquido e luvas. Saúde fortaleça estoques de hidroxicloriquina e outros remédios destinados a doenças respiratórias

Por Renata Moura

FIQUE EM CASAO Governo do Distrito Federal está organizando uma licitação de R$ 13,4 milhões para aquisição de álcool gel, dispensador, sabonete líquido e luvas. Sob comando da Secretaria de Economia, o processo de compras vai buscar empresas que se comprometam a oferecer os produtos por ata de registro de preços: após definir os valores, os órgãos da administração direta podem adquirir os insumos diretamente por adesão. A medida faz parte de uma série de ações do governo para combater a proliferação do novo coronavírus.

“Com a utilização do Sistema de Registro de Preços, o GDF economiza ao fazer uma compra em larga escala, adotando um procedimento concentrado, organizado, planejado e mais econômico que o usual”, explicam, em nota, gestores da Secretaria de Economia. O modelo de compra, segundo o órgão, gera economia e é mais eficiente do que seria a compra descentralizada por cada órgão.

O edital para a concorrência pública foi publicado em edição do Diário Oficial do DF desta terça-feira (31). No mesmo documento também foram anunciadas a aquisição de remédios e equipamentos para reforçar a atuação nos hospitais.

A Secretaria de Saúde publicou extratos de aquisição de mais um lote de comprimidos de hidroxicloriquina, utilizados por pacientes com lúpus, malária e doenças reumatóides. O medicamento também é uma das apostas dos médicos no combate às complicações pulmonares de pacientes diagnosticados com Covid-19. “Estamos usando esse remédio, em associação com antibióticos, em pacientes mais graves, mediante avaliação médica, caso a caso”, confirma o secretário-adjunto de assistência da Secretaria de Saúde do DF, Ricardo Tavares.

A Polícia Militar do DF também anunciou dispensa de licitação para adquirir frascos de álcool etílico hidratado, teor 70%. Para enfrentar a pandemia, a corporação investiu R$ 17,7 mil.

Combate à dengue

Também há na lista de aquisições da Secretaria de Saúde aluns produtos para reforçar a hidratação dos pacientes de dengue, como as bolsas de solução injetável de cloreto de sódio 0,9%.

Há ainda materiais descartáveis como sondas de látex; fios de aço Kirschener (usado para fixação de fragmentos ósseos); suplementos alimentares; nebulizadores; e solução injetável de amiodarona (para o controle de arritmias cardíacas).

A pasta ainda publicou aviso de dispensa de licitação para adquirir medicamentos como o analsésico tramadol e, o dupilumabe. Esse último é utilizado no tratamento de dermatites atópicas, doença não-contagiosa que pode vir associada à asma brônquica e rinite alérgica.

Hospital de Base passa por desinfecção feita pelo Exército

Dez militares do 16º Batalhão Logístico do Exército Brasileiro se envolveram na força-tarefa de limpeza | Fotos: Davidyson Damasceno / Iges-DF

Ação teve como objetivo limpar a área externa para eliminar possíveis contaminações pelo vírus

FIQUE EM CASAEm uma atuação conjunta com o Exército Brasileiro, o Hospital de Base passou por uma desinfecção da área externa e interna de grande circulação do Pronto Socorro para prevenir possíveis contágios por Covid-19, já que a unidade está recebendo pacientes com o diagnóstico da doença.

A ação, promovida na manhã desta terça-feira (31), durou aproximadamente um hora. Ao todo, 10 militares do 16º Batalhão Logístico do Exército Brasileiro promoveram a atividade e, além disso, ensinaram equipes do Hospital de Base a como fazer desinfecções do tipo.

“Esse trabalho é fundamental e extremamente necessário para ajudar a mitigar possíveis contágios da Covid-19. Ressaltamos que o Hospital de Base já estava tomando providências diárias para reforçar a segurança dos profissionais, pacientes e acompanhantes”, disse o superintendente de Apoio Operacional do Hospital de Base, Mauro Faturetto.

Ele acrescenta que, além da limpeza feita mais frequentemente e da capacitação das equipes, a segurança da unidade está monitorando o trânsito de pessoas para que não transitem em locais desnecessários ou proibidos.

O oficial de Comunicação Social do Comando Conjunto Planalto, coronel Boa Ventura, ressaltou que o propósito da desinfecção é apoiar os órgãos de saúde. “A atuação integrada visa a atuar em proveito da população, permitindo a preservação da saúde pública. Queremos evitar a disseminação do coronavírus”, ressaltou o militar, ao informar que o produto empregado na desinfecção tem como base o cloro.

O coronel lembrou ainda que a força-tarefa dá continuidade à atividade de desinfecção já realizada na Rodoviária do Plano Piloto, na Estação Central do Metrô e no Hospital Regional da Asa Norte (Hran).

500 mil kits de teste rápido chegam ao Brasil

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FIQUE EM CASAExame permite que se tenha um resultado em apenas 15 minutos

Por Andréia Verdélio – O primeiro lote com 500 mil kits de testes rápidos para o novo coronavírus, comprados pela empresa Vale, já chegaram ao Brasil. A remessa vinda da China desembarcou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na tarde de ontem (30) e foi encaminhada para o centro de logística do Ministério da Saúde na capital paulista.

A Vale fechou a compra de 5 milhões de kits para a verificação de infecção por covid-19. O teste, produzido pela empresa chinesa Wondfo, tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele detecta anticorpos e permite que se tenha um resultado em apenas 15 minutos.

Segundo a mineradora, a doação é uma forma de ajudar o governo brasileiro no combate à disseminação da doença no país. A Vale está usando sua rede de logística na Ásia para trazer insumos ao Brasil. As 4,5 milhões de unidades restantes serão entregues à empresa pelo fornecedor ao longo do mês de abril.

A logística de distribuição dos kits no Brasil será feita pelo governo federal e o Ministério da Infraestrutura é o responsável por garantir a oferta de linhas aéreas essenciais para o despacho do material. A pasta também deve atuar em suporte quando houver lacunas na distribuição. “O ministro Tarcísio [Freitas] está em contato com os estados através do Conselho Nacional de Secretários de Transportes (Consetrans) e conta com a possibilidade de usar aeronaves e veículos oficiais, além do apoio das Forças Armadas”, informou o ministério.

Em publicação no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro destacou o trabalho da equipe. “Chega o primeiro lote de kits de exame rápido. Quinhentos mil itens de um total de 5 milhões doados pela Vale. A distribuição do material desta etapa está a caminho dos 26 estados de todo Brasil e DF”, escreveu.

Hospital das Clínicas de Porto Alegre

Bolsonaro também anunciou a chegada de novos equipamentos de Terapia Intensiva no Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA), custeado com recursos do Ministério da Educação (MEC). De acordo com o presidente, mais recursos serão distribuídos para expansão dos leitos de 40 hospitais universitários.

No dia 13 de março, o governo editou medida provisória que destina R$ 5 bilhões para combater a crise provocada pelo coronavírus (covid-19). Do montante, além dos recursos para o HCPA, os hospitais universitários receberão R$ 204 milhões.

O hospital de Porto Alegre passará a contar com 105 leitos em um novo Centro de Terapia Intensiva (CTI). A unidade atual tem 53 leitos. Ele é integrante da rede de hospitais universitários do MEC e vinculada academicamente à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

De acordo com o ministério, a obra física do novo CTI foi entregue em outubro de 2019. Com o surgimento da pandemia de covid-19, o MEC liberou, no início de março, emergencialmente, R$ 57 milhões para que o hospital comprasse os equipamentos e pagasse as despesas de custeio para colocar a unidade em funcionamento.

O CTI será implementado de forma gradual e, até sexta-feira (3), dez novos leitos de terapia intensiva dedicados, exclusivamente, a pacientes portadores de covid-19 devem ser instalados. Além disso, o MEC analisa o pedido de 775 vagas para profissionais assistenciais e de apoio para atuarem na unidade.

Terracap participa de força-tarefa na construção do hospital de campanha

Serão 200 leitos, dentro do Mané Garrincha, de retaguarda para pacientes que venham a contrair e desenvolver sintomas graves da Covid-19

FIQUE EM CASA“Tenho muito orgulho em saber que o meu trabalho está colaborando com uma ação de extrema importância para salvar vidas”. O depoimento é de Michel dos Santos. Enquanto a população está recolhida em casa, por recomendação das autoridades de Saúde para conter o avanço da disseminação do novo coronavírus, o colaborador terceirizado da Terracap faz parte do grupo que une forças no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha na construção de 200 leitos de retaguarda, numa área de 6 mil metros quadrados, para atender pacientes que venham a contrair e desenvolver sintomas graves da Covid-19. Segundo a Secretaria de Saúde, a medida se torna necessária para resguardar o atendimento dos pacientes em remissão, ou seja, que já tiveram alta dos leitos com suporte respiratório nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), mas ainda estão em recuperação e não podem voltar para casa. A pasta estima que a taxa de permanência dos pacientes nos leitos instalados no estádio chegue a até 14 dias, a depender da situação clínica de cada pessoa. Serviços como retirada de forros, pintura, passagem de tubos e equipamentos, lixamento de paredes, instalação de tela de proteção e segurança nas cadeiras, entre outros serviços necessários para a montagem da estrutura, estão sendo realizados pela equipe da Terracap. “A Terracap está presente nessa missão essencial que é a implantação do hospital no estádio. É gratificante verificar o quanto é importante o trabalho de todos, dos voluntários, dos órgãos de Governo. Todos no mesmo objetivo”, afirmou o presidente da Terracap, Izídio Santos, também presente no Mané Garrincha hoje pela manhã. Infraestrutura De acordo com a Secretaria de Saúde, até a próxima semana, será iniciada a compartimentação dos ambientes, montando uma configuração padrão para os leitos. Diferente das demais unidades da Federação, eles não serão instalados no gramado do estádio, mas no primeiro andar do Mané Garrincha, que possui uma estrutura mais adequada. Ainda assim, o espaço vai passar por uma reestruturação para atender critérios hospitalares, com mudanças na rede elétrica, higienização do ar-condicionado e instalação de dispositivos para álcool em gel e equipamentos médicos. A ideia é revitalizar a estrutura para melhorar as condições físicas, sanitárias e de segurança aos pacientes. “Estamos trabalhando à frente e nos preparando para o futuro. Não vamos esperar o problema começar para resolver. Caso a situação piore, aqui será a retaguarda. Nos organizamos construindo essa estrutura, e na medida que for preciso, os leitos serão colocados à disposição da população. O sistema de saúde está preparado para defender e proteger as pessoas”, garantiu o secretário de Saúde, Francisco Araújo.

GDF recebe doações de supermercados, empresas e atacadistas

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Pandemia de coronavírus gera onda de solidariedade e movimenta vários setores do DF | Foto: Mateus Amorim / Agência Brasília

Primeira parte da operação, que envolveu a participação do setor produtivo, foi nesta segunda. Nas próximas semanas serão recolhidos os produtos doados pela sociedade civil

Por Lucio Flavio

Uma corrente de solidariedade abraça todo o DF neste momento. Em tempos de calamidade pública, trata-se de uma grande demonstração de união e espírito coletivo, com pessoas ajudando com tudo a que têm alcance. Vale um sabonete, alguns frascos de detergentes, embalagens de desinfetantes, água sanitária, papel higiênico e outros itens.

Todos esses produtos de limpeza e higienização fazem de campanha de solidariedade que vem movimentando o GDF, a sociedade civil e o setor produtivo, este último representado pelos donos de supermercados e atacadistas da cidade (veja mais no vídeo abaixo).

“É uma satisfação fazer parte desta campanha que já é um sucesso, já arrecadamos muito, Brasília é uma cidade muito solidária”, festeja a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “É muito importante receber esses produtos nesse momento que estamos vivendo.”

Assista ao vídeo:

https://youtu.be/5ElpJtUY5_o

Junto a outros representantes do GDF, a titular da Sejus faz parte de uma comissão que vem recebendo e vai coordenar as doações ou recursos usados no combate ao novo coronavírus na capital, conforme decreto publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na última terça-feira (24).

Campanha geral

Nesta segunda-feira (30), parte dessas doações feitas pelos empresários foi depositada em um galpão do Setor de Indústria e Abastecimento (SAI) pertencente à Secretaria de Economia. Nos próximos dias serão recolhidas doações feitas pelos clientes dos quase 130 estabelecimentos que participam do projeto. Desde o dia 21 deste mês, cada um desses comércios exibe, logo na entrada de suas lojas, um grande cartaz azul, convidando a clientela a aderir à campanha.

Para o presidente da Associação Brasiliense de Supermercados e do Sindicato dos Supermercados do DF, Gilmar Pereira, o momento é de união. “De coração, cada um pode deixar sua contribuição”, convida. “Essa união dos supermercadistas e da sociedade tem mostrado como as pessoas são boas, se unindo para suprir o necessitado.”

A expectativa é de que a campanha se estenda pelos próximos 90 dias. Vai depender do avanço da pandemia no DF. A próxima etapa da operação, que ainda não tem data marcada, se resumirá na gestão dos produtos, com a distribuição dos mantimentos de limpezas e higienização para entidades e pessoas carentes do DF.

“Muitas famílias e instituições serão beneficiadas, é só o começo de uma grande campanha”, reforça Marcela Passamani.

Chocolates e máscaras

Também nesta segunda, uma empresa do ramo de chocolates deu sua contribuição em forma de homenagem: doou bombons e outros produtos à base de chocolate aos profissionais que atuam na Região de Saúde Sudoeste.

“Essas pessoas estão dedicando as suas vidas [ao trabalho] neste momento em que o país todo precisa, e esse é um pequeno reconhecimento diante do esforço de todos esses profissionais”, ressalta a coordenadora de lojas da Cacau Show, Apoliana Santos.

Outra ação que mostra o engajamento da população à causa partiu de uma empresa que desenvolveu um protótipo de máscara de acrílico para reforçar a proteção dos profissionais de saúde. Foram doadas 30 unidades desses equipamentos, também chamados escudos ou protetores, a profissionais do Hospital Regional de Taguatinga.