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BRB lança aplicativo para abertura de conta de pessoa jurídica

Ferramenta, denominada BRB Conta, pode ser utilizada por empresas que queiram aderir ao Supera-DF, programa lançado para minimizar impactos econômicos da crise do coronavírus

FIQUE EM CASAO BRB atualizou o aplicativo BRB Conta, incluindo a opção para abertura de contas de clientes enquadrados na categoria de pessoa jurídica. Disponível na versão Android desde segunda-feira (30) e, a partir desta terça (31), em IOS, o app simplifica o processo de atendimento de novos clientes, especialmente os que queiram aderir ao Supera-DF.

Este programa, lançado na semana passada para minimizar os impactos financeiros ocasionados pela crise do coronavírus, tem entre suas ações a concessão de até R$ 1 bilhão para a cadeia produtiva.

“Poder disponibilizar o aplicativo em meio à pandemia do coronavírus foi um esforço adicional para atender às empresas em meio à crise da Covid-19”, destaca o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

“A ferramenta complementa nosso portfólio e reforça o compromisso de o BRB ser, cada vez mais, um banco moderno, completo e inovador.”

Por meio do app, os novos clientes enquadrados na categoria Pessoa Jurídica (PJ) passam a ter, na palma da mão, todo o processo de abertura de conta, fornecimento da documentação necessária e acompanhamento da aprovação do crédito totalmente pelo canal digital.

Outra importante medida que faz parte do programa Supera-DF é a oferta de carência de 90 dias para pagamento de crédito imobiliário e outras linhas de crédito, inclusive a modalidade consignada.

Para isso, os cientes precisam estar adimplentes ou com atraso a partir de 18 de março.

Bons hábitos alimentares contribuem para a saúde do coração

Especialistas dão alerta sobre má alimentação como fator de risco para doenças coronarianas

FIQUE EM CASANesta terça-feira, dia 31 de março, comemora-se no Brasil o Dia da Saúde e da Nutrição. A data serve para alertar sobre a importância da manutenção da saúde por meio de bons hábitos alimentares e práticas de exercícios. Além de interferir na aparência física, o fato de se alimentar mal pode interferir diretamente na saúde, principalmente, do coração.

Nenhuma parte do corpo está livre de sofrer as consequências da má alimentação. O sistema cardiovascular é um dos mais afetados quando não se preza pela qualidade desse hábito essencial à vida. Nos dias atuais, com as transformações ocorridas no estilo de vida da população, houve um aumento na incidência dessas doenças. Essas modificações resultam das mudanças nos hábitos alimentares, influenciados pela disponibilidade de alimentos com alto valor energético e pelo aumento do sedentarismo.

Um dos principais riscos que a má alimentação traz ao coração é o aumento das chances de se adquirir doenças coronarianas. De acordo com a arritmologista e eletrofisiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Dra. Carla Septimio, tratam-se de doenças ou danos que acometem os principais vasos sanguíneos do coração. “Quando há depósito de gordura nas artérias coronárias, o fluxo sanguíneo que é bombeado para o coração é interrompido”, explica.

Ainda segundo a médica, esta interrupção pode causar problemas como insuficiência cardíaca, arritmias, e até mesmo levar à morte. “Uma irrigação inadequada de sangue no coração pode provocar a morte do tecido e, consequentemente, um infarto do miocárdio”, adverte. Os sintomas mais comuns nestes casos são dores no peito, falta de ar, inchaços nos pés.

Tratamento

Os tratamentos deste tipo de doença variam de acordo com a gravidade, podendo ser desde mudanças de hábitos até os procedimentos um pouco mais invasivos. “Em alguns casos mais brandos, a simples mudança alimentar e a introdução de exercícios físicos podem ajudar. Às vezes é necessário lançar mão de medicamentos ou mesmo de intervenções, como a angioplastia, que desobstrui as artérias cirurgicamente”, pontua a cardiologista.

Prevenção

Os pacientes devem estar atentos para o risco de ter novos problemas após passarem pelos tratamentos e procedimentos. “Os bons hábitos devem ser estendidos por toda a vida. O fato de uma pessoa já ter desobstruído as artérias, seja por tratamento medicamentoso ou por intervenções, não quer dizer que o problema não possa voltar. A prevenção é sempre o melhor remédio”, finaliza Dra. Carla.

Para melhorar a saúde do coração, e por consequência de todo o organismo, é preciso substituir boa parte dos alimentos que estão à nossa disposição de forma fácil. Precisamos inverter a lógica de que comida saudável é exceção em vez de regra. De acordo com o nutricionista Daniel Novais, cuidar da alimentação deveria ser prioridade na vida das pessoas e não só para fins estéticos, mas como um investimento para saúde a longo prazo. “É necessário ter essa consciência, porque o que nós comemos dita diretamente como será nossa saúde daqui uns anos”, declara.

Para evitar doenças como colesterol alto, diabetes, hipertensão e obesidade, os alimentos com altos níveis de gordura e açúcar devem ser consumidos com muita parcimônia. “Frituras, industrializados, itens com alta concentração de açúcar e de gorduras saturadas são um verdadeiro veneno para a saúde”, adverte Daniel. “Uma alimentação rica em fibras, gorduras boas como as das castanhas e proteínas animais magras, e nutrientes encontrados em legumes e verduras, associadas a exercícios físicos, garantem um futuro mais saudável. Vale incluir no cotidiano o azeite de oliva, o alho, a aveia e as frutas vermelhas”, finaliza.

Senado aprova benefício de R$ 600 a autônomos e informais

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Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Projeto vai à sanção presidencial

FIQUE EM CASAO Senado aprovou hoje (30) o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. Chamado de “coronavoucher”, a ajuda vem para reparar as perdas de renda para algumas fatias da sociedade durante o período de isolamento, quando as oportunidades de trabalho para essas categorias estão escassas.

A aprovação foi unânime, com 79 votos favoráveis e apoio dos senadores da oposição e do governo. O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), foi um dos vários parlamentares que se manifestaram. “Estamos precisando de tais iniciativas de injetar na veia o dinheiro para o cidadão comprar comida e sobreviver a essa calamidade. A primeira vez que o dinheiro vai chegar na mão do povo vai ser nesse projeto. É calamidade, as pessoas estão precisando”.

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) destacou que o projeto é um consenso entre Congresso Nacional e governo federal. Já o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou que mais de 30 milhões de brasileiros serão beneficiados com essa medida.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que, graças a um ajuste de redação, o benefício também contemplará inscritos no Cadastro Único após o dia 20 de março. Em seguida, o líder da oposição afirmou que esse não é o momento de priorizar as finanças do Estado. “Não cabe se pensar em gasto público. Esse é um momento emergencial, que temos que atender as necessidades das pessoas”.

Logo após a aprovação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, usou o Twitter para pedir ao presidente da República a sanção imediata do projeto. Alcolumbre está afastado de suas atividades após ter sido diagnosticado com o novo coronavírus.

Inclusão de outras categorias

Outro projeto já ganha forma no Senado, para incluir outras categorias, como motoristas de táxi ou de aplicativo e pescadores sazonais, dentre outros a serem definidos. Weverton Rocha (PDT-MA) lembrou dos músicos, que perderam trabalhos durante o isolamento. Essa pode ser outra categoria a entrar no novo projeto. Esse texto, previsto para ser votado amanhã (30), será de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e tem relatoria de Esperidião Amin (PP-SC).

Vieira foi o relator do projeto aprovado hoje. Seu nome foi escolhido justamente por conhecer bem o tema e já discutir a inclusão de novas categorias a partir das emendas que recebeu para análise. As emendas não foram acatadas para evitar que mudanças de mérito do projeto o fizessem voltar à Câmara.

Coronavírus: Iges-DF abre nova contratação emergencial de profissionais

Instituto contrata médicos, analistas e técnicos pelo período de seis meses

FIQUE EM CASAO Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) abriu nova contratação de pessoal, em caráter temporário e emergencial devido à pandemia do novo Coronavírus.

A seleção é para os cargos de médico intensivista, farmacêutico, analista de laboratório clínico, técnico em farmácia, técnico de laboratório, técnico em nutrição, nutricionista e técnico de enfermagem (UTI).

Os salários variam de R$ 2.050,95 a R$11.942,00. A carga horário é de 20 horas semanais para médicos e 36 horas para farmacêutico, técnico em farmácia, analista de laboratório, técnico de laboratório e técnico em enfermagem. Para técnico em nutrição e nutricionista, são 40 horas semanais.Os profissionais atuarão de forma temporária, por seis meses.

A contratação emergencial selecionará os profissionais com base em análise curricular para atender as demandas de urgência e emergência da população na rede de saúde pública do Distrito Federal no combate ao novo coronavírus.

O encaminhamento de currículos deverá ser feito pelo o e-mail: selecao@igesdf.org.br

Confira a matéria completa e os detalhes de cada cargo em: http://igesdf.org.br/noticia/coronavirus-igesdf-abre-nova-contratacao-emergencial-de-profissionais/.

GDF abre conta no BRB para receber doações no combate ao Coronavírus

As doações podem ser feitas por meio da conta corrente 062.958-6. A agência é a 0100-7 e o CNPJ 00.394.684/0001-53

Por Ian Ferraz

FIQUE EM CASAO Governo do Distrito Federal (GDF) abriu uma conta no Banco de Brasília (BRB) para receber doações com o intuito de minimizar os impactos financeiros sofridos com a pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19).

A medida integra as ações do Comitê de Doação Covid-19 do Distrito Federal.

As doações podem ser feitas por meio da agência 0100-7 do BRB, conta corrente n° 062.958-6, CNPJ n° 00.394.684/0001-53.

A disseminação da Covid-19 tem sido combatida com inúmeras medidas tomadas pelo GDF.

Muitas dessas ações são empreendidas de forma pioneira, com cuidados e o tratamento especiais para população do DF.

Veja, aqui​, o que está sendo providenciado para amenizar os efeitos da crise.

Iges-DF já atendeu 5,8 mil pacientes com suspeita de dengue

Levantamento atualizado que corresponde ao mês de fevereiro e março aponta 2.581 casos confirmados

FIQUE EM CASADe 17 de fevereiro a 29 de março, 5.838 pacientes foram atendidos nas sete estruturas especiais para casos suspeitos de dengue, montadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). No total, 2.581 casos foram confirmados.

As unidades estão funcionando ao lado do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e das seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), sendo que, no Núcleo Bandeirante, a estrutura deixou de atender casos de dengue e passou a atender exclusivamente, desde 23/3, casos suspeitos da Covid-19.

Em um recorte detalhado do mês de fevereiro, do dia 17 ao dia 29, mês em que apenas duas estruturas tinham sido montadas ao lado das UPAs de Ceilândia e Sobradinho, foram 1.069 atendimentos, sendo 454 positivos.

No mês de março, do dia 1º ao dia 29, quando mais cinco estruturas foram erguidas ao lado das UPAs do Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e no Hospital Regional de Santa Maria, foram realizados 4.769 atendimentos, sendo 2.127 casos confirmados.

Estrutura

O modelo de atendimento é similar em todas as tendas montadas pelo Iges-DF. São 50 metros quadrados e as estruturas contam com sala de triagem, consultório médico, 10 leitos de hidratação venosa e sistema de ar condicionado. Nos locais, é possível fazer o diagnóstico clínico, teste rápido e teste laboratorial e hidratação dos pacientes.

As tendas contam com médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, técnicos de laboratório, analistas de laboratório, auxiliares de atendimento e auxiliares de serviços gerais para fazer a limpeza.

O funcionamento é das 7h às 19h, todos os dias e, se necessário, o horário pode ser estendido para 24h por dia.

Profissionais de saúde superam obstáculos para imunizar idosos contra a gripe

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Cuidados com os idosos renderam muitos elogios aos profissionais | Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação

Empenho da categoria foi recompensado com muitos gestos de carinho da população

FIQUE EM CASAA primeira semana da Campanha de Vacinação contra Influenza foi marcada por uma grande procura e pelo esforço dos profissionais de saúde para atender à demanda. Foi preciso colocar o maior número de servidores disponíveis e adotar estratégias para evitar filas e aglomerações. Nem o tempo chuvoso atrapalhou o empenho desses profissionais.

Várias estratégias foram adotadas para evitar a circulação e aglomeração de pessoas, em consonância com as demais medidas preventivas ao novo coronavírus. Foram realizadas vacinas em sistema de drive thru, marcação de espaço orientando o distanciamento entre as pessoas e até o atendimento domiciliar para pacientes acamados.

Com os problemas de logística enfrentados pelo Ministério da Saúde no envio das doses, houve um esforço maior desses profissionais. As unidades de saúde ficaram em atendimento até as 22 horas. As equipes continuaram firmes, mesmo enfrentando a chuva, e asseguraram a imunização dos idosos mesmo diante dos desafios do atual cenário de pandemia de Covid-19, doença causada pelo coronavírus.

“As nossas equipes não mediram esforços para a promoção da saúde e para a imunização de nossos idosos. Fizemos com todo o prazer. Estamos aqui para cuidar do próximo”, destacou o superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Valdir Soares da Costa.

“Estamos sempre buscando qualificar o serviço e melhorar o acesso do idoso. Otimizamos a organização do processo de trabalho para evitar aglomerações nas salas de vacinas”, ressaltou a gerente de Serviços da Atenção Primária de Saúde de Águas Claras, Núbia dos Passos.

“Eu só tenho a agradecer a Deus pela equipe maravilhosa com quem trabalho, que não mediu esforços para ajudar na imunização e no combate a essa pandemia”, pontua o gerente da UBS 12 de Samambaia, Arilson Francisco de Oliveira.

Reconhecimento e homenagens

Uma corrente de agradecimento aos profissionais de saúde se intensificou no Distrito Federal. Inúmeros gestos demonstraram a gratidão da comunidade para com as equipes de saúde. A equipe UBS 2 de Taguatinga, por exemplo, foi surpreendida com uma faixa de agradecimento. 

“Foi uma grande surpresa para toda a equipe. A faixa foi colocada próxima ao portão de entrada dos servidores. Não sabemos ainda quem a colocou, mas ficamos felizes com a homenagem”, destacou a supervisora de serviços da UBS 2 de Taguatinga, Josue Glória de Almeida.

Também chegaram muitas mensagens de elogios nas redes socias da Secretária da Saúde. Todas destacando o empenho dos profissionais e dando parabéns pelo cuidado e pela atenção da equipe no atendimento aos idosos durante a semana de vacinação. Foram gestos de reconhecimento e valorização do trabalho árduo desses profissionais, que trabalham para o bem comum.

“Escolhemos a profissão por amor ao que fazemos e para ajudarmos o próximo. Nunca fomos tão valorizados como agora, neste momento de pandemia. Todos nós que estamos realmente comprometidos com a causa, não fugimos das nossas responsabilidades”, ressaltou o enfermeiro Arilson Francisco.

 

8,1 milhões de declarações do IRPF entregues

FIQUE EM CASADe acordo com a Receita Federal, o prazo final é 30 de abril

A Receita Federal recebeu, até as 11h desta segunda-feira (30), 8.195.164 declarações do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF).

Segundo o supervisor nacional do Imposto de Renda, o auditor-fiscal Joaquim Adir, a expectativa é de que 32 milhões de contribuintes entreguem declaração este ano.

O prazo de entrega da declaração é até 30 de abril.

Os contribuintes poderão obter as orientações sobre a Declaração do IRPF 2020 no endereço  IRPF2020.

Secretaria de Saúde do DF anuncia 200 leitos de retaguarda no Mané Garrincha

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A previsão inicial é que em até 15 dias parte dos leitos já esteja disponível à população, em uma área que abrange quase 6 mil metros quadrados

FIQUE EM CASAO Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha terá 200 leitos de retaguarda para atender pacientes que venham a contrair o coronavírus no Distrito Federal. O anúncio oficial foi feito pelo secretário de Saúde, Francisco Araújo, durante uma visita técnica realizada, nesta segunda-feira (30), ao local.

A previsão inicial dos gestores é que em até 15 dias parte dos leitos já esteja disponível à população, em uma área que abrange quase 6 mil metros quadrados. A medida se torna necessária para resguardar o atendimento dos pacientes em remissão, ou seja, que já tiveram alta dos leitos com suporte respiratório nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), mas ainda estão em recuperação e não podem voltar para casa.

A estimativa da pasta é que a taxa de permanência dos pacientes nos leitos instalados no estádio chegue a até 14 dias, a depender da situação clínica de cada pessoa.

“Estamos trabalhando à frente e nos preparando para o futuro. Não vamos esperar o problema começar para resolver. Caso a situação piore, aqui será a retaguarda. Nos organizamos construindo essa estrutura, e na medida que for preciso, os leitos serão colocados à disposição da população. O sistema de saúde está preparado para defender e proteger as pessoas”, garantiu Francisco Araújo.

O secretário de Saúde destacou que o planejamento para atender mais casos de coronavírus foi dividido em três etapas. A primeira foi garantir até 60 leitos com suporte respiratório nas UTIs e 100 de retaguarda. Na segunda fase, a Secretaria de Saúde terá à disposição 200 leitos com suporte respiratório e 300 de retaguarda – 200 deles no Mané Garrincha.

“Na última fase, se o gráfico piorar, teremos 500 leitos de retaguarda. Serão os 200 no Mané Garrincha e 300 no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Além disso, teremos 310 leitos com suporte respiratório, envolvendo as redes privada e pública, pois a Secretaria tem celebrado contratos com o setor privado”, informou o secretário de Saúde.

As medidas serão reforçadas com quatro dispensas de licitação divulgadas recentemente pela Secretaria de Saúde. Com elas, a pasta pretende adquirir 30 mil unidades de álcool em gel de 100 ml e 500 ml; 300 mil testes rápidos para a Covid-19; 300 ventiladores pulmonares para os principais hospitais da rede pública; além da contratação de sete ambulâncias, que estarão de pronto aviso nas regionais de saúde para fazer o transporte de pacientes.

Infraestrutura

De acordo com o subsecretário de Infraestrutura em Saúde, Isaque Albuquerque, até a próxima semana será iniciada a compartimentação dos ambientes, montando uma configuração padrão para os leitos. Diferente das demais unidades da Federação, eles não serão instalados no gramado do estádio, mas no primeiro andar do Mané Garrincha, que possui uma estrutura mais adequada.

Ainda assim, o espaço vai passar por uma reestruturação para atender critérios hospitalares, com mudanças na rede elétrica, higienização do ar-condicionado e instalação de dispositivos para álcool em gel e equipamentos médicos. A ideia é revitalizar a estrutura para melhorar as condições físicas, sanitárias e de segurança aos pacientes.

“Todos os sistemas para operacionalizar a assistência estão sendo montados agora. Até sexta-feira (3) já devemos ter um protótipo da distribuição física dos leitos, para ser aprovado com a equipe. Havendo a necessidade, teremos mais um andar para replicar esse mesmo modelo”, informou o subsecretário.

Contudo, o gestor advertiu que os prazos de entrega podem sofrer alteração devido a problemas com a entrega de produtos e insumos dos fabricantes. “Como é uma realidade nacional e até mundial, estamos tendo dificuldade com a produção das fábricas. O atraso na entrega dos materiais pode influenciar no cronograma. Mas isso será reajustado conforme a necessidade”, ressaltou.

Humanização

Um dos pontos que favoreceu a escolha do Estádio Nacional de Brasília como hospital de campanha foi a possibilidade de os pacientes terem um amplo campo de visão entre o primeiro andar e as cadeiras da arquibancada, além de poderem aproveitarem o sol da manhã. A ideia é trazer um atendimento mais humanizado aos que estão saindo da situação de isolamento e se recuperando da Covid-19.

“Deixaremos pelo menos três fileiras de cadeiras, com extensão de mais de 50 metros, onde os pacientes terão uma renovação de ar. Como eles vem de uma situação de isolamento, a ideia é tornar esse ambiente mais humanizado. Aqui, eles poderão circular pelas áreas da arquibancada, conversar com a família e fazer uma ligação com mais privacidade”, comentou Isaque Albuquerque.

Coronavírus: saiba quando usar máscara de proteção

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É aconselhável que mulheres evitem maquiagem para não manchar e diminuir a filtração e o tempo de vida útil das máscaras, ensina especialista | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Gerente de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho da Secretaria de Saúde tira dúvidas sobre o uso correto do material de proteção

Por Ana Luiza Vinhote

FIQUE EM CASAA recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde é que máscaras de proteção sejam usadas apenas por quem tem suspeita de infecção por coronavírus, ou por profissionais da saúde, mas mesmo assim muita gente vem ignorando essa orientação. Tal atitude tem feito com que o estoque do equipamento de proteção se esgote rapidamente.

Em entrevista à Agência Brasília, o gerente de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho da Secretaria de Saúde, Ricardo Theotônio, explica quem deve usar a máscara, a forma correta de colocar e retirar o material, por quanto tempo ele deve ser utilizado e em quais situações de fato protege contra a Covid-19, a doença causada pelo novo vírus.

O médico também esclarece se existem máscaras que protegem mais do que outras e informa quando há necessidade de comprar o item. Outra dúvida que tem surgido é sobre a eficácia das máscaras feitas em casa, algo que divide os especialistas. Theotônio dá sua opinião sobre se o material protege ou não da doença.

Confira, abaixo, a íntegra da entrevista.

Em qual situação é recomendado usar a máscara cirúrgica?

As pessoas devem usar a máscara cirúrgica quando tiver sintoma do novo coronavírus ou se for um profissional da saúde, que faz o acolhimento desses pacientes.

Qual a forma correta de colocar e retirar o material?

Quando você usa a máscara, automaticamente ela é contaminada. Então, toda vez que você coloca a mão no adereço, você contaminou essa parte do seu corpo. É preciso fazer a higienização das mãos, seja com sabão e água ou álcool gel, antes de colocar a máscara e depois que retirar. É aconselhável que as mulheres evitem o uso de maquiagem, para não manchar e diminuir a filtração e o tempo de vida útil do item e os homens tirem a barba para não atrapalhar.

O uso da máscara cirúrgica pode ser uma forma de prevenção contra a coronavírus?

Sim, mas somente quando usada por aqueles que estão com a doença, com suspeita ou por  profissionais da saúde, mas não adianta só usar a máscara. Além de utilizar o adereço, as pessoas devem lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool gel, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca, ou seja, tomar todas as precauções necessárias para não proliferar a doença.

Existem tipos de máscara que protegem mais e outras menos?

Temos dezenas de tipos de máscaras, depende da situação. Tem para poeira, para produto químico, por exemplo. Nesse caso, estamos falando de agente biológico. Para ele temos dois tipos de máscaras: a cirúrgica, que para algumas situações tem que ser usada ou com óculos de proteção ou protetor facial, e a N95, utilizada em situações específicas. Ela não é indicada para todo mundo. Estamos tratando de uma pandemia, e o mundo inteiro está tendo uma demanda muito grande de equipamentos de proteção individual [EPIs]. Se todo mundo usar esse tipo de equipamento, as pessoas que têm contato direto com esse agente não terão as máscaras. Mesmo que tenha dinheiro para comprar, não vai ter onde ou de quem comprar. É por isso que é importante o uso racional desse tipo de adereço. Na Secretaria de Saúde estamos com o estoque adequado de equipamentos. Iniciamos a compra emergencial e compramos quase três milhões de luvas esta semana. A expectativa é que na próxima adquiramos os outros equipamentos.

Para cada tipo de pessoa (profissionais da saúde, idosos com mais de 60 anos, pessoas imunossuprimidas, gestantes) existe uma máscara certa?

Não. As máscaras têm tamanho único. Para profissionais da saúde, a mais recomendada é a N95.

Por quanto tempo é recomendado o uso do material?

Varia. A máscara não pode ficar úmida. Se isso acontecer, em até duas horas você deve trocar. Se conseguir usar por uma manhã, não tem problema. O ideal é usar em um turno de trabalho e descartar. Caso ela tenha algum tipo de danificação, tem que trocar, mesmo que precise fazer isso em um curto espaço de tempo. Já a máscara N95 pode ser usada em até 15 dias, caso ela esteja em boas condições. É mais difícil de encontrá-la no mercado.

Depois de usar a máscara, a pessoa deve descartar? Se ela usar por menos tempo do que o recomendado, ela pode guardar?

Uma vez colocada e retirada, tem que descartar. O que temos que evitar é que essa máscara contamine os outros ambientes. Se você tirar e colocar em cima da mesa, por exemplo, o local vai estar contaminado. Se tirar e colocar no pescoço rapidamente, e depois colocá-la de volta e ela não tiver contato com nada, pode utilizar, não vai perder a eficácia. Já a N95 tem que ser guardada em um saquinho plástico.

Máscaras feitas em casa também ajudam na proteção?

Depende. As máscaras cirúrgicas e as N95 têm todas as características de filtrar. Tem que ter uma tripla proteção no meio e o tecido tem que ter uma gramatura mínima. Não é qualquer máscara que vai funcionar totalmente. Claro que qualquer máscara que você coloque vai filtrar mais do que se você não tiver com nenhuma.

Como a pessoa deve higienizá-la?

Deve lavar com água e sabão, álcool 70% ou hipoclorito – composto químico usado como desinfetante. E se, depois disso, a máscara preservar as características originais dela, pode ser reutilizada.

As pessoas estão com dificuldade para encontrar máscaras cirúrgicas. Mesmo sem suspeita de coronavírus, as pessoas devem comprar o material?

Não. Só devem comprar máscara quem tem sintomas para que ela não contamine outras pessoas, quem está com a doença ou profissionais da saúde.

É preciso usar outros equipamentos de proteção  como luvas e óculos?

Não. Esses outros adereços são para os profissionais da saúde. A pessoa que está usando a máscara deve se higienizar constantemente, se hidratar, se alimentar bem e repousar.