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Lojas de material de construção seguem autorizadas a funcionar em novo decreto

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Decreto nº 40.583/2020 mantém aberto o setor que garante fornecimento de produtos necessários para a realização de reparos
emergenciais em casas e apartamentos
 

As empresas do setor de material de construção do Distrito Federal seguem autorizadas a funcionar, sob o argumento de que oferecem à sociedade gêneros de primeira necessidade para a manutenção das condições de funcionamento, como, por exemplo, o fornecimento de itens necessários para a realização de reparos emergenciais nos lares, sobretudo, o funcionamento da construção civil e da indústria neste momento de calamidade pública.

A determinação se deu por meio do decreto nº 40.583/2020, de 1º de abril de 2020, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional, decorrente do novo coronavírus.

Pela medida, vários segmentos ficam proibidos de funcionar no DF até o dia 3 de maio, com exceção de “clínicas médicas, odontológicas e veterinárias; laboratórios; farmácias; supermercados e lojas de materiais de construção e produtos para casa atacadistas e varejistas; minimercados; mercearias e afins; padarias (exclusivamente para venda de produtos); açougues; peixarias; feiras; lotéricas; postos de combustíveis; funerárias, lojas de conveniência; operações de delivery, entre outros”.

Para Janine Brito, CEO da Pinheiro Ferragens, uma das mais tradicionais empresas do ramo de material de construção da cidade, que completa 60 anos em setembro próximo, o momento é importante para que o poder público não inviabilize o funcionamento de segmentos fundamentais para a manutenção das condições básicas de sobrevivência da sociedade.

“Neste momento, a população precisa muito do nosso esforço empresarial coletivo para tornar viável a assistência prestada pelos principais pontos de atendimento à população, além do isolamento domiciliar. Por exemplo: um hospital não tem como atender um número crescente de pessoas se sua estrutura estiver comprometida. Estamos aqui, na retaguarda, para oferecer o que for preciso. As pessoas também não têm condições de ficar em casa, se houver uma necessidade de reparo emergencial, que dependa dos nossos produtos”, exemplifica a empresária.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção do DF (Sindmac-DF), Carlos Aguiar, o decreto nº 40.583/2020 foi uma medida acertada do governo, que entendeu a relevância do setor para a manutenção das condições de combate à pandemia. Segundo ele, o acordo entre os sindicatos patronal e laboral da categoria, que estabeleceu novos combinados para evitar o desemprego em massa no segmento, também foi importante, como a possibilidade de férias coletivas, utilização de banco de horas, entre outras medidas.

“Além disso, nossas empresas tornaram-se ponto de arrecadação de produtos de higiene e limpeza para populações menos privilegiadas, o que evidencia nossa empatia com o outro e nossa preocupação com o momento pelo qual estamos vivendo”, defende o líder sindical.

Psicóloga dá dicas para gerir tempo e manter saúde mental de jovens na quarentena

Famílias e instituições de ensino devem trabalhar mais em conjunto, estimulando o senso de coletividade

Ansiedade, compulsão alimentar, sensação de abandono, depressão, insegurança e a dificuldade de adaptação, são alguns dos problemas mais comuns em tempos de quarentena pelo coronavírus. Manter uma rotina saudável e produtiva, sobretudo regular, é de longe o maior dilema das famílias brasileiras. Afinal, os jovens não estão afastados somente das salas de aula, mas também de atividades de cunho social e lúdico — isto é, música, esporte, dança, entre outros.

Para Lorena de Almeida Cavalcante, psicóloga do Colégio Seriös, é preciso, antes de tudo, instruir o jovem a dissociar o período de quarentena das férias escolares, conscientizando, portanto, sobre a decisão de isolamento pelo bem comum.

“Os pais são como um espelho para os filhos, logo, eles devem ser exemplo dentro de casa. De nada adianta pedir que a criança acompanhe as aulas e siga com os estudos, se você ocupar o seu tempo com cochilos ou séries, por exemplo. Antes de exigir algo dos filhos, seja honesto e organize a sua própria rotina. Lembre-se que o isolamento é uma medida de saúde pública e não anula responsabilidades do dia a dia”, orienta Lorena.

As famílias e instituições de ensino devem trabalhar mais em conjunto, estimulando o senso de coletividade. Dessa forma, os pais podem contribuir com diálogos abertos e francos, negociando, inclusive, um horário para lazer, depois as obrigações tenham sido cumpridas pelos filhos.

Já as escolas podem aproveitar a oportunidade para lançar novas ferramentas de aprendizagem e, também, fazer uso de técnicas diferenciadas, que visem potencializar o engajamento dos alunos.

“Os pais podem, e devem, auxiliar os filhos na escolha do local mais adequado para estudar em casa, preferencialmente longe de estímulos distratores, e que não seja o mesmo em que o jovem realize atividades opostas, tais como assistir filmes e séries, jogar ou mesmo dormir”, explica a psicóloga escolar.

De acordo com a psicóloga do Seriös, uma forma de fazer os jovens entenderem, inclusive aceitarem, que os dias de “confinamento” não são férias, pode ser trabalhado por meio da comunicação assertiva, empatia e trabalho em equipe.

Confira as dicas da psicóloga do Seriös:

– Atividades lúdicas para entreter crianças e adolescentes

Segundo Lorena, não há uma receita padrão. Ela recomenda, no entanto, que a escolha das atividades seja pautada nos interesses pessoais de cada pessoa.

Na infância, as atividades lúdicas têm alto grau de eficácia, pois permitem o desenvolvimento moral – especialmente ao lançar jogos de regras ou até atividades que envolvam desempenho fictício de papeis sociais – e a evolução das chamadas funções psicológicas superiores – em particular, a criatividade e imaginação.

Para adolescentes, o lúdico costuma não ser tão atrativo, daí a importância de tarefas que possibilitem o exercício de dois princípios – utilidade e pertencimento. Deve-se priorizar atividades em que seja possível aplicar conhecimentos previamente construídos, o que tem sido bastante observado entre alunos do Colégio Seriös – eles têm aproveitado o isolamento social para fazer receitas aprendidas nas aulas de gastronomia, por exemplo.

Outro ponto importante é a facilitação – por meio do uso das tecnologias – do diálogo e da interação social. Isso pode, inclusive, ser utilizado no processo de ensino-aprendizagem, de modo que os estudantes sejam estimulados a discutirem conteúdos entre si.

– Dicas para manter a rotina de estudos em casa

Primeiramente, faz-se ainda mais necessário o planejamento do tempo. É preciso determinar horários específicos para cada atividade. Por exemplo: acordar, tomar banho, comer, estudar e se divertir. Feito isso, é importante estabelecer metas diárias e semanais, que podem ser ajustadas ao longo da semana. Desse modo, o aluno terá maior clareza sobre seu próprio ritmo de produção.

“Os pais podem começar a trabalhar o autoconhecimento com os filhos, que, dentre inúmeras questões, identifica o que tira o foco e atrapalha no desenvolvimento. Conscientes dessas armadilhas, é possível evitar a procrastinação, que pode se tornar um gatilho para a ansiedade”, defende Lorena.

– Lado emocional das crianças e dos adolescentes

 Cabe aos pais fazer um filtro das notícias que serão compartilhadas com os filhos. O ideal é que o contato com informações sobre a pandemia se dê de uma a duas vezes por dia, sempre por meio de fontes confiáveis. É importante, ainda, que possíveis notícias negativas sejam contrapostas com positivas.

“No início do ano, recebemos, na Semana Pedagógica do Colégio Seriös, o jornalista Rinaldo Oliveira, responsável pelo Portal Só Notícia Boa. Este, inclusive, é um dos canais que podem ser mais consumidos pelas famílias e pelos estudantes”, indica.

Por fim, é importante lembrarmos que o desenvolvimento humano não é feito apenas de grandes avanços, as crises acabam sendo uma oportunidade de crescimento. O momento atual possibilita o exercício de inúmeras habilidades e competências, que crianças e adolescentes desenvolveram em seus lares ou mesmo na escola – empatia, criatividade, flexibilidade, autonomia, entre outras.

“Estamos entrando em contato com situações que, muitas vezes, são tratadas como tabus, mas se fazem extremamente necessárias para o amadurecimento psicológico e, portanto, precisam ser abordadas com ênfase, tais como adoecimento e morte”, reforça a profissional.

– Papel da psicologia

Na escola, o papel da psicologia é contribuir para os processos de aprendizagem e desenvolvimento, sendo realizadas ações institucionais, a exemplo da formação continuada de professores; e as exclusivas para estudantes, como a orientação profissional dos que se encontram no ensino médio.

Quando surgem demandas relacionadas à saúde mental, há um primeiro acolhimento e, posteriormente, recomendamos o acompanhamento com psicólogos clínicos ou psiquiatras – profissionais com os quais buscamos sempre parcerias, a fim de acompanhar melhor o desenvolvimento integral de estudantes.

Ações do Distrito Federal no combate à Covid-19 são destaque internacional

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Rede de cidades e governos da qual Brasília faz parte ganha projeção por ações que minimizam o impacto da crise provocada pelo coronavírus

A plataforma Cities for Global Health, que reúne as melhores práticas mundiais das cidades na luta contra a pandemia, publicou nesta quarta-feira (1°) oito medidas do Governo do Distrito Federal de prevenção à disseminação do novo coronavírus, de combate à doença e de mitigação de seu impacto socioeconômico.

A iniciativa, considerada pela Associação das Grandes Metrópoles (Metropolis), rede de cidades da qual Brasília faz parte, e pela Aliança Eurolatinoamericana de Cooperação entre as Cidades (AL-LAS), surge no marco da experiência de aprendizagem da rede Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU) e conta com o apoio da ONU Habitat.

A proposta almeja administrar o impacto da crise gerada pela pandemia da Covid-19, apresentando um espaço que permite o compartilhamento de iniciativas e o encontro de respostas coletivas entre governos locais e regionais do mundo. “A ideia é que os governos possam aplicar as medidas uns dos outros em suas cidades, adaptando-as às suas realidades”, explica Renata Zuquim, chefe do Escritório de Assuntos Internacionais do Distrito Federal (EAI).

Atualmente, 40 cidades do mundo já compartilharam suas experiências no combate à Covid-19 na plataforma, entre elas Barcelona e Madri (Espanha), Buenos Aires (Argentina), Guangzhou e Xian (China), Lima (Peru), Lisboa (Portugal), Montreal (Canadá) e Seul (Coreia do Sul), assim como as capitais brasileiras, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, além de Brasília.

Iniciativas oferecidas à população do Distrito Federal como o TeleCovid e os Chats – uso de videochamadas e conversas eletrônicas para orientações e diagnósticos prévios da doença, que evitam a sobrecarga hospitalar, reduzem a circulação de pessoas e, consequentemente, a disseminação do vírus – ganharam destaque no portal internacional.

“Fazer parte desta importante iniciativa e poder compartilhar as notórias ações do Governo do Distrito Federal no combate à pandemia da Covid-19 reforça o papel do Escritório de Assuntos Internacionais do Gabinete do Governador na promoção da cooperação internacional”, destaca Zuquim.

Ações sociais como a disponibilização de vídeos em libras sobre o novo coronavírus, para atender pessoas com deficiência auditiva; campanha de proteção às mulheres em situação de violência doméstica, reforçada pelo isolamento e o acolhimento de pessoas em situação de rua, também foram incluídas na plataforma.

Também fazem parte do rol das ações governamentais a parceria com a Universidade de Brasília (UNB) para auxílio no diagnóstico da doença, com a produção de mais testes para o serviço público de saúde, e a aquisição de produtos da agricultura familiar para abastecer pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia, especialmente instituições que atendem idosos.

“Esperamos que as ações do GDF no enfrentamento dessa situação possam ser replicadas em outras realidades, e que as boas práticas internacionais que estamos mapeando por meio desta e de outras plataformas, possam servir de inspiração e direcionamento para futuras ações aqui no Distrito Federal”, ressalta Renata Zuquim.


Confira algumas iniciativas do DF que são destaque internacionalmente

GDF compra da agricultura familiar e distribui aos mais vulneráveis: https://bit.ly/2X0F1Cn

Cestas Verdes são distribuídas em instituições de idosos: https://bit.ly/3bIBEE7

Acolhimento de pessoas em situação de rua: https://bit.ly/3417qtD

Proteção às mulheres: https://bit.ly/3aBHQxM

Testes Covid-19: https://bit.ly/2UAQCGM

Vídeos em Libras: https://bit.ly/3dLJVcd

Conversas eletrônica (chats): https://bit.ly/347brfV

Telecovid: https://bit.ly/39u01Ec

Decreto institui selo Prioridade Covid-19

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Órgãos da administração direta e indireta do GDF deverão repassar à Controladoria-Geral informações sobre contratações com base no combate ao coronavírus

Por Ari Filgueira e Ian Ferraz 
Todos os processos administrativos e informações relativos à pandemia provocada pelo novo coronavírus no Distrito Federal ganharão o selo “Prioridade Covid-19”. Isso significa dar mais celeridade e transparência às ações do governo no tratamento, combate e controle da disseminação da doença no DF.  A determinação está descrita na edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal desta terça-feira (1º/4).

 

A partir da publicação, todos os órgãos da administração direta e indireta do Governo do Distrito Federal devem repassar à Controladoria-Geral do DF informações sobre contratações realizadas com fulcro na Lei Federal 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, como o número do contrato, nome e Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) do contratado, objeto da contratação, medidas e quantidades contratadas, valor, data de início e fim do contrato, além do número do processo.

Assim, os processos administrativos relativos à emergência em saúde pública em questão serão identificados com esse selo. A marca “Prioridade Covid-19” deverá ser inserida no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), em modelo a ser elaborado pela Secretaria de Economia.
“Temos trabalhado em estado de emergência, mas isso não significa que devemos deixar de lado a transparência devida à população. Vamos garantir que essas compras e contratações emergenciais sejam disponibilizadas para viabilizar o controle social e permitir a correção de qualquer ação suspeita ou indevida. A CGDF tem trabalhado em um site que reúne essas informações de forma clara e, ainda esta semana, esse site será divulgado para todos”, afirma o controlador-ceral do DF, Paulo Martins.
Também deverão ter tratamento igual – ou seja, com prioridade sobre os demais – pelo menos neste momento de pandemia, os pedidos de acesso à informação garantidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI).
Segundo consta do decreto do governador Ibaneis Rocha, estão contemplados nesse tópico “pedidos de acesso à informação e as manifestações de ouvidoria recebidos pelos órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta do Distrito Federal, que versem sobre esclarecimentos imprescindíveis ao enfrentamento da emergência em saúde pública de que trata este Decreto”.
Na mesma linha, todos os boletins epidemiológicos que forem emitidos deverão ser divulgados tempestivamente no site da Secretaria de Saúde.

Deputados aprovam desconto nas mensalidades escolares em primeiro turno

O desconto vale para creches, ensino fundamental e médio, faculdades e cursos de língua estrangeira. O texto aprovado em primeiro turno é um substitutivo de autoria dos deputados Rafael Prudente (MDB) e Daniel Donizet (PSDB) a outros dois projetos (PL 1079/2020 e PL 1080/2020) também apresentados por eles. O substitutivo foi aprovado em sessão extraordinária remota, com 17 votos favoráveis e quatro abstenções, dos deputados Leandro Grass (Rede), Arlete Sampaio (PT), Júlia Lucy (Novo) e Prof. Reginaldo Veras (PDT), que levantaram dúvidas sobre a constitucionalidade da matéria. A votação foi encerrada às 22h30, após longo debate sobre a matéria.

De acordo com o texto aprovado, “as instituições de ensino particulares, tanto da educação básica como da superior, e os cursos de línguas estrangeiras, que adotem a modalidade presencial de ensino, ficam obrigadas a reduzir suas mensalidades em, no mínimo, 30% (trinta por cento), durante o período de suspensão das atividades educacionais em razão das medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus (COVID-19), instituídas pelo Governo do Distrito Federal”.

O substitutivo prevê que o desconto “compreende os dias em que os estabelecimentos de ensino interromperam as suas atividades” em cumprimento das determinações do governo, a partir do 31º dia de suspensão das aulas, para as unidades de ensino que possuam calendário escolar regular, com previsão de recesso semestral. O desconto deve ser aplicado imediatamente nas unidades de ensino que sigam calendário ininterrupto de aulas, como creches e internatos. O desconto será automaticamente interrompido a partir da liberação para o retorno das aulas.

A proposta estabelece ainda que a legislação poderá ser substituída por termo de acordo entre as partes, desde que garantido “o equilíbrio na relação de consumo”. O descumprimento da Lei implicará a aplicação de multas nos termos do Código de Defesa do Consumidor, pelos órgãos responsáveis pela fiscalização, em especial da Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF).

Discussão

No começo da sessão extraordinária remota desta quarta-feira, os deputados haviam decidido adiar o início da apreciação do projeto para a próxima semana. A intenção era realizar antes uma reunião com os representantes de todos os setores envolvidos para aperfeiçoar a proposta. Mas ao longo da tarde, a decisão foi modificada, especialmente depois da divulgação de uma nota pública do Sindicatos dos Estabelecimentos de Instituições de Ensino com críticas ao projeto.

Após longa discussão, decidiu-se pela apreciação do projeto em primeiro turno, apesar do apelo de alguns parlamentares para que o assunto só fosse tratado após a reunião com os setores interessados. As eventuais contribuições ao texto serão apresentadas na votação de segundo turno, prevista para a próxima terça-feira. No debate da proposta, distritais analisaram a constitucionalidade da matéria e não chegaram a um consenso.

O deputado Prof. Reginaldo Veras, por exemplo, argumentou que o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional uma lei distrital de 1994 que tratava de mensalidades escolares. Para ele, não há clareza sobre a legalidade do Legislativo local tratar da temática.

Por outro lado, o deputado Fábio Felix (Psol) argumentou que existe jurisprudência federal de 2016 que garante o direito de a CLDF legislar sobre o tema. Segundo Felix, a análise sobre a constitucionalidade é interpretativa e, neste caso, a avaliação política deve ser considerada. “Nenhum deputado aqui é magistrado”, ponderou.

Na opinião do deputado Chico Vigilante (PT), a nota do sindicato das escolas ataca a Câmara Legislativa. O distrital defendeu que o setor precisar dar sua conta de sacrifício, preservando os direitos dos funcionários e dos clientes.

A deputada Júlia Lucy assinalou que a análise da constitucionalidade é importante para evitar que a “população seja enganada” e que a proposta gere insegurança jurídica. A distrital também apontou o risco de demissão de funcionários e professores.

Um dos autores do substitutivo, o deputado Daniel Donizet, garantiu que não há riscos de demissão, pois os descontos serão cobertos com a diminuição de despesas variáveis, como energia e água. Além disso, segundo ele, a medida evitará o aumento da inadimplência de famílias que estão sofrendo redução de renda, por causa das medidas de enfrentamento do coronavírus.

Já o deputado Delegado Fernando Fernandes (PROS) manifestou preocupação com as pequenas e micro escolas localizadas nas periferias. Na avaliação do distrital, estes estabelecimentos devem contar com um olhar diferenciado para garantir a manutenção de sua existência.

Saiba como se preparar para o concurso da ADASA

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA DF) divulgou seu edital com 75 vagas, sendo 25 imediatas e 50 para cadastro reserva para os cargos de Regulador de Serviços Públicos e Técnico de Regulação de Serviços Públicos.

As inscrições para o certame, que será organizado pelo IADES, começam dia 9 de abril e a remuneração varia entre R$ 4,3 mil a R$ 10 mil. Para o cargo de nível superior, as provas objetiva e discursiva serão realizadas no dia 07 de junho, já para o cargo de nível médio, a prova objetiva será aplicada em 14/06.

Já é hora de começar a pensar e se preparar! E para dar uma força aos que desejam ser aprovados, o professor do IMP Concursos, José Trindade, especialista em Direito Administrativo, separou algumas dicas. Segundo ele, o edital está grande, com muito conteúdo, mas previsível. “O candidato tem mais de dois meses para se preparar para a prova. O edital está pesado, mas se o concursando já vem estudando, ele provavelmente já tem alguma base, e pode sim ter uma chance”, comenta José.

Ainda segundo o especialista, se você já estuda para concursos em geral, fica mais fácil focar para o concurso da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal. “Para quem já está estudando e quer fazer o concurso da ADASA, a dica é focar na parte de regulamentos”, explica o professor.

Confira todas as dicas abaixo:

·       Não estude apenas o que gosta – coloque no início dos estudos as matérias que você tem menos afinidade.
·       Planeje os estudos de acordo com sua realidade, não tente se enganar – organize suas horas líquidas de estudos por dia.
·       Não fique só na teoria, realize muitos exercícios – se estiver errando, dobre o número de exercícios.
·       Mantenha sempre uma revisão – se organize minimamente, imprima o edital e volte em temas antigos para revisar.
·       Não espere a ocasião perfeita para estudar – estudos em ônibus e horário de almoço por exemplo, são válidos. A dica é após a leitura da teoria, o candidato realizar exercícios de fixação.

Covid-19: BC anuncia que pode liberar até R$ 650 bilhões na economia

Operações terão prazo de, no mínimo, 30 dias e, no máximo, 359 dias

Por Kelly Oliveira

Instituições financeiras poderão pegar empréstimos com o Banco Central. A previsão é de liberação de R$ 650 bilhões na economia.

Na noite dessa quarta-feira (1º), em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o Banco Central (BC) a conceder empréstimos aos bancos tendo como garantia as carteiras de crédito dessas instituições. As operações terão prazo de, no mínimo, 30 dias e, no máximo, 359 dias corridos.

Segundo o BC, a Linha Temporária Especial de Liquidez (LTEL) tem o objetivo de oferecer a liquidez (recursos disponíveis) “necessária para que o Sistema Financeiro Nacional possa se manter estável frente ao aumento da demanda observada no mercado de crédito, fruto dos reflexos da propagação da Covid-19”.

O BC informou em nota, divulgada hoje (2), que a adoção dessas linhas especiais de liquidez pelos principais bancos centrais no mundo tem sido instrumento “amplamente utilizado” como uma das respostas à crise.

“A fim de conferir maior segurança à operação, os créditos serão dados em garantia no âmbito de registradora de ativos financeiros e transferidos ao BC mediante a emissão de uma Letra Financeira Garantida (LFG), depositada em depositário central”, diz o BC.

De acordo com o BC, serão aceitos créditos com níveis baixo de risco, avaliados como AA, A e B, mediante exigência de garantia em valor superior ao do empréstimo, de forma proporcional ao risco das operações de crédito ofertadas em garantia.

O BC informou que estabelecerá os critérios e as condições operacionais.

Contrato com o BC americano

Na reunião extraordinária, o CMN também autorizou o BC a firmar contrato de swap (troca, em inglês) com o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos.

No último dia 19, o BC e o Federal Reserve anunciaram o estabelecimento de uma linha de swap de liquidez em dólares americanos no montante de US$ 60 bilhões, ampliando a oferta potencial de dólar no mercado doméstico.

O acordo de swap entre o Banco Central do Brasil e o Federal Reserve permanecerá em vigor por pelo menos seis meses. “A linha de liquidez soma-se ao conjunto de instrumentos disponíveis do BC para lidar com a alta volatilidade dos mercados em decorrência da pandemia da Covid-19”, disse o BC.

Iges-DF: 2,5 mil profissionais treinados contra o vírus

Eles também receberam apoio com orientações sobre uso de equipamentos de proteção e histórico da doença

Em apoio aos profissionais que estão no combate da atual pandemia da Covid-19, uma série de capacitações que já atingiu mais de 2,5 mil colaboradores foram realizadas nas unidades do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). O instituto administra as seis Unidades de Pronto Atendimento do DF, além do Hospital de Base (HB) e do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

“Nossos profissionais de saúde estão preparados, porém, sabemos que a melhor arma é reforçar o conhecimento relativo ao vírus e como devemos lidar com ele. Nesse sentido, unimos esforços para levar apoio aos colaboradores do Iges-DF”, ressaltou o gerente da Gestão do Conhecimento do instituto, Artur Fonseca.

Segundo ele, a ênfase está nas condutas relativas ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que protegem contra o vírus. “Estamos sempre instruindo e repetindo a importância dessas condutas para que as equipes assistenciais estejam seguras, reduzindo ao máximo qualquer grau de contaminação. Estamos certos de que o Iges-DF será referência em proteção de seus colaboradores nesse momento tão delicado”, afirmou o gestor.

Segundo ele, há uma equipe de prontidão para atender quaisquer setores que desejem receber uma visita para esclarecer dúvidas sobre o assunto.

Capacitação

Durante os treinamentos, as orientações também tiveram foco na proteção dos pacientes. “Elas incluíram, ainda, o fluxo de atendimento aos pacientes, como realizar testes comprobatórios da Covid-19, além das aulas gerais relativas ao histórico, origem, transmissão e dados sobre a doença”, descreveu.

As informações repassadas tiveram como base o Guia de Orientações Gerais para o Manejo de Casos Suspeitos de Covid-19 – Iges-DF. Diversas metodologias de ensino foram utilizadas em cada unidade Iges-DF, todas flutuando em torno do tema Coronavírus.

Stands de orientação fixos foram montados em três locais estratégicos do Hospital de Base, UPAs e HRSM, com cartazes, orientações e esclarecimento de dúvidas com o objetivo de ser uma referência para os colaboradores demandantes de informações.

“Também está sendo feita visita aos principais setores das unidades Iges-DF, com grupos de discussões in loco. O objetivo é levar a informação diretamente ao colaborador em seu local de trabalho, levando em consideração as situações cotidianas vivenciadas por eles”, complementou Artur Fonseca.

Outro recurso foram aulas em formato de apresentação de slides realizadas no Hospital de Base voltadas para equipes de apoio e equipes técnicas. A frequência nas apresentações, a presença de um ambiente arejado e o distanciamento entre cadeiras foram fundamentais para a segurança dos colaboradores.

Por fim, houve ainda avaliação de aprendizagem e reforço teórico-prático, com questionários rápidos para aferir o grau de absorção do conhecimento. A ideia é que as capacitações tenham continuidade para garantir a proteção de todos.

Governo do Distrito Federal amplia isolamento social até 3 de maio

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O decreto 40.583 permite comércio de alimentos em feiras e funcionamento de clínicas médicas. Aulas em escolas e faculdades só em junho. O decreto vale a partir de hoje com exceção das feiras que começarão a funcionar no dia 6

Por Renata Moura

O isolamento social no Distrito Federal será prorrogado até o dia 3 de maio. A decisão consta de decreto do governador Ibaneis Rocha publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (1º). Segundo o chefe do Executivo, a medida visa conter a proliferação de casos de Covid-19, já que há uma previsão oficial do Ministério da Saúde de um pico nacional do número de novos registros em meados de abril.

Confira a íntegra do Decreto 40.583/2020

“No momento, o que temos para tratar a população do Distrito Federal é o isolamento social. Essa foi a medida adotada nos países onde as coisas deram certo”, avaliou Ibaneis.

A restrição no fluxo de pessoas nas ruas será ampliada também para escolas, faculdades e universidades. Neste caso, o governo optou por estender o fechamento dos estabelecimentos educacionais até o dia 31 de maio.

O novo decreto também flexibiliza o funcionamento do comércio destinado à alimentação e serviços essenciais. Os restaurantes e lanchonetes continuam atendendo apenas por serviços de delivery. Supermercados, padarias e lojas de conveniência podem comercializar seus produtos normalmente, vedado o consumo no interior dos estabelecimentos.

A grande novidade é para as feiras permanentes, que poderão reabrir a partir do dia 6 de abril para venda exclusiva de produtos alimentícios. “A gente tem de ir fazendo isto aos poucos, liberando  alguns setores e reavaliando a cada momento as medidas”, destacou o governador Ibaneis.

Na avaliação dele, a quarentena está surtindo resultados muito positivos. “Agradecemos à população pela compreensão por todo o momento. Tenho certeza de que, seguindo nesse isolamento, vamos conseguir ultrapassar o segundo ciclo da doença com mais segurança”, concluiu.

Atividades suspensas até o dia 3 de maio:

– Eventos de qualquer natureza, que exijam licença do poder público;
– Eventos esportivos;
– Cinema e teatro;
– Academias;
– Museus;
– Zoológico;
– Parques recreativos, urbanos e vivenciais;
– Boates e casas noturnas;
– Shopping centeres;
– Igrejas;
– Bares e restaurantes (permitido apenas delivery);
– Salões de beleza;
– Foodtrucks;
– Comércio ambulante em geral.

Funcionamento permitido, atendendo às orientações sanitárias:

– Feiras permanentes e populares apenas para venda de produtos alimentícios;
– Clínicas médicas, laboratórios, consultórios e famárcias;
– Clínicas veterinárias, petshops e lojas de medicamentos veterinários;
– Supermercados, mercearias, hortifrutigranjeiros, açougues, peixarias, comércio de produtos naturais, comércio de venda de suplementos e formulas alimentares;
– Lojas de material de construção;
– Postos de combustível;
– Comércio do segmento de veículos automotores;
– Empresas de tecnologia, exceto lojas de equipamentos e suprimentos de informática;
– Empresas envolvidas no combate à pandemia do novo coronavírus e/ou à dengue;
– Funerárias e serviços relacionados;
– lotéricas e correspondente bancários.

GDF prepara feiras para receber clientes

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Decreto publicado nesta quarta-feira (1º) permite a reabertura dos estabelecimentos. Equipes do Sanear Feiras começaram a higienização por Núcleo Bandeirante e Cruzeiro

Por Ana Luiza Vinhote

Antes da publicação do decreto que autoriza a reabertura de feiras permanentes, nesta quarta-feira (1º), equipes do programa Sanear Feiras organizaram uma força-tarefa para higienizar os estabelecimentos espalhados pelas regiões administrativas da capital.

A limpeza (veja no vídeo abaixo) continua nesta quinta-feira (2).

Segundo o secretário das Cidades, Fernando Leite, a higienização é fundamental para evitar a proliferação da Covid-19 e outras doenças. “Estamos dando sequência ao programa Sanear/DF”, informa.

“Nosso foco é combater o coronavírus e todas as doenças causadas por arboviroses [como dengue, zika, febre amarela e chikungunya] para que as feiras tenham condições sanitárias de receber os clientes”.

O governador Ibaneis Rocha explica que os locais, embora reabertos pela facilidade de controle, serão rigorosamente fiscalizados para que sigam todas as normas definidas pela Secretaria de Saúde (SES).

“Vamos ter equipes do Corpo de Bombeiros, da Saúde e da Segurança para evitar aglomerações, além de distribuir máscaras e álcool gel para os feirantes e frequentadores”, destaca o chefe do Executivo local.

Para esse serviço, os profissionais vão utilizar produtos como o fumacê, variações do Ultrabaixo Volume (UBV) e água. A borrifação desses materiais tem o objetivo de eliminar vetores do mosquito causador da dengue, o Aedes aegypti. Também previne e combate escorpiões, além de afastar pombos.

“É um trabalho necessário para o combate ao novo coronavírus”, destaca a vice-presidente da Feira Permanente do Cruzeiro, Ana Carla Guimarães. “Apoiamos o decreto, principalmente porque tivemos que mudar radicalmente nosso atendimento, optando pelo delivery. Foi uma forma de garantir a segurança dos nossos clientes.”

Assista ao vídeo:

https://youtu.be/tNZ_8dU_B6A

Até o momento receberam a visita da força-tarefa de limpeza as feiras permanentes de Ceilândia, Cruzeiro, Estrutural e Núcleo Bandeirante. Outras 16 receberão os serviços de sanitização nos próximos dias.

Decreto

Segundo a norma, as feiras permanentes só poderão funcionar para a comercialização de gêneros alimentícios, sendo vedados o funcionamento de restaurantes e de praças de alimentação, o consumo de produtos no local e a disponibilização de mesas e cadeiras aos frequentadores.

O governador Ibaneis Rocha lembra que a reabertura dos estabelecimentos é uma forma de garantir o fornecimento de alimentos para as famílias da capital. “Queremos que as pessoas estejam em isolamento, mas abastecidas, e não passem por dificuldades”.

O chefe do Executivo local disse estar atento à situação das feiras de orgânicos que funcionam nas ruas. “Eu tenho muita vontade de liberá-las agora, pois ajudam muito na alimentação saudável, por exemplo, mas não tenho como controlar o acesso, por enquanto. Vamos fazer um teste com as permanentes e depois disso podemos analisar essa questão”.

Sanear/DF

O programa foi proposto pela Secretaria Executiva das Cidades (Secid) e pela Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) em função do Decreto nº 40.550, de 23 de março de 2020, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrentes do novo coronavírus.

Participam desse projeto as administrações regionais do DF, as secretarias de Comunicação, Transporte e Mobilidade, Segurança Pública, Políticas Públicas, Educação, DF Legal, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), o Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER/DF) e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).