Início Site Página 2085

Codhab abre novo prazo para entrega de documentação

0

Habilitação no programa começa nesta segunda-feira (6) e vai até o dia ‪18 de dezembro de 2020‬. O envio de documentos somente poderá ser feito pelo aplicativo, disponível para iOS e Android

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) convoca os candidatos do programa habitacional que constam com a situação cadastral “não se recadastrou” e “convocados não habilitados – não compareceu” para que enviem os documentos e comprovação de dados cadastrais para habilitá-los no programa habitacional, conforme os critérios previstos na Lei nº 3.877/2006.

O prazo para habilitação no programa se inicia nesta segunda-feira (6/04) e encerrará ‪às 18h‬ do dia ‪18 de dezembro de 2020‬. O envio de documentos somente poderá ser feito pelo aplicativo, disponível para iOS e Android.

Após enviar os documentos, os candidatos deverão aguardar a análise. Quem não atender à convocação no prazo estabelecido passará para a condição de “convocado não habilitado”, devendo aguardar abertura de novas inscrições/recadastramento para participar do programa habitacional do DF.

Ao acessar o aplicativo, o candidato deverá clicar em usuário e fazer o login, com CPF e senha. Depois, os candidatos deverão acessar o ícone habilitação, que estará em azul, e seguir os passos indicados pela ferramenta. Os atendimentos para quem tiver dúvidas será realizado através do aplicativo Codhab, abrindo um chamado na área técnica ou através de nossas redes sociais.

Acesse o portal da companhia e verifique a relação de  documentos necessários:


Como instalar o aplicativo da Codhab
O processo de instalação é simples. Basta acessar a loja de aplicativos do celular — Play Store, no caso do Android, e App Store, em iOS — e baixar e ferramenta. Para garantir a segurança, a recomendação é fazer o download direto da loja e confirmar se o nome do desenvolvedor da ferramenta é a Codhab.

Bancos processam 2 milhões de pedidos de renegociação de dívidas

Valor chega a R$ 200 bilhões, segundo a Febraban

Os cinco maiores bancos do país – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander – processaram mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas. O valor das negociações chega a R$ 200 bilhões, conforme levantamento parcial divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Nas operações, as instituições deram carência de 2 a 3 meses no vencimento de parcelas em várias linhas, como crédito pessoal, crédito imobiliário, crédito com garantia de imóveis, crédito para aquisição de veículos e capital de giro.

Empresas e pessoas físicas têm reclamado da falta de acesso a essa medida de pausa nos contratos, cobrança de juros referente ao período de prorrogação e dificuldades de contato com os bancos.

Em nota, a Febraban disse que “os bancos estão totalmente sensibilizados com a necessidade de os recursos chegarem rapidamente na ponta e continuarão agindo com foco para que o crédito seja dado nas mãos das pessoas físicas e das empresas”.

“Entendemos a ansiedade de diversos setores, mas é preciso compreender que esse é um processo gradual e complexo, que demanda diversas providências e, em muitos casos, envolvem mudanças regulatórias, a exemplo da linha de liquidez do Banco Central para a compra de Letra Financeira Garantida e a liberação de compulsórios [depósitos que os bancos são obrigados a deixar no Banco Central]”, acrescentou.

Segundo a Febraban, ao contrário do que aconteceu na crise de 2008, desta vez, não há “empoçamento de liquidez” (falta de dinheiro em circulação), “mas sim um aumento substancial nas necessidades por recursos líquidos, o que torna esta crise bem diferente da anterior”. “Além disso, os bancos internacionais cortaram as linhas que dispúnhamos, o que estreitou mais ainda a liquidez do sistema. Mas seguiremos trabalhando, com o Banco Central e governo, para prover liquidez e crédito para quem precisa”, diz a federação.

A Febraban disse que já repactuou “diversas operações com grandes empresas, que demandaram volumes expressivos de recursos, com impactos relevantes sobre a liquidez do setor bancário”.

Pedidos

Caixa: 1 milhão de pedidos em contratos habitacionais, com oferta de R$ 111 bilhões em créditos e carências de até 90 dias.

Bradesco: 635 mil pedidos, que representam 1,036 milhão de contratos.

BB: 200 mil pedidos, em valor equivalente a R$ 60 bilhões.

Santander: 80,9 mil pedidos, em valor equivalente a R$ 11 bilhões.

Itaú: 302,3 mil pedidos, com saldo de R$ 12,1 bilhões e parcelas já prorrogadas em valor financeiro de R$ 679 milhões.

Na linha Caixa Hospitais, foram disponibilizados recursos da ordem de R$ 5 bilhões para 2020.

Folha de pagamento

A Febraban lembrou que os bancos iniciaram hoje a liberação do crédito para financiar a folha de pagamentos de pequenas e médias empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões de reais. A linha de crédito foi criada por meio de linha provisória, com liberação de R$ 40 bilhões.

Cardiologista esclarece o risco do uso de cloroquina em pacientes cardíacos

Nos últimos dias, a medicação cloroquina ganhou destaque na mídia apontada como possível tratamento para pacientes infectados com o Covid-19. O Ministério da Saúde, em caráter excepcional, utilizará o medicamento em pacientes que apresentem sintomas graves da doença, pois, há indícios de que essa medicação pode evitar a progressão da doença.

O cardiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Henrique Maia, ressalta que a cloroquina é um medicamento conhecido pela sua eficácia no tratamento de doenças como malária, lúpus e reumatismo. “É uma boa promessa, mas não é uma medicação para uso domiciliar. A orientação da ANVISA e do FDA (equivalente a ANVISA nos Estados Unidos) é que apenas pacientes em estado muito crítico, internados no hospital, receberão essa medicação nesse momento”, alerta. O médico esclarece que ainda estão sendo feitos testes com relação à eficácia e segurança do tratamento com a cloroquina, portanto é perigoso o uso indiscriminado. “Não usem o medicamento fora do ambiente hospitalar, isso não é seguro. Pacientes com malária são tratados com cloroquina há décadas, mas os pacientes com coronavírus apresentam outras características que ainda precisam ser avaliadas quanto a segurança”.

Para o cardiologista, especialista em arritmia cardíaca, neste momento, pessoas portadoras de arritmias, em uso de medicações, ou com alguma doença no coração só devem tomar a cloroquina sob estrita supervisão médica, pois há chance de efeitos colaterais como arritmias graves. “Importante destacar também que essa medicação não previne contra a infecção pelo coronavírus e seu uso está restrito a tratamento de pacientes doentes que internarem o coronavírus. E mais, mesmo aquelas pessoas que não são cardiopatas e que por ventura tomarem esse remédio sem indicação ou supervisão médica , precisam ficar atentos pois podem apresentar  arritmias potencialmente graves”, afirma

O médico faz ainda um importante alerta: Existe outro produto no mercado com o nome ‘fostato de cloroquina’ que é usado na limpeza de aquários. Esse produto não é a medicação ‘cloroquina’ usada para o tratamento do COVID-19,  na verdade é um veneno e se ingerido causa morte.”  Já houve dois casos nos Estados Unidos dessa natureza”, alerta.

Comércio eletrônico chega para artesãos de Brasília

0

Setur e entidades do setor se unem para enfrentar a crise provocada pela pandemia

O artesanato sempre foi uma pauta prioritária para a Secretaria de Turismo do DF. Desde o início da gestão, em 2019, os artesãos ganharam espaço em todos os eventos criados ou apoiados pela Setur para comercializar os produtos e ganhar visibilidade. Diante do cenário imposto pela pandemia de coronavírus, a Pasta se uniu a Federação das Associações de Artesanato do DF e as demais associações do setor para criar uma plataforma de vendas online.

O intuito é criar o Artesanato Virtual de Brasília para incentivar as vendas e que a população compre e apoie os pequenos produtores da cidade. A Square City é uma plataforma colaborativa para conectar o turista com a cidade e proporcionar novas experiências de venda para todo o comércio local. A loja virtual será acessada pelo link próprio, divulgado de forma colaborativa, por cada marca e também de forma direta à todo o aplicativo www.squarecity.app.

A Setur promoveu uma reunião via videoconferência para apresentar a plataforma às artesãs e mostrar as potencialidades que a ferramenta possui. Para a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça, esse momento é de união, de somar forças e criar soluções para apoiar o setor para gerar visibilidade e renda para os artesãos. “Estamos vivendo o impacto da crise em todas as atividades do setor. Com as medidas adotadas pelo GDF, a exemplo das novas linhas de crédito, as decisões do governador Ibaneis Rocha e as ações para fortalecermos nesse momento os setores, vamos trabalhar a realidade de hoje já preparando com o trade as ações para a retomada”, ressaltou a secretária de Turismo durante a reunião.

Hebert Amorim, presidente da Federação das Associações de Artesanato do DF, também esteve presente no encontro com as demais associações e reforçou que a solução foi pensada junto com a Setur e o trade para criar a melhor ferramenta. “Analisamos diferentes plataformas e a mais completa é a da Square. Estamos criando um movimento de todos para todos”.

“Essa iniciativa é necessária em um momento difícil. As pessoas estão preocupadas e buscando soluções. A Setur está de parabéns e tenho certeza que a plataforma vai ajudar muitos artesãos do DF”, complementou Sandra Madeira, presidente do Sindicato dos Artesãos.

Segundo Helder da Silva Ramos, CEO da Square City, a assinatura do Termo de Cooperação Técnica com a Setur irá ampliar o site para conectar o trade e oferecer uma ferramenta para que o turista tenha todas as informações na palma da mão. “A ideia é deixar todo mundo interligado, criando mais oportunidades de venda. Vamos oferecer uma experiência e produtos locais de forma integrada, colaborativa e inteligente”, explicou.

Ao final da videoconferência, as artesãs celebraram a iniciativa. “Estou feliz com o rumo do turismo de Brasília e com o apoio que estamos tendo”, disse Ana Beatriz Goldsteins. Enquanto Roze Mendes complementou: “Parabéns para a Setur por nos aproximar e ter esse olhar. Juntos, com os artesãos unidos, podemos repensar ideias e pensar em soluções”.

Como fazer parte

Para os artesãos interessados, não há custo para ativar a loja. Após contratado deve-se aguardar a liberação do administrador para iniciar o cadastro de produtos. O artesão irá preencher um formulário de adição de cada produto. Depois de feito o cadastro de todos os produtos, é gerado um QR Code e um link próprio da loja virtual para ser compartilhado, e vender.

Serviço:

Para os artesãos se cadastrarem, acessar o link: www.square-city.com

Para conferir os produtos que serão comercializados: www.squarecity.app

BRB lança campanha de arrecadação de recursos para compra de respiradores

0

Ação do banco tem a meta de conseguir R$ 25 milhões, verba a ser utilizada na aquisição de equipamentos e insumos para ajudar o DF a superar a pandemia da Covid-19

O Banco de Brasília (BRB), por meio de seu instituto – entidade sem fins lucrativos e que tem como missão promover a qualidade de vida nas comunidades onde o banco atua – e com o apoio do GDF, dá início a uma campanha de arrecadação de recursos para o combate à Covid-19.

O objetivo é arrecadar R$ 25 milhões para a compra de 250 respiradores e outros insumos para ajudar o DF a superar a pandemia do novo coronavírus.

“Como banco público, entendemos que o nosso principal papel é o de estar ao lado do povo de Brasília”, destaca o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. “Vencer a pandemia é o objetivo de todos neste momento, e uma ação de engajamento pode fazer toda a diferença.”

Ações pontuais

Desde o início da crise, o BRB, como instituição financeira do Distrito Federal, tem atuado para minimizar os impactos provocados pela Covid-19. No mês passado, o banco lançou o Supera-DF, programa amplo com soluções para pessoas físicas e jurídicas.

Em pouco mais de duas semanas, já foram atendidas 1.113 empresas de diferentes setores, tendo sido liberados mais de R$ 100 milhões em crédito. O programa segue até 30 de junho e prevê, no total, a concessão de R$ 1 bilhão.

R$ 1 bilhãoTotal previsto para concessão de crédito por meio do programa Supera-DF

Saiba como ajudar

Para participar da campanha de enfrentamento à Covid-19, basta doar qualquer valor para a conta abaixo:
Instituto BRB
Agência : 027
Conta poupança: 049521-5
CNPJ: 02.174.279/0001-55

UnB e Iges-DF estudam reprodução de peças em 3D

0

Aparelhos são usados para tratamento para auxiliar no tratamento de casos graves da Covid-19

Peças de ventiladores pulmonares que são utilizadas para tratar pacientes com Covid-19 poderão ser fabricadas em impressora 3D, em breve, pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Instituto de Gestão Estratégica de de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). A meta é garantir a disponibilidade dessas peças, que precisam ser substituídas periodicamente.

Nesta sexta-feira (3), foi entregue a primeira prova dos materiais fabricados em impressora 3D. Inicialmente, foram reproduzidos em estudo os conectores e as válvulas, fundamentais para o funcionamento dos ventiladores mecânicos.

“Eles receberam um modelo de peças já utilizadas no Hospital de Base. Agora, vamos realizar testes pré-clínicos para verificar se o padrão está de acordo com o modelo utilizado usualmente. A ideia é que essa seja uma segunda alternativa para garantir esses insumos”, disse o diretor de Inovação, Pesquisa e Ensino do Iges-DF, Everton Macêdo.

O professor Olexiy Shynkarenko, da Faculdade de Engenharia do Gama, explicou que a UnB dispõe de várias impressoras 3D, mas também poderão ser usadas outras, particulares, de pessoas que têm interesse nessa fabricação.

Foram avaliados dois tipos de matéria para reprodução das peças, mas também poderão ser trabalhados outros materiais biocompatíveis com os equipamentos médicos.

“Temos muitas pessoas envolvidas nesse projeto, metade de 50% dos alunos e a outra de professores. Trabalhamos numa equipe que desenvolve vários materiais”, ressaltou o professor.

A  Três Eixos, que já atua com impressões 3D, também contribuirá voluntariamente com a expertise nessa área. “Nós vamos auxiliar com o conhecimento na produção das peças, em como viabilizar essa produção de forma mais eficiente”, contou o sócio-fundador da empresa, Rodrigo Franco.

Hospitais públicos do DF receberão novos tomógrafos e aparelhos de raios-X

Os novos equipamentos vão ampliar a capacidade de exames e garantir resultados mais precisos | Foto: Divulgação / SES

Secretaria de Saúde investiu R$ 13,5 milhões na aquisição desses equipamentos, que permitirão maior agilidade e resultados mais precisos nos exames

Três tomógrafos e três aparelhos de raios-X telecomandados, de última geração, foram adquiridos pela Secretaria de Saúde (SES), ao custo total de R$ 13,5 milhões.  Os equipamentos já começaram a ser instalados nos hospitais do Gama, Taguatinga, Paranoá, Asa Norte e Materno Infantil de Brasília. A previsão inicial é que estejam à disposição da população no início do segundo semestre deste ano, para ofertar mais exames.

A estimativa dos gestores é que os hospitais que receberem os tomógrafos aumentem a capacidade média dos serviços para até 400 atendimentos por mês. No caso dos raios-X telecomandados, podem ofertar até 100 atendimentos mensais. Esse último equipamento é diferente do convencional, pois processa exames específicos, com necessidade de preparos especiais na pré-realização, tendo alta definição das imagens.

“Há mais de 15 anos não se fazia investimento para esses aparelhos”, informa o secretário de Saúde, Francisco Araújo. “Agora, a população e os profissionais de saúde terão acesso a equipamentos de última geração e alta tecnologia. É um ganho de qualidade, tanto para a rede quanto para os pacientes.”

“Há mais de 15 anos não se fazia investimento para esses aparelhos. Agora, a população e os profissionais de saúde terão acesso a equipamentos de última geração e alta tecnologia”Francisco Araújo, secretário de Saúde

“Estamos ampliando o parque tecnológico da Secretaria de Saúde”, complementa o gerente de Física Médica da Subsecretaria de Infraestrutura, Marcélio Ribeiro. “O objetivo é aumentar a gama de exames disponíveis e diminuir a fila de espera”. Ele lembra que, a partir dessa aquisição, será possível entregar resultados mais precisos e confiáveis.

Instalações
No momento, as instalações estão mais avançadas no Hospital Regional do Gama (HRG). No local, já foram feitas as adequações necessárias para receber o novo tomógrafo, faltando apenas finalizar a montagem e capacitar a equipe técnica na utilização do equipamento.

O Núcleo de Radiologia do HRG já possui um aparelho desse tipo. Com o reforço de outro mais moderno, a equipe, formada por médicos e técnicos de radiologia, espera atender o maior número possível de pessoas, oferecendo novos tipos de exames.

“Esse é um equipamento superior ao que temos atualmente no hospital”, ressalta a chefe do Núcleo de Radiologia do Hospital do Gama, Tatiana Monteiro. “Possibilitará a realização de angiotomografias, para visualizar as artérias e veias do corpo e diagnosticar problemas no sistema circulatório. Quando a equipe estiver capacitada, será um grande benefício.”

Adequações

O processo de instalação também está a todo vapor no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O local tem passado por adequações para comportar o novo aparelho de raios-X telecomandado. Ajustes na estrutura física e nas redes elétrica, lógica e de refrigeração estão sendo feitos em uma sala localizada no núcleo de radiologia, que receberá o equipamento.

O mesmo processo começou no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), que também receberá um equipamento de raios-X telecomandado de última geração. O aparelho já chegou à unidade e aguarda, selado, em caixas, até o início da instalação. Da mesma forma, o Hospital da Região Leste (HRL, antigo hospital do Paranoá) receberá um tomógrafo nos próximos dias.

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) será a única unidade a receber dois equipamentos: tomógrafo e raios-X por sistema de telecomando. Como o hospital é referência para o atendimento a pacientes com a Covid-19, a demanda tem aumentado exponencialmente.

Multinacional chinesa Huawei faz doações ao GDF para combate à pandemia do coronavírus

0

Parceria entre a empresa e o BIOTIC vai permitir mais máscaras cirúrgicas e um sistema para auxiliar no diagnóstico da doença

A partir da próxima segunda-feira (6), o Governo do Distrito Federal contará com o reforço de 12 mil máscaras cirúrgicas e um sistema de Inteligência Artificial capaz de produzir diagnóstico com imagens de tomografia computadorizada. Os materiais serão doados pela multinacional chinesa Huawei para auxiliar no combate à pandemia do coronavírus na capital do país. A parceria foi possibilitada a partir de negociações entre a multinacional e o BIOTIC S/A – Parque Tecnológico de Brasília.

As máscaras terão como destino o hospital de crise do DF que será montado no Estádio Mané Garrincha. Já o sistema de Inteligência Artificial ficará à disposição do GDF. O Governador Ibaneis Rocha destaca que, “nesse momento de grave crise, a Huwaei fortalece seus laços com o povo do Distrito Federal e nos ajuda com um gesto de suprema generosidade, revelando seu elevado compromisso social e seu destacado papel de utilizar a tecnologia para salvar vidas”.

Para o presidente do BIOTIC, Gustavo Dias Henrique, o momento requer união e parceria de todos, por isso, a empresa tem buscado soluções para ajudar de alguma forma na prevenção e no combate à COVID-19. “Cabe a cada um de nós, especialmente ao Parque Tecnológico, a busca de inovações em prol do combate à pandemia. Precisamos trabalhar juntos para atender aos anseios da sociedade”, ressalta.

Gustavo Dias Henrique destaca que a parceria entre a empresa e a multinacional chinesa teve início em junho do ano passado, quando foi firmado um acordo de cooperação para a implantação do primeiro ambiente de teste 5G permanente no Brasil. “Essa ação com a Huawei demonstra a força da nossa parceria neste momento, mas também quando ele passar, pois retomaremos o laboratório 5G e discutiremos as perspectivas para o futuro pós crise”, complementa o presidente do BIOTIC.

A parceria para a doação da próxima segunda-feira foi feita pelo BIOTIC, a partir do Comitê de Crise do Palácio do Buriti. Além dessa iniciativa, o GDF lançou, no mês passado, uma campanha de doações para ajudar no combate à COVID-19. O objetivo é que a população em geral contribua com as medidas de enfrentamento à disseminação do novo coronavírus na capital.

Hotéis vão hospedar idosos sem moradia durante a pandemia

O projeto piloto já está em andamento com o cadastro de 300 pessoas com 60 anos ou mais

O Governo do Distrito Federal oferecerá aos idosos que vivem em condições inadequadas acesso à moradia provisória em hotéis do DF durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), com a coordenação da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). O projeto piloto já está em andamento com o cadastro de 300 pessoas com 60 anos ou mais que serão encaminhadas para o Brasília Palace. Os idosos serão recebidos com toda segurança e atenção. A Secretaria de Saúde realizará exames, testes e oferecerá cuidados médicos, garantindo a eficácia do isolamento.

A  ação “Hotelaria Solidária” faz parte do programa “Sua Vida Vale Muito”, desenvolvido pela Sejus para proteger a população idosa da Covid-19. A primeira-dama, Mayara Noronha Rocha, é madrinha dessa iniciativa, que conta com o apoio da Secretaria de Segurança Pública, responsável pelo cadastro dos idosos, e da Secretaria de Saúde, que fará o protocolo de triagem dos atendidos pelo programa.

De acordo com a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o DF tem 14 mil idosos com moradia inadequada, identificados em levantamento feito pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) a pedido da Sejus. “São idosos que vivem sem condições de isolamento social dentro da própria casa”, explicou.

O objetivo é oferecer estratégias efetivas de distanciamento social para este público, considerado o mais vulnerável nesta pandemia do coronavírus.  No entanto, os idosos identificados não são obrigados a aderir à moradia temporária.

No projeto piloto, serão utilizados 150 apartamentos com serviços por três meses. Como se trata de uma parceria do GDF com a iniciativa privada, o governo pagará ao hotel uma tarifa solidária que não corresponde a diária cobrada de hóspedes.

Hotéis

A Sejus está em tratativa com a rede hoteleira para identificar outros estabelecimentos com interesse e condições de ingressar no programa. Segundo Marcela Passamani, poderão  participar os hotéis que estejam dispostos a abrigar exclusivamente esses idosos, ou seja, não podem ter outros hóspedes no local como forma de garantir o isolamento social desse público. Também deverão seguir os protocolos de saúde e segurança definidos pelo governo.

Adote um Idoso

Outra ação do programa  “Sua Vida Vale Muito” é a campanha “Adote um Idoso”, idealizada pela primeira-dama para mobilizar jovens e adultos a exercerem atividades do dia a dia para os idosos, como ir ao mercado e à farmácia. A ideia é dar condições para que eles não precisem sair de casa, principalmente os idosos que moram sozinhos, com outros idosos ou somente com crianças.

A iniciativa será executada em conjunto com a Sejus por meio do Programa Voluntariado em Ação, que será utilizado para estimular as pessoas a participarem do projeto. Os voluntários poderão se cadastrar no portal www.portaldovoluntariado.df.gov.br, que  já tem 26 mil inscritos.

Estradas rurais do DF castigadas por chuvas são recuperadas

0

Gerenciado pela Seagri, o Polo Rural do programa conserta manilhas de escoamento que sofreram os impactos provocados pela chuva acima da média

Por Jéssica Antrunes

O Governo do Distrito Federal trabalha para recuperar prejuízos provocados pela intensidade das precipitações do período chuvoso na capital. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os índices se mantiveram acima da média em quatro dos últimos cinco meses. Gerenciado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), o Polo Rural do GDF Presente ataca os principais problemas dessas áreas.

Uma delas é a Colônia Agrícola Aguilhada, em São Sebastião, à margem direita da BR-251. Ali, uma barragem quase se rompeu, ameaçando propriedades e a comunidade. “Nesta semana, junto com a administração regional, começamos o plano de ação para recuperar tanto a bacia quanto as estradas”, conta o titular da Seagri, Luciano Mendes.

O caso foi o primeiro atendimento realizado pela Administração Regional de São Sebastião partir do protocolo digital no órgão, para evitar que os moradores precisem se deslocar à sede para fazer solicitações de serviços em meio à pandemia. O administrador Alan Valim garante que todos os cuidados foram tomados, com sinalização do local e reuniões para definir as ações.

“Com a chuva muito forte, as três manilhas de escoamento não deram conta e a água transbordou. Passou por cima da estrada, houve desmoronamento e um vão de mais de dez metros de profundidade. É preciso fazer o desbarrancamento”, relata. Na próxima semana, os trabalhos serão concentrados na recuperação de contenção. Em seguida, as estradas serão reparadas.

Máquinas e pessoal à disposição
“Tivemos um ano atípico, com prorrogação das chuvas e com mais intensidade que a média. Nossas  estradas feitas com cascalho não têm resistido a esse fenômeno, que é natural. Por isso, estamos colocando nossas máquinas e equipes para recuperar, em parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a administração”, explica Luciano Mendes.

Por enquanto, a ação emergencial é concentrada nos pontos mais críticos em todo o DF: lugares onde as pessoas não conseguem transitar, com atoleiros. As ações são feitas com recursos e maquinários próprios. Moradores de áreas com grandes danos podem solicitar atendimento pela ouvidoria do GDF, no telefone 162. “Na hora que a estiagem chegar, vamos recupera todo o conjunto de estradas rurais”, diz.

Heráclio Alves, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), revela que o atual período chuvoso, contabilizado de novembro de 2019 a março de 2020, foi mais intenso que o anterior. Agora, abril marca o início do período mais seco. “Ainda pode ter chuvas, mas a tendência é passar longos períodos sem, com temperatura elevada”, avisa.