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Combate a dengue | Quase cinco mil imóveis vistoriados em um único dia

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Ação contra a dengue ocorreu quinta-feira (8) em dez regiões administrativas

Todos os dias é possível ver um agente da Vigilância Ambiental nas ruas em combate à dengue. Uma vez por semana esse exército de servidores recebe o apoio de diversas áreas do GDF e, juntos, formam uma força-tarefa para eliminar o mosquito Aedes aegypti.

Nesta quinta-feira (8), as vistorias foram reforçadas em Planaltina, Fercal, Granja do Torto, Vila Planalto, Águas Claras, Areal, Estrutural, Brazlândia, Sobradinho I e II. No total, 4.682 imóveis foram vistoriados nessas dez regiões administrativas. Um trabalho que contou com a parceria de órgãos que compõem a Sala Distrital de Enfrentamento às Doenças Transmitidas pelo Aedes, como o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Secretaria das Cidades, as administrações regionais e diversos outros parceiros.

Na ação, agentes da Vigilância Ambiental e militares do Corpo de Bombeiros vistoriaram imóveis e orientaram os moradores. “Durante esse período de isolamento social, em que as pessoas estão mais em casa, a gente aproveita para reforçar a importância dos moradores tirarem pelo menos dez minutos da semana para vistoriarem, dentro da residência e nos quintais, para verificar se realmente não existe nenhum depósito que possa acumular água”, explicou o diretor de Vigilância Ambiental, Edgar Rodrigues.

Em 360 imóveis inspecionados foi necessário fazer o tratamento com uso de larvicida. A medida é necessária para evitar o surgimento do mosquito em alguns depósitos, que podem servir para a proliferação do mosquito.

A força-tarefa é feita sempre aos sábados, mas, devido ao feriado, a ação desta semana foi antecipada. As cidades contempladas são aquelas que apresentam mais incidência de dengue.

“Nossas ações de combate continuam sendo intensificadas. Além da inspeção feita de casa em casa, verificando potenciais criadouros e fazendo a sua devida remoção, também é realizada a limpeza urbana próxima aos domicílios pelo SLU, o que nos ajuda a eliminar esses possíveis depósitos. A maioria dos criadouros continua sendo encontrada nos quintais das residências”, disse o subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage.

Dados

mais recente boletim da dengue aponta que o DF registrou 16.230 casos prováveis da doença até 28 de março. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 100,21%, quando foram contabilizados 8.100 casos. Uma das explicações para o crescimento é o tipo de vírus que tem circulado no DF.

Bolsonaro espera retomada de atividades no país em até quatro meses

Para presidente, quem tem menos de 40 anos poderia voltar a trabalhar

Por Pedro Rafael Vilela

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (9) que espera a normalização da atividades do país em menos de “três ou quatro” meses, para não haver, segundo ele, uma complicação no cenário econômico. Ao citar os gastos de cerca de R$ 600 bilhões para programas de combate à pandemia do novo coronavírus e manutenção de empregos e renda das empresas, o presidente comparou a situação às margens de um rio após a destruição de uma ponte.

“Estamos com esses R$ 600 bilhões mantendo a comunicação com as duas margens do rio, só que temos um limite, acredito que três meses ou quatro meses fica complicado, então a gente espera que as atividades voltem antes disso”, afirmou durante sua live semanal transmitida pelo Facebook.

Bolsonaro voltou a defender o fim do isolamento social amplo para pessoas fora dos grupos de risco da covid-19, como idosos e pessoas com doenças crônicas. “Por mim, quem tem menos de 40 anos já estaria trabalhando, porque nós deveríamos, no meu entender, partir para o isolamento vertical”, disse.

O presidente lembrou decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assegurou a autonomia de governos estaduais e prefeituras para determinar medidas de fechamento de comércio e isolamento social, e disse que quem se sente prejudicado por essas decisões deve cobrar os governadores e prefeitos. Ainda de acordo com presidente, no entanto, alguns estados e cidades já estão retomando as atividades, como ele defende.

“Eu tenho certeza que brevemente isso tudo estará resolvido. Tenho notícias que alguns governadores, alguns prefeitos também, [em] cidades que não tem ninguém detectado com o vírus, está sendo liberado [o comércio] pelo respectivo governador”, afirmou.

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus totalizou 941, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira. Ao todo, o Brasil registrou 141 mortes e 1.930 novos casos confirmados nas últimas 24 horas.

Testes rápidos iniciam neste sábado no Distrito Federal

Coronavirus

Profissionais de saúde e segurança serão os primeiros a serem testados

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) começa a realizar testes rápidos neste sábado (11) priorizando, inicialmente, os profissionais de saúde e segurança que apresentem sintomas de gripe ou estejam diagnosticados como suspeitos da Covid-19.

Atualmente, mais de mil profissionais dessas áreas encontram-se afastados do trabalho por terem tido contato com infectados, suspeitos ou apresentaram sintomas de gripe.

Essa primeira etapa vai testar um universo de oito mil profissionais.

Com a testagem rápida, será possível detectar quem, de fato, está ou não infectado e assim adotar as medidas necessárias para preservar a saúde dos profissionais, suas famílias e da população em geral.

Doações arrecadadas na campanha do GDF começam a ser distribuídas à população

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Noventa e uma instituições cadastradas receberão a ajuda

Dez instituições de atendimento à população idosa receberam, nesta quinta-feira (9), doações da campanha criada pelo governo do Distrito Federal para mobilizar o DF a ajudar as pessoas vulneráveis durante a pandemia do novo coronavírus. Esta foi a primeira entrega da ação iniciada no dia 25 de março com a coordenação da Secretaria de Economia e o apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) e de outros órgãos do GDF, que fazem parte do Comitê de Emergência COVID-19.

No total, 91 entidades cadastradas pela Sejus serão beneficiadas. Além de idosos, elas atendem população em situação de rua, entre outros públicos em situação de vulnerabilidade. “Vivemos um momento difícil. Precisamos da união e da solidariedade de todos para ajudar as instituições e pessoas carentes a superarem essa crise provocada pelo novo coronavírus. É gratificante ver essas doações nas mãos de quem precisa”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ao participar da entrega das primeiras doações no galpão localizado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).  Ela estava acompanhada por representantes das secretarias de Economia e de Desenvolvimento Social, que integram o comitê responsável pela coordenação da campanha.

A  representante do Lar dos velhinhos  de Taguatinga Sul, irmã Maria José da Silva, foi a primeira a comparecer ao local de distribuição. Ela conta que os donativos chegaram em boa hora. “A nossa casa depende desse tipo de ajuda para se manter em funcionamento. Por isso, ficamos muito felizes em sair daqui com esses colchões, alimentos e produtos de limpeza. Tudo isso será muito bem usado pelos nossos velhinhos”, disse emocionada a funcionária da instituição, onde estão acolhidos 32 idosos.

Novos parceiros

As doações não param de chegar ao depósito no SIA. No mesmo dia em que começaram as entregas, a campanha recebeu o apoio de mais uma área do setor produtivo: a construção civil, representada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção (Sindmac) e a Associação dos Comerciantes de Material de Construção (Acomac).

No total, as instituições destinaram 4.800 litros água sanitária, 800 fardos de papel toalha e 4.800 detergentes de 500ml. Os dois caminhões abastecidos com esses materiais foram descarregados no galpão da Secretaria de Economia do DF, onde é feita a armazenagem e triagem das doações.

O trabalho foi acompanhado pela secretária da Sejus, Marcela Passamani, pelas secretarias de Economia e Desenvolvimento Social, além dos presidentes do Sindmac, Carlos Aguiar, e da ACOMAC, Mateus Carvalho.

Doações

Além do setor produtivo e das empresas, qualquer cidadão pode fazer doações entregando nos supermercados ou diretamente à Secretaria de Economia no endereço SIA – SAPS, TRECHO 01, LOTE H – Setor de Indústria e Abastecimento/DF.

As doações em dinheiro devem ser feitas para a seguinte conta:

Agência 0100-7, Conta Corrente 062.958-6, CNPJ 00.394.684/0001-53, Banco 070 – Banco de Brasília – BRB.

Saiba mais: www.portaldovoluntariado.df.gov.br

Ou mande um WhatsApp para  99173-6071, canal do programa Voluntariado em Ação.

Governador Ibaneis autoriza lojas de móveis e eletrodomésticos voltarem a funcionar no DF

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Permissão passa a valer também para o Sistema S a partir desta quinta-feira (9)

Por Hédio Ferreira Júnior

As lojas de móveis e eletrodomésticos estão liberadas pelo Governo do Distrito Federal a retomar seus trabalhos, interrompidos desde o começo do mês em razão da pandemia de Covid-19. A autorização para a recolocação do setor entre as atividades comerciais passíveis de funcionamento foi anunciada no Decreto nº 40.612, publicado em edição extra do Diário Oficial do DF desta quinta-feira (9).

Leia a íntegra do novo decreto

Segundo o novo documento, o ramo comercial responsável pela venda de itens como fogão, geladeira, cama, sofá e outros móveis para casa e escritório passa a ser incluído no Decreto nº 40.583, de 1º de abril de 2020, que determinava o fechamento do comércio no DF e restringia o funcionamento de alguns setores da economia. O ramo de imóveis e eletrodomésticos não estava entre as permissões.

Além dessas lojas, fica autorizada a volta das atividades do Sistema S. Dele fazem parte os serviços nacionais de Aprendizagem Industrial (Senai); do Comércio (Sesc); da Indústria (Sesi); de Aprendizagem do Comércio (Senac); de Aprendizagem Rural (Senar); de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop); de Transporte (Sest); de Aprendizagem do Transporte (Senat); e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A liberação de todas as atividades comerciais descritas passam a valer a partir da data de publicação do decreto.

Covid 19: Câmara aprova PL que impede a negativação de novos CPFs

A Câmara dos deputados, aprovou nesta quinta (9/4) o primeiro projeto de lei da deputada federal, Celina Leão (PP/DF), que impede a inscrição de CPFs em órgãos de proteção ao crédito durante o decreto de calamidade pública. A preposição segue em caráter de urgência para o Senado.

“O Brasil e o mundo passam pelo desafio de combater a pandemia do coronavírus (COVID-19). Eu, como parlamentar, estou fazendo a minha parte, elaborando Leis no sentindo de minimizar as consequências econômicas na vida de cada brasileiro. Tenho certeza que essa Lei será de grande valia para cada cidadão que preserva o seu nome. “, afirmou Celina Leão.

Segundo o texto, a regra suspenderá, inicialmente por 90 dias, a inclusão de novas inscrições na chamada “lista de maus pagadores”. Entretanto, se as empresas descumprirem, elas serão multadas, e o valor será aplicado às medidas de combate à Covid-19.

A Secretaria Nacional do Consumidor (SNC) poderá prorrogar a medida enquanto durar o estado de calamidade.

Contra coronavírus, GDF já injetou R$ 4,5 milhões na agricultura local

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Secretário de Agricultura conta como a pasta enfrenta a crise econômica da Covid-19 e adianta projetos como a reformulação do Fundo de Desenvolvimento Rural

Por Renata Moura

A população rural do Distrito Federal, estimada em pouco mais de 80 mil habitantes, é uma das mais afetadas pela pandemia da Covid-19. Sensibilizado, o Governo do Distrito Federal tem adquirido boa parte da produção da agricultura familiar, na tentativa de diminuir os impactos financeiros no setor e reforçar as doações de mantimentos a entidades sociais e população carente.

Até agora, o executivo já investiu R$ 4,5 milhões e prepara mais compras para socorrer o setor agrícola local.

“Nossa maior preocupação é que o coronavírus uma hora vai parar, vai ser controlado. E nós teremos de retomar a nossa vida, né?”, projeta o secretário de

Quanto o governo investe para adquirir esses produtos dos produtores locais?

Hoje, o governo está comprando o equivalente a R$ 4,5 milhões. Mas a nossa expectativa é de que esse número aumente muito nos próximos dias. Isso porque o governador liberou um recurso extra para a agricultura e, por meio do Papa-DF [Programa de Aquisição dos Produtos da Agricultura], vamos colocar um edital na praça, nesta semana, para contratar também dez instituições que possam ajudar na distribuição dos produtos.

Então, poderemos ampliar a compra dos produtos agrícolas. Temos também muitos produtores rurais doando ao banco de alimentos parte da sua produção. Estão muito sensíveis com o momento. No sábado passado tivemos a doação de sete toneladas de manga de um produtor rural de Cristalina (GO). Frutas que já estão sendo distribuídas para entidades sociais. Nesta quarta [8] também recebemos uma doação de três toneladas de carne de suíno da Associação de Suinocultores do DF.

Nossa maior preocupação é que o coronavírus uma hora vai parar, vai ser controlado. E nós teremos de retornar à nossa vida, né? Por isso a produção de quem está na atividade agrícola não pode parar. Temos de estar ali, todo dia, tirando leite, colhendo, plantando. Por isso é importante o que o governo tem feito, adquirindo esses produtos do mercado rural do DF. Porque o governo entende e compreende a dinâmica do campo e valoriza essas pessoas.

Luciano Mendes, em entrevista à Agência Brasília.

“O coronavírus uma hora vai ser controlado. E nós teremos de retornar à nossa vida, né? Por isso a produção de quem está na atividade agrícola não pode parar”Luciano Mendes, secretário de Agricultura

A preocupação em amparar o setor, diz o secretário, está focada no futuro. “A produção de quem está na atividade agrícola não pode parar. Temos de estar ali, todo dia, tirando leite, colhendo, plantando. Por isso é importante o que o governo tem feito, adquirindo esses produtos do mercado rural do DF”, reforça Luciano Mendes.

Ele conta ainda que o governo tenta aprovar na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) um projeto de lei que se soma aos esforços para ajudar o setor agricultora. O texto reformula o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) para ampliar os recursos destinados ao segmento e criar linhas de financiamento habitacional de modo a estimular a permanência dos trabalhadores no campo.

Leia a entrevista:

Qual é o panorama da situação da produção agrícola no DF?

O Distrito Federal é uma região muito atípica, principalmente a sua área rural. Aqui temos famílias que já habitavam o espaço desde a época da construção de Brasília e outras que foram chamadas a vir para cá após a inauguração da capital. Ou seja, temos os goianos, que já estavam aqui, pessoas que vieram do Nordeste, do Sul, de Minas Gerais, os imigrantes japoneses… Isso significa que temos uma representação rural bem plural, o que se reflete em uma atividade rural também muito diversificada. Não concentramos a produção apenas em uma linha. Temos soja, milho, hortaliças e criações de animais. O nosso cenário rural é amplo e abriga uma população estimada em 80 mil pessoas, seja morando em propriedades rurais ou em agrovilas.

Dentro dessa diversidade cultural e de produção, DF consegue ser autossustentável em alguma atividade rural?

A nossa população urbana é muito grande. São quase 3 milhões de habitantes e mais 1 milhão e meio do Entorno. Alimentar tanta gente não é fácil. No entanto, a nossa produção rural está muito associada à produção da Ride [Região Integrada de Desenvolvimento], porque estão muito próximos de nós, do ponto de vista territorial. Pensando assim, no conjunto, o DF se destaca na produção de grãos. A soja, por exemplo, boa parte é esmagada e vira óleo para atender a indústria.

Outra parte é destinada para a produção de sementes, com distribuição para outras regiões do país. O frango também é algo que a gente produz para nosso consumo e também consegue exportar. Aliás, essa cadeia de avicultura é o principal item da nossa balança de exportação de produtos. O frango, com certeza, é o maior destaque. A produção de hortaliças também dá conta da demanda local e de parte do Entorno.

Em 11 de março, o governo encaminhou para Câmara Legislativa projeto de lei que prevê mudanças no Fundo de Desenvolvimento Rural. Em que consistem tais mudanças?

Há algum tempo já tínhamos o Fundo de Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, que reúne recursos captados de diversas formas, cujo principal abastecimento vem dos valores pagos pelo produtor que arrenda e ocupa propriedades rurais da Terracap [Companhia Imobiliária de Brasília], ou do Distrito Federal. Parte desses recursos entra nesse fundo e, com isso, a gente devolve os recursos para o produtor de duas formas: forma de crédito para investimento ou em projetos coletivos. Ou seja, o produtor que deseja fazer qualquer financiamento pode entrar e ter acesso a esse recurso.

A outra forma é o Fundo de Desenvolvimento Rural Social. Ou seja, usamos os recursos para devolver ações de interesse coletivo para as comunidades rurais, para as organizações dos produtores. Ao longo desses últimos anos já conseguimos, por exemplo, adquirir tratores, caminhões-pipa e maquinários, que são entregues na forma de investimento coletivo não reembolsável.

Se já existia, então, na prática, qual a necessidade do atual projeto de lei?

Estamos fazendo adequações na legislação para que possa ser mais ampla, arrecade mais e consiga chegar ao maior número de produtores. Por exemplo, uma das demandas que temos na área rural é por habitações. Existem muitos programas de habitação no espaço urbano e isso normalmente não chegava à área rural. O novo texto do FDR, quando aprovado, vai abrir a possibilidade de a gente também poder construir moradias para agricultores, com esses recursos, principalmente aqueles agricultores que se enquadram nas condições de agricultura familiar.

Outra novidade é que a gente vai poder abarcar no fundo outros recursos – emendas parlamentares, por exemplo. Se determinado deputado quiser destinar recursos para o FDR, poderá fazê-lo sem qualquer problema.

Segundo o projeto, quais recursos poderiam integrar o fundo?

Dotações do governo federal destinadas à agricultura, um percentual maior das vendas de patrimônio de áreas rurais – sejam elas do GDF ou da Terracap – e emendas parlamentares, além de orçamentos específicos do Tesouro local.

Pelo projeto de lei, o fundo será dividido em quatro modalidades…

Isso mesmo. O FDR-Aval, FDR-Social, FDR-Crédito e o FDR-Habitação. A modalidade crédito vai possibilitar que façamos financiamento para o produtor investir em seu negócio. O social vai permitir que a gente promova investimentos coletivos não reembolsáveis. Por exemplo: compra de um caminhão trator para uma cooperativa, construção de galpões para uso coletivo, ou até mesmo melhorias na rede de energia elétrica rural.

Já o FDR-Habitação vai possibilitar que a gente construa moradias para a população rural mais carente. E o FDR-Aval será uma espécie de fundo avalista para atender aqueles produtores que não têm garantias reais para um eventual financiamento junto às instituições financeiras.

Qual o volume inicial de recursos do fundo?

É importante destacar que o fundo não vai ficar com dinheiro parado. E a gente fica muito satisfeito que seja assim. À medida que o dinheiro for entrando a gente vai aprovando projetos dos produtores que vão chegando, e destinando os recursos. O objetivo é exatamente esse, que a gente aplique e não deixe nada parado. Queremos investir de imediato, para que o fundo possa beneficiar o setor todo, seja por meio de algum produtor rural ou por meio de uma associação.

Nossa expectativa, com essas novas formas de arrecadação, é que a gente possa quadruplicar o volume de recursos aplicados dentro do fundo. Para se ter uma ideia, esses valores já foram de quatro, cinco milhões de reais em um ano. E, em outro, apenas um milhão de reais.

Os recursos do fundo serão distribuídos linearmente, por modalidade?

Todos os percentuais serão pactuados dentro do Conselho de Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, que é formado por nove conselhos regionais de agricultura do DF; representantes de outras secretarias de estado; da Federação de Trabalhadores Rurais; da Federação da Agricultura e Pecuária; da Emater-DF [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural] e da Ceasa [Centrais de Abastecimento do Distrito Federal]. Ou seja, todas essas entidades, juntas, vão definir a aplicação dos recursos.

Qual a expectativa de aprovação desse projeto na Câmara Legislativa?

Esse tipo de projeto, de caráter social e geração de renda, não tem problema dentro da Câmara Legislativa. Parlamentares têm um entendimento muito claro disso, já que beneficia todo o conjunto da sociedade rural. Acredito que muito em breve a gente possa contar com a aprovação dessas alterações.

Diante do momento atual de pandemia, o fundo prevê algum amparo para produtores rurais em situação de dificuldade?

Hoje já conseguimos uma alternativa para quem buscou crédito no fundo e está com dificuldade para pagar as parcelas. Publicamos uma resolução que permite passar essas parcelas, com vencimento durante o período de pandemia, para o final do contrato. Ou seja, quem quiser postergar esse pagamento poderá fazê-lo. É uma maneira de a gente amparar as pessoas neste período de dificuldade. Já temos assinaturas suficientes para tomar essa medida, e devemos publicar a resolução com todos os detalhes até o início da próxima semana.

Quais sãos as outras ações do governo para conter os reflexos da pandemia na área rural?

O governo tem adquirido parte da produção rural para destinar à rede sócio-assistencial. Isso temos feito desde o início da pandemia. Além da Secretaria de Agricultura estão envolvidos na inciativa Ceasa, Emater-DF e Sedes [Secretaria de Desenvolvimento Social]. Estamos organizando a distribuição de toda a produção adquirida para a rede de asilos, creches e entidades cadastradas junto ao governo. Hoje, são mais de 30 instituições.

Mas, a cada dia, [a rede assistencial] tem aumentado, porque estamos ligando para as instituições por meio do nosso banco de alimentos e estamos nos colocando à disposição para oferecer os produtos. Ou seja, para qualquer instituição, desde que atenda aos critérios do banco de alimentos, temos condições de entregar, semanalmente, frutas e verduras.

A partir da próxima segunda-feira vamos começar a montar mais uma estrutura no Ceasa-DF. Um outro galpão, para ampliar a atuação do banco de alimentos. Vamos entregar 700 cestas de verduras e frutas para complementar a alimentação daquelas pessoas carentes que já têm direito à “cesta seca” da Sedes. Ou seja, vamos ampliar e dar mais qualidade à alimentação dessas pessoas.

Quanto o governo investe para adquirir esses produtos dos produtores locais?

Hoje, o governo está comprando o equivalente a R$ 4,5 milhões. Mas a nossa expectativa é de que esse número aumente muito nos próximos dias. Isso porque o governador liberou um recurso extra para a agricultura e, por meio do Papa-DF [Programa de Aquisição dos Produtos da Agricultura], vamos colocar um edital na praça, nesta semana, para contratar também dez instituições que possam ajudar na distribuição dos produtos.

Então, poderemos ampliar a compra dos produtos agrícolas. Temos também muitos produtores rurais doando ao banco de alimentos parte da sua produção. Estão muito sensíveis com o momento. No sábado passado tivemos a doação de sete toneladas de manga de um produtor rural de Cristalina (GO). Frutas que já estão sendo distribuídas para entidades sociais. Nesta quarta [8] também recebemos uma doação de três toneladas de carne de suíno da Associação de Suinocultores do DF.

Nossa maior preocupação é que o coronavírus uma hora vai parar, vai ser controlado. E nós teremos de retornar à nossa vida, né? Por isso a produção de quem está na atividade agrícola não pode parar. Temos de estar ali, todo dia, tirando leite, colhendo, plantando. Por isso é importante o que o governo tem feito, adquirindo esses produtos do mercado rural do DF. Porque o governo entende e compreende a dinâmica do campo e valoriza essas pessoas.

ARTIGO | A COVID-19 E O DESAFIO DE SER PRESIDENTE EM MEIO À CRISE

(Foto Isac Nobrega/PR)

Para o bem do Brasil e dos brasileiros, é urgente que o presidente passe a compreender que o peso da responsabilidade do cargo que ele já ocupa hoje, em meio a esta crise, precisa ser maior que os interesses e conveniências relacionados ao seu projeto de recondução para um segundo mandato

A pandemia causada pelo novo coronavírus já supera a espantosa marca de 1,5 milhão de pessoas com diagnóstico positivo confirmado ao redor do mundo – as estimativas acerca do nível de subnotificações permite supor que o número de contaminados seja substancialmente maior – e, apenas nos Estados Unidos – que, com quase meio milhão de casos tem o maior número de infectados do mundo. Segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, nesta quarta-feira (8) -, foram aproximadamente 15 mil mortes, sendo que 1.500 apenas nas últimas 24 horas.

No Brasil, até às 7h desta quinta-feira (9), temos 16.238 casos contabilizados pelas secretarias de Saúde em todo o país, com 826 mortes pela COVID-19. Esses números – considerando que à ausência de testes em massa favorece elevados níveis de subnotificação -, somados ao fato de que a velocidade de propagação apresenta um crescimento exponencial são mais que suficientes para indicar que estamos diante de uma situação gravíssima, com consequências econômicas, sociais e de natureza humanitária, ainda não devidamente dimensionadas.

O enfrentamento a uma crise como está exige estratégias articuladas, que vão deste o isolamento social e outras ações que visam a redução da chamada “curva de contágio”. O fortalecimento do sistema de Saúde nos estados e municípios em sua capacidade de diagnóstico e assistência aos infectados, uma rede de proteção social para atendimento dos mais vulneráveis aos efeitos sentidos no mercado de trabalho, assim como medidas que proporcionem um ambiente favorável à retomada da atividade econômica.

Mesmo diante desta polarização persistente que aflige o cenário político brasileiro, a necessidade de ações integradas, em todos os níveis de governo, força a necessidade de relegar a um segundo plano os diversos projetos eleitorais – em curso ou ainda em construção, quer para 2020 ou 2022 – para que, neste momento, seja possível a adoção rápida e assertiva das políticas públicas, tanto as de Saúde como as Econômicas, com foco no combate ao vírus e em suas consequências, inclusive para o setor produtivo.

Um exemplo a ser seguido deveria ser o do governo de Israel e da Autoridade Palestina que, em um esforço conjunto, formaram um gabinete de crise, o qual, por razões de segurança, funciona em local secreto. Diante deste inimigo comum, que não faz distinção entre judeus e árabes, diferenças profundas, que historicamente ultrapassaram os limites da política para a violência, foram deixadas de lado em função desta circunstância excepcionalíssima.

Infelizmente, no Brasil, até aqui não se conseguiu avançar na construção de um consenso mínimo, de uma agenda republicana que permita, para além das diferenças de natureza política, partidária ou ideológica – as quais, como é natural das democracias, continuarão a existir -, a coordenação de esforços entre o governo federal, estados e municípios.

A primeira, e talvez a maior dificuldade para a consolidação deste esforço conjunto, no Brasil, diz respeito ao estilo adotado pelo governo Bolsonaro, a começar pelo perfil pessoal do presidente e de seu grupo político, sempre predispostos ao enfrentamento. O foco na construção de narrativas, nem sempre fundadas em fatos, e em um embate de natureza ideológica que tem como pano de fundo o projeto de reeleição em 2020, enquanto mantido, impede o presidente de se posicionar como polo aglutinador de uma estratégia nacional de combate ao COVID-19.

Quando opta por pressionar pela retomada imediata da atividade do comércio – apelando, inclusive, por uma retórica em tom autoritário, que afronta ao autonomia dos estados -, o presidente – agindo em favor de uma estratégia de natureza política, cálculo eleitoral e atendendo à pressão de grupos econômicos específicos – contraria as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), endossadas pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e de seu próprio governo, age na contramão do que vem indicando o conhecimento científico e se contrapõe aos governadores, que acertadamente adotam medidas de isolamento horizontal.

Apesar das consequências à economia – que, seguramente, são um fator que precisa ser seriamente considerado -, o distanciamento social, a redução das atividades aos serviços essenciais e a restrição ao movimento de pessoas, são as opções que trazem resultados mais efetivos no achatamento da curva de transmissão, como bem reconhece o documento intitulado “Crise COVID-19: estratégias de transição para a normalidade” elaborado pelo Centro de Altos Estudos Estratégicos do Exército (CEEX). Segundo o estudo, o isolamento seletivo, ou vertical, para determinados grupos de risco – defendido pelo presidente Jair Bolsonaro -, poderia, a depender do cenário, vir a ser adotado, mas, apenas numa etapa posterior, quando já for possível verificar o achatamento da curva de contágio.

Como a evolução dos números de infectados e óbitos desautorizou a retórica inicialmente adotada por Bolsonaro – aquela, segundo a qual este novo corona vírus seria apenas uma “gripezinha” -, o presidente, mantendo o discurso que defende a manutenção do comércio em funcionamento e passou a defender, em seu discurso político, o uso amplo, desde a fase inicial da doença – em desacordo com os protocolos do Ministério da Saúde, que apenas indica seu emprego para aqueles internados em estado grave -, da hidroxicloroquina no tratamento dos pacientes com COVID-19, embora faltem estudos conclusivos sobre a eficácia do medicamento.

A narrativa que o presidente e seus aliados tentam emplacar é uma segundo a qual, uma vez que o tratamento precoce a base de hidroxicloroquima teria sua eficácia comprovada – o que, importa destacar, ainda não é possível afirmar -, o cenário já permitiria o relaxamento, mesmo antes de uma redução na velocidade de propagação, das restrições ao funcionamento da atividade comercial.

Quando insiste em meios para revogação das medidas de isolamento horizontal, o presidente opta pelo caminho do confronto não apenas com os governadores, mas também com os integrantes de seu próprio governo que – se recusando a tomar parte na “cruzada ideológica” a que se dedicam setores mais radicais da militância “bolsonarista” – decidem adotar critérios técnico-científicos na definição das políticas e estratégias de enfrentamento a esta crise. Nesse sentido, situação na qual se encontra o ministro Mandetta é o caso mais emblemático.

Evidente que há aqueles que irão se aproveitar da crise, e da eventual queda de sua popularidade para pressionar o governo e o próprio Bolsonaro, cujo favoritismo na disputa por sua própria sucessão parece diminuir diante da evolução desta pandemia e do prenúncio dos impactos econômicos que podemos esperar. O presidente não pode se ver impedido de reagir a estes, e não seria razoável supor que o governo somente faria um bom trabalho na condução do combate a esta pandemia caso deixe de responder aos ataques de seus adversários – que também tem em projetos político-eleitorais suas motivações – e abra mão de concorrer à reeleição.

É natural que o governo federal – especialmente nesta gestão, que buscava na redução do gasto público uma das principais marcas de sua política econômica -, em um ambiente onde o déficit primário já caminha para os inacreditáveis R$ 500 bilhões em 2020, reaja às pressões no sentido de ampliar o volume de repasses e custear as perdas de arrecadação de estados e municípios.

Seria importante, inclusive desejável, que o governo federal impusesse aos estados medidas relacionadas ao corte de despesas não-essenciais e outras medidas de austeridade fiscal, como condição para essa transferência de recursos. É preciso destacar que, diante dessa crise, prefeitos e governadores também precisam fazer a sua parte, priorizando recursos para as áreas essenciais ao enfrentamento ao corona vírus e a superação das consequências desta pandemia.

Um fator que precisa ser considerado, também, é que algumas ações e posições que vem sendo adotadas por governadores escondem, por trás de um discurso de gestor responsável e da retórica em tons aparentemente republicanos, apenas o desejo de um aspirante à cadeira presidencial de instrumentalizar esta crise para pavimentar sua caminhada ao Planalto.

Para 2022, Bolsonaro está diante de um árduo desafio. As circunstâncias que o levaram a presidência em 2018, dificilmente se repetirão e o clima de polarização já dá sinais de que irá favorecer um ambiente de “todos contra o Bolsonaro”. Diante disso, é natural que o presidente – que também cumpre o papel de líder desta corrente política formada em função de sua persona – sinta a tentação de antecipar a disputa eleitoral e parta para o ataque aos seus adversários – como é de seu estilo -, sempre com os olhos no pleito.

Entretanto, para o bem do Brasil e dos brasileiros, é urgente que o presidente passe a compreender que o peso da responsabilidade do cargo que ele já ocupa hoje, em meio a está crise, precisa ser maior que os interesses e conveniências relacionados ao seu projeto de recondução para um segundo mandato.

Coronavírus: Devedores não terão nome inscrito na dívida ativa enquanto Estado de Calamidade estiver vigente

A Lei é de autoria do deputado distrital Eduardo Pedrosa

A Câmara Legislativa do DF aprovou em primeiro turno, nesta quarta-feira (08), o Projeto de Lei Complementar 37/2020 que propõe a suspensão da inscrição de débitos de impostos (inclui também outros débitos diferentes de impostos) na dívida ativa e do ajuizamento de ações de execução fiscais. A proposta abrange taxas impostos como IPTU, IPVA, taxas do Detran, DER, taxas de feiras, taxas da Agência de Fiscalização (Agefis), imposto sobre serviço (ISS), entre outros. Os juros e multas por esse período, com exceção de quem foi condenado por improbidade ou crime fiscal, também serão suspensos. Caso seja aprovado, a nova regra impedirá também a inclusão do nome dos contribuintes em cadastros de mal pagadores, como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e o Serasa e protesto em cartório.

Segundo o autor do projeto, o distrital Eduardo Pedrosa (PTC), o adiamento dessas cobranças deverá valer enquanto o Estado de Calamidade Pública, aprovado recentemente pelo Parlamento local, se mantiver. A medida foi solicitada pelo governador Ibaneis Rocha (PMDB) para facilitar ações de enfrentamento ao coronavírus.

“Queremos resguardar os cidadãos. Todos estamos sofrendo com essa pandemia e muitos poderão estar sujeitos a terem de se defender por não eventualmente não ter condições de honrar esses pagamentos em razão das restrições impostas pelas medidas de preventivas à contaminação da comunidade”, afirma.

O parlamentar entende, ainda, que a aprovação da proposta terá um impacto importante na economia das pessoas, considerando que uma parcela importante da população local terá seus rendimentos mensais diminuídos ou terão dificuldades de acessar órgãos e bancos para fazerem pagamentos, e especialmente terão dificuldade para se defenderem no tribula ou junto a órgãos públicos que estão quase todos em regime de tele trabalho. “Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para buscar minimizar os impactos dessa pandemia na vida das pessoas do DF”, disse o parlamentar.

Morre índio yanomami com coronavírus

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Jovem estava internado em hospital de Roraima

Por Letycia Bond

Morreu na noite desta quinta-feira (9) o jovem yanomami, de 15 anos de idade, que testou positivo para a covid-19 e havia sido internado no Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista. Desde sexta-feira (3) ele recebia cuidados em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com o Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (Dsei), que atende a região, ele era natural da aldeia Rehebe, nos domínios da Terra Indígena Yanomami, mas passou a residir no município de Alto Alegre, a 87 quilômetros (km) da capital. O motivo da mudança para a Terra Indígena Boqueirão foi dar continuidade aos estudos do ensino fundamental. Ainda segundo o Dsei, o adolescente morava com uma liderança indígena.

Quando o jovem apresentou os primeiros sintomas da covid-19 foi atendido no Hospital Municipal de Alto Alegre. Posteriormente, foi encaminhado ao HGR, já com um um quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Ele refez o teste para diagnóstico da covid-19 e somente a contraprova detectou a infecção.

Subnotificação

Entidades de defesa da causa indígena, como o Instituto Socioambiental (ISA) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) têm denunciado a subnotificação de casos da covid-19 e demonstrado preocupação quanto ao que isso pode representar de risco para as comunidades. Ambas alertam que ao menos outros dois indígenas contaminados pelo novo coronavírus já foram a óbito e que o governo federal não registrou as ocorrências no balanço. Os indígenas eram uma mulher da etnia borari, de 87 anos, que morreu em Alter do Chão, no município de Santarém (PA), e o outro era um homem de 55 anos, do povo Mura, morto em Manaus.

Os óbitos ocorreram, respectivamente, no dia 19 de março e 5 de abril. As circunstâncias do falecimento da borari, considerada uma guardiã local, motivaram o Ministério Público Federal (MPF) a instaurar um inquérito no último dia 2.

Em comunicado divulgado ontem (9), o Cimi disse que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) não contabilizou as duas mortes por se tratar de indígenas que vivem em contexto urbano.

Na quarta-feira (8), o Ministério da Saúde informou que a Sesai, responsável pelos Dsei, ainda não havia sido oficialmente comunicada pelos órgãos responsáveis sobre o caso do yanomami. O ministério acrescentou que o Dsei tomou conhecimento “por iniciativa própria”, por meio da Vigilância Epidemiológica.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) disse que a Sesai não havia confirmado o caso.

Até ontem (9), o relatório do Ministério da Saúde relacionava 24 casos suspeitos da covid-19 entre a população indígena, três a mais do que no dia anterior. Já as ocorrências descartadas passaram de 27 para 31.