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Câmara Legislativa aprova prorrogação de prazo para regularização fundiária

Projeto de Lei elaborado pelo poder Executivo local altera em três anos o vencimento para novos requerimentos: de 15 de abril de 2020 para a mesma data em 2023

Por Jéssica Antunes

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou a proposta do poder Executivo local de aumentar, em três anos, o prazo para requerer a regularização de terras públicas rurais pertencentes ao DF ou à Agência de Desenvolvimento (Terracap). Conforme a legislação em vigor, aqueles com interesse teriam até esta quarta-feira (15) para fazê-lo. Agora, isso poderá ser feito até 15 de abril de 2023.

O texto do Projeto de Lei 1.121 foi aprovado em dois turnos pelos deputados em sessão virtual ocorrida nesta terça-feira (14) e agora seguirá para sanção do governador Ibaneis Rocha. Na exposição de motivos que acompanhou a proposta enviada à CLDF, o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF, Luciano Mendes, apontou que 52% das terras regularizáveis têm requerimento.

Nas contas do gestor, o número de solicitações alcançam 116.560 hectares, restando aproximadamente 105.440 hectares ainda sem pleito. “Mesmo considerando todos os esforços realizados em 2019, após prorrogação do prazo, somente cerca de 400 ocupantes ingressaram com o processo, revelando alcance de cerca de 25% do público alvo”, detalhou. Assim, a nova prorrogação busca tempo maior para alcançar parcela mais significativa.

O secretário Luciano Mendes ainda ressaltou que, entre outras coisas, a regularização é instrumento capaz de barrar o crescimento desordenado, preservar áreas rurais existentes, contribui para preservação de fauna, da flora e dos recursos hídricos, e para manutenção das áreas da agricultura da capital. “É vital para o desenvolvimento do agronegócio, que impacta diretamente nos resultados da economia local”, observou.

Transporte por aplicativo

Além da proposição de prorrogação do prazo, outro projeto de autoria do poder Executivo local foi aprovado pelos parlamentares e também seguirá para apreciação do governador. Trata-se do Projeto de Lei 1.053/2020, que altera a lei que regulamenta a prestação do Serviço de Transporte Individual Privado de Passageiros baseado em Tecnologia da Comunicação em Rede no DF (STIPJ/DF) para dar mais segurança aos motoristas e aos passageiros.

Entre outras coisas, prevê clareza no valor dos serviços, o acesso prévio ao destino do usuário antes de aceitar a viagem e veta multas por cancelamento por questões de segurança. Na exposição de motivos que acompanhou a proposta do poder Executivo, o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, considerou a necessidade de adequar o regulamento “para que o transporte individual privado de passageiros por aplicativo tenha mais segurança tanto para o motorista quanto para o usuário do serviço”.

Na CLDF, os deputados acrescentaram cinco emendas. Pelo texto, os motoristas poderão rejeitar as viagens pedidas por passageiros que não tiverem fotos cadastradas no aplicativo, sem punição pelas empresas. Em vez de vetarem o pagamento em dinheiro, como era a proposta inicial, os condutores poderão escolher se aceitam cédulas ou apenas pagamento por meio de cartão de crédito.

Detran-DF entregará cestas básicas na casa de 96 alunos especiais

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Doações foram arrecadadas pelas secretarias de Educação e de Desenvolvimento Social e são destinadas aos alunos do Centro de Ensino Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV)

Nesta quarta-feira (15), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) vai entregar cestas básicas a famílias carentes de alunos do Centro de Ensino Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) da 612 Sul. As cestas foram arrecadadas pelas secretarias de Educação e de Desenvolvimento Social.

A ação, que se iniciou nesta terça-feira (14), tem como objetivo apoiar os deficientes visuais e familiares no enfrentamento das dificuldades em decorrência da pandemia de Covid-19, evitando que eles se desloquem para receber as doações.

De acordo com o diretor de Educação de Trânsito, Marcelo Granja, as equipes do Detran distribuirão 96 cestas e as doações serão entregues nas residências dos estudantes, moradores de diversas localidades do DF como: Gama, Santa Maria, Cruzeiro Novo, Guará II, Cidade Estrutural, Areal, Vicente Pires, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Riacho Fundo I e II, e Planaltina.

“Estamos dando este apoio, procurando levar um pouco de conforto a estas famílias que são do grupo de risco e que não têm condições de sair de casa, neste período de pandemia”, reforçou Marcelo.

Todas as medidas preventivas foram adotadas conforme as orientações do Ministério da Saúde e os participantes atuarão com máscaras, luvas e álcool em gel.

Para acompanhar a distribuição, o ponto de encontro será a Diretoria de Educação de Trânsito, localizada na quadra 906/907 Sul, a partir das 8h30 desta quarta-feira.

Violência contra a mulher poderá ser registrada na Delegacia Eletrônica

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Esta é mais uma medida da instituição para evitar a disseminação do novo coronavírus

A partir desta semana, o registro de ocorrência de violência doméstica passa ser permitido na Delegacia Eletrônica, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Após o registro, a ocorrência será encaminhada para a área responsável pela apuração, que poderá entrar em contato – via telefone ou mesmo por WhatsApp, dependendo da gravidade da denúncia – para obter mais informações do crime. Esta é mais uma medida da instituição para evitar a disseminação do novo coronavírus e contribuir com a orientação de isolamento social, indicada pelos órgãos oficiais de saúde.
Caso não seja possível o acesso à internet, a vítima poderá fazer o registro por meio do telefone 197, na opção 3. A ligação será transferida para a delegacia mais próxima do endereço da vítima, que dará continuidade ao atendimento.
“Além da comodidade de poder registrar a ocorrência via internet, a eficiência na prestação do serviço público não perde a qualidade. O contato com a vítima será feito de perto e poderemos, inclusive, solicitar à Justiça Medidas Protetivas de Urgência, a partir do registro de ocorrência, se houver necessidade”, explicou a assessora institucional da Polícia Civil, Anie Rampon Barretto.
O registro eletrônico deste tipo de crime passou a ser possível por meio da publicação de uma portaria interna. A ampliação dos registros via internet já havia ocorrido no final de março. Crimes como lesão corporal, crimes praticados em outros Estados, desacato, desobediência, e constrangimento só podiam ser registrados presencialmente, mas passaram a poder ser relatados pela internet.
De acordo com a delegada, a portaria é muito importante, pois regulamenta o segundo atendimento, ou seja, o acompanhamento da ocorrência pela autoridade policial após o registro do fato. “Nesta fase será possível que a vítima possa relatar mais detalhes e fornecer provas para instrução do processo e encaminhamento ao Judiciário ou mesmo solicitar ajuda, como solicitar atendimento médico ou auxílio para buscar pertences”.
A possibilidade de atendimento eletrônico não inviabiliza o presencial. “Todas as unidades policiais estão funcionando. O registro pela plataforma digital é mais uma possibilidade ao cidadão diante do cenário pandêmico”, finalizou Anie.
*Com informações da SSP/DF
Mudança nos atendimentos 
O atendimento ao público segue um protocolo específico. Fitas foram colocadas para delimitar a distância correta entre as pessoas e os servidores. Os policiais orientam à população à higienizar as mãos. Inclusive, quando casos de flagrantes chegam à delegacia, as algemas são limpas.
 Como registrar violência doméstica pela Delegacia Eletrônica 
Acessar o site da Delegacia Eletrônica, e buscar a opção outros crimes. Após o preenchimento dos dados e envio do formulário, a ocorrência é analisada por um policial, que entrará em contato com o comunicante para complementar o que for necessário.
Ou, ligar no 197, na opção 3.

Caixa paga hoje auxílio emergencial a 1,6 milhão de pessoas

No caso das mães solteiras, o auxílio é de R$ 1.200

A Caixa Econômica Federal paga hoje (15) o auxílio emergencial de R$ 600 a 1,6 milhão de pessoas, nascidas em fevereiro, março e abril, por meio de poupança digital. Esse grupo reúne trabalhadores informais e mães solteiras que estavam com as informações em dia no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) em 20 de março e que não fazem parte do Bolsa Família. No caso das mães solteiras, o auxílio é de R$ 1.200.

Amanhã (16), será a vez do crédito pela poupança digital para mais 2,2 milhões de pessoas nascidas em maio, junho, julho e agosto. Sexta-feira (17) será feito o crédito para 1,95 milhão de pessoas nascidas em setembro, outubro, novembro e dezembro.

A Caixa informou que até as 18h de ontem, 35,5 milhões de cadastros foram finalizados. Já foram creditados R$ 2,1 bilhões a 3,3 milhões de pessoas.

Saque em dinheiro

O auxílio emergencial começará a ser sacado em dinheiro no próximo dia 27. Os saques ocorrerão conforme o mês de nascimento do beneficiário.

As retiradas ocorrerão no dia 27 para os nascidos em janeiro e fevereiro, no dia 28 para os nascidos em março e abril, 29 para os nascidos em maio e junho, 30 para os nascidos em julho e agosto. Em maio, será a vez de os nascidos em setembro e outubro sacarem o benefício no dia 4; e os nascidos em novembro e dezembro, no dia 5.

O dinheiro poderá ser retirado sem a necessidade de cartão em casas lotéricas, caso elas estejam abertas, e em caixas eletrônicos. A Caixa ressalta que não é necessário retirar o dinheiro porque o valor depositado na poupança digital pode ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, para pagamento de boletos e contas domésticas e para transferências ilimitadas para contas da Caixa, permitindo até transferências mensais gratuitas para outros bancos nos próximos 90 dias.

Seca: Governo do DF decreta emergência ambiental entre abril e novembro

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A medida facilita tomada de decisão na prevenção e combate a incêndios florestais e garante contratação direta de brigadistas

O Governo do Distrito Federal decretou emergência ambiental no DF entre abril e novembro deste ano. A medida foi publicada no Diário Oficial e é válida para o período de seca. Com a decisão, os 17 órgãos que integram o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do DF (PPCIF) começam a atuar de forma integrada. O Corpo de Bombeiros  do DF estará de prontidão, disponibilizando, sempre que necessário, os equipamentos de combate ao fogo.
Também fica garantida a contratação direta de brigadistas florestais para atuar na prevenção e combate de ocorrências. A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) é o órgão responsável pela coordenação do plano. De acordo com o titular da pasta, Sarney Filho, o decreto é necessário, ao final do período de chuva, para priorizar a segurança, prevenção e combate aos incêndios nos períodos mais críticos  de seca, que têm seu ápice nos meses de agosto e setembro.
Segundo ele, a situação de emergência ambiental permite liberar recursos e com mais rapidez. “É um decreto extremamente importante dentro da política de prevenção e combate aos incêndios”, diz.
Brigadistas
Responsável pelo PPCIF na Sema, Carolina Schubart, afirmou, que até junho, o Instituto Brasília Ambiental deve realizar a contratação de 148 profissionais para atuar nas brigadas florestais.
Ela explica que a Sema e o Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet) identificaram que 2020 apresenta, até agora, temperaturas mais amenas com relação ao mesmo período do ano passado e um período de chuva mais prolongado.
“Com a pandemia da Covid-19 decretada pela Organização Mundial de Saúde, nossa preocupação recai sobre o agravante da fumaça liberada pelas queimadas no período de estiagem. Os problemas respiratórios são mais recorrentes e estamos empenhados em  assegurar formas de prevenção ao fogo que diminuam esse risco à saúde da população do DF”, afirma.
Este ano, a Sema voltará a alertar para os riscos da queima de lixo e de restos de poda que são as principais causas de incêndios florestais no Distrito Federal.
As blitze educativas, já tradicionais no calendário do DF durante a prevenção, por enquanto estão suspensas em função da Covid-19. Uma das principais ações será a abertura de aceiros mecânicos, faixas de cerca de quatro metros de largura, em que a vegetação é eliminada da superfície em torno dos parques para impedir a passagem do fogo.  Até junho, serão abertos cerca de 350 Km em locais com mais riscos de queimadas.
Uma campanha publicitária nas mídias sociais também está prevista para ocorrer para alertar a população sobre riscos e as formas de prevenção do fogo.

GDF convida idosos para quarentena em hotéis e inscrições já estão abertas

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O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) publicou nesta terça-feira (14/4) o edital de chamamento dos idosos que se encontram em situação de inadequação domiciliar para que se hospedem temporariamente em hotéis selecionados pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). A Sejus é coordenadora da ação, que visa proteger esta população que tem maior risco de contaminação pelo coronavírus (COVID-19).

O edital contempla o programa “Sua vida vale muito – Hotelaria solidária”. O documento comunica a abertura do cadastro de idosos “independentes, residentes no Distrito Federal, que se encontrem em vulnerabilidade domiciliar, sob risco de contaminação, buscando a prevenção da COVID-19, pelo período de até 3 meses”.

O chamamento tem como público-alvo pessoas de baixa renda, com idade igual ou superior a 60 anos, não infectadas pelo coronavírus, que se encontrem em condições de vulnerabilidade domiciliar e/ou que estejam compartilhando moradia com pessoas infectadas ou suspeitas de infecção pelo coronavírus e impossibilitadas de se manter em isolamento social.

INSCRIÇÃO

A inscrição se dará por meio de preenchimento e envio de formulário de cadastro, disponível no link: http://suavidavalemuito.sejus.df.gov.br/inscricao-idoso/.

Os interessados poderão se inscrever até o dia 28 de junho de 2020. A inscrição, entretanto, não garante a participação no programa. Os dados informados serão objeto de análise para seleção do inscrito.

A comunicação aos selecionados será feita por meio de notificação por mensagem de e-mail, por mensagem pelo aplicativo de WhatsApp ou por ligação telefônica, conforme dados informados no formulário de inscrição. A lista com a relação das pessoas selecionadas também poderá ser consultada no site: www.sejus.df.gov.br.

Para a adesão ao programa, a pessoa selecionada deverá apresentar-se no estabelecimento de hotelaria, na data e no horário determinado pela Sejus; assinar termo de responsabilidade e não apresentar febre e/ou sintomas respiratórios compatíveis com da COVID-19 e, quando testado para diagnóstico de contaminação pelo coronavírus, tenha resultado negativo.

Na semana passada, a secretária da Sejus, Marcela Passamani, realizou visita técnica ao hotel Brasília Palace, que hospedará 300 idosos nesta fase de pandemia da Covid-19. Foi feita então a vistoria dos quartos e a identificação dos espaços onde acontecerão oficinas e atividades planejadas para o acolhimento e atendimento humanizado aos futuros hóspedes.

“Queremos que cada pessoa se sinta em casa e seja acolhida com toda atenção nesse período em que estará no hotel para se proteger do novo coronavírus. É de suma importância a proteção da pessoa idosa nesta pandemia”, explicou a secretária.

Mais informações nos telefones: 3213 0742 / 3213 0764 / 99126 9102 (Whatsapp).

Confira o edital

IMP Concursos prepara programação de estudo especial online

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Os estudante terão acesso aos conteúdos por meio de lives disponibilizadas na internet 

Preparem-se, estudantes! O IMP Concursos elaborou uma programação pra lá de especial para os concursandos que não querem perder o ritmo durante o período de distanciamento social. Por meio da plataforma online serão disponibilizadas diversas lives, preparadas especialmente por professores da Instituição, com conteúdos específicos para os concursos da Polícia Civil do DF, Senado Federal e Banco do Brasil.

Com a chegada do novo coronavírus (Covid-19) ao Brasil, a aplicação das provas objetivas e discursivas do concurso da PCDF para o cargo de Escrivão da Polícia foram adiadas. A medida seguiu a orientação do Governo do Distrito Federal. Mais de 50 mil candidatos se inscreveram para concorrer às 300 vagas do certame, que agora aguarda o momento oportuno para divulgação de novo cronograma. Ainda sobre a PCDF, outro certame aguardado com expectativa pelos concursandos são as provas para o cargo de Agente de Polícia. Nesse caso, ainda precisa ser definida a banca organizadora.

Paralelo as provas da Polícia, outro grande concurso muito esperado para  2020 é o do Senado Federal. A publicação do edital estava prevista para o primeiro semestre do ano, contudo, por conta do esforço contra a propagação da Covid-19 a comissão organizadora já anunciou que haverá atrasos.

No último dia 31 de março, o Diário Oficial da União trouxe a publicação da Portaria de nº 8.775, que estabelece um novo quadro de pessoal do Banco do Brasil. Com a informação, a previsão é que após o controle da pandemia este edital também seja publicado.

Diante de todo esse cenário, o IMP e seu time de peso elaboraram alternativas gratuitas para engajar os estudantes do país. As aulas serão transmitidas pelo canal do YouTube da Instituição. Confira toda a programação para a segunda quinzena do mês:

15/04
Atos administrativos, às 12h, com professor  José Trindade;

Mini curso de PNE – Plano Nacional de Educação para SEDF – Parte I, às 15h, com professora Vânia Rêgo;

Direito Penal parte Especial, às 19h, com professor Vitor Falcão;

Matemática em exercícios para PCDF, às 19h, com professor Antônio Geraldo;

16/04 

Princípios do Direito Penal para o Senado Federal, às 9h, com professor  Rodrigo Larizzatti;

Direitos Políticos, às 12h, com professor Ricardo Blanco;

Mini curso de PNE – Plano Nacional de Educação para SEDF – Parte II, às 15h, com professora Vânia Rêgo;

Banco do Brasil – gabaritando Tecnologia da Informação: modelagem conceitual e relacional de dados; às 19h, com professor Gabriel Pacheco;

17/04
Retrospectiva dos tópicos mais cobrados de economia 2019/2020, às 12h, com professora Fábio Dáquila;

Direito Penal parte Especial, às 19h, com professor Vitor Falcão;

Gramática em resolução de provas completas do Cebraspe para PCDF, às 19h com professora Raquel Cesário;

23/04
Banco do Brasil – gabaritando Tecnologia da Informação: banco de dados SQL, às 19h;

30/04
Banco do Brasil – gabaritando Tecnologia da Informação: data Warehouses, dados multidimensionais, OLAP, às 19h.

Isolamento social: Como escolher alimentos que não estragam rápido?

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Nutricionista orienta quais alimentos têm maior durabilidade para não ir ao mercado com frequência

Os casos confirmados e de óbitos por conta do coronavírus seguem crescendo no Brasil. Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde ainda é de ficar em casa o máximo que puder para diminuir a disseminação da doença.

Um dos motivos para sair do isolamento é para comprar comida. Pensando nisso, o nutricionista Daniel Novais separou algumas dicas relacionadas à durabilidade e ao prazo de validade de alguns alimentos. “Esse prazo vem indicado no rótulo, conforme uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para garantir a qualidade adequada para o consumo do produto. Porém, existem alguns produtos que, se armazenados da forma correta, não estragam e não oferecem riscos à saúde de quem o consumir mesmo fora da data encontrada no rótulo”, explica.

Cereais

Arroz do tipo branco, selvagem ou arbório, podem ser guardados e consumidos por tempo indeterminado, pois sua estrutura conserva todo o valor nutricional do grão. Já o arroz integral pode ficar rançoso, então é preciso obedecer a data de validade impressa na embalagem. É importante armazenar o arroz em um recipiente bem fechado, no qual não penetre ar, para não permitir a entrada de insetos, como carunchos.

Outros cereais como farinha, macarrão e aveia também duram muito tempo.  “Não tem problema comer carboidrato. A restrição de alimentos nesse momento, mais o isolamento social e a ansiedade não fazem bem”, aconselha o nutricionista.

Grãos

O feijão cru também pode ser conservado por tempo indeterminado. Sua estrutura, assim como o arroz, conserva seu valor nutricional. A diferença é que o grão mais velho pode demorar mais para amolecer e necessitar de um tempo maior no cozimento. O grão deve ser conservado em local seco e sem umidade.

Além do feijão, outros grãos como lentilha e grão de bico são ótimas fontes de proteínas, principalmente para diminuir o consumo de carne.

Raízes

Mesmo fora da geladeira duram por aproximadamente 10 dias. São elas: batata, cenoura, beterraba, nabo, gengibre, mandioca, inhame.

Frutas

Dá para ir ao mercado ou à feira apenas a cada 10 dias! A dica é comprar metade das frutas verdes e metade maduras. “Caso você perceba que as frutas estejam próximas de estragar, uma boa opção é bater no liquidificador e fazer um suco ou uma vitamina ou até mesmo congelar para usar depois”, afirma Daniel.

Oleaginosas

Por possuírem nutrientes que melhoram o humor e a disposição, são uma boa opção também. Exemplos: nozes, castanhas, amêndoas, pistache, avelã, dentre outras.

Brasília pode ser ideal para carros. Mas é perfeita para bicicletas

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*Por Luciano Lima

Hoje, 15 de abril, é o Dia Internacional do Ciclista, e não tenho dúvida que certamente há motivos para comemorações em alguns países do mundo. E em Brasília e no Brasil: há motivos para a data ser lembrada com festividade?

O Dia Internacional do Ciclista (15 de abril) e o Dia Nacional do Ciclista (19 de agosto) são datas que deveriam servir para conscientizar o poder público e a população sobre a importância do ciclista e da bicicleta. São datas que deveriam lembrar que a bicicleta poderia ser um meio de transporte eficiente, viável e sustentável. Entender que a bicicleta é um modal que poderia facilmente ser adotado para que milhões de pessoas pudessem ir ao trabalho, à escola, ou melhor, aonde elas quisessem.

Infelizmente, a boa convivência que deveria acontecer entre ciclistas, motoristas e poder público é ignorada. Brasília, por exemplo, é uma cidade que, ainda, está bem distante de ser “Amiga do Ciclista”. Nossa malha cicloviária liga algum lugar a lugar nenhum, ou seja, não há conexões entre ciclovias, ciclofaixas e vias. O número de acidentes envolvendo ciclistas na “capital de todos os brasileiros” ainda é considerado alto, apesar da redução do número de vítimas fatais nos últimos anos.

Só para se ter ideia, houve tempos de verdadeiras chacinas em Brasília. Entre 2000 e 2013, o trânsito da nossa cidade tirou a vida de 639 ciclistas. Só em 2009, 42 ciclistas foram mortos.

Precisamos mudar comportamentos e atitudes. Temos que ter coragem para romper com o monopólio prejudicial da indústria automobilística. E para isso não precisamos implantar uma ditadura radical” contra os carros. É bobagem! Só é preciso apoiar, respeitar, implantar e estruturar os diferentes modais para que a população tenha a opção de escolha.

E o que poderia ser feito? Um vagão do Metrô só para as bikes; implantação e ampliação dos bicicletários, inclusive nos prédios públicos; suportes para as bikes nos ônibus do transporte público; instalação de banheiros em prédios públicos para que os ciclistas possam chegar, tomar banho e trocar de roupa; mais campanhas educativas; a obrigatoriedade de cursos para quem está tirando a primeira Carteira Nacional de Habilitação sobre respeito aos diferentes modais… Enfim, é preciso ter coragem para implantar uma nova cultura. É implantando pequenas políticas que vamos alcançar grandes resultados.

VOCÊ SABIA QUE A BICICLETA É UM VEÍCULO?

Segundo o Código Brasileiro de Trânsito (CBT), o ciclista deve respeitar sinais de trânsito e sinalização. O ciclista também deve circular na mão correta da via, além, é claro, dos equipamentos de segurança, como capacete, luvas, óculos, campainha, sinalização (dianteira, traseira, lateral e nos pedais) e retrovisor do lado esquerdo.

E para terminar meu desabafo, que alguns podem chamar de artigo, só queria deixar dois recados. Aliás, um é sonho. O sonho é não ver mais no rosto da minha esposa Mônica Lima a felicidade, por medo, quando digo que “hoje” não vou pedalar. E o recado é que Brasília pode até ser ideal para os carros. Mas pode ser perfeita e um exemplo de políticas públicas para as bicicletas.

* Luciano Lima é historiador, jornalista, radialista e um amante das Bikes

Artigo | Novo coronavírus e as condutas vedadas nos anos eleitorais

Por Alexander Barroso e Luiz Carlos dos Santos Gonçalves

A pandemia do novo coronavírus trouxe desafios para os governos de todo o mundo, no sentido de cuidados com a saúde coletiva e adoção de medidas de proteção social, diante da restrição da atividade econômica. No Brasil, a necessidade de prover um mínimo vital para os expressivos contingentes da população, por meio do oferecimento de alimentos, serviços ou recursos, apresenta-se imperiosa, até para evitar a convulsão social.

Ocorre que o novo coronavírus nos atinge em pleno ano eleitoral, no qual há restrições para a administração pública, com o objetivo de evitar o uso político-eleitoreiro dos recursos e cargos públicos. Estas restrições estão na Lei das Inelegibilidades, que prevê a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) para os casos de abuso de poder político, econômico e no uso dos meios de comunicação social. Estão também na Lei das Eleições, ao trazer as condutas vedadas aos agentes públicos durante as campanhas eleitorais.

Como conciliar o atendimento de necessidades urgentes da população diante da imensa crise epidemiológica, com as restrições necessárias para evitar que a máquina pública se transforme em cabo eleitoral de partidos e candidatos?

Há notícia de municípios que estão distribuindo cestas básicas quase que indiscriminadamente! A própria lei traz respostas. A Lei das Eleições, ao proibir a distribuição gratuita de bens nos anos eleitorais, excepciona programas previstos em lei e já em execução orçamentária no ano anterior, bem como situações de calamidade pública e estado de emergência. Ainda que já tenha havido a decretação de estado de emergência, no âmbito federal, entendemos que tal se exige em todos os níveis da federação, previamente, a qualquer distribuição de bens.

Deve existir controle legislativo da situação de emergência, evitando que uma decisão dessa gravidade seja feita por ato exclusivo do Poder Executivo. Ocorre que, mesmo em situação de calamidade ou emergência, a distribuição de bens não pode ser feita sem critérios de transparência e padronização, ao sabor de preferências eleitorais. Se isso acontecesse, a conduta seria ilícita, a despeito da gravidade da crise. Tampouco pode ocorrer qualquer tipo de proselitismo político junto aos bens gratuitos distribuídos, pois quanto a isso há uma autônoma conduta vedada, presente no artigo 73, IV, da Lei 9.504/97.

Outras vedações têm como termo inicial 4 de julho, três meses antes das eleições. É o caso das transferências voluntárias de recursos entre a união e os estados e os estados e municípios, a não ser que relativas a contratos preexistentes e em execução orçamentária. Há ressalva de situações de emergência e de calamidade pública, que devem ser decretadas antes das transferências.

Relevante é a questão da publicidade institucional, nos três meses que antecedem o pleito, vedada nas circunscrições em disputa mesmo sem o proselitismo político. A vedação inclui campanhas informativas. A exceção relativa a situações de grave e urgente necessidade pública demanda o prévio reconhecimento pela Justiça Eleitoral. Por fim, a Lei das Eleições veda a contratação de servidores nos três meses antes do pleito e até a posse dos eleitos. Uma das exceções é a contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais, com a prévia e expressa autorização do chefe do poder executivo.

Nossa conclusão é a de que as leis eleitorais não oferecem embaraço para a necessária atuação do poder público nesta inédita situação de crise, desde que haja a adoção de critérios de padronização e transparência, e não se busque aproveitar o momento para o indevido proselitismo político eleitoral. Se isto ocorrer, haverá abuso de poder e condutas vedadas. A fiscalização das instâncias de controle, como o Poder Legislativo, a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral, bem como dos cidadãos, longe de oferecer empecilhos, proporciona a garantia de que os destinatários dos recursos serão efetivamente aqueles que deles mais necessitam.

Alexander Barroso, advogado criminalista e eleitoralista e CEO do escritório Alexander Barroso & Advogados

Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, procurador regional da república e ex-procurador regional eleitoral de São Paulo