Início Site Página 2038

Profissionais de Saúde do DF só usam equipamentos certificados pela Anvisa

Todos os EPIs comprados têm, antes de serem postos à disposição dos profissionais, várias amostras avaliadas por duas áreas específicas da Secretaria

A segurança dos profissionais de saúde nesta época de pandemia é uma meta perseguida pela administração pública. Por isso, a pasta investe pesado nos chamados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), entre eles as máscaras faciais e capotes – vestimentas específicas utilizadas como proteção de contato às roupas pessoais.

Todos os equipamentos, após adquiridos, seguem um rigor de verificação da qualidade e atendimento às medidas sanitárias. As amostras são avaliadas por pelo menos duas áreas da Secretaria de Saúde: a Gerência de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho ou a Gerência de Armazenamento e Distribuição de Materiais Médico Hospitalares e de Odontologia.

O mesmo acontece com equipamentos doados por entidades ou empresas empenhadas em ajudar no combate à doença. “Assim que os EPIs chegam ao almoxarifado central, os gestores da unidade entram em contato pedindo nossa presença para avaliação”, explica o gerente de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, Ricardo Theotônio.

Segundo ele, somente depois de aprovadas, os equipamentos são distribuídos pela Diretoria de Logística da pasta para os hospitais e unidades de saúde da rede. “No caso das máscaras, pegamos amostras e cortamos na hora para confirmar o número de camadas, a presença dos elementos filtrantes, fotografamos e guardamos as amostras”, detalha.

“Muitas vezes, passamos dias analisando as amostras, para termos certeza da qualidade de interação desse equipamento com a face do usuário”, completa.

Nos processos de compra, os materiais ainda são analisados em duas ocasiões. Na proposta e na entrega e, muitas vezes, descartando lotes inteiros devido às não conformidades encontradas.

No combate à Covid-19, Saúde adquire 24 mil litros de álcool líquido

Entrega faz parte de uma compra que totaliza 69 mil litros do produto

A Secretaria de Saúde recebeu, nesta quinta-feira (28), 24 mil litros de álcool líquido para desinfectar superfícies de ambientes hospitalares e contribuir na assepsia de pacientes e servidores, como forma de reforçar o combate contra a Covid-19. O produto faz parte da primeira remessa de mais de 69 mil litros comprados pela pasta no valor total de R$ 220.924,80.

A primeira parcela do insumo foi entregue no Parque de Apoio da pasta e foi dividido em 26 paletes de madeira, pois o volume é grande e não cabia em apenas uma carreta. Ainda resta entregar 45.030 litros, o que equivale a mais 49 paletes.

Como a fábrica que distribui o álcool líquido fica em Goianésia (GO) e está limitando a quantidade das entregas por CNPJ dos fornecedores, como medida de segurança, o restante do valor empenhado no produto só será recebido pela empresa responsável quando a entrega total tiver sido concluída.

A expectativa é que os fornecedores enviem o restante do produto dentro dos próximos 30 dias, para não pagarem multa.

Abastecido

Apesar do reforço, o estoque da Secretaria de Saúde se mantém abastecido do produto. Antes dessa entrega, 12.498 litros de álcool líquido, adquiridos de outra compra, estavam sendo distribuídos para toda a rede pública de saúde do Distrito Federal.

Enquanto isso, os 24 mil litros do álcool líquido já recebidos pela pasta ficarão no Parque de Apoio até que o estoque anterior seja totalmente distribuído.

Beneficiários do auxílio emergencial podem pagar compras via celular

Usuário pode acessar aplicativo Caixa Tem

A partir de hoje (29), os beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600 – R$ 1,2 mil para mães solteiras – poderão pagar compras em cerca de 3 milhões de estabelecimentos comerciais em todo o país por meio do celular. A Caixa Econômica Federal liberou uma atualização do aplicativo Caixa Tem que permite o pagamento por meio de código QR (uma forma mais avançada do código de barras que pode ser lido por câmeras de celulares).

Segundo o vice-presidente de tecnologia do banco, Cláudio Salituro, a ferramenta foi desenvolvida em dez dias. A novidade estará disponível nos estabelecimentos com maquininhas da bandeira Elo. O banco informou que maquininhas de outras bandeiras poderão aderir livremente à novidade.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse ontem que a grande vantagem da ferramenta consiste em diminuir a necessidade de saques em espécie do auxílio emergencial, reduzindo as filas nas agências. “Não precisa sacar. Basta movimentar o dinheiro de forma digital para fazer as compras”, declarou.

Passo a passo

Primeiramente, o usuário poderá acessar o aplicativo Caixa Tem, usado para movimentar as contas poupança digitais criadas pelo banco, e escolher a opção pagar na maquininha. Em seguida, a câmera do celular automaticamente abrirá. O usuário deverá apontá-la para o código QR que aparecerá na maquininha, conferir o valor da compra a apertar o botão confirmar na tela do celular.

Em seguida, a maquininha do cartão imprimirá o recibo dizendo que a compra foi efetuada. Uma via ficará com o estabelecimento. O cliente só pega a via dele se quiser. Isso porque o aplicativo Caixa Tem armazenará cada compra, permitindo a conferência do saldo.

“É muito simples e muito fácil de fazer”, disse Salituro. Ele acrescentou que o processo ajudará no combate à pandemia de coronavírus, à medida que o beneficiário do auxílio emergencial não precisará tocar na maquininha nem digitar senhas. “O processo é seguro e sem contato físico com a maquininha”, destacou.

A Caixa liberou ontem a atualização do aplicativo Caixa Tem para celulares com o sistema Android. Para celulares da Apple, com o sistema iOS, a atualização que permite o pagamento com código QR será liberada até sábado (30).

Respeito às normas marca a luta contra coronavírus

União de esforços entre o corpo jurídico e técnicos de diferentes áreas de governo colaboram para o controle da pandemia no DF

A luta do Governo do Distrito Federal (GDF) contra o coronavírus, causador da Covid-19, vai além do esforço concentrado nas áreas de saúde, segurança pública e economia. Para que esses setores caminhem bem, é importante o apoio de outros núcleos – como o jurídico, por exemplo. E é com base na transparência e respeito às normas e leis que as decisões têm sido tomadas e colocado o DF em situação mais confortável, com números mais baixos do que outros entes federativos.

“Pandemia é aprendizado. Nós estamos aprendendo fazendo. Temos que respeitar as leis e ter eficiência nas contratações”Valdetário Monteiro, chefe da Casa Civil

Para que a capital volte à normalidade o quanto antes e a disseminação do vírus possa ser controlada, a união de esforços tem sido o prisma do Executivo. Parte desse trabalho é formatado a partir da Sala de Situação, espaço instalado ao lado do gabinete do governador Ibaneis Rocha e administrado pelo chefe da Casa Civil, Valdetário Monteiro.

É dentro desse espaço, recheado de monitores, gráficos e informações que os técnicos do governo estudam a evolução da pandemia no DF e decidem o melhor caminho para a cidade. Sempre com embasamento técnico. “Pandemia é aprendizado. Nós estamos aprendendo fazendo. Temos que respeitar as leis e ter eficiência nas contratações para que os recursos cheguem no cidadão e ele tenha o atendimento adequado na rede pública”, destaca Valdetário Monteiro.

Esse fio condutor que nasce e se desenvolve na Sala de Situação se integra com o corpo jurídico do governo. O fato de a pandemia ser inédita, com questões normativas muitas vezes sem precedentes, reforça a necessidade de trabalho e integração entre os órgãos, como destaca o consultor jurídico do governo, Rodrigo Becker.

“Todas as normas editadas pelo governador são baseadas em elementos técnicos, sanitários, feitos pela Secretaria de Saúde, pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal [Codeplan] e demais órgãos. Os decretos são sempre publicados com base jurídica e feitos em conjunto, a várias mãos”, explica.

“O decreto para a abertura das atividades comerciais, por exemplo, foi construído durante dias. Todas as medidas são ajustadas com base nas normas já editadas. Esse trabalho durante a pandemia tem sido um grande obstáculo a ser enfrentado”, acrescenta Becker.

Vitórias na Justiça

Para além da tomada de decisões que partem da Casa Civil, o governo conta com a Procuradoria-Geral do DF (PGDF) nas questões judiciais e extrajudiciais. A procuradoria é responsável, por exemplo, pelas ações que levaram à suspensão da reabertura escalonada do comércio, a redução do ICMS para álcool gel e também a derrubada de liminares que pretendiam adiar o pagamento de tributos essenciais como o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

A conquista mais recente da PGDF foi derrubar a decisão que determinava a abertura escalonada de atividades comerciais. Após suspender a liberação do comércio em 6 de maio, provocada por ação civil ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e Ministério Público do Trabalho (MPT), a juíza Kátia Balbino, da 3ª Vara Federal Cível do DF, liberou o funcionamento escalonado do comércio com intervalo de 15 dias entre os setores.

Essa decisão foi deferida no dia 15 deste mês. E o governo, por meio da PGDF, recorreu à Justiça Federal por entender que cabe ao Executivo – e não ao Judiciário – decidir quando e a melhor forma de permitir o funcionamento do comércio, com base em dados técnicos e científicos.

Na terça-feira (19), o juiz federal Roberto Carlos de Oliveira atendeu ao pedido da procuradoria, devolvendo o poder de tomada de decisões ao governo local. “É bom que se diga que o Poder Judiciário não é o foro adequado para a realização da gestão de uma crise de saúde desta magnitude, seja diante das limitações que lhe são próprias, uma vez que age somente por provocação, seja porque não possui corpo técnico, com conhecimento científico especializado na área de saúde, para poder prestar a devida orientação necessária”, escreveu o magistrado.

Esses são alguns exemplos dos esforços envidados nos últimos meses. Dados da PGDF apontam que, entre 23 de março e 22 de maio deste ano, houve 5.045 autuações, 143 ações sobre a Covid-19, 40.304 publicações e 526 mandados judiciais recebidos. Nas ações sobre coronavírus, a maior parte se refere a comércio e serviços (41) e parcelamentos e tributos (40).

Para construir a argumentação de um recurso, por exemplo, a procuradoria recorre às secretarias que respondem os questionamentos levantados na ação. Após alinharem todos os pontos, a procuradoria responde à Justiça dentro do prazo estipulado, que varia de acordo com a demanda.

“Nas ações do Judiciário, a procuradoria tem se manifestado no sentido de que as opções políticas do GDF sejam preponderantes. Nós defendemos a expertise dos especialistas e técnicos e o GDF até agora obteve êxito em suas decisões. Montesquieu [filósofo e escritor francês], em sua obra clássica, sistematizou a divisão dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, na medida em que eles devem ser órgãos harmônicos e independentes entre si”, aponta a procuradora-geral do DF, Ludmila Galvão.

Tributos mantidos

No quesito de impostos, que geraram 40 ações, uma importante conquista para a saúde financeira do DF foi obtida pelos procuradores. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), sustou, na segunda-feira (18), os efeitos de decisões liminares que autorizavam o adiamento ou suspensão de tributos de competência local – como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) – e de eventuais multas pelo não pagamento pontual dessas taxas públicas.

Essas ações foram ajuizadas por empresas dos ramos de confecção de roupas, revenda de brinquedos, administração de shoppings e da área de tecnologia. A PGDF alegou entender a dificuldade econômica provocada pela Covid-19, mas destacou que as liminares teriam risco de causar grave lesão à saúde, ordem pública e economia do DF, o que poderia comprometer a arrecadação tributária.

Após liminar, GDF reduz ICMS

Foi após uma liminar obtida pela Procuradoria-Geral que o GDF determinou a redução de 11% da alíquota de ICMS de produtos de prevenção ao coronavírus. Entram nessa lista álcool gel, luvas e máscaras médicas, hipoclorito de sódio 5% e álcool 70%. A medida é importante para o barateamento do custo final desses itens para o consumidor.

“Nas ações do Judiciário, a procuradoria tem se manifestado no sentido de que as opções políticas do GDF sejam preponderantes”Ludmila Galvão, procuradora-geral do DF

A iniciativa foi tomada pelo governo por decreto, já que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) mostrou resistência à proposta. O Executivo local, por meio da PGDF, acionou a Justiça Federal e conquistou a liminar, permitindo a isenção ou redução da base de cálculo do imposto.

Outras ações

Em março, a PGDF também ingressou na Justiça para que o marido de uma paciente infectada pelo coronavírus, internada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), realizasse exames laboratoriais, após ter se negado a fazê-los. Além dos exames, também foi determinado, à época, que ele cumprisse isolamento domiciliar.

A procuradoria conseguiu, na Justiça Federal, que o Hospital das Forças Armadas fornecesse a lista de pacientes que testaram positivo para a Covid-19 naquela unidade. A decisão liminar foi deferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e previa multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

Ludmila Galvão: “Trabalho tem sido bastante intenso e contínuo, tanto no contencioso como no consultivo” | Foto: Vinícius de Melo / Agência Brasília

“A procuradoria tem atuado de forma eficiente e eficaz nas demandas da Covid-19. Como órgão jurídico central do DF, ela cuida da representação judicial e consultoria jurídica e em ambos a PGDF tem sido bastante demandada. São inúmeras as ações judiciais e processos administrativos que precisamos que apresentar a manifestação. O trabalho tem sido bastante intenso e contínuo, tanto no contencioso como no consultivo”, acrescenta a procuradora.

Teletrabalho

A maior parte dessas ações ocorreu durante o período de teletrabalho, estabelecido em 23 de março, o que ressalta o comprometimento de todos os procuradores e servidores com a prestação de serviços para a população do DF.

Foi montada em dois dias toda a estrutura de tecnologia da informação para permitir o acesso remoto das ferramentas de trabalho disponíveis, até então, apenas na rede interna da PGDF.

A PGDF também emitiu pareceres para embasar termo de cooperação técnica com vista a soluções em vídeo chamada/chat para atendimento de pacientes suspeitos de Covid-19 e para a suspensão ou revogação de nomeação de candidatos aprovados em concurso público em virtude dos efeitos da pandemia.

Valdetário: com respeito às leis, deve-se sempre priorizar o cidadão e o “atendimento adequado na rede pública” | Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

Foi ainda publicada a Portaria nº 115/2020, que regulamenta o trabalho consultivo por meio de um parecer referencial e orienta a administração pública sobre contratações emergenciais no âmbito da pandemia.

Transparência

Todo esse esforço conjunto do governo para que o DF controle a pandemia tem sido feito com transparência e as portas abertas a todas as empresas, órgãos e entidades públicas. A atuação do GDF é destaque no Índice da Transparência Internacional, feito pela Open Knowledge Brasil (OKBR), uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos. O índice avalia especificamente os dados referentes às contas emergenciais realizadas no enfrentamento ao coronavírus. Atualmente o DF ocupa a 1ª posição entre os estados.

Boa parte desse resultado vem com o trabalho da Controladoria-Geral do DF (CGDF), com as informações consolidadas no portal temático. “No portal, além das informações sobre as contratações, cumprindo uma determinação legal, a gente traz dados oficiais para a população, como o número de casos de Covid-19, o detalhamento da evolução da doença no DF”, destaca o controlador-geral do DF, Paulo Martins.

A CGDF também tem desenvolvido ações na Ouvidoria, com mais de 10 mil manifestações relacionadas à Covid-19, que vão desde a denúncias de descumprimento de decretos até dúvidas dos cidadãos. Nas áreas de controle interno, uma das missões têm sido fazer o papel de análise prévia das contratações para os órgãos do governo.

A controladoria também está desenvolvendo o cruzamento dos dados dos beneficiários de programas do governo, como o Renda Emergencial. O objetivo é identificar falhas e corrigir eventuais desvios de recurso público no caso de cidadãos que não deveriam receber os recursos e, graças a falhas eventuais, possam tê-los recebido.

É com a ajuda de todas essas frentes que o DF tem trabalhado para deixar o cidadão do DF mais seguro e longe do vírus. E com foco no recado: sempre que possível, fique em casa.

Governo Ibaneis é primeiro lugar em transparência no País sobre a Covid-19

0

Avaliação da OKBR posicionou DF como a melhor unidade da federação na divulgação de dados e execução de ações no âmbito da pandemia

O Governo do Distrito Federal (GDF) vem sendo destaque no enfrentamento ao novo coronavírus e também na maneira transparente como tem conduzido as questões referente ao assunto. E foi o quesito transparência que levou o DF, com a nota máxima de 100 pontos, a alcançar o primeiro lugar no ranking da Open Knowledge Brasil (OKBR), anunciado na noite desta quinta-feira (28).

A avaliação considera a publicação de informações em sites oficiais do governo referentes a questões que envolvem a pandemia da Covid-19 – como casos, status de atendimento, doenças preexistentes, ocupação de leitos e testes, entre outros enfoques.

Portal Covid-19

Além da atualização contínua dos sites oficiais, o GDF também elaborou o Portal Covid-19, centralizando informações sobre contas, painéis de dados e orientações sobre como proceder nos casos de suspeita.

O site é monitorado e atualizado todos os dias e conta com o auxílio permanente das secretarias de Saúde (SES) e Segurança Pública (SSP) e da Casa Civil. A página é uma iniciativa da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), que produz conteúdo com recursos disponíveis e sem gastos públicos extras.

“É gratificante, uma vez que temos evoluído dia a dia no nível de transparência”, comemora o controlador-geral do DF, Paulo Martins. “É um esforço constante, já que estamos em um momento delicado e com tantas questões a serem consideradas. Uma boa notícia que nos anima a continuar nessa luta.”

O Portal Covid-19 disponibiliza, desde que foi lançado, todas as compras realizadas na missão de combater a pandemia e manter a população a par das ações do governo.  As informações, abertas ao público em geral, podem ser acessadas por computador ou dispositivos móveis.

Confira os dados da Open Knowledge Brasil (OKBR).

Termina hoje prazo para instituições de ensino superior aderirem ao Sisu

Prazo para retificação do termo de adesão será de 1º a 5 de junho

Termina hoje (29) o prazo para instituições de ensino superior públicas e gratuitas aderirem ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o segundo semestre de 2020. O prazo para retificação do termo de adesão será de 1º a 5 de junho. O processo seletivo do programa, para vagas em cursos de graduação, usa as notas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) como critério de classificação.

Os estudantes interessados em concorrer a uma vaga em uma universidade ou instituto público poderão consultar os cursos e o número de vagas que serão disponibilizados por cada instituição participante. Os interessados poderão fazer as inscrições para o Sisu 2020 entre os dias 16 e 19 de junho.

A partir do próximo semestre, o Sisu passará também a permitir a oferta de vagas na modalidade de ensino a distância (EaD).

O Sisu é o programa do Ministério da Educação para acesso de brasileiros a um curso de graduação em universidades públicas do país. As vagas são abertas semestralmente, por meio de um sistema informatizado, e para participar é preciso ter garantido um bom desempenho nas provas do Enem e não ter zerado a redação.

Para acesso de estudantes ao ensino superior, o governo oferece ainda bolsas de estudo em instituições privadas, por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni), e a opção de financiamento com taxas reduzidas pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As inscrições para os dois programas vão de 23 a 26 de junho e de 30 de junho a 3 de julho, respectivamente.

Parlamentares e empresários debatem desafios à inovação no Brasil em reunião virtual

Evento contará com a participação de deputados e senadores da Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação e empresários da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), criada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Pelo segundo ano consecutivo, parlamentares e empresários se reúnem para debater soluções aos entraves à inovação no Brasil. Desta vez, o encontro foi realizado no formato virtual. O evento ocorreu nesta sexta-feira (29), às 9h30, organizado pela Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação, em conjunto com a Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), grupo que reúne os maiores líderes empresariais do país, coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O presidente da Frente Parlamentar, senador Izalci Lucas (PSDB/DF), aproveitou a sessão plenária remota do Senado Federal da quarta-feira (27) para reforçar o convite aos parlamentares e destacou que o país precisa passar por uma transformação e modernização, no setor industrial, em especial na área da tecnologia e inovação. Izalci também lembrou que as escolas públicas estão atrasadas quanto à integração e ao uso da tecnologia.

“A maioria das empresas e indústrias brasileiras, cerca de 75%, ainda estão na era analógica. Os alunos das escolas públicas não têm acesso à internet. Como vamos exigir mudança na mão-de-obra qualificada se não temos internet para os alunos, se nossas escolas não têm acesso à tecnologia e nossas empresas e indústrias não conseguem ir para a era digital? A inovação é muito importante para o crescimento do país”, afirmou o senador.

Na reunião da Frente Parlamentar e da MEI/CNI, especialistas fizeram apresentações sobre a importância das políticas de inovação para o desenvolvimento dos países, principalmente em época de pandemia; a importância da política de inovação para a indústria do Brasil; e a educação e a CT&I como vetores do desenvolvimento do Brasil. O encontro teve ainda a participação do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes.

Tabaco é um dos maiores inimigos para a saúde do coração

Especialista fala dos perigos e consequências que o uso do tabaco pode causar

Criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio tem o objetivo de alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. O uso da substância é associado a diversos tipos de câncer, além de causar problemas pulmonares e ser também um dos maiores inimigos para a saúde do coração.

De acordo com a cardiologista eletrofisiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Edna Marques, o uso de tabaco afeta diretamente a saúde cardiovascular principalmente pela sua ação maléfica nos vasos sanguíneos, diminuindo a produção do óxido nítrico, que é uma substância protetorado tanto para os vasos sanguíneos e o coração.

“A substância encontrada nos derivados de tabaco como  cigarros, charutos, cachimbos e até mesmo nos narguilés contribui para diversas doenças no aparelho cardiocirculatório. Ela age no aumento da contração dos vasos sanguíneos, acelerando a frequência cardíaca e aumentando a pressão arterial”, detalha.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 7 milhões de pessoas morrem anualmente pelo tabagismo; destas, 900 mil são vítimas de fumo passivo. Para a especialista Edna Marques o hábito de fumar causa riscos a quem fuma e a quem convive com o fumante.

“Alguns efeitos do cigarro no organismo são irreversíveis. Quem faz uso do cigarro pode vir a ter doenças pulmonares e as cardiovasculares como por exemplo, Infarto Agudo do Miocárdio; Acidente Vascular Cerebral (AVC); Aumento do Colesterol ( Dislipidemia); Arritmias Cardíacas e Doença ateroscleróticas de todos os vasos do organismo”, explica. E completa: “uma pessoa exposta à fumaça do cigarro também pode desenvolver doenças respiratórias, cardiovasculares e cerebrais e até mesmo câncer. Apesar de os fumantes ativos apresentarem mais riscos, o tabagismo passivo também traz consequências graves à saúde”, ressalta a médica.

Tratamento Multidisciplinar é um caminho

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o tabagismo deve ser considerado uma pandemia, ou seja, uma epidemia generalizada, e como tal precisa ser combatida. Contudo, parar de fumar sozinho não é tarefa fácil porque o cigarro causa tanto a dependência química quanto a psicológica. Nesse sentido que estudos apontam que a abordagem multidisciplinar com os pacientes que buscam abandonar o vício é o método mais eficiente. A cardiologista eletrofisiologista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Edna Marques defende a prática e diz que é fundamental essa forma de tratamento.

“O paciente precisar se sentir acolhido para largar o hábito e o tratamento multidisciplinar colabora para isso. Além do acompanhamento com o pneumologista e cardiologista, tem a fisioterapia, psicologia e a nutrição que pode dar todo o suporte para o paciente”, pontua.

O tratamento multidisciplinar segue uma estratégia que visa atender de forma simultânea, ou seja, o paciente segue as orientações de cada profissional para atender às diversas demandas em todos os aspectos do ser humano. Nesse tipo de tratamento é muito comum, e necessário, que o paciente seja acompanhado por diversos profissionais, de diversas especialidades, para o próprio paciente criar uma rede de apoio social para seu tratamento.

Para a Marianna Cruz, psicóloga do ICTCor, é importante esclarecer, que além da importância do acolhimento dessas pessoas que buscam ajuda, o desenvolver do tratamento depende também da sua abertura para receber o que cada abordagem tem a agregar no tratamento contra o tabagismo, e principalmente, o paciente precisa se responsabilizar por todo o processo.

“Todas as áreas possuem sua contribuição, e podem trazer diversos benefícios, contudo, o mais importante em todo esse processo é o sentido que o paciente dá para esse desafio que ele estabelece para ele mesmo”, pontua.

Você sabia?

O tabaco é uma substância agrícola processada a partir de uma planta chamada cientificamente de nicotiana tabacum, que é utilizada como droga recreativa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para todo o mundo que o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo mundo.

Governador Ibaneis se recupera bem e recebe alta da UTI

Durante a entrevista coletiva, os médicos explicaram como foi feito o procedimento cirúrgico | Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Ibaneis Rocha passa bem e, mesmo internado, consegue acompanhar o andamento dos trabalhos

Decorridas 48 horas da cirurgia no aparelho digestivo à qual foi submetido, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, apresentou melhoras que lhe permitiram receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Mesmo internado, ele está acompanhando o andamento das ações do governo.

Ibaneis irá para o quarto, mas receberá visitas restritas, pois precisa descansar para se recuperar totalmente. Durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (28), a equipe médica que realizou o procedimento disse mais uma vez que não há previsão de o governador ir para casa.

“Estamos programando a alta, mas não podemos estabelecer previsões futuras”, declarou o coordenador de terapias intensivas da Rede D’Or, Marcelo Maia. “A avaliação é feita diariamente e mais de uma vez por dia. A cada dia ele está melhor, mas estamos bastante prudentes.”

Marcelo Maia informou que os médicos estão fazendo uma progressão da dieta do governador de líquida para sólida, um passo importante para a recuperação, pois mostra se ele consegue digerir a comida sem apresentar distensão abdominal ou qualquer intolerância alimentar, o que vai garantir que volte a se alimentar normalmente. “Ele aceitou a alimentação oral superbem e está caminhando dentro da unidade”, contou o médico.

O procedimento

O governador foi internado às 14h30 de segunda-feira (25) no Hospital DF Star. O quadro era de dor abdominal aguda. Os exames laboratoriais foram realizados duas vezes, procedimento após o qual a equipe médica decidiu fazer a cirurgia para que a situação não se agravasse.

A operação detectou e corrigiu uma perfuração no intestino causada pela ingestão de um fragmento de osso animal, um pedaço de osso de galinha ou espinha de peixe.

Recuperação avança

O cirurgião Ronaldo Cuenca relatou que o exame físico abdominal do governador não mostra nenhum sinal de complicação decorrente da operação, o funcionamento intestinal está normal e não há dor. “Isso nos deixa muito seguros e tranquilos; vencemos as primeiras 48 horas”, afirmou.

Durante a entrevista, Cuenca detalhou o procedimento e mostrou o principal equipamento usado na videolaparoscopia – um grampeador mecânico, o mesmo utilizado na cirurgia bariátrica feita por Ibaneis Rocha há alguns anos.

Para a retirada do corpo estranho, foi preciso cortar dois centímetros do intestino delgado. Tanto o material seccionado quanto o objeto que perfurou parte do órgão serão enviados a análise histopatológica, o que é praxe. O resultado deve sair entre sete e dez dias.

Caixa abre no próximo sábado para saque de auxílio emergencial

Atendimento ao público será das 8h ao meio-dia

A Caixa vai abrir 2.213 agências no próximo sábado (30), das 8h às 12h, para atendimento aos beneficiários do auxílio emergencial que receberam a primeira parcela até 30 de abril, nascidos em janeiro e que queiram fazer o saque em espécie do benefício. A partir desta data, também será possível a transferência do benefício para contas da Caixa ou de outros bancos.

Em época de pandemia, o auxílio emergencial está sendo pago a trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados.

Antes de ir a uma agência, orienta a Caixa, os clientes devem consultar as unidades que estarão abertas em sua localidade.

Desde o dia 20 de maio, foi creditado em 31 milhões de contas o pagamento da segunda parcela, totalizando R$ 20,3 bilhões.

Outras datas

Amanhã (29), terminam os escalonamentos definidos para pagamento da segunda parcela aos beneficiários do auxílio emergencial que integram o Bolsa Família, contemplando 9,5 milhões de pessoas, e para o pagamento da primeira parcela aos 8,3 milhões que ainda não tinham recebido o recurso, totalizando R$ 5,3 bilhões.

Segundo a Caixa, mesmo após o encerramento desses prazos, os valores do auxílio continuarão disponíveis para recebimento.

Horário de chegada

A Caixa reforça que não é preciso madrugar nas filas. Todas as pessoas que chegarem às agências durante o horário de funcionamento, das 8h às 12h, serão atendidas. Elas vão receber senhas e, mesmo com as unidades fechando às 12h, o atendimento continua até o último cliente.

O banco informou ainda que fechou parceria com 1.190 prefeituras em todo o país para reforçar a organização das filas e manter o distanciamento mínimo de 2 metros entre as pessoas. De acordo com a Caixa, a triagem nas filas foi reforçada, de forma que aqueles que não estão na data respectiva de pagamento em espécie não permaneçam no local.

Cartão de débito virtual

O beneficiário não precisa sacar o auxílio para usar o dinheiro. O aplicativo Caixa Tem possibilita ao cidadão fazer transferências bancárias e pagar contas, como as de água, luz e telefone.

Além disso, o aplicativo disponibiliza gratuitamente o cartão de débito virtual Caixa para fazer compras pela internet, aplicativos e sites. O cartão também é aceito em maquininhas autorizadas com a funcionalidade do cartão virtual de débito.

Para usar o serviço, o beneficiário precisa gerar o cartão virtual. Para isso, o primeiro passo é atualizar o Caixa Tem. Depois, entrar no aplicativo e acessar o ícone Cartão de Débito Virtual. É o último da tela inicial. Feito isso, o usuário deve digitar a senha do Caixa Tem. Em seguida, aparecem os seguintes dados: nome do cidadão, número e validade do cartão e código de segurança. Ao lado do código, é preciso clicar em “gerar”.

O código de segurança vale para uma compra ou por alguns minutos. Para fazer outra compra, é preciso gerar novo código.

Até a última segunda-feira (25), foram movimentados R$ 719,2 milhões pelo cartão de débito virtual Caixa, informou o banco.