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GDF testa nova tecnologia no combate à Covid-19

Equipamento tem capacidade de medição de temperatura em massa

Tecnologia de ponta no combate contra o novo coronavírus. Quem passar pela rodoviária do Plano Piloto nos próximos dias irá se deparar com duas câmeras fototérmicas, de alta definição, fabricadas na China e que estão sendo testadas para medir a temperatura da população. E não apenas isso. O equipamento robusto, mas de operação simples e eficiente, irá captar também quem estiver usando máscara ou não, ou utilizando o acessório de maneira errada. Trata-se de uma operação piloto do GDF que pretende adquirir os aparelhos, caso eles atendam às exigências de prevenção contra a doença.

“Algumas pessoas do GDF tiveram oportunidade de ver o aparelho, achamos interessante e a empresa fabricante propôs fazer um teste durante uns 30 dias na rodoviária, sem custo para o governo”, explicou o secretário de Cidades, Fernando Leite. “Está aí para gente acompanhar e verificar se realmente atende as nossas exigências, vamos testar a precisão e ouvir especialistas da área de saúde”, observou o gestor.

Setores da área privada como alguns shoppings da cidade já aderiram a nova tecnologia. Na rodoviária do Plano Piloto, essa operação em fase de teste funciona desde semana passada. Funcionário da área de TI de um hotel do Plano Piloto, Marco Aurélio Almeida ficou curioso com a engenhoca. “Muito intrigante, vou sugerir para a direção do hotel, acho que pode ser um aliado na luta contra o vírus”, comentou o profissional da área de tecnologia. “Pelo menos passa sensação de segurança para as pessoas”, defendeu.

Eficiência

As câmeras apesar de móveis, estão instaladas na entrada do metrô, em função do grande fluxo de passageiros. Os aparelhos têm capacidade de registar o movimento de 35 pessoas simultaneamente, por segundo, ou seja, 1800 por minuto, além de traçar o perfil do comportamento de cada um.

Os alertas são parecidos com as sinalizações de um semáforo de trânsito. Se a pessoa não estiver com febre e usando a máscara corretamente, sua passagem será registrada com uma luz verde. Se ela estiver sem máscara ou usando a peça de maneira errada, uma luz laranja será acionada. Por fim, se o passante apresentar temperatura acima de 37,3 graus, uma luz vermelhar acenderá. A mensagem captada pelas lentes é direcionada para um computador, que joga as informações para um telão. A partir daí o operador do equipamento poderá acionar um agente de segurança, que abordará a pessoa detectada.

“Claro que essas informações são configuradas de acordo com a exigência da situação, são importantes para ajudar o governo, por exemplo, no controle dos índices da doença”, atesta o operador da máquina, Márcio Gomes.  “Não tem lugar melhor para fazer o teste desse equipamento do que o metrô ou a rodoviária, porque o fluxo de gente é muito grande”, observa o profissional.

“Qualquer ajuda que vier na luta contra essa doença é válida”, agradeceu Millena Lima, funcionária de uma loja de equipamentos de celulares. “O movimento aqui aumentou absurdamente com a abertura dos shoppings”, alegou.

Distrito Federal poderá ter Política de Reciclagem de Veículos

Retirada de carcaças e renovação da frota estão entre os objetivos da proposta de autoria do deputado distrital José Gomes

Tramita na Câmara Legislativa do Distrito Federal o Projeto de Lei 1206/2020 que cria a Política de Reciclagem de Resíduos Veiculares. De autoria do deputado distrital José Gomes (PSB), a proposta visa preservar o meio ambiente e preservar vidas por meio da retirada de carcaças e da renovação da frota de carros que trafegam nas ruas da capital brasileira.
Com uma frota de 1,8 milhão de carros, o Distrito Federal é a quarta Unidade Federativa em quantidade de veículos. “É comum vermos nas ruas carcaças abandonadas e carros com muito tempo de uso, o que prejudica o meio ambiente e coloca em risco a vida das pessoas”, destacou o autor da proposta, o deputado Distrital José Gomes.
De acordo com o Detran-DF, o Distrito Federal possui mais de mil carcaças abandonadas, que podem servir de abrigo para o mosquito da dengue ou de bandidos e usuários de drogas. Além disso, mais de 20% da frota possui mais de 20 anos de uso. “São 375,5 mil veículos que podem estar colocando em risco a vida das pessoas e aumentando a quantidade de poluentes no meio ambiente”, comentou o parlamentar.
A Política de Reciclagem proposta visa assegurar o controle, a preservação e a melhoria das condições do meio ambiente; garantir a segurança do trânsito na malha rodoviária; contribuir com a redução de consumo de combustível e de emissão de gases poluentes; criar novos postos de trabalho; e minimizar os impactos negativos na mobilidade urbana.
A implementação da proposta se dará por meio de incentivos para aquisição de veículo novo ou seminovo com tecnologia ambientalmente sustentável e do manejo, pelos fabricantes, de resíduos sólidos dos automóveis para que eles sejam reaproveitados em seu próprio ciclo produtivo ou no de outros produtos.
A proposta vai ao encontro da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei federal nº 12.305, de 2 de agosto 2010) e prevê a criação de um Fundo de Incentivo à Renovação de Veículos Obsoletos (Firvo) e uma política de redução de tributos para veículos novos movidos à energia renovável.

Obesidade Infantil causa consequências à saúde do coração

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Hipertensão arterial, Insuficiência cardíaca, Infarto agudo do miocárdio estão entre os principais problemas de saúde causados pela doença

No próximo dia 3 de junho é celebrado o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. Infelizmente, dados mais recentes do Ministério da Saúde revelam que 12,9% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas e 18,9% dos adultos estão acima do peso.

Hoje em dia, ver dobrinhas nas crianças já não pode ser considerado sinal de saúde, mas sim, motivo de alerta. Isso porque as causas da obesidade mórbida em crianças são variadas, mas estão relacionadas, principalmente, à qualidade dos hábitos alimentares e ao sedentarismo. Alimentação fora do horário ou rica em gordura e açúcar é considerada a grande vilã. Além disso, a origem para a doença também pode ser a hereditariedade, distúrbios hormonais e até fatores psicológicos que, quando descobertos precocemente, evitam que o acúmulo de peso aconteça.

Segundo o cardiologista pediátrico do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Mauricio Jaramillo Hincapie, a definição de obesidade em crianças e adolescentes é um pouco mais difícil de estabelecer do que na idade adulta, pois existem diferenças pelo sexo, idade, estatura e estágio de maturação sexual.  Além da aparência visual que chama atenção, é necessário utilizar algumas das curvas já estabelecidas para Índice de Massa Corpórea (IMC) e colocar a medida da criança nesta curva, da mesma forma como se avalia o peso e a estatura para saber se o crescimento está adequado.

“Um IMC acima do percentil 85% é classificado como sobrepeso e acima de 95% como obesidade.  Também pode ser utilizada a medida da circunferência abdominal, pregas cutâneas, índice de obesidade entre outros para classificar o grau de obesidade da criança. Quanto maior o grau de obesidade, maiores as complicações a médio e longo prazo para a saúde dela”, explica o profissional.

Uma criança com sobrepeso, principalmente com considerável excesso durante toda a infância e pré-adolescência, tende a continuar obesa na fase adulta. E essa quantidade de peso anormal durante o desenvolvimento do corpo causa a má formação do esqueleto. Além disso, o excesso de gordura e açúcar no organismo pode provocar o aparecimento de diabetes e uma série de doenças cardíacas como, por exemplo, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, entre outras.De acordo com o especialista, os fatores a serem considerados na ligação da obesidade ao aumento da pressão arterial incluem: aumento do volume sanguíneo, volume sistólico e débito cardíaco, além de mecanismos que ligam a obesidade a um aumento da pressão arterial periférica.

“Assim como acontece com os adultos, a obesidade pode levar a consequências importantes em diversos sistemas do organismo, com maior risco de alterações ortopédicas, cutâneas, respiratórias como asma e apneia do sono, endócrinas e metabólicas como diabetes, resistência à insulina e colesterol elevado, alterações no fígado (depósito de gordura) e cálculos na vesícula, e as cardiovasculares como a hipertensão, aterosclerose (estrias de gordura nas artérias), sobrecarga e insuficiência cardíaca. Uma criança obesa tem a probabilidade de permanecer obesa na idade adulta entre  20% a 50%, antes da puberdade e 50% a 70%, após a puberdade, levando esses pacientes a terem maior risco de desenvolver complicações no futuro”, detalha Jaramillo.

Tratamento

O especialista afirma que o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes é mais difícil e longo do que nos adultos, justamente, porque a  criança, geralmente, não compreende a necessidade de baixar o peso. Além disso, o processo envolve uma mudança importante nos hábitos familiares e até da escola e grupo social do paciente.

“O cuidado baseia-se na redução da ingestão calórica, aumento do gasto energético, modificação comportamental e envolvimento familiar no processo de mudança. Inicialmente, é necessário aconselhamento nutricional para corrigir os erros alimentares, eliminar alimentos muito calóricos e ricos em açúcar e gordura, com aumento dos vegetais, frutas e fibras, além de criar a consciência da importância das atividades físicas frequentes e brincadeiras ao ar livre com redução do número de horas na televisão, computador e videogames”, relata  o cardiologista.

Além de todas as mudanças, o apoio psicológico e psiquiátrico quando necessário, bem como envolvimento multiprofissional com pediatra, endócrino, cardiologista, nutricionista, fisioterapia, entre outros também são importantes para obter resultados.

Para Mauricio Jaramillo, é essencial ficar atento neste momento em que as atividades físicas das crianças, brincadeiras nas ruas e parques estão suspensas por conta pandemia causada pelo novo coronavírus. O médico alerta que apenas brincadeiras pelo celular, o computador e os jogos eletrônicos, geram um sedentarismo precoce e que essa situação aliada à alimentação cada vez menos natural e mais industrializada são conjuntos que vão levar definitivamente a uma consequência de obesidade em uma proporção cada vez maior de crianças.

Bolsonaro liga para Trump e agradece envio de mil respiradores

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Presidentes do Brasil e dos EUA conversaram na tarde desta segunda-feira

O presidente Jair Bolsonaro publicou em sua conta no Twitter ontem (1º) à noite que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde desta segunda-feira e agradeceu o envio de mil respiradores à América do Sul, sendo que 50 serão cedidos ao Paraguai e os demais ficarão no Brasil.

A informação do envio dos respiradores foi divulgada no domingo (31) pelo Itamaraty.

Bolsonaro disse que os dois presidentes também trataram sobre o “G7 [grupo que  reúne os países mais industrializados do mundo, composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido] expandido, o qual o Brasil deverá integrar, bem como questões do aço brasileiro.”

Nesta segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores informou que o governo dos Estados Unidos entregou ao Brasil 2 milhões de doses de hidroxicloroquina, “como demonstração da solidariedade” entre os dois países na luta contra o coronavírus.

Secretaria de Educação lança edital para contratos de merenda escolar

Medida visa maior eficiência e qualificação na gestão da alimentação para estudantes da rede pública; abertura de propostas será em 1º de julho

A Secretaria de Educação publicou, nesta segunda (1º), o Edital do Pregão Eletrônico SRP nº 03/2020 para o cadastramento de empresas especializadas no ramo alimentício interessadas em cuidar da alimentação escolar da rede pública. A abertura das propostas está marcada para 1º de julho, às 10h. A estimativa de investimento é de mais de R$ 375 milhões.

“Este é um novo programa de governo, que visa dar uma nova eficiência e melhor qualificação à gestão da merenda escolar, sempre visando os alunos”, afirma Cláudio Nelson Araújo Brandão, subsecretário de Infraestrutura e Apoio Educacional. Com o novo modelo, a Secretaria de Educação quer melhorar o serviço de alimentação escolar como um todo, abrangendo os processos de organização administrativa, preparo e oferta efetiva aos estudantes da rede pública de ensino.

O novo modelo também deve reduzir para menos da metade os mais de 50 contratos que a Secretaria de Educação mantém para fornecimento de produtos e pessoal, manutenção, equipamentos e utensílios das cozinhas escolares. “Essa decisão do governo vai dar uma maior eficiência à gestão e um salto de qualidade muito grande”, explica o subsecretário.

As empresas vencedoras ficarão responsáveis pela aquisição, guarda, preparo e distribuição da merenda; manutenção das cozinhas e depósitos; fornecimento de maquinário, mobiliário e utensílios; e insumos como gás de cozinha e materiais de limpeza. Segundo a secretaria, são servidas aproximadamente 94 milhões de refeições na rede pública de ensino por ano letivo.

Divisão

A contratação será dividida em quatro lotes que abrangem as 14 Coordenações Regionais de Ensino: o lote 1 será composto por Brazlândia, Ceilândia e Taguatinga; o lote 2 por Gama, Recanto das Emas, Samambaia e Santa Maria; o lote 3 por Guará, Núcleo Bandeirante, Plano Piloto, Cruzeiro e Sobradinho; e o lote 4 por Paranoá, Planaltina e São Sebastião.

Os contratos serão fechados com a Secretaria de Educação e válidos por um ano, com previsão de prorrogação conforme legislação específica. Além de terem que atestar capacidade técnica para a oferta do serviço, o processo de licitação será rigoroso e exige registro nos órgãos de classe, licença sanitária e certidões de regularidade fiscal.

Nutrição

A equipe de nutricionistas da secretaria irá aprovar e autorizar previamente todos os alimentos que serão ofertados para os estudantes, elaborando os cardápios e controlando a qualidade dos alimentos. “Iremos fornecer aos alunos uma refeição de maior qualidade, com uma carga nutricional elevada em um cardápio mais variado, além de garantir que todos serão alimentados”, ressalta Brandão. Além disso, os cardápios serão divulgados para a comunidade escolar.

Empregos

Os funcionários terceirizados que atuam diretamente com a alimentação dos estudantes nas escolas terão os empregos mantidos, assim como as merendeiras, que serão absorvidas para as empresas vencedoras da licitação, como explica o subsecretário: “Essa medida com as merendeiras atende a uma legislação distrital, e foi pauta da audiência pública”.

Agricultura familiar

Com a adoção do novo modelo, o GDF poderá investir recursos exclusivamente na compra de alimentos da agricultura familiar. “O vice-governador garantiu aos produtores que todo o dinheiro do Programa Nacional de Alimentação Escolar será utilizado na agricultura familiar. No ano passado, nós gastamos em torno de R$ 18 milhões e, com esse novo modelo, iremos gastar R$ 40 milhões”, afirma Brandão.

Plano do ensino não presencial é entregue ao Conselho de Educação do DF

Portaria que orienta quanto à jornada de trabalho durante esse tipo de aula será publicada nos próximos dias

A Secretaria de Educação entregou na sexta-feira (29/5) ao Conselho de Educação do Distrito Federal o “Plano de Validação das Atividades Pedagógicas Não Presenciais”. A construção do documento, que contém o eixo pedagógico do programa Escola em Casa DF, busca promover a equidade e a igualdade de condições a todos os estudantes, prevendo o acesso por meio de plataforma digital, de teleaulas e de materiais impressos. Outras ferramentas poderão ser usadas pelos professores e pelas escolas, de acordo com seus planejamentos e possibilidades.

O plano ficou em consulta pública de 20 a 27 de maio e sua versão inicial foi aprimorada com as contribuições das comunidades escolares, especialmente as unidades de educação básica (Uniebs), vinculadas às coordenações regionais de ensino. Ao todo, a Secretaria recebeu 1.383 mensagens de professores, estudantes, pais e mães, gestores, entre outros.

A data do retorno às aulas não presenciais será anunciada nos próximos dias. “Por ser algo novo e diante de uma situação limite, na qual precisávamos encontrar soluções inovadoras, tivemos de correr contra o tempo para planejar e montar uma estrutura que atendesse a todos os estudantes e, então, pudéssemos computar estas horas e garantir o ano letivo”, diz o secretário de Educação, João Pedro Ferraz.

“Para que tenhamos êxito na proposta, precisamos do engajamento das equipes escolares, que continuam com sua autonomia, para trabalhar o ensino não presencial em alinhamento com o currículo em movimento, que será readequado, com suas propostas pedagógicas originais e de acordo com suas realidades”, completa.

Nos próximos dias, será publicada uma portaria definindo os critérios para a atuação das equipes escolares no ensino não presencial. Os profissionais que estão nos grupos de risco irão atuar estritamente em atividades remotas. A frequência escolar será computada por meio da entrega de atividades on-line ou impressas, para os casos de estudantes que não tenham acesso a meios digitais.

Serão contratadas quatro emissoras de televisão, com sinal aberto em todo o DF, para transmissão de teleaulas ao vivo, apresentadas e produzidas por professores da Secretaria, de segunda a sexta-feira, nos três turnos. Também será contratado um estúdio para ministrar as teleaulas e um serviço de edição da programação veiculada ao vivo, para disponibilização no Youtube e na plataforma Google Sala de Aula. As teleaulas são destinadas à Educação Infantil, ao Ensino Fundamental, à Educação Especial e à Educação de Jovens e Adultos (EJA). As transmissões à noite serão exclusivamente para a EJA.

O Google Sala de Aula, atualmente em uso pelo Ensino Médio, será estendido a todas as etapas e modalidades. Estudantes e professores terão pacotes de dados gratuitos para acesso ao site da secretaria e à plataforma.

As escolas deverão manter plantões para atendimento remoto aos estudantes, que poderão ser feitos pela plataforma ou outro canal, conforme as condições e especificidade de cada uma.

Principais pontos do plano de validação

Públicos

O plano aborda todas as etapas e modalidades, desde a Educação Infantil, o Bloco Inicial de Alfabetização (BIA – 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental), anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Profissional e Técnica, que já pratica o ensino mediado em várias escolas.

Em razão das peculiaridades, propostas específicas complementares serão apresentadas posteriormente para: Educação Especial, Educação Integral, escolas do campo e escolas de natureza especial.

Também terão planos os atendimentos específicos: a escolarização da população indígena, da população em situação de rua, dos estudantes em acolhimento institucional, dos estrangeiros, do sistema prisional e da socioeducação.

Formação dos professores

A Subsecretaria de Formação dos Profissionais da Educação (Eape), que já realizou a formação para o Google Sala de Aula voltada aos professores do Ensino Médio, irá promover novas formações, para os professores das demais etapas e modalidades.

Para a utilização das teleaulas, a formação será realizada pela Subsecretaria de Educação Básica (Subeb).

Atividades e currículos

Para garantir a articulação entre as ferramentas pedagógicas disponibilizadas – plataforma, teleaulas e material impresso – estas  deverão seguir o planejamento aula a aula estabelecido pela Subeb, responsável pela readequação do currículo em movimento para o ano letivo de 2020, em todos os componentes curriculares e anos/séries.

Caberá aos professores desenvolveram atividades pedagógicas não presenciais, tanto para disponibilizá-las nas salas de aula virtuais quanto por meio de material impresso, destinado a estudantes que não tiverem acesso. Para elaborar os materiais impressos, as escolas atuarão em parceria com as Uniebs, de forma a assegurar a autonomia pedagógica às equipes docentes.

A periodicidade, a organização da entrega e a retirada das atividades, bem como a entrega dos materiais didáticos serão definidas pela própria escola, com acompanhamento e orientação das coordenações regionais de ensino.

A exceção será o primeiro bloco de atividades, que deverá ser entregue a contar de 15 dias do início da validação das aulas. Isso porque a partir deste bloco os professores deverão fazer uma análise diagnóstica para identificar estudantes que estejam enfrentando dificuldades de aprendizagem por meio de atividades mediadas.

Metodologia

As atividades elaboradas pelos professores, seja na plataforma ou por meio impresso, a serem entregues até o fim de cada bimestre/semestre, para efeitos de verificação de frequência e de avaliação para as aprendizagens, deverão ter caráter interdisciplinar, apresentar dinâmicas desafiadoras e partir das práticas sociais dos estudantes.

As atividades pedagógicas não presenciais impressas serão acompanhadas mediante a entrega destas à escola. Cada unidade deverá ter uma equipe para entregar periodicamente estas atividades e recebê-las dos estudantes ou responsáveis. Esta equipe e a logística de funcionamento dela estará sob a responsabilidade de cada gestão, considerando as medidas de segurança, podendo seguir um sistema de rodízio para evitar aglomerações.

Dificuldade de desempenho

A equipe docente deve assegurar e oportunizar aos estudantes que não conseguirem desempenho nas diversas formas avaliativas (impressas e/ ou on-line) a recuperação das aprendizagens ao longo e ao final do processo, bimestralmente/semestralmente.

A Secretaria fornecerá formulário próprio para os casos identificados, que deverão ter acompanhamento pedagógico ativo pela plataforma ou pela escola. Todos os contatos realizados com os familiares deverão ser documentados e registrados pela unidade escolar e/ou professor.

Comunicação com a comunidade escolar

Cada escola deverá estabelecer com sua comunidade escolar estratégias de comunicação. Podem ser usados, entre outros, podcasts, vídeos educativos e contato telefônico.

Fazendo-se necessário e assegurando-se os devidos cuidados e protocolos sanitários, a estrutura escolar deve ser disponibilizada e organizada para possíveis atendimentos presenciais aos pais e/ou estudantes no que diz respeito a esclarecimentos sobre o trabalho pedagógico, realização das atividades impressas/virtuais e orientações relativas às atividades pedagógicas.

Busca ativa

Caso a escola não consiga localizar o estudante para entrega do material, por motivos de mudança de endereço e/ou de telefone, entre outros, será adotado um plano de busca ativa, elaborado pela Secretaria de Educação em articulação com demais órgãos do Governo do Distrito Federal.

Coordenação pedagógica

É necessário o uso dos espaços de coordenação pedagógica para que o corpo docente possa coordenar, planejar e produzir conteúdos que dialoguem de forma interdisciplinar e costurados com as ferramentas que sustentam o ensino remoto: plataforma, material impresso e videoaulas.

Cada escola irá organizar a coordenação pedagógica, garantindo o caráter formativo e a articulação de todos os profissionais da educação que compõem o espaço escolar. Ressalta-se a importância dos profissionais das salas de recursos generalistas e/ou específicas, do serviço de orientação educacional, do serviço especializado de apoio à aprendizagem, do coordenador pedagógico, da equipe gestora, do coordenador intermediário da Unieb, entre outros, para a construção e oferta educacional acessível e adequada a cada estudante.

Frequência e avaliação

Ao longo de cada período letivo (bimestre/semestre), o estudante montará um portfólio ou webfólio de atividades por componente/unidade curricular, ou por área do conhecimento. Por meio deste instrumento, o professor atestará a presença do estudante e fará sua avaliação.

No caso da Educação de Jovens e Adultos (EJA), a entrega deverá acontecer ao final de cada módulo ou semestre letivo. Esse portfólio ou webfólio poderá ser postado na plataforma Escola em Casa DF ou entregue, de forma impressa, diretamente na escola.

As escolas poderão adotar ainda outros instrumentos e procedimentos de avaliação, tais como provas, projetos de pesquisas e relatórios, entre outros, conforme suas especificidades e propostas pedagógicas.

Apoio na avaliação

Os serviços como orientação educacional, sala de recursos, bem como profissionais como pedagogos e psicólogos poderão atuar como apoiadores dos professores para elaboração de avaliações adaptadas, tendo em vista as necessidades de aprendizagem dos estudantes, sobretudo os com transtornos funcionais, necessidades educacionais especiais.

Plantões escolares

A escola deverá disponibilizar horários de plantões de dúvidas/atendimentos remoto aos estudantes por meio da plataforma ou outro canal de atendimento remoto, organizados pela escola conforme sua especificidade.

Organização e produção das videoaulas

As videoaulas ficarão a cargo de um grupo de professores da Secretaria, selecionados pela Subeb pela Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin) que, sob coordenação da Eape, produzirão conteúdos pedagógicos que complementarão as demais ferramentas previstas no plano.

A organização e o planejamento das videoaulas deverão prever momentos de revisão, resolução de exercícios ou outro instrumento que permita a sincronização entre as aulas com o intuito de viabilizar o acompanhamento do estudante.

Para os estudantes da Educação Básica, exceto a modalidade da Educação Profissional e Técnica, serão veiculadas videoaulas ao vivo de segunda a sexta-feira, em 4 canais diferentes de televisão e no canal @Educadf disponível no Youtube, com canais específicos para cada ano ou série, seguindo os tempos de programação do quadro abaixo.

Para a EJA, as aulas televisionadas serão no período noturno. As manhãs serão dedicadas ao 9º ano do Ensino Fundamental e ao Ensino Médio. À tarde, as aulas ao vivo serão direcionadas à Educação Especial, à Educação Infantil, ao Bia, e ao 4º, 5º, 6º, 7º e 8º anos do Ensino Fundamental.

GDF autoriza retomada da coleta seletiva, mas exige plano de segurança

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Medidas de prevenção devem ser apresentadas pelas empresas e cooperativas para poderem dar início às atividades

O governo do DF autorizou, em decreto publicado no último dia 30 de maio, a retomada das atividades de coleta seletiva no DF. Isso inclui a coleta, o recebimento e a triagem de resíduos sólidos recicláveis nas Instalações de Recuperação de Resíduos (IRRs) e a triagem de resíduos nas usinas de compostagem do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU).
Mas, para iniciar a operação, empresas e cooperativas que prestam o serviço devem apresentar um plano de segurança e prevenção de riscos para avaliação da Subsecretaria de Vigilância em Saúde do Distrito Federal e aprovação do SLU.Este plano é para garantir a segurança de cooperados, associados e trabalhadores envolvidos nas atividades e evitar riscos de contaminação, especialmente pelo novo coronavírus. As atividades de coleta seletiva estão suspensas desde o dia 20 de março, por causa da pandemia.

O SLU já formou uma comissão especial para estudar como realizar essa retomada com segurança.  A assessora da Diretoria Técnica do SLU, Andreia Portugal, explica que o SLU sempre trabalhou com protocolos de segurança, considerando que os resíduos sólidos já são materiais potencialmente contaminantes.

“Diante da pandemia, esses protocolos foram aperfeiçoados e vêm sendo intensificados. Essa experiência vai contribuir para que a volta da coleta seletiva seja realizada com segurança no DF. Estamos estudando a melhor forma de fazer isso sem colocar em risco a saúde dos trabalhadores”, pontuou a assessora.

Taguatinga recebe mais 964 metros de novos pisos

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Neste ano, a cidade já recebeu 4,7 quilômetros de novos passeios, construídos com investimentos de R$ 950 mil. Agora, trecho no início da Samdu Norte está em obras

A revolução nas calçadas em Taguatinga continua. Já são quase cinco quilômetros de passeios construídos e reformados. Agora, uma demanda antiga de moradores é atendida, com a reconstrução das passagens no início da Avenida Samdu Norte, em volta do 2º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Serão mais 964 metros de novos pavimentos.

Ali, entre a C11 e a QNC 1, a fase é de retirada de resíduos da calçada antiga e colocação de meios-fios. “A demanda sempre foi grande”, explica o administrador da cidade, Geraldo César. “Tem um condomínio em frente com muitos moradores que reivindicavam. A nova calçada nesse trecho também vai atender a quem vem do centro ou da estação do metrô e segue pela Samdu”.

Em frente ao batalhão, serão construídos 430 metros quadrados de passeios com acessibilidade; próximo ao condomínio, de 300 apartamentos e mais de mil habitantes, outros 534 m². Síndica do residencial, Daniela Corrêa conta que a reivindicação vem de gestões anteriores. “O problema sempre existiu, com passagens com ondulações e situação crítica”, lembra. Agora, ela acompanha o andamento da obra tão aguardada pelos vizinhos.

“Essa nova calçada vai trazer muitos benefícios”, ressalta. “Por ser no centro, fazemos muitas atividades a pé. Temos grande fluxo de idosos, crianças que estudam próximo e vão caminhando, pessoas vão trabalhar”. Danificadas e próximas à pista, as antigas calçadas eram fonte de insegurança e acidentes. “A melhoria vai evitar torções e tropeços. Tenho certeza que será mais seguro”, diz Daniela.

Como fazer demandas 

A Administração Regional de Taguatinga direciona as demandas conforme necessidade para execução do serviço e acompanha as obras. As execuções fazem parte de um contrato da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), ao custo total de R$ 2,1 milhões. Moradores podem solicitar esses serviços por meio da Ouvidoria, pelo telefone 156 (Opção 9), gratuitamente, ou fazer o protocolo na administração, indicando endereços.

A cidade já tem novas calçadas em trechos da Avenida Elmo Serejo, entre a Samdu e a QNL, ao lado do Serviço Nacional da Indústria (Senai), entre o Departamento de Trânsito (Detran) e a Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II) e na QNG 39, próximo à 17ª Delegacia de Polícia.

Por todo o DF

Desde o início do ano, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) construiu 167 mil metros quadrados de calçadas em todo o DF. Além de Taguatinga, outras dez regiões administrativas ganharam novos passeios neste primeiro semestre: Samambaia, Santa Maria, Ceilândia, Brazlândia, Plano Piloto, São Sebastião, Jardim Botânico, Octogonal, Recanto das Emas e Águas Claras.

Imagem do Samu durante a pandemia é aprovada por 82% dos servidores

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Pesquisa foi feita com cerca de 300 profissionais do setor, como enfermeiros e médicos, entre outros que atuam na área

Em tempos de coronavírus, saber como os profissionais de saúde estão se sentindo é importante para melhorar os processos de trabalho. Respondida voluntariamente por 300 servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), uma pesquisa  recente apurou que 82% deles estão satisfeitos ou muito satisfeitos com a imagem da unidade de saúde no cenário da pandemia.

Conforme o levantamento, 58% dos servidores que responderam o questionário consideraram estar satisfeitos e 24% deles muito satisfeitos com a imagem do Samu neste momento. A soma dos dois itens avaliados sinaliza resultado positivo para a instituição.

“Em meio às preocupações gerais dos servidores com relação a adoecimento ou outras questões, eles sabem que temos feito de tudo para garantir que o trabalho de todos seja executado da forma mais segura e eficiente possível durante a pandemia”, avalia o diretor o Samu, Alexandre Garcia.

Ações eficientes

Entre as questões formuladas, destacou-se um trecho que pergunta se os profissionais já tiveram contato com algum paciente com Covid-19: 52% responderam que sim. Perguntados se recomendariam o serviço do Samu a algum familiar ou amigo que necessitasse de atendimento de saúde, 100% dos entrevistados se manifestaram positivamente.

A coordenadora da pesquisa e chefe do Núcleo de Educação do Samu, Letícea Moraes, ressalta mais bons números. “Vimos que a maioria está satisfeita ou muito satisfeita com outros quesitos também, como apoio recebido pelo supervisor (86%), orientações sobre a Covid-19 (86%), viabilidade de paramentação (81%), privacidade do paciente (82%), humanização no atendimento (88%), o que mostra um alto grau de aprovação das ações”, detalha.

Das categorias profissionais que participaram da pesquisa, 44% foram técnicos em enfermagem, 23% condutores, 19% enfermeiros, 11% médicos, 1% psicólogo, 1% assistente social e 1% técnico administrativo.

Vacinação é prorrogada para público de todas as fases da campanha

Prazo agora vai até o dia 30 deste mês

Diante de um baixo índice de vacinação de grupos prioritários, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve seu prazo ampliado e agora vai até o dia 30 deste mês. Segundo o Ministério da Saúde, dos 77,7 milhões de pessoas consideradas público prioritário, 63,53% receberam a vacina. Com a prorrogação, a expectativa é vacinar mais 28,3 milhões de pessoas.

A campanha teve três fases. Dividida em duas etapas, a terceira e última fase, iniciada em 11 de maio, tinha previsão de vacinar 90% do grupo considerado prioritário até o dia 5 de junho. Como o resultado ainda está aquém do esperado, o governo adotou a estratégia de prorrogar a data final para o dia 30.

Segundo o Ministério da Saúde, até o último fim de semana 25,7% de 36,1 milhões de pessoas estimadas nesta terceira fase foram vacinadas. “Desde o início da ação nacional, em 23 de março, 50 milhões de pessoas foram vacinadas, faltando ainda 28,3 milhões que ainda não receberam a vacina”, informou a pasta.

Nesta segunda etapa, a campanha tem como foco principal os professores de escolas públicas e privadas e adultos de 55 a 59 anos. Já a primeira etapa (da terceira fase da campanha) teve como público-alvo pessoas com deficiência; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes e mães no pós-parto até 45 dias.

Em nota, o secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, disse que, além de ser importante para reduzir complicações e óbitos em decorrência da gripe influenza, a prorrogação da campanha é “mais uma oportunidade para que os públicos de todas as fases, que ainda não se vacinaram, possam procurar de forma organizada as unidades de saúde”.