A comunidade do setor Santa Luzia recebeu as doações do Comitê Emergencial da Covid-19
Aconteceu nesta sexta-feira (5), no setor habitacional Santa Luzia, na Estrutural, mais uma relevante ação social organizada pelo Comitê de Emergência Covid-19. Criado pelo GDF logo no início da pandemia, o grupo conta com a participação de servidores de vários órgãos que fazem parte do Grupo de Trabalho Social (GT-Social), e tem realizado vários mutirões de solidariedade e combate à fome no DF. Hoje, por exemplo, foram beneficiadas 2 mil famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade nessa comunidade carente que conta com mais de 3,7 mil domicílios e cerca de 16 mil pessoas.
A movimentação para a realização dessa operação, encabeçada pela Secretaria de Economia do Distrito Federal e coordenação social pela Subchefia de Políticas Sociais e Primeira Infância, teve início a partir das 8h e contou com a participação de agentes das Forças de Segurança do DF – Corpo de Bombeiro, Polícia Militar, Detran-DF e Defesa Civil. “Foi uma operação de sucesso, bem planejada, bem motivada e que minimiza o sofrimento humano das pessoas afetadas pela Covid-19 aqui na Santa Luzia”, avaliou o subsecretário da Defesa Civil, Sérgio Bezerra
Doações
Para a primeira-dama, Mayara Noronha Rocha, bastante engajada com as atividades sociais em todo DF, trata-se de mais um esforço de solidariedade e apoio do GDF nesse momento de crise sanitária. “Essas ações têm grande importância por atuar de forma ágil para garantir o apoio para essas pessoas que necessitam das cestas básicas e de agasalhos. A solidariedade é um ato de amor ao próximo”, defendeu. “Essas ações constantes e céleres de solidariedade do Governo têm garantido melhores condições para a população carente”, reforçou a coordenadora do GT-Social do Comitê de Emergência do Covid-19 e Chefe da Subchefia de Políticas Sociais e Primeira Infância, Anucha Soares.
Desempregada faz um bom tempo, a moradora Francisca Evaneide agradeceu muito a ajuda do governo. “A precisão que passamos aqui é muito grande, ficou muito feliz com essa cesta que será de grande ajuda”, agradeceu.
“São 2 mil cestas básicas que estão sendo distribuídas para quem está na ponta da linha, para quem mais precisa, esse é o GDF presente”, enfatizou o administrador da Estrutural, Major Alexandre Cunha.
“Sabemos dos efeitos negativos da pandemia, como o desemprego, tudo isso está causando na sociedade, por a relevância dessa ação que acontece por determinação do governador Ibaneis”, observou o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres.
Deputado quer discutir autorização para convocação em 2021 dos aprovados em concurso
No dia 15 de maio, o Governo do Distrito Federal (GDF) encaminhou à Câmara Legislativa, o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2021. Com data limite para votação no dia 30 de junho, o deputado Delmasso quer incluir no Anexo IV da LDO, autorização para convocação de aprovados em concurso público.
O Anexo IV da LDO, que trata das Despesas de Pessoal Autorizadas a Sofrerem Acréscimos, será o tema da reunião, de iniciativa de Delmasso. “Queremos discutir com todas as comissões de aprovados em concursos públicos esta inclusão de autorização no Anexo IV, para que possamos garantir em 2021, a nomeação dos aprovados em concursos vigentes atendendo os requisitos da Lei Complementar Federal no. 173/2020″, explica o parlamentar.
SERVIÇO
DATA: 08/06
HORA: 15h
PLATAFORMA: Zoom, ID da reunião: 518 899 8204, senha: APROVADOS
Mais de 1,7 mil pessoas, direta e indiretamente, foram beneficiadas pelo programa de melhorias habitacionais conduzido por essa gestão da Codhab
Em um ano e meio, mais de 1,7 mil pessoas, direta e indiretamente, foram beneficiadas pelo programa de melhorias habitacionais conduzido por essa gestão da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab).
Além de reduzir o déficit habitacional e diminuir a lista de famílias à espera da casa própria, por meio da ação, o GDF garante moradia de qualidade para a população de baixa renda do Distrito Federal.
Tratam-se de famílias atendidas por dois subprogramas do eixo Na Medida, inserido na política habitacional do DF, o Habita Brasília. Uma das ações é batizada de Melhorias Habitacionais, e, por meio dela, o governo financia a elaboração de projetos e até de obras de reforma em casas construídas em áreas de interesse social.
Desde janeiro de 2019, 250 projetos arquitetônicos de requalificação habitacional foram elaborados e 150 obras executadas em cidades como Estrutural, Sol Nascente e São Sebastião, Riacho Fundo e Itapoã . O programa é destinado para famílias com renda de até três salários mínimos.
Por meio de empresas licitadas ou do trabalho das equipes dos Postos Avançados instalados dentro das comunidades – compostas por arquitetos, engenheiros, assistentes sociais e voluntários – a Codhab reforma cozinhas, áreas de serviço, banheiros, paredes, piso e telhados de casas em áreas regularizadas ou passíveis de regularização. Também reforçam a estrutura das residências, ampliam cômodos e fazem ventilação e iluminação nos domicílios.
Domicílios insalubres
A obra deve custar, no máximo, R$ 25 mil, incluindo os gastos com material, mão de obra e encargos legais e objetiva sanar problemas de salubridade e/ou segurança na residência. “O programa começou com reformas de R$ 10 mil, mas vimos que a precariedade nessas casas é muito grande. E, como o estado só entra naquela casa uma vez, nos esforçamos para aumentar o valor. São casas sem banheiros, feitas com material construtivo de baixa qualidade e com superadensamento (mais de três pessoas) em alguns cômodos”, afirma a arquiteta Sandra Marinho da Diretoria de Assistência Técnica da Codhab, coordenadora do programa.
No caso de Kátia Cristina Pereira Cruz, 49 anos, os arquitetos e engenheiros do programa Melhorias Habitacionais constataram que a casa, na Estrutural, não suportaria uma reforma e demoliram o imóvel e o construíram de novo. O domicílio tinha em uma sala com cozinha americana, um banheiro e um único quarto onde dormiam todos os moradores da casa: Kátia e seus três filhos adultos.
José Augusto Cruz de Oliveira, 25, um dos filhos, foi quem inscreveu a mãe no programa. “Ela mora aqui desde que era invasão e construiu a casa como deu. Não tinha reboco, nem piso. E ela nunca teve condições de reformar”, conta. Agora, a família convive com mais um cômodo e os filhos dormem em quarto separado do da mãe.
A empresa que fez a reconstrução da casa contratou o marido de Kátia para trabalhar na obra. “Além de fazer melhorias em casas insalubres, ainda potencializamos a geração de emprego. As empresas costumam contratar pessoas da própria comunidade”, ressalta a arquiteta da Codhab. Segundo a companhia, foram gerados mais de 450 empregos diretos e indiretos por meio dos programas habitacionais do GDF.
Em março deste ano, a Codhab abriu um pré-registro para interessados no programa Melhorias Habitacionais, com o objetivo de mapear novas áreas para a atuação. Cerca de 450 famílias de todo o DF se registraram. A previsão é que novas inscrições sejam abertas no segundo semestre e o atendimento aos novos selecionados comece assim que a pandemia do coronavírus permitir. Atualmente, as reformas do programa estão suspensas por tempo indeterminado.
Módulo Embrião
Também entram na conta de beneficiados pelo programa habitacional do governo as famílias selecionadas para receber uma das 30 casas populares construídas nas QRs 619 e 621 de Samambaia do projeto Módulo Embrião, que faz parte do subprograma Moradia Digna, voltado para a população em situação de vulnerabilidade.
Essas pessoas estão incluídas na faixa 1 da política habitacional, têm renda entre R$ 0 e R$ 1.800, e são encaminhadas para a Codhab pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).
Ao todo serão entregues 108 módulos, que já estão em construção e devem ficar prontos nos próximos meses. O Módulo Embrião é uma construção básica de 44 metros quadrados composta de sala, quarto, cozinha, banheiro e área de serviço, com ligações de água, energia, cobertura, vedações e todos os acabamentos.
A casa poderá ser ampliada por cada morador por meio da autoconstrução (construção de unidades habitacionais de baixo custo por seus próprios usuários), com assistência técnica dos arquitetos e engenheiros da Codhab gratuita. Nedna mostra orgulhosa a planta da sua futura casa que terá espaço suficiente para ela, marido e três filhas.
Nedna Nogueira mostra orgulhosa a planta da sua futura casa que terá espaço suficiente para ela, marido e três filhas. Foto: divulgação Codhab
A família de Nedna Nogueira, 33 anos, foi uma das beneficiadas pelo Módulo Embrião. Ela recebeu a casa no final de abril e já elabora o projeto para construir mais dois cômodos no imóvel. Um deles será o quarto que será divido pelas filhas e o outro será a sala da residência, já que a atual é pequena para Nedna, o marido e as três filhas de 8, 14 e 17 anos.
Até que os dois cômodos fiquem prontos, a família continuará improvisando. Nedna dorme no chão da sala com o marido e as filhas dormem no quarto. A construção será feita pelo vizinho, que é pedreiro e deu a mão de obra de presente.
“Não tenho nem palavras para agradecer o GDF por ter me dado essa casa. Eu morava na casa da minha mãe, em Santa Maria, porque nem o dinheiro do aluguel eu tinha”, conta Nedna que vive com a renda do programa Bolsa Família. Ela e o marido estão desempregados.
Pacientes com queimaduras devem procurar o pronto-socorro do hospital para recuperação
Mesmo com a pandemia do novo coronavírus e a transformação do Hospital Regional da Asa Norte (HRan) em referência para o atendimento de casos de pacientes com Covid-19, a Ala de Queimados da unidade continua funcionando normalmente.
“Somos referência no atendimento de pacientes queimados no Centro-Oeste. Não podemos parar de atender e nem fechar o ambulatório. Por isso, desde a pandemia, seguimos um protocolo e fluxo de atendimento diferenciado para não contaminar a área e nem a nossa equipe, já que somos poucos para tratar as queimaduras”, explica o chefe da Unidade de Queimados do Hran, Gilberto de Aguiar.
Para evitar uma possível contaminação, os pacientes que chegam para tratar de queimaduras fazem primeiro o teste para a detecção da Covid-19. Somente após o resultado negativo é que são encaminhados para a Ala dos Queimados. A medida de segurança visa proteger tanto os pacientes internados no setor, como os servidores.
De acordo com Gilberto, são realizados cerca de 210 atendimentos mensais de pacientes com queimaduras no pronto-socorro. Uma média diária de sete a dez casos por dia. A média de internação anual na Unidade de Queimados é de 270 pacientes.
“Todos os pacientes passam primeiro no pronto-socorro, onde é feito o primeiro atendimento. Dependendo do caso, alguns são encaminhados para acompanhamento no ambulatório e outros ficam internados”, esclarece.
Segundo o chefe da Unidade de Queimados do HRan, geralmente são encaminhados para a internação casos de queimaduras na face, mãos e genitália. Além de casos de queimaduras de 3º grau, choque elétrico, queimadura química, inalação de fumaça e situações em que o paciente, tanto adulto como criança, tenha queimado 15% do corpo. “É um tratamento muito doloroso. Em algumas situações é necessário aplicar analgesia. Por isso, eventualmente preferimos internar o paciente, pois lá é possível dar banho e cuidar melhor da queimadura”, afirma.
Prevenção
Neste sábado (6), é celebrado o Dia Nacional de Luta contra Queimaduras e a prevenção é a melhor forma de evitar acidentes e a ida ao pronto-socorro. Medidas simples e práticas podem ser tomadas, ainda dentro de casa, como:
– Manter as crianças afastadas da cozinha, principalmente quando o fogão ou forno estiverem em uso;
– Ao usar velas, manter longe de objetos inflamáveis, como cortinas;
– Desligar os eletrodomésticos e eletrônicos da tomada antes de sair de casa;
– Evitar tomar sol das 10h às 16h.
Em caso de acidente, vá ao pronto-socorro e não toque na área queimada. Também não é recomendado furar as bolhas que surgirem na pele e não usar produtos domésticos para tratar a queimadura. Havendo necessidade, a equipe do Hran está a postos para atender e orientar à população.
Frio
No período do inverno o número de casos de queimaduras costuma aumentar, já que as pessoas querem se aquecer de alguma maneira, como em lareiras e fogueiras. Além de aumentar o preparo de caldos e o manuseio com água quente.
“Nesse período do ano sempre acontece mais casos de acidentes com crianças, que puxam as panelas do fogão, onde ocorrem as escaldaduras. Além disso, tem a questão do álcool em gel e até mesmo da facilidade de compra de álcool 70% e até 90% nos supermercados por conta da pandemia”, alerta o médico.
Por conta disso, Gilberto frisa o quanto é necessário ter cuidado na hora de mexer com fogo. A Emergência do Hran funciona 24 horas, todos os dias da semana. Além disso, tem o ambulatório de portas abertas, que funciona de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h e de 14h às 18h, onde são realizadas trocas de curativos e acompanhamento de pacientes com queimaduras menos graves.
Clientes têm a possibilidade de financiamento de até 100% das propriedades da União
O Banco de Brasília (BRB) é o primeiro banco do país a oferecer financiamento para propriedades da União em processo de regularização.
A modalidade do BRB para financiamento de lotes urbanos é destinada a imóveis residenciais e comerciais de pessoas físicas ou jurídicas, e oferece taxa de juros a partir de 9,50% ao ano, com acréscimo da taxa referencial, a melhor do mercado.
Os clientes têm a possibilidade de financiamento de até 100% do imóvel, prazo de até 240 meses para pagar (com parcelas decrescentes), além da possibilidade de financiar custas cartorárias e Impostos de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).
“O BRB segue exercendo seu papel de Banco público e de protagonista do desenvolvimento econômico, social e humano do DF e entorno. Ser a instituição financeira pioneira na concessão de financiamento de imóveis em processo de regularização de propriedade da União é motivo de orgulho para todos nós e para o povo de Brasília”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
A concessão de financiamento para propriedades da União em fase de regularização foi possível por meio da Portaria Nº 2.826, de fevereiro deste ano, e que regulamentou a Lei Federal 13.465.
Para a aquisição do financiamento, o cliente precisa, durante toda a vigência do contrato, ter conta-corrente no banco, crédito mensal de salário na instituição, cartão de crédito BRB e mobile banking ativo.
Morreu na manhã de hoje (5), no Rio de Janeiro, o economista Carlos Lessa, aos 83 anos, de covid-19.
A informação foi confirmada pela reitora Denise Pires de Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ele era professor, em evento online de aniversário do Museu Nacional.
Lessa foi reitor da UFRJ em 2002, cargo do qual se licenciou para assumir a presidência do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em 2003, onde ficou até o fim de 2004.
A Reitoria da UFRJ decretou luto oficial de três dias. Professor titular da instituição, Lessa se graduou em Ciências Econômicas na UFRJ em 1959, e fez mestrado no Conselho Nacional de Economia e doutorado Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Ele foi indicado ao cargo de reitor da UFRJ em 2002 com a preferência de 85% da comunidade universitária e fundou o bloco de carnaval da universidade, o Minerva Assanhada. Escreveu livros e artigos sobre economia, cultura e história.
“A Reitoria da UFRJ lamenta profundamente a perda de Lessa e presta condolências à família e aos amigos. O Brasil perde um grande Brasileiro, com B maiúsculo”, diz a nota divulgada pela instituição.
Carreira
Carlos Lessa trabalhou também no Ministério das Relações Exteriores, Centro Econômico para América Latina (Cepal/ONU), Superintendência de Desenvolvimento Econômico (Sudene), Instituto Latino-Americano e do Caribe de Planificação Econômica e Social (Ilpes/ONU), Banco Interamericano de Desenvolvimento (Intal/BID/Argentina), Centro Interamericano de Capacitação em Administração Pública (Cicap/Venezuela), Universidade do Chile, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação para o Desenvolvimento da Administração Pública (Fundap), Conselho Superior de Previdência Social (CSPS) e Universidade de Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
A informação sobre a morte de Lessa foi compartilhada por seu filho, Rodrigo Ribeiro Lessa, através de redes sociais.
“Meu amado pai foi hoje às 5 horas da manhã descansar. A tristeza é enorme. Seu último ano de vida foi de muito sofrimento e provação. O legado que ele deixou não foi pequeno. Foi um exemplo de amor incondicional pelo Brasil, coerência e honestidade intelectual, espírito público, um professor como poucos e uma alma generosa que sempre ajudou a todos que podia quando estava a seu alcance, um grande amigo. Que descanse em paz”.
Segundo Rodrigo, a despedida será feita em uma cerimônia virtual, em função da pandemia de covid-19.
Celebridade difamou clínica veterinária onde morreu animal de estimação
A ex-BBB Iris Stefanelli foi condenada a pagar multa de R$ 2 mil ao Judiciário por ter faltado a uma audiência de conciliação. Ela tentou desmarcar o evento, com o consentimento da parte contrária, na própria data marcada, sem respeitar os dez dias de antecedência estabelecidos no Código de Processo Civil (CPC).
A 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a decisão liminar da 2ª Vara Cível de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Por se tratar de um agravo de instrumento, a determinação está sujeita a recurso.
A celebridade foi acusada de difamar um estabelecimento veterinário, nas redes sociais e na mídia, por conta da morte de sua cachorrinha no local.
A clínica veterinária alega que prestou todo o atendimento ao animal, porém, por motivos alheios à atuação de sua equipe médica, ela não sobreviveu. A empresa informa ainda que, em virtude do ocorrido, a dona do animal passou a se utilizar de diversos meios de comunicação para difamar a imagem da empresa.
No dia da audiência de conciliação entre as partes, a ex-BBB avisou que, por residir atualmente na cidade de São Paulo, não poderia comparecer ao encontro.
Sentença
Para o juiz Carlos José Cordeiro, o não comparecimento da parte à audiência conciliatória é passível de compensação financeira, uma vez que o pedido de dispensa da audiência deve ser feito com 10 dias de antecedência da data designada para a tentativa de acordo.
À parte que não comparecer nem justificar sua ausência, o magistrado pode aplicar multa de até 2% do valor da causa, revertida em favor do Estado.
A ex-BBB recorreu, pedindo a retirada da multa por ter justificado devidamente o não comparecimento.
Decisão
A relatora do recurso, desembargadora Cláudia Maia, rejeitou o pedido sob a alegação de que o representante legal da celebridade foi intimado, via Processo Judicial eletrônico (PJe), com mais de 30 dias de antecedência.
Segundo a magistrada, até a véspera da realização da audiência, nada foi apresentado. “A envolvida e sua defesa tiveram mais de 20 dias legais para manifestar o desinteresse na conciliação, mas não o fizeram”, concluiu.
Por fim, a relatora explicou que a multa é fixada de acordo com o valor atribuído à causa, que, no caso, é de R$ 100 mil.
Acompanharam o voto da relatora os desembargadores Estevão Lucchesi e Marco Aurélio Ferenzini.
Gabinete especial da Saúde montado na cidade dará mais agilidade no combate à Covid-19. HRC terá área específica para tratamento
O Governo do Distrito Federal (GDF) decidiu instalar um gabinete especial da Secretaria de Saúde em Ceilândia para dar mais agilidade às ações da pasta. A medida foi tomada devido o crescimento do número de infectados com o novo coronavírus na região administrativa. Entre as ações já anunciadas pelo governo estão a inauguração de um hospital de campanha e outro hospital acoplado, no prazo de 60 dias. A cidade também ganhará uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) até dezembro.
Na manhã desta quinta-feira (4), primeiro dia de funcionamento da nova sede da pasta, o vice-governador Paco Britto esteve em Ceilândia para acompanhar o início dos trabalhos. Ele explicou que, por determinação do governador Ibaneis Rocha, o secretário de Saúde, Francisco Araújo, ficará na cidade até o próximo dia 10 para implantar o novo fluxo no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
“O governo está preocupado e se mostra presente para conter o avanço da doença em Ceilândia. Mas é preciso também que a população se conscientize, porque esse vírus mata”, frisou o vice-governador. Paco explicou que o HRC terá uma área específica – entre 30 e 50 leitos – para os pacientes da Covid-19. “Todas essas ações trarão mais agilidade para que possamos agir em Ceilândia”, destacou.
Antes da inauguração da UPA, Ceilândia ganhará, ainda, um hospital acoplado ao HRC com cerca de 70 leitos para atendimento aos pacientes infectados pelo coronavírus. O hospital da campanha – outra construção prevista para os próximos dias – também terá foco no atendimento aos pacientes de Covid-19 da região.
O vice-governador explicou que embora o lockdown seja uma medida extrema, ela não está descartada em cidades que apresentem crescimento significativo no número de casos da doença. “O principal, porém, é a conscientização da população. Mas não adianta fazermos campanhas, determinar o uso obrigatório de máscaras, e as pessoas não praticarem o distanciamento, o comércio não respeitar as novas normas de funcionamento”, disse.
De acordo com Paco Britto, outras medidas podem ser tomadas anteriores à decisão de lockdown, como o fechamento responsável de algumas áreas. “O governador Ibaneis não tem problema algum em voltar atrás de seus decretos. Tudo é analisado em cima dos índices da Codeplan e, se for preciso, pelo bem da população do DF, ele voltará atrás sim”, adiantou.
Gestão em Ceilândia
Até o dia 10 de junho, o secretário de Saúde Francisco Araújo trabalhará em Ceilândia. De lá, fará despachos internos e vai alinhar ações que tenham como objetivo reduzir o aumento dos casos de coronavírus registrados na cidade.
Segundo o vice-governador, o aumento no número de testagens realizadas pelo governo nos moradores de Ceilândia influencia, diretamente, no crescimento de casos da Covid-19 na região. “Foram cerca de 25 mil testes, ou seja, muitos assintomáticos apareceram nas estatísticas. Mas faço um apelo à população que é o de se conscientizar que o vírus é perigoso, mata, e a única forma de evitarmos o contágio, neste momento, é praticando o isolamento social, o distanciamento, usando a máscara e evitando aglomerações”.
Partidos terão liberdade de estabelecer regras e procedimentos
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou hoje (4), por unanimidade, a realização de modo virtual das convenções partidárias para a escolha dos candidatos nas eleições municipais deste ano, tendo em vista as recomendações de distanciamento social durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).
Pela decisão, ficou estabelecido que os partidos têm liberdade de estabelecer regras e escolher os procedimentos para a realização das convenções virtuais, desde que garantam ampla publicidade a todos os filiados e atendam a todas exigências da legislação eleitoral já em vigor.
A flexibilização foi autorizada em resposta a duas consultas feitas por deputados federais e a uma terceira feita pelo partido Republicanos.
“No meu modo de ver, negar a adoção desse formato virtual no momento atual seria ignorar a realidade enfrentada no combate à doença. Na seara específica do processo eleitoral, seria inviabilizar essa etapa imprescindível à realização de eleições democráticas e transparentes”, disse o relator das consultas, ministro Luis Felipe Salomão, que foi acompanhado por todos os outros seis ministros que compõem o TSE.
O tribunal formará um grupo de trabalho para estabelecer regras de envio virtual dos resultados das convenções para a Justiça Eleitoral. Uma norma sobre o tema deve ser votada ainda neste mês, segundo o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.
De acordo com a legislação eleitoral, as convenções, obrigatórias para a escolha dos candidatos, devem ser realizadas por todos os partidos entre 20 de julho e 5 de agosto. No mesmo julgamento desta quinta-feira (4), o TSE reafirmou que não pode alterar tais datas sem prévia autorização do Congresso.
O governador de Goiás cobrou das autoridades municipais do Entorno maior ação contra o Covid-19 e criticou prefeitos que flexibilizaram o comércio
Entre os dez munícípios com maior número de casos do coronavírus em Goiás, seis são do Entorno do Distrito Federal. Essas cidades só perdem para as regiões metropolitanas do Estado, como Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia.
São elas: Águas Lindas de Goiás (266 casos), Valparaíso de Goiás (171), Santo Antônio do Descoberto (110), Luziânia (98), Novo Gama (92) e Planaltina de Goiás (89).
Os números são do mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado, na tarde desta quarta-feira (03). Goiás tem 159 mortes e 4.589 casos confirmados de coronavírus. São 25.471 casos suspeitos em investigação. Há 31 óbitos suspeitos que estão em investigação. Já foram descartadas 250 mortes suspeitas nos municípios goianos.
Em entrevista a Sala de Imprensa da ABBP, o governador goiano Ronaldo Caiado fez um alerta aos prefeitos do Entorno. Ele pediu que as autoridades se preocupem mais com a vida da população do que as eleições municipais que acontecem no final deste ano.
“Sempre consideramos a área do Entorno como a mais crítica, devido à proximidade com o Distrito Federal, onde o vírus se espalhou rapidamente. São aproximadamente 120 mil pessoas que se deslocam para Brasília todos os dias. Muitas delas de renda média e baixa, com poucas condições de alimentação e de estrutura em suas residências. Muitas dessas pessoas se contaminaram em Brasília, que atingiu a disseminação comunitária muito rápido”, Afirmou Caiado.
Para Caiado, não existe ações de governo sem que haja comprometimento das autoridades locais, do cidadão. Ele citou como exemplo as ações de conscientização feitas em Luziânia para que a população siga as normais epidemiológicas. E criticou a administração municipal de Valparaíso que reabriu o comércio de rua e o shopping da cidade. Caiado afirmou que esses motivos mostram porque Valparaíso está muito na frente de Luziânia em número de casos de Covid-19.
“É preciso chamar as lideranças e pedir moderação. O fluxo de Valparaíso estava extrapolando a demanda. Líder político não pode ficar pensando em sua campanha eleitoral, um líder tem que se preocupar com a vida das pessoas, com a saúde, a segurança de sua população. Ou não quer ficar mal com ninguém, ou assume que são governantes responsáveis”, lamentou. Para Caiado, se os líderes não tiverem um compromisso o resultado será o aumento de casos.
Ronaldo Caiado destacou as ações de governo. Ele lembrou que foi o primeiro governador a implantar a quarentena e único Estado que chegou a 70% de isolamento social. “Não deixei faltar um leito para os pacientes. Estou instalando hospitais em Luziânia, amanhã foi inaugurar o hospital de Águas Lindas, e vou abrir o hospital de Formosa para podermos avançar no atendimento à população”, destacou
Nesta sexta-feira (5), Ronaldo Caiado e o presidente Jair Bolsonaro irão inaugurar o Hospital de Campanha de Águas Lindas. “O presidente confirmou presença. A obra feita pelo Governo Federal. O Estado será responsável pelo funcionamento dele”, explicou.
O local vai receber casos suspeitos e confirmados de doença pelo covid-19. O Hospital iniciará as atividades com 200 leitos de internação, todos com acesso à rede de gases, o que permite que sejam transformados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), conforme a necessidade.
Segundo o governador Caiado, inicialmente, o Estado trabalha para que pelo menos dez respiradores sejam encaminhados para o hospital. Dessa forma, a unidade abriria as portas com dez leitos de UTI já ativados para atendimento de casos graves de coronavirus.